Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

Vamos brincar de natureza e liberdade
Vamos brincar de floresta e ancestrais
Vamos viver como povos da terra, com respeito
Vamos brincar de conexão com a natureza
Vamos imaginar a vida em harmonia com a floresta
Vamos brincar de tribo, com respeito às raízes


“Vamos brincar de floresta,
não de estereótipos.
Descalços na terra,
com respeito aos que vieram antes,
aprendendo com o vento,
sem ferir a memória de ninguém.”
Helaine machado

Deus não fala alto.
Ele entra quando você já não aguenta mais
se ouvir.
Quando tudo em você quebra,
quando o caos perde a força,
quando você já não tem mais argumento
nem fuga…
Ele começa.
Não como resposta —
mas como presença.
Porque às vezes,
o diálogo com Deus
não nasce da fé…
nasce do esgotamento.
— Helaine Machado

Quando o barulho de dentro cala…
não é paz —
é exaustão.
É o cansaço de lutar consigo mesma
até não sobrar voz,
até o peito desistir de gritar.
E é nesse silêncio pesado,
quase morto,
que algo começa a sussurrar.
Não vem como milagre,
nem como luz bonita —
vem como um corte limpo na alma.
Helaine machado

sem verniz, sem pedir perdão —
esse teu riso meio torto
que não cabe em padrão.
Chamam de ogro o que é verdade,
o que não sabe fingir,
o que prefere ser inteiro
a se moldar pra caber ali.
Mas não endurece por inteiro,
não deixa o mundo te levar:
até pedra guarda água
se aprender a escutar.
Helaine machado

Sonhe —
mesmo que tudo em volta diga não,
mesmo que a vida tenha fechado portas
e deixado só o eco da solidão.
Sonhe…
como quem segura a última chama
numa noite sem estrelas,
como quem insiste em ver manhã
mesmo cercado de trevas.
Se for a última coisa, então que seja:
o último ato de coragem,
o último grito da alma
recusando a própria paisagem.
Helaine machado

Ser extraordinário
não é brilho fácil —
é carregar o peso de ser visto
e, ainda assim, continuar.
É estranho…
quando você cresce,
alguns não aplaudem —
medem, comparam, diminuem.
Não porque você seja demais,
mas porque o seu voo
lembra o chão onde eles ficaram.






Helaine machado

Verde, branco e grená pulsando no peito,
um canto que nasce como vento no Rio,
ecoando histórias de glória e respeito
nas arquibancadas de um sonho antigo.
És mais que um time — és memória viva,
das Laranjeiras brota tua raiz,
cada chute carrega a alma altiva
de quem nunca deixou de ser feliz.
No toque leve, na arte em campo,
há poesia em cada jogada,
como se o futebol fosse um canto
de esperança jamais calada.
Fluminense, chama que não se apaga,
mesmo na dor, insiste em brilhar,
porque quem ama não se entrega —
aprende, luta… e volta a sonhar.
Helaine machado

Chegam sem alarde,
sem passos que ecoam,
quase como quem pede licença
ao próprio ar.
Mas quando ficam…
mexem em tudo.
Viram o avesso da alma,
tocam onde ninguém ousou tocar.
Não gritam, não exigem,
não fazem tempestade —
são chuva fina
que insiste…
até encharcar o coração.
Têm cheiro de abrigo,
voz de oração baixa,
mãos que curam
sem anunciar milagre.
Helaine machado

A vida não pede licença —
ela chega, ensina, marca,
às vezes com mãos suaves,
às vezes com golpes que rasgam a alma.
Cada dor carrega um segredo,
cada queda sussurra uma verdade,
mas só entende quem aceita
que aprender também dói.
Há lições que queimam por dentro,
que a gente tenta negar, fugir, esconder…
mas quando, enfim, as abraçamos,
elas deixam de ser feridas
e se tornam armas silenciosas.
Helaine machado machado

Quero ser lembrada —
não por vitória, não por glória,
não por nada que caiba em mãos humanas.
Quero ser lembrada
porque desaparecer em vida
é uma morte que ninguém enterra.
Eu não quero aplausos,
quero prova de que eu não fui um vazio andando,
de que meus passos não foram só barulho perdido
num mundo que esquece rápido demais
Helaine Machado

“Politicamente incorreto?
Então olha de frente:
no Brasil, quem nasce sem nada
aprende cedo a baixar a cabeça.
Não por escolha —
mas porque o sistema já escolheu antes.
O pobre não herda liberdade,
herda dívida, silêncio e sobrevivência.
E chamam isso de mérito
quando ele consegue respirar.”
Helaine machado

Topa tudo por dinheiro,
até engole o próprio nome,
vende a alma no varejo
e ainda chama isso de “fome”.
Finge valor, posa de digno,
mas negocia até o caráter,
no leilão sujo da vida
quem paga mais vira mestre.
Cortesia? Já morreu faz tempo,
foi enterrada sem velório,
hoje o respeito tem preço
e a verdade é só acessório.
Helaine machado

não existe mais original.
Tudo é cópia — mal feita, mal intencionada, mal disfarçada.
A verdade foi falsificada
e vendida no mercado negro da conveniência.
Antes, pirataria era gambiarra do pobre,
um jeito de sobreviver sem acesso.
Hoje é sistema.
É método.
É regra não escrita.
Nada é confiável.
Nada é limpo.
Nada é inteiro.
Helaine Machado

Gosto de ser sua mulher, porque você me faz sentir a mais especial do mundo.
Mesmo quando meu corpo mostra imperfeições — por eu ser gorda e não ter seios —, você me enxerga de um jeito único.
Todos os dias, você me conquista novamente.
Me traz café na cama, me deseja como se fosse a primeira vez, como lá no começo, há 28 anos atrás.
Você, Osmar, é o homem que me faz sentir amada, desejada e completa.
Ao seu lado, eu me sinto, de verdade, a mulher perfeita.
Helaine machado

Montada por camadas, a sociedade finge não ver,
Todos só querem ser felizes, custe o que custar,
Pra disfarçar a hipocrisia já escrita antes de nascer,
Um roteiro invisível que ninguém quer questionar.
Colocam jovens pra decidir destinos que não entendem,
Sem o peso real do futuro que vão herdar,
Enquanto os que mandam fingem que defendem,
Mas só sabem se beneficiar.
Helaine machado

Sapinha
Me chama de sua sapinha…
mas cuidado com o nome que escolhe,
eu não pertenço — eu conduzo.
Sou o veneno doce
que você pede em silêncio,
o erro que você insiste em provar.
Exijo respeito
mesmo quando a pele grita,
porque o meu jogo
não aceita distração.
Eu me entrego…
só o suficiente pra te prender,
e recuo
quando você acha que venceu.
No meu toque mora o perigo,
no meu olhar, a sentença:
você não me tem —
você me deseja.
E é isso…
que tempera a nossa relação.
— Helaine Machado

Amor, poder e razão
três caminhos na mesma pulsação,
tão distantes entre si
que parecem não caber
no mesmo peito —
mas cabem.
Habita em silêncio
esse território escondido
onde o querer abraça,
o dominar insiste,
e o pensar tenta organizar o caos.
O amor pede entrega,
o poder exige controle,
a razão sussurra cautela —
e nenhum deles aceita calar.
Quando florescem,
não vêm em ordem,
não pedem licença,
não combinam entre si.
Helaine machado

Pensamos nos caminhos,
desenhamos cada passo
como se o amanhã obedecesse
à lógica das nossas mãos.
Mas Deus…
Ele escreve fora das margens,
age no invisível,
muda rotas sem aviso.
Não importa o jeito,
nem o tempo,
nem o cenário que criamos —
os planos d’Ele ultrapassam os nossos.
Helaine machado

Chiclete
Não me culpe por ser chiclete,
é simples assim:
quando eu escolho alguém,
eu quero estar por perto.
Grudo no tempo,
no cheiro,
na presença.
É desejo, talvez no cio da entrega.
mas não confunda isso
com falta de controle.
Eu sinto — e sinto inteiro.
Mas não venha me moldar,
ditar meu jeito,
minha roupa,
minha forma de existir.
Aqui tem vontade,
mas também tem limite.
Tem entrega,
mas exige respeito.
Porque até quando você me chama
de sua cachorrinha,
sou eu quem escolhe ficar.
— Helaine Machado

Gatinha
Helaine Machado
Gosto de ser sua gatinha,
macia no toque,
frágil às vezes —
ou talvez só escolha.
Encosto no seu ouvido
e deixo escapar um “miau”,
baixo, lento,
quase um segredo.
Recatada…
como quem veste auréola,
mas não se engane:
minhas garras sabem falar.
Elas marcam,
arranham o que invade,
enlouquecem quem tenta
ultrapassar o limite.
Há um doce no meu veneno,
um perigo no meu carinho,
um convite sutil
pra quem ousa chegar perto.
Sou sua gatinha,
se eu quiser.
Sou sua cachorrinha,
se houver respeito.
Mas experimente faltar com ele…
e verá
que nem todo carinho
vem sem defesa.
— Helaine Machado