Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
3° dia dormindo tarde.
Já são três dias com o sono desregulado.
Ultimamente, eu me sinto ansiosa, mais do que o normal. Sinto como se eu estivesse esperando demais, botando expectativas demais.. Não sei se isso é bom.
Me sinto perdida, atônita, alheia ao mundo. Eu tô sempre pensando demais, sentindo demais. Me preocupando demais.
Me sinto fora de controle. Não tenho posse do meu próprio corpo, da minha própria mente. É como se eu não pudesse mais controlar o que eu sinto.
Espero que isso passe logo.
Tranquilidade plena: Passageira, porém, Um bem que é prolongado
A plenitude da própria tranquilidade pode ser a sensação de dever cumprido; um jeito de desfrutar da sua solitude — fruto de um esforço contínuo para manter a sua integridade. Ainda que essa satisfação pessoal seja por pouco tempo, continua aprazível através de um indispensável estado de espírito que traz o vigor do renascimento; dessarte, Graças ao Senhor, cada instante tranquilo tem o seu proveito.
Um dia, quando eu voltar...
Um dia, quando eu voltar, talvez nada esteja no mesmo lugar.
As ruas terão seguido seus caminhos, as pessoas terão contado novas histórias, e o tempo terá feito aquilo que sabe fazer melhor: continuar.
Mas algumas coisas permanecem.
Permanecem os abraços que não demos. As palavras que ficaram guardadas. Os sorrisos que a distância não conseguiu apagar.
Um dia, quando eu voltar, não quero encontrar o que ficou parado me esperando. Quero encontrar o que cresceu, o que floresceu, o que teve coragem de viver.
Porque quem ama de verdade não guarda a vida numa gaveta. Cuida dela até o reencontro.
E, se esse dia chegar, que a gente se reconheça não pelo que perdeu, mas por tudo aquilo que teve força para continuar sendo.
Um dia, quando eu voltar, que o tempo não seja uma desculpa. Que seja apenas a ponte entre duas saudades que sobreviveram.
Lucci Santz ✍️
Habito um entrelugar perdido,
nem na matéria, nem infinito.
Não pertenço a nenhum tempo, espaço, dogmas ou pessoas.
Não pertenço à ideia que fazem de mim,
muito menos à fração visível
da personalidade que percebem no cotidiano.
Não me encontro nas coisas supérfluas da matéria,
mas também não me reconheço no céu deslumbrante.
-Lunafonia
Sou menos do que penso
e muito mais do que sinto.
As antigas versões de mim se diluíram
como tinta,
e da mesma água turva
nasce outra forma,
que também se desfaz,
infinitamente.
As sombras do que fui ainda moldam o que sou.
Talvez eu ainda esteja nascendo.
Talvez eu nunca termine.
-Lunafonia
O DOCE ACASO
Foi especial desde o primeiro momento,
Mesmo sabendo que não deveria ser.
A distância e ausência viraram tormento,
E não sabia o porque disso acontecer.
Ela mostrou um mundo, por ele esquecido,
Mesmo que durasse só alguns instantes.
Tanto que, sentir algo que seja parecido,
Não sabia, talvez tenha sido muito antes.
Duro lembrar-se cada detalhe seu,
Até o vestido que usava quando a viu.
Ou das vezes que tinham tudo e nada ocorreu,
Ou até do dia que de sua casa ela saiu.
O mundo em sua cabeça, é cheio de beleza,
De coisas que ele sabe, e não pode desabafar.
Estar com ela, faz esquecer todas as tristezas,
E queira aquele momento eternizar.
O mundo de fantasias é mesmo perfeito,
La ele pode livremente viver e sonhar.
La, fazer o que quer ele tem direito,
O difícil é da realidade separar.
Erros e excessos, a todo momento são cometidos,
Talvez por não saber o lugar certo.
Duros ônus de amores proibidos,
E da vontade incontrolável de querer estar perto.
O grande problema disto tudo,
É não saber expressar o que de fato sente.
O sentimento enorme deixar mudo,
E pra certas coisas se fazer indiferente.
Pior espera é pela resposta,
Que talvez não venha, e por que viria?
O silêncio da pessoa de quem gosta,
Responde tudo, até o que não queria.
Até onde vai a inspiração, para textos produzir,
A vontade de te escrever, e expressar com clareza?
Por mim 2.18.14.13, por muito irá existir,
Enquanto na sua vida estiva uma tal de E.T.
"Nada estabelece limites tão rígidos à liberdade de uma pessoa quanto à falta de dinheiro."John Kenneth Galbraith
Grande Economista Americano, escreveu 33 livros. A falta de dinheiro é um limitador das nossas vidas. Por isso, ser parcimonioso não faz mal a ninguém" Ademar de Borba
A JAQUEIRA DE SÃO JOSÉ
Segundo uma história do município de Itaquitinga/PE, todas as manhãs um menino saía para caçar passarinhos nos arredores, com sua baladeira, usando como munição caroços de jaca.
Certo dia, ele avistou um pássaro no céu, que, pela distância, não o reconheceu; mesmo assim, armou sua baladeira com o último caroço de jaca que havia e não se abateu.
Esticou a baladeira tão forte que a liga ficou fina e mirou no pássaro com a certeza de que o alvo acertaria. Soltou os dedos, e o caroço subiu feito um míssil teleguiado, mesmo assim o pássaro não alcançaria.
O caroço desceu com o dobro da velocidade com que havia subido. Era mês de março, dia 19, e a chuva tinha castigado o município, mas a terrinha estava preparada para o plantio do milho.
Quando o caroço desceu, na terra úmida se meteu, numa profundidade tão grande que o menino nunca mais o encontrou. Curiosamente, após o fato acontecido o menino marcou o local e protegeu de todos os perigos.
Contou o fato a seu pai, que logo se tornou seu aliado e fiel guardião do local escolhido. Os anos se passaram, e o lugar protegido recebeu plantação de milho e mandioca, mas o cantinho não era mexido.
Quando menos se esperava, num belo dia de sol, um broto de jaqueira havia surgido. Foi uma festa no município, pois todos, na região, a história já tinha ouvido.
Mais anos se passaram, e os cuidados haviam permanecido, mesmo com o menino já rapaz e seu velho pai envelhecido. Certo dia, o rapaz viajou, porque precisava estudar pra ser militar.
Seu pai cansado e fraco, das terras não poderia mais cuidar. Precisando de dinheiro para sobreviver e os estudos do filho pagar, teve que as terras vender a Luiz Maranhão, um usineiro do lugar.
A este pediu para a jaqueira lá deixar. Contou-lhe a história, e o usineiro ficou encantado e resolveu de a jaqueira cuidar. Fez um campo de futebol para a população jogar, deixando a jaqueira perto pra na farta sombra descansar.
O tempo continuou passando, e nas férias o rapaz vinha a jaqueira visitar. Já subia em seus galhos, chegando até com ela conversar. Perguntava pelo pássaro, pois nunca havia visto um igual em outro lugar.
A jaqueira balançava seus galhos como se tivesse respondendo ao que o rapaz insistia em perguntar. Outros anos se passaram, e o usineiro, velho e cansado, teve que as terras lotear. Fez um acordo com o prefeito Zeca Vidal para a jaqueira nunca derrubar.
O prefeito, que já conhecia a história da jaqueira, se comprometeu de em um lote ela ficar e, ao seu lado, uma igreja mandou edificar. Os lotes foram distribuídos e vendidos, mas o terreno da jaqueira ficou com Dona Ester, a tabeliã do cartório, porque ninguém quis comprar.
A jaqueira ficava no centro, impossibilitando uma casa levantar. O rapaz, agora militar, com sua família veio a terrinha visitar. Sabendo do acontecido, foi a dona do cartório procurar e lhe fez a proposta de o terreno comprar.
Sabendo da história do militar com aquela jaqueira e o lugar, pediu-lhe valor acima dos demais terrenos que estava a negociar.
Sem pestanejar, o militar fez a compra do terreno para da jaqueira cuidar. Foi uma festa no município, pois todos tinham certeza que ela permaneceria em seu lugar.
No dia 19 de março, na festa de São José, foi inaugurada a igreja para o santo homenagear. Nesse dia, batizaram a árvore com o nome de "Jaqueira de São José".
0 militar instalou uma pousada para a família visitar. E criou um jardim, onde, entre gramas e flores, há uma jaqueira no centro pra se cuidar.
BOI TALUDO
Da minha infância doce e dolorida, lembro-me dos fatos, alguns inesquecíveis. Esse que aqui início a contar é lindo e incrível, fala de um boi aqui no sítio nascido.
Refiro-me ao Boi Taludo, o maior e mais querido, forte e manso, mas bravo se seus donos são agredidos.
É o Sanção dos animais do sítio. Protetor, amigo de todos os animais da região. Recebe carinho e amor como forma de gratidão.
Forte e valente, no trabalho não dá mole não. Arar a terra pra ele é moleza; ouvi falar que Taludo já puxou um caminhão.
Lobos e raposas não chegam perto do sítio, não. Porque Taludo fica sempre na guarda e de prontidão.
Muitos querem lhe levar para os rodeios, mas ele não vai, não. Dócil e manso, não serve para esse tipo de apresentação.
Seus donos, que o conhecem bem só para desfilar e fotografar. Nisso Taludo é bom, conquistando sempre o primeiro lugar.
Era assim a vida de Taludo, pacata e simples, de inverno a verão. Amado por todos, que lhe devotavam muita admiração.
Num certo dia, choveu muito na região. E a casa do sítio, que era antiga, com seu velho telhado, não iria aguentar toda aquela agitação.
Houve um grande estrondo, e as madeiras foram ao chão. Todos correram para se proteger, mas Taludo não.
Ficou segurando o peso do telhado, dando tempo pra saída da família do patrão. Quando todos se retiraram, o telhado veio ao chão.
Nesse dia, morreria o boi mais forte da região. Taludo deu a vida para salvar a família do seu patrão.
Construíram uma estátua de Taludo na entrada do sítio, homenageando o boi mais forte e valente de toda a região.
ZÉ VOLANTE E MERCÊDINHA
Caminhoneiro afamado na região, Zé Volante era por todos conhecido, muito respeitado e amado. Dirigir caminhão é sua sina; aprendeu com o pai, que herdou do avô no passado.
Recebeu do pai um Ford antigo, o maior patrimônio da família. De viagem em viagem, juntava dinheiro para realizar seu sonho, sua grande conquista.
Sonhava comprar uma Mercedes 1313 seminova, pois uma nova não podia. Os anos se passaram, e o sonho se realizaria. Agora na garagem uma Mercedes 1313 existia.
Feliz e realizado, não demorou a pedir em casamento a bela Patrícia. Moça educada, que também era sonho de conquista pra formar uma família para toda vida.
Casa e caminhão são suas duas moradias, mas não se sabe onde Patrícia ficou grávida. O que se sabe é que nove meses depois, em 19 de março, nasce na boleia da 1313 o varão da família.
Em homenagem ao santo, com o nome de José lhe batiza, mas é o apelido de Mercedinha que se eterniza. E é agora que minha história se inicia.
Se as seleções de futebol do mundo
fossem coerentes,
tivessem um mínimo de vergonha na cara
e verdadeiro orgulho patriótico...
boicotariam uma World Cup sediada em território estadunidense.
Há momentos em que o esporte
não deveria fechar os olhos
para aquilo que acontece
fora das quatro linhas.
✍@MiriamDaCosta
Carta Aberta
A morte é algo que existe desde a criação do Todo, do Cosmo e do Universo.
Para nós, pobres criaturas chamadas humanos, ela é uma das experiências mais difíceis de suportar. Perder alguém é perder uma parte de nós mesmos. E quando essa perda é a de uma mãe, até mesmo aqueles que pareciam fortes como rochas descobrem que a vida possui ferramentas capazes de abrir fendas naquilo que julgávamos inquebrável.
As rochas suportam tempestades, ventos e séculos. Mas a dor cria trincas silenciosas. E quando estamos sozinhos diante de nós mesmos, dentro do profundo abismo da alma, ouvimos o eco dessas rachaduras se abrindo. O ranger da alma se torna um grito. Um grito que nasce nas profundezas do ser. E então desabamos.
Hoje vivo um desses dias.
A tempestade, o caos, o Cosmo, a morte e a dor me oferecem uma nova visão do mundo. Existe um Arquiteto do Universo, e existe o próprio Universo, que escreve todos os dias a história de cada criatura. É Ele quem sopra o ar da vida sobre a Terra. É Ele quem condensa existências inteiras nesta grande esfera azul chamada planeta Terra. E quando chega o momento, conduz nossa alma e nosso coração para lugares de paz e conforto.
Hoje, minha mãe se torna um ser encantado.
Retorna àquilo que é mais antigo que nós. Retorna ao mistério que foi criado pelo Arquiteto do Universo e moldado pelo próprio Cosmo. A morte não apenas leva; ela transforma. Ela transforma em encantamento aquilo que um dia me trouxe ao mundo.
Aquela que me gerou em seu ventre.
Aquela que me amou.
Aquela que me protegeu.
Aquela que durante nove meses foi meu abrigo contra o frio, contra o calor e contra todas as tempestades que existiam do lado de fora.
Naquele tempo eu não escutava sua voz, mas sentia seu coração.
Hoje, o meu coração bate mais forte pela perda. Bate mais forte pela dor. Bate mais forte pela ausência de não poder ouvir novamente aquilo que me acompanhou desde antes do nascimento.
Mas talvez o amor seja maior que a morte.
Talvez os corações que verdadeiramente se amam nunca deixem de conversar.
Talvez, quando o silêncio da noite tocar minha alma, eu ainda encontre sua presença escondida entre as estrelas, entre o vento e entre os mistérios do Universo.
E enquanto eu viver, uma parte dela continuará vivendo comigo.
Porque mães não desaparecem.
"Se alguém te machuca, use a vantagem de antecipar suas reações, que se tornam previsíveis. Lembre-se: muitos não querem criar um clima ruim, mas só sabem agir assim. Pare de dar importância ao que essas pessoas fazem e concentre-se nos problemas que elas causam. Assim, você ganha oportunidades de crescimento e evita minar sua força e autoestima."
Alexandre Sefardi
"Às vezes, não podemos ficar longe dessas pessoas, pois podem ser da família ou amigos. Mas, se pudermos nos afastar, essa é a melhor forma de cuidar da saúde. Mesmo quando não dá para se afastar, o importante é não se envolver emocionalmente. Então, o melhor é ter força para não deixar que elas mexam com a gente nem mudem nosso jeito de agir."
Alexandre Sefardi
TSAS A MORTE LENTA
Pela manhã a tela acende,
faz da janela um muro digital.
O corpo esquece o movimento,
a alma perde o rumo natural.
O sofá abraça sem maldade,
convida ao descanso e à rendição.
Pouco a pouco prende os passos,
transforma a força em ilusão.
O açúcar veste roupa de festa,
adoça a boca, seduz o paladar.
Mas cobra caro pelo encanto,
quando chega a hora de cobrar.
O sal tempera a convivência,
dá sabor ao feijão e ao pão.
Porém, em excesso silencioso,
cerca a vida de preocupação.
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
No brilho da tela, no abraço do sofá,
no doce do açúcar e no sal a transbordar.
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
Não vieram como inimigos,
nem carregam espada ou canhão.
Entram sorrindo pela porta,
ganham espaço no coração.
A televisão rouba o tempo,
o sofá negocia a disposição.
O açúcar compra o instante,
o sal disfarça a condição.
Enquanto o mundo corre lá fora,
a vida pede participação.
Caminho, esforço e equilíbrio
são remédios sem prescrição.
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
Quando o excesso vira costume,
e o costume vira prisão,
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
Então façamos nova escolha,
sem guerra, culpa ou radicalismo.
Que a tela informe, não domine;
que o descanso não seja abismo.
Que o açúcar seja visita,
não morador do coração.
Que o sal conheça limites,
respeitando a moderação.
Pois viver é mais que prazer,
é movimento, consciência e valor.
E o tempo, que tudo revela,
é o mais exigente julgador.
***
"Olhando em todas as direções,
me vem a mente as boas reflexões,
e me vem a mente as pessoas que estão a minha volta,
elas possuem apenas uma visão,
e essa está incompleta..."
________________________________________
( Francisca Lucas)
________________________________________
Irá Rodrigues,
Santo Estêvão BA,07/06/2026
CANÇÃO DO AMANHECER
O dia trazendo a canção
No canto do passarinho
No Sol que já raiou
Na flor que perfuma o caminho.
X
No beijo que enfeitiçou
A Lua que foi descansar
Esperando outra noite
Para poder voltar.
X
Canção do amanhecer
Na voz do vento passando
Na chuva que vai chegando.
X
Canção pelas matas verdejantes
Quando o verso se encerra
Sentindo cheiro de terra.
X
Irá Rodrigues.
🎬 SE A VIDA FOSSE UM FILME
Se a vida fosse um filme
a gente seria herói da própria história
sem dublê nas nossas quedas
sem atalho pra vitória
Já perdemos algumas cenas
já trocamos falas sem querer
mas foi errando o roteiro
que aprendemos a viver
É que o ângulo da história muda quem a gente é
Nem sempre as câmeras vão nos manter de pé
Se para alguns fomos a cura, pra outros fomos o erro
Ninguém é só o mocinho no final desse roteiro
Se a vida fosse um filme
teria um diretor pra gritar corta
pras vezes que perdemos o rumo
e pras vezes que a vida parecia torta
Se a vida fosse um filme
a gente merecia trilha pra chorar
e uma voz que dissesse baixinho
que ainda vale a pena continuar
A vida não escolhe o gênero
ela só pede coragem
pra continuar
A gente enfrenta salas vazias
sem aplauso no final
mas nenhuma noite escura
foi eterna afinal
Toda curva da jornada
mostra quem a gente é
e as marcas que carregamos
são a prova de que a gente está de pé
Não existe cena perfeita
nem motivo pra voltar
o que passou vira memória
talvez esse roteiro um dia
possa mais alguém inspirar
Se a vida fosse um filme
não precisava ser um sucesso
basta olhar os créditos
e reconhecer o nosso reflexo
Às vezes seguimos o roteiro
outras vezes vamos de improviso
às vezes com tristeza
e outras vezes com sorrisos
MARCOS ELIAS ANTUNES
Conjugal
Demétrio Sena - Magé
Entre casais bem resolvidos, nenhum dos dois sabe tudo sobre o outro. Ambos têm segredos. E disso eles não fazem segredo. Cultivam manias que o outro não sabe, nutrem amizades em separado, fazem coisas diferentes, não sabem as senhas um do outro nem têm perfis de redes sociais em comum. Isso não quer dizer que haja infidelidade ou traição; e sim, que há consciência de que eles são indivíduos, com direito à privacidade; ao cultivo secreto de manias; de fazeres apenas seus ou até compartilhados com pessoas diferentes; que não compõem a sua rotina.
Se tantas vezes os dois não sabem o que o outro faz, ambos sabem que o outro sabe o que faz. Que o outro tem responsabilidade sobre os próprios atos e, por causa disso, não há nada que possa comprometer a vida a dois. Pelo contrário; tudo só tende a fortalecê-los e estreitá-los ainda mais, pois é a liberdade que os exercita como pessoas e abastece a união. A confiança mútua os faz querer, a cada dia, merecer mais e mais a confiança plena um do outro.
Todo casal bem resolvido sabe que não é um só corpo e uma só alma, como ditam tantas religiões. Também não é composto por duas metades da mesma fruta. Trata-se de duas pessoas inteiras, fundidas numa simbiose que lhes permite a bifurcação, quando as vontades individuais se manifestam, com as devidas responsabilidades sobre como atuam. Terem seus segredos (e não fazerem nenhum segredo quanto a isso) é, na verdade, o segredo mágico do seu amor... a bula da sua harmonia... o tempero da sua felicidade.
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Querido lírio (2° soneto)
Lírios azuis no jardim da saudade,
Lembranças doces que não param de chegar.
Cada pétala, um suspiro de amor,
Cada cheiro, uma memória que faz chorar.
No silêncio, as saudades se fazem ouvir,
E os lírios balançam ao vento, sem parar.
Lembranças de momentos que nunca mais,
Mas que vivem em mim, como um perfume que não some.
Os lírios azuis, símbolo de pureza,
Me lembram de ti, minha doce lembrança.
Saudades que doem, mas que também curam,
E os lírios azuis, que me fazem sonhar.
Rosas no seu travesseiro
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