Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

Carta VI — O Último Suspiro:
Últimas reflexões e legado


Já não me restam forças para continuar a escrever. Apenas um pequeno fôlego sobrou para que eu me lembre do quanto é bom viver. Já se passaram mais de quinze anos, e até aqui não recebi nenhuma visita: nenhum parente, nenhum vizinho, nenhum amigo. Como se todos se sentissem aliviados por se livrarem de mim, como se eu fosse um fardo. Não faz mal. Hoje deixarei a carne, mas não o mundo. O meu espírito continuará vivo — não num novo corpo, nem num novo hospedeiro —, mas na memória daqueles a quem estas cartas chegarem.


Nestes, o meu testemunho continuará a viver.


"Mesmo que lhes firam o corpo, não poderão matar o espírito. Mesmo que os prendam, não poderão silenciá-los da verdade".


Despeço-me deste corpo, desta vida. E, como injustamente me condenaram por não concordar com as vossas normas e por me punirem pelos meus pensamentos, farei com que os vossos próprios umbrais vos engulam de aflição pelo vosso cinismo e pela vossa hipocrisia. Que a vossa abundância e vaidade sejam reduzidas ao pó da terra.


Suspiro de alívio, embora carregue o fardo. Eis que chegou a hora de partir. Suspiro de paz, embora ainda exista ódio em mim. Que a terra se encha de justiça e que cada homem seja consciente de si mesmo. Pois nenhum homem pode condenar outro sendo ambos falhos. Nada nos dá o direito de punir o crime alheio quando não há quem puna os nossos.


Pergunto aos lordes:


— Quem dentre vós é digno de expiar o erro de outrem enquanto não reconhece os seus próprios? Se somos todos livres o que vos dá o direito de colocarem correntes nos nossos pescoços?


Todos nascemos livres, sem correntes, e ninguém espera que, após nascer, lhe coloquem cordas no pescoço.


"Cada ser humano possui uma vida e, por possuí-la, tem o direito de vivê-la."


Quem sois vós que nos quereis tirá-la?Porventura sois vós que a concedestes?


Eis o ponto da corrupção humana: todos querem ser soberanos, todos querem governar, mandar e dominar. Mas será que algum de vós já pensou em ser servo?
Se todos governassem, quem estaria subordinado? Por isso mesmo, não abuseis de quem vos dá um pouco de consideração como chefes. Pois só existe governo porque existem aqueles que vos obedecem. E, se ninguém vos obedecesse, duvido que as leis vos conseguissem proteger.


"Vós criais as normas, mas somos nós que as tornamos realidade."


Esta é a minha última carta. Gostaria tanto de escrever-vos mais, mas o sangue no meu corpo esgotou-se, e também o meu espírito. Já não restou papel; apenas um pedaço esquecido pelos antigos prisioneiros desta masmorra. Rogo-vos que guardem estas cartas com a vossa própria vida e que não as deixem apodrecer assim como eu. Não as deem de comer aos ratos, pois elas foram escritas com a carne deles. Não as entreguem aos soberbos, pois tenderão a queimá-las quando perceberem que elas ameaçam o seu poder.


"Não há arma mais delicada do que as palavras quando são capazes de transformar a consciência de um povo."

E eles não querem isso.


Não as vendam por moedas, pois nasceram da desgraça e foram escritas na miséria. Eis o meu último testemunho, o meu último pensamento para vós, e o meu último desejo:

"Uma morte livre vale mais que mil anos de vida escrava."


"Uma sociedade que censura uma opinião diferente daquela que defende é venenosa."


Não sejais hipócritas convosco mesmos.
Não sejais indiferentes à verdade.
Não sejais mornos: decidi-vos se sois frios ou quentes.


Não vos curveis para viver uma vida miserável diante daquele que vos oprime, censura e persegue.


Novamente, se alguém vos perguntar de quem é esta carta, respondei-lhes:


é de um Condenado.

Espero que aqueles que a encontrarem me conheçam um dia, do outro lado do mundo.


Adeus!

Pensar é livre, ferir com o pensamento é escolha; e a maioria escolhe ferir: não por verdade, mas por fraqueza.


O pensamento não ilumina; ele expõe. E o que expõe no homem é podre.


Refletem sobre a vida, mas não a compreendem; discutem a sociedade, mas são a sua doença.


Interpretam fenómenos, mas continuam cegos.


A mente humana não busca verdade; busca domínio. Cada ideia é uma lâmina.


Cada opinião… uma tentativa de impor-se sobre o outro; não pensam para construir, pensam para destruir.


E chamam isso de liberdade.


No fim, não há diálogo; há confronto.


Não há razão; há ego. Pensar nunca foi o problema. O problema… sempre foi o homem.

"MONÓLOGOS DE UM MISERÁVEL"


PRÓLOGO


Antes morrer ou viver?


As pessoas fartam-se, e com o tempo as amizades desgastam-se, as máscaras decaem e as faces expõem-se. As pessoas aborrecem-se facilmente. Iram-se umas com as outras por nada.


Eu? Nem sou exceção, apenas mais uma parcela do erro delas.


Sou o resultado de bilhões de espermatozoides repentinos, e não de um plano de felicidade. Um acidente fisiológico que acabou por converter-se em vida.


"Ganhamos importância pelo que temos, já não mais pelo que somos, afinal."


"Quem nada tem a oferecer, nada tem a receber." Esta é a máxima da sociedade.


"A desgraça do homem é o preconceito sobre si mesmo." Ninguém é tão unânime que consiga ceder tudo o que erigiu em nome da paz. Ninguém. Nem mesmo Cristo teve de ceder toda a realeza em nome da redenção da raça humana. Uma parte de si foi esmagada pelo clamor dos ímpios da terra; não obstante, teve de retornar à origem do seu "verdadeiro ser", à condição de juiz.


"A iniquidade tornou-se incenso com destino ao céu, mas, em vez disso, abafa a própria terra, e o ser humano é por ela sufocado."


Às vezes, somos obrigados a concordar com tudo para não ferirmos as pessoas que amamos. Em meio a uma discussão, já não se ouve a tua opinião; és coagido a aceitar o que os outros dizem, pois, se não o fizeres, acabarás sozinho. Isolado. Rejeitado e lançado à margem.


O homem compraz-se com quem se submete à sua vontade e, quanto àqueles que não rendem a sua honra, a sua vontade e a sua personalidade, terminam mortos ou excluídos do convívio.


Sim, esta é a linguagem mais unânime do egoísmo: querer tudo para si.


Ponderei hoje que…


a gravidez é o princípio da infelicidade de uma mulher. Afinal, é como se ela carregasse uma cruz no ventre. Um fardo. Os filhos, o sofrimento de um homem: quando a mulher se livra do peso, a responsabilidade recai sobre o homem; o provedor do lar.


Esta é a verdade: poucos homens são felizes quando têm filhos, pois, quando estes conhecem a sua primeira criança, o olhar sorridente disfarçado de alegria assume a postura cujo delírio é dissimular a sensação angustiante de suportar um fardo que sequer constava dos planos.


A maioria percebe que as crianças não passam de consequências. Acidentes inevitáveis da natureza. Nascidas para reverenciarem os seus progenitores e satisfazerem as suas ordens — no fundo, ninguém quer sujar as próprias mãos. É aqui onde os filhos entram em ação: para encobrirem o escárnio dos pais —.


No entanto, elas também nascem egoístas. O egoísmo é patente desde a genética do seu nascimento. E, por conseguinte, os pais buscam educá-las e moldá-las do mesmo modo como foram moldados pelos seus.


Ensinam-lhes a valorizarem-se mais do que os outros (egoísmo); a resguardarem-se de todas as pessoas (desconfiança); a não conviverem com aqueles que não pertencem à mesma camada social (preconceito e discriminação); a detestarem as outras raças por não possuírem a mesma cor de pele (racismo e tribalismo).


Sim, é a família: a primeira sociedade. O núcleo central de toda a corrupção humana. Onde o humano é transformado em máquina de matar.

Perfeito amor,
mas com o peito em silêncio,
como um céu bonito que esqueceu de chover, carrego teu nome em cada batida escondida, mesmo quando finjo que já deixei de te querer.


Teu toque ainda vive nos espaços vazios, nos cantos da alma onde ninguém mais entrou,
e esse coração,
que por fora parece inteiro,
por dentro só sabe amar
o que já se foi.


É estranho sentir tanto e ainda faltar tudo, como se o amor fosse chama sem calor, um abraço que existe só na memória, um “pra sempre”
que não sobreviveu à dor.


Mas ainda assim,
se me pedissem de novo,
eu te escolheria sem pensar em fugir, porque até no vazio que você deixou em mim, existe um amor que nunca aprendeu a partir.

Existe uma dor silenciosa em ser mãe de quem está na guerra.
É acordar todos os dias com o coração apertado, tentando ser forte mesmo quando o medo insiste em ficar.

Mas, junto com essa dor, vive um orgulho imenso.
Orgulho pela coragem, pela força e por tudo que ele se tornou.

Eu sinto falta, sinto medo…
mas acima de tudo, sinto um amor que nenhuma distância e nenhuma guerra conseguem diminuir.

Ser mãe de quem está na guerra é viver entre extremos.
É sentir medo constante e, ao mesmo tempo, um orgulho que não cabe no peito.

É aprender a ser forte, mesmo sem querer…
e descobrir que o amor de mãe atravessa qualquer distância, qualquer fronteira, qualquer guerra.

Dra. Erica Alvim Lyra

Meu coração


Meu peito já foi casa cheia de ecos,
vozes antigas que o tempo não levou, mas desde que você tocou meu silêncio, até o vazio aprendeu
o que é amor.


Você chegou como quem não promete, mas fica…
sem pedir explicação,
e nesse espaço onde antes era ausência, plantou presença
dentro do meu coração.


Te amar não foi cura imediata,
foi processo lento, quase imperceptível, como luz entrando
por frestas pequenas,
até tornar o escuro algo impossível.


Se um dia eu fui feito de nada por dentro, hoje transbordo o que você construiu, porque onde antes só havia vazio, agora existe um “nós”… que nunca existiu.

O Vaso

Sou cercada de aplausos sempre que por ruas alheias passo,

Sou eco quente nas mãos de quem não me conhece, sou sorriso devolvido,
Por todo lado tem olhos que me vestem de encanto como se eu fosse primavera permanente.

Elogiam minha beleza como quem acende fósforos, rápidos, breves, ardem e esquecem-se do frio depois.
Dizem amar-me sem nunca terem atravessado o meu inferno.

Mas em casa, onde o silêncio devia ser abrigo,
Me torno num mero objeto pousado no centro da mesa, um vaso que não escolheu ser decoração.

Todo ele rachado em quedas repetidas, nas mãos de um artista em negação, e o mesmo insiste em colar-me como se remendar fosse amar.

Duzentas vezes quebrada, duzentas vezes inteira por obrigação.
Não por cuidado, não por ternura,
mas porque lhe convém manter-me junto dele.

Ele não me ama,
não pergunta se o mundo me pesa, não escuta o som fino das minhas fissuras.
Importa-lhe apenas que eu ainda sirva, que eu ainda ceda, que eu ainda esteja viva.

E eu,
Exaltada por estranhos, rainha de palmas vazias,
regresso sempre ao palco onde não existo.
Sou multidão fora, e ausência dentro.
Sou escolha para quem não me escolhe, certeza para quem me trata como hipótese.

E no fim de cada aplauso,
quando o som morre e o eco se dispersa, fico eu, inteira só na aparência, a aprender devagar que nenhum vaso nasceu para viver colado.

Escritora: Paula Maureth Adriano Soares

A vida não é um rascunho que podemos passar a limpo mais tarde; o brilho está justamente em abraçar o caos, aprender com os erros e entender que cada tropeço é, na verdade, o ensaio para o seu próximo grande salto
Lembre-se: O tempo não espera pela sua perfeição, ele celebra a sua coragem de continuar tentando.

Perfeito amor…


Não é sobre começos,
é sobre o que ficou depois deles.
Sobre nós, que não passamos —
criamos raiz no tempo e fizemos morada no sentir.


Te amar
virou rotina daquelas bonitas,
que não pesam, que não cansam.
É o tipo de certeza que não precisa ser dita, porque vive nos detalhes que a gente nem percebe mais.


Nos dias difíceis,
teu nome ainda é abrigo,
teu abraço ainda resolve o mundo.
E mesmo quando o silêncio chega,
ele vem cheio de nós dois,
nunca vazio.


Se isso não for
o tal do perfeito amor,
então eu não sei o que seria.
Porque o que temos não grita… permanece, e tudo que permanece, no fundo, é eterno.

TANQUE DE BETESDA


Há tanto tempo espero minha bênção, quem se importará?
Todo mundo tem um motivo pra correr, resolver a própria vida, caminhar e viver… quem se importará?


Mas um dia alguém me olhou, e seu olhar em mim fitou, e enxergou em mim além daquilo que aparentemente sou.
Estendeu-me a sua mão, e me pôs de pé, e restaurou a minha vida: o homem de Nazaré.


Mas um dia alguém me olhou, e seu olhar em mim fitou, e enxergou em mim além daquilo que aparentemente sou.
Estendeu-me a sua mão, e me pôs de pé, e restaurou a minha vida: o homem de Nazaré.


CÍCERO MARCOS

Existe uma dor que não grita… ela fica em silêncio, morando no peito todos os dias.

É a dor de saber que quem você mais ama está em um lugar onde o medo é rotina e a incerteza é constante.

Ter um filho na guerra não é só sentir saudade…
é aprender a conviver com o invisível, com o que ninguém vê, mas que machuca o tempo inteiro.

Mas, junto com essa dor, existe algo que me sustenta: o orgulho.

Orgulho pela coragem dele.
Pela força que eu sei que carrega.
Pelo homem que se tornou, mesmo em meio ao caos.

Eu sinto medo… todos os dias.
Mas também sinto um amor que nenhuma guerra é capaz de destruir.

E é esse amor que me mantém de pé.

Dra. Erica Alvim Lyra

Olhos Fixos


Minha amada,
foi em ti que me encontrei.


Minha amada,
por ti eu cuidarei.


Minha amada,
és o bem mais precioso
que a vida me deu.


És minha âncora em meio ao mar,
e também a tempestade que me faz viver.
És caminho, és destino,
és tudo aquilo que escolhi amar.


Meus olhos permanecem fixos em ti,
como quem contempla a mais bela arte.
Teu é o meu coração,
teu, agora e sempre.


E se o amor insiste em se repetir,
é porque não canso de dizer:


eu te amarei…
e todos os dias,
te conquistarei.

Você é a pessoa certa!


Sabe quando a saudade aperta
e o peito vira prova, não dúvida?
É prova social do coração: todo mundo procura,
mas só nós dois encontramos.


Você é a pessoa certa.
Não dessas que passam.
Dessas que ficam.
E eu torço, escolho e protejo para que permaneça fiel,
porque escassez mora no fato de que alguém como você
não se acha duas vezes na vida.


Eu antecipo um futuro grandioso.
Consigo ver a cena: nós dois rindo de bobeira,
vencendo juntos, colhendo o que hoje é semente.
Isso é visualização. É compromisso com o amanhã.
Não é sorte. É decisão.


Então reciprocidade: eu te entrego meu cuidado,
minha lealdade, meu tempo inteiro.
E autoridade eu dou ao que sinto,
porque esse amor sabe onde quer chegar.


Saiba que é isso que desejo à nossa história, meu amor:
pertencimento sem medo, consistência sem jogo,
urgência de viver tudo agora,
porque o grandioso já começou
no instante em que eu te escolhi.

Nada possível é impossível, mas não viva de possibilidades e sim de realidades, aceita cada verdade, sabendo impor cada valor, retribuindo qualquer paz e aniquilando o incapaz.
Nessa dimensão onde tudo é cobiçado, aprenda quem são os verdadeiros aliados e quais são os mascarados, falsificados de laia pra valer, só pra cima te usar e te encolher.
Alucinados por poder ter o que nunca conseguiram, atralasados de evolução.

Em uma década você não imaginaria da metade da segunda que viria em mais duas décadas pra agonia chegando talvez a ultrapassar uma metade de décadas de sua mínima maestria sem ter mais tantas alegrias com talvez mais três décadas para experimentar o final que somou em longas
décadas que te acabou em acabado.

⁠Agradeço a Deus pelos dias de lutas, eles que me fortalecem. Em Jesus tenho paz, apesar de tudo que passou venceu esse mundo.
Agradeço a Deus ao melhor, que seja abençoado em paz.
Peço perdão pelos meus atos ou pensamentos exagerados, as vezes são mais fortes do que eu, é um pronfundo inexplicável, delicado de ser controlado.
Livrai-me do mal.
Amem

REFLETINDO NO SOFRIMENTO:
"Creio que a pessoa que teve mais experiência de privações consegue enfrentar problemas com mais firmeza que a pessoa que nunca passou por sofrimento. Portanto, visto por esse ângulo, um pouco de sofrimento pode ser uma boa lição para a vida".
Ainda assim, pensa no que o SALMISTA DISSE:
Considera as minhas aflições e o meu sofrimento e perdoa todos os meus pecados (Salmos 25:18). Pode ser que muitos sofrimentos apareçam por causa das nossas escolhas erradas. Mas, devemos clamar ao Senhor como o SALMISTA: Alivia-me as tribulações do coração; tira-me das minhas angústias (Salmos 25:17). Mesmo em meio ao sofrimento, lembra: DEUS TE OUVE!

DIA DOS PAIS
Expressões maquiadas se transformam em presentes. É simples e prático agradecer da boca pra fora e esquecer que atitudes falam mais do que palavras. Presentes não significam lembranças e gratidão. Pelo contrário, neste dia, recebendo presentes, aflora o sentimento de ingratidão, dor, tristeza e lamento.

BR MORTE 153

Na imensa e negra passarela
Desfila a senhora da escuridão
Escolhendo a cada cratera
Aqueles que ficam, aqueles que vão...

Aqueles que em seu corpo trafegam
Levam na alma o medo
Pois suas crateras revelam
Ceifas de vidas tão cedo...

Caminho frio da incerteza
Margens do descaso cruel
Onde paira a fúnebre tristeza
Derramando lágrimas de fel...

Imensa lâmina opaca
Unindo o sul e o norte
Espalhando corpos e sucatas
BR caminho da morte...

Gigantesca vergonha Nacional
BR da insensatez
Caminho torvo e mortal
BR morte 153.