Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

Soneto (parte 3)
Carta para meu lírio




Lírios azuis, flores de sonho,
Ternura que o coração sente,
Amor que não morre, não some,
Lembranças que para sempre se sentem.


No jardim da memória,
Lírios azuis florescem,
Trazendo lembranças queridas,
De momentos de amor e paz.


Seu perfume suave e doce,
Enche o ar de ternura,
Lembrando momentos felizes,
De amor e alegria pura.


Lírios azuis, símbolo de amor,
Ternura que não acaba,
Lembranças que ficam,
Mesmo quando a distância separa.

Não sei o que dizer!
Já não escrevo poemas, já não sou mais poeta.
A ausência de palavras me aparecem do tanto que cresce nossa distância.
Confesso que não deveria ter conhecido o inimaginável, deveria ter deixado subentendido apenas em pensamentos.
Você se foi levando consigo todas as rosas, e palavras, e versos.
Levando o sol dos meus verões.
Voce foi chuva passageira, e eu fiz de você inverno, me agasalhem no teu frio e conheci a solidão.
Agora habitas tu nas estações das minhas recordações.

*Mudança em Sussurro*

A manhã nasce em pétalas de brisa,
leveza que pousa no teu nome.
O tempo, delicado, se improvisa
e tece em mim um outro cume.

Mudo de pele como a lua muda,
mas guardo teu riso no bolso do peito.
Toda mudança em nós é miúda
quando o amor decide ser feito.

Teu olhar é seda que me atravessa
sem peso, sem pressa, sem fim.
No intervalo entre o talvez e a promessa,
romantismo é só eu e você aqui.

Que a vida sopre e nos transforme,
mas deixe intacto este laço.
Na delicadeza do instante enorme,
me perco e me acho no teu abraço.

*Para você .


Sinto falta do teu jeito calmo de existir,
Do silêncio que entende sem precisar pedir.
Não é só saudade que aperta o peito,
É a certeza de que te tenho respeito.


Respeito pelo caminho que você escolhe,
Pela força que não grita, mas acolhe.
Pela verdade que carrega no olhar,
E por me ensinar tanto sem precisar falar.


A distância mede o espaço, não o que sinto.
Cada lembrança tua é um lugar distinto
Onde moro um pouco quando a noite vem,
E lembro que amor também é querer bem.


Volta quando puder, mas saiba:
Se demorar, eu espero.
Se mudar, eu entendo.
Porque amar é isso,
Respeitar teu tempo e sentir falta do teu riso.

Uma vez assistindo na TV uma reportagem em um condomínio, lá se instalou um conflito entre os moradores, era só brigas e confusão!!!
O repórter perguntou a um morador qual era o melhor vizinho que ele conhecia no condomínio, ele respondeu: É um morador que não fala com ninguém, ninguém nunca o vê, vive dentro do seu apartamento, não cria confusão, esse é o melhor vizinho que temos aqui!!!

Se amo...
Posso adoecer; Porque não há clareza do outro lado. Não há certeza!, Não adianta enxergar sobre os olhos, se eles não mostram nada...
De que adianta amar em silêncio?
Me apeguei na doce segurança da minha solidão, Mesmo me sentindo sozinho às vezes... Isso não me quebra... Porque no meu lugar a confiança não é quebrada, e não vejo motivos para dúvida ou incerteza...

⁠ESCURIDÃO

A escuridão já me consome e não sei o que fazer.
Procuro andar em verdes pastos, mas espinhos perfuram meus pés.
Estou perdido. Tudo ao redor me é estranho.
Não consigo ver bem, penso que a luz já não existe.
Será que conseguirei encontrar uma luz?
Não entendo o porquê escuto vozes sem rosto.
Elas me dizem que não posso encontrar a luz.
Uma barragem obscura faz-se empecilho na minha trilha.
Acredito que já não me resta esperança,
Devo me conformar, não tem solução.
Quando penso que tenho forças,
Percebo que estou mais fraco.
Como pode isso acontecer? Será uma ilusão?
A lágrima é minha amiga.
A dor minha minha irmã.
A solidão minha companheira.
Já não há solução.
Não importa o quanto eu luto,
Há de vencer sempre aquilo que não vejo.
Quem poderá me ajudar?
Será a luz que tanto anseio?
Tento não criar expectativas,
Pois sei que elas serão temporárias.
Mas há algo em mim,
Que embora esteja lá no profundo do meu ser,
Luta constantemente me dizendo: "um dia você irá vencer..."
Será?

Um dia alguém me disse que não existem amigos verdadeiros. Com o tempo, percebi que talvez a questão não seja essa. Muitas vezes, somos nós que preferimos a companhia daqueles que nos elogiam e concordam com tudo o que fazemos.
O amigo verdadeiro nem sempre diz o que queremos ouvir, ele tem a coragem de mostrar nossos erros, apontar nossos excessos e nos ajudar a crescer. Já os falsos costumam alimentar nosso ego, exaltando cada atitude, certa ou errada, porque sua preocupação não é com quem somos, mas com o que podem ganhar de nós.
A sinceridade pode ferir por um instante, mas a bajulação engana por uma vida inteira. Por isso, vale mais um amigo que nos corrige com honestidade do que muitos que nos aplaudem por conveniência.

Na vida, encontraremos amigos verdadeiros e também aqueles que se assemelham à serpente do Éden. Os verdadeiros permanecem ao nosso lado nas derrotas, estendem a mão quando tropeçamos e celebram conosco cada recomeço. Já os outros observam nossa queda como uma oportunidade de ocupar o espaço que deixamos, pois, para eles, somos apenas mais um entre tantos.
O tempo revela quem caminha conosco por amizade sincera e quem apenas seguia ao nosso lado por conveniência. Afinal, nas horas difíceis, as máscaras caem e os corações se mostram como realmente são.

Existem dois tipos de pessoas em nossa caminhada: aquelas que nos dão asas fortes, feitas de coragem e confiança, para que possamos voar cada vez mais alto; e aquelas que nos oferecem asas de cera, belas à primeira vista, mas frágeis diante do calor da realidade. Com elas, até voamos por um instante, porém a queda costuma ser inevitável.
A pergunta que fica é: com que tipo de asas você tem alimentado seus sonhos? As que fortalecem sua jornada ou as que apenas sustentam uma ilusão passageira?

ZÉ VOLANTE E MERCEDINHA – "A PRIMEIRA VIAGEM"


Depois de viajar pelo interior da 1313 e conhecer seus comandos e compartimentos, fui convidado pelo meu pai, "Zé Volante", para ajudá-lo numa entrega de cestas básicas aos desabrigados de uma enchente.
Fiquei eufórico e contente, mas triste pelo sofrimento daquela gente. Minha primeira viagem, sobravam sentimentos. Ajudei nos preparativos, observando os procedimentos. A carga, a amarração, o roteiro e a segurança da gente.
Tudo nos conformes, escutei o ronco do motor e a longa estrada em nossa frente. Agradecemos a Deus, rezamos o Pai Nosso e seguimos em frente. Eram dias de estrada, mas tudo me deixava contente.
Os momentos tristes vinham quando pensava no sofrimento daquela gente. Próximo ao destino, um grande engarrafamento. Muitas pessoas andando sem rumo, fugindo da enchente. Um guarda rodoviário nos informou que uma ponte desabou, e por isso não seria possível o acesso da gente.
Meu pai argumentou: "Levo comida, e nada vai me impedir de entregar àquela gente”. Diga outro caminho que seguimos o destino em frente. O guarda disse: "Existe uma passagem,
porém perigosa. Se o caminhão não for bom, é melhor aguardar, para evitar acidentes”.


“Não seja por isso, me dê o trajeto que a 1313 assume o risco”, insistiu meu pai. Pegamos o novo destino e seguimos contentes. Passamos por barreiras, andamos na beira de precipícios, cruzamos margens de rios e chegamos à cidade inesperadamente.
Distribuímos as cestas, ajudamos na reconstrução. Ainda hoje, sinto um aperto no coração, mas voltamos para casa com orgulho e satisfação. Agradecemos a Deus por nos ter ajudado a cumprir essa missão.

ZÉ VOLANTE E MERCEDINHA (A DESPEDIDA)


Após conseguir minha habilitação, muitas viagens realizei nesta vida, mas existe uma que chamo de despedida. Não havia entregas, e a 1313 na garagem permanecia. Era um dia, como tantos outros, de idas e vindas.
A família reunida com os amigos que nos visitavam todos os dias. Era sagrado esse encontro em todas as vindas. Meu pai, Zé Volante, contando as viagens de um jeito que só ele sabia, não perdia um detalhe, pelo contrário, acrescentava e sorria.
À tardinha, seu cochilo era certo, e todos já sabiam que horas depois ele voltaria. A gente ficava aguardando pra saber que nova história Zé Volante contaria. Fiquei desconfiado do aceno do meu pai naquele dia, sentindo no fundo do coração um sentimento de despedida.
Muitas horas se passaram, e Zé Volante não aparecia. Alguns já perguntava se ele ainda dormia. Minha mãe foi procurar saber o que acontecia. Houve gritos e muito desespero, e eu nada entendia. Minha mãe pediu chorando: “Acorde Zé Volante!” Mas, por mais que eu suplicasse, ele não acordaria.
Ele fez a viagem que todos nós faremos um dia. Naquele aceno, meu pai de mim se despedia. Os olhos mostram o que o coração sentiria. Caminhando lento, ele, pela última vez, me ensinou que nessa viagem não tem correria. O destino tá traçado, e a encomenda é a nossa vida.

Divina Proteção
Divina proteção que me conduz,
Meu guia, minha vida, meu chão e luz.
Muralha forte que protege e cuida,
O próprio carinho em ação que ajuda.
Os passos firmes de quem recebeu,
A criação rígida que o tempo moldou.
Coração bondoso, generoso e profundo,
Mas duro de quebrar diante do mundo.
Se a vida exigiu essa postura firme,
O afeto não precisa ser rígido crime.
A mesma muralha que salva e acolhe,
Cria dependência se a alma não escolhe.
O que foi construído é difícil mudar,
Mas com paciência podemos moldar.
Mãe e pai ainda olham suas crias,
Como as eternas crianças de outros dias.
Na ânsia do comando e da autoridade,
Há o medo da perda que vem com a idade.
Deixe-os ser pais, mude o seu agir:
Com liberdade e respeito para evoluir.
— Roseli Ribeiro ano 2026

A Metamorfose
Deixe viver,
Deixe falar por si.
Não fale pelo outro,
Deixe que o outro caminhe
E tome suas próprias decisões.
Não viva a vida do outro,
Pois muito zelo sufoca.
Prepare para o mundo,
Não crie para você.
Deixe a lagarta virar
Uma linda borboleta.
Mesmo ao sair do casulo,
Ela sempre volta para visitar
O lugar de onde surgiu.
— Roseli Ribeiro ano 2026

Educação musical já se começa e se inicia dentro de casa, no cuidado particular e na manutenção do seu instrumento musical, entra pelos palcos e vai além da humildade e do respeito que voce tem de ter com o seu companheiro de palco e em todo e qualquer lugar por onde você for, levar a música ou a música te levar.


(Pezão da Timba)


@pezaodatimbaoficial
@musicapretaoficial

EXALTAÇÃO À BOA MALANDRAGEM


Autor: Pezão da Timba


Naquela época de roda de terreiro
Quando o samba era só coração
Boemia andando de braço dado
Com a última condução
Malandro engomado na beca
Chapéu jogado de lado
Flor na lapela
Sorriso aberto
Respeito na cara
Passado pesado


[Chorus]
Exaltavam a boa malandragem
Que apanhou
Mas não caiu
Que fez do botequim sua passagem
E da esquina
Seu Brasil
Exaltavam a boa malandragem
Que driblou tanta repressão
Transformando cada dor em coragem
Cada lágrima em canção


[Verso 2]
Vinham dizendo que era vadiagem
Querendo calar o salão
Mas na calçada
Na porta do bar
Nascia outro refrão
Mesmo cercado pela intolerância
O povo afinava a voz
E o pandeiro marcando a distância
Entre o que era deles e o que era de nós


[Chorus]
Exaltavam a boa malandragem
Que apanhou
Mas não caiu
Que fez do botequim sua passagem
E da esquina
Seu Brasil
Exaltavam a boa malandragem

*Minha Casinha*

🎶✍🏼 Pezão da Timba

Nóis juntemo uns amigo
Pra arrumar umas madeira
Pra subir o meu barraco
Vai ser uma casinha simples
Um quintal, uma cozinha
Um banheiro e um quarto
Comecemos levantar
As madeiras no lugar
Quando alguém alto falou
É melhor parar seu moço
Pois a lei aqui é osso
Nesse triste mundo cão
Terra onde ninguém é dono
Mas se não se tiver dinheiro
Vem os homi e põe no chão
Tudo o que é de
Deus
É o homem que destrói
Com tanto desamor
O peito dói
E quem assim lutou
Por uma casa
Triste se iludiu
Sonho criou asa

*EXALTAÇÃO À BOA MALANDRAGGEM


Autir: Pezão da Timba



*Naquela época de roda de terreiro/*
*Quando o samba era só coração/*
*Boemia andando de braço dado/*
*Com a última condução/*
*Malandro engomado na beca/*
*Chapéu jogado de lado/*
*Flor na lapela, sorriso aberto/*
*Respeito na cara, passado pesado/*


*[Refrão]*
*Exaltavam a boa malandragem/*
*Que apanhou, mas não caiu/*
*Que fez do botequim sua passagem/*
*E da esquina, seu Brasil/*
*Exaltavam a boa malandragem/*
*Que driblou tanta repressão/*
*Transformando cada dor em coragem/*
*Cada lágrima em canção/*


*Vinham dizendo que era vadiagem/*
*Querendo calar o salão/*
*Mas na calçada/*
*Na porta do bar, nascia outro refrão/*
*Mesmo cercado pela intolerância/*
*O povo afinava a voz/*
*E o pandeiro marcando a distância/*
*Entre o que era deles e o que era de nós/*


*[Refrão]*
*Exaltavam a boa malandragem/*
*Que apanhou, mas não caiu...*
*Que fez do botequim sua passagem/*
*E da esquina, seu Brasil/*
*Exaltavam a boa malandragem/*
*Que driblou tanta repressão/*
*Transformando cada dor em coragem/*
*Cada lágrima em canção/*


*Hoje eu balanço nesse mesmo passo/*
*Carrego o legado na palma da mão/*
*Cada virada é um velho abraço/*
*De quem lutou pra existir esse chão/*
*Se hoje o samba desfila na avenida/*
*É porque muita gente ficou pra trás/*
*Deixando escrita na própria vida/*
*Essa nobre malandragem que a história refaz/*


*[Refrão]*
*Exaltavam a boa malandragem/*
*Que apanhou, mas não caiu/*
*Que fez do botequim sua passagem/*
*E da esquina seu Brasil/*
*Exaltavam a boa malandragem/*
*Que driblou tanta repressão/*
*Transformando cada dor em coragem_*
*Cada lágrima em canção/*

Bom dia a todos.. Feliz Domingo!
Mais um mês que está indo...
Gratidão a Deus por todas as bênçãos, pelo que deu certo e o que não deu, ou ainda não deu...
Muita coisa é livramento e tudo seja sempre conforme a vontade do Pai!
Permita Deus que tenhamos sempre saúde e paz, fé e confiança, sabedoria e gratidão e com maturidade, seja o amor e a sensatez sempre solução pra tudo!
(Wilson Procidio da Silva)

Desculpa dizer, mas eu ando achando que só começa a aprender a amar quem um dia conheceu a solidão. E não uma solidão dolorida, carente, deixada de lado... Não, é a solidão de quem pede e não tem, de quem busca e perde, de quem passa os domingos à tarde escrevendo no Facebook para uma futura namorada. É aquela solidão de eu comigo mesmo, quando cai a ficha de que falta algo ou alguém para ouvir aquilo que eu acho que é...
Mas a pior solidão que alguém pode sentir é a de não ter a si mesmo, estar longe do seu interior, da sua verdade, não saber quem é.