Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
À comunidade espírita e a todas as correntes religiosas,
Que vossas orações, realizadas às quintas-feiras, se multipliquem a cada semana.
Que o vosso desejo de auxílio minimize a dor física e emocional de vosso próximo.
Pois eu peço por ti:
Que esta luz ilumine o vosso caminho e traga paz, harmonia e esperança, hoje e sempre.
Assim seja.
Bezerra de Menezes
Que a tua vida seja feita de paz que acalma a alma, não de silêncio que pesa.
Que a tranquilidade seja tua casa, não tua fuga.
Que tu tenhas boas conversas até tarde, daquelas que curam mais que conselho.
Que as companhias sejam poucas, mas de qualidade;
gente que te escolhe sem você pedir.
Que as amizades sejam abrigo, e o amor seja porto seguro.
Que a paixão te lembre que tu ainda sente, ainda vibra, ainda quer mais.
Que a exclusividade não seja egoísmo, mas prioridade: Você no lugar certo, com quem te vê inteiro.
Que a fé te sustente nos dias que o chão some.
E que tu nunca perca as tuas Metas de vista... porque elas são o mapa da pessoa que você nasceu pra ser.
Vive leve. Vive inteiro. Vive com sentido. Mesmo que, às vezes, possa parecer sem sentido...
Individualismos Coletivos
Demétrio Sena - Magé
Em um evento coletivo que reúne fazedores de cultura, não deveria existir qualquer disputa ou guerra de egos. Ninguém deveria estar ali só por si mesmo, mas por todos os participantes e, principalmente, o público. Dessa forma todos prestigiariam, seriam prestigiados por todos, e teriam seu espaço respeitado.
Aplaudir o outro, depois de assistir atentamente ao que ele preparou para propor ou apresentar, é uma demonstração de grandeza, ética e respeito, que deveria fluir de cada poeta, artista e qualquer outra pessoa que tenha o que oferecer, junto com outros participantes. Quem fica sempre ansioso pela própria participação e acaba não assistindo a nada... quem extrapola o seu espaço ou sua vez, quando participa, e quem se apresenta e sai sem oferecer atenção a quem vem depois, têm traços ou o pacote inteiro de narcisismo e mania de grandeza.
O coletivo não pode ser prejudicado ou interrompido pela crise de ansiedade, a pressa nem o estrelismo de quem pensa que o momento é só seu ou quase. Quem acha que foi ali para "vender seu peixe" e fazer o do outro encalhar ou apodrecer na fila rompida, na sua demora não combinada ou no esvaziamento da assistência depois do seu tempo estabelecido, não sabe viver nem agir em sociedade. Muito menos em um evento cultural coletivo.
Precisamos (também me refiro a mim) rever o nosso individualismo em encontros, eventos e "perfis" com a proposta de compartilhar. Geralmente não sabemos trocar, e quando trocamos, queremos levar vantagem; sobressair ao outro. É um "venha a mim" que torna tudo robótico e tenso, ainda que as aparências neguem.
Para ser verdadeiro, nada disso é pra você. É pra mim. Muitas vezes me flagro com esse comportamento, e preciso me convencer a não repeti-lo.
... ... ..
Respeite autorias. É lei
Hoje não estou nada bem
Hoje não estou nada bem
Nada me distrai
Algumas notícias de sangue nos jornais
A desilusão tomou conta , é assim
Por favor , não tenha pena de mim
Um café forte e perceber
Algo de novo renascer
Acho que vou escrever
Sobre aquilo que mais me encanta
O sorriso daquela mulher
Ela é adorável
Hoje não estou nada bem
E você como se sente ?
Amanhã é outro dia
Volta a alegria
Sai pra passear
No meu carro a música " o reggae " ouvir
Talvez me faça distrair
Meu amigo compositor que o a fez
Hoje não estou nada bem
Mas sigo em frente
O Sol amanhã me fará despertar
O sorriso no rosto estar
Hoje não estou nada bem
Quero ficar sozinho
A paz virá novamente
Assim sigo em frente.
O homem só presta bebo liso e apaixonado,
com a garganta em fogo e o peito incendiado.
Cachaça pura, sem gelo, sem engano,
endireita o corpo e acalma o desengano.
Um gole, um verso, um suspiro profundo,
e o mundo fica leve, o coração vira mundo.
Bebo liso, apaixonado, sem ter pra onde ir,
porque a vida é mais doce quando a cana faz sorrir.
Quando observamos a carta de Paulo aos Coríntios, percebemos que aquele homem havia compreendido que o amor é, de fato, a essência da vida, e que, sem ele, tudo se torna vão. Sua história nos mostra que aquele que antes era um grande religioso, mas sem amor, agora se torna um convertido, porque, ao dominar a desintegração interior, pode reencontrar-se com a sua essência divina.
Muitos de nós teremos dificuldades em saber, de fato, o que é o amor, porque não o recebemos ao chegar a esta existência, razão pela qual carregamos uma noção equivocada dele ao longo da vida. Mas o amor é algo que nasce a partir de um estado integrado da alma. Nesse sentido, isso nos permite conhecer verdadeiramente as profundezas da espiritualidade e atingir um grau de consciência que nos conduz a um estado em que nos tornamos cada vez mais humildes, misericordiosos e perdoadores. Uma elevação da espiritualidade verdadeira não nos leva a um patamar de “saber o que o outro não sabe”, mas de ser aquilo que de fato somos, reconhecendo que não sabemos tudo, porque somos limitados. Nesse sentido, passamos a ter a capacidade de servir e de descer, porque estamos conectados conosco e com o divino.
Quantas vezes, pela falta de amor, nos tornamos implacáveis e sem misericórdia. No entanto, o amor nos conduz ao equilíbrio entre justiça e misericórdia. Enquanto resistimos a adentrar na dimensão do amor, somos levados pela vida a uma escola que nos trará fatos e situações desconfortáveis para que possamos perceber o que realmente importa e, com isso, desenvolver a capacidade de discernir entre o essencial e o superficial. Esse processo é como um refinamento, em que o fogo que queima retira as impurezas para que a alma brilhe.
Ao nos reencontrarmos com o Criador, podemos reconhecer que somos uma unidade e que o outro também faz parte da nossa família. Assim, somos chamados à responsabilidade pela construção da nossa história e de uma nova relação com Deus, conosco e com o próximo. Ao nos permitirmos viver o amor humano, podemos nos reencontrar e reconstruir uma nova história fundamentada no amor divino.
AQUILO QUE NOS HUMANIZA!
Quando olhamos para a história humana, percebemos que a falta de compreensão sobre a necessidade de dominar o mal a partir de um olhar interior profundo da alma acabou custando um preço alto para a humanidade. Ao se esconderem atrás de religiões, homens perpetraram terríveis assassinatos, como o genocídio de mais de 7 milhões de judeus em campos de concentração, assim como o próprio assassinato de Jesus Cristo.
Independentemente da religião que seguimos, devemos ter em mente que existe uma orientação do Criador para que possamos compreender e orientar o mal a partir de um olhar profundo para nossas almas. Toda a mensagem de Jesus dialoga com a mesma orientação dada desde o início do mundo: a necessidade de dominar o mal interior.
Se desejamos construir uma nação mais justa, com menos violência, precisamos nos unir para que, ao dominarmos o mal — ou a desintegração interior — possamos desenvolver uma relação melhor com o nosso próximo.
Toda a nossa vida é permeada pela relação com o outro. Nesse sentido, tudo o que fazemos em sociedade — no trabalho, na família e em nossos vínculos cotidianos — passa pela forma como nos relacionamos. Somente conseguimos manter uma boa relação com o outro quando temos uma boa relação conosco mesmos e com tudo aquilo que habita dentro de nós.
Mais do que questões financeiras e materiais, a verdadeira prosperidade passa pela relação com o outro, quando contribuímos efetivamente para a construção de uma sociedade melhor e nos comprometemos a fazer deste lugar aquilo para o qual ele de fato foi criado: um espaço de paz e de compartilhamento da luz do Criador.
Nesse sentido, quando nos dedicamos a dar o nosso melhor em nosso trabalho, a tratar bem nossa família e nossos filhos, podemos, de fato, espelhar a divindade que habita em cada um de nós.
Quando observamos a história do Cristianismo, percebemos que, alguns anos após a vinda de Jesus Cristo à Terra, sua mensagem começou a ser mal compreendida pelos próprios seguidores. A instituição religiosa que se dizia seguidora de seus ensinamentos acabou se desviando e passou a comercializar a própria fé por meio da venda de indulgências e de outras práticas desumanas. Nesse período, muitos sacerdotes cristãos, já praticantes da meditação e moradores de mosteiros, começaram a perceber as incongruências existentes na fé cristã. Foi então que um deles, chamado Martinho Lutero, o reformador, levantou-se com uma mensagem de reforma, tendo como um de seus principais pontos de defesa a chamada salvação pela graça mediante a fé em Deus.
Tal situação trouxe uma nova reflexão para dentro do Cristianismo. No entanto, com o passar do tempo, tornou-se notável que, mesmo entre os seguidores da Reforma, ainda permaneciam aspectos não compreendidos. Assim, práticas horrendas voltaram a ser cometidas, inclusive o assassinato daqueles que eram chamados de hereges. Nesse ponto da história, surge novamente a necessidade de uma nova reforma, capaz de explicar aos cristãos o que, de fato, significa a salvação pela graça mediante a fé. Digo tudo isso apesar de não ser um cristão católico nem evangélico, mas sim um cristão cabalista.
Uma nova reforma significa explicar às pessoas que a fé nasce no solo do amor, e que este se constitui como um estado integrado da alma, no qual o indivíduo domina o mal a partir de um profundo olhar interior. Se antigamente as pessoas acreditavam que a salvação seria alcançada por meio de práticas externas, hoje muitos acreditam que não precisam realizar nenhuma transformação interior para serem salvos. Ambas as visões estão equivocadas, haja vista que a salvação pela graça nos ensina que somos salvos sem precisarmos realizar obras externas, mas também nos mostra que, sem dominar o mal interiormente, será impossível alcançar a salvação.
A graça se revela a todo momento na história humana. Caim, por exemplo, foi advertido três vezes sobre a necessidade de dominar o mal, o que evidencia que a graça esteve manifestada o tempo inteiro, ainda que ele não tenha sido salvo. Mesmo quando comete um homicídio, a graça se revela no fato de Deus não destruí-lo; contudo, isso não significa que a salvação estivesse nele. A graça continuará se revelando por meio da vinda de Jesus, advertindo outros semelhantes a Caim de que é necessário dominar o mal interiormente. Ainda assim, muitos não compreendem essa mensagem e acabam por matá-lo.
Existe algo que pode ser chamado de graça transformadora, mas ela só pode existir a partir do momento em que o ser humano domina o mal interiormente. Dessa forma, Deus pode guiar esse indivíduo para que ele seja conduzido a uma contínua transformação interior. Precisamos estar atentos, porque somente somos transformados por essa graça quando nos abrimos para dominar o mal interiormente, por meio de um profundo olhar da alma sobre si mesma.
Sertão
No sertão de terra seca,
onde o sol abraça o chão,
moram corações cheios de amor,
fé, coragem e gratidão.
Aqui se aprende o valor
dos mais simples detalhes da vida;
de uma sombra generosa,
de uma chuva tão aguardada e querida.
Quando as águas enfim chegam,
como bênção vinda das mãos de Deus,
o verde domina a paisagem
e renova os sonhos seus e meus.
Ao olhar os pássaros do céu,
lembro do que Cristo ensinou:
se Deus cuida de cada ave
e jamais as abandonou,
quanto mais seus filhos amados,
que Ele mesmo criou.
É terra de espera e esperança,
de oração feita com devoção,
onde se aprende a confiar
no tempo e no agir do Divino.
Terra que amo profundamente,
que guardo com orgulho e afeição;
não a troco pela correria
da selva de pedra da cidade, não.
Prefiro o cheiro da terra molhada,
o canto livre da passarada ao léu,
pois no sertão encontro a paz da alma
e a presença de Deus sob o mesmo céu.
A vida é algo que não sabemos explicar, muito menos definir. Ela é algo que sabemos que irá ter um fim e, mesmo sabendo disso, nos apegamos a ela com unhas e dentes, como se fosse a coisa mais importante da vida.
Mas, para mim, a vida não é o nosso bem mais importante, e sim as lembranças, pois elas sempre serão eternas. Elas nos acompanham eternamente. Quem nunca se arrependeu de ter feito algo? Ou lembra de um doce especial da infância, ou daquela música do dia em que conheceu ela? E nem estou falando do cheiro do primeiro abraço.
Por mais que revivamos isso, esses momentos jamais serão os mesmos, pois, para você, essas lembranças sempre irão lhe afetar eternamente.
Porque aquela decisão da qual você se arrepende faz o peito doer, trazendo a angústia do mesmo momento. Aquele doce sempre será melhor na sua infância, independente de quão bom ele realmente era. Aquela música nunca mais será a mesma coisa, pois você não está mais naquele dia e nem com aquelas pessoas. A música não perdeu o sentido, ela apenas lembra você de como se sentiu ao notar que ela marcou o início de tudo.
E o cheiro… como falar de algo que jamais terá o mesmo significado? O toque dela, ou o sorriso que ela dava ao te abraçar, ou a paz que aquele cheiro lhe trazia, por mais simples que fosse. Ou como o seu dia melhorava ao vê-la.
Então, ao meu ver, as lembranças sempre serão eternas.
Não siga a vida pensando em como gostaria de viver ou em como deveria vivê-la. Apenas viva. Siga em frente. Teremos o mesmo fim, sendo especiais ou não, pobres ou ricos, lindos ou, às vezes, feios.
Mas viva, seja você mesmo e crie lembranças especiais das quais nunca mais esqueça, pois o que vale não é ser esquecido, e sim ser lembrado. Porque, depois que eu partir, eu sei que, por mais que seja pouco, você irá lembrar de mim. E isso, para mim, é o que mais importa.
Já parou pra pensar que o tempo é algo que, independente do quanto passa, mais ele cobra de você?
Não convenceu só com isso, né? É, eu sei… humm, acho que vou te ajudar a chegar na minha lógica.
Pense bem: quanto mais você demora pra criar atitude pra falar algo, mais chances isso tem de não dar certo por causa da sua demora. Ou, às vezes, outra pessoa foi lá e teve a atitude primeiro que você. E aí que está a charada: devido à sua demora, você é cobrado com a perda daquilo que lutou tanto pra conseguir. É triste, né?
Mas aí eu só falei da parte triste. Sabe qual é a parte boa que vem com isso? Não sabe, né? Mas eu vou te ajudar a achar.
Porque quando você perde algo, isso te faz pensar e resolver o seu problema, porque o tempo faz isso: ele não só cobra, como também conserta. Então relaxa… talvez só não seja o seu tempo ainda. Mas um dia ele vai chegar, e quando ele chegar, saiba que será o seu tempo, o seu momento. E não preciso nem dizer, né? Tudo tem o seu tempo. A pior parte é só não sabermos o quanto falta.
Um amigo meu me perguntou:
“Quanto tempo vale a nossa vida?”
E eu só penso nisso como se fosse uma aula de matemática básica. Simples e básico: a soma de números pra chegar a algum resultado. Nada mais e nada menos, somente matemática básica.
Vamos ser sinceros: quanto você pensa que a sua vida vai ser boa porque adquiriu itens? Então você acha que vale a pena trocar seu tempo de vida — que é o que você tem de mais precioso — por um punhado de dinheiro, pra assim comprar algo e usufruir disso?
Negativo. Sua vida seria nada mais que uma troca do seu tempo por algo que vai acabar ou, muitas vezes, nem vai durar pra sempre.
“Ah, mas aí compramos outro.”
E a sua vida? Como vai comprar outra?
Mas eu falei isso tudo pra chegar numa conclusão simples: se você acha que pode comprar outra vida e acredita nisso, sinto muito… você já se vendeu, só não sabe ainda.
Sua vida não tem preço, por isso não pode comprar outra. Somente quando entender isso vai saber que ela é única e jamais terá outra.
Então pare de se vender por itens baratos. Crie laços, coisas que não precisam de dinheiro. Construa algo em que nem mesmo seu tempo seja gasto à toa.
Enfim, isso é o que eu creio. Por isso eu sou um pobre lascado hahaha.
Eu já larguei o amor, pois sei que isso não é algo para mim. Então, passo meus dias pelo menos arrancando sorrisos das outras pessoas.
Não sei se um dia voltarei a ser feliz ou a amar novamente, mas decidi que sempre farei o possível para animar e tornar a vida das pessoas mais feliz.
Pois, por mais que eu não sorria como antes, vale mais a pena tirar um sorriso de alguém do que partir mais um coração, como outrora já fizeram comigo.
**Quando o fardo pesa para o pastor**
Há momentos em que o pastor sobe ao púlpito com a Bíblia nas mãos, mas com o coração cansado. Ele olha para o rebanho que ama e, em vez de enxergar crescimento, vê feridas que não cicatrizam, conflitos que se repetem e ovelhas que insistem em caminhar para longe do aprisco. Nesses dias, o peso da responsabilidade parece maior que as próprias forças.
O pastor é chamado para cuidar, orientar e proteger, mas também é humano. Há noites em que suas orações são acompanhadas por lágrimas silenciosas. Ele se pergunta se suas palavras ainda alcançam os corações, se seus esforços estão produzindo frutos ou se está falhando na missão que Deus lhe confiou.
Contudo, é justamente nesses momentos que ele precisa lembrar de uma verdade fundamental: as ovelhas pertencem ao Senhor. O pastor cuida, mas quem transforma é Deus. O pastor semeia, mas quem dá o crescimento é o Espírito Santo. Quando os olhos enxergam apenas limitações, a fé precisa enxergar a mão de Deus trabalhando onde ainda não é possível ver resultados.
Moisés se cansou, Elias desanimou, Jeremias chorou e até os apóstolos enfrentaram momentos de profunda aflição. Nenhum deles sustentou a obra pela própria força. Todos aprenderam que a suficiência vem de Deus.
Se hoje o fardo está pesado e as saídas parecem escondidas, talvez o Senhor esteja convidando o pastor a descansar mais na graça do que nos resultados. Nem toda semente brota no dia em que é plantada. Nem toda oração é respondida no tempo que desejamos. Mas Deus continua cuidando do Seu povo e sustentando aqueles que foram chamados para servi-Lo.
Quando o pastor não vê saída ao olhar para as ovelhas, deve erguer os olhos para o Supremo Pastor. É dEle que vem a direção, o consolo e a força para continuar. O mesmo Deus que chamou é o Deus que sustenta. E aquele que começou a boa obra jamais abandonará aquilo que está em Suas mãos.
**"O peso do ministério nunca foi colocado sobre os ombros do pastor para que ele o carregasse sozinho, mas para que aprendesse diariamente a colocá-lo aos pés de Cristo."**
Bispo Ederson Dantas
AS PÁGINAS DO AMANHÃ
Se o amanhã continuar escrevendo com a tinta de hoje, as páginas do futuro carregarão as mesmas manchas que recusamos apagar.
Os céus estarão mais próximos, mas os corações mais distantes.
As máquinas aprenderão a conversar com os homens, enquanto os homens desaprenderão a conversar entre si.
Haverá cidades de vidro, pontes de luz, estradas cruzando oceanos e naves tocando outros mundos.
Mas ainda existirão muros invisíveis separando irmãos pela cor, pela fé, pela riqueza e pela origem.
As bibliotecas caberão na palma da mão, e o conhecimento correrá mais veloz que os rios.
Entretanto, a sabedoria continuará rara, como água em terra seca.
O homem enxergará o nascimento das estrelas distantes, mas permanecerá cego ao sofrimento da casa ao lado.
As florestas pedirão socorro num idioma que todos entenderão, e ainda assim muitos fingirão não ouvir.
Os mares devolverão aquilo que receberam. O vento cobrará suas dívidas. A terra lembrará aos homens que nenhum império é maior que a natureza.
As multidões estarão conectadas por fios invisíveis, mas a solidão caminhará entre elas como uma rainha.
Os números crescerão. Os lucros crescerão. As torres crescerão.
E, por vezes, o próprio homem diminuirá.
Mas as páginas do amanhã não estão completamente escritas.
Entre as linhas da ganância, ainda existe espaço para a compaixão.
Entre as palavras do medo, ainda cabe a coragem.
Entre os capítulos da destruição, ainda pode nascer uma nova história.
Porque o futuro não é uma sentença.
É um manuscrito aberto, segurado pelas mãos da geração presente.
E quando os filhos do amanhã abrirem suas páginas, lerão não apenas o que herdaram de nós,
mas aquilo que tivemos a coragem de mudar.
As páginas do amanhã ainda estão em branco nos cantos mais importantes.
E é justamente ali que a humanidade escreve o seu destino.
RELÓGIO DE DEUS
Quarenta dias...
Tempo de chuva sobre a Terra, tempo de água sobre os erros, tempo de uma arca navegando entre o juízo e a esperança.
Quarenta dias...
O dilúvio cobriu montanhas, mas não afogou a promessa. Quando a pomba voltou com o ramo, a humanidade aprendeu que toda renovação nasce depois de uma tempestade.
Quarenta dias...
No deserto caminhou Moisés, entre o fogo da presença e o peso da missão. A pedra recebeu palavras, e o povo recebeu direção. A aprovação exige disciplina, e a liberdade cobra responsabilidade.
Quarenta dias...
Espias atravessaram Canaã, vendo cachos de abundância e muralhas de temor. Uns enxergaram gigantes, outros enxergaram futuro. A prova revelou o tamanho da fé de cada coração.
Quarenta dias...
Elias caminhou até Horebe, alimentado pela esperança quando a força já faltava. Aprendeu que Deus não mora apenas no trovão e no terremoto, mas também na voz silenciosa que resiste dentro da alma.
Quarenta dias...
No deserto esteve Cristo, entre a fome e a tentação, entre o poder e a renúncia. Ali não venceu pela espada, mas pela fidelidade. A aprovação tornou-se exemplo para todas as gerações.
Quarenta dias...
Após a ressurreição, o Mestre permaneceu entre os seus, ensinando que a morte não possui a última palavra. A renovação caminhava viva entre aqueles que ainda duvidavam.
Quarenta dias...
Punição para os soberbos. Salvação para os justos. Provação para os chamados. Renovação para os que perseveram.
Quarenta dias...
Não são apenas uma medida de tempo. São a forja da humanidade. São o intervalo entre o erro e o perdão, entre a queda e o recomeço, entre a travessia e a chegada.
Se hoje fossem dados quarenta dias à humanidade, não seriam para contar horas, mas para contar escolhas.
Pois quarenta dias, desde os tempos antigos, sempre foram o relógio de Deus marcando a oportunidade de um novo mundo nascer.
FORJA DA HUMANIDADE
Quantos Gênesis serão precisos para ensinar ao homem o valor da própria criação?
Quantas auroras deverão nascer sobre mares recém-formados, quantas sementes romperão a terra, quantas vidas serão sopradas pelo fôlego da esperança?
Um Gênesis não bastou.
Erguemos cidades, mas também muralhas. Criamos ferramentas, mas também correntes. Descobrimos estrelas, mas ainda tropeçamos na sombra dos próprios passos.
Vieram dilúvios, vieram desertos, vieram profetas, vieram cruzes, vieram lições escritas em pedra, sangue e memória.
Ainda assim, o homem insiste em reinventar o erro com a mesma criatividade com que reinventa o progresso.
Quantos Gênesis serão precisos?
Talvez um para cada guerra. Talvez um para cada preconceito. Talvez um para cada criança que nasce acreditando num mundo melhor e encontra um mundo inacabado.
Mas a criação não desistiu.
A cada nascimento, um novo capítulo é escrito. A cada gesto de bondade, uma luz acende nas primeiras páginas do amanhã.
Porque a verdadeira forja não acontece no fogo das estrelas, nem no coração dos vulcões.
Acontece dentro do homem.
É ali que o ferro da ignorância enfrenta o martelo da experiência. É ali que a consciência é aquecida pela verdade até transformar-se em sabedoria.
Talvez não sejam necessários novos Gênesis.
Talvez seja necessário que a humanidade finalmente leia o primeiro.
E compreenda que a criação ainda não terminou.
Ela continua sendo escrita em cada escolha, em cada encontro, em cada geração.
Pois a maior obra do universo não foi a criação do mundo.
É a lenta e interminável Forja da Humanidade.
Faz bem lembrar: embora o mundo tenha sido criado sem maldade, o pecado fez da perversidade uma marca universal da experiência humana em todos os tempos, como revela Gênesis 6:5:
"O Senhor viu quão grande era a maldade do ser humano na terra e que toda inclinação dos pensamentos do seu coração era para o mal o tempo todo."
Você, amorzinho.
Eu te amo, você pra mim é como um banho depois de um dia cansativo.
Você é como olhar pro céu a noite, a noite calma com o vento gelado e tranquilo.
Como ficar debaixo de uma cachoeira, apenas sentindo o cair da água.
Tudo bem, Tudo bem, essa ultima não foi tão romântica.
O que eu quero dizer é que: Eu te amo, meu docinho de coco.
Palavras nem fazem mais sentido, pelo menos não quando se trata do meu amor por ti.
Eu poderia escrever sobre como pinguins são toscos, e eles realmente são.
Ou como os tubaroes são injustiçados, e muitas outras coisas.
Poderia escrever, e escrever, e escrever, porém chegaria a mesma frase do começo.
Eu te amo, eu te amo desse tantão aqui o ∞(infinito)
A Elegância de Continuar em Frente
Há momentos em que somos ignorados e lembrados apenas quando é conveniente para alguém. Isso pode doer, mas não diminui o nosso valor.
Ninguém é melhor do que ninguém. Quem realmente possui grandeza não precisa diminuir, excluir ou desmerecer o talento dos outros para se destacar. Debaixo do mesmo sol existe espaço para todos brilharem.
Mesmo quando seu trabalho não for reconhecido, siga em frente e continue desejando o bem àqueles que o menosprezam. O tempo sempre revela o verdadeiro valor das pessoas.
E lembre-se:
Se a sua estrela não brilha, não tente apagar a dos outros.
E se a sua estrela já brilhou, jamais se esqueça de que tudo o que acende um dia também pode se apagar.
Chico Uchoa
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