Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

"Que se vá "


Em tons cinzas da agonia
Bate à borta uma indesejada
E refinada inquilina
Sob o abismo de palavras vans


Em cacos pontiagudos
Impus meus pés
No silêncio tenebroso
Vômito ecos resquícios seus


Com olhos fitados
Um juiz que não descansa
Sem pudor , nem êxito
Sucumbe a minha alma


De nada resta
Se não essa pequena fresta
Não há espaços para ambos ...
Sendo assim .


"Me devore "

⁠Amo-te, Geilza

Amo-te quando amanhece, quando teu nome é prece no meu peito.
Amo-te quando te penso despida de medos, vestida só de desejo.
Amo-te com as mãos, com a boca, com a alma que se perde em ti.
Amo-te nas palavras que não digo, no silêncio que grita teu nome.

Amo-te no calor da tua pele, no sabor da tua pele, no suor que nos une.
Amo-te nas noites sem sono, quando meu corpo clama pelo teu.
Amo-te nas tardes de espera, nos minutos que arranham a pele,
nos segundos que ardem de vontade de te ter.

Amo-te além da razão, além do pudor, além do que cabe em qualquer verso.
Amo-te na fúria, na ternura, no desejo que é chama e paz ao mesmo tempo.
Amo-te porque és brasa que me queima, água que me acalma,
porto onde descanso, tormenta que me enlouquece.

E mesmo que o mundo me cale, mesmo que o tempo nos prove,
mesmo se tudo faltar — ainda assim, Geilza, amo-te,
amo-te, amo-te…
como se fosse pecado, como se fosse o último sopro,
como se amar-te fosse tudo o que me resta e tudo o que sou.

Em meio a uma vida sem sentido, uma vida onde não sabemos ao certo onde ela vai nos levar, em meio a uma vida onde normalizamos a ida e vinda de pessoas, em meio a uma vida onde o amor deixou de ser algo belo e se tornou algo ruim, em meio a tudo isso, eu, como escritor, vejo belezas infundáveis, belezas carregadas com a esperança mais bela que existe, como o sonho de uma criança de ir à lua. Sonhos esses que são os mais belos, onde a dor e o sofrimento não chegaram nem um pouco perto, onde o mundo não destrói por completo, sonhos como estes que carregam a esperança de um mundo perdido.
E talvez seja justamente nisso que a vida ainda faz sentido: naquilo que fica mesmo quando tudo parece ir embora, nos laços que, mesmo silenciosos ou distantes, ainda carregam significado. Há presenças que mudam, palavras que deixam de existir como antes, mas sentimentos que não desaparecem tão fácil assim. E, mesmo em meio à dúvida, ao medo de errar ou de tentar de novo, ainda existe algo que insiste em permanecer, algo que não se explica, mas se sente.
Porque, no fundo, enquanto ainda formos capazes de guardar essas pequenas belezas, de lembrar sem dor completa e de sentir sem precisar nomear, o mundo nunca será totalmente vazio. E talvez a esperança mais verdadeira não esteja em não perder, mas em ainda se importar, mesmo quando tudo dentro da gente pede silêncio.

VERSÕES SUAS...




Nem todo encontro acontece por acaso.
Às vezes a vida só está preparando duas histórias para se encontrarem na hora certa.
Em algum lugar existe alguém carregando um pedaço seu…
mesmo sem saber disso.


Sentindo um vazio estranho,
como se faltasse algo que ainda não tem nome.
Enquanto você aprende a se levantar,
a juntar seus pedaços,
a sobreviver aos dias difíceis…
essa pessoa também está vivendo suas próprias batalhas.
Está se transformando.
Crescendo.


Aprendendo.
Se tornando exatamente quem precisa ser
para um dia te reconhecer.
Porque não é sobre pressa.
É sobre estar pronto.
E quando dois caminhos finalmente se cruzam…
não existe dúvida.


Não existe medo.
Existe uma paz estranha,
silenciosa,
profunda.
Uma paz que a gente nunca sentiu antes…
mas que o coração reconhece na mesma hora.


Como se, depois de tantas versões suas
perdidas pelo caminho…
você finalmente tivesse
encontrado o caminho de volta
pra casa.


Texto: Fhayom


Dedicado a um grande
Amor Andréa Beatriz
16:40 12/04/2026

Nesta vida, neste mundo, velejo pelos mares de lágrimas formados pela dor e pela ternura de uma existência incerta e inquestionável. Vejo uma vida, às vezes, sem sentido, mas ainda assim enxergo grandes histórias a serem criadas, grandes sonhos a serem registrados e momentos que merecem ser eternamente guardados.
Caminhando pelas linhas tênues da vida, deixo palavras incompletas, sonhos incertos e prazeres que talvez ninguém jamais venha a descobrir. Ainda assim, deixo sentimentos e histórias que, neste pálido ponto azul, podem parecer insignificantes… mas que, para cada alma, para cada ser, valem o mundo. Valem instantes, valem memórias, valem histórias inteiras.
É neste mundo em que vivemos, neste pálido ponto azul, que deixamos nossa marca no universo. Uma marca pequena, quase imperceptível aos olhos do infinito… mas ainda assim, uma marca viva, feita de história, de presença e de tudo aquilo que, mesmo silencioso, insiste em existir.

Mas me fala...
há quanto tempo
que cê não mete o pé na estrada?
mesmo que descalça


há quanto tempo
não para pra admirar o céu,
o pôr do sol
em pleno e total silêncio?


cê já parou para pensar
que talvez todo esse barulho
dentro seja apenas um grito de socorro
da sua alma implorando por liberdade?

Eu pego uma colher e misturo o céu com café morno, bolhas de sabão sobem pinheiros invertidos, bicicleta pedala para trás no espelho do banheiro. O gato mia em código Morse para o micro-ondas, que responde com pipocos de milho voando como pássaros de papel. Nuvens chovem para cima, gravidade vira piada, e o relógio derrete em forma de bolo quente. Por que o elefante usa óculos de sol no escuro? Sombras dançam tango com luzes de neon, enquanto números contam histórias de peixes voadores. A geladeira sussurra segredos de meias perdidas, o chão ondula como mar de concreto, e eu como nuvem com garfo de plástico. Fluxos de pensamentos giram em espiral, cores cantam óperas mudas, tempo estica como chiclete mastigado. Nada cola, tudo flutua em bolhas de confusão.


Mas olha só. Essa bagunça é a mente acordada: colher mexe ideias soltas, bolhas são pensamentos leves que estouram, pinheiros raízes profundas em solo instável, bicicleta impulsiona o irreal. Gato e micro-ondas, intuições aleatórias conectando mundos. Elefante no escuro, ver o invisível. Sombras e luz, dualidades dançando. Tudo faz sentido: o absurdo é o mapa da criatividade humana, onde a bobagem vira descoberta, a bagunça, clareza.

ÁGUA MENINA
Água que nasce lá no alto da serra.
O Igarapé segue rumo às águas do mar.
Desce e segue molhando a velha terra.
no seu longo caminho, para chegar ao mar.
Passeia livre e leve, pela gruta que te espera.
Sempre doce e viva, como as flores na primavera
Com seu gosto original, vindo da nascente
Vai traçando, seu rumo em curvas, na chuva, na noite e, no sol ardente.
Vai lavando pedras, areias e cascalhos.
Vai no seu critérios, num caminho
longo e sem atalhos
A procura de um rio para desaguar
E encontrar o sal, das águas do mar
Formando cascatas, cachoeiras, a derramar
de encanto, pra te encontrar
Vai descendo pelas escadas da alta serra
Molha a paisagem de todo o canto desse lugar.
Mas não deu não…
não encontrou. o mar
Não foi pro mar, esperou o mar…
O mar não veio não.
Ele passava em outro lugar
Não faz parte das espumas brancas das ondas do mar
E das águas de iemanjá
Ficou perdida feito estrelas cadentes.
Que caem nas madrugadas.
Suas águas ficaram paradas, num certo lugar.
Feito as águas na margem interna.
E antes de entrar, na escura caverna.
depois seu caminho trilhado
Passou na palhoça no canto da serra
E visitou a meiga senhorita.
E o Zé Geraldo.

Não é sobre dinheiro.
É sobre respeito.

Dinheiro compra coisas.
Respeito constrói relações.

Quem só pensa em dinheiro mede pessoas pelo que elas têm.
Quem entende o valor do respeito mede pessoas pelo que elas são.

Porque no fim…
o dinheiro pode abrir portas,
mas é o respeito que faz você permanecer dentro delas.

Um garoto e uma garota,
Não destinados a juntos ficar,
Mas mesmo disso sabendo,
Eles resolveram tentar,
Pobre história que não daria certo,
Mas seus corações lhe diziam corretos,


No início tudo era só amor,
Mas todos sabemos que o fim,
Será apenas de dor,
Pelo menos felizes estavam,
Por enquanto em perfeita harmonia,
Até que um dia acabou a alegria,


É o destino que lhes veio cobrar,
E então os jovens começaram a brigar,
Eles queriam achar um culpado,
Da relação ter dado errado,
E foi assim que o predestinado fim se instalou,
Foi com eles brigados que esta história acabou.

E Se Um Passarinho Eu Fosse?

E se um passarinho eu fosse?
Se eu pudesse para longe voar,
Se eu sentisse o vento em meu rosto,
Enquanto estou no ar,
Se toda manhã ao acordar,
Eu pudesse simplesmente cantar,

Se eu pudesse desta gaiola me soltar,
E descobrir que nessa grande imensidão,
Há lugares em que não há escuridão,
Será que finalmente voltaria a ser feliz?

Um Acidente Acontece De Repente

Em um dia alegre,
Algo acontece de repente,
Chame de descuido, acidente ou o que quiser,
Eu chamo de acaso.
Sorrisos somem,
Tudo o que vejo é um mundo preto e branco.
Posso dizer que talvez seja Deus,
Colocando nossa fidelidade à prova,
Ou talvez nos mostrando o valor de uma vida.
O que será dele sem sua outra metade?
Não sabemos, e sei que não precisaremos,
No final tudo dará certo

Ás vezes me pego pensando no que é um lar, por mais que pensemos que é uma casa, acredito que não. Acho que um lar é um lugar onde nos sentimos seguros, amados, acolhidos. As vezes esse sentimento pode vir ao estar com outra pessoa. Ou quando estamos sozinhos.


É muito ruim quando não temos um lar. Sentir não importa onde esteja, você não se encaixa. Que não importa o quanto você se esforce, ali não é seu lugar. Que ali, você não se sente completo.


Mas é tão bom quando você finalmente encontra o seu lugar. Melhor ainda quando você o conquista. Quando você encontra as demais peças do seu quebra-cabeça. E você se sente mais leve, mas feliz, mais aceito.

É incrivel né? Como um ovo pode ser várias coisas diferentes, dependendo do seu preparo:
Ele pode ser um ovo cozido, se jogá-lo na água e deixar ferver;
Pode ser um ovo frito, se quebrá-lo e despejar numa frigideira com um pouco de sal;
Pode ser um omelete ser for batido e depois frito;
Pode ser um ovo mexido, se mexer enquanto ele frita;
Ou ainda, um pintinho, se fecundado.


E acho que pensar nisso, me lembra aos seres humanos, e que a maneira como o ambiente, as pessoas e os ensinamentos que são dados, moldam como ele vai ser, em quem vai se tornar.

CIRCULARIDADES EM IMACULADAS

Onde a força que rege é da Mãe Santíssima, existe além da forte luz, um amor que transcende.
De mãos dadas, corações conectados e vivos, esse amor se fortalece, o brilho se intensifica e as faces desabrocharam-se em alegria e flor.
O movimento circular emite dos saberes adivindos do Mestre, que em seu caminhar e histórias vivídas, conduz viagens internas profundas e reconectivas.
A gratidão pulsa em cada olhar e vai muito além de ser um simples verbo expressivo.
Essa leveza amorosa e criativa realmente é santíssima!
Que por meio do saltitar dos pés e da união de muitas mãos, o renascer do amor de Maria proporcione coragem e fé àqueles que a clamam.
Inspirando o caminhar e os belos encontros.
Vivificando o lumiar aos olhos, a beleza do sorriso e o amor verdadeiro do acolhimento vivo na Mãe Maior.
No encontro extravagantemente bendito, quantos aprendizados…
União, conhunhão e Religare!
A circularidade da mãe santíssima no amor profundo que cura e nos conduz, sejamos quem realmente somos! Luzes Marianas nessa Terra de Deus.

Erikah Aparecida - ABR2026

Carta aberta aos meus lindos filhos


Queridos filhos,


Saibam que cada um de vocês me ensinou algo…
uma parte do que é o verdadeiro amor.


Com meus amados pais, eu aprendi o que é amar…
e vocês deram continuidade a esse laço tão puro,
tão verdadeiro… o AMOR.


Mesmo diante das dificuldades de ser uma mãe atípica,
nunca enxerguei isso como um fardo.
Pelo contrário…
entendi que Deus estava me moldando,
me transformando em alguém mais forte, mais sensível, mais amor.


O meu maior desejo é que sejamos felizes juntos… sempre.
E saibam: eu estarei com vocês em todos os momentos.


E quando um dia eu não estiver mais aqui…
não guardem tristeza.


Guardem o amor.
Guardem os momentos.
Guardem a felicidade.


Sejam felizes… porque isso é tudo o que eu sempre quis para vocês.


E lembrem-se:
mesmo que não me vejam,
eu estarei sempre olhando por vocês…
de onde eu estiver. 🤍

O Peso da Solidão e a Leveza da Solitude
A vida, às vezes, nos leva a um lugar silencioso.
E é nesse silêncio que descobrimos duas experiências muito diferentes:
Solidão (a falta)
É o sentimento de exclusão.
É como estar em um deserto onde o eco da própria voz assusta, porque não há ninguém para responder.
Na solidão, a desconexão dói — porque o ser humano nasceu para a troca.
Solitude (o encontro)
É quando a solidão é atravessada pelo acolhimento.
É deixar de ser sua própria carrasca… para se tornar sua própria companhia.
A solitude não é sobre viver isolada, mas sobre saber que, mesmo quando o mundo silencia, você ainda tem a si mesma como um lugar seguro.
O equilíbrio necessário
Viver é aprender a transitar entre esses dois estados:
Cultivar a solitude, para que o silêncio não seja um peso, mas uma base de paz.
E buscar o movimento, para que essa paz não se transforme em estagnação — permitindo que a troca, o encontro e o pertencimento tragam o brilho da felicidade.
A geografia dos sentimentos: Paz e Felicidade
A paz é o alicerce.
É o mar calmo. A ausência de ruídos. O descanso.
A felicidade é movimento.
Ela acontece no “entre”:
entre você e um propósito,
entre você e alguém,
entre você e a vida acontecendo.
Se a paz é o solo,
a felicidade é a planta que cresce, se movimenta e floresce.
Resumo da vida em dois ritmos
A paz recarrega.
A felicidade expande.
Sem a paz da solitude, a busca pela felicidade se torna cansativa.
Sem o movimento da felicidade, a paz corre o risco de virar vazio.
A solitude é o porto.
A felicidade é o mar.
E viver é saber quando ancorar…
e quando partir.
Uma imagem para guardar
A paz é como um cavalo parado no pasto.
Ele não espera nada — apenas existe, inteiro, presente, suficiente.
A felicidade é o galope.
É quando essa força encontra direção e se transforma em vida, em movimento, em liberdade.
O equilíbrio está na sabedoria de sentir:
quando é hora de recolher…
e quando é hora de se permitir viver.


"Talvez a vida não esteja pedindo que você deixe de estar só…
mas que você aprenda a não se abandonar —
e, aos poucos, volte a caminhar em direção ao que te faz sentir viva."

Todas as vezes que estamos seguindo em alguma direção
Todas as vezes que as coisas estão fluindo entre a gente
Você simplesmente se afasta, e se desinteressa pelo nosso "relacionamento"
Eu não sei mais o que fazer
Não sei, se é o momento ideal para partir
Não sei, se a sua intenção é exatamente essa
Que eu vá embora e te deixe sozinho
Se você não me quer mais na sua vida
Então, posso te dizer que está funcionando
Eu amo você, mas existe um limite
Eu não posso insistir nisso sozinha
Eu não posso continuar sozinha
Eu não posso mais me doar e não receber nada em troca
Eu me sinto completamente sozinha
Eu sempre quis algo mais de você, mas se você não quer
Não há mais nada que eu possa fazer
Senão ir embora e te deixar com a minha ausência
Te deixar com o meu silêncio
Te deixar com esse vazio, com aquele nó na garganta

• 13 de abril de 2026

Ela é Ela


Ela é linda e intensa como a praia, mas calma como o som da chuva.
Ela não é minha, não é de ninguém.
É um pássaro livre, que não pode ser pego. Ela é aventura
E, ao mesmo tempo, é o sono que vem de noite.
Ela é simpática, mas, quando quer, sabe ser grossa.
Ela é animada, mas algo pequeno estraga seu dia.
Ela é linda como o luar.
É apaixonada como o coelho que habita a Lua.
E se agarra à ideia de que existem cores neon, mas também há as neutras.
Ela é feliz e radiante como o sol,
Mas intensa como o rock.
Ela é tudo e nada.

O toque chama — insiste — repete,
um eco metálico no vazio,
como se minha urgência fosse leve,
como se meu tempo fosse frio.

Do outro lado, silêncio.
Um silêncio que pesa, que arranha,
que cresce dentro do peito
feito algo que não se ganha.

Não é só a ligação perdida,
não é só o “depois eu vejo”,
é o desprezo que se insinua
como um gesto sem apreço.

Porque ali vai meu trabalho,
minha pressa, minha razão,
e volta apenas o nada
ocupando a conexão.

E então nasce uma chama breve,
bruta, rápida, voraz —
um impulso de quebrar o mundo
pelo respeito que não se faz.

Mas no fundo, o que grita mesmo
não é raiva — é ser ouvido,
é querer que, do outro lado,
exista alguém comprometido.