Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
- Entre madrugas e limites
A noite falava alto,
Com aconchego e emoção,
Onde almas em silêncio
geravam conexão,
falando sobre a vida,
De prazer e reflexão.
Num banco de encontro,
nós dois nos consolávamos
de feridas e culpas
que só o coração guardava.
Entre madrugadas e limites,
nossa vida recomeçava,
em uma única noite de encontro,
sem rumo, em frente à praia.
Quando o carinho se achegava,
a minha mente paralisava…
em pensamentos sem respostas,
em meio à madrugada.
Procurando um encaixe
Nesse quebra-cabeça
de peças embaralhadas.
E foi assim que eu entendi
O efeito e peso de curar,
De tentar sarar uma dor
Que nos fez nos despedaçar
Nos levando a momentos diferentes da vida,
Em lugares que eu nunca imaginei pisar.
Dentro de mim, só se passava
A sua necessidade de abraço,
O que me fez falar de Deus
E fortalecer o laço.
Te ajudando a entender
que ele também ama
os que erraram,
e que ainda transforma cenários
que um dia foram quebrados.
Admiro nossa paz, carinho e leveza,
mas sinto que, pra amar,
é preciso ter clareza.
E não estar num limite
entre amizade e incertezas.
Entre nós, o tempo parece parado,
Como se nada mais existisse,
só o eco do nosso passado
em tudo o que a alma resistisse.
Quando o assunto é novamente falado.
A cobrança sempre chega,
trazendo a realidade em si,
lembrando que encontros
também precisam fluir.
Deixando lembranças vagas,
Que um dia precisaram partir.
"O sabor do Amanhã"
Nunca fui uma pessoa muito participativa
Em dias festivos, nem sempre estava presente..
"Talvez amanhã", eu sempre dizia,
Mas quem é que promete que esse amanhã chegue?
Apesar de ser assim, não é que eu odeie sair
Raramente saio de casa, mas quando saio, tudo é novo..
Cada saída é uma descoberta, uma memória
Acaba sendo mais um motivo para sair!
E quando percebo, já se passaram horas e horas,
Já está na hora de retornar; eu presumo
O quão passageiro pode ser o amanhã?
Quando vejo o tempo passar, uma melodia toca no ar..
Só depois de um longo tempo percebi,
O quão doce o amanhã poderá soar!
Alma e Coração de uma Loba
Sob o manto da noite ou o brilho do sol,
A loba caminha, firme em seu papel.
Carrega nos ombros o peso do mundo,
Mas guarda no peito um amor profundo.
O cansaço da lida às vezes quer parar,
Os ossos doem, o corpo pede para descansar.
São dias de luta, de entrega e de zelo,
Cuidando de quem ama com cada desvelo.
Cada sacrifício é uma prece em ação,
Pois sabe que vale a pena toda a dedicação.
Não há cansaço que vença a fé que a conduz,
Transformando a sombra em pura e clara luz.
Deus é o sustento, a rocha, o vigor,
Que renova suas forças e acalma a dor.
No altar da montanha ou no chão do lar,
Sua alma de loba nunca para de amar.
Coração de guerreira, mas feito de carinho,
Protege os seus e ilumina o caminho.
Com Deus ao seu lado, o fardo se faz leve,
Pois quem ama com a alma, a eternidade escreve.
--------- Eliana Angel Wolf
“O extremo do desrespeito é a ignorância.”
O desrespeito costuma ser associado à agressão, à humilhação ou à violência explícita. Mas existe uma forma mais silenciosa — e talvez mais cruel — de desrespeitar alguém: ignorar sua humanidade.
A ignorância não é apenas a falta de conhecimento; muitas vezes, ela é a recusa de compreender. E quando alguém deixa de enxergar o outro como alguém digno de escuta, sentimento e existência própria, o respeito deixa de existir por completo.
O ódio ainda reconhece a presença do outro. Quem odeia, de certa forma, admite que o outro existe e o afeta. Já a ignorância extrema age como se o outro fosse invisível. É um apagamento.
Por isso ela pode ser mais profunda que a própria agressão: porque transforma pessoas em coisas, sentimentos em exageros e dores em detalhes irrelevantes.
A ignorância também se manifesta nas relações do cotidiano.
Quando alguém invalida a dor do outro sem tentar compreender.
Quando julga sem conhecer a história.
Quando fala sem ouvir.
Quando prefere o orgulho à empatia.
Tudo isso são formas silenciosas de desrespeito.
E existe algo ainda mais perigoso: a ignorância costuma andar ao lado da certeza absoluta.
O ignorante raramente questiona a si mesmo. Ele acredita que já sabe o suficiente, e exatamente por isso fecha as portas para compreender perspectivas diferentes. O respeito nasce da consciência de que nunca enxergamos a vida inteira pelos próprios olhos. Quem entende isso desenvolve humildade; quem ignora isso impõe.
Talvez o extremo do desrespeito seja a ignorância porque ela destrói a ponte mais importante entre os seres humanos: a capacidade de reconhecer o outro como alguém tão complexo e sensível quanto nós mesmos.
E no fundo, toda ignorância é uma prisão da consciência.
Quem desrespeita por ignorância não diminui apenas o outro — diminui a si próprio, porque perde a capacidade mais humana que existe: compreender.
- Sob as estrelas
Caminhava em linha reta,
olhando um céu brilhante,
repleto de estrelas
e constelações distantes.
No alto do monte,
eu contemplava a paisagem:
casas, luzes e prédios
como miragens na viagem.
Anoitecia com o fim do dia,
sob a luz das estrelas,
e eu dava boas-vindas à lua
que surgia bem brilhante
Ela era como um cristal,
linda, pura e radiante,
vestida em tom de branco,
suave, quase constante.
Foi assim então
que me vi inspirada,
planejando em silêncio
uma nova caminhada.
Debaixo daqueles pontos de luz
que meus olhos iluminavam,
eu tentava sarar a dor
da vida sem cor
que o mundo me passava.
Eu me pergunto o que aconteceu.
Do nada, você sumiu —
e as conversas, antes cheias de vida,
viraram silêncio.
Com o tempo, parece que você esqueceu.
Mas eu não.
Ainda lembro de tudo —
de cada palavra,
de cada instante suspenso no ar.
Às vezes penso
que a memória é um castigo disfarçado:
o vento leva o que é leve,
mas o que pesa fica —
e eu fiquei com elas.
Espero que as suas lembranças
não tenham ido com o vento,
como se nunca tivessem existido.
Porque as minhas continuam aqui,
tecendo silêncio
no lugar onde você estava.
Quinta-feira, 7 de maio
Ter boas atitudes muda mais do que a gente imagina. Um gesto simples, uma palavra dita com carinho, uma ajuda oferecida sem interesse… tudo isso deixa marcas na vida das pessoas. O bem que a gente faz nunca é pequeno. Às vezes, alguém está enfrentando um dia difícil e encontra esperança justamente em uma atitude nossa. No fim, caráter não é o que mostramos quando todos estão olhando, é o que escolhemos fazer mesmo quando ninguém vê. ♥️
Ressaltando Amor
Flor, tudo bem se você precisou ir. Tudo bem se não tinha como ficar. Guardo na memória e no coração as lembranças de todos os nossos momentos lindos que você me ofereceu, das lições que a vida nos trouxe juntos e as que você veio me ensinar.
Queria que, pelo menos por um instante, você pudesse se ver através dos meus olhos, para entender a beleza que sempre vi em você — um fascínio que jamais vou esquecer e sempre vou admirar.
Desejo que você se recorde com carinho de todo o amor que lhe dei, da atenção, da proteção, do cuidado e do dengo que me esforcei para nunca te faltar. Desejo que você entenda agora o seu valor, o que merece e não aceite menos do que alguém quiser lhe entregar. Que se afaste daqueles que te cobiçarem apenas pela beleza física e pelo prazer que possa proporcionar. Você merece muito mais que isso e, com menos, não deve mais se conformar.
Você merece ser amada, apreciada, cuidada e protegida profundamente por alguém que tenha disposição, paciência e zelo para te esperar e te amar até você aprender a amar.
Me desculpe se não consegui, se precisei desistir para me salvar. Fica bem! Beijo.
Sabe o que mais me intriga?
A complexidade e a magnitude do céu.
Ele me abre um vazio no interior.
Não um vazio de ausência,
onde o vácuo é absoluto.
Mas um vasto lugar,
onde a imensidão cabe perfeitamente.
Ele me convida a perceber o infinito de possibilidades
e, ao mesmo tempo,
o quão pequena eu sou diante de tudo.
Se eu pudesse trazer para essas palavras
o mais lindo céu que já vi…
E se pudessem tocá-lo
como eu o toquei…
Observei camadas
e deixei que cada ponto de luz me atravessasse.
E hoje percebo
que uma parte dele reside em mim.
Afinal,
existem coisas impossíveis desver.
E é por isso que eu sempre me lembro:
as estrelas são possíveis
para quem tem o céu no coração.
Ana Caroline Marinato
O Sabor do Teu Hipnotismo
Hipnotismo naturalmente prazeroso que posso saborear olhando no universo profundo dos teus olhos, mergulhando no teu lado atrevido, no teu jeito charmoso — uma combinação incrível,
Onde o sonho intenso tem um sabor de realismo, com sentimentos e instintos em um encontro poético audacioso; sem espaço para o impossível e todo o tempo desfrutado é pouco;
Portanto, o gosto do teu fascínio hipnotiza entre as tuas curvas e a tua profundidade; por alguns instantes, a sanidade excessiva parece ser loucura, e o desejo insano se veste de liberdade.
Neste país, refletir profundamente sobre a existência não é necessariamente uma escolha, mas uma condição humana que se divide entre o privilégio de alguns e a renúncia de outros.
Poucos podem se permitir tal experiência.
Alguns porque nasceram com acesso. Outros porque abriram mão de quase tudo para preservar a consciência de si.
E no meio disso tudo, há uma realidade silenciosa: muitos deixam de viver sem sequer saber que um dia existiram.
O viajante chega a terra da poesia; saindo alguém ao seu encontro, disse-lhe:
-- Sr. viajante, aqui é tudo diferente, as leis são os hábitos,
e as linguagens são as árvores,
há um liturgia do amanhecer, uma liberdade no sentar
e uma honraria ao morrer
Aqui, ninguém é esquecido, sem que outro possa lhe tocar
não há lugar escuro, toda luz que brilha no céu
ilumina esse lugar..
O Viajante iluminado, na terra da poesia.
Sou estrada, que viu o por do sol
Chuva que molhou o chão
Silencio que formou as horas
Advérbio de intensidade, ação!
*
Lembranças de vidas do solo
Ondas de nuvens pequenas
Átomos em forma visível
Ventos em cor de poemas
*
Sentimentos na porta do ser.
Incertezas em evolução
Pensamento inspirando trisílaba,
O insight trazendo emoção.
Começo por acreditar e desenvolver o que um rapper brasileiro SID, falou dizendo a morte de um cachorro, por vezes, gera mais desconforto, mais revolta pública e maior repercussão do que a morte de uma mulher negra e grávida, de homens esquecidos pela pobreza ou de crianças abandonadas à própria sorte.
Eu concordo.
Isto não significa negar os direitos dos animais. Todo ser vivo merece respeito. Humanos, animais, plantas e até os próprios malfeitores carregam dentro de si o direito de existir. O problema não está no amor dedicado aos animais. O problema está na indiferença selectiva que a sociedade desenvolveu diante da dor humana. Chegámos a um tempo em que muitos choram diante de um vídeo de um cão ferido, mas deslizam o dedo com frieza diante da notícia de uma criança morta pela fome, de uma mulher assassinada ou de famílias inteiras destruídas pela miséria.
Não porque o animal não mereça compaixão, mas porque o sofrimento humano foi banalizado pela repetição, pela política, pela desigualdade e pelo costume. A dor tornou-se espectáculo. E o espectáculo escolhe aquilo que provoca mais emoção instantânea. Um animal, muitas vezes, aparece aos olhos do povo como inocente, puro e incapaz de maldade. Já o ser humano é constantemente julgado pela sua cor, pela sua classe social, pela zona onde vive, pela forma como fala ou até pela roupa que veste.
A sociedade aprendeu a humanizar certos animais, mas continua a desumanizar muitos humanos. É triste admitir que, em certos casos, um cachorro recebe mais atenção médica, mais campanhas de solidariedade e mais defesa pública do que um cidadão pobre abandonado num hospital sem medicamentos. Enquanto isso, mulheres continuam a morrer nos corredores da negligência, crianças crescem sem saneamento, e homens desaparecem silenciosamente dentro da depressão e da fome.
Não se trata de escolher entre defender animais ou defender pessoas. Uma sociedade equilibrada deve proteger ambos.
"Que a poesia continue a ser um meio de libertação"
Meu Jeito de Amar
amar não é só toque
nem gesto que se vê
é ficar
quando seria mais fácil ir
é escutar o que não é dito
e ainda assim permanecer
há um tipo de amor
que não exige perfeição
só presença
e mesmo nas imperfeições
há algo que não se rompe
como se amar fosse isso:
um compromisso silencioso
que respira junto
não palavras soltas
mas um estar inteiro
corpo
alma
e o espaço entre os dois
onde a gente se encontra
Sentimento que ninguém vê
Uma fase idiota que estou a Passar, não pense que me Ganhou.
Não estou apaixonada.
Não! não estou.
Então não se esqueça, você não Me Ganhou!
Sinto-me formigar, tremer, um Frio na barriga, sinto-me cheiro De café me esquentar pela Manhã.
Talvez ainda sinta algo por você.
Turbulenta mente, assim como Ondas, me deixam confusa sobre O que eu deveria dizer.
Isso não significa que eu ainda a Ame.
Escrava desta paixão, até penso Em lhe cantar belas canções, Porém sem saber quais versos Dedicar a ti.
Quando perguntam a mim sobre Ti, minto, eu lhes digo que Não me ganhaste.
Minto, digo que não sou mais a Escrava dessa nossa paixão.
Sinto-me em negação!
Minha Mãe, Mainha
Minha Mãe ou, de uma maneira bem nordestina, Mainha; mistura de adulta com criança, a precisão da responsabilidade com a ingenuidade da visão lúdica.
Um riso frouxo resiliente, passando por desafios e lutas; uma guerreira motivada por um amor que não pode ser explicado, que tem estado presente de várias formas.
Bem-humorada, muito teimosa, emotiva, bastante amorosa, uma força sem medida — o cuidado de Deus, certamente, na sua expressão física e majestosa.
PESO DO QUE NUNCA FOI DITO
Jovem e imatura para evitar que um amor doce e bom se vá.
Tão doce que meu sangue derrama Sobre você.
De baixo da chuva me derretendo, assim como açúcar, com o que não pude dizer, E saber que esta tudo acabado entre Nós.
Sufocada e sem ar ao te olhar, e ver tudo O que não foi dito, tudo que tínhamos a Dizer, a fazer e a viver.
Minhas lágrimas derramam, assim Como nossas lamentações.
Minhas lágrimas derramam, enquanto Eu tento esquecer.
Tento fugir, mas não se engane, assim Como as cinzas de cigarro que Queimam onde caem, meu coração já Foi queimado.
Me sinto tão jovem para desistir, tão Velha para continuar.
Ao pensar em você.
“E o menino, quando vem?”
Vocês já pararam para pensar que existem mulheres que escolhem não ter filhos?
Outras que não podem.
Há quem tente e não consiga.
Há quem tenha outros sonhos, outros planos, outras prioridades.
Há mulheres que congelam óvulos, que enfrentam limitações de saúde a sós ou no casal, ou que ainda não encontraram um ambiente seguro emocional, financeiro ou afetivo para gestar.
Convivo diariamente com mulheres das mais diversas realidades.
Recentemente, acompanhei simultaneamente três histórias: uma mãe celebrando a chegada prematura do seu filho; outra enfrentando a dor da perda gestacional; e mais uma transbordando felicidade com seu bebê nos braços.
E então me perguntei: será que as perguntas que fazemos são convenientes diante de realidades que desconhecemos?
Nem toda pergunta precisa ser feita, e muitos comentários podem ser evitados.
Às vezes, o silêncio acolhe mais.
Às vezes, um sorriso basta.
E quase sempre, o respeito é a forma mais bonita de cuidado.
Uma pessoa sem amigos!
É o mesmo olhar, que uma casa sem jardim
É o mesmo olhar, que um mar sem peixes
É o mesmo olhar, que um céu sem estrelas
É o mesmo olhar, que uma árvore sem frutos
É o mesmo olhar, que um filho sem mãe
É o mesmo olhar, que um domingo sem sol
É o mesmo olhar, que um mundo sem poesia
É o mesmo olhar, que Adão sem Eva.
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