- Entre madrugas e limites A noite... Entre madrugadas e limites
- Entre madrugas e limites
A noite falava alto,
Com aconchego e emoção,
Onde almas em silêncio
geravam conexão,
falando sobre a vida,
De prazer e reflexão.
Num banco de encontro,
nós dois nos consolávamos
de feridas e culpas
que só o coração guardava.
Entre madrugadas e limites,
nossa vida recomeçava,
em uma única noite de encontro,
sem rumo, em frente à praia.
Quando o carinho se achegava,
a minha mente paralisava…
em pensamentos sem respostas,
em meio à madrugada.
Procurando um encaixe
Nesse quebra-cabeça
de peças embaralhadas.
E foi assim que eu entendi
O efeito e peso de curar,
De tentar sarar uma dor
Que nos fez nos despedaçar
Nos levando a momentos diferentes da vida,
Em lugares que eu nunca imaginei pisar.
Dentro de mim, só se passava
A sua necessidade de abraço,
O que me fez falar de Deus
E fortalecer o laço.
Te ajudando a entender
que ele também ama
os que erraram,
e que ainda transforma cenários
que um dia foram quebrados.
Admiro nossa paz, carinho e leveza,
mas sinto que, pra amar,
é preciso ter clareza.
E não estar num limite
entre amizade e incertezas.
Entre nós, o tempo parece parado,
Como se nada mais existisse,
só o eco do nosso passado
em tudo o que a alma resistisse.
Quando o assunto é novamente falado.
A cobrança sempre chega,
trazendo a realidade em si,
lembrando que encontros
também precisam fluir.
Deixando lembranças vagas,
Que um dia precisaram partir.
