Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

Por que pensas tanta perversidade, oh, minha mente? Quando cansarás de sujar o limpo e tornar-me impuro, cheio de maldade?


Observei quanta perversão se espalhou por toda a terra: todos, se possuem como simples objetos, são usados e descartados como nada!


Ninguém mais se importa com o verdadeiro amor, mas sim com prazer momentâneo. Como vou ainda confiar na bondade humana sendo o homem mal?

O Ateu e As "Mãos de Deus"

Demétrio Sena - Magé

O ateísmo não é a certeza; é o pressuposto da não Existência Divina. Ao invés da certeza de que Deus não Existe, o ateu acredita na não Existência; não acredita que, ainda que Deus Seja Real, o ser humano tenha condições de saber. Muito menos de saber quais são os Gostos, Desgostos, Prazeres, Preferências e Preconceitos Divinos. "Está escrito"? Sim; está. Escrito por homens. "Homens inspirados por Deus"? Aí é por conta da fé pessoal; do "acreditar em coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem, independente daquilo que vemos, ou ouvimos". Logo, fé não é uma ciência baseada em pesquisas físicas, evidências, escavações. É um sentimento; uma intuição; convicção abstrata. Louvável em quem a cultiva com coerência e princípios humanitários baseados na suposta espiritualidade. Porém deplorável em quem a usa como base de superioridade pessoal ou corporativa, por alguma forma de poder contra outra pessoa; outro grupo.
Quem tem raiva de Deus não é ateu. Blásfemo sim, porque blasfêmia inclui ofensa ao divino. Ateu, não. Como pode alguém ter amor ou ódio do que não há? A raiva da imagem criada pelo ser humano para justificar o auto empoderamento e as ambições que o fazem subjugar é bem compreensível. Principalmente quando se é vítima dos preconceitos, da perseguição e até das atrocidades praticadas pelos que se armam até os dentes, de fé. Pelos que têm como Generais Carrrascos dos não religiosos ou religiosos diferentes, o suposto Deus e o próprio Cristo. Esse Cristo em quem muitos ateus acreditam como ser humano admirável, digno de ser seguido, a exemplo do que tantos cristãos não fazem, diariamente. Há muitas lendas em torno dos ateus, criadas pelos cristãos. Uma delas é de que o ateu é perverso; insensível; sem coração. É difícil para um ateu, acreditar em Um Ser Perfeito, criador de tantas imperfeições reunidas na sua maior criação.
No fim das contas, o ateu é frágil. E a maior prova de que não é perverso, insensível, sem coração, está no quanto é perseguido pela sociedade religiosa como um todo, sem "dar o troco". Salvo "raras exceções" (perdoem a redundância, mas o raras é necessário neste caso, como exceção das exceções), não há notícias de religiosos vítimas de ateus. O que há, de forma vezeira e maciça, são notícias de ateus vítimas de religiosos armados até os dentes, de sua fé belicosa, intolerante. Fé que justifica suas armadilhas em nome do "deixar nas Mãos de Deus", com os devidos impulsos ou empurrões humanos, quando as Mãos de Deus estão prestes a deixá-los na mão. Aí vem plano b: Com as próprias mãos, em Nome de Deus. Viva um dia de ateu, buscando portas, corações, ombros, olhos, inclusão e oportunidades na sociedade que você compõe. Só assim você sentirá, no corpo e na alma, o que tento lhe dizer, mas apenas as palavras não dão conta.
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Respeite autorias. É lei

Oxumarê lê lê marê Oxumarê, lê lê marê Araká.
Existe muitos motivos em ser escolhido pelos Orixás e com certeza um deles é o amor.
Oxumarê me escolheu!
Sentir Oxumarê em meus braços em uma bela tarde com um belo arco-íris é a melhor sensação do mundo, mas me sentir nos braços de Oxumarê a cada amanhecer é melhor ainda. É meu pai Oxumarê, Olorun Modopé por ter me escolhido!
Quem tem Oxumarê como pai, nunca terá uma vida em preto e branco, pôs Oxumarê é luz, arco-íris e alegria.
Oxumarê é todas as cores do universo!
Oxumarê é verdade!
Oxumarê é alegria!
Oxumarê é prosperidade!
Sou filho de Oxumarê, sou livre, generoso e fiel aos meus amigos e familiares.
Sou filho de Oxumarê, sou puro encanto, sou indomável.
Sou livre como a serpente de meu pai, não sou apegado às coisas matérias, mas te darei o mundo se for preciso para te conquistar!

Nanã, Oxum e Iemanjá representam diferentes forças das águas e da ancestralidade. Nanã traz a profundidade e a sabedoria antiga das águas paradas, mostrando que o que é calmo pode ser denso e cheio de história. Oxum, com seus rios doces, revela que a beleza e a suavidade também carregam força e transformação. Já Iemanjá, senhora do mar, une acolhimento e poder, lembrando que até o que parece sereno pode ser intenso e imprevisível.

O texto reforça que não se deve confiar apenas na aparência das águas calmas, pois elas guardam profundidade, memória e força assim como a própria vida e nossas origens ancestrais.

Quão tolo sou!
mesmo o tanto que observei as atitudes das pessoas embaixo do céu, mas mesmo assim acabo apaixonado como todos!


quanta ira sinto! meu amor sendo seduzido por pessoas que possuem labios doces como mel, mas no final é tão amargo quanto a babosa!


Oh por que fui sentir paixão por aquela pessoa? oque ela fez por mim? porque amamos? para que amamos? Não entendo porque dói tanto amar sem ser amado, é como ser uma planta que ama o sol mas o sol nem se quer sabe de sua existência!

Fúria! Todos procuram defeitos para atirar pedras sobre mim, mas nem mesmo me procuram para saber sobre mim!


Acaso és perfeito, oh, julgador? Por que não crucifica a si mesmo? Pois apenas olhas a trave dos mais fracos, impiedoso!


Dizes tu que queres ajudar-me com críticas que ferem como espadas de dois gumes? Portanto, eu te afirmo: Médico, cura-te a ti mesmo!!

CONTROVÉRSIA DA LUCIDEZ
(​À deriva no tempo)

​Estamos lúcidos quanto à vida que nos foi destinada, mas a aceitação da mesma perdeu-se de tal forma que, às vezes, não sabemos o caminho de volta. Ficamos estagnados no tempo, como se lançássemos a âncora em alto-mar, sem saber em que solo ela irá prender.

​Lu Lena / 2026

Onde vocês caíram


Onde vocês caíram,
eu aprendi a sangrar em silêncio.
Onde me faltaram mãos,
eu virei abrigo.
Vocês me deixaram com o vazio,
com promessas quebradas no peito,
com noites longas demais
pra um coração tão pequeno suportar.
Mas foi nesse chão frio
que eu criei raiz.
Porque quando tudo em mim pedia pra desistir,
eu ouvi vozes pequenas me chamando de lar.
E foi ali — no olhar dos meus filhos —
que eu reaprendi a ficar de pé.
Eu fui até o fim.
Mesmo cansado, mesmo ferido, mesmo só.
Fui além do que fizeram por mim,
além do que disseram que eu seria.
Vocês falharam comigo.
Mas eu não falhei com eles.
E se hoje ainda carrego cicatrizes,
é porque escolhi lutar
quando ninguém mais escolheu por mim.

Temática: conexão; o fio que toca o coração.
Interação automática, tão simples e tão prática.
Gramática em língua da mente; sem pontuação.
Canção simplesmente; profunda e enigmática.
Sintática métrica eleita; feita à sua imperfeição.
Então, poesia: é isso, pra cada um, um feitiço.

O Efêmero Retrato da Existência.


​A vida, em sua essência, é um paradoxo temporal. Construímos a ilusão da eternidade sobre alicerces frágeis, ignorando a finitude que nos espreita a cada nascer do sol. A rotina, em sua doce previsibilidade, é um véu que oculta a brevidade da jornada. Valorizamos o extraordinário, as grandes conquistas e as viagens memoráveis, desprezando o valor inestimável do ordinário a conversa à mesa da cozinha, o aroma do café da manhã, o simples ato de respirar.


​A dor da perda, quando o inevitável se concretiza, é o doloroso despertar dessa ilusão. A ausência se torna uma presença avassaladora, materializada no silêncio da casa, na cadeira vazia e na saudade que ecoa nas memórias da infância e nos risos compartilhados.


O olhar triste reflete o vazio, um choro silencioso que transborda a alma.
​A busca por respostas nos leva a refletir sobre o passado, revivendo as memórias boas, e a projetar um futuro incerto, marcado pela incerteza da nossa própria existência.


A solidão pode se manifestar mesmo na multidão, pois quem nos acompanhava e preenchia o nosso mundo não está mais aqui. Aquele que procuramos não responde, transformando-se em uma lembrança vívida que habita em nossa memória.


​O sentido da vida, portanto, não reside em grandes feitos, mas na valorização do presente, no perdão sincero e na capacidade de enxergar a beleza na efemeridade.


O choro silencioso, o olhar triste e a ausência nos lembram da fragilidade humana, mas também da nossa força e resiliência. A vida é um sopro, uma breve passagem que nos convida a viver com intensidade e a amar sem reservas, antes que o silêncio se torne presente e a lembrança se torne a única prova de que um dia existimos neste mundo.

Quem sou eu?

⁠Quem sou eu?
Um paradoxo sem solução
Uma dúvida sem razão
Uma resposta sem questão

Quem sou eu?
Um fragmento do infinito
Uma partícula do absoluto
Uma expressão do indizível

Quem sou eu?
Um desafio à lógica
Uma surpresa à ética
Uma provocação à estética.

Nem sempre entendemos os caminhos que Deus escolhe para nós,
mas a certeza que nos acalma é esta:
Ele está cuidando de tudo,
mesmo do que não conseguimos ver.
Por isso, descansa o coração e confia…
Tem estrela que só aparece quando a noite fica mais escura.
Deus também age assim.


Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna

"Atualizações de verbetes no dicionário Michaelis:


'Parente': aquele que troca o prazer da sua macarronada de domingo pelos detalhes clínicos da própria cirurgia.


'Amigo': alguém que sofre de amnésia quando você precisa de ajuda, mas mantém presença assídua em datas de churrasco com buffet livre."

“Eu não morreria por ti”

Não, eu não morreria por ti.
Viveria por nós.
Tentaria por nós.
E quando tudo parecesse difícil,
faria o impossível, o possível e até o inexplicável,
só pra ficar ao teu lado.

Nos momentos mais sombrios, te ajudaria.
Nas tuas crises, te acalmaria.
E nas tuas águas, mergulharia.

E em um poema que jamais verás,
escreverei meus sentimentos mais profundos,
meus pensamentos mais secretos.
E se um dia, por acaso do destino, os leres,
perdoa-me por ser tão tolo...
tão tolo por ti.

Às 23h47 da noite, me pego pensando em nós.
Pensando em como poderíamos ser.
Amei-te, e ainda amo, por quem tu és.
E, mesmo com todos os teus mil e um defeitos,
vos amarei também.
Cada
um
deles.

Mas tu ficastes cega,
e meu amor não enxerga
que aos teus olhos,

não passa de uma simples paixão.
que logo desabrochará e morrerá.

E assim, como meu último ato de amor,
eu vos digo:

Sim, eu morreria por ti.

Tudo justo e perfeito?
Terno preto
Anel brilhando na mão
No púlpito grita “é fogo”
No compasso é outra unção
Na fachada nome santo
Lá no fundo outro brasão
Mão pro alto no reteté
Mão pro peito na sessão

Fala em céu
Fala em milagre
Mas a ceia é outro banquete
Diz “meu servo
Tá uma bênção”
Mas vende a alma num bilhete

Reteté e compasso na parede
Dentro é “glória”
Fora é outro chefe
Dizem “amém”
Jurando em segredo
E ainda falam que tá tudo justo e perfeito
Reteté e compasso na parede
Dança no culto
Ajoelha em outro terreiro
Bíblia aberta
Coração desfeito
E ainda falam que tá tudo justo e perfeito

No culto é óleo escorrendo
Lá na loja o bode sorri
Língua estranha no microfone
Na outra mesa um outro “aqui”
Altar cheio de ornamento
Olho que tudo vê te vê
Quem tá vendo esse enredo?
Quem prefere se esconder?

Prega contra o que pratica
Vira verso
Vira vício
Usa o nome do Cordeiro
Pra cobrir o sacrifício

Quem te ungiu?
Quem te comprou?
Qual juramento vale mais
Do que o sangue que salvou?
Se a porta é estreita
Por que o rito é tão perfeito?
Se o véu rasgou lá em cima
Quem costurou de novo
Em segredo?

Reteté e compasso na parede
Dentro é “glória”
Fora é outro chefe
Dizem “amém”
Jurando em segredo
E ainda falam que tá tudo justo e perfeito
Reteté e compasso na parede
Dança no culto
Ajoelha em outro terreiro
Bíblia aberta
Coração desfeito
E ainda falam que tá tudo justo e perfeito.

Vento frio, vento morno
Vento lento, vento feroz
É apenas o limiar
Da primavera
a nos alegrar

Ventanias não são constantes
e também não são eternas.
Ventos vêm, ventos vão.
baguçam,

derrubam o que parecia forte
mas depois tudo se transforma
Vão embora as quimeras
ficam as primaveras

Leitura perfeita

Existe uma intimidade de almas, uma conexão real em pessoas que nasceram para viver o amor na mais pura forma de sua preciosidade.

Quando alguém consegue enxergar aquilo que não foi dito, mas tem perfeita leitura através do coração, algo único é revelado dentro de você e somente duas almas que se completam conseguem reconhecer que o amor dentro de cada uma está alinhado em um ciclo completo que pertence a eternidade.

Escória

— Delete-me!
Bloqueie, exclua.
Apague todas as mensagens
desta'alma ferida e nua.

Podre, feito pessoa
jogada no lixo.
Algo sem valor,a toa
que você descarta
por capricho.

E eu, abandonada,
feito alma torta,
sem perceber que você
realmente não importa.

Fico aqui largada,
a escrever desprezada
no vazio de emoções.

A inspiração maltrata,
e viro poeta por capricho...
Sobras de letras, escória,
chorando feito um bicho.



Andréa⁠

"Bom dia, meu amor.
A cada manhã a prova aumenta: te amo mais que ontem.
Você virou meu ponto de referência. Tudo que é bom em mim tem sua digital.
Você é minha inspiração, meu orgulho, meu porquê.
Estar ao seu lado transforma minuto em memória. É o tipo de momento que a gente guarda no corpo, não no calendário.
Obrigado por existir assim, do jeito que só você sabe ser."

⁠⁠As três chaves de ouro

Chaves costumam abrir abrir somente uma porta, porém há algumas chaves que podem abrir centenas de portas. Essas chaves têm os nomes de: "SABEDORIA", "HUMILDADE" e "PERSISTÊNCIA".

A sabedoria não é saber tudo, pelo contrário... É saber que quanto mais se sabe, mais ainda temos a aprender. É saber que o conhecimento é como a água, pois flui por ambos os lados e passa por onde existe um caminho. É reconhecer que podemos ser "mestres" em algo, mesmo assim um "iniciante" acabar nos ensinando algo. É ter a mente experta, o olhar tranquilo, mas com a visão aguçada, assim podemos deixar a soberba da posição ou status que ocupamos não nos atrapalharem na hora que precisemos identificar um novo aprendizado. Em resumo, sabedoria não é ter informação, mas saber captar, utilizar e repassar informações de maneira eficiente. Você pode saber pouco sobre algo, mas fazer incríveis coisas com o pouco que sabe.

Humildade não é somente sobre condições socioeconômicas, mas justamente sobre a nobreza do espírito de um ser. Podemos ser e agir de determinada maneira, termos mossos paradigmas ou veredictos, porém devemos também sermos capazes de ver e entender que os outros também os têm, e que essas filosofias de vida podem ser diferentes do que temos como certo ou errado. Ter essa humildade nos torna maleáveis, adaptáveis e "evoluíveis".

A persistência ou perseverança, por sua vez, são totalmente diferentes do que podemos chamar de "insistência". Pois enquanto o insistente não desiste em aplicar a mesma fórmula e mesmas forças nas buscas de um determinado resultado, o persistente tenta de uma forma, analisa seus resultados, estuda mais a respeito, observa quem tem resultados melhores, se ajusta em suas fórmulas e adequa suas forças para tentar novamente. O que eles realmente têm em comum é apenas a vontade de alcançar o resultado, mas suas condutas são totalmente diferentes. O insistente é rígido, pouco maleável e muitas vezes arrogante, mas o persistente é calmo, preciso, maleável e muitas vezes humilde e ensinável.

Essas são as três chaves de ouro para abrirmos infinitas portas em nossos mundos. Não somos perfeitos e nunca seremos, mas seremos sempre nossas melhores versões se escolhermos ter o aperfeiçoamento pessoal como filosofia de vida.