Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
Jardim dos Caminhos
Atravessei rios e desertos,
alguns de sombras, outros de luz,
sempre com sementes de esperança nos bolsos.
Meu coração é árvore que se sustenta
nos ventos do inevitável,
e minhas raízes bebem da coragem
que floresce em cada desafio.
Viver é navegar sem tentar prender a maré,
é dançar na chuva que chega sem aviso,
e escolher florescer,
sempre de pé,
sempre inteiro,
sempre luz.
Simone Cruvinel
Entre Chegar e Partir
Tudo é movimento.
Nada permanece,
nem a dor,
nem a alegria,
nem nós mesmos.
Somos instantes em travessia,
ideias em transformação,
sentimentos que chegam, ficam um pouco
e seguem adiante.
Resistir cansa.
Fluir ensina.
Entre chegar e partir,
a vida acontece
silenciosa, breve
e profundamente viva.
Simone Cruvinel
O Tempo do Amor
O tempo dedicado ao que amamos
é o único que nunca se perde.
Ele floresce silencioso,
cria raízes na alma
e se transforma em eternidade.
Só se vê bem com o coração…
porque o essencial não faz barulho,
não se impõe aos olhos,
não se mede em pressa —
apenas se sente.
E é nesse sentir profundo
que a vida revela seu verdadeiro sentido:
amar, estar presente
e guardar, no invisível,
tudo aquilo que realmente importa.
Por Simone Cruvinel
Hoje eu te diria algo leve, mas cheio de força:
Tem coisa boa vindo na tua direção… mesmo que você ainda não esteja vendo. Deus não esquece de quem tem um coração sincero como o seu.
Cada oração que você faz, cada palavra boa que você solta, cada vez que você escolhe ser alguém melhor… tudo isso volta pra você em forma de bênção.
Então hoje, levanta com essa certeza:
você não tá parado, você tá sendo preparado.
Coisas lindas ainda vão acontecer na sua vida… e você vai olhar pra trás e entender porque tudo foi do jeito que foi.
Fica firme o melhor ainda tá por vir.
Você conhece os 10 “F” que levam a Finalizar qualquer relacionamento?
Falta de Respeito! Falta de Fidelidade!
Falta de Compreensão! Falta de Sentimentos reais!
Falta de Diálogos reais! Falta de Altruísmo! Falta de Transparência! Falta de Cumplicidade! Falta de Caráter! Falta da Reflexão do “Se”!
Qual seria a definição de status “antigamente”?
Era ter uma favorável posição social ocupada na sociedade! Qual era o nome disso? (consideração, prestígio ou renome!) E hoje em dia qual é a definição? É ter que colocar qualquer coisa mesmo que seja insignificante para mostrar alguma coisa! Qual é o nome disso? (WhatsApp)
Qual a definição de “ateu”?
(A-teu: sem-Deus, sem-crença) O termo, inicialmente, foi usado para descrever uma ausência de crença ou negação aos deuses e não na inexistência de Deus, e passou a significar tanto os que negam a existência dos deuses como as de Deus também. Hoje em dia tal definição ainda se mantém de pé.
Aconteça o que acontecer, jamais deixe Cristo!
Você pode até se afastar de tudo ou de todos, mas nunca de Cristo!
Para quem iremos nós se só tu tens palavras de Vida Eterna?
João dimensiona a regência do verbo (ir) que é para "lugar", porém ele coloca (quem) para enfatizar que o lugar é uma "pessoa"!
E de fato Jesus disse isso (João 14.6)
Sabe por que tem gente na família que cria situações para não falar mais com você?
Porque eles são incapazes de ficar na sua frente e expor o que sentem e depois te ouvir. Como são irredutíveis e idiotas (só acham que só eles estão certos e o resto que dane-se) eles não conseguem se controlar, pois a ignorância reina e o descontrole emocional poderá tomar conta, já que o orgulho e a incapacidade de reconhecer que existe a outra versão ofuscará o outro e a outra versão. Enfim, não perca tempo com esse tipo de pessoa; lamente, siga em frente, pois o futuro dirá e mostrará quem é quem!
Seja genuíno!
Seja verdadeiro, seja legítimo — no bem ou no mal, mas seja real.
Nada é mais triste do que alguém que veste uma máscara para agradar os outros.
Se for para ser falso, assuma sua falsidade; mas não finja pureza enquanto cultiva engano.
A pior mentira é viver de aparência.
Da mesma forma, se for uma pessoa verdadeira, seja inteira, autêntica, sem filtros, sem disfarces.
A verdade pode não agradar a todos, mas liberta quem a vive.
A falsidade engana por um tempo; a autenticidade permanece para sempre.
MONÓLOGOS DE UM MISERÁVEL
Capítulo I: A Esperança do Homem
Olá, senhores. Sejam bem-vindos ao Baile de Máscaras.
Saibam... eu também possuo opiniões: irrelevantes para aqueles que as desprezam, relevantes para os que as examinam; como, aliás, sucede com todas as opiniões humanas.
Ninguém, nem mesmo o mais ilustre dos heróis, pode impedir que o ódio ou a mágoa habitem o íntimo humano, pois são, em última instância, as respostas mais autênticas que o mundo oferece. Vivemos sob a lógica da devassidão: um palco miserável onde nenhum desejo encontra plena satisfação, onde toda tentativa de agradar culmina em mais desgosto do que harmonia.
Fui convidado para uma festa de aniversário e, logo em seguida, para um baile de máscaras inadiável: este último, vindo de alguém com quem mantenho um vínculo profundo. Na tentativa de ser justo, e temendo ferir ambos, aceitei os dois convites, ingenuamente crendo que a vontade de agradar pudesse suplantar a impossibilidade lógica de estar em dois lugares ao mesmo tempo.
Inevitavelmente, falhei. E falhei como todos, em algum momento, falham.
A consequência?
Alguém se magoa. Outro se frustra.
Mesmo imbuído das melhores intenções, tornei-me alvo de ressentimento por parte de quem aguardava a minha presença e não a teve. Eis a essência do convívio humano:
rancor e exigência, jamais compreensão.
Assim caminha o homem: uma criatura incapaz de perdoar a ausência, mas igualmente incapaz de se fazer plenamente presente.
O ser humano é, por natureza, indiferente.
Mesmo quando julga praticar o bem, invariavelmente fere alguém. Toda boa ação encerra, em si, uma traição involuntária. Não há graça, felicidade ou paz; apenas a ilusão intermitente de que um dia possam existir.
Afinal, até o mais ínfimo gesto de bondade pode ferir.
Fere aquele que não foi agraciado da mesma forma.
Para que houvesse igualdade real, todos precisaríamos ser igualmente reconhecidos, igualmente saciados: não era essa a promessa do comunismo? Ainda assim, fracassou.
E por que fracassou?
Porque o homem anseia distinguir-se do outro.
Afinal... não pode o servo equiparar-se ao seu senhor.
O mundo não é justo. Nunca foi. Jamais será.
Para cada vencedor, há um vencido. Para cada glória, uma vergonha correspondente.
Eis a engrenagem invisível que move a espécie: a miséria de uns sustenta a alegria de outros. Na penúria de alguns, outros prosperam. É nesse ponto que emerge a verdadeira revolta — não a política, mas a ontológica.
O homem, frustrado por não receber aquilo que julga devido, recolhe-se em si mesmo. Isola-se no ressentimento e escolhe desaparecer.
Tornar-se areia. Poeira. Esquecimento.
Melhor ser ninguém do que um fracassado lembrado.
Afinal, quanto mais se busca agradar à maioria, mais se violenta a minoria que permanece à margem dos favores.
Eis a máxima: só haveria paz se todos sofressem na mesma medida ou desfrutassem, indistintamente, das mesmas regalias; sem distinção de classe, gênero, raça ou função. Ainda assim, tal hipótese revela-se uma utopia repugnante até mesmo em sua concepção.
A igualdade absoluta só pode erguer-se sobre os escombros da individualidade.
E a própria natureza — essa mãe implacável que nos impôs a existência — encontra-se em guerra consigo mesma.
Tudo colapsa. Tudo degenera. A vida, em si, é uma contradição:
ansiamos pela verdade, mas somos incapazes de suportá-la. Por isso, preferimos a confortável mentira da harmonia.
Todos somos falsos. Não há amor que escape à máscara; não há amizade que sobreviva incólume ao afastamento.
A verdade é insuportável.
É mais fácil consolar alguém com mentiras, sustentá-lo com ilusões, do que curá-lo com o real e conduzi-lo à lucidez. Eu mesmo minto. Todos mentimos.
A mentira é o código genético da convivência.
Não sei se ainda resta em mim alguma lucidez substancial; mas, do pouco que persiste, extraio esta súmula: o mundo é um teatro ilusório, decadente, sustentado por sonhos risíveis e promessas vazias. Aqui, ninguém vive segundo a própria convicção.
A liberdade de pensamento cobra um preço: a rejeição.
Ser verdadeiro é ser excluído.
As pessoas são amigas apenas enquanto lhes convém. Afaste-se — e tornar-se-á um vestígio, um eco que só ressurge quando a memória alheia é instigada.
Ninguém é lembrado por afeto, mas por utilidade. Persistimos na lembrança apenas enquanto ainda temos algo a oferecer, enquanto servimos aos interesses de outrem.
Este mundo é um baile de máscaras.
E quem triunfa... é quem melhor sabe mentir.
Arthur Schopenhauer estava certo: o homem só é autêntico na solidão. Todo o resto é encenação, ruído e teatro.
"É melhor, muito melhor, contentar-se com a realidade; se ela não é tão brilhante como os sonhos, tem pelo menos a vantagem de existir."
(Machado de Assis)
A vida é mais do que a beleza que se imagina; é a força que se tem para enfrentar o que se vive.
MARCELO CASTILHO ASSIS
“Ser apenas reflexo nunca sustenta uma relação.
Sentimento que depende do outro perde a própria raiz.
Amar exige autonomia… exige escolha.
Que as atitudes não sejam resposta ao que vem,
mas expressão do que se guarda.
E que, no meio do tempo e das mudanças,
não se perca aquilo que um dia foi prometido em silêncio… no começo de tudo.”
A lua sobe devagar, como quem não quer interromper
o silêncio delicado da noite.
Ela ilumina sem pressa,
toca os telhados, os caminhos,
e encontra, sem esforço,
os olhos de quem sabe sentir.
Há nela uma beleza que não grita,
mas permanece.
Uma luz que não cega,
mas guia.
E talvez seja por isso
que eu penso em você.
Porque, assim como a lua,
o seu amor não precisa de excessos.
Ele chega manso, constante,
preenchendo espaços que antes eram vazios,
clareando partes de mim
que eu nem sabia que existiam.
Se a lua é o abraço da noite,
você é o meu abrigo no tempo.
E, quando o céu se abre em prata e silêncio,
eu entendo, sem dizer nada,
que amar você
é como olhar para a lua:
um encanto que nunca se esgota,
e sempre encontra um jeito de voltar.
O Chão das Emoções
Nesse terminal, o tempo é um nó,
Feito de braços que não querem soltar,
E de mãos que acenam, ficando sós,
Enquanto o destino insiste em passar.
Vivi o amor que chegava com pressa,
No abraço que abafa o som do lugar,
Onde o mundo lá fora não mais interessa,
Pois o meu universo acabou de desembarcar.
Mas vi também o reverso da sorte:
A despedida amarga, o peito vazio,
Quando a saudade sopra mais forte
E o resto da tarde se veste de frio.
Lágrimas que caem, molhando a memória,
Saudade que nasce antes mesmo do fim...
Nesse terminal ficou metade da história,
E a outra metade, hoje vive em mim.
Poesia de Islene Souza
Qual foi a última vez que você lembrou que está vivo?
Talvez quando sentiu dor, talvez quando sentiu a cura.
Talvez vendo a chuva, talvez em uma noite escura.
Talvez na solitude, talvez em uma aventura.
Talvez a vida seja sobre a completude do processo, semelhante a um filme; persistir mesmo sabendo que há um fim quase certo.
Solitude não é solidão. Solidão machuca, pesa, esvazia. Solitude é encontro, é abrigo, é escolha.
Por muitos anos, e talvez até hoje, achar conforto dentro da própria consciência parece um mistério. Ficar consigo mesmo nem sempre é leve, mas é revelador. Em pequenas conquistas e momentos de presença, a solitude aparece. Ela faz parte do processo. O cuidado é não deixar o recolhimento virar afastamento do mundo, porque aí o que era cuidado vira carência.
Estar só é só estar. Sem fuga, sem distração obrigatória, sem ruído para preencher o vazio.
É como limpar a casa por inteiro, não apenas varrer as migalhas. A diferença mora nos detalhes, no que quase ninguém vê, mas muda tudo por dentro.
Estar presente neste exato momento, fazendo o que se tem vontade. Sendo feliz, sendo estranho, sendo normal, sendo você. E isso basta.
Porque no fim, só temos esta vida e nem sabemos até quando. Seria uma pena ir embora sem estar em paz com a companhia da pessoa mais importante da sua vida: você.
Precisamos prestar mais atenção à nossa mente e ao nosso coração, aos pensamentos que cultivamos e à maneira como julgamos a vida, o próximo, Deus, o amor e o dever.
Aquilo que pensamos e sentimos não permanece apenas dentro de nós. Nosso espírito irradia continuamente o conteúdo da nossa vida interior, seja ele bom ou ruim. Muitas vezes atraímos situações difíceis ou negativas como consequência silenciosa da forma como pensamos e interpretamos a vida.
A mente exerce grande influência sobre toda a nossa existência. Ela orienta nossos caminhos, molda nossas atitudes e repercute até mesmo em nosso corpo. Por isso é essencial cuidar da saúde da mente e dos sentimentos. Do coração humano podem nascer tanto as sombras, como o orgulho, o ódio e a inveja, quanto as virtudes que elevam o espírito, como a humildade, o amor e o equilíbrio.
Tudo começa no interior. Nas imagens que nossa mente cria, nas ideias que alimentamos e na forma como percebemos e julgamos aquilo que acontece ao nosso redor. A qualidade dos nossos pensamentos define o rumo de nossos passos, o valor de nossos julgamentos e a natureza de nossas ações.
Em grande parte, nosso destino acompanha o estado da nossa mente. Por isso, o primeiro passo na obra de nossa transformação é olhar para dentro com sinceridade. Que pensamentos estamos cultivando? Que sentimentos dominam nosso coração? Como julgamos os atos das outras pessoas? Que ideia fazemos de Deus, da justiça, do amor e do dever? O que realmente toca mais profundamente o nosso interior? Qual é o ideal que orienta a nossa vida?
Aí está, em essência, um dos grandes problemas da existência humana.
Não existe progresso verdadeiro, moral ou espiritual, sem atenção profunda ao estado da própria mente. Nenhuma reforma real do caráter acontece sem que antes haja uma mudança no modo de pensar.
A verdadeira transformação começa dentro de nós. É a renovação da mente. Um trabalho silencioso de autoeducação, no qual aprendemos a retirar do coração as raízes do egoísmo para abrir espaço às múltiplas formas do amor.
Tudo o que se tenta fazer fora desse trabalho profundo de autoeducação da mente não passa de ilusão religiosa e de simples superstição.
A transformação começa no lugar mais decisivo da vida humana: a própria mente. Pense nisso.
Todo o meu tempo sacralizado, eu acordo ao amanhecer com o coração alado pela oportunidade de mais um dia de amor. No meio do caminho, olho o quanto eu já amei. Caminho para a minha casa grata e adormeço, dormindo o sono dos justos. Porque cumpri o meu dia, fiz aquilo que me correspondia, amei. Portanto, tive um dia digno de um ser humano.
Quem vir o rastro da minha vida vai dizer: aqui passou um ser humano. Eu amei.
E depois, quando chegar diante da morte, quem vir o rastro da minha vida vai dizer: eu espalhei amor por onde passei. Busquei a unidade. Busquei o coração de todas as coisas.
Por quê? Porque eu tinha capacidade de encontrar o meu próprio coração e, por paralelismo, fui capaz também de encontrar o coração de todas as coisas.
Que linda manhã faz hoje,
Os pássaros a cantar,
A leve brisa a soprar,
O sol a raiar o amanhecer,
Tudo me lembra a você,
Como seria meu mundo antes,
Ou depois de você, não sei
Só sei que tudo começa
e termina com você,
Já não tenho ideias ou planos,
A vida hoje aos prantos,
De lembranças boas contigo,
De pensamentos vividos,
De um dia ter te conhecido,
E ao mesmo tempo te perdido,
Por excessos de delírios,
Por um Amor reprimido
De anos a te admirar,
De anos ao olhar o luar,
Louco para te Amar.
Jamais esquecerei desses dias,
No nascer ou ao fim do dia
Nesse olhar cheio de alegria
Mais as minhas a te admirar,
Hoje só de pensamentos eu vivo,
De memórias do passado,
De dias em que eu tive você apenas do meu lado.
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