Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

É preciso impor respeito sem causar medo. É preciso ser claro sem ser agressivo. A autoridade é firme, porém carregada de muito amor.
Não é necessário gritar nem se impor pela força. Basta estabelecer regras e limites na casa com amor, firmeza e determinação para garantir a boa educação dos filhos. Nesse, aspecto volta a valer o peso de uma pequena palavra, bem curta, mas muito importante quando dita com legitimidade: "NÃO".

ALIENAÇÃO PARENTAL

Alienar uma criança é matar, desestruturar. Covardia não esquecida. Ignorância pura e sabida,que geram traumas, que podem durar por toda uma vida. Até a criança crescer, tornar-se adulta e entender que o errado do "seu ser" era mero reflexo do ser que não foi o que deveria ser.

AMOR GIGOLÔ

O AMOR ACABOU!
Como se isto fosse verdade... O amor não acaba, o que acaba numa relação é o INTERESSE.
O oculto não é revelado. Ter maturidade e perspicácia é importante para distinguir e descobrir QUAL É O INTERESSE DO OUTRO. Pois, o que sai da boca é tudo manipulação, a atitude é a verdadeira intenção.

Tempos Fúteis

Demétrio Sena - Magé

Você já teve a impressão de que alguém mandou para você um recado ameaçador, através de você mesmo? É como se a pessoa dissesse, para você entender sem ter certeza, e tudo ficar por isso mesmo: "Diga para você que mandei lhe dizer que tenho ranço de você e vou lhe pegar lá fora".

Trata-se de um esforço para fugir dos olhos nos olhos. Da conversa franca e pessoal, que se torna mesmo impossível, por excesso de véus. De truques e dissimulações que ajudem a fugir da elucidação de alguma celeuma que provavelmente nasceu de um fuxico secreto, à base do "não conte que te contei". São coisas de rede social. Ainda não passei por situação semelhante, mas ouço narrações diárias a respeito.

Minha reflexão gira em torno de, se não cuidarmos de nossa estrutura emocional nestes tempos de futilidades raivosas, ficaremos temerosos de atravessar uma rua... de passar por um beco mais deserto... circular à noite ou ser, em algum lugar, aquela presença que ameaça o ego de alguém
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Respeite autorias. É lei

A integridade do silêncio.

Existe um cansaço silencioso em tentar caber onde o espaço é pequeno demais para a nossa verdade. Muitas vezes, a gente se sente deslocado, como se a nossa frequência não sintonizasse com o que a maioria aceita sem questionar.

Mas esse "não pertencer" é, na verdade, um filtro de purificação.

Assim como o mar devolve à areia o que não pertence às suas profundezas, a vida afasta você de dinâmicas que apenas diluiriam a sua essência.

Estar fora de certos grupos não é um sinal de rejeição; é o sinal de que sua estrutura é sólida demais para ser moldada pelo barulho das opiniões vazias.

Não se assuste com o vazio de alguns lugares. Um diamante não concorre com cascalho, e o silêncio de quem busca profundidade é o que permite ouvir o que realmente importa. Quem caminha com calma acaba descobrindo que não precisa estar em todo lugar, mas apenas onde a alma consegue respirar.

No fim, o que parecia solidão era apenas você sendo preservado para o que é autêntico.

QUANDO A ESCASSEZ DRENA VOCÊ


Há um ponto em que a palavra fracasso deixa de ser abstrata e bate na porta com forma concreta. Falta comida. Falta roupa adequada. Falta o básico que permite pensar além da sobrevivência imediata. Nesse nível, o discurso sobre esforço soa quase ofensivo. Porque quando o essencial falta, a vida se reduz a manter o corpo funcionando. E isso consome tudo.
Você, homem ou mulher, sabe que a fome não é apenas física. Ela invade o pensamento, encurta o horizonte, rouba a capacidade de planejar. A falta de vestes não é vaidade ferida. É exclusão prática. É não poder entrar em certos lugares. É ser lido como incapaz antes de qualquer conversa. É carregar no corpo o sinal visível da escassez.
Quando o fracasso chega assim, ele não pergunta se você tentou o suficiente. Ele apenas se impõe. E quem nunca viveu isso costuma subestimar o impacto. Costuma achar que basta aprender algo, desenvolver uma habilidade, empreender alguma coisa. Mas essa lógica só funciona quando há um mínimo de estabilidade para aprender, errar e insistir.
Quando você tem habilidades, ainda existe uma margem. Você pode vender força de trabalho específica. Pode trocar conhecimento por dinheiro. Pode improvisar. Não é fácil, mas existe algum movimento possível. Mesmo assim, esse caminho cobra um preço alto. Exige energia, tempo, foco. Coisas que a escassez drena rapidamente.
Mas quando você não teve acesso a desenvolver habilidades valorizadas, a situação muda de nível. Você passa a depender de um sistema que promete proteção, mas entrega lentidão, humilhação e abandono. Um sistema falido que mantém você vivo, mas não permite que você viva. Que administra a pobreza sem resolvê-la. Que trata a sobrevivência como favor e não como direito.
Esse tipo de sistema mata aos poucos. Não com violência explícita, mas com desgaste contínuo. Filas intermináveis. Burocracias que desumanizam. Auxílios insuficientes. Promessas que não se cumprem. Você se sente preso ou presa em um limbo onde não consegue sair por conta própria e não recebe reforço suficiente para avançar.
O fracasso, nesse contexto, não é pessoal. É estrutural. Mas ele se manifesta dentro de você como vergonha. Como sensação de inutilidade. Como raiva contida. Você começa a se perguntar o que há de errado com você, quando na verdade está reagindo a um ambiente que não oferece saída real.
A ausência de habilidades não é falha moral. É consequência de um percurso onde aprender nunca foi prioridade porque sobreviver sempre foi. Não se estuda com fome. Não se planeja com medo constante. Não se desenvolve com violência ao redor. Essas verdades são ignoradas por quem nunca precisou escolher entre comer hoje ou pensar no amanhã.
Depender de um sistema falido também corrói a dignidade. Você perde autonomia. Precisa provar o tempo todo que merece ajuda. É avaliado e avaliada por critérios frios que não captam sua realidade. Isso cria uma sensação profunda de impotência. E impotência prolongada vira desânimo crônico.
Ainda assim, você continua. Não porque é forte no sentido romantizado, mas porque não tem opção. A resistência aqui não é heroica. É básica. É levantar mais um dia e tentar resolver o imediato. Essa luta invisível raramente é reconhecida como esforço legítimo.
É importante dizer com clareza. A falta do essencial não define seu valor. Ela define a violência do contexto em que você está inserido ou inserida. Quando o sistema falha, ele empurra indivíduos para uma culpa que não lhes pertence.
Usar habilidades a favor é um privilégio relativo. Desenvolver habilidades exige tempo, acesso, orientação. Quem nunca teve isso não está atrasado por preguiça. Está limitado por realidade concreta. Reconhecer isso não paralisa. Pelo contrário. Retira o peso da autodepreciação e permite pensar em estratégias possíveis dentro do que existe.
Enquanto o sistema não muda, você faz o que pode. Às vezes é pouco. Às vezes é quase nada. Mas não é inexistente. Manter-se vivo e viva em um ambiente que falha constantemente já é uma forma de resistência que não aparece em discursos de sucesso.
O fracasso que bate à porta quando falta comida e roupa não é um teste de caráter. É um sinal de que algo maior está quebrado. E você não é o defeito dessa engrenagem.
Entender isso não resolve a escassez imediatamente. Mas muda a forma como você se vê dentro dela. Você deixa de se tratar como erro e passa a se ver como alguém atravessando uma realidade dura, injusta e exaustiva.
E essa mudança interna, embora não encha o prato nem o armário, impede que o sistema falido termine o trabalho mais cruel. Fazer você acreditar que não vale nada.
Você vale. Mesmo quando falta tudo. Mesmo quando depende. Mesmo quando o mundo falha. E sustentar essa verdade, em silêncio se for preciso, é uma das poucas coisas que esse sistema ainda não conseguiu tirar de você.

Existe uma ideia silenciosa que, quando compreendida, reorganiza tudo por dentro. O arquiteto do universo não criou você, homem ou mulher, para fracassar. Criou para aprender, experimentar, ajustar, aprofundar. O fracasso não é um erro de projeto. É parte do método.
Quando você olha para a própria vida apenas pela lente do acerto e do erro, perde algo essencial. Você passa a acreditar que existe um caminho certo pré definido e que qualquer desvio prova inadequação pessoal. Essa leitura é rasa. Ela ignora que viver é um processo de refinamento, não de desempenho perfeito.
Nada no universo funciona por linha reta. Tudo se expande por tentativa, adaptação, repetição e correção. A natureza não se humilha quando algo não funciona de primeira. Ela recalibra. Você, no entanto, aprendeu a se julgar como defeituoso ou defeituosa diante de cada falha, como se o arquiteto tivesse errado ao te criar.
Não fez. O erro está na interpretação.
Você foi feito e feita para atravessar experiências que desenvolvem discernimento. Algumas doem. Algumas frustram. Algumas quebram expectativas antigas. Mas nenhuma delas existe para te anular. Elas existem para te tornar mais consciente, mais preciso e mais responsável pela própria trajetória.
Quando você chama a si mesmo ou a si mesma de fracasso, está atribuindo ao arquiteto uma falha de intenção. Está dizendo, mesmo sem perceber, que sua existência é um engano. Essa conclusão não nasce da realidade. Nasce do cansaço, da comparação e da pressão por resultados rápidos.
Aprender raramente é confortável. Aprimorar quase nunca é elegante. O processo envolve tropeços, perdas temporárias e sensação de atraso. Mas atraso em relação a quê. Ao cronograma de quem. À expectativa de quem.
Você não veio ao mundo para cumprir a narrativa alheia de sucesso. Veio para desenvolver consciência a partir das experiências que viveu, com os recursos que teve, no tempo que foi possível. Isso não te isenta de responsabilidade. Te devolve perspectiva.
O arquiteto do universo não trabalha com desperdício. Nada do que você viveu foi em vão, mesmo aquilo que você gostaria de apagar. Cada tentativa frustrada revelou limites, padrões, ilusões e capacidades que você não teria descoberto sem o impacto da realidade.
Fracasso não é o oposto de propósito. Muitas vezes é o instrumento dele.
O problema começa quando você transforma aprendizado em identidade negativa. Quando passa a se definir pelo momento em vez de entender o movimento. Você não é o erro. Você é quem observa, ajusta e segue. Ou pelo menos pode ser, se parar de lutar contra o processo.
A ideia de que você deveria acertar sempre é uma exigência artificial. Ela não vem da vida. Vem de sistemas que valorizam resultado acima de consciência. O universo, ao contrário, valoriza expansão. E expansão exige tensão.
Você não está sendo punido ou punida quando algo dá errado. Está sendo convidado ou convidada a refinar escolhas, postura, direção. Ignorar esse convite gera repetição. Acolher gera amadurecimento.
Aprender também exige humildade. Aceitar que você não sabia, que escolheu mal, que superestimou algo ou alguém. Isso não diminui você. Isso te devolve ao fluxo real da vida, onde crescimento acontece.
O arquiteto não espera perfeição. Espera presença. Espera que você esteja atento e atenta ao que cada experiência revela. Quando você entra nesse estado, o fracasso perde o peso moral que colocaram sobre ele. Ele vira informação.
Aprimorar vivências é exatamente isso. Viver, observar, ajustar. Sem drama excessivo. Sem autopunição. Sem transformar cada queda em prova de inadequação existencial.
Você não foi feito e feita para vencer sempre. Foi feito e feita para se tornar alguém mais lúcido a cada etapa. E lucidez, no longo prazo, constrói resultados mais sólidos do que qualquer vitória apressada.
Quando você aceita isso, algo se acomoda por dentro. A urgência diminui. A comparação perde força. E você passa a caminhar com mais responsabilidade e menos desespero.
Não porque agora tudo ficou fácil, mas porque você entendeu que não está quebrado ou quebrada. Está em processo.
E processos verdadeiros não fracassam. Eles evoluem.


FIM

QUANDO O FRACASSO SEMPRE PEDE UM RECOMEÇO


Viver no fracasso não é cair uma vez. É acordar todos os dias dentro dele. É abrir os olhos sabendo que os desafios continuam ali, intactos, esperando. É recomeçar sem plateia, sem garantias, sem a certeza de que desta vez será diferente. E ainda assim, você levanta. Homem ou mulher, você levanta porque está vivo e viva. E enquanto há vida, há algo que insiste. Esperança não como promessa bonita, mas como teimosia silenciosa.
Quem vive no fracasso aprende cedo que o recomeço não é um evento grandioso. Ele não vem com virada dramática nem com aplauso. Recomeçar, nesse contexto, é simplesmente não desistir naquele dia. É enfrentar o mesmo problema com o corpo cansado e a mente cheia, sabendo que ontem não funcionou e que talvez hoje também não funcione. Mesmo assim, você tenta. Isso não é ingenuidade. É sobrevivência consciente.
Há uma coragem pouco reconhecida em quem recomeça todos os dias sem mudança visível. O mundo costuma admirar apenas quem sai do fundo rápido, quem dá a volta por cima de forma limpa e vendável. Mas a maioria vive outra realidade. Vive o fracasso prolongado. Vive a espera. Vive o esforço que não gera retorno imediato. Vive a repetição.
E é nessa repetição que algo se constrói, ainda que invisível. Você aprende a lidar com a frustração sem se destruir. Aprende a ajustar expectativas. Aprende a medir o dia por pequenas vitórias que ninguém celebra. Às vezes a vitória é comer. Às vezes é não desistir de si mesmo e de si mesma. Às vezes é simplesmente não se entregar ao cinismo.
Recomeçar todos os dias não significa acreditar que tudo vai dar certo. Significa aceitar que desistir garante que tudo permaneça como está. Enquanto você vive, existe a possibilidade de mudança. Não a certeza. A possibilidade. E isso, para quem está no fundo, já é muito.
A esperança aqui não é euforia. É um fio fino, quase invisível, que impede o colapso total. Ela não grita. Ela sussurra. Diz apenas continue hoje. Amanhã você vê. Essa esperança não promete recompensa. Ela apenas lembra que a história ainda não acabou.
Viver no fracasso também ensina algo duro. Que você não controla tudo. Que o esforço nem sempre se converte em resultado. Que o mundo não é justo. Mas ensina algo igualmente importante. Que você pode controlar a decisão de continuar. Mesmo quando tudo ao redor sugere que seria mais fácil desistir.
Há dias em que o recomeço dói mais do que o fracasso em si. Porque recomeçar exige encarar novamente a possibilidade de errar. Exige abrir o peito para outra tentativa que pode falhar. Muitos desistem não por preguiça, mas por exaustão emocional. E ainda assim, você segue. Não porque é forte no sentido idealizado, mas porque algo em você se recusa a encerrar a própria existência antes do tempo.
Enquanto você vive, ainda há encontros possíveis. Ainda há aprendizados que não aconteceram. Ainda há uma versão sua que não foi testada. Viver mantém essas portas entreabertas. Morrer por dentro as fecha todas.
Recomeçar todos os dias também redefine o conceito de vitória. Vitória deixa de ser chegar lá e passa a ser não se perder completamente no caminho. Passa a ser manter alguma integridade interna em meio ao caos. Passa a ser preservar a capacidade de sentir, de pensar, de desejar algo diferente.
Há uma dignidade silenciosa em continuar mesmo quando ninguém aposta em você. Mesmo quando as circunstâncias são hostis. Mesmo quando o histórico não ajuda. Essa dignidade não aparece em discursos de sucesso, mas sustenta vidas inteiras.
Enquanto você vive, o fracasso não é definitivo. Ele é apenas o estado atual. Estados mudam. Às vezes lentamente. Às vezes de forma inesperada. Mas só mudam para quem permanece.
Viver no fracasso e recomeçar todos os dias não é romantizar a dor. É reconhecer que a esperança não nasce da facilidade, mas da insistência. Não nasce da certeza, mas da possibilidade. Não nasce do conforto, mas da recusa em se apagar.
Você continua porque ainda respira. Porque ainda pensa. Porque ainda sente. E isso, por mais simples que pareça, é a base de qualquer transformação futura. Enquanto há vida, o capítulo seguinte ainda pode ser escrito. Mesmo que hoje ele seja curto. Mesmo que hoje ele doa.
Enquanto você vive, ainda há esperança. Não porque alguém prometeu, mas porque você ainda está aqui. E estar aqui, todos os dias, apesar de tudo, já é um ato profundo de resistência.

ENFRENTANDO O SISTEMA EM BUSCA DO MELHOR




Enfrentar o sistema todos os dias não é um ato romântico. É um desgaste contínuo. É acordar sabendo que as regras não foram feitas para você, homem ou mulher, e ainda assim entrar no jogo porque ficar fora custa mais caro. É lutar contra estruturas lentas, injustas, frias, que exigem documentos, provas, paciência infinita e oferecem quase nada em troca.
Você enfrenta o sistema quando insiste em existir com dignidade em um ambiente que normaliza a exclusão. Quando busca o melhor possível mesmo sabendo que o melhor talvez nunca chegue da forma prometida. Isso não é ingenuidade. É posicionamento interno. É decidir que sua vida não será definida apenas pelo que o sistema permite.
Há dias em que essa luta parece inútil. Em que você sente que está gastando energia contra algo grande demais, impessoal demais. O sistema não tem rosto. Não se comove. Não se desculpa. Ele apenas opera. E ainda assim, você resiste. Não porque acredita que vai vencê-lo completamente, mas porque se recusa a se deixar esmagar por ele.
Buscar o melhor, mesmo sem garantia de alcançá-lo, é uma forma de preservar a própria humanidade. É dizer que você não aceita a mediocridade imposta como destino final. Que você não vai parar de tentar só porque a linha de chegada parece sempre se mover. Que seu esforço não depende de aplauso nem de promessa cumprida.
O sistema cansa. Ele tenta te convencer de que lutar é perda de tempo, de que aceitar é maturidade, de que se adaptar é sabedoria. Mas você aprende, com o tempo, que aceitar tudo sem questionar também é uma forma de morrer por dentro. E você já entendeu que viver pela metade não é opção.
Enfrentar até o último respirar não significa viver em guerra constante. Significa não entregar sua vontade. Significa continuar escolhendo o melhor possível dentro do pior cenário. Significa ajustar, recuar quando necessário, avançar quando dá, mas nunca desistir de buscar algo mais digno do que o mínimo imposto.
Mesmo que o melhor nunca chegue como idealizado, o caminho molda você. Cada tentativa afina sua percepção. Cada recusa em se render fortalece algo silencioso. Você se torna alguém que não se deixa definir apenas por escassez, fracasso ou exclusão.
No fim, talvez não haja vitória grandiosa. Talvez não haja reconhecimento. Talvez o sistema continue falho até o último dia. Mas haverá algo que ele não conseguiu tomar. Sua consciência de que você tentou. De que você não se apagou. De que você viveu buscando mais lucidez, mais justiça, mais sentido.
E isso importa. Importa porque a vida não se resume ao resultado final. Ela se constrói na postura diária diante do que te oprime. Enfrentar o sistema até o último respirar é escolher morrer em movimento, não paralisado. É escolher viver de pé, mesmo cansado e cansada.
Você não prometeu vencer o mundo. Prometeu não se abandonar. E cumprir essa promessa, dia após dia, já é uma forma profunda de vitória.
Se este texto encontrou você em algum ponto sensível, saiba que ele não termina aqui. Ele continua nos meus webbooks, onde aprofundo esses temas com a mesma clareza direta, sem romantizar a dor e sem vender soluções fáceis. Cada webbook é um convite para olhar de frente os mecanismos que sustentam o fracasso, a pobreza, a exclusão e a luta diária por dignidade, sempre falando com você, homem ou mulher, de forma honesta e respeitosa.
No Pinterest, compartilho diariamente reflexões, trechos e ideias que dialogam com essas vivências reais, para quem vive à margem do discurso bonito e precisa de lucidez para continuar. Lá você encontra o caminho para conhecer todos os meus webbooks e escolher aquele que conversa com o momento que você está atravessando agora.
Se fizer sentido, acompanhe o perfil Alinny de Mello no Pinterest. Talvez você não encontre promessas, mas encontrará palavras que ajudam a sustentar o próximo passo. Obrigada, de verdade, por estar aqui e por continuar, mesmo quando tudo parece exigir que você desista.

⁠Amo cada toque seu,que sinto que morreria se perdesse esse contato;
Amo seu olhar,com ele posso voar pra onde eu quiser,mas não preciso,pois,o único lugar que quer estar é ao seu lado;
Amo seu rosto,ele é tão belo e reluzente,que iacria admirando pra sempre,é como uma ímã,puxa meu olhar não se desvia de tão maravilhoso que é;
Amo seu corpo,é tão perfeito,que cruza a linha de meus pensamentos entre a razão e o obsceno,suas curvas,me deixam louco,é como ter o paraíso só pra mim,exclusivo;
Amo seu jeito de me amar,e isso me faz te amar muito mais,me faz querer demostrar,é tão puro esse sentimento,e foi graças à você que pude sentí-lo,somente por vc me amar;
Quero te ter em meus braços,para te proteger,ser seu porto seguro,sentir o teu calor,sentir o teu carinho,e não há nada que possa me fazer mudar esse sentimento;
Posso escrever o dia inteiro,elogiar,e abrir meu coração de todas as maneiras possíveis,mas mesmo assim,não seria suficiente,de tão perfeita que você é,palavras não bastam;
Qual era a palavra que vc costuma me dizer? Há,sim:
-Inefável,é isso que representa o nosso amor,o nosso sentimento;
Usarei de todas as minhas forças para te fazer feliz,darei até meu último suspiro de vida em dedicação ao teu nome,pois,se é pra viver,então que seja de mãos dadas contigo até o fim,e eu sei que,é de mãos dadas que vamos vencer as dificuldades e os obstáculos da vida,pois assim,caminhando neste mundo,testemunharei a felicidade e o sorriso do teu rosto, e isso é algo que daria a minha vida para continuar tendo,nunca se esqueça de que eu sou teu,assim como você é minha,e que estou do seu lado,em tudo,por você e pra você,isso é uma promessa;
Há,e nunca se esqueça também:
-Você é minha mulher e nunca será diferente,até o dia que nos casarmos e concretizarmos esse sonho.

Eu dedico esse texto ao amor da minha vida,que me trouxe luz e paz, e felicidade:Vitória Juliene(minha futura esposa e futura Madariaga).

⁠Eu te amo;vou iniciar assim hoje pq meu amor está prestes a explodir,preciso demonstrá-lo,é muito o q sinto e tão pouco o q faço, mas sei q vc compreende esse sentimentos,compartilhamos do mesmo amor,da mesma intensidade sendo resumido em um "infinito inefável"; sabe meu amor,ao seu lado eu sinto o mundo indo embora e vc me preenchendo,vc é algo q não se pode explicar,eu só quero te amar,quero poder estar ao seu lado 24 hrs por dia (algo q jajá vai se realizar); pode se segurar em mim,eu te carrego meu amor,eu estou aqui para os seus momentos bons,mas principalmente pros ruins,e vc sabe disso,entt pode continuar contando comigo para tudo,eu sou sua alma gêmea, seu companheiro, seu melhor amigo e seu protetor amor,vc foi aquela q deu luz à minha vida,e eu serei àquele q será seu ombro nós momentos mais difíceis,eu não me canso de dizer q eu te amo e nunca me cansarei,sou muito agraciado por ter vc na minha vida, todos me vêem feliz e alegre, mas somente vc sabe q é por ti os meus sorrisos mais sinceros.Eu amo o seu sorriso,amo a forma como você enxerga o mundo(sempre comigo ao seu lado),amo as suas manias, te amo assim, meu amor: por completo.


EUTE AMO MUITO MINHA JUJUZINHA
Este textoé destinado à vc: Vitória Juliene Madariaga, minha mulher.

⁠Traição





Traição não tem nada a ver com o relacionamento, tem tudo a ver com aquele que trai.



Em um passado não muito distante, os homens traíam mais, hoje em dia pesquisas apontam equivalência.



Com certeza a maior parte das pessoas que traem apontariam um motivo, que para eles são plausíveis, mas de fato não o são.



Traição não tem a ver de como anda o relacionamento, nem de como uma pessoa é tratada, quem trai, antes de tudo, trai a si mesmo.



Herdamos da sociedade patriarcal, extremamente machista, o conceito de aceitação, homens traiam, e mantiam suas famílias, as mulheres sofriam, mas aparentavam indiferença, hoje há uma libertação, não é aceito como se era antes, mas ainda existe uma certa tolerância.



Por outro lado, existe uma discrepância, mulheres traídas são vítimas, já os homens há uma certa cobrança, e entre eles até gozação com o traído.



São vários fatores que pode levar uma pessoa a traição, mas nenhum deles é justificável.



Homens, traem mais por impulso, e não usam a razão, podem ter uma BMW na garagem, mas arriscam tudo, por um passeio de fusquinha.



Dificilmente envolve sentimentos, é só hormônios e para elevar a sua autoestima, se sentir mais másculo, ou mostrar para outros que é homem.



Segundo dados estatísticos, o motivo mais frequente por que as mulheres traem, é vingança.



De certa forma, as mulheres que traem por vingança, se colocam em pior condições que o homem, enquanto ele faz para si, e por si mesmo, ela se mancha por causa do outro, se rebaixa e se iguala a ele.



É como tomar um copo de veneno e esperar que o outro se sinta mal, elas pensam em dá o troco, mas pagam um preço bem mais alto.



Quero abordar algo muito importante, uma revelação que pode ajudar muita gente, aqueles recorrentes, que vivem traindo, mas sempre se arrependem, pessoas que choram e querem mudar, mas não conseguem.



Há uma expressão que diz: "Está no sangue", mas na verdade está na mente.



Preste atenção no que você vai ler, muito de nossos comportamentos são aprendidos na infância, e alguns até rejeitamos, não queremos, mas quando damos conta, estamos fazendo.



Repetimos na vida adulta, o que aprendemos na infância, geralmente o que fica gravado são as lembranças mais dolorosas.



Tipo assim, fica arquivado na memória, como: "isso é algo que não quero fazer, nem quero que ninguém me faça, é algo intolerável”, e por isso fica fortemente registrado na memória, e com isso acaba se repetindo.



Nosso cérebro é seletivo, e faz isso sem interferência nossa, ele busca familiaridade no que já foi vivido e por isso podemos repetir, e buscar sempre o que vivemos na infância.



Há um padrão, e precisa ser quebrado, mesmo que não se repita o comportamento, procura-se o parceiro que reproduzirá o cenário.



Não subestime sua mente, ela te engana o tempo todo, sempre queremos o melhor e ela nos empurra para o mesmo de sempre.



Meninas que experenciaram isso na infância, em sua família de origem, são atraídas por parceiros propensos ao mesmo comportamento.



Relato abaixo dois casos contido no livro, o ciclo de autossabotagem, do autor Stanley Rosner, autossabotagem é um mecanismo de defesa, onde o tiro sai pela culatra.



O que não queremos é justamente o que nos atrai, e repetimos o que nos fez mal, nós temos de nossos pais muito mais que desejamos.



O primeiro caso é sobre um homem bem sucedido, bem casado e com uma família linda, quando atingiu certa idade, saiu de casa, se envolveu com uma mulher a qual relata que não sentia nada, em prantos procurou ajuda, depois de algumas sessões de terapia descobriu-se que seu pai saiu de casa quando ele tinha 12 anos, na percepção dele ainda criança, foi algo assim do nada, sem motivos nem razão aparente, ele só saiu de casa e desapareceu.



Este homem, amava sua família, esposa e filhos, e não entendia porque havia agindo assim, mas não tinha força para voltar.



O segundo caso é de uma mulher que terminou um relacionamento destrutivo, e agora está apaixonada por um homem com as mesmas característica do seu ex-namorado.



Há mulheres que se sente atraídas por homens comprometidos, mesmo com todos sinais evidentes, enganam-se a si mesmas e sofrem a cada novo romance.





O que quero trazer com este artigo é que o seu dedo podre tem cura, e se és uma pessoa, traidora compulsiva, mas arrependida, tem como mudar isso também.



O autoconhecimento é a chave para isso, um profissional de saúde mental, te ajudará muita nessa questão.



Todos precisamos de terapia, mas vou lhe dar uma ajudinha com umas dicas práticas para começar.



Antes das dicas, preciso deixar uma definição bem grosseira sobre o que é um trauma e como o processo funciona, na verdade o ciclo ocorre pela compulsão à repetição.



Um ponto crucial para nosso entendimento da compulsão a repetição, é o conceito do trauma, e de repressão de sentimentos associados ao trauma.



Trauma é tudo que provoca desordem emocional, que abala a estrutura de um indivíduo, pelo forte impacto provocado.



Não é o evento em si que determina o trauma, mas como ele é absorvido pelo indivíduo, portanto o mesmo evento traumático surte efeitos distintos, o mesmo fato traz choque e horror para um, e em outro instala-se um trauma.



É uma experiencia tão horrível que não conseguimos mantê-la na consciência, e enterramos na memória. Como lixo embaixo do tapete, com o tempo irá cheirar mal.



Resumindo, você não pensa nisso, mas é capaz de direcionar suas escolhas.



Em muitos casos, as pessoas de forma não consciente, embarcam em situações semelhantes as vivenciadas, com o engano que poderão modificar o que não puderam fazer na infância.



Filha de um pai alcoólatra e autoritário, de forma não consciente busca um parceiro com características semelhantes para tentar consertá-lo, é o que ela queria fazer quando criança, mas não podia, e hoje acha que pode, é um forte engano.



Um menino muito machucado com o sofrimento da mãe que era sempre traída por seu pai, indgnado promete a si mesmo que nunca faria isso, se casa e adota o mesmo comportamento.



As dicas são estas: Reconheça suas fraquezas, torne consciente o real motivo de suas falhas nesta questão.



Pergunte-se, o que você ganhou com isso?



Pergunte-se o que realmente te leva tal atitude.



Escreva as consequências sofridas de cada um desses seus atos falhos.



Escreva as respostas a essas indagações, e medite sobre isso:



1- Qual vazio que procuro preencher?



2- O que me falta em minha atual relação.



3- Em um relacionamento, qual medo me assola?



4- na relação eu me envolvo, me entrego 100%?





Além das reflexões acima, adote essas atitudes:



a) Afasta-se do ambiente favorável.



Livre-se das tentações, reflita: um alcoólatra consegue parar de beber indo todas as noites ao bar? muitas vezes um canal para traição são as redes sociais.



b) Evite más companhias



Amigas ou amigos que incentivam ou fortalecem tal comportamento, e também corte contato com quem for um potêncial causador de uma queda, corte contatos com os ex



c) Cuide de sua autoestima.



Muitos com autoestima baixa, precisam de autoafirmação, necessitam de muitos elogios e traem para se sentirem para cima, desejada.



As dicas são estas, seja uma pessoa honesta consigo mesma, e também seja honesta com quem você dividi sua vida.

⁠ A V C A

Só percebemos a fragilidade humana, quando a tragédia se avizinha, ou bate em nossa porta.
Pode ser que, os minutos gasto com este texto, sejam o suficiente para identificarmos o quão distante estamos de nós mesmos.

Não quero que você pense que sua vida está por um fio, mas preciso que tomes a consciência que a vida é uma incerteza constante, e o que temos para fazer, precisamos fazê-lo hoje!

Presenciei uma pessoa de meia idade com seus movimentos limitados em consequência de um acidente vascular cerebral, ahh! quanta vida pela frente, pensei, chorei por dentro, lamentei....

De fato, quando não dedicamos tempo para cuidar de nossa saúde, seremos obrigados a perder tempo com nossas doenças.

Não me prendo a junção dos fatores fisiológicos e emocionais que culminaram no ocorrido, mas reforço o sentimento de paz, por ter feito tudo o que se deveria, antes do mal que lhe sobreveio.

A importância de darmos nosso melhor, de priorizar aquilo que realmente importa, Criticar menos, abraçar mais, elogiar mais em vez de apontar falhas, e viver com capricho, faz toda diferença.

Capricho é fazer o melhor com as condições que se tem no momento.

Melhorar é uma meta vital, renovada a cada patamar alcançado, e viver com capricho torna o intangível uma realidade possível e agradável.

AVCA, a vida começa agora, sim estamos existindo, passamos a viver quando deixamos de agir no automático, quando decidimos o rumo que queremos, pois o futuro se torna muito agradável para aqueles que vivem extraordinariamente o presente.


Mudar é possível, e necessário


Embora comprovado que uma mudança radical na vida de Alguém, só seja possível através de um forte impacto emocional, podemos sim, alterar nosso modo de pensar, mesmo que com muito esforço.

É importante lembrar que diferente dos animais que são programados para serem o que são, o homem se não for ensinado a andar, não anda, se não for ensinado a falar não fala, se não for ensinado a ler, não ler.

Em resumo, o que hoje sabemos ou fazemos, é porque fomos ensinados em algum momento da vida.

Nesta afirmação está a boa notícia, se aprendemos agir errado, podemos aprender o certo.

O primeiríssimo passo é reconhecer, e o segundo tão importante quanto, é querer.

Uma expressão que foi muito usada em um passado recentemente era : Ter a mente aberta, remete a estar aberto ao novo, mesmo que o novo seja uma resignificação do antigo aprendido.

Ter a mente aberta, é olhar para as mesmas convicções de uma outra perspectiva, é admitir que existe outro modo de enxergar o mundo, é ser liberto dos paradigmas.

Posso ser normal aos meus olhos e estranho a todos.

Denominamos de comum, tudo aquilo que vemos com frequência, é algo culturalmente normal, Por isso aquilo que pode ser comum na Coreia, normal, no Brasil pode ser exótico.

Nunca se trata das atitudes praticadas, ou a aparência em si, pois a visão que temos do externo é um aspecto nosso.

Por isso é tão importante a palavra respeito, que etimologicamente significa: olhar outra vez; olhar para trás, reconsiderar. Vale dizer que aceitar é diferente de concordar,

Para mudar, é necessário saber que no mundo não há verdade absoluta, ela pode ser verdade apartir determinada perspectiva, cientes disse, vamos aos exercícios.

O conhecimento liberta, a leitura nos faz crescer, literalmente, ativa a neuroplasticidade do cérebro, ou seja ele se expande.

Mais importante que ler, é saber o que ler, leia de tudo que tiver interesse, mas não seja superficial, mergulhe em autores que pensem diferentes, pois isso ajuda nosso senso crítico, é libertador.

A maneira mais fácil de aprisionar uma pessoa, é recomendar que leia apenas autores de determinado viés de pensamento, isso faz parte daquilo que chamamos de doutrinação.

No dicionário da língua portuguesa, ensinar significa transmitir experiências, repassar ensinamentos, instruir alguém. Enquanto doutrinar expressa-se como quer dizer transmitir à a um indivíduo alguma crença ou atitude particular, com o objetivo de que não aceite uma opinião diferente.

Com doutrinados não há diálogo, pois não aceitam a possibilidade de estarem equivocados, a supremacia os impede de ouvir os diferentes.

Pergunte-se, tenho aspecto de doutrinação em alguma aérea da minha vida? e seja honesto.

Ouvir quem pensa diferente é um ato libertador e transformador.

Mudar exige autoconhecimento, entender porque agimos de tal maneira em determinadas situações, abre uma imensa porta para mudanças.

Sou convicto que posso mudar minhas convicções a qualquer tempo.
As "certezas" podem causar mais males que as dúvidas.

Enquanto duvido, sigo aprendendo

Esteja aberto a mudanças, e seja protagonista nessa história.

⁠A outra estória

Percebo, que o mundo seria bem melhor se não se preocupassemos tanto com a outra estória.

Grandes potenciais seriam desenvolvidos e o lado bondoso de muitas pessoas, seria exposto.

Não faz sentindo pensar nessa outra estória, a qual não está sobre nosso controle, não temos ingerência alguma, nada podemos fazer, além de supor.

A outra estória é algo que não tem nada a ver conosco.

- Não ajude essa instituição, o direitor desvirtua parte do dinheiro
- Mas essa é uma outra estória.

- Não sei porque você insiste neste trabalho, nada vai mudar.
- Mas essa é uma outra estória

- Não adianta você falar para essas pessoas, elas não te ouvem, não mudam.
- mas essa é uma outra estória

Portanto, faça a sua parte, dê o seu melhor e não se preocupe com a tal da outra estória.

⁠Uma prisão promovida pela liberdade

Em certas ocasiões, para determinadas pessoas, a pior prisão que existe é a liberdade.

A liberdade de fazer escolhas, fazem-nas prisioneiras da angústia, encarceradas pela ansiedade.

Reféns do medo, desejam não ter essa responsabilidade, que chamamos de liberdade.

A angústia da indecisão pode machucar mais que uma possível má escolha.

De fato, sofremos mais pelo que imaginamos, que pela realidade que vivemos.

Lembremos, que somos moldados por nossas escolhas, somos livres para escolher, e escravo das consequências.

Quanto mais opções de escolha tivermos, mais difícil será tomar decisão, e serão grandes as chances de não escolher nada, mas não decidir nada, também é uma escolha.

Pode parecer contraditório, mas muitas pessoas preferem abrir mão da liberdade de escolha, preferindo que escolham por ela.

Há também um fato relevante, quanto mais opções, menor satisfação teremos com opção escolhida.

Uma dica para tomar decisões, é tornar consciente de que tudo na vida é arriscado, ou seja, nada é garantido, tudo é imprevisível, por mais segurança que temos no momento presente.

Essa conscientização, faz com que tomemos a decisão, mesmo sabendo das probabilidades.

Saiba que, existe uma dor pior que a de se fazer uma má escolha , é a dor de não ter decidido nada.

Não tenha medo de errar, não digo para sermos inconsequentes, mas correr risco faz parte da vida, se a queremos “viver.”

Escolher é determinar o rumo da vida, e não deixá-la nos levar.

Como não existe escolha sem risco, nem opção com tudo que desejamos, o equilíbrio da razão com o coração pode ser a melhor ferramenta.

Só erra quem tenta, só acerta quem tenta, só vive quem faz suas próprias escolhas. É impossível agir sem algum grau de influência, somos altamente influenciados, pela cultura, ambiente, pessoas e vida pregressa; A chave é ter a percepção do que nos foi introjetado.

Por isso, o autoconhecimento é fundamental para uma boa escolha, quem pouco conhece de si mesmo, mas vulnerável é em suas escolhas.

Portanto, se queremos ser o cavaleiro, e não o cavalo de nossa história de vida, devemos investir em autoconhecimento, mas até isso é uma decisão pessoal.

Fotos rasgadas

Como poderia explicar a perda, ausência, separação, faltariam palavras, buscaria significados e não conseguiria explanar.

Oportunidades não vividas de uma vida inventada pela pescpectica de uma realidade interrompida.

Jogamos fora a chance de inéditas experiências, abrimos mão de sorrisos futuros, e gargalhadas.

Abrigamos em um quarto escuro do inconsciente boas e más lembranças, e orgulhosamente nos portamos como mais felizes do que ontem.

Em futuro remontado, vivemos novas verdades, novos fatos, novos lances, nada é como era antes.

Se melhor ou para pior, não levo em conta, só pondero que harmonia foi quebrada, e a linha do tempo interrompida, todo afeto acumulado, nada será aproveitado.

Esse texto é sobre quem o lê, nessa escrita olho pra fora, vejo fotos rasgadas, em muitas ocasiões, repito cenas, mas com alguns rostos trocados.

Lamento toda descontinuidade, laços que hoje estariam reforçados, estão quebrados.

Talvez, penso mais nisso do que eles próprios, me entristeço e sinto a dor da mudança de coisas que deveriam ser imutáveis .

A seletividade de nossos sentimentos

Zapeando canais de YouTube em uma noite qualquer, deparei-me com uma notícia que reportava um incêndio de grande proporção.

Imediatamente minha atenção foi sequestrada, fazendo parar o cursor por alguns segundos, suficientes para identificar que o fato ocorreu em outro estado, e então segui zapeando.

Subitamente retornei a consciência, e refletir sobre seletividade de meus sentimentos.

A dor é mais intensa a depender da proximidade, um familiar assaltado, nos abala bem mais, que a morte de um desconhecido. Assim é, mas não deveria ser.

Nossa seletividade, revela nossa frágil humanidade.

Onde foi que nos perdemos? talvez tenha sido o excesso de rotulagem, que só produz divisão, a cada grupo identitário, enfraquecemos a fraternidade universal.

Devemos unir lados, generos, cor e classes sociais.

Devemos quebrar as barreiras da religião, e considerarmos todos como irmãos.

Na indústria, um equipamento que não se atualiza torna-se um gargalo de produção. Mas, na vida, a pressa pela atualização constante muitas vezes descarta o que é estrutural.

Não confunda 'versão nova' com 'eficiência real'. O mundo tenta nos convencer de que a nossa experiência é um hardware ultrapassado, mas se esquece de que as leis da física — e as leis de 'gente' — não mudam com o último software.

A verdadeira maestria não está em correr atrás de cada nova ferramenta, mas em garantir que a sua unidade de processamento central (o caráter) mantenha a integridade.

Ser moderno é opcional; ser íntegro é o que mantém o sistema operando quando a energia de todos os outros acaba.

Não se descarte. O que eles chamam de 'velho', o mercado de alta performance chama de 'testado sob estresse'.

A Ponte e o Abismo


Todo ser humano, em algum momento, encontra diante de si um abismo — não apenas de pedra e profundidade, mas de medo, limite, solidão e escolha.


Alguns recuam. Outros permanecem anos contemplando a distância entre onde estão e onde desejam chegar. Há também aqueles que, depois de muito preparo, concentram toda a coragem que possuem e saltam.


Quando conseguem alcançar o outro lado, o mundo os chama de vencedores. Celebram sua força, sua disciplina, sua coragem. Mas existe um silêncio que acompanha certas vitórias: o eco de olhar para trás e perceber que ninguém mais conseguiu passar.


Porque atravessar sozinho pode ser um triunfo, mas também pode ser apenas uma forma elegante de isolamento.


Foi assim que um homem, após vencer o abismo com o próprio salto, percebeu que sua conquista ainda carregava uma ausência. Do outro lado permaneciam os que também sonhavam atravessar, mas não tinham o mesmo impulso, a mesma força ou as mesmas condições.


Então ele compreendeu algo que poucos entendem: há vitórias que pertencem apenas ao ego, e há obras que pertencem ao tempo.


Voltou ao abismo.


Com as próprias mãos, feridas pela pedra e pelo peso, começou a construir uma passagem. Cada pedaço de madeira colocado era mais difícil do que o salto havia sido. Porque saltar exigira coragem por um instante; construir exigia renúncia por muitos dias.


Quando a ponte ficou pronta, outros passaram: os cansados, os inseguros, os lentos, os que jamais conseguiriam saltar.


E naquele momento sua vitória deixou de ser apenas um feito pessoal para tornar-se transformação histórica.


Porque quem apenas vence prova a própria força.
Mas quem constrói caminhos altera o destino de muitos.


No fim, o abismo continua existindo — porém já não decide quem fica para trás.


Autoria: Gildo Ferro Barbosa ✍️