Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

⁠As vezes a gente passa muito tempo no raso das nossas vidas, satisfeito com molhar os pés, sentar na areia. Sem perceber que existe um oceano inteiro abaixo de nós, para ser conhecido, explorado, admirado,"nadado". Então é hora de mergulhar em si mesmo. Transformar a gota em oceano. Não aceitar e não mergulhar em lugares rasos pois é impossível não se machucar.
Um mês mergulhado de verdade, na profundidade certa traz mais resultados que anos à beira. No raso. Assistindo da areia.

Entreguei-me ao Oleiro Celeste,
para que Suas mãos de vento e fogo
remodelassem a argila inquieta do meu destino.
Hoje, tempestades de pó ergueram muralhas no deserto,
cegando o sol que deveria guiar-me.
A dor foi um rio subterrâneo,
cavando cavernas no meu peito:
suas águas frias levaram sementes de desprezo,
e nas margens, apenas silêncios retorcidos brotaram.
Mas agora compreendo:
o que partiu era areia movediça,
e meus planos, castelos que o mar devora ao alvorecer.
Um novo amor virá como estação —
não tempestade, mas chuva que acorda a terra adormecida.
Ele será a ponte de raízes entre meu canto e o jardim divino,
o mapa das estrelas que Deus traçou
antes mesmo do primeiro sopro da criação.

Hoje acordei decidida a me livrar de tudo que não me traz nada de positivo, o mês vai terminando e com ele vou enterrando tudo de ruim que passou, vou me livrando das bagagens pesadas, dos desafetos, das tristezas e abrindo meus braços para Dezembro... que vem chegando novinho em folha, ultimo mês do ano, mes de festas, de comemorações, de alegrias, de renovação do nosso espirito. Daqui pra frente só quero coisas boas, só quero ser feliz,
e ser melhor que ontem. (Priscilla Rodighiero)

RESTAURANDO A COMUNHÃO.


Eu preciso ouvir de novo a sua voz, ó meu Senhor,
eu preciso mergulhar na imensidão do seu amor.


Derrubar esta barreira
que me separou de Ti;
não consigo mais viver sem Te ouvir.


Vim aqui pra Te adorar,
aos Teus pés me humilhar,
quero ouvir a Tua voz,
receber o Teu perdão.


Vim aqui pra Te adorar,
aos Teus pés me humilhar,
restaurar completamente a comunhão.


Eu me encontro ajoelhado,
aos Teus pés, em oração,
e me entrego por inteiro,
corpo, alma e coração.


Eu não posso suportar
a distância entre nós
e não vou me levantar
se não ouvir a Tua voz.


Vim aqui pra Te adorar,
aos Teus pés me humilhar,
quero ouvir a Tua voz,
receber o Teu perdão.


Vim aqui pra Te adorar,
aos Teus pés me humilhar,
restaurar completamente a comunhão.
Cícero Marcos

O QUE DISTINGUE A ANSIEDADE DO MEDO, DO ESTRESSE E DA PREOCUPAÇÃO?

‎O que distingue a Ansiedade do Medo, do Estresse e da Preocupação é que:

‎a) Se você sente agitação ou inquietação ou perturbação no teu Organismo devido a uma certa situação, então é Ansiedade.

‎b) Se você sente batimentos no coração devido a uma certa situação, então é Medo.

‎c) Se você sente aperto no peito ou apreensão no coração ou tensão no teu Organismo devido a uma certa situação, então é Estresse.

‎d) Uma Preocupação ou ação de Pensar realizada por você pode causar Ansiedade ou Medo ou Estresse.

⁠"Quero um amor que não precise gritar para ser eterno.”
Eu quero chegar a essa fase de quando você mora com seu parceiro, onde ambos são estáveis, há viagens, cozinham juntos, vão ao supermercado ou às compras, suas roupas estão ao lado das do outro, dormem à tarde sempre que podem ou deixam espaço um fim de semana para passar juntos, onde se sente um alívio sair do trabalho porque você está a caminho de sua casa e lá está a pessoa que te faz mais feliz, onde o amor parece sem fim.
Eu não quero só flores ou palavras bonitas… eu quero aquele amor que fica. Aquele que mora comigo, que divide o cobertor e os sonhos. Que cozinha comigo numa segunda-feira qualquer, que sorri no meio do caos só porque estou ali. Quero as roupas misturadas no armário, os olhares cúmplices no supermercado, o silêncio confortável no sofá. Quero sentir alívio ao sair do trabalho porque estou voltando para casa… e lá está meu porto seguro. Um amor leve, mas firme. Simples, mas imenso. Que não precisa gritar para ser eterno.
Esse é o amor que eu quero. Esse é o amor que eu escolho. Eu não sonho com luxo, eu sonho com paz. Com aquela rotina a dois que parece simples, mas vale o mundo. Sonho com voltar para casa e saber que lá tem alguém que me espera, me entende e me escolhe todo dia. Alguém que vai ao mercado comigo, que divide a louça e os planos. Que me dá colo no cansaço e me faz rir no meio da bagunça.
Eu só quero isso: amor que mora, que cuida, que fica. Porque, no fim, o que a gente mais deseja é se sentir em casa dentro de alguém.

"Eu não quero um amor que venha só nos dias bons, nem que encante só com palavras eu quero alguém que escolha ficar quando tudo estiver bagunçado, que divida a louça, o silêncio e os sonhos, que transforme uma segunda-feira qualquer em lar, e me prove todos os dias, mesmo sem dizer nada, que o amor de verdade é aquele que cuida, que permanece e que faz da rotina o lugar mais bonito do mundo."

⁠Ser livre…
é não se prender ao que te prende por dentro.
É deixar ir o que pesa, mesmo que doa.
É escolher a si, mesmo quando esperam que você escolha o mundo.
Ser intenso…
é sentir tudo até o fundo da alma,
é não saber viver pela metade,
é se entregar por completo — mesmo sabendo que pode doer.
Ser emocionado…
é carregar o coração na pele,
é chorar por empatia, sorrir por amor, e tremer de saudade.
É viver cada emoção como se fosse única…
porque pra gente, sempre é.
E se for pra ser…
que seja inteiro, verdadeiro, livre.
Que a alma exploda de sentir,
e que ninguém jamais tenha coragem de te dizer que isso é demais.
Porque ser demais…
é exatamente o que te torna único.

O verde cantava em triângulos enquanto a terça-feira derretia sobre o tapete de estrelas mortas. Pés sem dono caminhavam para trás, deixando pegadas que precediam os passos. Um relógio de areia escorria para cima, alimentando nuvens que cresciam no chão da caverna iluminada por peixes voadores. A chuva caía em espiral, molhando apenas o que ainda não existia.


Entre espelhos que refletiam o som, uma voz sem boca repetia números que eram cores: sete era azul, quatro era o gosto de saudade. Os dedos do vento tentavam segurar água, e a água, por sua vez, tentava lembrar por que tinha forma.


Mas então você percebe: o verde era esperança disfarçada, a terça-feira era apenas rotina, as pegadas eram memórias que insistem em voltar. O relógio de areia era o tempo que você achou perdido. As nuvens no chão eram sonhos adormecidos acordando. A chuva em espiral era a vida entrando pelas frestas. Os números eram os dias que você ainda vai viver. E a voz sem boca? Era você, finalmente se ouvindo.

Para o meu amor subterrâneo
Eu me apaixonei primeiro pela sua voz — no som do rádio, em uma cidadezinha do interior. Tudo era tão estranho, tão encantador. E o mais curioso: o nosso primeiro contato foi bem pertinho da minha casa, num comício de política... (risos). Você me observou tanto naquele dia, mas não me chamou para dançar.
Depois disso, ficou fácil dizer pra mim mesma que eu gostava de você. Mas eu ainda era só uma menina de 13 anos, imatura, confusa. E você, um rapaz de 18. Hoje essa diferença pareceria pequena, mas naquela época era decisiva.
Eu gostava tanto de você, mas a minha insegurança me fazia dizer “não”. Só que, lá no fundo, eu tinha certeza do que sentia. Até que, um dia, meus pais me deram a notícia: íamos embora. E assim, mais uma vez, deixei você ir. Pouco tempo depois, uma colega que morava por perto começou a namorar com você... Eu nunca entendi isso direito. Sempre tive curiosidade. Porque, no fundo, eu sentia — de algum jeito — que você também me amava. Ou algo perto disso.
Fui embora, a 500 quilômetros de distância. Naquele tempo não tinha celular nem WhatsApp. O único meio de escutar sua voz era o orelhão perto da minha casa, onde eu ficava esperando ansiosa pelo sábado. Queria tanto te ouvir de novo... E você, às vezes, nem reconhecia mais a minha voz. Mas eu nunca me esqueci da sua.
O tempo passou, e é claro, eu me apaixonei outras vezes. Namorei, encontrei novos amores. Como você. Conversamos muito na época do MSN. Dividimos histórias, dores, alegrias. E eu esperava — ansiosamente — ver você online, pra te dizer o quanto as coisas estavam difíceis. Mas, em vez disso, eu mentia e dizia que estava tudo bem, que era feliz aqui. Você nem imagina, mas foi meu amigo em um tempo em que eu me sentia tão sozinha. Você me ajudou e nem sabe disso.
Não lembro quantas conversas foram. Nem sei quando elas acabaram. Mas eu sempre desejei, de verdade, que você fosse feliz. E eu sei que encontrou a mulher da sua vida. Acompanho de longe, e vejo: vocês formam uma família linda. E fico feliz por isso. Porque amar, de verdade, é querer o bem — mesmo que não seja ao seu lado.
Talvez eu nunca tenha tido coragem de dizer isso antes. Acho que por isso essa história ficou guardada aqui por tantos anos. Só queria te contar que, sim, você gostou de mim. Mas eu... eu te amei mais. Eu só não sabia como dizer.
Hoje, eu também encontrei o amor da minha vida. Juntos, construímos uma história linda. Mas às vezes, a gente só consegue dizer certas coisas quando sente que pode ser tarde demais. E eu não queria esperar mais. Essa é, talvez, a minha última mensagem para você. E eu precisava que fosse em vida.
Sempre tive vontade de te falar isso. Prometo que nunca mais mandarei. Essa é minha última carta de amor.
Continue sendo feliz. E saiba que, de onde eu estiver, também estarei feliz por você.
Com carinho,
Da menina que nunca teve coragem, mas sempre te amou em silêncio.


Se um dia fizer uma busca na rede, sobre um amor platônico. Que você a encontre aqui. (C)

A CARTA

Esta é a carta que eu nunca te escrevi
Que nunca te enviei, que nunca vais ler
Mesmo assim eu vou tentar escrevê-la
Escrevo o que nunca te disse e ouviste
O que está guardado, escondido em mim
O que me sufoca, preciso libertar-me
Porque não tenho coragem de olhar-te
Nos olhos, talvez seja covardia minha
Sofro destas malditas insónias que me
Levam de volta à minha loucura, tempo
Em que te deixo sozinho no meio da noite
Talvez seja preguiça ou cansaço ou nada
Sei que te rejeito, que fujo de ti eu sei
Que sim, noites, dias de amor perdidas
Onde os meus olhos inundam-se de lágrimas
Gotas de remorsos, que escorrem na face
Mas a verdade é que eu quero fazer amor
Contigo, ter-te sempre junto ao meu peito
Mas esta louca loucura, que, é só minha
Mata-me, tantas vezes, desculpa esta parte
Doente de mim que sente a falta de ti
Dos teus braços entrelaçados no meu corpo
Da tua mão quente a acariciar-me o rosto
Da tua voz a falar baixinho no meu ouvido
Da tua boca que beija a fogueira dos meus seios
Tantas, tantas vezes pensei em escrever-te
Para contar-te o que sinto, acabo por desistir
Só eu sei as saudades que tenho tuas
A falta que me fazes é insuportável, dolorosa
Escrevo na carta que tenho falta de ti em mim.

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Minha filosofia de vida é muito simples;
- Se você gosta, come. Se eu não gosto, não como, mas quando o garçom chegar eu vou explicar direitinho, como você gosta do seu prato e como eu gosto do meu.
Durante o almoço a gente fala sobre tudo e ninguém pede para o outro provar um pedacinho, só saboreamos a vida, a companhia e o prato.
A vida pode ser uma viagem suficante em um carro com vidros fechados, ou uma aventura deliciosa no mesmo carro, só que com o vento batendo na cara e a gente sentindo o perfume da paisagem.
A escolha é nossa sobre a viagem, o carro não nos cabe escolher.

Se todos os dias fossem iguais a vida não teria sentido.
Os dias são diferentes porque também nós não somos os mesmos todos os dias. Somos o que pensamos, somos o que acreditamos e o quê ousamos sonhar. Somos silêncio e som somos água que o vinho, a luz ou escuridão e tudo depende de como e quando os outros nos veem, mas somos acima de tudo, humanos seres. É na condição de ser "humanos" que cada um oferece aos seus semelhantes exatamente aquilo que tem e faz o melhor possível dentro das condições que possui.

Há uma coragem silenciosa em quem decide exercer o direito de ser feia.
Feia aos olhos de quem mede a beleza com régua curta,
feia para os padrões apressados que querem moldar todos os rostos.
Mas há uma poesia rara nessa escolha:
a de existir sem pedir licença,
de caminhar sem carregar o peso de agradar.
Porque, no fundo, a verdadeira beleza
é essa ousadia tranquila de simplesmente ser.

Havia um burro amarrado a uma árvore.

O demônio passou por ali e o soltou.
Livre, o animal invadiu a horta dos camponeses vizinhos e devorou tudo o que encontrou.


A mulher do dono da horta, ao ver a destruição, tomou o rifle e disparou. O dono do burro, ao ouvir o tiro, correu até o local, encontrou o animal morto e, tomado pela fúria, revidou contra a mulher.


Quando o camponês regressou, encontrou sua esposa caída e, em vingança, matou o dono do burro. Os filhos do homem, ao verem o pai morto, incendiaram a fazenda do camponês.

Este, em represália, ceifou-lhes a vida à bala.

Então perguntaram ao demônio o que havia feito para causar tamanha desgraça.

Ele respondeu com frieza:
— “Não fiz nada… apenas soltei o burro.

Percebe-se que, após a morte, certos nomes deixam de ser pronunciados com frequência.
Não morre apenas a pessoa, o nome também se silencia.

A vida é tão breve que, como se costuma dizer, não há tempo sequer para ler todos os livros que se ama.

A ausência não está apenas no vazio deixado, mas nos gestos interrompidos, nas palavras que já não são ditas, nos rituais simples que desaparecem com quem partiu.

Um corpo nunca é apenas um corpo.
Ele carrega uma história inteira: sentimentos, marcas, traumas, resistências.
É memória viva! E, ao final, também é o lugar onde a morte se manifesta.

Quantas vezes você se olhou no espelho e não se reconheceu?
Os olhos marejados, a dor à flor da pele, o desânimo, o olhar distante.
Procurando respostas para perguntas que nem sempre sabemos formular.
A dor da insignificância, o desapego de si mesma, um novo eu brotando…
e o luto silencioso por aquilo que já se foi.
Eu me fui.
E agora, só me resta ser.

O AMOR QUE SE REFAZ
Amor é coerente e concreto.
Hoje, me acompanha a plenitude
e a certeza nova:
esse sentimento presente
cura a alma
e acalma o peito,
carícia a carícia,
quando permanece e se fortalece.
Florescem promessas vivas
na boca de quem diz “eu te amo”:
bálsamo nítido, perceptível.
O amor é verdade disfarçada de ternura,
cheia de uma bondade clara
que fortalece a alma atenta
de quem acredita no possível.
É o sentido do afeto,
o toque que transforma amargo em âmago,
o calor que aconchega por dentro
na elevação serena do sentir.
Esse bendito existe
e restaura.
E quando chega,
firma-se no vento
como teia sólida de criação.
A quem confia no real,
brota o descanso da paz,
a esperança que revigora,
o horizonte que acolhe cada palavra doce
em nome de um amor-luz,
que pulsa existência.
É caminho gentil,
promessa que se cumpre ao nascer.
Eu acredito no amor
pois sempre sobra
quando o desejo se transforma
e revela a beleza da verdade.
O constante amor,
simples e edificante,
é o que mais fortalece a alma,
convertendo ruínas em sonho.
É a verdade que se sustenta entre nós
quando vivem a lealdade e a confiança.
Primeiro concreto,
depois eterno,
depois cura.

Não foi por falta de vontade.
Muito menos porque eu deixei de tentar.
Eu queria… e queria muito.

Mas simplesmente porque o tempo passou.

Hoje sou uma mulher, não mais uma criança.
E escrevo estas linhas para que você reflita comigo.

Querido(a),
Talvez você também tenha tido um sonho de infância que nunca se realizou. Algo que, naquela época, parecia impossível para a sua realidade — e que hoje já não pode mais acontecer.
Não falo de grandes sonhos que ainda podem ser conquistados. Esses ainda podem se realizar se você quiser e lutar por eles.
Falo de sonhos simples de criança.
Ter uma bicicleta.
Sentar no colo do pai ou da mãe.
Ter um pai.
Ter uma mãe.
Ter fotos de quando era bebê.
Viver uma infância que toda criança gostaria de ter.
Não sei qual é a sua história. Cada um de nós carrega a sua.
Mas aprendi uma coisa com o tempo: algumas coisas não voltam. Alguns sonhos pertencem apenas àquele tempo em que éramos pequenos.

Quando eu era criança, imaginava que os sonhos que não vivi poderiam, de alguma forma, continuar nos filhos que um dia eu teria, filhos que ainda nem existiam.
Talvez fosse apenas uma maneira de o coração encontrar esperança.
Porque, no fundo, a vida também é feita de ausências, de silêncios e de coisas que gostaríamos que tivessem sido diferentes.
Mas isso não é o fim.
Com o tempo, a dor muda de lugar dentro de nós.
Ela deixa de ser ferida e passa a ser memória.
E a vida continua.
Outros sonhos aparecem.
Sonhos de adulto.
Sonhos que ainda podem florescer.
Aprendi também que não devemos comparar nossa vida com a dos outros. Cada realidade é única.
Viver não é deixar que as dores do dia a dia sejam as autoras da nossa história.
Viver é escolher como vamos olhar para o mundo, mesmo depois de tudo.
E, se existe algo que a vida me ensinou, é isto:
Para seguir em frente, às vezes precisamos aprender a olhar para o lado bom das coisas , mesmo quando ele parece pequeno.
Porque, no final, viver também é isso: continuar sonhando, de uma forma diferente

O RITUAL DO DESPERTAR
Acordar cedo não é apenas cansaço,
é um ritual sagrado, um convite ao dia que nasce.
"Puxar para cá, ajustar ali" —
movimentos precisos, quase uma dança,
uma geometria viva que ganha forma nas mãos.
Cada furo, cada encaixe,
é um verso no poema da madeira que respira,
que se transforma sob o toque do artesão.
CIÊNCIA E FÉ
Subir escadas não é só um esforço físico,
mas subir degraus de um altar,
onde medir, calcular e dominar forças
é o equilíbrio perfeito entre engenho e alma.
O suor que escorre é verniz sagrado,
brilhando sobre a obra-prima em construção,
testemunha da fé que move o trabalho.
ESCULTURA DA ALEGRIA
Não se constrói apenas móveis,
esculpe-se luz, escapa-se a essência do tempo.
Peça a peça, a madeira crua renasce,
ganha forma, função e fulgor,
transformando fadiga em orgulho,
trabalho que se torna oração silenciosa.
EM SÍNTESE
Arte + ciência + devoção = poesia concreta.
Nas mãos, a serraria canta sua melodia,
no coração, a criação habita,
e o mundo se enche de beleza e sentido.
Marcenaria é o encontro sagrado entre matéria, conclusão e alma.

⁠"Sou um homem simples de desejos simples, mas de pensamentos complexos. Só existiram duas pessoas capazes de me compreender, e elas já não existem mais. Me sinto sozinho todos os dias, agradeço por ser humano, até porque eu não seria capaz de suportar a eternidade de solidão e incompreensão, ver mundos e estrelas desaparecerem, seres tão interessantes e diversos."
Ian Vioto querubim