Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
Oque tenho pra te dizer. Será dito com ações.
Palavras, já não fazem mais efeitos em nossas vidas.
Muito já foi dito, e muito já foi prometido.
No entanto, elas se vão com o chegar do outono.
Assim como às flores da primavera.
Que perde as folhas.
Restando apenas a esperança dê que se pode renovar ou morrer...
Num dia de sol, num parque em flor,
Cercado por risos, calor e amor,
Uma garota de alma tão pura,
Viu algo no chão que pedia ternura.
Um corvo caído, sujo e ferido,
De olhar apagado, peito oprimido.
Os outros diziam: “Não toque, não veja,
Ele vai te ferir, trazer só peleja.”
“Esse corvo é livre, não sabe ficar,
Mesmo se curado, vai te abandonar.
Leva doenças, te fere em vão,
Não merece abrigo, nem teu coração.”
Mas ela, teimosa, quis insistir,
Achou que amor pudesse redimir.
Cuidou com carinho, limpou sua dor,
Mesmo sendo arranhada sem pudor.
Com dedos sangrando, ainda assim sorria,
Mesmo quando a alma já não resistia.
Ignorou alertas, deixou-se doer,
Acreditou que amor pudesse o corvo deter.
E então, num dia tão claro quanto o primeiro,
O corvo se ergueu, virou passageiro.
Abriu suas asas, cortou o céu,
Sem olhar pra trás, sem um gesto fiel.
Não foi por maldade ou falta de afeto,
Mas o corvo é assim — livre, inquieto.
A garota ficou, com o peito em pedaços,
Percebeu que amor demais também deixa espaços.
São Paulo, 02 de junho de 2025
Para meu amor secreto,
Tenho pensado — com inquieta frequência — em tuas faces rosadas.
E me pergunto: por quê?
Por que tua risada calorosa ainda ecoa mesmo no silêncio?
Por que tua voz gentil persiste em minha mente como um doce tormento?
Por que teu suave cheiro dança no ar que respiro?
Por que teu sorriso surge no instante em que fecho os olhos?
E por que teu olhar intenso me causa profundos arrepios?
Tenho imaginado — com covarde frequência — como seria tua quente companhia a me agraciar a cada dia,
e teu corpo macio a se entrelaçar ao meu a cada noite.
Sim, teu belo rosto habita meus pensamentos —
a cada abrir e fechar de olhos, a cada maldita batida deste meu coração condenado.
Sim, estou condenada a viver por ti, mas não contigo.
Condenada a amar-te em segredo.
Condenada a não tê-la.
Condenada a vê-la amar outra.
E agora, nesta noite fria, escrevo uma carta que jamais lerás,
enquanto minhas lágrimas rolam.
Pois tu jamais me amarás.
Às vezes duvido se meu esforço vale a pena,
te amar sempre me envenena.
Mesmo que eu te ame,
nosso amor foi como uma pena,
voou e ambos não sabem
o que realmente restou.
Sinto falta do início,
do teu cheiro,
abraços realmente apertados
e verdadeiramente mostrar que,
independentemente dos defeitos,
eu ainda te amava.
Porque mesmo com dores
me mantive forte,
mas acredito que seja hora de ir,
partir para não mais sofrer
por um amor inventado,
cansado de ser maltratado.
No fim, o que sempre quis dizer é:
eu realmente te amo.
Eu me apaixonei pela lua.
Me perguntam por que não consigo seguir em frente.
Eu também não sei.
Talvez porque seu brilho me guiou quando tudo estava escuro,
porque sua aura me aqueceu
quando eu tremia por dentro,
porque sua beleza me hipnotizou
sem pedir permissão.
Eu me apaixonei pela lua.
Mas o que antes parecia tão perto
se tornou distante demais.
Eu tento esquecê-la, de verdade, eu tento,
mas basta olhar para o céu
para lembrar que não posso tocá-la.
Dói tanto —
e ela nem parece se importar.
Ela não se importa, apenas brilha para outros.
Por que eu não posso ser única,
uma única vez?
Por que ela me fez amá-la tanto
se no final iria embora?
Eu me apaixonei pela lua
e, nesse processo,
parei de gostar de mim.
Amei demais e esqueci que existo.
Ela continua entre as estrelas, brilhando,
intocável.
Por que eu me apaixonei pela lua?
Não era óbvio que ela nunca seria minha?
É a lua, afinal.
Ela nunca me pertenceu
e nunca vai pertencer.
O tempo,
que um dia foi quente
como o abraço de uma mãe,
aprendeu a ser frio —
uma noite de inverno
sem estrelas para guiar.
Sempre soube:
não existe para sempre.
Mas não imaginei
que o fim chegaria tão cedo,
nem que a solidão
soubesse meu nome
tão rapidamente.
Era o mesmo lugar,
a mesma paisagem,
mas o mundo muda
quando as estações mudam
e as pessoas também.
O que antes era riso
agora pesa no peito,
memória que fere,
sorriso que dói.
Disseram que
o “felizes para sempre” acaba.
Eu ouvi,
mas não acreditei.
O frio tocou meu rosto
como um despertar brusco,
um tapa da realidade.
Acabou.
De verdade.
E só então entendi:
promessas sem ação
são vazias,
e ninguém vence
uma guerra
lutando sozinho por amor.
Achei que eu estivesse apaixonada
Eurealmenteachei que te amava
Mas a cada palavra dura que você soltava
Eu lembrava do porquê minhas dúvidas ficavam
Eu mandava mensagem primeiro
Você respondia sempre com tédio
Eu tocava, buscava o jeito
E você parecia em constante receio
Me disseram que intensidade não vale a pena
Mesmo assim, jurei que você fosse minha princesa encantada
Por que eu não notei antes?
Dizíamos ser amantes
Mas éramos tão distantes
Eu me perdi focando em poucos instantes
Eu não te odeio, de verdade
Só não reconheço quem você foi pra mim
Achei que você fosse meu recomeço, minha chance
Mas me iludi — e esse foi o fim.
Percebi minhas pupilas dilatarem
sempre que penso em você,
sinais que o corpo tentou me dar
e eu fingi não perceber.
Meu corpo arrepia ao te ver,
mesmo tentando disfarçar,
eu deveria ter entendido
antes de te deixar escapar.
Era amor no que eu não disse,
no que deixei pra depois,
achei que o tempo esperava,
mas ele nunca esperou nós dois.
Agora resta essa aflição
de um amor que acordou tarde demais,
eu te perdi antes de você saber
e não voltará jamais.
Às vezes me pego rindo pro nada —
é que pensei em você, pode ter certeza.
Pensei em como é linda,
como um quadro renascentista.
Depois, lembrei da sua voz,
mais doce que qualquer melodia de Cazuza.
Aí vieram nossas conversas,
e um frio bom percorreu minha barriga.
Soltei uma risada tão genuína
que pareci criança vendo o coelhinho da Páscoa.
No fim, percebi: você não sai da minha cabeça
Uma única vida, e nada pode ser revisto da mesma forma. Costumamos focar demais no dinheiro e em conquistas, mas esquecemos que, no fim, voltaremos ao pó.
Ultimamente, tenho pensado que o certo a se fazer é agir de boa forma, sem esperar algo em troca, apenas agir certo. Talvez essa seja a única coisa que possamos levar conosco. As vitórias, certificados, casas e dinheiro, uma hora, vão sumir junto com você. Assim que você falecer, tudo o que pensa ser incrível e todas as suas metas vão cair no esquecimento, assim como você.
Dois dias após sua morte, as pessoas ainda sentem forte a dor do luto. Alguns podem passar meses remoendo isso e não aceitando, e não aceitam porque você foi alguém bom — não porque tinha rios de dinheiro, casas ou fama, mas porque agiu certo e, muitas vezes, porque nos dias mais tristes você aparecia com um sorriso para alegrar as pessoas.
Não trato o dinheiro como algo que você deveria esquecer; pelo contrário, o dinheiro é bom. Mas se tornar submisso ao dinheiro e às coisas materiais é algo fútil, tendo em vista que, uma hora, você vai perder tudo isso, e os prazeres serão momentâneos.
Vejo que, quanto mais próximo de seu Deus, mais calmo você se torna. Você aprende com as dores e se torna mais forte. Na vida, acreditamos que os maiores bens são os que são comprados, mas acredito que sejam os que são encontrados: pessoas, lugares incríveis que você nunca viu, o pôr do sol e aquele suspiro depois de um dia cansativo que te faz sentir leve e perceber que, mesmo sendo difícil, vale a pena continuar.
O mais curioso dentro da atual pandemia mundial são os novos hábitos ocidentais adquiridos, já praticados de forma tradicional pelos orientais a muitos anos. Como o uso de mascaras em publico diante de uma doença. Os sapatos deixados na entrada da casa. O cumprimento por reverencia sem qualquer contato físico. O uso de toalhas quentes esterilizadas durante as refeiçoes. Agora uma pergunta que não quer se calar, uma simples coincidência ou uma adequação da cultura oriental para o mundo inteiro,
nestes novos tempos.
Os nativos brasileiros devem ser chamados de nações de povos originais, e não indígenas por que na língua portuguesa, este prefixo in é pejorativo como exemplo a palavra indigente.
Este lugar que não foi descoberto em 1500 pelos portugueses e sim ocupado, por que não se descobre um lugar que já era habitado e sim se ocupa, antes de 1500 já tinha sido dividido pelo Tratado de Tordesilhas, e a parte da coroa portuguesa se chamava na língua original Pindorama.
Para a Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro, tinha um projeto original arquitetônico de Oscar Niemeyer, mas como a Igreja não concordou por que trazia uma forte tendência assistencialista e socialista de distribuir o pão.
Preferiram oprojeto, tapa buraco inspirada nas pirâmides maias, que nada tem haver com a nossa cultura. Melhor alienar o povo de Deus, do que caminhar pela teologia da libertação.
O Poder de Se Habitar
Cultive a atenção plena sobre si: um olhar vigilante que habita sua própria fala e observa a raiz de suas atitudes. Dominar o leme das emoções é um exercício diário de lapidação, um esforço constante para manter o foco naquilo que realmente floresce e agrega valor à sua jornada.
Compreenda que o outro só possui o poder de incomodá-la quando encontra em você um território desconhecido. A crítica alheia só ganha força no vácuo da insegurança; quando você se habita com clareza, a voz externa perde o domínio sobre a sua paz. O autoconhecimento é o seu escudo mais impenetrável.
Mergulhe em quem você é, verdadeiramente. Encare seus pontos de sombra não como falhas, mas como sementes que, uma vez trabalhadas, transmutam fraquezas em potências. Fortaleça, sol a sol, o que há de mais luminoso em seu ser.
O autoconhecimento não é apenas uma ferramenta, é o portal da evolução. Convido você a refletir: quem é você quando todos os olhares se retiram? Não a personagem que o mundo aplaude ou julga, mas a essência viva que pulsa no silêncio do seu peito. Desvendar a própria alma é, e sempre será, o primeiro passo para uma vida de plenitude.
Texto Islene Souza
O Porto Invisível
Minh’alma, náufraga e exausta,
Interroga o horizonte em vão:
Onde se oculta o porto, a margem,
Se hoje habito o vácuo da própria mão?
Sob o açoite de ondas bravas — sentimentos —
O silêncio é um nó que o peito aperta.
Alma, bússola partida em desalento,
Quando verás, enfim, a rota aberta?
O sentir, que outrora era asa e vento,
Esvai-se em brumas, solto pelo ar.
Minha alma, meu mais íntimo sustento:
Não te deixes de mim... não me deixes partir no mar.
Poesia de Islene Souza
E quem sabe a vida lhe revira a cabeça,
e diante de uma volta sublime tudo aconteça.
Sabe-se lá de onde tu amor vens,
Que me tira de mim e me dá o que tens.
Não, eu não enlouqueci.
E talvez toda dor e mágoa do passado,
a quem um dia talvez possa ter feito trato. Tenha tido então somente um "esqueci".
[…] Eu podia ouvir meu coração batendo. Podia ouvir o coração de cada um. Sentado ali, podia ouvir o ruído humano de nós dois, mas nenhum de nós se movia. Nem mesmo quando a sala escureceu.
Nossos corações insistentemente batendo, quem sabe um contra o outro, sincronizados, até se partirem, - e acredite, nada dói mais que o primeiro.
Às vezes o medo me rasga por dentro
e eu já não sei distinguir
o que é intuição
do que é trauma gritando alto demais.
Eu gosto.
E isso me apavora.
Hoje eu quis chorar até faltar ar,
não por drama,
mas porque as lágrimas são a única água
capaz de atravessar os muros que levantei.
Eu queria que elas lavassem
o peso das dúvidas,
o cansaço de ter que ser forte o tempo todo.
Eu tive medo.
Medo do caminho,
medo de apostar,
medo de cair outra vez
no mesmo abismo com nome de amor.
Quando foi que amar virou ameaça?
Quando foi que sentir passou a doer
antes mesmo de acontecer?
Em que ponto a gente desaprende
a confiar?
A se entregar sem medir o risco,
sem contar as chances de perder,
sem calcular a dor futura?
Eu quero amar com a alma em carne viva,
com o corpo que treme,
com o coração que sangra,
mas ainda escolhe ficar.
Quero o amor nos detalhes,
no toque que não machuca,
no silêncio que acolhe,
no olhar que não foge
quando vê minhas cicatrizes.
Quero que o amor volte a nascer em mim
como um sol que não pede licença,
rasgando o céu cinza,
aquecendo o que ficou frio,
provando que nem tudo o que queima
destrói.
Eu queria renascer.
Sem defesas.
Sem medo.
Sem passado mandando em mim.
Renascer para amar sem barreiras,
mesmo sabendo que amar
é sempre um risco.
Mas é o único risco
que faz a vida pulsar
Muitas pessoas podem estar ao seu redor, no entanto, lembre -se: você será sempre sozinho!
Você pode conhecer muitos lugares, mas, dedique -se a conhecer bem o seu mundo interior.
Algumas pessoas podem dizer que te conhecem bem mas é vc que precisa se conhecer.
Você poderá viver muitas aventuras, mas, aventure - se em ser feliz!
Você pode ter ou querer um grande amor, mas apaixone - se em primeiro lugar por você!
Você pode saber fazer muitas coisas, mas de nada valem se vc não souber viver !
Semente, corpo, flor, fruto, semente. As pétalas vão caindo... ...todo dia todo dia todo dia... E vão nos despindo, revelando... ...todo dia todo dia todo dia... Exalo os perfumes, oferto os frutos! Mas não esqueço das sementes das sementes das sementes... ...todo dia todo dia todo dia...exalo os perfumes... oferto os frutos, mas não esqueço das sementes das sementes das sementes... todo dia todo dia todo dia... exalo os perfumes... Semente, corpo, flor, fruto, semente. As pétalas vão caindo... ...todo dia todo dia todo dia... E vão nos despindo, revelando... ...todo dia todo dia todo dia... Exalo os perfumes, oferto os frutos! Mas não esqueço das sementes das sementes das sementes... ...todo dia todo dia todo dia... O tempo passa e passa pelos caminhos deixo para trás o perfume de muitas flores. Flores que ajudei a regar!
(Nepom Ridna)
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