Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

⁠Nossa diversidade mental nos da super poderes interpessoais e intrapessoais e isso é um fato otimista e distante da cultura doentia que nossa humanidade instaurou de norte a sul desse planeta.

Dói aí do lado de dentro a falta de identificação que a sociedade consumista não proporciona para te incluir como indivíduo?

Será o fato de não pertencer a um grande grupo de consumo? Valeria o orçamento de criar esse plano de inclusão?

Seria interessante manter pessoas assim sem protagonismo na vida para qual grupo?

Somos vítimas de uma sistema que nos define e classifica para caber em uma caixa de sofrimento e dor emocional ou somos protagonistas de uma revolução?

Como você usa seus super poderes aí nos seus ciclos?

É doença aquilo que não pode ser tratado?

E como se desenvolve a mente e cognição de um indivíduo que cresce uma sociedade que o trata como doente e não como indivíduo com habilidades únicas e especiais?

A revolução começa do lado de dentro e o exemplo inspira o mundo do lado de fora.

A BÊNÇÃO E O CASTIGO DA LUCIDEZ


Viver sem fantasia é ver o mundo sem vaidades e sentimentalismo.


É existir sem o consolo das imagens mentais,sem os espelhos do passado,
sem o teatro das lembranças e seus ideais inalcançáveis de futuro.


Caminho entre silêncio e fatos, presente e gratidão.


Não sonho.
Não recordo.
Reconheço.
A realidade me atravessa crua.
Sem filtros.
Sem refúgio.


Chamam de deficiência o que é clareza.
Chamam de vazio o que é consciência.
O mundo vive do que inventa para suportar o império restrito da hiperfantasia de poucos egoístas.


Eu sobrevivo do que é real.


Ser lúcido é morar entre abismos.
É saber demais e sentir o necessário.
É compreender o todo e ainda carregar o silêncio ao observar o absurdo.


A solidão é real, mas também é o preço da verdade.Quem vê sem ilusão sustenta o peso do céu com as próprias mãos.


A lucidez é um exílio.


Mas é também o lugar da liberdade.
Abençoado quem suporta ver o mundo como ele é e ainda escolhe não se corromper.


Que se entrega ao dever do bem não sofre nas mãos do egoísta vaidoso.

AOS PSIQUIATRAS A PROCURA DE FAMA E APROVAÇÃO - A VOZ QUE NÃO CABE NO MANUAL


Quando um homem normal escreve sobre o autismo, dizem que é ciência.
Quando um autista escreve sobre o homem normal ou sua própria experiência, dizem que é delírio.


O primeiro ganha aplausos, o segundo ganha silêncio e às vezes, diagnóstico para pertencer ao circo imaginário.


Parece que o mundo só aceita a diferença quando ela vem traduzida no idioma da maioria?


Mas há coisas que só quem vive pode dizer. E o que se vive, não se explica, se revela, não se inventa ou distorce para próprio benéficio.


Talvez seja isso que tanto assuste,
ver a lucidez onde esperavam loucura,
ou encontrar humanidade onde só enxergavam um caso clínico?


Enquanto isso, seguimos escrevendo,
não para provar que existimos,
mas para lembrar que pensar diferente
também é uma forma de poesia.


Lembre da hora da morte, daqui não se leva nem o corpo, muito menos a fantasia.

O CÓDIGO DAS APARÊNCIAS, A ELEGÂNCIA DO VAZIO

Nunca fui eu quem viu o mundo de um jeito errado. Foi o mundo que se acostumou a olhar torto e chamar de normal o que o desnutriu.

Sempre observei com calma e clareza as vaidades humanas, essa fé cega nas aparências, esse culto ao tecido, à marca, aparência cara.

Percebi cedo que o tratamento muda conforme a roupa.

Se estou de acordo com o figurino, sou tratado como alguém digno de escuta.
Mas basta vestir o que é confortável, o que é meu, e já sou confundido com alguém menor, sem valor.

O traje é um passaporte social.
Quem veste o uniforme da convenção entra. Quem veste a própria pele é barrado na porta.

O mais curioso é que os mesmos que exigem elegância não conseguem enxergar educação no olhar sincero, nem grandeza em um corpo simples.

Confundem brilho com valor, perfume com virtude, mentira com sabedoria.

E nessa inversão de sentidos constroem o vazio que os engole e consomem seus filhos, vendem status, compram aprovação e chamam o aplauso de propósito.

Tristes dos que vivem da casca, só percebem o abismo quando o chão cede, e o chão sempre cede, porque foi feito de vaidade.

A sociedade adora o disfarce.
É por isso que respeita quem finge e rejeita quem sente. O código das aparências é a religião do vaidoso, onde o espelho é altar e a consciência é silêncio.

Mas há quem se negue a ajoelhar.
Há quem saiba que a roupa não sustenta caráter e que o corpo, por mais enfeitado, não abriga verdade alguma se a alma estiver ausente.

Não é rebeldia, é lucidez.
A roupa que visto não muda o que sei.
A aparência que esperam não define o que sou.

O mundo pode continuar se engomando, eu sigo sendo humano.

Prefiro o desconforto da autenticidade ao conforto de uma farsa bem passada.

Porque, no fim, o corpo fica, a roupa apodrece, e o que resta é o que ninguém viu, a dignidade que sustentou o silêncio, a verdade que não precisou de terno e a coragem de não caber no falso figurino.

Daqui não se leva nem o corpo, muito menos a fantasia.

A DIFERENÇA ENTRE SABER E SER


Um neurotípico pode estudar cinco anos de psicologia, buscando no título o que lhe falta em empatia.


Mas jamais verá o mundo com a lente de quem sente, de um neurodivergente, que pensa diferente.


O que pra uns é teoria e repetição,
pra nós é instinto, é pura sobrevivência em ação.


Enquanto uns decoram o que é ser humano, nós vivemos o peso e o mistério do engano.


Sentimos o outro até a exaustão, sem diploma, vaidade ou aprovação.


Porque não há curso que ensine o que dói,
nem ciência que alcance o que o silêncio constrói.

A FARSA DA VAIDADE
O ABISMO DO INVALIDADOR



Quando o trabalho de um indivíduo nasce da tentativa de diminuir o de outro,
em sua origem o invalidador já é uma farsa.


Usurpador que tenta galgar atenção com a ilusão do esforço alheio,
mentiroso sem escrúpulos que sustenta um corpo oco,
voando na brisa da própria enganação.


De todas as vaidades,
quem flutua em ilusão é sempre o primeiro a colidir com o muro da realidade.


Atravessam o tempo apenas aqueles que cultivam o esforço e, sem intervalos,
falam a verdade no silêncio, sem necessidade de cúmplices ou testemunhas.

Eles mudam de mascara apenas, não se iluda. Natal é todo dia, não é só pra sair na foto. Punição equivalente é justo para quem sem pena invalida a existencia do seu irmão para sublimar o ódio. Chega de absurdo, não tem como deixar coisas assim sair impunes, covardias disfarçadas de vitimismo.


Ele pode destruir todas funções cognitivas das vítimas, destroem as escolhas do futuro de um individuo que tem sua dignidade cognitiva. Traumas promovem eventos irreparáveis na perspectiva do outro.


Não basta divulgar e a vaidade promover, tem que criar força para advogar. Todos juntos deixamos o exemplo que os jovens irão seguir. apertar a mão do vazio em silêncio não isenta da culpa. Os números já entregam o colapso da moral. Em nome de todos que amam mulheres, crianças e animais, chega de passar pano pra coisa errada.

O povo segue alienado pela mídia. Enquanto isso o futuro da nação sendo corrompido pela indiferença e incompetência do mercado de trabalho disfarçado de teatro e discurso.


Um monte de gente fingindo e outras olhando, enquanto isso, quantas trabalhando?


Já perdeu a graça transformar amor e justiça em fanatismo e cobiça.

⁠Vivemos dentro de uma pintura de nossas próprias mentes.
As cores que escolhemos dependem de nós.
Não deixe seu pincel ser sujo com a retórica baseada no medo do coletivo.
Não deixe sua tela ser corrompida pelas divagações de homens loucos. Somos livres além da dualidade, além da comparação, além da história Somos um produto de um universo infinito Portanto, não há fim para o que somos O medo nunca deve prevalecer sobre a verdade do amor.

A gente nunca vai saber, de verdade, o que o outro está pensando.
Porque pensamento é território íntimo, é silêncio que só mora dentro de quem sente.
A gente também nunca vai saber exatamente o que o outro está sentindo.
Sentimento não se mede, não se compara.
O que dói em mim pode não doer em você — e o que te quebra, talvez o outro nem perceba.
Por isso, dizer que alguém está bem é fácil.
Difícil é enxergar além do sorriso, além da frase pronta, além do “tá tudo bem”.
Só quando a gente tenta se colocar no lugar do outro, com empatia e respeito, é que começa a entender um pouco do peso que ele carrega.
Vivemos cercados de abraços vazios.
Pessoas que encostam o corpo, mas não entregam presença.
Que abraçam sem sentir, escutam sem ouvir, ficam sem realmente estar.
E tem uma coisa que eu aprendi:
pena não é amor, não é cuidado, não é apreço.
Pena machuca. Apreço acolhe.
Pessoas vêm, pessoas vão.
Algumas se perdem no caminho.
Outras, infelizmente, já não estão mais entre nós.
Mas existem aquelas que o tempo não apaga, a ausência não arranca, e a morte não as leva.
Essas ficam.
Ficam na memória, no coração, e em tudo aquilo que nos ensinou a sentir diferente.

Na ciranda da Educação


Educação, que se manifesta desde a família, a escola e na sociedade;
Que motiva e desperta sonhos;
Que norteia tantos planos até a concretização;
Que instrui o cidadão para o mundo.
Educação, força que move uma nação!
Que dignifica a vida de cada um;
Que ampara e fortalece crianças, jovens...
Que prioriza adultos e até idosos;
Que os encaminha para emancipação.
Educação, que tanto ama a democracia;
Que valoriza as letras, as ciências e as artes;
Que preza pela política justa;
Que valoriza a inclusão social;
Que ilumina a vida de cada jovem, de cada estudante...
Educação, que instiga o diálogo e propõe o debate...
Que com mestres: professores e professoras realizam grande missão;
Que interpela as falsas ideias e promove a conscientização;
Que nos encaminha para as diversas áreas do conhecimento e das profissões;
Que nos faz acreditar num mundo melhor nos trazendo esperança.
Educação, força motriz que nos faz cirandar neste mundo em constante evolução.

Eu preciso de você, linda mulher
Que não esteja presa às dores do passado
Quero você livre, felicidade
Para nós nos amarmos todos os dias

(Refrão)
Vem comigo, deixa o sol te guiar
Nos meus braços você pode descansar
O futuro é nosso, sem medo de amar
Só alegria, só vontade de sonhar

Verso 2
Teu sorriso ilumina minha estrada
Tua voz é canção que nunca se apaga
No teu olhar encontro paz e verdade
É contigo que eu quero eternidade

(Refrão)
Vem comigo, deixa o sol te guiar
Nos meus braços você pode descansar
O futuro é nosso, sem medo de amar
Só alegria, só vontade de sonhar

(Ponte)
Não há correntes, não há feridas
Só esperança e novas vidas
O amor renasce, forte e inteiro
Nosso destino é verdadeiro

(Refrão final)
Vem comigo, deixa o sol te guiar
Nos meus braços você pode descansar
O futuro é nosso, sem medo de amar
Só alegria, só vontade de sonhar

Tem momentos que a hipocrisia de existir é procurar um sentido grandioso em coisas minúsculas.
Ter um pensamento apenas de olhar para uma folha que cai de uma árvore, qualquer árvore e falamos que essa folha especificamente dessa árvore, é a folha do divino, talvez seja, talvez não, mas a maior das incertezas é um inferno saber que a milhões de incertezas sobre si sobre o mundo e sobre essa "folha" totalmente inexistente, apenas está sobre nossas cabeças como palavras com significados "grandiosos" sendo que a maior grandeza é o pensar sem haver uma consequência de enlouquecer...

Sem um destino claro, a vida se torna um mar de incertezas. A falta de propósito nos deixa à deriva, onde cada vento parece contrário. A verdadeira força nasce quando definimos nosso porto: nossos sonhos, valores e metas.

Esse farol interior guia cada decisão, transforma obstáculos em ventos propícios e dá significado à jornada. Não tema traçar seu rumo. Ao escolher para onde navegar, você assume o leme da própria existência. O vento sempre soprará; cabe a você direcionar suas velas em direção ao horizonte que escolheu alcançar.

Primeiro, imagine a melhor versão de si mesmo. Visualize seus sonhos com clareza. Essa imagem interna é seu farol. Depois, aceite o desafio: a ação é a ponte entre o ser e o ideal. Cada passo, por menor que seja, é uma afirmação de quem você escolheu ser.

Não espere condições perfeitas. Comece agora. A coragem de fazer transforma a identidade desejada em realidade. Você é o arquiteto do seu próprio destino. Construa-o.

⁠Aquele Lago

Aquele Lago de águas tão transparentes como uma vitrine,
A manifestar-se como um líquido céu azulado.
Ele dedica-se a saciar a sede de todos ao seu redor
Enquanto seus peixes e plantas aquáticas disputam suas águas doces.
Cada um puxando mais para o seu lado.
Tão líquido e transparente, mas envolto de recursos geniais.
Um Lago formoso, o maior dos patrimônios naturais!

Eu preciso de você com a alma leve, livre dos pesos que o passado te deixou. Quero você renascida do amor, como quem abre os olhos para um novo horizonte. e descobre que ainda é possível florescer
Eu preciso de você purificada.
Das indecisões passadas.
Livres das amarras dos pesadelos.
Eu preciso de você transformada.
Para vivermos Livres feliz.
O nosso amor num amor felicidade.
Preciso da tua essência desatada das dores antigas, do teu sorriso que não deve nada a ninguém, da tua coragem de ser inteira, mesmo depois de ter sido quebrada tantas vezes.
Eu preciso de você amante de si mesma, senhora dos próprios passos. mulher que se ergueu da sombra e transformou feridas em força. Porque é nessa tua versão mulher liberta, forte e renascida. que meu coração encontra abrigo. e minha alma reconhece o amor. que sempre esperou por ti.

"⁠Azuis eram seus olhos a encarar minha pele macia
O cheiro do seu corpo era incenso doce da alegria
Sussurrei obscenidades aos seus ouvidos
Noite perfeita para nossos corações apaixonados
Na certeza de que sentíamos o mais fiel amor”

(Trecho do Livro "ENCONTROS & DESENCONTROS:NA CHAMA DO AMOR" AUTORA Wanda ROP-2022-Ed Sunny)

Gingado antigo


Eu não nasci agora.
Apenas retornei.


Carrego nos ossos a poeira de constelações antigas,
fui sílaba antes da língua,
fui pulso antes do tempo.
No princípio, eu era clara,
não por ingenuidade,
mas por inteireza.


Quando me feriram,
não foi o corpo que sangrou primeiro,
foi o espanto.
E eu mergulhei onde poucos ousam:
nas sombras que sabem conjurar.
Ali aprendi nomes que não se escrevem,
acendi fogueiras com o que me restava
e chamei isso de sobrevivência.


Passei eras no intervalo.
Nem céu, nem chão.
O limbo é um lugar onde a alma aprende a esperar
sem perder o fogo.


Quando fui chamada de volta,
aceitei o pacto:
retornar quantas vezes fosse preciso
até que o amor deixasse de doer
e virasse ação.


Já alimentei bocas famintas
com as próprias mãos cansadas.
Já pari futuros
em corpos que não eram meus.
Já fui abrigo,
fui silêncio,
fui exemplo moldado para caber
em expectativas estreitas.


Vesti aventais em campos de guerra,
limpei feridas enquanto o mundo desmoronava,
morri cedo por ideias grandes demais
para épocas pequenas.


Redimi-me vivendo.
Redimi-me servindo.
Redimi-me caindo e levantando
com o mesmo coração aberto.


Nesta vida,
vim sem algemas invisíveis.
Não me dobro a dogmas,
não peço permissão a tronos,
não negocio minha essência com medo.


Sou filha da terra viva,
irmã das águas profundas,
aliada do vento que muda tudo
sem pedir desculpa.


Minha missão é guardar o que respira:
florestas, bichos, mares,
e também gente —
mesmo quando a gente esquece como ser humana.


Sim, muitos confundiram minha ternura
com disponibilidade.
Minha criatividade com recurso explorável.
Meu cuidado com obrigação eterna.


Mas quem nasceu para construir mundos
não endurece,
aprende limites que também são sagrados.


Há um gingado antigo no meu passo,
uma malemolência que vem da sobrevivência alegre,
do riso que não se rende,
do corpo que conhece prazer
como forma de oração.


Meus olhos não pedem licença:
atravessam.
Reconhecem.
Despertam.


Sou deusa não porque mando,
mas porque sustento.
Não porque sou perfeita,
mas porque continuo.


Trago no ventre as eras que vivi
e nas mãos o agora pulsando.


E se o mundo tentar me conter,
que saiba:


já fui cinza,
já fui chama,
já fui noite sem nome.


Hoje sou raiz e horizonte.


Livre.
Indomável.
Em plena lembrança de quem sempre fui.

Existem pessoas e suas prisões.
Existem prisões e pessoas que as representam.
Prisões morais, espirituais e existenciais.
Mas há um caminho de libertação, trilhado por aqueles que buscam a luz.
Um caminho de esforço e sofrimento, mas também de transformação.
Atravessar um deserto faz parte da ascensão e libertação.
Com Deus, no coração, a fé aceita a sua jornada.
Rosinei Nascimento Alves
Ótimo dia!
Deus abençoe sempre 🙏🏾
Tenhamos fé!