Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

Sabe, já fui mais cinzenta.
Já chorei várias vezes e já me entristeci com a chuva.
Já deixei de esbanjar sorrisos. Já deixei de tentar ser una.

Mas, este aqui agora – este aqui é o teu riso,
Que me acompanha o paço e me faz perder sentidos.
E teus olhos, brilham como diamantes lapidados de sonhos
E tua boca espreme meus lábios
com uma ânsia louca de que o dia não finde.
Não findará, não terminará, acredite!
Somos amor.

Quando eu sorrir,
Me chama pra te seguir e ser tua assim, sem prega nem laço.
O que quero é permanecer em teu encalço, sem praguejar.
Solto meu cabelo e o que te invade é meu cheiro
e tua alegria é completa estando assim, tão perto de mim.

– eu te contento,
Te preencho,
Te invento,
Te isento de qualquer tristeza.

Dorme em mim,
Me faz teu cobertor, teu manto carmim.
Festeja em minha boca a vitória, a conquista – sou tua,
Arisca - me mordisca,
Me acelera o batimento do coração.

Te chamo – venha, do contrário não há perdão
E te contenta nesse nosso emaranhado de sentimentos loucos.

Seus dedos tamborilavam impacientes sobre a bancada da cozinha.
O café fervia e assobiava baixo e sereno.
Cheguei e te surpreendi
com um beijo.
E seus lábios vieram mornos e ansiosos,
como quem vai deixar alguém, como quem se despede.

Amor forte
é amor de despedida –
que beija ardentemente toda vez que toca os lábios.

O medo do
depois torna o
momento intenso – único.

Toquei seus dedos,
ajeitei seu cabelo
e lhe arranhei de leve a nuca.
Sentir seus espasmos
de arrepio e desejo nos olhos só me fez querer-te mais e mais
– a cada segundo.

Casamento?

Pensei em ti, como antídoto de solidão.
Me convida para dançar,
Eu pego tua mão e já não somos um – mas vários sonhos reunidos.
E flutuamos duma nota a outra de melodia, e nossos pés já não tocam mais o chão.
Sinto o perfume das madressilvas,
das rosas desabrochando vida –
pingando cores no borrado que vejo passar por mim quando rodopio em seus braços.

Meu buquê?
No meu abraço
Enlaço-te de uma ponta a outra.

Mordisca minha boca nesta cama tão imensa!
A festa já acabou,
A minha trança se desfez e o que anseio é uma noite carregada de suor e suspiro – sou sua de vez.

Sim, casamento.

Havia uma casa.
Nela um porão empoeirado.
Duas lamparinas apagadas, um resto de vaso, uma cortina rasgada, quadros sobrepostos e um cheiro de madeira adocicada.
Guiei-te pela mão. Não que estivesse suficientemente escuro, mas te guiar é como dizer – vem que sou tua.

Amamo-nos naquele chão, que ardia os pulmões – não sei se, pela necessidade dos corpos, ou se por todo aquele pó.
Pó nenhum mais incomodava, ao final.
Só havia o sorriso então, invadindo aquele espaço todo. Luzes tremeluziam do olhar e já não estavam apagadas as lamparinas. Ardiam e queimavam como meu ósculo,
molhado em suas costas.

Não sei muito falar de amor.
Aliás, me dói pensar nele.
Me dói pensar em não ter mais sua voz,
Seu gesto,
Seus olhos brilhantes,
observando a chuva ainda morna que tica o telhado.

Falar de amor dói,
quando sabemos da certeza de o que amor um dia vai.
O que me alegra é saber que se não tiver o toque – pelo menos minha alma estará em sua companhia, entrelaçada num amontoado de nuvens.

Quem deseja o sucesso precisa dominar a arte de superar os
obstáculos. Sem essa arte, a vida torna-se uma deriva emocional:
qualquer problema nos paralisa, qualquer crítica nos derruba,
qualquer dificuldade nos desvia. Mas quando compreendemos o
propósito oculto da adversidade, deixamos de vê-la como
inimiga e passamos a enxergá-la como uma aliada poderosa.

Mãe é casa que abriga e nutre, mesmo antes da gente existir.
É a casa que sustenta a vida.
É morada que divide o antes e o depois.

Mãe te concebe e recebe na chegada,
acompanha sua jornada
e se quebra na despedida.

Mãe é amor, é pressão, exageros, saudades, proteção.
É amor e ambiguidade.

Pode estar distante, mas pra ficar ausente... só doente.
É força e fragilidade ao mesmo tempo.

Mãe é raiz.
Mesmo quando o galho se parte,
ela permanece sustentando a história.
Porque ser mãe é existir no outro
mesmo quando não é mais vista ou compreendida.

Psicóloga Claudia Marília 🌻

⁠Me vejo pensando e sonhando conosco. Penso como se fosse algo viscoso, e esse algo é minha saudade, algo tão grudento quanto cola super-bonder, esse silver-tape que colocaram para segurar meu coração já não está forte, já está cedendo, caindo, desistindo de me conter.


Sinto como se fosse algo incomum, mas a maioridade que atingi me traz maturidade, me traz a verdade e a sede de liberdade dessa imensidão de solidão.

NÃO EXISTE MISTÉRIOS


É simples de entender
De que a poesia é feita
Do toque da inspiração
Às vezes, fica imperfeita
No fim tudo tem concerto
Aos olhos do poeta é perfeita.


Quem se apaixona pela escrita
Escreve com o coração
Trazendo seu sentimento
É como se fosse uma canção
Um desabafo, uma prosa
Um apelo ou uma oração.


O maior mistério é saber
Colocar uma pitada de amor
Trazer a pureza da alma
Pintar a vida com outra cor
Que seja a cor da verdade
Onde importa é o valor.


Não existe mistérios
O amor nos faz escrever
Se embrenhar na natureza
Deixar a inspiração acontecer
O silêncio é a melhor opção
Melhor momento no entardecer.


O pôr do Sol nos incentiva
A momentos de reflexão
O pensamento viaja
Onde se descreve a paixão
Quero que meus poemas
Seja lido com emoção.


Irá Rodrigues.

***
"Minha vida as vezes é uma selva,
e sempre o me salva,
é a fé e a oração.
*
As vezes me vejo em meio a paisagem,
mas agindo qual selvagem,
os desafios do dia a dia
me levam a agir com a perícia
que aprendi na convivência dos meus pais...Enfrentar TUDO com CORAGEM,
ser HOMEM mesmo sendo MULHER.


***

Amor que anda



Foi na infância que o vi nascer
entre encontros e mais encontros
mas o medo me fez reter
o sentimento não estava pronto

E a vida com sua magia
entregou cada um a sua sorte
mas nunca perdi aquela mania
querer e não ter com gosto de morte

Fui ajustando o quanto podia
minha vida seguia do jeito que dava
até que um dia, que tanto queria
Te vi e sabia que a hora chegava

Muita coisa passada,
tudo novo agora era
até que enfim a sonhada
do encontro à espera

Vinte anos separaram
não foi tranquilo aguardar
experiências outras me quebraram
mas seu amor conseguiu colar

Hoje olho para trás e pergunto:
como teria sido se desde então
o amor correspondido
mas não me entrego a razão.

Sei que tudo valeu a pena
pois pude me convencer
percorreria a mesma senda
desde me levasse a te ter.

Dois amores...
Na vida, existem dois amores que não podem faltar dentro de um ser humano. O primeiro é o amor em Deus ou por Deus... Porque é Ele que te sustenta quando ninguém mais sustenta, é Ele que te levanta quando o mundo tenta te quebrar, é Ele que te dá força quando o teu mundo desmorona, é Ele que fortalece o teu espírito quando a fé parece pequena.
O segundo é o amor-próprio. Porque quem não se ama aceita pouco, aceita menos do que merece, aceita viver abaixo do que nasceu pra viver, aceita desrespeito, ou seja, vive de migalhas. Afinal quem não ama a si mesmo não merece nem piedade...
Você precisa entender que sem Deus você se perde. Sem amor-próprio você se anula. Agora, quando você junta os dois... você não implora, você não se quebra, você não para.
Você supera, você cresce e você vence. Sempre."
Então presta atenção, se ame e ame a Deus acima de todas as coisas.

Ninguém fala que amar também dá nojo.
que tem dias em que lembrar da pessoa não dói, irrita.
que a saudade às vezes não vem como falta,
vem como humilhação.

porque você se pergunta
como conseguiu sentir tanto
por alguém que ficou tão pouco.

e aí não é amor que machuca,
é o fato de você ainda sentir
enquanto o outro já seguiu.

quando eu pensava sobre a saudade, achava brega.
achava que esse tipo de pessoa era "pateta"
até chegar a minha vez.

é como se fosse um vazio, um frio que congela a alma.
o calor existe,
mas nunca é meu.
me deixa congelando do lado de fora.

a saudade aparece em momentos variados
momentos apertados, falados, criados.
sabe aquela sensação estranha de que aquilo nunca existiu, mas você sente falta?

como se tudo tivesse sido exagero da sua cabeça,
como se você tivesse sentido demais sozinha.
você começa a se perguntar
se foi amor mesmo
ou só carência boba bem disfarçada.

mas se não existiu,
por que ainda pesa?
por que ainda dói lembrar,
por que ainda irrita sentir?

talvez a saudade não seja da pessoa,
mas de quem eu fui enquanto amava.

daquela versão que acreditava,
que se entregava sem medo,
que achava que ficar era uma escolha simples.

e talvez seja isso que mais doa.

Ela surgiu como quem não tem pressa, caminhando em silêncio, deixando que cada passo fosse um convite à contemplação.
De repente, sem aviso, atravessou as barreiras do meu mundo — um mundo perdido, condenado ao vazio, sem direção, sem reação, sem controle.

Ela não pediu licença. Não precisou de permissão.
Foi onda que invade, correnteza que arrasta, fogo que consome.
Seu olhar desbravou territórios que eu julgava inabitáveis, sua presença redesenhou caminhos que eu acreditava extintos.

Ela é força indomável, capaz de transformar ruínas em desejo.
É tempestade e calmaria, domínio e entrega.
Um poder que não se explica, apenas se sente:
o poder de me tomar por inteiro, de reacender aquilo que estava apagado,
de mostrar que até o impossível pode ser conquistado quando ela decide existir dentro de mim.

Olhar você faz bem, mulher virtuosa,
Tua presença acalma o dia, silencia o caos.
Mesmo sabendo que teu coração
Ainda não repousa no meu.

Eu sei, teus desejos não caminham comigo,
Não me iludo, nem cobro o que não é meu.
Mas ainda assim escolho ficar,
Porque te admirar já é um jeito de amar.

Continuo te olhando, não por te prender,
Mas por acreditar no tempo e no sentir.
Há amores que nascem na espera,
E florescem sem jamais exigir.

Na esperança serena, sem dor, sem pressa,
Guardo um sorriso quando penso em você.
Quem sabe um dia teus olhos me vejam
Do mesmo jeito que os meus aprenderam a te ver.

Se não for amor, que seja luz.
Se não for hoje, que seja um dia.
Meu sentimento não pede retorno,
Ele vive de esperança e poesia.

Eu não quis acreditar.
Desconfiei do que sentia e enfrentei a mim mesmo.
Lutei contra meus próprios sinais,
neguei o que o coração gritava em silêncio.
Falhei com meus instintos — falhei porque resistir
nem sempre é força, às vezes é medo.

Então eu a conheci.
Ela não pediu passagem, não anunciou chegada.
Entrou como quem reconhece território,
como quem invade não por maldade,
mas por natureza.

Ela é a invasora de mim.
Devastadora porque desmonta minhas defesas,
sensual porque domina sem tocar,
senhora do caos que eu fingia controlar.

Sou refém não por fraqueza,
mas porque há encontros que desarmam a alma
e nos colocam diante da verdade nua:
há quem chegue para ficar,
mesmo quando tudo em nós dizia que não.

A mente viaja por lugares obscuros, não por maldade, mas por excesso de sentir. É quando o desejo não pede permissão e o coração perde o freio da razão.

Há profanação no pensamento, sim, porque amar também é desordem, é rasgar regras invisíveis para tocar o que pulsa vivo. A mente devassa não destrói — ela revela.

Explora encantos proibidos como quem procura verdade no abismo. Nem tudo que assusta é vazio, nem tudo que queima é perdição. Às vezes, o amor nasce torto, intenso, indomável, e só sobrevive porque é fértil no caos.

Se é devastador, é porque é real. Se é obscuro, é porque não aceita rótulos. Amar assim não é pureza fingida, é entrega crua, sem máscaras, sem medo de ser demais.

"Não perca seus sonhos de vista. Permita que eles sejam o sol e, então gire em torno deles. Se pensamentos de medo vierem, troque-os e projete na sua tela mental aquilo que você deseja viver, sentir e ser. Não foque nos problemas, foque na pessoa que eles estão te ajudando a ser. Agradeça. Confie. Receba!"


365 dias de Gratidão.


Flavia Melissa

Mesmo longe, você está aqui,
Num canto do coração, sempre a sorrir...
A distância não apaga o que vivemos,
A amizade permanece, onde quer que vamos.

No silêncio, ecoa a tua voz,
Nas lembranças, revive nossa cruz.
O tempo passa, mas o carinho fica,
A distância só fortalece a amizade que nos une.

Em cada passo, um pouco de ti,
Em cada sorriso, um 'tê quero aqui'.
A vida segue, mas o afeto não,
Permanece, intacto, no coração.