Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

Se um milhão te amou, eu sou um deles. Se apenas um te amou, esse fui eu. Meu amor por você é algo difícil de explicar, é grande, real e sincero. Na sua ausência me sinto perdido, fora de órbita, mas na sua presença a vida ganha cor, leveza e sentido. Quero que saiba que você foi uma das coisas mais bonitas que a vida me deu. ❤️


Para Rayanne meu amor ❤️

Não me digas que é tarde!
O amor não tem horas marcadas
e desconhece o relógio.
O amor, quando vem, entra inteiro,
bagunça tudo e refaz a vida do avesso.


Então fica.
Fica porque meu peito já abriu suas janelas,
porque meu corpo já aprendeu teu nome,
porque a saudade, que tanto gritou,
agora se ajoelha diante de ti e se cala.


Fica, porque as palavras já se disseram,
porque os olhos já se prometeram,
porque o tempo que passou já não importa,
e o que resta, amor... é apenas amar.

Teus olhos cinzentos,
como a tempestade,
me lembram
que, em meio ao caos,
eu não temo,
pois me acompanharás
em meio aos pesadelos.
Então me lembro
que, sem você,
aqui me vejo
jogada ao relento,
regada a sofrimento.
Então me diga que estarás ao meu lado
quando retornarem os ventos,
que passarei por onde nos corta,
pelos entremeios
que separam nós dois,
ao enfermo.

⁠Seu nome é Jesus - Vinicius M. Tito

Data: 25/12/2023 / 01:17

"Ela terá um menino, e você porá nele o nome de Jesus, pois Ele salvará o seu povo dos pecados deles." - Mateus 1:21

Nasceu Jesus, o menino, a palavra viva que veio ao mundo em forma de carne para perdoar nossos pecados, levar embora nossas inequidades, aflições, dores e angústias. Cristo vive; o Natal não é sobre uma festividade com o Papai Noel, mas sobre nosso Pai que desceu dos céus para nos salvar. Como cristãos, devemos olhar para Cristo, o verdadeiro "Papai Noel", que morreu por nós, está vivo e chama-se Jesus.

"O verdadeiro papai Noel não está em um trenó, muito menos na antártica. Ele está sentado a direita de Deus e seu maior presente para nós, é a vida eterna ao lado Dele." - Vinicius M. Tito

"Pois Deus amou o mundo tanto que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna." - João 3:16

Por: Vinicius M. Tito

O Grito da Existência

Minha loucura não condiz com minha sensatez.
Caminho na contramão do mundo,
sozinho, desafiando a ordem das coisas.

Sou louco? Talvez.
Pois poucos ainda derramam sentimentos em papéis,
acreditando que palavras frágeis
tenham o poder de abalar a imensidão da realidade.

Minha sensatez, porém, não aceita a lucidez —
essa tirana impiedosa que me sussurra,
sem compaixão:
o mundo é podre, e sempre será.

E, ainda assim, é a loucura que me sustenta.
É ela quem me obriga a crer
que, mesmo nos detalhes mais insignificantes,
residem fragmentos de bondade, amor, caridade.

Mas a tensão me consome:
quando a sensatez domina,
ela caminha de mãos dadas com a lucidez,
vasculhando as entranhas da sociedade
e só encontrando escuridão.

E, ainda assim, a loucura resiste.
Teima. Insiste.
Se recusa a ceder à desesperança.
Mesmo sob a máscara da decadência,
acredita que ainda há,
por algum fio tênue do universo,
um sopro de bondade.

Somos Brevidades

Vivemos apenas uma vez.
E nesse único sopro de existência,
resta-nos provar da vida
a sutileza dos instantes mais nobres —
aqueles que, embora raros,
carregam em si uma eternidade condensada.

Mas tais instantes são breves.
E quando falo em brevidade,
é porque o ser humano nada mais é
do que um viajante de passagem.

Como um compasso invisível,
nosso coração marca o ritmo,
nossa alma vibra,
até que, um dia, a música silencie.

E de nossa curta travessia
sobre esta esfera que chamamos Terra,
não herdaremos riquezas,
não guardaremos posses.
Restarão apenas lembranças —
essas frágeis centelhas de eternidade.

Porém, quantas vezes as ignoramos?
Quantas vezes as deixamos adormecer,
cegos pela pressa,
surdos pelo ruído do mundo?

E, assim, distraídos,
nos perdemos no caos,
renunciando, ironicamente,
à face mais bela da existência.

Só então, diante do tarde demais,
lembramos daquilo que esquecemos.

Pois somos brevidades —
fagulhas efêmeras
em meio ao infinito universo.

Para o Infinito

Escrevo, pois sinto.
E se sinto, é porque vivo.

Sinto meu coração pulsar
enquanto minha mente se projeta no infinito —
lá, onde as palavras não bastam,
onde me recuso a ser limitado.

Vou além,
tocando a beira do universo.

Sou um instante,
um sopro breve,
que, em certos momentos,
se ilude com a eternidade.

Ignorância minha.
Nada sou além de um simples ser humano:
respiro, sinto, falho.

Sinto demais.
Sinto que, por instantes,
o mundo ainda é um lugar bom.
Falho em acreditar que realmente seja.

Respiro…
e ergo meus olhos ao céu,
atento aos detalhes secretos,
às minúcias mágicas
que o universo me entrega.

Como uma orquestra,
tudo pulsa em harmonia,
tudo ocupa o seu lugar.

Ouso dizer que sou privilegiado:
pois não prendo meu olhar ao chão,
mas o lanço ao infinito.

O Banquete do Vazio - Vinicius Monteiro Tito

Garras de breu rasgam o tecido do nada,
Onde o éter sangra um silêncio corrosivo;

Não são aves que circundam a mente estraçalhada,
Mas o próprio tempo, esse verme faminto e vivo.

O céu não escarnece — ele é um olho cego e oco,
Refletindo o vácuo que a alma insiste em parir.

A alegria morta é um espectro que quebra o pescoço,
Forçando o olhar para o horror que está por vir.

Demônios não esperam; eles já habitam a medula,
Costurando o luto no que ainda nem nasceu.

A loucura não é nuvem, é o oceano que anula,
Onde o "eu" se afoga no que Deus esqueceu.

Lá embaixo, onde a luz é um mito sepultado,
O espírito é o banquete, a fome e o altar.

Condenado a ser, em um eterno agora gelado,
A própria ruína que não cansa de desabar.

Há Vidas no Seu Passo

Ninguém vence só.
Mesmo quando parece que não houve ajuda direta, quando não há nomes para agradecer em voz alta, muitas pessoas vencem junto.

Vencem os pais quase sempre os primeiros a acreditar. Lutaram, renunciaram, erraram tentando acertar e batalharam para te criar e te formar, não apenas para vencer, mas para ser alguém. Parte de quem você se tornou carrega o esforço deles.

Vencem os filhos.
Porque cada conquista sua vira exemplo e, além do orgulho, pode significar uma vida melhor, mais digna. Às vezes, vencer é abrir caminhos para que eles não precisem repetir as mesmas dores.

Vencem os amigos.
Aquele amigo, aquela amiga que te ouviu no dia em que você só precisava de um conselho. Eles vencem porque estiveram presentes quando ainda não havia vitória alguma para comemorar.

Vence quem ficou.
O marido, a esposa, o namorado, a namorada que não soltou sua mão nos dias ruins. Que permaneceu quando tudo ainda era incerteza. Hoje, também têm o direito de compartilhar da vitória que ajudaram a sustentar.

E existem pessoas que você não vê.
Anônimas. Silenciosas. Gente que te observa de longe, que te admira sem dizer, que usa sua caminhada como referência. Pessoas que precisam que você vença, que seguem em frente apenas porque se inspiram em você.

Por isso, siga.
Mesmo exausto. Mesmo desacreditado. Mesmo sem reconhecimento.
Porque enquanto você pensa em desistir, alguém respira fundo só porque viu você continuar.
Às vezes, a sua vitória não é sobre sucesso
é sobre impedir que alguém desista de viver.

Quando eu morrer, estarei onde sempre desejo... Junto com as estrelas dormentes, e raios de sol... Ainda tocarei você mesmo que não veja, sou eu uma luz.
Não esqueça disto quando ver a escuridão, no escuro brilharei para você.
Se esquecer, lhe darei um choque!
Acorde ou morra...


-Bameyu

O silêncio é algo que me deixa surda.
Dentro dele sempre mora algo que me pertuba, aquele grito explosivo de emoções.


Não posso esquecer, não consigo... Você não me permite esquecer.


No silêncio mora o sentimento que eu tive, nele mora antigos amores.


Meu inferno no céu, a calma sempre traz memórias, memórias que me ensinam, mas ainda sim... Machucam.


Meu amor nunca cantaria comigo, meu amor nunca poderia ser meu.


O silêncio sempre será ensurdecedor.


09/07/2025 11:48pm


- Bameyu

Minha mente se enlouquece, até mesmo as assombrações não aguentam mais tantas perguntas.


Nem meu sistema, um robô que veio com uma falha de sistema, principalmente na comunicação.


Há um medo neste corpo, há algo que ele não sabe identificar, pergunta-se e ao mesmo tempo não processa. Uma magnitude de erros epiléticos.


Olho, tento... Tento processar tudo que vejo, analiso, e relembro, lembro e lembro, esqueço.


Me alegro, alegria em lembrar que não preciso lembrar.

Não sei muito bem...
Seja aquele que ele ama, seja sempre a estrela do coração puro...
Seja o anjo, mas não esqueça que demônios são lindos.
Esteja com um sorriso, solte o grito.
Dói, não poder respirar... Não respirar ao seu lado.
Dói, não poder abraçar.
Mesmo querendo não consigo lhe dar um beijo.
Meus dias se acabam, se esgotam...
Olho tantas faces, nem uma será você.
Nem uma beleza compara a tua.
Vosso rei, ele ordena que seu coração seja mais que um órgão.
Torne virtude, coragem, beleza.
Que olhos ... Que pupila dilatada... Que doçura em seus olhos.
Que sentimento comestível.
O amor é comestível... Até fisicamente.
Mas ele tem diversos gostos, para todos os gostos.
Todos temos que comer, agregar nutrientes as células... Então o amor é algo nutritivo... Nutrir amores...
O excesso também faz mal... Seja azedo, ou salgado, doce ou amargo.
Amores são sabores.


-Bameyu

Ás vezes fico farta.
Tenho o direito de ficar farta. Farta de você. Farta destes jogos, desta tua cara sonsa e desse dissabor com o qual você levanta e te persegue por todo o dia.
Estar farto também faz parte do amar. Há a necessidade do destempero – á noite tenho sempre um vinho guardado. A gente se embriaga, se beija e tudo passa.

Eu sou meio impaciente.
Vejo o telefone dando sopa e logo disco, redisco, desisto e fico prostrada na frente dele.
“Por que não liga?” - me pergunto já torta de tanto discar e desistir.

O amor deveria ser logo. Para o amor não deveria ter grande espera.
Nota: Há, e o amor também não deveria causar úlceras.

Quando o Certo Vira Exceção

Uma pessoa entra em um cargo com discurso reto, passado limpo e intenção correta. No início, estranha o ambiente. Depois, adapta-se. Em seguida, encanta-se. O poder seduz, o dinheiro facilita, e aquilo que antes parecia inaceitável começa a ganhar justificativas elegantes. Não acontece de uma vez. Acontece aos poucos. Quase sem perceber.

Há quem vista uma farda para proteger, mas aceite um valor para liberar quem sabe estar errado. Não chama de corrupção — chama de “jeito”, de “situação”, de “exceção”. Mas exceção repetida vira prática. E prática consciente vira crime, mesmo quando a consciência tenta se esconder atrás da necessidade.

Existe também o corrupto cotidiano.
Aquele que grita contra os grandes esquemas, aponta dedos e exige punição exemplar. Mas, no caixa do mercado, recebe um troco a mais e guarda. Justifica rápido: “não vai fazer falta para eles”. Ali, naquele instante pequeno e aparentemente irrelevante, o discurso morre. Porque caráter não se mede pelo valor envolvido, mas pela decisão tomada.

A corrupção raramente começa grande.
Ela começa confortável. Começa quando se troca princípio por conveniência, verdade por vantagem, ética por silêncio. Começa quando alguém decide que, desta vez, não precisa ser tão correto assim.

E talvez o que mais abale não seja a corrupção em si,
mas o fato de que idoneidade, caráter e ética tenham virado qualidades — quando deveriam ser obrigações humanas. Algo básico. Elementar. Inegociável.

Hoje, quem faz o certo é tratado como exceção.
Recebe elogio por cumprir o mínimo. Como se honestidade fosse virtude rara, e não fundamento de qualquer convivência possível.

Sou otimista em muitas coisas.
Acredito em recomeços, em aprendizado, em mudança individual.
Mas, quando olho para o mundo e para as pessoas, confesso: sou pessimista.

Porque, às vezes, a sensação é clara e desconfortável —
este mundo, para ficar ruim, ainda tem que melhorar muito.

Mas há algo que não falha.

A conta sempre chega.
Pode demorar, pode parecer injusta, pode não vir na forma que esperamos — mas retorna. O que se faz, volta. O que se ignora, cobra. O que se normaliza, pesa.

E quando a conta chega, não é o discurso que responde.
É o caráter.

No fim, não há sistema que sustente valores perdidos,
nem sociedade que sobreviva à própria conivência.

A esperança — se ainda existe — não está no mundo, nem nas estruturas.
Está em cada escolha individual.
Em devolver o troco. Em recusar o favor. Em manter o mínimo quando ninguém vê.

Porque o certo só vira exceção
quando pessoas demais decidem não sustentá-lo.

Amor de novela

Amor de novela, a gente não precisa viver
Amor de novela se sente.
E é ainda mais gostoso quando não é correspondido.
A gente sofre, chora, se entristece.
Escolhe roupa, se arruma toda, para alguém que nem te percebe,
Nem te vê.
Amor de novela é sofrido,
Angustiante,
Quase martírio.
Mas há quem viu amor de novela não ser amor mais belo
No último capítulo?

Mãe e Chuva

Fiquei sem dormir,
ouvindo a chuva fazer tic, tic no telhado.
Era ritmada a danada,
parecia minha mãe, com suas cantigas de ninar, me pondo a dormir...
...e eu querendo ouvi-la, dormia que nada!
Deixava-a cantar a noite toda, só para ter seu som bem próximo de mim.
A chuva tentou me embalar,
- eu a sentia já cansada, de tanto pingar e pingar
em vão, tentando me fazer pregar os olhos.
Chuva é diferente de mãe.
Minha mãe cantava até raiar o dia, se preciso fosse.
Não esperava que eu pregasse os olhos,
nem que começasse a fungar, para sair nas pontas dos pés.
Ficava a massagear minhas têmporas, alisava meu cabelo,
num interminável ensejo, conexão.
Mãe se conecta com a gente.
Chuva não.

Casamento

Vamos nos casar: te quero atraente.
Um vestido que te faça corpo-ouro reluzente,
branco, branco como neve.
Sapatos cristalinos, marchantes e precisos no corredor principal
Como o ritmo dos clarins te recebendo – em festa.
Num casamento não basta o amor
É necessário o visual:
Te querer mais que a mim - é o que importa.
Te olhar e desejar-te toda torta
Depois da festa
Numa festa
Só nossa.

Ascende a luz, quero te ver completa.
Acalmando os sentidos, com as pontas dos dedos, nas têmporas.
Acalanta meu desejo com teu riso sereno,
sorriso de meio verão
Ameno, morno, quase a esquentar.
Abraça-me forte: sou travesseiro – travesso, travesso,
Ainda te querendo mais – Noite não termina!,
...antes de o sol raiar quero fazer morada nesta tua barriga