Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
"Venha até mim"
Eu me lembro.
Era tudo que ecoava na minha mente
Sob estes ventos
e a luz do luar,
E eu atendo.
Abdicando da minha humanidade,
me entrego a você por inteiro.
Banhados de sangue,
chuva de caos nos nomeia.
Agora sabes que te pertenço.
Meu Criador, minha luz, meu relento.
Sacie a sede que há no meu peito.
Me proteja do medo.
Diga que serei teu até o fim dos tempos.
e que não me abandonará
O destino Sempre irá nos juntar
Ninguém em tantos séculos ocuparia o teu lugar.
O nosso amor é milenar
Nada faz sentido com a tua ausência.
Você é minha perdição.
Somos os donos da noite.
Você é meu luar.
Para sempre te amarei,
Meu eterno Lestat.
O conforto que te sacia é o mesmo que te adoece.
O comodismo traz uma falsa saciedade; e essa mesma plenitude vazia é o que alimenta a ansiedade. Enquanto a mente viaja, a insatisfação com o presente converte o agora em frustração. É a angústia de não ter agido que adoece o espírito.
Nossos pensamentos moldam nossas emoções, e estas, por sua vez, ecoam no corpo e na alma. Mas há uma saída: o movimento.
Enquanto houver apenas a queixa, a vida permanecerá estática. A verdadeira mudança nasce no agir.
Comece pelo simples; quando menos esperar, o que eram hábitos nocivos terá se transformado em força vital.
A mudança é um convite, mas é você quem precisa dar o primeiro passo.
— Islene Souza
Manifesto por uma Humanidade Melhor
Se eu tivesse o poder de Deus, eu não criaria um mundo baseado no medo, na competição ou na ganância.
Eu criaria uma humanidade mais honesta, mais consciente e mais comprometida com o bem coletivo.
Acredito que o ser humano não precisa destruir para ter.
A destruição nasce do ego, não da necessidade.
O planeta oferece o suficiente para todos — o que falta é consciência, empatia e responsabilidade.
Criaria seres humanos que entendessem que o futuro importa, que a próxima geração não é um detalhe, mas a continuidade da própria vida. Pessoas que pensassem antes de agir, sabendo que cada escolha de hoje constrói — ou destrói — o amanhã.
Uniria todas as nações, não apagando culturas, religiões ou identidades, mas ensinando que nenhuma diferença justifica a desigualdade.
Raça, cor, religião ou nacionalidade jamais seriam motivo de separação, ódio ou dominação.
Seriam apenas expressões da riqueza humana.
O conhecimento não seria arma de poder, mas herança coletiva.
Tudo o que fosse descoberto serviria para curar, ensinar, proteger e evoluir a humanidade como um todo.
Compartilhar saber seria um dever moral, não uma ameaça econômica.
Neste mundo, ninguém cresceria às custas do outro.
A lógica não seria vencer, mas crescer juntos.
Não competir para excluir, mas cooperar para elevar todos ao mesmo nível de dignidade.
A educação formaria seres humanos mais éticos do que ambiciosos, mais empáticos do que egoístas, mais conscientes do que consumistas. Pessoas ensinadas a ajudar não por obrigação, mas por compreensão.
Porque quando o ser humano entende que o outro é parte de si, a corrupção perde sentido, a violência perde força e a ganância deixa de ser virtude.
Esse mundo não seria perfeito — mas seria justo.
Não seria isento de desafios — mas seria humano.
Talvez não seja preciso ser Deus para criar esse mundo.
Talvez baste que mais pessoas escolham pensar, agir e viver dessa forma.
E é assim que acredito que a humanidade pode, finalmente, evoluir.
Dreno
Demétrio Sena - Magé
O que acho, no fundo, ser essência crível,
pode ser bem daninho para lá da curva,
onde a vista já turva não enxerga o outro
como alguém que já lida com suas verdades...
Não será natural por eu julgar que sim,
minha forma de achar um atalho pra fuga
para fora de mim e dos meus desencontros
ou das próprias amarras existenciais...
Ninguém tem que ser colo da criança interna
que pulou na cisterna das próprias angústias
e no seu narcisismo se distribuiu...
Porque vejo no raso da profundidade
que parou minha idade numa fantasia;
todos têm um avesso; pra virar ou não...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Gosto dos plurais
naturalmente...
pois são abundâncias
e opções de ofertas
mas amo o singular
é BEM mais particular...
quando uma inspiração te poeta..
significa que as diversas possibilidades
já foram exploradas, testadas, medidas
e escolhida apenas uma no singular.
Odeio coisas "mornas"
deixo para experimentar
quando já frigida
estiver de corpo presente na lua álgida
dura e com as colunas rígidas.
Envolvência...
da música clássica que nos abarca
da melodia que nos apoesia...
tantas lembranças que nos marca...
Envolvência...
feito macerado do vinho tinto
d'um aromado vermute
do amor que nos incute
um prelúdio que faz ninar
é o som melódico
dos poemas no ar
do piano que acordado faz
sonhar...
Os sabores que guardamos...
têm gosto de aventura
misto quente de inocência
recheado de travessuras...
Mistura de chocolate
com licor de menta
Alimenta meus devaneios
até hoje o gosto inocente
do beijo que me assedenta...
O gosto bom de croissant
feito com massa folhada, canela e maçã...
Sabor de vinho e amizade
Chocolate e alcaçuz...
pura essência
Gosto de saudade.
Que o paladar seduz...
Setembrisse
Há em mim uma agonia abrandada
Um ar indecente, instigante, polêmico
Um cheiro de álamo com ar excêntrico
Quando chega setembro voo aflorada
Pelas alvoradas me repagino matutina
Feito um pássaro da manhã mais libertina
Eu me reapaixono por minha pessoa
Me sinto gaivota sobre o mar que avoa
Então eu me setembro em setembrisse
Feito as águas arroladas em crispadura
Igual Hilda Hilst libertada em amavisse
Me beijo aspirante primaveral
Velejo flutuante além do meu portal
Me oceano e me faço vergéis frutíferos
Me amo tanto em jardins paradisíacos...
Nos desejos é onde libero mea-culpa
Dissicuto minha alma sem culpa d’utopia
Em setembro me primavero liberta
Relembro os ciclos me reitero poeta
Me reciclo em finura me rabisco poesia
Amor e loucura a setembrisse me planta
Ah!... Setembro floreiro que de flor me amanta...
O Conhecimento Não Mora em Gavetas
O conhecimento não mora em gavetas.
Não foi feito para ficar guardado, acumulado ou protegido como se fosse posse.
Quando fica apenas interno, tomado só para si,
ele perde função e se transforma em vaidade silenciosa.
Ter mais conhecimento do que alguém não nos torna melhores.
Nos torna, no máximo, mais responsáveis.
Porque valor humano não se mede pelo quanto se sabe,
mas pelo que se faz com aquilo que se aprendeu.
Às vezes, o mais humilde carrega um saber
que nenhum diploma oferece.
Outras vezes, alguém simplesmente buscou mais,
teve acesso, insistiu, estudou.
São caminhos diferentes,
não degraus.
E o mais honesto é reconhecer:
todos podem buscar conhecimento,
de uma forma ou de outra.
Na teoria, na prática,
na vivência, no erro, na escuta.
Seja o conhecimento simples ou avançado,
há algo profundamente humano em passá-lo adiante.
Ajudar alguém em algo pequeno,
ensinar um detalhe,
ou transmitir uma técnica complexa
carrega o mesmo princípio:
o saber só cumpre seu papel quando alcança o outro.
E, curiosamente,
a satisfação de quem ensina
muitas vezes é maior do que a de quem aprende.
Não por orgulho,
mas porque ensinar é revisitar o próprio caminho
e perceber que aquilo que um dia foi dificuldade
agora virou ponte.
Guardar conhecimento não é neutralidade.
É omissão bem vestida.
Quem sabe e se cala,
quando poderia orientar,
faz uma escolha.
Conhecimento que não circula endurece.
Perde o sentido.
Já o conhecimento compartilhado cria continuidade,
constrói autonomia
e fortalece pessoas comuns para situações reais.
E no fim, nunca foi sobre quantidade.
Se de todas as pessoas a quem tive a oportunidade
de passar um pouco do que sei,
apenas uma levar isso para a vida
e usar de verdade,
eu já me sinto realizado.
Porque ensinar não é sobre ser melhor.
É sobre ser útil.
E conhecimento de verdade
não mora em gavetas.
Mora em mãos estendidas,
em vozes que explicam,
em vidas que seguem um pouco mais preparadas.
O Amor de Vitrine (Reflexão)
Celebra-se o amor em calendários, mas nega-se o afeto no cotidiano. O que vemos hoje é o amor estático: um amontoado de palavras sem movimento, um sentimento sem entrega, uma promessa que não sobrevive ao primeiro defeito ou à primeira tempestade. É o amor sem ação, uma escultura de gelo que derrete ao sol da realidade.
Dizer "amar ao próximo como a si mesmo" tornou-se uma divagação poética, enquanto, na prática, o amor nasce e morre no espelho. O afeto esfriou. Criamos uma barreira onde a dor alheia não nos pertence; se não me dói a carne, por que haveria de me doer o espírito? Sob o império do egoísmo e da arrogância, o que resta é o eco de pessoas vazias.
Vazias de fé. Órfãs de Deus.
Até os templos, que deveriam ser refúgios de cura, tornaram-se praças de conveniência. Busca-se o status, o compromisso social de "estar presente" e o selo de "boa pessoa" através de trabalhos externos. Mas o coração permanece fechado para o compartilhamento real.
A verdadeira Igreja — aquela feita de carne, osso e espírito — está desbotada, sem vida e coberta pela poeira da indiferença. Há muito sacrifício ritual, mas pouco entendimento espiritual. No fim, o povo padece, pois prefere o conforto da ignorância ao peso transformador do verdadeiro amor.
Texto: Islene Souza
O brilho ofuscado pelo vício
Oh, brilho…
Brilho lindo que carrego dentro de mim,
onde é que tu estás?
Quebro-te com os vícios,
perco-me por falta de equilíbrio,
por tapar os ouvidos
e fingir que ainda tenho o domínio.
Toda vez que prometi que seria a última vez ,
ela voltou a ser a primeira vez.
Oh, brilho ☘️
deixei-me levar pelas influências,
sem saber ou fingindo não saber
que escolhas também cobram consequências.
E mesmo assim…
ainda te chamo.
19 de Janeiro de 2026
Quitério Joaquim Muita ✍🏾.
Quando Vencer é Ser Honesto Consigo Mesmo
O importante é vencer.
Não como slogan vazio, mas como intenção clara. Vencer não é humilhar o outro, nem transformar a vida numa disputa permanente. Vencer é entrar inteiro, sem desculpas antecipadas, sem a necessidade de suavizar o resultado depois.
Não importa qual seja a competição.
Desde uma brincadeira de rua, jogando bola com os amigos, até uma prova com uma única vaga. Ninguém começa algo para perder. A derrota pode existir como possibilidade, mas nunca como objetivo. Quando alguém diz que “o importante é competir”, muitas vezes está apenas tentando maquiar um resultado que não foi o esperado.
Isso não significa ignorar limites.
Pelo contrário. A consciência das próprias limitações é sinal de maturidade. Um atleta profissional entra para ganhar. Um amador, ao se colocar na mesma largada, sabe que não vai vencer o outro e por isso não está ali para competir com ele, mas para se superar. Nesse caso, a disputa é interna.
Superar-se não é derrota disfarçada.
É vitória silenciosa. É cruzar uma linha invisível que só você conhece. O erro está em confundir crescimento com consolo. Perder faz parte. Fingir que o resultado não importa é que impede o aprendizado.
Assumir a derrota exige mais coragem do que participar.
Dizer eu falhei, não fui suficiente, o outro foi melhor é mais honesto do que frases bonitas que não ensinam nada. A verdade dói, mas organiza. A mentira conforta, mas paralisa.
No fim, quase nunca é você contra o outro.
É você contra você mesmo. Contra a preguiça, contra o medo, contra a tentação de desistir antes de tentar.
Não existem burros ou inteligentes.
Existem pessoas que se esforçaram para aprender determinadas coisas e outras que escolheram aprender algo diferente. Cada conhecimento tem seu valor. O que separa não é talento, é dedicação.
Vencer quando for possível.
Superar-se quando for necessário.
Mas, em qualquer cenário, jamais mentir para si mesmo.
Porque a maior competição da vida acontece em silêncio
e o único adversário real é quem você foi ontem.
Talvez, e tão somente TALVEZ, seja o
R E C O M E Ç O uma das estratégias de vida mais D O L O R A!
Esse reiniciar requer um esforço eculio;
Porém sem o recomeço nos limitamos, nos entregamos e jamais entenderíamos o modos operandi vida.
Viver é recomeçar! Chegamos onde estamos porque, alguém recomeçou, depois das guerras, depois das misérias e até depois das mortes.
Dói muito recomeçar, mas se pudesse lhe dizer algo confortante, com certeza lhe diria, levante, ande e não olhes para trás.
Por isso recomece sempre ainda que a dor lhe perfure feito um espinho!
Evolua… Evolua por Amor!
Quando a justiça enfraquece, a consciência precisa acordar🇧🇷
A história nunca foi construída por silêncio confortável. Todas as grandes transformações nasceram quando alguém decidiu não se acomodar diante da injustiça. Não foi fácil conquistar direitos, liberdade de expressão, dignidade e cidadania. Cada avanço custou coragem, organização, diálogo e, principalmente, consciência coletiva.
Quando os deveres passam a pesar mais que os direitos, algo essencial começa a se perder: a liberdade de escolha, a confiança nas instituições e o senso de pertencimento. Esse processo quase sempre é lento e silencioso. Primeiro, normaliza-se o excesso. Depois, aceita-se a restrição. Quando se percebe, já não há mais espaço para questionar e o preço costuma ser alto demais.
Livros, filmes e a própria história nos alertam: sociedades que ignoram os sinais acabam repetindo erros antigos. Não se trata de defender pessoas ou lados, mas de proteger princípios. Justiça, equilíbrio, respeito às leis, liberdade responsável e participação cidadã não são privilégios, são pilares de qualquer nação saudável.
Quando o cenário não está justo, lutar não significa confronto, mas consciência, diálogo, presença, voto responsável, cobrança ética e participação ativa. Uma sociedade madura não se omite, não terceiriza sua responsabilidade e não troca liberdade por conforto momentâneo.
O Brasil é uma potência humana, cultural e social. Um povo criativo, resiliente e capaz de construir caminhos melhores quando escolhe agir com lucidez e responsabilidade. Como diz o próprio hino: “o filho teu não foge à luta”, não foge do debate, da verdade, da justiça e do compromisso com o futuro.
Que cada cidadão entenda: direitos vêm acompanhados de deveres, mas deveres jamais podem sufocar a justiça, a dignidade, a voz e a consciência de um povo. A verdadeira mudança começa quando a sociedade desperta, não para dividir, mas para amadurecer.
Em Dobro, a Troco de Nada
Costumo dizer que desejo em dobro tudo aquilo que desejam para mim.
Alguns recebem a frase como gentileza.
Outros ficam em silêncio, desconfortáveis, como se tivessem sido chamados a prestar contas.
Talvez porque desejar em dobro seja leve quando a intenção é boa,
mas pesado quando carrega inveja, julgamento ou maldade disfarçada.
E a verdade é que, muitas vezes, as pessoas sentem inveja a troco de nada.
O outro não fez mal, não prejudicou, não passou por cima de ninguém.
Ainda assim, a tal “alma divina” decide que não foi com a cara de alguém.
É nesse ponto que a pergunta surge, inevitável:
em quem, afinal, está o defeito?
O mal nem sempre nasce de uma agressão direta.
Às vezes ele nasce do incômodo que o outro causa só por existir,
por seguir o próprio caminho,
por não pedir permissão para ser quem é.
Então vêm as falsidades, os prejuízos silenciosos,
os desejos ruins guardados no pensamento —
tudo a troco de nada.
Como se não bastasse, vivemos cercados de opiniões não solicitadas.
Opiniões que não querem ajudar, mas invadir.
Quando confrontadas, recebem um nome bonito:
crítica construtiva.
Na prática, é apenas a forma maquiavélica de rebaixar alguém
enquanto se finge nobre.
Quem realmente quer construir, pergunta.
Respeita.
Espera ser convidado.
O resto é vaidade moral,
é a necessidade de se sentir acima
porque não conseguiu fazer as pazes consigo mesmo.
O que muitos esquecem é que intenção também pesa.
O mal que se faz em silêncio caminha.
O que se deseja, mesmo sem palavras, encontra o caminho de volta.
Por isso a ideia do “em dobro” assusta tanto.
Ela não ameaça.
Ela apenas devolve.
No fim, a conta chega.
Não por castigo,
mas por coerência.
E quem vive desejando o mal, invadindo, julgando e diminuindo,
um dia se pergunta
por que a vida anda tão pesada
Doe, apenas doe...!!!
(Nilo Ribeiro)
Doe apoio emocional,
doe a sua habilidade,
não precisa ser material,
doe o que tem de verdade
doe o precioso tempo,
doe a sua companhia,
doe também o seu talento,
doe a sua poesia
doe de graça,
doe sem nada pedir,
que o doar te satisfaça,
doe sem nada exigir
doe o ensinamento,
doe a direção,
doe o sentimento,
e também o coração
doe o zelo,
doe a sua atenção,
tenha Jesus como modelo,
pois, d’Ele vem o perdão
doe ternura,
doe experiência,
doe cultura,
doe a sua vivência
não precisa de dinheiro,
doe apenas por amor,
tenha Jesus como parceiro;
pois, é isto que tem valor...!!!
“Pai, toque o meu coração,
e abençoe a minha doação”...!!!
Amém...!!!
O que precisava acontecer
Há momentos em que a vida pesa tanto que a única ideia possível é ir embora.
Não por covardia, mas por exaustão.
Quando a mente adoece, qualquer distância parece salvação.
Mudar de lugar, às vezes, é só uma tentativa de silenciar o que grita por dentro.
Acredita-se que a dor ficará para trás, esquecida no endereço antigo.
Mas a dor viaja leve.
Chega antes.
O novo cenário não traz descanso imediato.
O corpo se adapta, mas a alma demora.
O que antes era rotina vira improviso.
O que era casa vira abrigo temporário.
E então nasce o primeiro arrependimento silencioso:
o de ter deixado algo amado para trás.
Não por falta de amor,
mas por excesso de cansaço.
Algumas paixões não morrem.
Elas apenas ficam guardadas num lugar onde dói mexer.
Evitar lembranças vira defesa.
Fotos não vistas.
Histórias que continuam sem quem partiu.
Há sempre quem diga depois:
“Você deveria estar lá até hoje.”
Como se a vida fosse linha reta.
Como se existisse apenas uma versão possível do destino.
Mas há verdades que só quem atravessou entende:
se não tivesse sido naquele tempo,
teria sido em outro.
Se não fosse daquele jeito,
seria de outro.
Porque certas experiências não são escolhas isoladas.
São travessias inevitáveis.
A vida cobra não para punir,
mas para ensinar.
O arrependimento, então, muda de forma.
Deixa de ser culpa
e vira compreensão.
Entende-se que nem toda saída é fuga,
nem toda volta é fracasso.
Algumas decisões salvam a vida,
mesmo quando custam um sonho.
E quando o tempo passa
porque ele sempre passa
fica claro que não era sobre o lugar perdido,
mas sobre a pessoa que precisava ser reconstruída.
Por isso, se hoje algo dói ao lembrar,
não se condene.
Talvez aquilo não tenha sido erro.
Talvez tenha sido caminho.
Difícil.
Necessário.
E se houve aprendizado,
se ainda existe sensibilidade,
se o coração continua capaz de sentir e recomeçar,
então nada foi em vão.
A vida não exige perfeição.
Exige coragem para continuar.
E quem sobrevive à travessia
não volta menor
volta mais consciente
do valor de estar vivo
e presente
agora.
Estão sempre esperando tudo de nós.
Não reclame, tenha força.
Não fique triste, levante-se.
Não desanime, siga adiante.
Se está doendo, não chore! Vai passar.
Se magoou, não se importe! Esqueça.
É quase uma transformação em não humano.
Não se tem permissão para sentir, chorar, sofrer.
Mesmo que temporário. Mesmo que necessário.
Ser humano é ser fraco?
A quem interessa um mundo de apáticos,
não empáticos,
de coração de pedra?
"O Reino do Silêncio Povoado
Dizem que o silêncio é o som da solidão, mas na minha casa, ele é apenas o palco onde a vida acontece sem pedir licença. Viver sozinho não é um retiro; é uma curadoria. Aqui, o relógio não dita ordens, e a geografia da sala é um mapa de afetos que não exigem explicações.
Pela manhã, a primeira saudação não vem em palavras, mas no peso morno de um gato que decidiu que meu peito é o melhor lugar do mundo. Logo, o som das patas dos cães no assoalho cria uma percussão alegre, um ritmo que me lembra que, embora eu seja o único humano, nunca estou desacompanhado. Eles não julgam meus pijamas, nem questionam o fato de eu tomar café olhando para a luz que atravessa o vitral que pendurei na janela.
As paredes não são apenas concreto; são janelas para outros mundos. Há uma pinacoteca particular crescendo nos cantos, uma tela a óleo comprada em um sebo, uma fotografia de rua, um esboço que eu mesmo ousei riscar num domingo de chuva. Entre elas, as estantes transbordam. Meus livros são amigos que não interrompem; ficam ali, pacientes, oferecendo o lombo colorido para que eu escolha qual voz quero ouvir naquela noite.
À noite, o ritual se completa com o brilho azulado da tela. Ver um filme sozinho é um ato de entrega total. Posso chorar sem pudor, pausar para analisar a fotografia de uma cena ou simplesmente deixar que a trilha sonora preencha os espaços vazios entre as prateleiras.
Viver assim não é falta de gente, é excesso de si. É descobrir que a liberdade tem o cheiro de papel antigo e o calor de um focinho gelado encostado no tornozelo. No meu pequeno reino, a arte me explica, os bichos me amparam e a solidão, essa velha incompreendida, é apenas o nome que os outros dão para a minha paz."
(Mário Luíz)
"A estratégia de Donald Trump reflete preceitos de Sun Tzu ao utilizar o caos e a imprevisibilidade como ferramentas de negociação. Em A Arte da Guerra, a máxima "toda guerra é baseada no engano" sustenta a criação de tensões para desestabilizar adversários e forçar concessões. Ao projetar poder e discórdia, ele busca fortalecer sua posição política e econômica, transformando o conflito em uma vantagem estratégica pessoal."
(Mário Luíz)
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