Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

Madrugo-me na encosta da paz e sigo. Adormeço no envolto da lua, onde sua luz me faz sombra. Sossego-me no clarear das estrelas e faço o meu sonho brilhar.
Encosto-me à beirada da esperança e deixo tudo melhorar. E quando o dia amanhece, resplandeço-me pra vida. E, novamente, em paz sigo, sem pra trás olhar.

Que o vento me traga você!
Dizem que o amor refresca como brisa suave que bate em nosso rosto, fazendo com que as sensações acelerem no ritmo descompassado das emoções. Enquanto eles dizem, eu sinto. E sentir você, é como uma suave brisa que bate em meu rosto, fazendo com que o meu coração se perca no encontro do frescor de doces emoções.
O vento sempre me traz você!

Parece ser tarde demais, ando cansado. Parece que me perdi no excesso do afeto.
O amor, sempre como uma lâmina de dois gumes, flutua entre
as sensações da paixão e a realidade.
As vezes, mentimos para nós mesmos, tentando abafar a dor, mas cada mentira cria um abismo entre nós e a verdade.
No fim, somos como
objetos numa prateleira - ora desejados, ora esquecidos.
Talvez o amor, no fundo, seja um esforço compartilhado, algo que precisa de cuidado mútuo para realmente crescer.
Que possamos nutrir o que é bom e aprender com as tempestades do excesso e a secura da falta.
Antes de ser luz para o outro, preciso iluminar a mim mesmo, meu próprio caminho.

Eu quebrei a minha capela.


A capela onde eu fazia minhas orações belas,
onde ficavam quentinhos e quase seguros os grandes sonhos que eu cuidava com zelo, carinho, e aquele brilho inocente que só uma criança tem.


Era o meu pequeno templo secreto,
guardado dentro de mim
como quem protege uma chama que nem sabe ainda que pode apagar.


Mas lembro.
Lembro das primeiras vezes em que arruinaram as estruturas da minha capela.
E dói ainda hoje, como se o eco daquelas pedradas não tivesse parado nunca.


Eu era só uma criança.
Uma criança com uma capela tão linda, tão cheia de cor, cheia de futuros possíveis…
e tão frágil.


Tão absolutamente vulnerável a mãos que eu amava demais para esperar que fossem elas as primeiras a golpear.


Foi na véspera de Natal
aquela mistura de cheiros, luzes, risadas e expectativas
que a primeira grande pedrada voou.
Não sei se foi por descuido, por ignorância
ou por uma crueldade que os adultos não assumem nem pra si mesmos.


Mas foi certeira.
E quebrou a vidraça da frente mais bonita da minha capela.


E ninguém sabe como ela era linda.
Ninguém nunca viu.
E o mais triste é que nem eu consigo lembrar direito da cor daquele vidro,
da forma da luz que entrava por ele.
É terrível perder até a memória do que te fazia brilhar.


A gente espera pedradas de estranhos,
de quem passa na rua sem olhar na nossa cara.
Mas nunca de quem a gente ama.
Nunca de mãos que deveriam construir, não destruir.
Como dói.


Cada pedrada doeu.
Cada pichação.
Cada pequeno vandalismo que parecia bobo, mas arrancava um pedaço gigante do que eu sonhava ser.
Me acostumei tanto à dor
que quase achei que ela fosse parte da arquitetura.


E eu tentei manter.
Tentei demais.


Pintei, repintei, redecorei,
segurei paredes com as próprias mãos,
me apoiei nos restos de mim mesmo pra continuar de pé.
Eu era só uma criança tentando restaurar uma capela que parecia uma catedral inteira
com as ferramentas imaginárias que tinha no bolso.


Mas o tempo não perdoa rachaduras.
Nem tempestades.
Nem vozes que gritam e comparam ou humilham mais do que acolhem.


E sempre vinha uma nova chuva,
alagava tudo,
desbotava meus sonhos até eles perderem cor, cheiro e sentido.


Tentei tapar os buracos.
Tentei erguer o teto.
Tentei pôr de pé o que já tinha morrido em silêncio.


Mas o teto caiu.
E junto, eu.


Salvei alguns sonhos,
os que ainda respiravam,
mas estavam tão feridos que muitos desistiram no meu colo.


Outros sumiram sem deixar rastro.
Outros morreram sem eu entender quando.


E mesmo assim eu fiquei ali,
esperando a chuva passar
como quem espera que o tempo um dia devolva o que levou.
Mas o tempo nunca devolve.
Ele só leva.
E às vezes leva tudo.


O sol veio e queimou o que sobrou.
Me queimou também.
E cada queimadura levava mais um sonho com ela.
E quase que me levou inteiro também.


Quando o vendaval de setembro voltou,
as paredes que restavam já não tinham força nenhuma.
Eu tentei segurar, desesperado,
mas cada rajada levava embora outro sonho,
como se fossem folhas secas que eu não tinha como manter comigo.


Hoje, mais cedo,
o último deles partiu.
E eu chorei como nunca chorei na vida.
Chorei de um jeito que parecia que eu estava desabando junto.
Sentia tanta culpa e uma absolvição que nunca vinha.


E então quebrei a última parte da minha capela.
Deixei cair.
Deixei ruir.
Deixei virar pó.
Apenas assisti sem forças.


Ali agora só resta um sepulcro.
Meu próprio cemitério de sonhos.


Sonhos que nunca viram a luz do dia,
nunca foram celebrados,
foram desencorajados, silenciados, humilhados, mal comparados, envergonhados.
Foram destruídos enquanto ainda eram sementes.


Saí de lá há alguns dias,
me arrastando,
em direção ao vale dos sonhos quebrados,
um vale enorme, cinza, preenchido de ecos que ninguém quer ouvir.


Um vale onde tantos outros chegaram como eu:
com seus templos destruídos, suas janelas partidas,
suas crianças internas chorando.


Eu vejo todos.
Mas não sei se eles me veem.
Ou se se importam.
Talvez cada um esteja preso na própria ruína.


Alguns riem,
mas é um riso vazio.
Um riso que não ilumina nada.
Tudo ali é frio, sem propósito.


Eles brindam com copos vazios,
como se comemorassem ausências e desapego
Alguns preferem ficar no frio e sozinhos
Outros se olham no espelho,
mas ignoram o relógio


e esquecem que o tempo é um fio curto,
tão curto que às vezes não dá pra dar um nó.


Ninguém parece amar de verdade ou temem a vulnerabilidade disto
Só querem parecer algo,
querem impressionar sombras que fazem com suas velas acesas num bar.


Eu não encontrei ali um lar.
Então, mesmo cansado,
subi em direção à montanha.


No caminho encontrei o Oráculo do Tempo.
Ele me disse que dali em diante,
cada passo custaria mais tempo.
Eu não entendi.
Mas ao olhar nos olhos dele,
vi uma linha inteira de existência passando em um sopro.
Minha vida coube em um instante,
num piscar de olhos que nem piscou direito.


E eu percebi:
não importa quanto tempo passe por fora,
por dentro a primeira vidraça quebrada
nunca envelhece.
As dores não respeitam cronologia.
O trauma é atemporal.
Ele mora no mesmo lugar,
com o mesmo impacto,
com o mesmo corte.


E eu ainda estava lá:
no vale dos sonhos quebrados,
preso, me sentindo menor, ferido,
tentando reconstruir com as mãos sujas de pó.


E então… veio a parte que mais doeu:
percebi que a criança que fui,
aquela que segurava uma capela inteira com as mãos pequenas,
ficou presa no momento das primeiras pedradas.
E eu cresci ao redor dela,
como uma casa construída em volta de um escombro
que ninguém nunca teve coragem de remover.


Ela ainda está lá.
Sentada entre ruínas.
Chorando baixinho para não incomodar.
Esperando que alguém
quem quer que fosse
voltasse e pedisse desculpas, que não era verdade
Mas ninguém voltou.
Ninguém nunca volta no ponto certo da dor quando a gente mais precisava.


Então eu continuei andando,
carregando um tempo que pesa demais,
olhando pra trás como quem busca algo que nunca teve chance de existir.


No fim, o Oráculo do Tempo disse que todo passo tem um preço
porque a gente, no fundo, não caminha no espaço,
a gente aprende forçadamente a caminhar dentro das próprias feridas na esperança que elas cicatrizem de forma sutil, sem marcas expostas que nos deixem feios.
E quanto mais longe tentamos ir,
mais percebemos que você nunca abandona a criança que chorou no início de tudo.


Ela segue lá.
No vale.
Com a capela destruída.
Me chamando sem voz,
pedindo para ser salva
como eu tentei salvar meus sonhos.


E talvez a maior tragédia
não seja ter perdido a capela,
nem os sonhos,
nem o tempo.


Talvez a maior tragédia seja saber
que eu nunca consegui voltar por ela.




Matteus R Lopes

Você se dobra em silêncio para caber onde deveria ser acolhida.
Diz que entende, que é fase, que vai passar.
Transforma falta em desculpa, ausência em explicação, ferida em paciência.


Sente o peso das próprias renúncias, mas continua ficando.
Por medo de parecer exigente.
Por receio de perder.
Por acreditar, lá no fundo, que um dia tudo pode ser diferente.


Mas o seu coração não nasceu para viver em pedaços.
Nem para se contentar com migalhas de presença.
Você merece inteireza. E paz. E amor que não machuca.


- Edna de Andrade

A PORTA


Devemos sempre deixar as portas abertas, para vários sentidos de nossas vidas.
Ciclos se encerrarão e novos ciclos irão de vir, assim como sai pessoas do nosso destino pode entrar novas, assim como nos decidimos entrar nos temos a escolha de sair. Não seremos 100% e sim temos nossas falhas e acertos e assim aprendemos sempre para que possamos entrar ou sair dos bons e ruins caminhos, Isso não é só sobre A PORTA é sobre você e suas escolhas e decisões, Maturidade de enxergar o seu erro te abre portas para uma evolução, o egoísmo de não enxergar os seus próprios erros e defeitos para si melhorar te fechara portas. +conversa de solução e -bloqueio emocional sem solução.
Entenda isso não é só sobre uma porta, é você, é seu dia a dia, é seu trabalho, é sua família, é seu relacionamento, é o seu destino.


Autor: Allan Souza

"Tudo por ti"


"Adeus, mundo este que vem com paisagens magníficas, eu perdi a bússola para encontrar você, e os detalhes minuciosos fazem dela ansiosos, bela vista o seu passado, passa a dor vela, nela a mulher perfeita jamais antes vista ela, bem feita sua arte, bem feita sogro".

É mais fácil perdoarmos os erros de alguém
do que nossos próprios erros...
É mais fácil entendermos as atitudes de outrem
do que as nossas próprias atitudes...
É mais fácil encararmos alguém de frente
do que nos encararmos no espelho.
A mentira dos outros,
que as nossas próprias mentiras...
O que os outros fazem conosco,
do que fazemos de nós mesmos.
As nossas verdades, os nossos medos,
as nossas tristezas, alegrias, fracassos...
Fazem de nós, a desculpa de
sermos como somos se olharmos
pela vida dos outros.

Há dias em que estou triste,
e os que torcem pela minha felicidade
também ficam triste por mim.
Há dias em que estou super feliz
e também deixo triste os que, de mim não gostam.
Por isso, é que peço a Deus que olhe
por todos os que me amam e se interessante por mim...
E peço o mesmo aos que de mim não gostam,
que é para eles serem felizes, para que a minha felicidade
não seja o motivo da tristeza deles.

Novo dia que chega e a jornada começando...
Gente partindo... Gente chegando...
Gente sorrindo... Gente chorando...
Gente indecisa... Gente que corre atrás...
Gente que nada faz.
Que Deus olhe por toda essa gente...
Que Deus nos traga sempre a paz.
Que Deus esteja sempre no coração da gente...
Que Deus olhe sempre por nós.

Reflexo da vida
O tempo, dinheiro e as pessoas tornam este mundo especial, na construção do mundo da um brilho especial, agradeço pai, mãe por ser uma das essência no meio de um tempo turbulento, nesta data de nascimento 02/08 que o senhor tenha piedade nos vossos dias de glória (CLÁUDIO SANTOS,2025).

Agradecer sempre... Reclamar nunca!
Quando pensares em reclamar de
alguma coisa, lembre-se que:
Se a tua casa está suja,
é porque você tem uma casa pra morar.
Se a tua pia está cheia de louças pra lavar,
é porque você teve o que comer.
Se as crianças bagunçaram todo o quarto,
é porque você sabe onde elas estão...
em casa.
Agradecer sempre... e por tudo agradecer...

A Essência Alada da Vida


A vida é como um pássaro, voa pra qualquer lugar, sem amarras...


Com sua natureza cautelosa diante do incerto, é arisca em certas situações, sendo assim, alça vôo quando quiser...


Bate as asas em liberdade inerente da vida
É na liberdade das suas asas que ela encontra a força e o impulso necessário


Sente o sopro do vento que lhe dá impulso e aterrisa plenamente, onde o solo lhe oferece refúgio e segurança

Para se descobrir os segredos entre a morte e a vida, é necessário compreender o motivo pelo qual as pessoas morrem.

E claro, alguém que descobrisse a eternidade, descobriria para si próprio, pelas razões descritas a cima.

As pessoas simplesmente aceitam a morte e elas precisam morrer mesmo, não estão preparadas para viver eternamente.

Não aceitar a morte é passar a vida estudando genética. Mas isso não seria perda de tempo?

Não...

Às vezes eu só queria conduzir a vida como conduzo minha moto: estar sempre atento às adversidades, em equilíbrio comigo e com meus pensamentos, aproveitar o vento no rosto e fazer parte da paisagem no presente, no lugar onde estou, sem me preocupar com o passado nem com o que está por vir.


Às vezes eu só queria conduzir a vida como conduzo minha moto: com cautela, cuidado — e, mesmo que eu caia, que eu esteja protegido, porque me equipei previamente para que, quando o infortúnio chegasse, eu sofresse na menor proporção possível.


Às vezes eu só queria conduzir a vida como conduzo minha moto: nos momentos de raiva, acelerar, chegar com velocidade, ativar minha endorfina e, momentos depois, simplesmente ficar bem.


Mas infelizmente a vida não é como a moto… mas pode ser vivida como se fosse. Basta ajustar o capacete da coragem, manter firme o guidão das escolhas e seguir em frente, sabendo que cada curva traz uma novidade, cada reta traz um respiro e cada quilômetro percorrido é uma vitória.


No fim, o importante é continuar pilotando — a moto, a vida e os sonhos.

A angústia, por mais sombria que pareça, é um lembrete de que estamos vivos — sentindo, buscando, querendo mais da vida do que ela às vezes nos oferece. Ela chega silenciosa, se instala no peito e tenta nos convencer de que estamos sozinhos. Mas não estamos. A angústia é, na verdade, um convite cruel para revisitarmos nossas dores e descobrirmos novas rotas para a paz.

É no aperto da alma que despertamos para a urgência de nos acolhermos. A vida não pede máscaras; pede coragem para olhar de frente aquilo que nos inquieta. E, quando fazemos isso, algo começa a se reorganizar dentro de nós. O caos dá espaço para pequenas frestas de clareza, como raios de sol atravessando nuvens densas.

Lembre-se: sentir angústia não é fraqueza, é humanidade. É sinal de que você se importa, de que existe um coração pulsante pedindo significado. Não fuja dela — escute-a. Ela não veio para te quebrar, mas para te mover.

Com cada respiração consciente, você recupera uma parte de si. Com cada gesto de gentileza consigo mesmo, a vida volta a ganhar cor. E assim, passo a passo, você transforma esse peso em impulso, e essa noite interna em amanhecer.

Quando a vida se levanta em tempestades, é exatamente aí que descobrimos quem realmente somos. As adversidades não surgem para nos diminuir, mas para revelar a força que muitas vezes esquecemos que possuímos. Cada queda é uma chamada silenciosa para levantar mais conscientes, mais preparados e mais fiéis aos nossos próprios sonhos.

É no desconforto que nascem as transformações mais profundas. Quando tudo parece incerto, temos a oportunidade de olhar para dentro e encontrar uma luz que nenhuma escuridão consegue apagar. Não se trata de ignorar a dor, mas de permitir que ela nos molde sem nos destruir.

Você carrega dentro de si uma coragem ancestral, uma resiliência tecida por todas as batalhas que já venceu. A vida não exige perfeição — exige presença, determinação e a ousadia de continuar mesmo quando tudo parece contrário.

Lembre-se: cada passo dado em meio ao caos é um ato de grandeza. Cada dia que você escolhe seguir em frente é uma vitória que ninguém pode tirar. E é assim, enfrentando o que parece impossível, que você constrói a versão mais forte, mais sábia e mais luminosa de si mesmo.

Sobre a prosperidade


Sim, é uma benção, a Palavra diz que nunca viu um justo desamparado, nem a sua descendência mendigar o pão.


Mas, ao mesmo tempo, a mesma Palavra diz que o amor ao dinheiro é a raiz de todo mal.


E um dia Ele encontrou um jovem que era perfeito e rico, que queria O seguir.


Então, Ele disse, vai vende o que tens e distribui aos pobres, e só depois, vem e segue-me!


O jovem ficou triste ao lembrar que possuía muitos bens, então virou as costas e foi embora.


Ele é real com suas promessas de Vida, mas precisamos estar atentos e lembrar que não foi Ele que uma vez disse, se Você se prostar e me adorar te darei todos os reinos da Terra...


Não esqueçamos que Ele veio nos trazer Vida e uma paz que supera todo o entendimento.






Viva e seja feliz ❤️


Maria Silva


@Eumariasilva100conta2

A bondade é uma força silenciosa que, mesmo sem alarde, transforma tudo o que toca. Em um mundo tão acelerado, ela é quase um ato de rebeldia — parar, olhar o outro com humanidade e oferecer um gesto que nasce do coração. Ser bom não é ser ingênuo; é ser valente o suficiente para acreditar que nossas pequenas ações ainda podem fazer diferença.

A verdadeira bondade não espera reconhecimento. Ela se manifesta nos detalhes: numa palavra que acolhe, num olhar que compreende, num cuidado que ninguém vê, mas alguém sente profundamente. E é justamente nesses gestos invisíveis que mora seu maior poder.

Quando escolhemos a bondade, escolhemos espalhar luz mesmo carregando nossas próprias sombras. Escolhemos construir pontes onde outros ergueriam muros. Escolhemos ser refúgio em meio ao caos.

E a beleza é que cada gesto gentil ecoa além de nós. Ele inspira, contagia, abre caminhos. A bondade é uma semente — muitas vezes pequena, quase imperceptível —, mas capaz de florescer em lugares improváveis e mudar o destino de alguém.

Cultive-a. Não porque o mundo é sempre justo, mas porque você é grande demais para deixar que ele endureça seu coração.

A aflição é aquele nó silencioso que aperta a alma quando tudo parece escapar por entre os dedos. Ela chega sem pedir licença e, de repente, o mundo parece pequeno demais para comportar nossas inquietações. Mas, por mais sufocante que seja, a aflição não é o fim — é um chamado profundo para olharmos com mais atenção para o que falta, para o que dói, para o que ainda precisa ser entendido dentro de nós.

É nesse aperto que descobrimos nossa capacidade de respirar fundo quando o ar parece escasso. A aflição nos obriga a desacelerar, a escutar o que a vida sussurra por trás do caos. E, aos poucos, percebemos que nenhum turbilhão é eterno: até as tempestades mais ferozes cedem espaço ao céu limpo.

Você não precisa enfrentar tudo sozinho. A aflição não diminui sua força; ela revela sua sensibilidade, sua coragem de sentir intensamente. É uma travessia — e cada travessia tem um outro lado esperando por você.

Permita-se ser gentil consigo mesmo enquanto caminha por esse trecho mais estreito. Cada passo, por menor que pareça, é prova da sua resistência. E quando a aflição enfim se dissolver, você perceberá que não saiu dela menor: saiu mais consciente, mais firme, mais vivo.