Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

Eu grito por dentro,
mas por fora finjo paz.
Carrego pesos que ninguém vê,
cicatrizes que ninguém desfaz.


Eu tento ser forte,
mas algo sempre me puxa pro chão.
É a guerra silenciosa
travada dentro da minha própria mão.


E quando a dor volta,
ela fala mais alto que a razão.
Mas eu sigo — quebrado, sim —
porém vivo,
com a alma sangrando na palma da mão.


— Valter Martins / Santo da Favela

Entre Duas Marés


Há caminhos que se fecham
muito depois de termos partido.
Ficam a respirar atrás de nós,
como portas que não sabem aceitar o silêncio.


Tu voltaste quando eu já era
memória dobrada dentro de mim,
um eco que a vida tentou apagar
mas que insistia em pulsar
como uma luz antiga de farol
a procurar um barco que já não volta.


E eu, que tantas vezes te esperei,
aprendi a caminhar com os pés feridos,
aprendi a ser terra firme
depois de ser tempestade.


Mas quando disseste “volta”,
o tempo abriu-se como um rio dividido.
Toquei-te ainda, como quem toca
uma fotografia viva,
mas o meu destino já tinha nome,
e a minha palavra já tinha dono.


Ainda assim, há noites
em que o teu nome sobe à superfície,
como uma ilha perdida
que o mar insiste em mostrar.


Não é arrependimento.
É apenas o coração a lembrar
que algumas histórias,
mesmo quando acabam,
continuam a respirar dentro de nós
como marés que não sabem
deixar de voltar.

Nada está perdido!
Ainda há relva que enfeita o caminho, há céu estrelado a nos encantar e o sol a nos iluminar. Há pássaros que cantam, há sonhos que nos alimentam e um Deus que nos protege. Alegrai-vos! Tempestades passam e existe o tempo certo pra colheita de frutos doces, de redes em noites de luar. Bendizei os dias, sejam eles quais forem; tudo é aprendizado, tudo é recomeço.

De Tanto Amor

De quanto estou a te amar em sentido vão?
Do amor... que dele me valha a certeza
Que dele me traga sua plena beleza
Rica quimera para um infeliz coração.

De quantas esperas sofro eu de solidão?
Cortina que se fecha de grande tristeza
Luz que se apaga, por tamanha frieza
Traz vazio d’alma de dor em comoção.

Pela tua ausência, que me lide à vida:
Arrancam-me as encostas, sombras sem ti
Por vulto ébrio, que te solvo embebida.

Mas um dia, mesmo consumida e vencida,
De tanto amor, amar-te em vida... Só a ti
Hei de morrer, tendo-te além da partida.

Construa-se!
Para que tudo em você seja.
Faça-se!
Para que tudo em você aconteça.
Queira-se!
Para que as suas vontades brilhem.
Espalhe-se!
Para que você se una.
Aterrisse-se!
Para que o voo erga os seus sonhos
E voe-se!
Para que o chão os realize.
Mas, acima de tudo,
Ame-se!
Para que a paixão seja o seu primeiro
E eterno humilde amor.

Querida solitude, até então querida...
Você vem me mostrando seu lado mais sombrio
Te batizo com o codinome solidão.
Minha vida nesses últimos anos tem sido em profunda solitude,
Tão profunda que acabei me perdendo em seu meio e deixando-a se transformar em solidão,
Agora já tão emaranhado
Tão gélido que não consigo escapar...


Saudades de minhas amizades que por vez se
perderam em outros caminhos enquanto eu procurava um retorno ao meu.
Saudades dos meus familiares que por motivos banais e fúteis desataram os laços de nossa família.
Saudades também de tudo que deixei para trás quando decidi buscar uma vida melhor em outra cidade longe de todos
Em busca da felicidade sem me tocar que ela sempre se fez presente em momentos, detalhes e prazeres carnais.


Sentir-se sozinho é não ter motivos para se levantar e aproveitar a vida.
Sentir-se sozinho é viver por materiais e desistir dos carnais.
Sentir-se sozinho é entrar em um mar de si mesmo e perceber que não sabes nadar...


Me pego pensando se conseguirei escapar desse sentimento que me faz fantoche do sistema, zumbi da sociedade.
Espero conseguir me livrar de ti solidão.
Espero tornar-me parceiro da solitude e deixar de ser apenas um hospedeiro da mesma.
Espero reencontrar o caminho de minhas amizades ou até mesmo, criar novos caminhos. Só espero ser feliz novamente...


De: eu
Para: solitude

Nossas vidas se alinharam, uma chance impossível
E na impossibilidade mágica das coisas algo me assusta
Quando penso sobre todas as possibilidades possíveis,
No mar de incerteza da vida, onde o improvável se faz presente, a única certeza é a da própria incerteza
E nessa me vejo antecipando a dor do desamor
De tantas possibilidades, vejo a que me deixas


Fico desolado com tais pensamentos e sentimentos após tantos anos desacreditando no amor e em suas improbabilidade, me vejo em um provável improvável romance
Tão fora da curva e realidade que como prediz o efeito borboleta, ate o bater de suas asas te faria voar para longe.
Tenho medo desse dia, medo de cair na solidão, isolamento e ignorância perante o amor


Provavelmente você tera sonhos e planos maiores que nossa relação nascente da improbabilidade


O medo me consome e corroe, alimentando a ansiedade que aperta e machuca meu peito


Mas não posso te prender e te fazer ficar.

A apatia me consome, sinto que parte de mim se perde a cada instante, me reviro na cama, me levanto, deito novamente e nada muda o que sinto.
Me sinto preso a mim mesmo, preso em minha mente, preso em minha solidão.
Às vezes só queria sair pelas ruas sem destino prévio, me perder em meio a noite, adiar ao máximo a chegada do novo dia, poder, por mais um instante me distanciar de tudo e só escutar os sons ecoantes do mundo em meio à penumbra da noite mesclada à luz radiante da lua.
Subir ao topo de uma montanha só para admirar o mundo acontecendo, e por um minuto me esquecer que participo do caos da vida, apenas observar ao longe a entropia do universo, e desejar participar da dança cósmica em meio a poeira e às estrelas.

Eu tenho medo de amar


Eu tenho medo de amar,
Sempre que amo, me dói
Não sei viver um amor leve e feliz
Quando amo, amo intensamente,
Tão intenso que dói


Mas eu gosto
Gosto da sensação de ser pequeno
Pequeno perante o amor que desenvolvi
Amor que sempre corrompe
Me deixa um vazio enorme
Só a quem dediquei o amor preenche esse vazio


O problema de amar intensamente
E se entregar de corpo e alma
É quando não nos corresponde
A única coisa que resta é o vazio e a dor


O vazio que corroe o coração
A dor que dói a alma.
Eu tenho medo de amar
Amar e não ser correspondido


O vazio já se fez presente tantas vezes
Que sinto não ter mais nada para partilhar
A dor já me solou tantas vezes
Que já nem dói tanto
Ainda assim me apavora pensar em amor
Em viver tudo novamente.

Seja meu louco.
Vamos montar um show de esquisitices e nos apresentar como atração principal


Vem ser louco comigo.
Vamos correr na chuva, e se arrepender depois de pegar um resfriado


Junte-se a minha loucura.
Vamos à uma festa duvidosa e fazer uma tatuagem bêbados


Divida sua loucura comigo.
Vamos contar nossos segredos mais constrangedores e acabar percebendo que não somos tão diferentes


Mostre que sua loucura parece nem que seja um pouco com a minha
Tal qual Clarice Falcão ao escolher seu louco
Eu te escolho
Seja louco comigo
Não me deixe ser louco sozinho

Nossas realidades se cruzaram,
Naquele dia em que nos conhecemos.
Penso o quão improvável foi tudo acontecer
Somos tão diferentes,
Você alta classe e nos padrões
Eu rebelde e contra o sistema


O destino às vezes brinca um pouco
Imagino ele como um ser que controla a realidade
Vejo ele brincando de colocar nossos caminhos para se cruzarem...
Por que mais isso aconteceria?
Se não uma grande piada do destino


Algo tão improvável que bagunça a realidade,
O destino gargalha de tudo isso
Como se fôssemos o stand-up favorito dele
O improvável acontece quando o destino brinca conosco...

Vulnerável


Quão vulnerável nos sentimos às vezes,
Tem dias que me sinto um filhote na natureza
Quando a mãe sai para caçar e ele fica sozinho


Somos todos meio filhotes
A vida e o convívio com as pessoas seria a natureza


Incerta, desconhecida e meio assustadora,
Eu até gosto um pouco de tudo isso
Saber que por mais que eu tente
Nunca vou saber o que vem amanhã
Ou o que vão pensar de mim


Gosto um pouco, mas na maioria me traz medo
Um sentimento de incapacidade
Não conseguir sair do lugar.
Medo de tudo que espreita nas sombras
Sinto-me vulnerável à vida.

Pense em mim


Me pergunto se você pensa em mim
Nem que seja por um momento
Como um flash, venho em sua memória
Besteira... nunca perderia seu tempo assim,
Mas algo em mim tenta argumentar


E se ele estiver pensando em mim nesse momento?
Dizem que quando alguém vem em sua mente repentinamente,
Significa que essa pessoa está pensando em você


Se for verdade...
Me declaro o tema de sua vida,
Pois não me sai da mente
E quem sabe também estou presente em sua
O que estou pensando?
Você nunca perderia seu tempo assim, perderia?

Te queria


Te queria, mas nem querendo eu consigo querer,
Quis tanto, mas você não me quer,
Sem querer querendo que me queira
Queria que me quisesse
Quis tanto que já nem quero mais


Mas ah! se me quiseres...
Voltaria a te querer
Mas enquanto não me quer,
Deixo de te querer sem querer

Seleção Natural - Obediência é Salvação.
A verdadeira essência do amor e da vida revela-se na aceitação incondicional de quem somos, permitindo que o sentimento transcenda o tempo e o espaço, elevando-nos a um estado de conexão profunda e genuína. Assim como a natureza opera por uma seleção natural que favorece a autenticidade e a evolução, a obediência às nossas verdades internas torna-se nossa salvação. A sincronicidade da vida — essas coincidências significativas que surgem sem uma causa aparente — é o universo nos enviando sinais claros de que estamos alinhados com nossa jornada mais autêntica. Quando estamos prontos para ouvir essas mensagens, nossa percepção sensível e intuitiva se abre, conectando o mundo interior ao externo de forma consciente. Nesse processo, fica evidente: a verdadeira sobrevivência e evolução dependem de reconhecer que a obediência às nossas verdades é o caminho para a salvação. Se o coração for forte, a alma sempre encontrará novos começos, guiada pelas pistas do universo na incessante seleção natural de quem realmente somos.

No silêncio da alma, um chamado a ressoar,
Chama Gêmea, caminho de amor a iluminar,
Entre mistérios e luz, vamos juntos explorar,
E na jornada do espírito, nosso destino encontrar.

Do profundo do coração, surge a conexão,
Transcendendo fronteiras, unindo a paixão,
E na busca eterna pela nossa evolução,
Descobrimos a essência, a pura vibração.

Este livro é convite, ponte de esperança,
Para despertar a consciência, ampliar a criança,
Heróis de si mesmos, com coragem e esperança,
Na dança do amor, a alma se lança.

Venha desvendar os segredos do coração,
Na magia do universo, na sagrada união,
Chama Gêmea nos guia na evolução,
Um caminho de amor, de pura emoção.

🎙️ QUANDO O AMOR
CHEGOU 🌹


Quando o amor chegou...
Ele não gritou, não fez cena,
Apenas veio —
como quem entende a dor
e toca com calma.


Chegou no silêncio que abraça,
no olhar que diz tudo
sem precisar dizer nada.


Veio como brisa em dia quente,
como chuva leve na alma seca.
Como sol que aquece devagar,
mas não queima.


O amor chegou...
E encostou no meu peito
como um remédio antigo,
daqueles que curam sem pressa,
mas curam.


Disse, sem palavras:
“Você não está mais sozinho.”


E ali, o coração cansado descansou.
Ali, as feridas cicatrizaram.
Ali, o medo foi embora.


O amor não salvou o mundo,
mas salvou o meu.


As flores ficaram mais vivas,
o tempo ficou mais leve,
e até o silêncio ganhou música.


Ah... como é bom o amor.
O que chega sem cobrança,
o que fica sem amarras,
o que cuida… sem dizer que cuida.


O AMOR CHEGOU.
E tudo em mim soube:
Que era verdade . 🌼 🌷

Ontem observei as pessoas, algumas cheias de conversas, outras presas ao celular, mas todas vivendo.
Então, pensei somos seres estranhos, pois neste exato momento, existem pessoas morrendo, e a gente segue vivendo normal, não paramos para pensar que estamos aqui, e outras pessoas estão saindo daqui, e só paramos quando alguém bem próximo morre, mas dias depois, os sorrisos voltam, e a vida segue, e outras crianças nascem.
Não estou falando de tristeza, mas de vida.
A gente precisa viver o momento, ser grata por ele, estar presente, quando caminha, quando conversa com alguém, trabalha, estuda ou se diverte.
Porque muitas vezes, não estamos presentes nos momentos da nossa preciosa vida, pois as vezes estamos sentados em um café, mas nossa mente e pensamentos estão em outro lugar com outras preocupações, e aquele momento passa, e a gente chega em casa, cansado, mas sem ter vivido aquele momento precioso de saborear um café, pois não estávamos por inteiro lá.
O que fazer então?
Respirar, estar presente no nosso dia, olhar para pessoas, como gostaria que olhassem para nós,
lembrando que assim como nós, elas tem suas alegrias e seus medos.
Fim

A saudade chega, um vento gelado,
Trazendo lembranças do teu lado.
O abraço ausente, o beijo que falta,
Um vazio que dói, uma dor que exalta.


Mas em meio à ânsia, teu nome eu sussurro,
Fiel ao meu peito, meu amor puro.
A tua lealdade, um farol na tormenta,
Afasta a incerteza, a dor que atormenta.


Pois sei que em ti, meu coração repousa,
E a fidelidade, em nós, se compousa.
Essa saudade que tanto me invade,
É prova do amor, da nossa unidade.


Que o tempo passe, que a distância se vá,
Mas a chama acesa, em nós, sempre estará.
Fiel a ti, meu amor, em cada pensar,
A saudade me ensina, a te amar e esperar.

"A Melancolia Que os Alunos Carregam Dentro Deles.”


As salas de aula parecem cheias de vozes, risadas e movimentação, mas, se olharmos com atenção, veremos algo escondido por trás dos cadernos abertos e das telas iluminadas: uma melancolia silenciosa que muitos alunos carregam.
Ela não é sempre visível. Às vezes se esconde num olhar cansado, num suspiro diante de uma prova, na falta de entusiasmo para responder a uma pergunta simples. Outras vezes aparece no corpo que está presente, mas na mente que vaga para bem longe.
Essa melancolia nasce de muitos lugares: da pressão em ser perfeito, do medo de decepcionar, da comparação constante, da falta de tempo para viver fora da escola, do peso das expectativas. Nasce também da solidão disfarçada, da sensação de não ser ouvido, de que suas dores são pequenas demais para importar.
No fundo, cada aluno carrega uma batalha invisível. E a escola, que deveria ser espaço de descoberta e crescimento, tantas vezes se torna palco de ansiedade, cobrança e silêncio forçado.
A melancolia dos alunos é um pedido de pausa, de escuta, de acolhimento. É o coração dizendo que aprender não pode ser apenas decorar fórmulas e datas, mas também encontrar sentido, encontrar lugar, encontrar-se.
Porque só quando a escola aprender a enxergar o que os olhos não mostram, os alunos poderão estudar sem sentir que precisam esconder dentro deles a parte mais humana que possuem: a fragilidade.