Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

Nasci de novo através da poesia.
Num momento em que já não havia saída,
quando a angústia e a escuridão dominavam,
a poesia chegou.

Versos de rancor marcavam cada folha,
com o lápis que parecia mais pincel.
Forte! Cheio de erros ortográficos,
sem acentos,
mas carregado de sentimento.

Entre críticas e superação,
no contraste entre razão e emoção,
encontrei minha paz,
meu alicerce,
meu refúgio da mágoa —
mágoa que me tornou forte, que mais tarde,
transformou-se em um arco-íris repleto de luz.

E mesmo diante da tempestade,
ele permanece lá,
refletindo a beleza do mundo,
a beleza da vida que, no início, é dor.

Pesquiso, busco sinônimos,
generalizo,
mesmo que ainda incerto,
mantenho meus princípios e provérbios:
a vida é feita de escolhas,
e eu escolhi ser honesto.

Busco um sonho que leva pureza a todos que estão ao meu redor;
um sorriso sincero,
poeta de alma livre e correto, que jamais andará sozinho, pois Jesus é o meu guia e minha mente é meu destino.

Luz e Sombra da Alma




Há dias em que sou luz.


Ilumino tudo sem querer.


outros dias…


Eu sou sombra.


Me escondo de mim.


Faço o mal que não quero,


sem entender por quê.


O bem que desejo


fica parado na beira


do meu medo.


Sou cheia de abismos.


feridas antigas,


gatilhos que disparam sozinhos


quando menos espero.


não é drama,


é história mal curada.


E o que eu alimento em silêncio


cresce.


A raiva?


A compaixão?


A crítica?


O amor?


A alma é território de guerra,


mas também é jardim.


E se não cuido,


tudo vira mato por dentro.


O autoconhecimento não é bonito,


é rasgar a pele,


olhar os monstros nos olhos,


e ainda assim escolher


ficar.


curar.


voltar pra si.


Porque o mundo dentro da gente


precisa mais do que frases bonitas —


precisa de presença,


de coragem,


de recomeço.


Nascer de novo


não é sobre mudar tudo.


É sobre lembrar


quem se é


embaixo de todas as máscaras.


Sou luz.


Sou sombra.


Sou quem observa as duas


e aprende a viver


com inteireza.


CONCEIÇÃO PEARCE

Paradoxo da Vida




Quando insisto em flutuar,


o corpo teima em afundar.


E quanto mais busco a razão,


mais me afoga a solidão.


Mas se entrego o meu pesar,


sem forçar, sem me agarrar,


o mar me toma com ternura,


e me devolve à superfície pura.


A calma vem quando me rendo,


sem controlar, apenas sendo.


O medo nasce ao tentar segurar


o que só vive se eu deixar soltar.


Segurança é ilusão bonita,


que nos engana, que nos limita.


É no soltar que a alma voa,


é no confiar que a dor escoa.


Afundar por querer flutuar,


flutuar por saber se soltar.


O paradoxo é sutil, profundo:


é se perder pra caber no mundo.


CONCEIÇÃO PEARCE

Porção diária

A alegria, a esperança, a cordialidade, a paz existem. Sim, existem! São porções diárias que conhecemos ora como momentos mágicos, ora como instantes memoráveis, ou ainda como um afago no próprio ego.
E na correria desenfreada, à qual a maioria das pessoas está submetida, não lhes sobra tempo para o carinho sincero. O flerte já não se dá mais "olho no olho" e, sim através de um tipo qualquer de tela.
Os valores perderam-se no tempo. A gentileza tornou-se desconhecida, salvo quando há necessidade por esta, interesse próprio.
E de repente no caminho diário de cada pessoa surge um pequeno envelope, nada demais, senão talvez pelo seu conteúdo, que pode tocar o coração ainda morno, e despertar a potência de sentimentos hibernarda a algum tempo, e que precisa ser provocada para que ofereça algo extraordinário ao mundo, gerando uma rede de tende a ganhar dimensão incalculável e transformar os incontáveis mundos pessoais, frios e perdidos.

Vento de Esperança


O mundo rugindo, furioso,


Carrega em si o peso da dor,


Dentro de cada ser, uma tempestade,


Violência, medo e rancor.


Nas ruas, nos lares, nos silêncios abafados,


A cada canto, a fúria se acende,


Homens e mulheres se perdem em si mesmos,


E as crianças, com olhos tristes, ainda aguardam.


O que se perdeu?


O que restou de humanidade?


Tantas mãos levantadas, mas poucas para amar,


Somos todos um grão de areia, frágil e passageiro,


E amanhã, quem seremos, se a raiva não cessar?


A arrogância é o manto que muitos vestem,


Esquecem que viemos nus, e nus, partiremos,


Mas no fundo da alma, no fundo da dor,


É o amor que deve ser a razão de tudo, o que devemos carregar.


É ele que apaga o fogo da fúria,


Que renova os corações cansados,


Afinal, tudo passa, até o mais forte dos ventos,


E só o amor, eterno e imortal, será o que restará.


CONCEIÇÃO PEARCE

Vulnerável

Sou vulnerável, sim —
às bobagens que dançam no ar,
às palavras miúdas que ninguém quis guardar,
a um olhar que escapa, sem querer,
e às ideias que invento sem saber.

Sou feito de brechas e de vento,
de silêncios que gritam por dentro,
de gestos que não se explicam,
de sonhos que se multiplicam.

Basta um riso torto, um suspiro alheio,
e já me desfaço inteiro.
Não é fraqueza, é excesso de sentir,
é viver com o coração sempre a descobrir.

Imagino mundos em cada gesto,
crio histórias onde só há restos,
e me perco — doce e profundo —
no que talvez nem exista neste mundo.

Sou vulnerável, e nisso há beleza:
ser tocado pela leveza,
ser inteiro na incerteza,
ser humano na delicadeza.

Roberval Pedro Culpi

Poema(autor: Levy Cosmo Silva)


NAS RUAS CLAMAM


"Escuto vozes que clamam,
sinto o sangue que grita,
lembranças na mente emanam,
e o meu ser então se agita.


Perdoem almas que vagam,
também as mães que choram,
do mal muitos se livraram
e ao bem hoje se aportam.


Nunca fui um santo ,
nem tampouco monstro,
Luto silenciosamente no canto,
usando a dor como encosto.


Morte, solução de covarde,
Sorte, coube a mim.
Gratidão em Deus me invade,
pois ele adiou meu fim.


Vou indo a caminhar,
rumo ao desconhecido,
vendo o mundo fico a pensar,
onde há um só amigo?"


Autor: Levy Cosmo Silva

SEXTOU

O sol se despede, dourando o horizonte,
A semana se curva, cansada, ao crepúsculo.
Nas ruas, murmúrios de liberdade,
A cidade respira um alívio coletivo.
SEXTOU, o grito ecoa nas almas,
Como um pássaro que se liberta da gaiola.
Os relógios se tornam cúmplices,
Marcando o início de um sonho compartilhado.
A noite veste seu manto estrelado,
Promessas de risos e encontros ao luar.
Os corações dançam ao ritmo da esperança,
Embalados por melodias de alegria.
SEXTOU, o tempo se dilata,
Os minutos se tornam eternos instantes.
A rotina se dissolve em brumas,
Dando lugar ao improviso e à magia.
Os bares são templos de celebração,
Onde brindes selam pactos de felicidade.
A vida se revela em cores vibrantes,
Num quadro pintado com tintas de eternidade.
SEXTOU, a alma se renova,
Como a lua que se refaz a cada ciclo.
O fim de semana é um oásis,
Onde descansamos e nos reencontramos.
Então, celebremos a sexta,
Com a leveza de quem sabe viver.
SEXTOU, é o mantra que nos guia,
Para um amanhã repleto de possibilidades.

Roberval Pedro Culpi

Título: Amor clichê

Verso 1: Amar é encontrar no outro o seu lar
É sentir o coração bater mais forte só de olhar
É viver um sonho, um conto de fadas
É saber que juntos, não há nada que nos separe

Refrão: Amar é acreditar no impossível
É ser feliz só por estar ao seu lado
É viver cada dia como se fosse o último
Amar é tudo, é o nosso destino traçado

Verso 2: Amar é caminhar de mãos dadas na chuva
É sorrir sem motivo, só por te ter aqui
É enfrentar o mundo, sem medo, sem dúvida
É saber que o amor é a força que nos guia

Amar é mais que palavras podem dizer
É um sentimento que não se pode esconder
É a luz que brilha em nossos corações
Amar é viver, é a mais linda das canções

Refrão: Amar é acreditar no impossível
É ser feliz só por estar ao seu lado
É viver cada dia como se fosse o último
Amar é tudo, é o nosso destino traçado

Final: Amar é você e eu, juntos para sempre
É um amor eterno, que nunca vai acabar
Amar é o que nos faz completos
É a razão de tudo, é o nosso amar

Roberval Pedro Culpi

TENDE PIEDADE

Sede piedosos, acima de tudo piedosos, com aqueles pobres diabos que cruzaram seu caminho,
e não deixaram marca alguma,
nem sequer o rastro que até os vermes o fazem,
tamanha a sua insignificância.
Tende piedade destes homens pequenos, que independentemente de estatura,
foram sempre baixos, como assim eram baixos seus instintos e suas ações.
Decerto que também se avie, de tanto cercado de mediocridade, não passes a sê-lo também, porque se a altivez exige dedicação e persistência, a insignificância lhe cai de forma rápida e quase imperceptível.

(Livremente inspirado no Soneto da Piedade
de Vinicius de Moraes)

RPC 14/08/2024
Roberval Pedro Culpi

SER PAI

Na dança da vida, um passo surpreendente,
A paternidade veio, de repente.
"Preparado?" perguntei, com um sorriso irônico,
"Claro, como os
peixes para voar."

A vida, com seu charme, se instalou em mim,
E com ela veio a esperança enfim.
"Amor por um filho," dizem, "é o maior que há,"
Mas eu, que amo-me tanto, como quem já sabe.

Com o tempo, compreendo, ou pelo menos acho,
Que a paternidade é um caminho que se faz.
É um desafio, é uma jornada sem fim,
Mas com cada passo, aprendo a dar um sorriso.

Porque sou pai, e isso é mais do que tudo,
É amar mais do que eu mesmo, é ser mais do que eu.

Roberval Pedro Culpi

MEMENTO MORI 2

No silêncio da noite, a lua observa, Cada suspiro, cada sonho que se reserva. O tempo, um rio que nunca cessa, Leva consigo memórias, em sua pressa.
Pensamos que a vida é um caminho linear, Mas é um labirinto, cheio de mistérios a desvendar. Cada passo, uma escolha, um destino a traçar, E a sombra da morte, sempre a nos lembrar.
“Memento mori”, ecoa no vento, Um sussurro antigo, um sábio lamento. Não é só um aviso da finitude, Mas um convite à plenitude.
Esqueça o medo, abrace o agora, Pois é no presente que a vida aflora. O passado é um eco, uma sombra distante, E o futuro, um sonho, uma promessa vibrante.

Roberval Pedro Culpi

MEMENTO MORI

Pensamos que a sombra se aproxima, Mas, na verdade, ela já nos envolve. O tempo que escorreu, não nos pertence mais, É da sombra, que tudo recolhe.
Os anos que respiramos, já se foram, Até quem éramos ontem, já se desfez. A vida autêntica é o presente que abraçamos, É o agora, o instante que vivemos de vez.
“Memento mori”, sussurravam os sábios antigos, Não só um lembrete da brevidade da vida, Mas que estamos desvanecendo, dia após dia, E o passado, nas mãos da sombra, jaz escondida.
Esqueça o que foi, o que já se perdeu, O passado não vive, não mais nos molda. Olhe adiante, viva o agora com paixão, Pois só no presente reside a verdadeira canção.


Roberval Pedro Culpi

MANHÃ DE INVERNO

Amanhece o dia de inverno, Nasce o sol dourado no horizonte, Antevendo um dia frio e iluminado, Onde o brilho aquece o coração errante.
Os raios tímidos tocam a terra, Despertando a natureza adormecida, Em cada folha, um reflexo de esperança, No ar gelado, a promessa de um novo dia.
O céu se pinta de cores suaves, Um espetáculo de luz e serenidade, E mesmo no frio, há calor na alma, Pois o sol, com seu ouro, traz felicidade.

Roberval Pedro Culpi

SONETO DO PRESENTE
No cárcere do ontem, almas presas,
Mágoas e culpas, sombras a vagar,
E o amanhã, com suas incertezas,
Ansiedade e medo a nos cercar.

Esquecemos que o agora é o que existe,
É nele que pulsamos, que vivemos,
E no presente, o coração insiste,
É então que em sonhos florescemos.

No instante, a vida se revela,
É aí que a alegria se esconde,
Deixemos o passado, sua cela,

E o futuro, com seus medos, responde.
Vivamos o presente, sem mais demora,
Pois só nele a felicidade se esconde.

Roberval Pedro Culpi

MADRUGADA DE NATAL


Ouve -se ao longe gemidos
O silêncio no corredor impera
A vida, a morte em atritos
Mas é o bem que se espera.


Noto pessoas, famílias, fatos
Cada um com seu problema
Somos complexos mas fracos
A soberba: nosso maior dilema.


Do maior ao dito desprezível
Desejamos a mesma sorte
Aqui não existe status nem nível
Toda máscara cai diante da morte.


Levy Cosmo Silva

Olha a sua volta


Olha em sua volta
Parece que tudo
Esta perdido
O tempo não
Está claro
Porém não estamos
Ainda sem a luz.
Olha por sua volta
Crer no Deus
E em tudo aquilo
Que pode lhe manter
De pé.
Olha em sua volta
Veja o mundo
Pela sua forma
Sem perder a esperança
Tem de sempre lutar.
Olha para sua volta
E o mundo já girou
Em volto de si mesmo
E fez o movimento
De translação também.
Olha por sua
Volta
O caminho pode ser longo
Não se pode
Perder a utopia
A sede de vencer.

Que nada se cumpra na minha vida se não estiver de acordo com a vontade perfeita e bondosa de Deus. Deus não erra nem por um segundo e nem por um milímetro. Ele determina os bons ventos e acerta o alvo na velocidade correta. Só Ele amadurece nossos corações e forja nossos pensamentos para que sejamos filhos dedicados, fieis e compreensíveis de suas vontades! Que nada fuja da minha compreensão! Que eu amplie a minha conexão com o Espírito Santo a cada manhã que me é concedida por Deus! Que Deus fale diretamente comigo e mude a minha vida se for preciso para que toda a vontade dEle se cumpra! Que minhas palavras sejam grandes bençãos na vida de quem está lendo! Amém!

(Aline M. Abdalah)

Amina em mim, tão forte resiliente, feito um leão valente, nas batalhas sempre de frente .


A leoa é um leão, rei do bando que defende.
Não ultrapasse as muralhas,
Nem tente , não bata de frente .


Feito flecha, uma águia , ela não abaixa a guarda.
Já viu mão de princesa serem toda calejadas?


Princesa não, guerreira sim , mulher macho força bruta.
Sem vestido de seda, minha seda é uma armadura.


Amina em mim, a semente duvidosa.
Qualquer lugar que se lança , ela brota , ela brota.

ENTENDI A QUE VEIO (*)

Certo dia, recebi imagens e mensagens de orientação geral que, percebi, servem para todos.

Por meio da imaginação da minha mente (será?), chegou a imagem de um pássaro enorme, que se aproximou de mim trazendo uma mensagem sem palavras!

O verbo era a sensibilidade de entender o TODO, o mundo visível e o invisível existentes ao nosso redor. Como no tempo de nossos ancestrais mais antigos, que não tinham descoberto (ou desenvolvido) o verbo – a palavra – e, assim mesmo, interagiam com o mundo interno e externo, visível e invisível, material e imaterial.

Foi assim:

Vi o pássaroe entendi a que veio.

Senti o vento e entendi a que veio.

O odor das flores presentes, entendi a que veio.

A força das montanhas e das árvores, entendi porque veio.

O sabor dos frutos e do sal do mar, entendi a que veio.

O som de músicas e explosões.

A luz do universo sem palavras...

A tudo e a todos, compreendia a razão da sua existência e porque vieram a mim!

Ver, ouvir, sentir, inalar

de uma forma única, total e de uma só vez.

Interação absoluta entre o material e o sutil.

O visível e o invisível.

O pássaro continuou, ali, marcando presença como num sinal de alerta, como um elo de ligação entre o presente e o passado.

Sem tempo,

Sempre!

O pássaro trouxe o som,

o vento,

o gosto,

as árvores,

as flores,

os frutos,

os animais,

os homens,

as montanhas,

a Terra,

o Céu,

o Sol

as Estrelas

e o amor.

O finito infinito!

O infinito finito!

E eu no meio de tudo e de todos.

Tudo em mim, todos em um.

Somos todos um!

Podemos acessar essa essência sempre!

Era, é e assim será.

(Hidely Fratini Carvalho - 2012)