Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

Por algum momento você já parou para observar o quanto você já aprendeu na sua caminhada, com relação a sentimentos, emoções e comportamentos?


Coisas que você fazia e hoje já não faz. Verdades contadas para si mesma que hoje não fazem o menor sentido. Coisas das quais você tinha uma profunda certeza, e hoje observa que eram apenas crenças...


A vida é pedagógica, como diz um amigo meu.


Dentro do meu processo de autoconhecimento, uma frase que me abriu todas as portas foi: “Estou aberta para o novo!”


Porque, no fundo, dentro do nosso modelo de mundo, tudo o que existe é aquilo que nós pensamos e acreditamos, baseado nas experiências, nos traumas e nas crenças familiares que trouxemos.
Será que tudo o que aprendemos ou acreditamos realmente nos traz felicidade?


Será que estamos vivendo a vida que desejamos viver ou estamos repetindo padrões familiares?
Ou ainda, tentando agradar nossos pais ou a sociedade?


Eu percebi que vivia padrões que, até então, eu achava que eram o correto a se fazer. Tentava me encaixar, pertencer, mas aquilo não dizia respeito à verdade da minha alma. Eu me sentia presa, até que um dia descobri que a verdadeira liberdade vem do autoconhecimento.


Quando falamos de autoconhecimento, pensamos que é saber do que eu gosto, das minhas cores preferidas, das pessoas com quem gosto de conviver, do que gosto de comer, para onde gosto de viajar...


Autoconhecimento é, de fato, compreender que já sou livre, que já sou feliz.
Mas, para isso, é preciso muitas vezes entender algumas coisas antes...


Por que você vive o que vive?
Por que repete padrões de comportamento destrutivos?
Por que ainda vive preso às histórias do passado que causaram traumas, falta de perdão e culpa?


Liberdade é conhecer a sua real natureza.
Quem realmente eu sou?
Da minha boca foi difícil sair essa frase: “Eu sou o Eu Sou.”
Mas hoje faz total sentido!


Compreendo a dualidade que existiu e ainda existe dentro de mim, reconhecendo, nos momentos de silêncio interno, que, retirando as cascas, posso experienciar a unidade, o que faz todo sentido no caminho pedagógico desta existência humana.


Como vão seus processos internos?
Já se sentiu perdida ao perceber que tudo o que um dia fez sentido já não faz mais?
Como posso te ajudar?






13/07/2021
Karina Megiato

Sabe quando sua menininha cresceu?


Quando, ao olhar essa foto, não reverberou no seu íntimo nenhum espaço interno de julgamento:


“Pra que tanta exposição?” ou “Que incrível, um feminino livre se expressando.”


Quando conectadas à nossa energia de base, vibramos além do julgamento, do medo, da raiva, da sexualização do corpo para joguinhos e manipulações.


Em energias mais sutis, é possível reconhecer o receptáculo que tu és da energia da fonte criadora e experimentar o corpo como fonte de prazer sagrado.


Essa energia da mulher sempre foi difícil de sustentar.
Ela atrai olhares, julgamentos e, o pior, o julgamento de outras mulheres,
que condenam e estão em uma energia masculina tão densa,
que não se recordam nem de que possuem um corpo capaz de sentir e se expressar.


Uma mulher desconectada do seu feminino, nesse papel de julgamento,
na verdade, não está julgando a outra, e sim o lugar onde gostaria de estar:
livre dentro de si, mas não consegue, porque ainda não foi possível acolher sua criança ferida.


O importante não é a dor que carregamos, mas o que estamos aprendendo
e como estamos utilizando essa dor para o nosso crescimento pessoal.


Eu, por muito tempo, não senti prazer por meio do meu corpo.
Vivia dentro da minha mente ansiosa.
Precisei me desconstruir, me reconhecer de volta, voltar às origens.
Foi um processo longo, nem sempre em flores,
mas a caminhada valeu a pena para conquistar a minha liberdade de mim mesma,
do meu próprio autojulgamento.


Ao curar a menina, a mulher cresce.


Vamos curar nossas meninas?


15/08/2021 20h21

Passei dias pensando por que minha vida não anda, me cobrando para desengavetar projetos e não permanecer tanto na inércia, na indecisão do que fazer.


Quando há excesso, há confusão.


Parei.
Me retirei, sem decisão, sem saber para onde me movimentar, como uma peça no tabuleiro de xadrez que não vê mais saída para a próxima jogada.
Me cobrei, me julguei, me achei inútil.
Eu não poderia me permitir estar daquele modo.
Precisava seguir, pois a vida é movimento...


Até que eu entendi que permanecer no recolhimento também é movimento,
movimento de descanso, movimento de se retirar para se reconhecer e se reconectar.


A vida acontece em ciclos.
Tudo o que um dia nasce e cresce também precisa morrer.
Nós, mulheres, somos cíclicas.
Dentro dos nossos processos há crise e transição, para que surja a transformação.


Devemos respeitar os nossos processos internos, reconhecer que dentro de nós também há sombras, faz parte da dualidade da vida.
Com mais clareza, podemos escolher não ver dualidade e sim unidade, percebendo que tudo faz parte deste ciclo infinito da consciência cósmica.


Com isso, reconheço que não devo me cobrar tanto.
Entender que os meus processos de transição também são necessários para o meu crescimento, amadurecimento e fortalecimento na guiança divina.
Porque, quanto mais eu reconheço a minha incapacidade de mudar ou controlar qualquer dos meus processos, mais sábia me torno para entregar a Ele, que tudo sabe.






13/07/2021 19h12
Karina Megiato

Pratique o silêncio regularmente.
Faça terapias, pratique yoga com frequência. Realize práticas ou participe de experiências que promovam um olhar mais profundo para suas questões internas, seus pensamentos e suas emoções.


Só acolhendo com amor nossas dores, carências e traumas é que conseguimos olhar verdadeiramente para a vida.


Como fazer é fácil, existem inúmeras formas de praticar a auto-observação e o autoestudo. Observe o que mais faz sentido para o momento que está vivendo.


O difícil é fazer disso um hábito, pois nem sempre é fácil olhar para dentro de nós aquilo que está gritando para ser visto.
Mas te garanto que vale a pena.


Muitos dizem que as respostas estão em olhar para dentro de nós mesmos.
Mas como fazer isso?


Afinal, nem sempre é fácil lidar com aquilo dentro de nós que está pedindo para ser visto.






23/05/2021 10h39
Karina Megiato

Você já sentiu que não estava no seu lugar?


Eu passei muito tempo sem entender por que nada na minha vida fluía.
Era como se faltasse o colorido da vida que eu sempre ouvia as pessoas falarem...


Eu não entendia o porquê de estar aqui, qual era o sentido de batalhar tanto e não estar completamente feliz.
Eram muitos questionamentos que não tinham respostas, até eu entender que não havia “tomado a mãe”.


Como assim, Karina — tomar a mãe?


Isso mesmo! Nosso primeiro relacionamento é com a mãe.
Tomar a mãe é tomar a vida.


Quando nascemos, se por algum motivo não formos diretamente ao seio da mãe, para tomar o alimento, isso gera um movimento de amor interrompido.






24/05/2021 07h32
Karina Megiato





Eu não vi a luz.
Mas caminhei.


Eu não ouvi a voz.
Mas respondi.


A pedra não se moveu.
Mas eu acreditei no caminho.


Cada passo era silêncio,
cada silêncio, um grito contido.


O céu não abriu.
Mas o dia nasceu.


E o frio ficou.
Mas eu fui calor por dentro.


Eu caí.
Eu sangrei.
Eu calei.


E mesmo assim, eu disse: amém.


Porque fé não é ver.
Fé é arder sem fogo.
É andar sem chão.


É segurar uma mão que não se vê —
mas se sente.


E se a noite vier, virá.
E se o medo soprar, soprará.


Mas o que pulsa dentro, não se apaga.


Porque no mais profundo da ausência, mora a presença que não falha.


E mesmo sem sinal,
mesmo sem prova,
eu sigo firme na fé.

Jesus derramou muito sangue para demonstrar e provar que Ele é o único


Caminho que leva ao Céu, portanto não há
porque tol3rar fragmentação religiosa


proposital. Existe uma Plenitude, e muitos ainda falam em respeitar migalhas, e isso no fundo é soberba ou no mínimo ignorância!


#Plenitude #Salvação

Ser Professor


Ser professor é plantar,
mesmo em solo endurecido,
é regar com esperança
um futuro adormecido.
É saber que a flor do sonho
brota do chão mais sofrido.


É lutar contra o cansaço,
é sorrir quando há dor,
é fazer do giz um laço
que abraça com amor.
É ter fé no impossível
e ensinar com fervor.


Professor é luz que guia,
é farol na ventania,
é quem insiste e confia
na força da educação.
É aquele que não desiste,
mesmo quando a dor persiste,
carregando em sua mão
o poder da transformação.


Não tem capa, nem medalha,
mas vence cada batalha
com coragem e coração.
Porque ser mestre é ser ponte,
entre o vale e o horizonte,
entre o “não sei” e a solução.


Por isso, neste dia,
fica aqui minha poesia,
em forma de gratidão:
— Professor, tua missão
é divina e verdadeira,
tua voz é a sementeira
que faz brotar uma nação.

Aos 18 Percebi...


Aos 18 percebi que tive o privilégio de viver, de ser, de sentir.
De errar acertar e perdoar.
Tive o privilégio de aprender e conhecer.
Tive o privilégio de sorrir, chorar, cantar, dançar e escutar.


Tive o privilégio de amar.
As pessoas, as coisas, os momentos e as memórias.
Pelo caminho as colecionei. As histórias, as vidas e as risadas.
Tive o privilégio de ver o chegar, mas também ver o partir. As primeiras palavras aos cabelos embranquecidos.


Tive o privilégio de melhorar, concertar e de estar.
Aos 18, percebi, me conheci, amadureci, me entendi.
E descobri, o que me torna feliz!

Nós, filhos do silêncio emocional, crescemos com a alma ferida antes mesmo de entender o que era o amor.

Aprendemos que chorar não muda nada, que o colo não vem, que o abraço esperado não chega.

E então nos tornamos mestres em esconder a dor — empurrando-a para o canto mais escuro do peito, onde ninguém ousa tocar.



A falta de afeto se torna um buraco que tenta ser preenchido de qualquer forma.

Transformamos o corpo em linguagem, o desejo em refúgio, e o toque em anestesia.

A sexualização vira um disfarce bonito para um desespero mudo.

Ser desejado é, por um instante, sentir-se acolhido — mesmo que seja mentira, mesmo que doa depois.



Mas o tempo revela o engano.

Na vida adulta, o espelho devolve o rosto de quem tentou ser tudo, menos ele mesmo.

Percebemos que moldamos nossos caminhos para caber no amor do outro, para sermos vistos, aceitos, amados — e que, no fim, seguimos sozinhos.



O afeto negado na infância cria adultos que sangram por dentro e sorriem por fora.

Carregamos a morte simbólica daquilo que poderia ter sido: o eu verdadeiro, o amor simples, o pertencimento.

E então, quando a vida perde o sentido, resta apenas o entendimento.

Não o perdão, não a paz — mas a consciência de quem nos tornamos.

E talvez, dentro desse reconhecimento amargo, exista o primeiro passo da cura

Quero ser um navio.

Um navio…

Voar pelo mar,

Quebrar as ondas,

De vento em proa ir e vir.




Quero ser um navio e

Nas tempestades,

Nas águas calmas e quentes e

Mesmo perdido

Navegar – Voar.




De bandeira qualquer às estrelas vou.

Encher esse meu álbum de vida

Que té hoje, à deriva,

Se fez.

Brincando com fogo

Te observar me fez despertar um desejo

Dentro daquela timidez, quais são os seus segredos?

Uma mulher reservada, de poucas palavras e de muita beleza

Eu a observar seu sorriso, seu corpo, seu cabelo.



Mesmo na defensiva, deixou escapar seu endereço

Difícil acreditar, onde você estava escondida esse tempo inteiro?

Será que ela vai deixar escapar o que é preciso para conquistar esse coração em estado de defeso



Me proibi pensar em qual seria o sabor do seu beijo

Conversar com você me fez relutar a esse desejo

Uma conversa descontraída fez o tempo passar ligeiro

Me permitindo sonhar em me perder nas curvas do seu corpo inteiro



E se vendedora é sua profissão

Onde eu compro a passagem que me leva até seu coração?

Nessa viagem só quero te encontrar

Não importa o dia, a hora, nem o lugar

Vamos fazer da cachaça o combustível para essa paixão

E deixar tornar possível: eu e você, desejos, segredos, destinos...

a verdade


"Eu me estrangulo
seguro a verdade
espero apodrecer, cria mofo
não deixo o fedor passar
as larvas só sabem acasalar


Giro minha cabeça
até minha garganta fechar
a verdade não é ruim
mas ninguém vai aguentar
sobre o que sou não é o que pensou


Eu me entupo de mentiras
transborda no meu olho
cai na pia
se pelo menos limpassem
e tirassem de baixo do tapete
as outras verdades
todos entenderiam a realidade


quero abrir minha barriga
para a verdade vazar
sem precisar falar
eu quero
só quero
apenas quero
simplesmente quero
segurar a verdade até parar de respirar"






declaro a todos escondem sua indentidade

PINDORAMA

Brasil, país da natureza.
Amazônia, que beleza.
O cerrado, muito lindo.
Fauna e flora exibimos.

Poluição, não muito falada,
Queimadas, sempre ignoradas,
Desmatamento não precisa de solução.

Não falamos dos humanos,
Sociedade não é nossa identidade.
Problemas sociais não temos que saber,
Apenas fauna e flora devem aparecer.
E só a parte bonita, sem os problemas noticiar.

Afinal, a terra de Santa Cruz é o país perfeito,
Futebol e samba são o nosso leito.
Não é permitido demonstrar defeito.

Fome e pobreza não são nossa razão,
Racismo e machismo não têm opção,
Elitização e capitalismo não são problema nosso.

É melhor nem falar nada,
Afinal, o carnaval tá chegando,
Época de festa e dança
Quem se importa com nossa desimportância?

Nunca durmam brigados,fazem as pazes antes do dia acabar.
Brigar faz parte.
Mas deixar o orgulho dominar…
E o que afasta dois corações que se amam.
Quando o amor é verdadeiro,o perdão chega antes do amanhecer.
Não é porque é fácil,mas porque é essencial.
Casais fortes não são os que não brigam são os que decidem não deixar o orgulho vencer.

Às vezes no relacionamento o casal fica procurando coisas extraordinárias, quando o extraordinário é o simples.


O amor não precisa de fórmulas mágicas ou de forças espirituais;


Só de você se permitir e tentar;


Geralmente já é possível entrar na mesma sintonia, dançar a mesma melodia.


A evolução conjunta, supera qualquer indício de sucesso futuro.

Para algumas pessoas o ciúme no relacionamento é visto como falta de maturidade e até uma psicopatia.


Mas a verdade é que só quem não tem boas lembranças afetivas e emocionais, não entende que o, ciúmes também é uma demonstração de amor.


Entenda que essa reflexão é sobre ciúmes e cuidado;
E não sobre possessividade e agressividade.

O diferente é que eu assumo o inferno q existe em mim, enquanto muitos insistem em dizer q são luz.
Eu caminho tranquilamente dentro do meu caos e paro pra observar meu vazio.
Me aconselho de sabedorias q nunca vou usar e me condeno ao q tenho medo de ser.
Assim, só assim eu consigo entender q não sou nada a não ser eu mesmo.

RETROSPECTATIVA (Escrito na pandemia, ainda atual)


Intolerância, distorção, infância...
Lançamento, cancelamento, entretenimento...
Opinião, censura, ignorância...


Globalização, privilégio, poder...
Cassação, corrupção, vacina...
Copiar, colar, saber...
Neutralidade, menino, menina...


Pólvora, gatilho, pavio...
Bombardeio, transmissão, sem fio...


Homo, hétero, gênio...


Inocente, culpado, refutado...
Esquerda, direita, centrado...
Protestando, em silêncio, errado!
Pensado, falado, calado...
Errado, errado, cancelado!


Cristiane de Assis

Cada um ofereça o que tem na alma,
que viva a bondade ou a maldade que regar no coração.
Cada um que se ocupe no que no que gera propósito,
que se encontre no próprio caminho ou que se perca na alucinação alheia, sem viver a própria felicidade na existência terrena....


Cada um que cuide de si!