Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
Domingos de verão
Naquele verão houve entre nós uma cumplicidade feita de poucas palavras. Éramos um turbilhão de hormônios a se procurarem meio que atrapalhados pelo barulho das águas do rio que , ali bem perto , se oferecia como alívio a quase dor que nossos jovens corpos sentiam, pela necessidade de se misturarem , impulsionados pela paixão a caro custo contida.
O lugar, menos que uma aldeia, guardava o cheiro do mato, o ar perfumado pelo odor das espigas maduras vindas do milharal do outro lado da estrada. O som dos insetos de verão, o bicho que canta nas pitangueiras, tudo fazia parte de um cenário mágico, definitivo naquela hora. Parecia que tudo era pra sempre. As árvores não sairiam nunca dali, o rio manteria o leito cantando entre as pedras. Definitivamente pela vida afora.
Mal sabíamos nós que este era apenas o prólogo de uma quase triste história e que nós a escreveríamos com a dor que os inocentes desconhecem. Apenas sabíamos que estávamos vivos. Tínhamos a sensação de eternidade . Em nem um momento pensamos na possibilidade da morte. Por que, se tudo ao nosso redor era vida, pulsava e respirava? Morrer é coisa para quem é velho. Juventude e eternidade se confundiam obedecendo às nossas emoções.
Havia silêncio no universo. Harmonia na natureza quase selvagem daquele domingo de verão. Posso ouvir o canto das cigarras, a timidez das nossas mãos teimando em se tocar pela ponta dos dedos. Belos e férteis, tudo parecia nos pertencer. Não tínhamos passado e o futuro não nos preocupava. Tudo era suave e a vida era aquele momento. Nada mais.
Amor feito de inocência, de curiosidade, de desejo contido, de promessas que nem sequer foram feitas, sem posse, sem nada tirar , sem nada pedir. Apenas amor , inocente, cálido e sem culpas, feito de palavras tímidas a caro custo proferidas , sem nenhuma pressa.
Não sabíamos que a destruição existia. Sem começo, parecendo sem fim. Por isso imortal, sem cronologia, Um amor perfeito. Só a inocência pode ser perfeita. Éramos seres quase angelicais.
Compartilhamos felicidade sem saber que era nossa chance de conhecer o amor verdadeiro, que brota da alma da gente com a naturalidade com que cantam as cigarras nas tardes quentes de verão.
Bastava a escadinha modesta de madeira cheia de nós que sentávamos para conversar. Conversas repassadas de timidez e sem nenhuma malícia. Nosso maior pecado foi um beijo roubado numa destas tardes. Valeu uma semana sem dormir curtindo aquele gosto doce de amor e pecado . Havíamos transgredido as regras .
A pergunta do que seria o depois bailava na minha cabeça e me amedrontava pensar que um dia faríamos coisas , outras coisas que eu não tinha nem como imaginar quais eram
Mas ficou só nisso. O amor ficou apenas na memória, mas numa memória que existe dentro do mais profundo sentimento, naquela parte do coração da gente onde os tesouros são escondidos.
São lembranças que não concordam em se misturar as profanas e amargas que vêm depois. Elas são puras e sagradas e como tal devem ser guardadas como relíquias que são.
Assim eu te guardei. E por anos a fio te conservo, intacto, acreditando que um amor como este é para sempre, intocável, imaculado, para ser vivido até a eternidade .
Só te recrimino por teres ido embora sem me dizer nada. E por nunca mais teres voltado, senão nos meus sonhos , aqueles que acontecem sempre nas noites de domingo, nas noites de verão
CONFESSO QUE ESTOU COM RAIVA
De repente um alarme dispara dentro de você, como aqueles contra ladrões que a maioria dos carros possui. Alguém está lhe roubando, sua paz interior foi abalada e o alarme dispara; é hora de se defender e seu instinto de conservação entra em ação.
O sentimento é de muita raiva. Fomos atacadas e feridas naqueles sentimentos mais profundos, no fundo da alma onde guardamos nossas verdades, nossos anseios e nossos medos. Vem o descontrole, os pensamentos ficam confusos e o coração parece querer saltar pela boca.
A raiva é mais ou menos isso. Uma síndrome quase patológica que abala de vez nosso emocional e se reflete, muitas vezes, nas reações físicas. E sentir-se mal é só o começo. O pior que a monstrinha vem acompanhada de irritação, sede de vingança e uma cólera que deixaria um pit-bull com vergonha.
Mas quem vai ficar com vergonha é a gente mesma e não vai demorar muito, afinal mulher educada, equilibrada não tem direito de ficar com essa raiva toda só porque foi vítima de uma frágil mentirinha. Perder o equilíbrio se até libriana você é? Mas perdeu. E ficou simplesmente furiosa, detestavelmente irada, abalada e com todas as baterias voltadas para o seu agressor.
Ninguém tomou vacina contra este tipo de raiva e não tem imunidade contra ela. Vai ter que elaborar este sentimento incapacitante e negativo. Abalada recolhe-se para não dar vexame perante as pessoas com as quais convive. Afinal, descontrole emocional não fica bem numa mulher madura, independente e que se impõe pela serenidade e sofre em ver sua imagem arranhada por perder a razão.
Ninguém está livre de sentir-se assim em um dado momento da vida. Todos os sentimentos humanos existem dentro da gente e, muitas vezes, precisa muito pouco para que eles aflorem e provoquem uma avalanche derrubando as comportas que os detém. É normal perder-se as estribeiras quando nos sentimos traídas e enganadas. Todo mundo , em um dado momento passa por isto. O ego, poderoso como é, potencializa o sentimento de orgulho ferido. Por isto é que sentimos raiva, pela vergonha de nos deixarmos iludir e enganar, como se nossa fosse a culpa, assumimos um erro que na maioria das vezes não colaboramos para que acontecesse.
É hora de baixar a adrenalina, fazer o caminho de volta à calma, respirar fundo e até exercitar um perdãozinho básico. Dizer a si mesma “essa raiva não me pertence”, já é um bom começo para livrar-se dela. Permanecer magoada, furiosa e humilhada, pensar que se é uma idiota de carteirinha é exagero que só faz mal. Raiva tem prazo de validade e vai passar.Em si mesma não é uma coisa nem boa nem má. É apenas a maneira que nossos sentimentos encontram para livrar-se da dor que causa um latrocínio amoroso, de uma ingratidão ou de uma injustiça.
Se for preciso chorar vamos às lágrimas, se gritar alivia a raiva, que se grite bem alto. Se a solução for devolver à fonte faça um belo pacote de presente e mande entregar ao seu agressor, mas tome as precauções necessárias, não vale “pagar mico”. Vingancinha branca até pode, mas não deixe que evolua para um sentimento mais forte de ódio ou rancor. Isto só faria sofrer mais. Dizer as si mesma “não gosto de estar me sentindo assim”, olhar-se no espelho e conferir com sua própria imagem seus sentimentos, colocar-se nos trilhos e seguir em frente. Passou.
É, meninas, acho que andei lendo muitos livros de auto-ajuda, mas como sentir raiva é coisa por demais humana não tem mal nenhum a gente refletir sobre isto.
Pensando bem, também solucionamos nossas pendências afetivas e redimimos nossas emoções negativas quando as encaramos, corajosamente
AMOR E A PAIXÃO
“O céu está parado, não conta nenhum segredo; a estrada está parada, não leva a nenhum lugar. A areia do tempo escorre entre meus dedos. Ai que medo de amar,”
( Vinícius de Moraes)
O amor e a paixão são sentimentos sempre presentes na vida de qualquer ser humano. Ninguém vive sem amor. Ama-se uma mulher, um homem, um deus, a si mesmo, ama-se o filho, o pai, a profissão, a ausência, a flor, o desejo de amar. Ama-se na saudade, na dor, na alegria.
Por ser o amor um sentimento tão forte e envolvente sobrepondo-se à vontade, constituindo-se, inclusive, em algo assustador, sendo comparado por muitos, à própria morte. É vasta a produção literária sobre o tema, em todas as línguas. . Homens e mulheres imprimiram em palavras a expressão do seu amor e toda força arrasadora que ele possui. Capaz de levar o ser humano a cometer todos os gestos, ganhar, perder, sorrir, chorar, querer e não querer viver e morrer, vivenciar todas as contradições de que é capaz sua natureza. Como diz Oswald de Andrade, “O homem é um animal que vive entre dois grandes brinquedos: o amor onde tudo ganha e a morte onde tudo perde.” Visto assim o amor é sinônimo de vida, pois opõe-se à morte, à solidão. Amar é ganhar, crescer, evoluir. Não amar é morrer. É preciso vivenciar o amor se quisermos viver em estado de felicidade, de plenitude.
Por tudo isso o homem vive em busca do amor e tudo que mais deseja é ser desejado por outro ser humano. Todos conhecem a dor “da ferida que dói e não se sente”, já queimaram no “fogo que arde sem se ver” (Camões), “ouviram estrelas” com Olavo Bilac ou simplesmente cantaram com Zezé de Camargo e Luciano”que mexe com minha cabeça e me deixa assim”. Princípio unificador do cosmos, segundo filósofos gregos, êxtase celestial, doce tormento entre outras definições. Por ser assim tão poderoso, o sentimento do amor vem merecendo a atenção, até mesmo dos estudiosos do comportamento humano que, na tentativa de objetivá-lo, descobriram que há todo um processo hormonal ativadores dos impulsos amorosos quando alguém se encontra sob os efeitos da paixão: dopamina, norepinefrina e feniletilamina se derramam como cascatas poderosas ao longo dos nervos, espalhando-se pelo sangue, gerando reações comportamentais até mesmo perigosas. Visto assim, o amor se constitui em uma força independente e incontrolável, quase doença, loucura talvez. Que culpa têm, então, os que matam ou morrem por amor?É por ele ou pela falta dele que passa o fluxo da vida e da morte. Pobres de nós que já nascemos com a marca da trajetória impressa em nosso código genético, uma bomba capaz de nos implodir a qualquer momento. Entretanto vamos amando pela vida afora, invejando os namorados que vemos trocando afagos, abraços e beijos sem se importar com o custo de vida nem com a fome do mundo. Quem está em estado amoroso não vê, não pensa , não sente fome nem frio, o céu é sempre azul as noites todas estreladas.
Por isso é tão difícil carregar o estigma da exclusão amorosa, a humilhante condição de não-amados que os rejeitados conhecem Mas é sempre bom pensar que tudo pode se modificar em segundos, que o amor pode chegar com a rapidez e de forma surpreendente como explodiram as Torres Gêmeas. Afinal essa é uma das grandes armadilhas do amor “chegar quando menos se espera”.
A CRUELDADE DE SER MULHER
Volto ao tema da "crueldade" por me parecer inesgotável.
Qualquer coisa pode, em determinado momento, ser cruel.Mulher é sujeito e objeto de muita crueldade.
É cruel ser bonita, ser jovem, inteligente, regada a hormônios, feromônios, progesteronada e anfetaminada. Portadora saudável da vida e da fertilidade
Nada de errado nisso. É a fase da juventude, das paixões desenfreadas , da alegria e dos sonhos. É quando parecemos eternos. Tudo podemos e tudo queremos,
afinal pensamos que a velhice nunca nos atingirá, como se fôssemos vacinados contra ela. É coisa da vovó. Ela que se vire, problema dela e de quem é velho.
Que crueldade, não com os mais velhos porque esses já estão noutra. É com aquele corpinho perfeito, uns mais bonitos outros menos, mas todos no melhor da hora.
O tempo, o velho e impiedoso "senhor da razão" passa e traz com ele os efeitos da lei da gravidade, das nefastas exposições ao sol em busca daquela corzinha de pecado,
a gravidez de quase todas, as noites mal-dormidas, a dupla jornada de trabalho e outras mazelas que só às mulheres são impostas.
Fazer o quê? Algumas, cuja situação financeira permite, vão a busca das cirurgias plásticas e acomodam litros de silicone em bundas caídas e seios murchos e dá-lhe "botox",
dentes implantados, tinturas nos cabelos e por aí vai. São tantos os recursos que o mercado oferece. É a indústria da juventude eterna, tão amplamente sonhada. Melhor ainda se juntar-se a isto longas e penosas caminhadas, de prefarência usando tênis redutor de impacto e belas malhas de preço bem alto.Dietas, academias, massagens, muitos cremes. Tudo junto pode tirar um punhado de anos do visual. Permite até o uso daquele “baby look" da filha e daquele "jeans" apertadinho .Parecem irmãs, muitos elogiam.E o ego?Vai bem obrigada.
Pareço despeitada dizendo essas coisas, mas confesso que já fiz um pouco disso e só não fiz mais porque o dinheiro não deixou. Hoje me pertgunto se vale a pena tanto investimento e tanto sacrifício.
Vejo todos os dias mulheres que não reconheço. Até colegas de escola, sempre inesquecíveis, passam por mim sem que eu junte o rosto de hoje ao do tempo do colégio. A cara é outra, dentuça, lábios grossos, repuxadas, parecendo um "Fusquinha" reformado. Muitas até bem bonitas, mas se terem conseguido quase nada do que foi no modelo original.Sorriso, então, parece que foi modificado com grampeador.
A velhice é inevitável. Só não envelhece quem morre antes. A frase é popular e não é minha, mas nem por isso deixa de ser verdadeira. Envelhecemos porque vivemos e se vivemos temos que arcar com as consequências. Não precisamos ir para o ferro velho, isso seria injusto demais com as mulheres mais velhas. Há muitas formas de se encarar a idade com altivez e dignidade, com estilo próprio, cuidando da saúde da beleza madura que vemos estampada no rosto de tantas por aí. Cabelos bem tratados (cabelos é determinante), dentes brancos, unhas feitas, de preferência mais curtas (unhas tipo garras comprometem qualquer visual). Ser elegante, ostentar a sabedoria que o tempo nos dá, vale mais do que ser gostosa. Elegante podemos ser enquanto vivermos, mas permanecer gostosa fica muito difícil e cruel para não dizer ridículo
Bom que temos escolha, já que da crueldade de envelhecer ninguém escapa. Ser sujeito de sua própria história e não meros objetos de consumo comercial e de homens carecas , barrigudos e culturalmente
convencidos que a eles foi dado e reservado o direito as mais belas e jovens fêmeas da natureza, meros objetos de prazer , permutáveis , passíveis de serem trocadas por um modelo mais novo .
Hoje é domingo e a saudade da minha vó me assaltou. Vontade de comer a comidinha que ela fazia, de deitar no colo carinhoso e acariciar aqueles cabelinhos que sempre conheci brancos e presos na nuca.
Um pote de amor e sabedoria que me foi dado como exemplo de vida. Acho que vou querer envelhecer assim sendo um doce vovozinha de colo macio e fala mansa. Mas será que a mídia vai deixar?
Começo a ler, mas cansa-me o que inda não li.
Quero pensar, mas dói-me o que irei concluir.
O sonho pesa-me antes de o ter. Sentir
É tudo uma coisa como qualquer coisa que já vi.
Não ser nada, ser uma figura de romance,
Sem vida, sem morte material, uma ideia,
Qualquer coisa que nada tornasse útil ou feia,
Uma sombra num chão irreal, um sonho num transe.
O MEU TEMPO
É tempo de brincar;
É tempo de sonhar;
É tempo de sorrir;
É tempo de amar;
É tempo de conversar comigo mesma,
É tempo de tentar me conhecer;
É tempo de aprender a lidar
com as coisas boas e más da vida;
É tempo de começar a caminhar
com os meus próprios pés,
Mas será que é mesmo tempo?
Será que estou pronta para
tomar minhas próprias decisões?
Não sei!
Mas dizem que tudo acontece
no momento certo,
e, sinceramente, eu acredito nisso.
Cada um tem o seu tempo.
E quando chegar o meu...
Saberei.
Porque meu coração me dirá.
A chuva está caindo lá fora
Da última vez que havia chovido, estávamos juntos
Eu estava te abraçando, te esquentando.
Nos beijávamos, sorriamos e tudo estava perfeito.
E agora volta a chover...
Chove e eu fico só observando daqui da janela desse escritório.
Eu aqui lembrando de nossos tempos de aventuras
Sabendo que nunca mais estaremos juntos para repetirmos dias como aqueles
Mas enquanto a chuva cai a cidade não para, não para!
As pessoas continuam suas vidas
Ninguém está ligando pros nossos problemas, cada um já tem o seu
E o meu problema consegue me fazer refém
E eu luto pra sair vivo dessa
Eu luto pra te esquecer pra sempre
Eu luto pra não me molhar com esta chuva!
Na noite passada sonhei com você.
Acordei com tanta saudade.
Tento entender em que se define essa saudade e não consigo.
É uma mistura de paixão com amizade e medo,
Lembranças com vontades e desejos.
Queria poder te dizer, mas com as palavras certas.
Não seria possível, que palavra usaria para definir um sentimento que só me confunde?
Como te explicar o que eu não entendo?
Deixo o tempo passar e espero que um dia sinta por mim o que sinto por você.
Não sou a garota Perfeitinha nem a parte colorida da
sua vida Preta e Branca *!*
->Eu sou bem Original, Não sei Amar pela
Metade, não seii Viver de Mentira!
A vida me ensinou a não dezistir no primeiro obstáculo..
Lembrando-me que ELE Será apenas o Primeiro (♥)
Sonhos? Tenho Variosss
Afinal, os que não sonham, Já estao meio mortos, E desse....
O Mundo não precisa!
Ja sei! Vai me dizer que quem sonha alto o tombo é grande...
-Naum se preoculpa naum...
Nao tenho medo de cair! Posso parecer frágil, Mas sou + forte do
que imaginam, Posso cair, Mas sei muito bem é ja posso me Levantar! =D
Eu parei par observa o seu olhar como e belo
seu jeito me seduz parece uma menina que precisa de proteção esta a espera de uma pessoa que de o que ela que ela precisa de amo e dedicação que pena que essa peque menina fica na solidão esperando um amor da sua imaginação mas perra ai o que aconteceu a aquela menina cresceu e uma surpresa aconteceu conheceu uma rapaz que sobe te entender mas eu te peso me escolha que saberei te entender te adoro nina (rsrsrsr)
AUTOR :Luis Carlos
Sou um poeta feito de pedra, tive meu coração arrancado por uma feiticeira, para que não mais pudesse amar, em meus olhos já não há mais brilho, e quando olho os pássaros cantando e o arco-íris de cores das mais diversas flores, não vejo nada, apenas um espaço vazio, mas na verdade o verdadeiro vazio não está no que vejo, mas sim dentro de mim, tudo que vejo, é um reflexo de minha alma. Já não mais sinto dor, frio, saudade nem mesmo o amor.
A feiticeira que roubara meu coração, sem saber deixou um feitiço; se um dia eu a beijasse, teria meu coração de volta, enquanto isso, não posso amar ninguém, pois fiquei cegado pelo feitiço.
Agora estou aqui, diante de você... minha feiticeira! Tu roubaste meu coração. Tudo que quero de você é um beijo... quem sabe com este beijo você possa ter não somente meu coração, mas ter eu todinho só pra você, para sempre... ou pelo menos o quanto durar o feitiço do amor.
Depois que nossos corações se uniram,
nos meus braços você se desligou de tudo,
fez de mim sua redoma.
Sem que você percebesse seus olhos lentamente se fecharam,
deu seu último suspiro de dor.
Passou a respirar mais lentamente,
e em meus braços ninou.
Neste momento nossa longa jornada
pelos caminhos solitários termina.
Uma nova jornada começa,
com você sendo meu coração me guiando,
e eu sendo seus olhos te mostrando a felicidade.
E agora quando eu cair,
terei você para me levantar,
e quando for você que cair,
eu a levarei nos meus braços.
Sou o poeta que teve as mãos e a lingua amputadas,
pela saudade que sinto de você, agora em minhas poesias,
o silêncio é quem fala por mim, então daqui pra frente,
só peço por favor que coloque suas palavras em minha boca,
e suas mão em minhas poesias, e em meu coração,
para calar o silêncio que está me aprisionando.
E depois, você não prescisará das palavras,
para saber o que está escrito em meu coração...
EU TE AMO.
Natureza, misteriosa natureza,
Há tempos sua presença habita meus sonhos,
Seus bosques escuros,
Sua voz estrondosa como trovão, suave como o cochichar da brisa.
Sinto falta dos tempos em que em seus rios nadava,
Sua beleza contemplava,
O canto de seus pássaros admirava,
Em seus palácios de pedra habitava meu espírito.
O arco-íris nossa aliança, selava o casamento,
Mas com o tempo me acomodei,
E sem perceber te maltratei,
A água que bebo contaminei, o ar que respiro polui...
E agora com esta carta venho implorar seu perdão,
Sem teu abraço, sem teu sorriso não posso ficar,
Mas agora percebo que só não sofro,
Pois juntos sempre estivemos, e juntos morreremos.
Sinto medo, medo toda vez que olho para o relógio, pois toda vez que olho para ele, vejo que cada minuto a mais que ele marca, é um minuto a menos que vivi com você.
Nossas vidas correm contra o tempo, cada minuto que passa quando estamos afastados, é um minuto que deixamos de viver, e um minuto mais próximo do final, e cada minuto que passamos ao lado do outro, é somado aos minutos que já vivemos, e é o minuto onde o tempo para, e passa a ser uma coisa relativa.
O tempo que vai demorar para eu voltar a te ver de novo, me assusta mais ainda, pois fica a incerteza da questão, será que viverei até lá, será que iremos voltar a nos reencontrar, o nosso futuro só pertence a Deus, mas o nosso destino depende só de uma palavra sua... Sim.
Quem sou eu?
Sou as palavras do poeta que teve que se calar
sou a luz que nunca se acende
sou a felicidade que nunca sorri,
o pássaro que teve suas asas arrancadas para que nunca pudesse voar,
sou o medo de ficar só e ao mesmo tempo sou a solidão
Não sou absolutamente nada, mas sem o nada não haveria o tudo,
sou parte de você,
a parte esquecida talvez,
ou a parte mais importante, isto depende de você
Não quero ser nada,
quero ser algo,
mas não algo qualquer,
quero ser suas asas, e te levar ao céu,
quero ser o calor para o seu coração, e te fazer muito feliz,
quero ser o silencio da sua noite, e te fazer dormir, assim poder sentir sua repiração em quanto dorme,
Quero segurar sua mão, beijar seu rosto, te abraçar, e dizer o quanto te amo.
Quero que este momento dure para sempre,
e se não puder durar,
quero que um meteóro atinja o mundo, destrua tudo, e transforme nossos corações em estrelas,
assim a minha estrela vai estar lá no céu, ao lado da sua, brilhando para sempre.
No dia em que os céus escuros da morte baixar sobre meus olhos,
Será o dia em que eu não puder mais ver a luz que seu sorriso trazia ao meu coração,
Será um dia no qual não haverá mais um amanhecer,
Pois sem o brilho dos seus olhos, não há um amanhecer,
Será o dia em que o Sol se apagará para sempre, para não ver o fim.
Sem você em meu caminho, não há um caminho.
Sem seu sorriso, não há felicidade.
Sem você, logo não existirei.
Toda poesia do mundo, nem por um segundo, revela a essência da emoção...
O encantamento desencantado, suspira ofegante...
Como corrente quebrada, a alma cansada busca o abrigo...
Por onde andará o companheiro amigo, que virá socorrê-la...
Mais uma vez o mestre das palavras, sai de cena...
Levando a doçura do poema inacabado...
Mas o que fazer diante do nada. Dá página virada, sem ponto final...
Os versos sobrevivem à mudança, como a criança que não quer nascer...
A inspiração limitada, engole calada a lágrima escondida...
No calor da partida, a poetisa compõem a canção do adeus...
Refém do teu engano, alimenta-se da minha poesia, para saciar agonia do teu espírito...
A loucura do ato, mostra o fracasso da tua paciência...
Inocência... Sentir-se liberto do sentimento aprisionado... Como se algo tivesse mudando o ser solitário... Renata Saturnino
Nunca desista de nada, sem pelo menos tentar...
Melhor é receber um “NÃO” do que viver na ilusão do “SIM”...
A felicidade é um suspiro, assim como a inspiração...
Seja breve... Quando ela se manifestar, renda-se logo, entregue as armas e seja feliz...
Não projete no futuro a incerteza do presente...
Esperar do amanhã... É assumir a dúvida do hoje...
A chave das oportunidades está dentro de nós!
Uns levam a vida toda para encontra-la. Outros já nasceram segurando ela...
Nunca desista de nada... Sem pelo menos tentar...
Vencer o medo é mais difícil do que lutar contra o mundo ...
O orgulho é a bala mortal. Não assassine o momento.
Culpa-lo da incapacidade da entrega, é sinal de fraqueza.
Melhor é morrer na batalha, do que ficar a vida toda parado a espera da vitória que não chegará...
O amanhã não será melhor nem pior. Será aquilo que sentimos.
Não transforme a insegurança em uma prisão de segurança máxima.
Nada pode deter a força do amor. A não ser o medo de amar...
Por isso, nunca desista de nada, sem pelo menos tentar uma vez... Renata Saturnino
Eu amo tudo que me toca a alma, que me conquista, ainda que não permaneça.
Amo tudo que desperta minha curiosidade, o desejo de saber e, de repente, descobrir que nada sei. Aposto minhas fichas no caminho, mesmo sem saber o meu destino. Desejo boas-vindas às boas companhias, aquelas que, por bem ou mal, me fazem aprender e permitam que eu cresça.
Acredito na verdade por discernimento e na mentira por opção, mas nada me faz viver por meias palavras, melhor que se aquietem. Mais vale uma boa dose de silencio, com essa mesma dose eu brindo a denuncia de um olhar, pois são “palavras” verdadeiras e compreendidas sem esforço.
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