Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

"Pensei que conhecia você mas acho que é mais fácil ver o que queremos,
em vez de buscar a verdade.
Pensam que me conhecem, mas não conhecem.
Isso significa que não sabem o que posso fazer.
Sou vista como alguém popular... que tem resposta para tudo.
Mas não é assim.
Nem sempre sei o que estou fazendo.
Mas vou tentar melhorar as coisas.
E quando cometer um erro, porque, sejamos sinceros, todos erramos...
Prometo que vou pedir ajuda.
Não posso fazer isso sozinha.
Se me derem a oportunidade, podemos fazer muito juntos.]
Prometo que, se acreditarem em mim, terei coragem para realizar todos os seus sonhos. .

É preciso mudar

Caminhe por outra rua
Mude os móveis de lugar
Use aquela roupa velha
Na pressa, pode esperar.
Corte, pinte seu cabelo
Sem seguir nenhum modelo
Pois é preciso mudar.

Pinte a parede da sala
Sem medo de se sujar
Devore a lasanha, a coxinha
Sem culpa por engordar.
Frequente novos lugares
E respire novos ares
Pois é preciso mudar.

Escreva uma carta à mão
E esqueça o celular
Visite alguém que faz tempo
Que não vem lhe visitar.
Fale mais, digite menos
Construa em novos terrenos
Pois é preciso mudar.

Aprenda uma nova língua
Talvez volte a estudar
Tome mais banhos de chuva
Deixe a vida lhe banhar.
Pule muros e barreiras
Crie novas brincadeiras
Pois é preciso mudar.

Há mudança até na dor
Basta a gente observar
Deixar a casa dos pais
Mesmo querendo ficar.
Ver amigos indo embora
Sentir a dor de quem chora
Sofrer também é mudar.

Perder aquele emprego
Não ter grana pra gastar
Estudar pra um concurso
E mesmo assim, não passar.
Ser largado, ser traído
Se sentir meio perdido
Sofrer também é mudar.

O vento que às vezes leva
É o mesmo vento que traz
Leva o velho e traz o novo
Se renova, se refaz.
Transforma agito em sossego
Desconforto em aconchego
Faz a guerra virar paz.

A vida, o mundo e o tempo
Nos mudam desde criança
Modificam nossos sonhos
Renovam nossa esperança.
E a mudança mais feroz
Fazendo tudo de nós
Um dia virar lembrança.

O tempo é um piloto louco
Que gosta de acelerar
Não vê placas nem sinais
E sempre vai avançar.
Modificando o sentido
Faz “viver” virar “vivido”
Basta um segundo passar.

Pra mudar basta existir
Ninguém pode controlar
Pois tudo que é vivo muda
Viver é se transformar.
Viver é evoluir
E ao deixar de existir
Até morrer é mudar.

Bráulio Bessa
Poesia que transforma. Rio de Janeiro: Sextante, 2018.

Meu tipo preferido de gente é aquela que espirra engraçado, que ri com a mão na barriga, que canta e dança qualquer música. Aquele tipo de gente que tropeça e finge que está correndo, que sai de pijama na rua, que acorda rindo.
Gente que não planeja tudo. Gente que pede licença, que diz "obrigado", que pede desculpas, que chora assistindo filme. Aquele tipo de gente que é muito sincera, mas sabe, quando e como falar, aquele que conversa olhando nos olhos. Aquela gente que diz que te ama, que mexe no cabelo, que lê as coisas no elevador, que conta piada, que joga conversa fora, que te organiza uma festa surpresa, um almoço ou um jantar surpresa…
Aquele tipo de gente que te faz sorrir, que te faz sentir importante, que se importa. Aquele tipo de gente que não tem vergonha de ser feliz. Gente que gosta de GENTE.

Dizer aos outros que o tempo é o remédio para os amores impossíveis parece fácil. Assim como dizer que broto de goiaba fervido ajuda na dor de barriga. Esses dois são conselhos de minha avó, e que com certeza já sabia o que dizia em tempos remotos... O triste é fazer criança tomar o chá amargo do broto de goiaba e um ser apaixonado entender que o tempo lhe trará a resposta para o amor. Parece fácil, mas só eu sei e posso dar testemunho de que as duas coisas são verdadeiras... O chá amargo de minha avó realmente funciona com a dor de barriga e o tempo traz a calma para o amor impossível. Já experimentei os dois... O chá foi mais fácil de tomar, pois passei a velhinha pra traz, e assim que ela virou as costas adicionei açúcar... Já o tempo não... Tive de engolir dia a dia, como gotas amargas de fel... Sofrer cada dia, descer cada degrau da escada da ilusão sozinha... Provar do amargo, sem direito a acrescentar açúcar quando as pessoas viravam as costas. Os amigos tentaram ajudar, mas infelizmente em se tratando de amor, temos de caminhar sozinhos. Seguirmos á sós o caminho do regresso que outrora pisamos acompanhados. Mas hoje, eu posso afirmar com a maior certeza do mundo: O tempo pode não curar um grande amor, mas com certeza pode amenizar a dor de termos visto-o partir; ou então nos dará a chance de vivermos este amor novamente, porém mais maduros, um amor sólido, sem as euforias da adolescência e as dúvidas da juventude. Embora o amor seja constituído de dúvidas, pois amar é se entregar sem nenhuma garantia. Ou então o tempo nos dá a chance de consertar um coração quebrado, e ajeitá-lo para viver um novo amor...

Sei que é difícil se acreditar nestas possibilidades quando o coração está estraçalhado, em frangalhos, por um grande amor... Mas acredite... Somente o tempo dirá o valor que esse amor tinha e se realmente ele era o grande amor da sua vida. Por enquanto o melhor a se fazer é tomar o chá amargo do tempo e esperar que ele faça efeito sobre as dores da alma... Infelizmente ainda não tem remédio em farmácia melhor pra dor de barriga que broto de goiaba e para os amores impossíveis que o tempo...

Eu sei do que estou falando... Pode acreditar!

"Há momentos na vida em que se deveria calar... e deixar que o silêncio falasse ao coração; Pois há sentimentos que a linguagem não expressa... e há emoções que as palavras não sabem traduzir..."


"Amar não é apoderar-se do outro para completar-se, mas dar-se ao outro para completa-lo."


"As melhores frases são ditas com um verdadeiro amor."

Caso


Pode ser mais um capricho
pode ser uma paixão
pode ser coisa de bicho
pode não.

Pode ser já por destino
pelos astros, pelos signos
por uma marca, uma estrela
talvez já estivesse escrito
na palma da minha mão.

Talvez não...

Talvez até nem fique
nem signifique nada
nem me arranhe o coração
pode ser só uma cisma
pode estar só de passagem

Ou não.

Aí você lembra que ao chegar em casa, ninguém vai estar esperando ansioso. É só você, o controle remoto e a lasanha semipronta. Mais um dia que poderia muito bem ser apagado. Gritaria no trânsito, um almoço sem gosto, a correria de sempre. Desperdício de vida.
Onde está o sorriso que a propaganda de margarina prometeu vir incluso na compra? Quando foi a última vez que eu realmente me diverti, dancei até cair, esqueci meus problemas, faltei numa reunião por acordar atrasado? Ainda dá tempo de fazer alguém feliz, saltar de paraquedas, escrever um livro?

Meu eterno anjo...
Anjo eterno anjo..
Me pegue no colo, me acolhe em suas asas..
Me leve para o céu..
Me apresente as estrelas...
Leve-me para sua nuvem, deixe-me descansar em seus braços...
E que por apenas um momento eu esqueça...
Que és um anjo e que um dia foi o senhor de meus sonhos...
Te amo ...

"Se nossa geração for lembrada por Ipods, MySpace, Orkut e Youtube, nós erramos. Se a história falar de nossa geração como pioneiros individualistas da era digital, dos Reality Shows e celebridades nós teremos falhado nos nossos propósitos. Toda geração precisa de uma revolução e essa tem que parecer, soar, andar, e respirar AMOR.
Não é um conceito novo. É um conceito eterno. É a razão pela qual vivemos. É o chamado fundamental do que significa ser um seguidor de Cristo.
Ame a Deus. Ame as pessoas. É essa a revolução. Que revolucionário, eu sei. Mas, se nós compreendermos o que isso significa, se estabelecermos em nosso pensamento como isso é e começarmos a vive-la, nós mudaremos o mundo..."

Quanto tempo demora? - perguntou ele.
- Não sei. Um pouco.
Sohrab deu de ombros e voltou a sorrir, desta vez era um sorriso mais largo.
- Não tem importância. Posso esperar. É que nem maçã ácida.
- Maçã ácida?
- Um dia, quando eu era bem pequenininho mesmo, trepei em uma árvore e comi uma daquelas maçãs verdes, ácidas. Minha barriga inchou e ficou dura feito um tambor. Doeu à beça. A mãe disse que, se eu tivesse esperado as maçãs amadurecerem, não teria ficado doente. Agora, quando quero alguma coisa de verdade tento lembrar do que ela disse sobre as maçãs.

Confissões

Vivendo no curto tempo à frente
e apesar de não querer pensar nelas,
algumas lembranças estão comigo,
maltratando meu corpo e mente
como feridas que deixam sequelas
provocadas pela ação de um inimigo.

É uma forma constante e mui danosa
que me atinge e se torna perigosa.
Sei que fiz coisas que não devia,
mas também não fiz outras que merecia.
Em algumas delas, fui traído,
em muitas outras fui culpado
por fazer sofrer alguém amado
sem perceber o quanto estava errado.

Gostaria de ter o poder de bloqueá-las
por não mais suportar e pensar
em parte desse passado que me faz mal,
pois me maltrata e me persegue
há tantos anos, e mesmo assim segue
a me mostrar os erros cometidos,
confrontando-me com toda a insensatez
da visão míope, falsa e superficial
dos relacionamentos não compreendidos.

Muitas vezes procuramos pelo homem perfeito com qualidades inigualáveis como aquele
que te chama de linda e não de gostosa,
e abre a porta do carro para você entrar, que te acompanha ao banheiro em dias de festas para não deixa-la sozinha.
Que não briga com outro homem por você!
Apenas te beija e mostra que você é dele!
Que ri nas horas difíceis não pra debochar,
mas para apenas amenizar a dor.
Que não te elogia pelas suas qualidades e
sim pelos seus defeitos diz que te ama do jeito que você é!
Que vai com você ao medico...
Que cuida, que da carinho...
Que se preocupa...
Que liga logo apos te deixar em casa
pra dizer que ta com saudades!
Que não briga pelo decote,
mas elogia e diz que isso é só pra ele e que os outros não precisam ver...
Que de presentes fora de época
não presentes caros, mas significativos...
Que lembre de você a todo minuto mesmo que você não saiba!

Mas muitas vezes não achamos
porque amar não é ter alguém do jeitinho que queremos
amar é principalmente relevar e abnegar em muitas vezes,
pois se for como queremos
ficaria muito fácil amar.

Mulheres, leiam com muita atenção:

Foi provado, após acompanhamento de vários casos, que todas as
mulheres precisam de dois homens: um em casa e outro fora de casa.

Para entender, é muito simples:

O marido cuida da parte financeira, paga as contas dos filhos, da
esposa e da casa. O outro cuida de ti.

O marido fala dos problemas, das contas a pagar, das dificuldades
do dia. O outro fala da saudade que sentiu de ti durante a tua ausência.

O marido compra uma roupa nova para ir a um compromisso de
trabalho. O outro tira essa mesma roupa só para ti.

O marido dorme com aquela camiseta velha e de cuecas (as vezes até
de meias). O outro dorme completamente nu, abraçadinho a ti.

O marido reclama das coisas que tem que consertar em casa. O
outro recebe-te no apartamento onde tudo funciona perfeitamente.

O marido telefona para casa a perguntar o que tem que comprar no
talho, no supermercado, na padaria e etc. O outro telefona só para dizer
que comprou um champanhe que vais adorar.

O marido reclama do patrão, do trabalho, do cansaço de acordar
cedo. O outro reclama a tua ausência e os dias que fica sem te ver.

Bem, vais perguntar: - Por que não trocar o marido pelo amante?

Pelo simples facto de que o amante, se for viver contigo, passará
para o papel de marido e logo, logo, terás de encontrar outro.

Saudade não é o que a gente sente quando a pessoa vai embora. Seria muito simples acenar um ‘tchau’ e contentar-se com as memórias, com o passado. Saudade não é ausência. É a presença, é tentar viver no presente. É a cama ainda desarrumada, o par de copos ao lado da garrafa de vinho, é a escova de dentes ao lado da sua. Saudades são todas as coisas que estão lá para nos dizer que não, a pessoa não foi embora. Muito pelo contrário: ela ficou, e de lá não sai. A ausência ocupa espaço, ocupa tempo, ocupa a cabeça, até demais. E faz com que a gente invente coisas, nos leva para tão próximo da total loucura quanto é permitido, para alguém em cujo prontuário se lê “sadio”. Ela faz a gente realmente acreditar que enlouquecemos. Ela nos deixa de cama, mesmo quando estamos fazendo todas as coisas do mundo. Todas e ao mesmo tempo. É o transtorno intermitente e perene de implorar por ‘um pouco mais’.

Saudade não é olhar pro lado e dizer “se foi”. É olhar pro lado e perguntar “cadê”?

Círculos viciosos

Eu lia, mas não sabia ler,
e tudo que eu lia,
porque não sabia,
não fazia sentido
dentro de mim.
Procurei a ponta condutora,
qual um filão
do entendimento.
Nada!
Busquei fantasmas
em cada negativa.
Vi mortos-vivos,
de passados tão presentes
e mergulhei no fundo,
mais íntimo,
em um reflexo de ternura.
Vi, na minha imagem
um enorme vazio
que transformou meu sonho
na dureza fria
da realidade.
Seria maldade,
ou o desejo de um fortalecimento?
E, afinal, eu vi,
mas não sabia ver.
E tudo que eu via,
porque não sabia
não impressionava
o negativo de minha alma.
E, assim, caminhei passos
sem saber,
e, porque não sabia caminhar
meus passos a nada me conduziam.
E, ainda sem saber,
retornei ao ponto de partida,
sem mais esperanças.

Hoje eu quero ser feliz, quero ignorar quem não deixa eu me demonstrar, cansei de maquiagem, fachada não é comigo.
Quer saber? Hoje eu quero dançar, pular, sem coreografia, quero cantar sem melodia. Hoje eu quero deixar de lado quem me questiona, e falar com meus inimigos, observar o lado criativo deles, suas qualidades e não mais seus defeitos. Quer saber mesmo? Hoje quero ser eu mesma, não quero mais disfarçar a minha pureza, é, sou pura, cresci, mas continuo inocente, inocente de perigos, e ciente de consequências. Hoje vou me importar menos com o que vão falar, vou me arrumar diferente, vou experimentar novos estilos, novas tendencias. Hoje eu quero ser feliz, hoje eu quero minha independência, hoje quero mudar.

A VIDA (LIFE)

A vida, acredita, não é um sonho
Tão negro quanto os sábios dizem ser.
Freqüentemente uma manhã cinzenta
Prenuncia uma tarde agradável e soalhenta.

Às vezes há nuvens sombrias
Mas é apenas em certos dias;
Se a chuvada faz as rosas florir
Ó porquê lamentar e não sorrir?

Rapidamente, alegremente
As soalhentas horas da vida vão passando
Agradecidamente, animadamente
Goza-as enquanto vão voando.

E quando por vezes a morte aparece
E consigo o que de melhor temos desaparece?
E quando a dor se aprofunda
E a esperança vencida se afunda?

Oh, mesmo então a esperança há-de renascer,
Inconquistável, sem nunca morrer.
Alegre com a sua asa dourada
Suficientemente forte para nos fazer sentir bem
Corajosamente, sem medo de nada
Enfrenta o dia do julgamento que vem.
Porque gloriosamente, vitoriosamente
Pode a coragem o desespero vencer.

Ensinarás a voar ...
Mas não voarão o teu voo.
Ensinarás a sonhar ...
Mas não sonharão o teu sonho.
Ensinarás a viver...
Mas não viverão a tua vida.
Ensinarás a cantar ...
Mas não cantarão a tua canção.
Ensinarás a pensar...
Mas não pensarão como tu.
Porém, saberás que cada vez que voem, sonhem, vivam, cantem e pensem...
Estará a semente do caminho ensinado e aprendido!

Ilusões (I)

Hoje, voltei dez anos
em meu passado,
e vi um sonho,
que foi presente,
mas nunca
foi futuro.
Ilusão-criança,
que brotou um dia
(eu juro)
da espontaneidade
de um ideal
(paternal).

Voltei dez anos,
de espanto
e em pranto,
estarrecido
meço a extensão
do nada.
Calculo em milhões
de números,
a multiplicação,
fantástica,
do zero pelo zero.
A imagem juvenil
do que fui, confunde-se,
desfocada, na angústia
do que sou.

Um presente-passado,
sem futuro,
a enterrar
em profundas covas
as provas
de um erro.
E do sonho
desperta a figura
de um covarde
que treme e arde
de revolta,
mas cala.
(1972)

Central do Brasil

Que estranho grupo,
matinal,
eu vejo todos os dias
na central.
Velhos mendigos, bêbados inocentes,
reticentes:
débeis mentais maltrapilhos,
prostitutas insones,
no roldão do povo
de rostos sem nome,
derramado.

O homem a bater
com a tábua
nas árvores incrédulas.
O pastor que prega,
em péssimo português,
ao povo que passa,
com pressa,
já sem convicção,
nem religião.
De quando em vez,
um ladrão!

A professora-criança
de livros e sacolas,
em demanda da escola.
Amostragem de um povo
brasileiro,
na luta sem tréguas,
do dia-a-dia.
Na busca do pão nosso
de cada dia,
em várias formas,
nos diversos caminhos,
das ilusões,
de tantos corações
que formam o grande vazio
sem esperança.

Povo-formiga, rude, grosseiro,
sujo, suado,
que não olha para trás,
mal humorado,
que cospe no chão
do vagão,
que viaja nas portas
do trem,
pingentes da morte,
no vai-e-vem
da sorte.
Povo-Brasil
amalgamado
no afã da sobrevivência.
Gado-humano a desembocar
no matadouro.
Quem crê em ti fantasma?
EU!