Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

É chamado de espírito livre aquele que pensa de modo diverso do que se esperaria com base em sua procedência, seu meio, sua posição e função, ou com base nas opiniões que predominam em seu tempo. Ele é exceção, os espíritos cativos, a regra; [...] De resto, não é próprio da essência do espírito livre ter opiniões mais corretas, mas sim ter se libertado da tradição, com felicidade ou com um fracasso. Normalmente, porém, ele terá ao seu lado a verdade, ou pelo menos o espírito da busca da verdade: ele exige razões; os outros, fé.

(Humano, Demasiado Humano)

Friedrich Nietzsche
Humano, Demasiado Humano

Quatro estações são necessárias para que se possa passar adiante depois de uma perda. O primeiro tudo depois da morte é sempre o mais difícil: o primeiro aniversário, o primeiro natal, o primeiro réveillon, as primeiras férias... são as ocasiões mais doloridas. Mas o passar dos dias ameniza a dor e vai dando lugar a uma certa nostalgia, ao carinho da lembrança.

Pensamos no instante da perda que nunca mais seremos capazes de sorrir, mas isso não é verdade. Depois de algumas auroras e alguns entardeceres, vamos descobrindo que a vida ainda está muito presente, que ainda somos capazes de nos alegrar com outras coisas, sem que isso diminua o amor e a saudade que sentimos de quem partiu.

Aceitamos dificilmente a morte porque nos esquecemos com facilidade que nossa vida na terra é apenas uma passagem. E quando alguém parte, é como se acordássemos para essa realidade: somos eternos para a vida, mas não a terrena! Inconscientemente pensamos na nossa própria morte e na daqueles que ainda estão conosco.

Mas... enquanto o sangue pulsar nas nossas veias, é a vida que pulsa e tudo o que podemos e devemos fazer é vivê-la. Alguém que amamos parte para sempre e isso é tremendamente doloroso. Essa pessoa é insubstituível ao nosso coração, já que cada pessoa é única em si no nosso viver e somos conscientes disso. Mas outros que amamos e que nos amam ainda estão por aqui e isso deve ser motivo de alegria e reconforto.

Por esses, pelo menos, devemos nos reerguer, reagir, fazer um esforço. E para nós, para nosso bem. Deus nos consola; amigos, família nos consolam... só precisamos é aceitar as mãos estendidas. Quatro estações e um pouco de paciência... o sol vai brilhar novamente, a alegria vai de novo encher o coração e tudo vai voltar ao normal. É preciso acreditar nisso!

A ilusão da liberdade

INSÔNIA
Sozinho, reflito no frio silencioso
de meu quarto sem luzes.
Busco encontrar meu tempo
e, sem sono, me perco
a buscar o tempo passado,
mas, é o tempo que me encontra
entre os lençóis, perdido!

REFLEXÕES
Um dia, acreditei no livre-arbítrio
da natureza humana.
Pobre Joseph Nuttin, estava errado!
Somos seres sem vontade própria,
sem condições de guiar nossas vidas.
De alguma forma nascemos assim,
marcados para seguir um caminho
que não é o nosso, nos foi imposto.
Por que acontecem os fatos da vida,
fomos nós mesmos que os criamos?

ILUSÕES
A estrada nos foi adrede traçada
e não nos permite maiores desvios.
Apenas, como seres autômatos,
seguimos o roteiro do papel vivido.
Por que um não foi mais forte que o sim?
Por que apenas uma palavra mudou
tudo que pensamos verdadeiro?
Seguimos sem vida a viver a vida
em um papel que não escrevemos.
Não escolhemos onde e quando nascer,
não saberemos onde e quando morrer.

AMOR E QUE AMOR QUE NÃO ACABA
Amor romântico, Amor de pai, Amor de mãe, Amor de filhos, amor de irmãos, Amor de parentes, amor de amigos, Amor pelo próximo, Amor do Amor, Amor, Amor, enfim Amor!
Quantas vezes ouvimos e também já dissemos: Eu te Amo!
Nas paixões, num momento de satisfação, de alegria, de conforto, de bem estar, de consolo, de romantismo, de querer amar.
Emoção ou Amor, pois do Amor á emoção faz parte, mas na emoção nem sempre temos o Amor.
Amor e que Amor que não acaba!
Reflita se você ama mesmo:
Amor não pede;
Amor dá.
Amor não sacrifica;
Amor alivia;
Amor não exige condições para se ter Amor:
Amor atenua por Amor;
Amor não pede o sofrimento e a angustia em troca do amor;
Amor trás conforto e solução;
Amor não ofende;
Amor é feito e vivido de palavras doces;
Amor não exige abandono das coisas que gosta, e que ama para ter Amor;
Amor não é egoísta; Amor se preocupa com o Amor do Amor;
Amor não impõe sofrimento;
Amor é felicidade sempre;
Amor não rejeita de forma nenhuma carinho do Amor;
Amor se acalenta com um simples gesto de Amor:
Amor não trai;
Amor é fiel em todos os sentidos;
Amor não desmerece o Amor;
Amor enobrece e alavanca o Amor;
Amor não pede abandono:
Amor batalha junto para atenuar a alma do Amor;
Amor não amargura o dia e a vida:
Amor dá cor e dá brilho ao dia e a vida, todos os dias e para toda vida;
Amor nunca pede a distancia;
Amor quer viver, ficar, andar e respirar junto;
Amor não prejudica a honra, o trabalho e a responsabilidade;
Amor apóia. Aconselha de forma branda, incentiva o trabalho e o compromisso;
Amor não tira a força;
Amor é a fonte de criação e potencia;
Amor não trás transtorno num dia feliz;
Amor dá felicidade, cultiva o sorriso, cultiva a alegria de Amar;
Amor não rejeita e deixa sem jeito o Amor que esta sendo dado, a procura;
Amor atende, e com carinho permite que o Amor encontre;
Amor não tem gestos de agressividade contra o Amor;
Amor acaricia o Amor;
Amor não repudia de forma grosseira;
Amor acalenta e faz descansar;
Amor não exige guerras e combates do Amor;
Amor apóia, aconselha a harmonia das coisas;
Amor não afasta;
Amor atrai;
Amor não cansa;
Amor descansa;
Amor não pesa;
Amor é leve;
Amor não deseja ficar só;
Amor quer estar sempre com o amor;
Amor não desconfia e não tem aparas para o Amor;
Amor é livre, leve e direto;
Amor não trás desaforo e rancor;
Amor só dá felicidade e carinho constantes;
Amor e que amor que não acaba;
Amor forte, amor brilho, amor luz , amor tenaz
Amor BEM E PAZ......................
A falta de entender o que é o Amor verdadeiro leva a morte do Amor.
Como é triste a morte do amor!
Pois quando morre o Amor, morreu o calor, morreu o olhar, morreu musica e canção, morreu o coração;
Quando morre o amor;
Morreu a felicidade, a harmonia da vida, a beleza real do mar, das montanhas, do céu, do infinito, morreu o brilho e a luz;
Morreu o Amor
Morreu na sua alma ........Jesus.
E como viver com uma alma sem amor?
É como num paradoxo inimaginável: Morrer vivendo.
Alma sem o verdadeiro Amor é o sentimento do vazio.
Muita gente passa a passará pela vida sem nunca ter recebido o verdadeiro Amor:
Outros passarão imaginando ter dado ou recebido o Amor:
Outros, se quer vão saber que nunca o conheceram.
Pois quem não o conhece, quem o interpreta de forma equivocada, quem o imagina e não vive, se quer pode reconhecer quando ele esta presente, latente, vivo porque dá vida.
A arte de viver vivendo.
O amor que não acaba NUNCA. Amor que vive para SEMPRE.
E o NUNCA igualzinho ao SEMPRE é um tempo longo demais.
É equivalente ao tudo e ao nada. Vai daqui ao sem fim. Ultrapassa o tempo e o espaço.
Ultrapassa a existência e a materialidade.
É a conjunção do coração, alma, espírito, essência, enfim a comunhão da espiritualidade.
Amor e que Amor que não acaba!
Amor á força, o segredo, o mistério, o caminho da vida e do Universo,
Amor e que Amor que não acaba!
Amor de todos os sentidos;
Amor e todo tipo de amor de todos os dias meus;
Amor sem fim;
Amor de Deus;
Ou...............
Simplesmente
AMOR.

Dez coisas que eu adoro em você

Adoro quando você dança de olhos fechados.
Adoro a forma como você fica quando eu te deixo arrepiada.
Adoro quando você diz coisas fofas.
Adoro suas camisetas da Amelie Poulain.
Adoro suas sobrancelhas grossas e esse olharzinho doce.
Adoro a forma como você me deixa arrepiada.
Adoro dançar Pavement com você como se estivesse num bailinho de escola.
Adoro o fato de Teenage Fanclub e Belle & Sebastian serem suas bandas favoritas.
Adoro saber que ainda tem muita coisa sobre você que eu vou descobrir e adorar.

Uma vez perguntaram para Lewis: “É necessário frequentar um culto ou ser membro de uma comunidade cristã para um modo cristão de vida?”

Sua resposta foi a seguinte: “Esta é uma pergunta que eu não posso responder. Minha própria experiência é que logo que eu me tornei um cristão, cerca de quatorze anos atrás, eu pensava que poderia me virar sozinho, me retirando a meu quarto e lendo teologia, e não frequentava igrejas ou estudos bíblicos; e então mais tarde eu descobri que era o único modo de você agitar sua bandeira; e, naturalmente, eu descobri que isso significava ser um alvo. É extraordinário o quão inconveniente para sua família é você ter que acordar cedo para ir à Igreja. Não importa tanto se você tem que acordar cedo para qualquer outra coisa, mas se você acorda cedo para ir à igreja é algo egoísta de sua parte e você irrita todos na casa. Se há qualquer coisa no ensinamento do Novo Testamento que é na natureza de mandamento, é que você é obrigado a participar do Sacramento e você não pode fazer isso sem ir à igreja. Eu não gostava muito dos seus hinos, os quais eu considerava poemas de quinta categoria com música de sexta categoria. Mas à medida em que eu ia eu vi o grande mérito disso. Eu me vi diante de pessoas diferentes de aparência e educação diferentes, e meu conceito gradualmente começou a se desfazer. Eu percebi que os hinos (os quais eram apenas música de sexta categoria) eram, no entanto, cantados com tamanha devoção e entrega por um velho santo calçando botas de borracha no banco ao lado, e então você percebe que você não está apto sequer para limpar aquelas botas. Isso o liberta de seu conceito solitário.

C. S. Lewis
God in the Dock

Escolhi os plantões, porque sei que o escuro da noite amedronta os enfermos.
Escolhi estar presente na dor porque já estive muito perto do sofrimento.
Escolhi servir ao próximo porque sei que todos nós um dia precisamos de ajuda.
Escolhi o branco porque quero transmitir paz.
Escolhi estudar métodos de trabalho porque os livros são fonte saber.
Escolhi ser Enfermeira porque amo e respeito a vida!

Você escolhe seu caminho, seus valores, suas ações, elas definem quem você é.


Sorrir não significa necessariamente que você está feliz. As vezes isto significa apenas que você é forte.


"Foi mal" não é desculpa. "Valeu" não é obrigado. "Eu também" não é eu te amo!


Você percebe que é forte, quando se vê obrigado a desistir de coisas que nunca imaginou ser capaz de deixar um dia.


Encontre a pessoa que vai te dizer a verdade, mesmo que isso te deixe triste. Esse é o seu verdadeiro amigo.



Não viva em função da opinião de outras pessoas. Elas não sabem o que realmente se passa pela sua vida.


O sorriso de quem ama é lindo. Mas o sorriso de quem sofre é ainda mais lindo, pois além de sofrer têm a capacidade de sorrir.



Não leve a vida tão a sério, quebre regras, perdoe rápido, ame de verdade, ria descontroladamente e nunca lamente nada que tenha feito.

O lobo solitário é valente e forte, mas tem seus medos e angústias
Acuado fica agressivo, solto até tenta proximidade dos seus pares,
Mas ele até por instinto machuca quem gosta...
É instintivo, é de sua natureza voraz...
É belo e admirável, porém intocável, sempre em defesa de seu pequeno território...
Dentro de si é imensidão se sonhos e sentimentos, todos inconfessáveis e irrevelados.
Do medo de ser aprisionado vem sua força arredia, do medo da prisão sem muros vem seu uivo de dor, força e sentimentos.

Distúrbios de um monólogo interior

-Quem sou eu? Eu sou eu!
-Mas, quem é eu?
- O eu é eu
- Sou eu!
- Então, você é eu?
- Não, Você sou eu!
- Eu sou você?
- Não, você é eu!
- Mas, seu você é eu, então quem sou eu?
- Eu sou eu, você é você!
- Mas, se eu sou você, então, quem é eu?
- Você é você!
- Você não entendeu!
- Eu entendi sim!
- Não bobo, o Você sou eu!
- Eu vou matar Você!
- Por que eu vai matar você?
- Quem vai te matar é eu!
- Sou eu!
- Tanto faz eu e você agora somos nozes

Quantos anos tenho?

Tenho a idade em que as coisas são vistas com mais calma, mas com o interesse de seguir crescendo.

Tenho os anos em que os sonhos começam a acariciar com os dedos e as ilusões se convertem em esperança.

Tenho os anos em que o amor, às vezes, é uma chama intensa, ansiosa por consumir-se no fogo de uma paixão desejada. E outras vezes é uma ressaca de paz, como o entardecer em uma praia.

Quantos anos tenho? Não preciso de um número para marcar, pois meus anseios alcançados, as lágrimas que derramei pelo caminho ao ver minhas ilusões despedaçadas… valem muito mais que isso

O que importa se faço vinte, quarenta ou sessenta? O que importa é a idade que sinto.

Tenho os anos que necessito para viver livre e sem medos. Para seguir sem temor pela trilha, pois levo comigo a experiência adquirida e a força de meus anseios.

Quantos anos tenho? Isso a quem importa? Tenho os anos necessários para perder o medo e fazer o que quero e o que sinto.

Desconhecido

Nota: O texto costuma ser erroneamente atribuído a José Saramago. A própria Fundação José Saramago já confirmou que não pertence ao autor.

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OS ROMÂNTICOS

São tão tolos os românticos,
Transformam musicas em cânticos,
Arrepiam ao ato da lembrança,
E choram como uma criança.

Os românticos sonham ao ir embora
E para o reencontro conta a hora.
Sempre a vê como uma adolescente
Mesmo a velhice sendo ela decadente.

Os românticos são apenas coração
Não acreditam jamais numa traição,
Entrega vivendo por um triz,
Mesmo que no fim saia com uma cicatriz.

Caixa de Sapato

"Preciso de um tempo." Foi o que ela disse... Ou melhor, foi o que ela quis dizer.
Nas entrelinhas do que escreveu, estava lá: me dê um tempo. Motivo, ou desculpa, também havia. Não chamaria de motivo bobo; pelo contrário, era um motivo que eu respeitava, assim como respeitaria qualquer decisão dela.
O problema é que eu estava cego... Cego de amor. Confesso que mesmo que parecesse tão claro o que aconteceria em seguir, ainda me restou uma dúvida, uma esperança. Foi como se ela me jogasse de um precipício, mas segurasse uma de minhas mãos enquanto eu estava pendurado e a esperança de que ela me desse sua outra mão, e me puxasse de volta, não passou de uma ilusão. Eu cai.
Talvez o problema tenha sido eu, mas não me arrependo de nada que fiz.
A todo momento fui sincero sobre o que sentia; mas talvez ela devesse ter dito a verdade logo de uma vez: foi lindo o que aconteceu com a gente, mas não dá mais. Me pouparia do sofrimento, e a pouparia de usar uma desculpa.
"Eu te amo", ela disse. Mas um amor como ela descrevia não se acabaria em dias, em semanas. Pensava comigo mesmo: "talvez eu não fosse bom pra ela", mas esse não é o ponto. Tudo o que fiz foi tratá-la com respeito, com afeto, com amor; mas parece que, pra ela, eu fui só mais um.
Ela precisava de um tempo, e eu dei esse tempo, mesmo eu não querendo isso. Mas foi o melhor a se fazer.
De que adiantaria a ter do meu lado, se o que, ou quem, ela queria não estava ali? Eu mesmo respondo: nada.
Eu apenas estaria me enganando.
"Nunca vou esquecer o que aconteceu com a gente, o nosso amor"; Não, farei o possível para esquecer, porque, por mais lindo que tenha sido, aquela gota de esperança que ela deixou pingar sobre mim, me machucou ainda mais hoje.
Guardei os bons momentos em uma caixa, e essa caixa... Bem, essa caixa sempre estará ali, quando quiser me lembrar de tudo; mas como uma caixa de sapato, que guardamos no fundo de um armário, e esquecemos lá, espero que o mesmo aconteça com essas lembranças.
O amor? Não o culpo, mas quero esquecer. Não por raiva, não por ódio a ele, mas por mim, pra que eu possa me sentir bem. Apesar do amor ser aquilo que nos mantém vivos, eu não estaria vivo por dentro mesmo que eu quisesse. Eu a amei incondicionalmente, com todas as minhas verdades, mas se não era o suficiente: paciência.
Quem sabe, um dia, encontrar alguém para quem o que eu tenho a oferecer realmente valha a pena, alguém que me ame da mesma forma. Até lá desejo a ela toda felicidade do mundo, e pra mim... Bom, pra mim eu desejo que cada dia mais aquelas lembranças sejam esquecidas, e que todas as palavras ditas e digitadas voem pelo ar, e se dispersem com o vento, e, além disso, felicidade plena, aguardando, não desesperadamente, mas sim que inevitavelmente ela apareça; nao qualquer uma, mas aquela que Deus modelou.

Se ele é tolo ao amar o olhar dela,
Ao amá-lo, eu caí numa esparrela.
Às coisas vis, que não têm qualidade,
O amor empresta forma e dignidade:
Porque não vê com os olhos nem com a mente,
Cupido é alado e cego, à nossa frente.
Amor não tem nem gosto nem razão,
Asas sem olhos dão sofreguidão.
Se cupido é criança, a causa é certa...

Vida, meu amor, 1 mês de namoro hoje!
Sério, eu ainda não acredito que depois de tantas coisas estamos juntos e mais felizes do que nunca, e me desculpe por nunca ter postado nada pra você aqui... me desculpe por não conseguir demonstrar em palavras todo esse sentimento. Mas eu acredito que a força do meu sentimento não é demonstrado através de palavras e sim de atitudes, e o nosso amor é demonstrado através de atitudes, com beijos, carinhos, sorrisos... dias perfeitos ao seu lado, VIDA. Eu te chamava de amor, mas aí eu me dei conta que amor era só uma parte de mim, e você não é uma parte de mim. Você sou eu por completo, e foi aí que eu comecei a te chamar de VIDA. Eu te amo do meu jeito atrapalhado, mas amo.

TALES DE MILETO

Um sofista se aproximou de Tales de Mileto, um dos Sete Sábios da Grécia Antiga, e intentou confundi-lo com as perguntas mais difíceis. Porém o Sábio de Mileto esteve à altura da prova porque respondeu a todas as perguntas sem a menor vacilação e assim mesmo com a maior exatidão.

1 - Qual é a coisa mais antiga?

-- Deus, porque sempre tem existido.

2 - Qual é a coisa mais formosa?

-- O Universo, porque é obra de Deus.

3 - Qual é a maior de todas as coisas?

-- O Espaço, porque contém todo o Criador.

4 - Qual é a coisa mais constante?

-- A esperança, porque permanece no homem depois que haja perdido todo o mais.

5 - Qual é a melhor de todas as coisas?

-- A Virtude, porque sem ela não existe nada de bom.

6 - Qual é a mais rápida de todas as coisas?

-- O Pensamento, porque em menos de um minuto pode voar até o final do Universo.

7 - Qual é a mais forte de todas as coisas?

-- A Necessidade, porque faz com que o homem enfrente todos os perigos da vida.

8 - Qual é a mais fácil de todas as coisas?

-- Dar conselhos.


Porém, quando chegou à nona pergunta, nosso Sábio disse um paradoxo. Deu uma resposta que, estou seguro, não foi jamais entendida pelo mundano interlocutor, e que, para a maioria das pessoas terá um sentido superficial. A pergunta foi esta:

9 - Qual é a mais difícil de todas as coisas?

E o Sábio de Mileto replicou:

-- Conhecer a si mesmo.

Eu gosto tanto de você
mas você não gosta de mim
Parece até que gosta de me ver sofrer
A minha paixão por ti só serviu para aumentar teu ego
Depois que você descobriu que o meu coração batia mais rápido quando está por perto nunca mais conversou comigo
Eu não quero ser algo mais
Só amizade é o suficiente
Quero que fale comigo sobre qualquer coisa
E quero que esclareça ao meu coração que o meu amor não é correspondido, apesar de lá no fundo eu já saber disso...

Poemas não são rimas ou combinações,
basta apenas tocar vossos corações,
fazer-te flutuar em emoções,
gerar grandes rebeliões de alegria,
ou até mesmo lagrimas de teus olhos retirar,
seus sentimentos liberar,
teu ódio em paixão tranformar,
Sou poeta, sou criador,
uma pessoa com muita dor,
jogando-as fora sem medo e nem rancor,
pois quem me magoou, o perdão eu dô,
meu ódio em paixão se tranformou

Para começar bem o dia

Dois tipos de vozes chamam sua atenção hoje. As negativas preenchem sua mente com dúvidas, amargura e medo. As positivas fornecem esperança e força. Quais você escolherá ouvir? Você sabe que você tem escolha. "Levamos cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo" (2 Coríntios 10:5).

Você deixa qualquer um que bate em sua porta entrar em sua casa? Não deixe todo pensamento que surge permanecer em sua mente. Mantenha-o aprisionado... faça-o obedecer a Jesus. Se ele se negar, não pense nele.

Pensamentos negativos nunca o fortalecem. Quantas vezes você resolveu o congestionamento do trânsito com suas reclamações? Reclamar das contas faz com que elas desapareçam? Por que remoer suas dores, seus problemas e suas tarefas?

"Acima de tudo, guarde o seu coração, pois dele depende toda a sua vida" (Provérbios 4:23).

(Extraído do Livro Todo dia é um dia Especial)

Com o coração

Hoje eu não quero conversas vestidas de uniforme. Diálogos impecavelmente arrumados que não deixam o coração à mostra. As palavras podem sair de casa sem maquiagem. Podem surgir com os cabelos desalinhados, livres de roupas que as apertem, como se tivessem acabado de acordar. Dispensa-se tons acadêmicos, defesas de tese, regras para impressionar o interlocutor. O único requinte deve ser o sentimento. É desnecessário tentar entender qualquer coisa. Tentar solucionar qualquer problema. Buscar salvamento para o quer que seja.

Hoje eu não quero falar sobre o quanto o mundo está doente. Sobre como está difícil a gente viver. Sobre as milhares de coisas que causam câncer. Sobre as previsões de catástrofes que vão dizimar a humanidade. Sobre o quanto o ser humano pode ser também perverso, corrupto, tirano e outras feiúras. Sobre os detalhes das ações violentas noticiadas nos jornais. Não quero o blablablá encharcado de negatividade que grande parte das vezes não faz outra coisa além de nos encher de mais medo. Não quero falar sobre a hipocrisia que prevalece, sob vários disfarces, em tantos lugares. Hoje, não. Hoje, não dá. Não me interessam o disse-que-disse, os julgamentos, a investigação psicológica da vida alheia, os achismos sobre as motivações que fazem as pessoas agirem assim ou assado, o dedo na ferida.

Hoje eu não quero aquelas conversas contraídas pelo receio de não se ter assunto. A aflição de não se saber o que fazer se ele, de repente, acabar. O esforço de se falar qualquer coisa para que a nossa quietude não seja interpretada como indiferença. Hoje eu não quero aquelas conversas que muitas vezes acontecem somente para preenchermos o tempo. Para tentarmos calar a boca do silêncio. Para fugirmos da ameaça de entrar em contato com um monte de coisas que o nosso coração tem pra dizer. Além do necessário, hoje não quero falar só por falar nem ouvir só por ouvir. Que a fala e a escuta possam ser um encontro. Um passeio que se faz junto. Um tempo em que uma vida se mostra para a outra, com total relaxamento, sem se preocupar se aquilo que é mostrado agrada ou não. Se aumenta ou diminui os índices de audiência.

Hoje, se quiser, se puder, se souber, me fala de você. Da essência vestida com essa roupa de gente com a qual você se apresenta. Fala dos seus amores, tanto faz se estão perto do seu corpo ou somente do seu coração. Fala sobre as coisas que costumam fazer você sintonizar a frequência do seu riso mais gostoso. Fala sobre os sonhos que mantêm o frescor, por mais antigos que sejam. Fala a partir daquilo em você que não desaprendeu o caminho das delícias. Do pedaço de doçura que não foi maculado. Da porção amorosa que saiu ilesa à própria indelicadeza e à alheia. A partir daquilo em você que continuou a acreditar na ternura, a se encantar e a se desprevenir, apesar de tantos apesares. Conta sobre as receitas que lhe dão água na boca. Sobre o que gosta de fazer para se divertir. Conta se você reza antes de adormecer.

Hoje, me fala de você. Dos momentos em que a vida lhe doeu tanto que você achou que não iria aguentar. Fala das músicas que compõem a sua trilha sonora. Dos poemas que você poderia ter escrito, de tanto que traduzem a sua alma. Senta perto de mim e mesmo que estejamos rodeados por buzinas, gente apressada, perigos iminentes, faz de conta que a gente está conversando no quintal de casa, descascando uma laranja, os pés descalços, sem nenhum compromisso chato à nossa espera. A gente já brincou tanto de faz-de-conta quando era criança, onde foi que a gente esqueceu como se chega a esse lugar de inocência? Fala da lua que você admirou outra noite dessas, no céu. Da borboleta que lhe chamou à atenção por tanta beleza, abraçada a alguma flor, como se existisse apenas aquele abraço. Diz se quando você acorda ainda ouve passarinhos, mesmo que não possa identificar de onde vem o canto. Diz se a sua mãe cantava para fazer você dormir.

Senta perto e me conta o que você sentiu quando viu o mar pela primeira vez e o que sente quando olha pra ele, tantas vezes depois. Se tinha jardim na casa da sua infância, me diz que flores riam por lá. Conta há quanto tempo não vê uma joaninha. Se tinha algum apelido na escola. Se consegue se imaginar bem velhinho. Fala da sua família, a de origem ou a que formou. Das pessoas que não têm o seu sobrenome, mas são familiares pra sua alma. Fala de quem passou pela sua vida e nem sabe o quanto foi importante. Daqueles que sabem e você nem consegue dizer o tamanho que têm de verdade. Fala daquele animal de estimação que deitava junto aos seus pés, solidário, quando você estava triste. Diz o que vai ser bacana encontrar quando, bem lá na frente, olhar para o caminho que fez no mundo, em retrospectiva.

Podemos falar abobrinhas, desde que sejam temperadas com riso, esse tempero que faz tanto bem. A gente pode rir dos tombos que você levou na rua e daqueles que levou na vida, dos quais a gente somente consegue rir muito depois, quando consegue. A gente pode rir das suas maluquices românticas. Das maiores encrencas que já arrumou. Das ciladas que armaram para você e, antes de entender que eram ciladas, chegou até a agradecer por elas. De quando descobriu como são feitos os bebês. A gente pode rir dos cárceres onde se prendeu e levou um tempo imenso pra descobrir que as chaves estavam com você o tempo todo. Das vezes em que se sentiu completamente nu diante de um Maracanã, tamanha vergonha, como se todos os olhos do mundo estivessem voltados na sua direção. Das mentiras que contou e acreditaram com facilidade. Das verdades que disse e ninguém levou a sério.

Não precisa ter pauta, seguir roteiro, deixa a conversa acontecer de improviso, uma lembrança puxando a outra pela mão, mas conta de você e deixa eu lhe contar de mim. Dessas coisas. De outras parecidas. Ouve também com os olhos. Escuta o que eu digo quando nem digo nada: a boca é o que menos fala no corpo. Não antecipe as minhas palavras. Não se impaciente com o meu tempo de dizer. Não me pergunte coisas que vão fazer a minha razão se arrumar toda para responder. Uma conversa sem vaidade, ninguém quer saber qual história é a mais feliz ou a mais desditosa.

Hoje eu quero conversar com um amigo pra falar também sobre as coisas bacanas da vida. As miudezas dela. A grandeza dela. A roda-gigante que ela é, mesmo quando a gente vive como se estivesse convencido de que ela é trem-fantasma o tempo inteiro. Um amigo pra falar de coisas sensíveis. Do quanto o ser humano pode ser também bondoso, honesto, afetuoso, divertido e outras belezas. Dos lugares onde nossos olhos já pousaram e daqueles onde pousam agora. Um amigo para conversar horas adentro, com leveza, de coisas muito simples, como a gente já fez mais amiúde e parece ter desaprendido como faz. Um amigo para se conversar com o coração.

E se não quisermos, não pudermos, não soubermos, com palavras, nos dizer um pouco um para o outro, senta ao meu lado assim mesmo. Deixa os nossos olhos se encontrarem vez ou outra até nascer aquele sorriso bom que acontece quando a vida da gente se sente olhada com amor. Senta apenas ao meu lado e deixa o meu silêncio conversar com o seu. Às vezes, a gente nem precisa mesmo de palavras.