Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

Se ando com você é porque não consigo ficar longe de ti, de brigar contigo, de olhar seus olhos, mesmo que nem sempre estes estejam voltados para os meus... Se converso com você é porque não consigo parar de ouvir sua voz, de sentir a brisa de suas palavras... Se sonho é para tentar ter você neles... Se penso é para tentar lembrar-me da tua imagem, mesmo que distorcida. Se durmo é porque suponho que no dia seguinte eu levantarei e te terei junto a mim.

Eu só mudo aquilo que está em mim, nunca posso mudar aquilo que está no outro. É necessário entender isso para evitar o desgaste emocional tentando condicionar o outro às nossas conveniências pessoais. Podemos sim tentar abrir caminhos para a nossa evolução e para a evolução do outro, mas sem transformar isso em uma obsessão ou desejo egoísta de mudança alheia. Saúde mental é compreender onde e como podemos agir, filtrando o necessário e deixando de lado aquilo que nos desgasta.

As amizades mudam, os contatinhos mudam, os romace mudam. Então não ache que tudo acabou, e que é o fim. É Apenas um recomeço, um recomeço que depende de você, se você tem o amor próprio, vai conquistar suas metas, não ache que você é incapaz, só basta lutar por ela. A vida é feita de fases, e essa é uma das fases.

(...) gosto de refletir sobre a vida e eu sou isso: Um reflexo de tudo aquilo que a vida depositou em mim. Mas de tudo mesmo, seja bom ou ruim, porque sou de uma humanidade superlativa. E não gosto de gente que agride a sua humanidade, separando as sensações e os desejos, daquilo que dizem os outros, ser bom ou ruim para a sua existência. Não há nada mais insosso do que viver com a alma fora do corpo. Com o corpo seco e a alma desbotada, esperando a oportunidade do reencontro…

O fato psicológico é que é impossível sentir algo muito intensamente por milhões de pessoas, mas só de maneira fria e abstrata. Como disse Stalin, uma morte é uma tragédia, um milhão de mortes é uma estatística, e ele tinha razão. É por isso que precisamos recorrer a memórias individuais para tentar compreender catástrofes históricas. E, quando a condição de vítima se torna o estado normal da humanidade, a verdadeira compaixão se torna impossível: é como tentar passar um pouco de manteiga sobre um milhão de fatias de pão.

A gente sonha, acredita, se entrega, confia e sofre, então tenta entender, aceitar, perdoar, engole a dor, acredita na mudança, que o erro não é a pessoa, mas da pessoa, mas chega uma hora que a gente abre os olhos e vê que a verdade estava sempre ali na sua frente, você passou esse tempo todo fingindo pra você, tentando deixar de ser o que é, pra aguentar finge que não vê, que não sente, mas sente, e como sente, a dor chega a tirar o ar, o sono, a querer o fim, pra deixar de sentir o coração bater tão forte que parece que vai pular pela boca, que vai parar, não é felicidade, é humilhação, é aceitar pouco, é amar o outro mais que a si mesmo... enfim chegou o dia que o fim é o caminho, um novo caminho se faz necessário, um novo sonho, um cuidar-se, amar-se, dedicar-se a quem merece mais, a quem veio ao mundo por mim, por acreditar num sonho, e não tem culpa de nada, é milagre de Deus, mesmo que tenha sido um sonho vão, um impulso de paixão e carência,

É difícil falar sobre a importância de um herói imaginário. Mas heróis são importantes; Heróis revelam algo sobre nós. Livros de história revelam quem costumávamos ser, documentários revelam quem somos agora; Mas heróis revelam que queremos ser. E muitos de nossos heróis me deprimem. Mas quando eles fizeram este herói em particular, eles não lhe deram uma arma, eles lhe deram uma chave de fenda para consertar coisas. Eles não lhe deram um tanque ou um navio de guerra, ou um caça x-wing, eles lhe deram uma caixa de onde você pode pedir por ajuda. E eles não lhe deram um superpoder ou orelhas pontudas, ou um raio de calor, eles lhe deram um coração extra. Eles lhe deram dois corações! Isso é algo extraordinário. Nuca haverá um momento em que não precisaremos de um herói como o Doutor.

Obrigada por gostar de mim mesmo sendo mandona, mimada e brava. Obrigada por gostar do meu jeito muitas vezes infantil. Obrigada por gostar dos meus defeitos, que não são poucos. Obrigada por gostar da minha forma desastrada de ser. Obrigada por continuar gostando de mim mesmo quando falo sem pensar, quando o filtro vai embora, quando surto, enlouqueço ou grito. Obrigada por gostar de mim quando eu erro. Obrigada por continuar gostando de mim quando eu não sou tão legal. Obrigada por gostar de mim mesmo quando o amor anda na corda bamba. Obrigada por gostar de mim, mesmo quando eu mesma acabo esquecendo de gostar. Obrigada por gostar de quem eu sou e não quem você gostaria que eu fosse.

Mas é como quando minha médica me contou a história daqueles dois irmãos cujo pai era um alcoólatra mau. Um irmão se tornou carpinteiro quando adulto e nunca bebia. O outro terminou sendo um bebedor tão mau quanto o pai. Quando perguntaram ao primeiro irmão por que ele não bebia, ele disse que depois que viu o que isso tinha feito ao pai nunca pegaria o mesmo caminho. Quando perguntaram ao outro irmão, ele disse que achava que tinha aprendido a beber no colo do pai. Então, acho que somos quem somos por várias razões. E talvez nunca conheçamos a maior parte delas. Mas mesmo que não tenhamos o poder de escolher quem vamos ser, ainda podemos escolher aonde iremos a partir daqui. Ainda podemos fazer coisas. E podemos tentar ficar bem com elas.

Stephen Chbosky
CHBOSKY, S., As Vantagens de ser Invisível

Ter dinheiro, ter fama, ter status nada vale se você não for um bom amigo, um bom irmão, um bom filho, uma boa pessoa. Que adianta ter notas e mais notas de dólares se lhe falta fé? Amor? Saúde? Felicidade? Que adianta ter contas bancárias reluzentes se lhe falta o maior bem de todos: Ter uma família, ter amigos sinceros?

Eu te amo, amo seus defeitos e qualidades, eu amo seu humor mesmo não o amando, eu amo suas brincadeirinhas sem graças, mas eu não amo, odeio quando me faz rir mesmo quando eu não quero, isso é tão bom, você nem imagina, o problemas é eu odiar e amar seus defeitos e qualidades também, eu amo quando você é romântico, menos quando eu não estou pra romantismo, eu amo você querer crescer, mesmo sabendo que não vou crescer com você, amo o jeito como você cuida de mim, mesmo eu não podendo cuidar de você, amo quando você me intende, e quando não intende também, eu te amo tanto bem do jeito que você é, e vou lhe contar algo, eu não mudaria nada em você...

Nunca o povo esteve tão longe de nós, não quer saber. E se souber ainda fica com raiva, o povo tem medo, ah! como o povo tem medo. A burguesia aí toda esplendorosa. Nunca os ricos foram tão ricos [...]. Resta a massa dos delinquentes urbanos. Dos neuróticos urbanos. E a meia-dúzia de intelectuais [...] Não sei explicar mas tenho mais nojo de intelectual do que de tira.

Lygia Fagundes Telles
As meninas. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.

Conviver com as diferenças é confrontar com o nosso oposto sem abalar nossa estrutura emocional, é ser vulnerável e sábio, sabendo sobressair pelo caminho estreito sem ter que empurrar quem esta a sua frente, chocando se com o que é totalmente ao contrário de você, mas sem perder sua identidade.

O amor deseja, o medo evita. Por causa disso não podemos ser amados e reverenciados pela mesma pessoa, não no mesmo período de tempo, pelo menos. Pois quem reverencia reconhece o poder, isto é, o teme: seu estado é de medo-respeito. Mas o amor não reconhece nenhum poder, nada que separe, distinga, sobreponha ou submeta. E, como ele não reverencia, pessoas ávidas de reverência resistem aberta ou secretamente a serem amadas.

Quais as características do insensato? A primeira é que ele vive com pressa. Os tolos estão sempre com pressa; querem fazer tudo de uma vez; não têm tempo para esperar. Quantas vezes a Escritura nos adverte contra isso! Ela nos fala que o homem piedoso e reto não se precipitará. Ele nunca se rende à agitação, à excitação e à pressa.

Mesmo quando toda a nossa mente está repleta de algo, quando estamos dilacerados por alguma tristeza profunda, ou quando todo o nosso poder intelectual se acha absorvido por algum problema, o sonho nada mais faz do que entrar em sintonia com nosso estado de espírito e representar a realidade em símbolos.”

"Para nós, que vimos os noivos individualmente separados, que os vimos viver um aqui outro acolá, com nomes diferentes, em bairros diferentes — para nós a união tem caráter moral, mas fisicamente nos aparece como um fenômeno acidental. [...] Para a criança, ao contrário, a união dos pais é física, metafísica e necessária. Melhor do que os filósofos e teólogos, a criança vê [...] o vínculo que faz dos pais um bloco, uma base. É uma experiência afetiva e intelectual de uma importância enorme para a criança essa primeira apreensão da realidade familiar."

"A separação dos pais, para a criança, é um absurdo. Não é um drama moral, é uma tragédia cósmica. Não é conflito de duas pessoas, é conflito dos elementos constitutivos do universo. O mundo enlouqueceu se os pais se separam. Na mente infantil, a repercussão afetiva e intelectual significa um abalo de todas as fundamentais experiências até então colhidas. É como se a água deixasse de molhar, o sol deixasse de brilhar, a pedra deixasse de ser dura."

Quando conheci o amor eu aprendi a me respeitar e a respeitar os outros, aprendi a me cuidar e cuidar dos outros, aprendi a ser gentil e ajudar todas as pessoas que precisam da minha ajuda ,aprendi a valorizar mais o que é meu, e o mais importante é que aprendi que é o amor que nos dar brilho, vontade de seguir em frente, expectativa para o futuro, e vontade de viver.

É fácil fingir que não dói. É fácil segurar uma lágrima e dizer que está tudo bem. É fácil calar as palavras que tem que ser ditas, mas não é fácil segurar a dor por muito tempo e quando você me da as costas as lágrimas rolam e aquelas palavras que não foram ditas, elas gritam dentro de mim, mesmo sabendo que você nunca as escutará novamente.