Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

⁠Sim
Eu sou rebelde
Sou uma rebelde com causa
Aliás, causas
"Não vivo em um mundo cor de rosa"
Enxergo ele através de muitas cores
O preconceito ainda está aqui
A desigualdade também
E todas as outras mazelas sociais
Não vou fechar os meus olhos e dizer que está tudo perfeito
Porque não está
Se sou luz, não vou me apagar onde devo me acender.

TABLADO DE ESTRELAS
Baila , baila ela no seu tablado de estrelas
Baila ela em romarias de fantasias
Baila em seus recantos de sutilezas
Ave- maria são seus pés
melodiando colibris por entre luas e levezas .
Baila ,baila ela com seu vestido de silêncios
Baila ela em seus desertos azuis
Baila em suas aquarelas de mistérios
Senta-se na beira da cordilheira
com os olhos fitos em suas ribeiras .
Baila ,baila ela com os sonhos em elegância
Baila ela em seus quintais de esperança
Baila por entre noites a cantar flores
Voa batendo suas asas driblando dores
e desenha por entre nuvens quintais de condores.
Baila,baila ela com a ponta dos pés rezando auroras
Baila ela contemplando além em seus agoras
Baila seus gritos ,seus instantes , seus oáses ,seus pensamentos
Folheia girassóis por entre as notas dos seus anseios
e só depois é que ela lembra dos seus cantos de olhos em areias.

Sou dona
das minhas flores
dos meus espinhos
e de mim .
Tem dias ...
Que sou brisa ,
silencio minhas dores e
me alimento da calmaria
do meu existir .
Em outros ...
Me liberto e desaprisiono
o furacão que inda
grita por aqui .
Eu sou feita ventos e tempestades
Sou feita do barro e de chão
Sou feita de Sim e de Não
Sou o Tudo quando pouco quero
e sou o Nada quando muito
espero .

⁠Olhos sensuais


A noite chega, e com ela a
falta de um querer ao nosso
lado fica.
Madrugada, e esses olhos lindos
e sensuais pelo meu pensamento
passeiam, olham-me com carinho,
e eu me perco dentro deles.
Lábios doces, jeito de mulher
carinhosa e quente.
Te faz real, e ao meu lado fica.
Traz com o teu querer, teu gostar,
tua paz para mim..
Sacia a minha saudade com esse corpo,
com esse beijo com esse amor intenso e
real.


Roldão Aires


Membro Honorário da Academia de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de letras do Brasil
Membro da U B E
Acadêmico da Acilbras- Roldão AIres
Cadeira 681
Patrono Armando Caaraüra- Presidente

o sino da minha aldeia

O sino da minha aldeia,
Dolente na tarde calma,
Cada tua badalada
Soa dentro de minha alma.

E é tão lento o teu soar,
Tão como triste da vida,
Que já a primeira pancada
Tem o som de repetida.

Por mais que me tanjas perto
Quando passo, sempre errante,
És para mim como um sonho.
Soas-me na alma distante.

A cada pancada tua,
Vibrante no céu aberto,
Sinto mais longe o passado,
Sinto a saudade mais perto.

Não me esqueci de você

Não poderia me esquecer desta data tão especial
por ser você uma pessoa muito querida,
passam-se os dias, os meses, e tantas outras primaveras,
e finalmente chega a data em que comemora-se o seu aniversário,
E neste dia, fogos de artifícios irão colorir o céu,
misturando-se com o brilho dos astros
fazendo tua estrela brilhar ainda mais
aos aplausos merecidamente recebidos,
Um grande abraço e muitas FELICIDADES
nesta gloriosa data, parabéns.

Como posso te esquecer
Se você não sai
Da minha mente,
Se a minha saudade
Insiste em visita-la
A todo instante, se
A minha boca insiste
Em beija-la mesmo
Você estando ausente ?
Como pode o meu
Coração viver sem o teu ?
Se os dois batem
Na mesma sintonia,
Na mesma cadencia!!.
Como posso te esquecer ??

Ganância

Quero livro por toda a minha volta
E hoje vou ler, ler milhares de livros,
Fazer do meu dia o impossível.
Quero livros e mais livros,
Quero todos os livros,
De todos os gêneros, de todos os estilos,
Quero livros, milhares de livros
E quero ler mais e mais livros.
Quero mais que uma estante de livros,
Não quero apenas “livro”
Eu quero livros e mais livros,
Não quero apenas 1 livro, e muito
Menos 2, a gente sempre quer mais,
Não basta apenas poucos livros,
Tem de ser mais e mais livros,
E cerveja, e quem sabe um conhaque,
Um cigarro qualquer
Para acompanhar, quero livros
De todo tipo, quero o impossível,
Quer saber, não apenas hoje,
Quero o impossível todos os dias,
Minha meta não vai ser apenas ler
Milhares de livros,
Quero ler mais do que milhares
De livros,
Quero bilhares de livros,
Quero zilhares de livros,
Quero todos os livros do mundo,
Para que eu possa ler,
Para que eu possa emprestar,
Para que eu possa doar,
Para que eu possa fazer o que eu quiser
E bem entender, para que eu possa
Compartilhar, para que eu
Possa degustar, para que eu possa
Brincar, para que eu possa
Fazer o que eu quiser
E bem entender.



- Quero todos os dias
Presentear o que eu tenho de melhor,
Vou lhe presentear – livros…
Livros e mais livros,
Todos os dias e todo o sempre,
Quero ser presenteado
Com livros, livros e mais livros,
Todos os dias e todo o sempre.
Quero ser o leitor,
Quero ser o poeta,
Quero ser o escritor…
E no livro, de acordo
Com cada livro,
Quero pertencer a várias
Profissões.

Plantei

Plantei meu bem
O meu amor no jardim,
Regarei meu bem
A terra, a vida,
O tempo em mim.
Seus olhos querida,
Brilhando feito o sol,
E eu me derretendo:
- Você sorrindo...
Ah, plantei,
O seu amor em mim,
Todos os dias eu rego
O meu amor em você,
Você assim...
Como vai meu bem?
E você sorrindo,
E eu aqui,
Pensando em você
Distante...
- Um porta retrato na parede,
Uma planta
Esbanjando beleza...

Amigo Gil

A Gilberto Nogueira de Oliveira

Suas obras primas
São feitas em casa
Poeta independente
Produz, não tem o ego
Em si, simples
E verdadeiro,
Esse é o Gil de Nazaré/BA
De todos os brasileiros.

Em todos os cantos
Do mundo,
Deveria existir um Gil,
Que compartilha poesias
Nesse mundo em guerra,
Meio que doentio.

Poesia de amigos
– Gil compartilha!
Livros da própria autoria
– Gil envia!
Em troca não cobra
Nada,
Muitos o desvaloriza

… Pouco importa ao Gil.
O bem maior da sociedade
É a escrita
– Isso sim, Gil, valoriza.

Valter Bitencourt Júnior
Aprendiz: Poesias, frases, haicais e sonetos, 2021.

Hoje é dia de luto

Hoje não é dia de comemorar,
Hoje é dia de luto,
Hoje é dia de conscientização,
Para que uma triste
História não se repita.
Foi nesse mesmo dia 31
E mês de março, no ano de 1964,
Quando tudo começou.
Pessoas fugindo
De um estado a outro,
Pessoas fugindo do seu
Próprio país,
Pessoas desaparecendo,
Pessoas apanhando,
Pessoas sendo torturadas
Pessoas sendo massacradas,
Pessoas sendo assassinadas,
Pessoas com medo, meu Deus.
Foi um tempo de chumbo,
Foi um tempo de manifestação
Foi um tempo de protesto,
Cobrar os direitos
Era correr o risco de opressão,
Cobrar os direitos era tido
Como crime.
Músicas sendo censuradas,
Livros sendo queimados
Em praça pública,
Emboscadas
Pessoas apanhando
Para entregar a outra.
Soldados recebendo
A ordem dos tiranos,
Soldados treinados
Para obedecer,
Soldados recebendo
Ordens por um mísero
Salário.
Hoje é dia de luto,
No Brasil!

Paz em vez de violência
Neste mundo necessitado de amor.
Compaixão, misericórdia entre
Os irmãos, que sejamos recíprocos,
Assim como o dia com a natureza,
O sol com as plantas.
Que sejamos unidos como as formigas
A trabalharem juntas.
Que tenhamos paciência
Para com as cigarras,
Que cantam em plena manhã,
A nos despertar.

Identidade

Sou Valter um menino
De óculos, às vezes em risos
E outras calado,
Bitencourt Júnior, ai está
O meu sobrenome… Valter
É o nome do meu pai
Para mim eu sou Júnior,
Para meus amigos Juninho,
E Bitencourt é o meu charme…
Eu sou poeta, nasci em
25 De Junho de 1994, sou canceriano…
E de tudo sou eu
Valter Bitencourt Júnior.
Poeta baiano, brasileiro, valeriano…

Luz do dia

Desvenda-me como um poeta.
Na minha vida
Jamais avistaria isto
Neste meu ser crítico, lasso, lamentável...
Farei com que a poesia entrelace
No meu ser triste,
Pra que possa avistar sentimentos abstratos
A que não dou mínima importância
Que, no fundo, é uma alexandrita
Quando na luz do sol o seu verde
Traga-me esperança
Na luz artificial da noite o seu vermelho
Dê-me amor!
Oh! Luz do dia dê-me
Do meu ser poeta
Um dia de alegria
Pra que possa
De verdade amar
Meus semelhantes.

Valter Bitencourt Júnior
Toque de Acalanto: Poesias, 2017.

Passarela

Beija-flor a beijar a rosa.
E a menina encantada
Dançando balé, enquanto
Todos estáticos admiravam.
Carro buzinando, garoto
Querendo vender balas,
E outros fazendo malabarismo,
Postes acesos fora de hora,
Prédios que fecha o azul do céu,
Onde a minha visão poderia
Buscar ver algo além…
Rádio ligado em toda parte,
E a música que fica na minha memória
Parece que varia.
Escola a tocar a sirene, estudantes
Indo para casa.
Eu aqui parado a escrever
O que nunca tenho visto
Na minha vida.

Valter Bitencourt Júnior
Passagem: Poesias, 2017

Paz

Porque foram as ramagens de folhas
Que sussurraram vagarosamente
Sem que ao menos pedisse, e livre
Aceitei todo o aroma
Que exalava o vago perfume.
E todo o tecido de lã
Que costurava o vento.
Algodão a voar pelo ar
E um banho de neblina;
Surgia das cachoeiras,
Por entre os seixos, o disfarçar
Do dia, o esconder da beleza por
Entre o róseo de cada instante.
Eu a mim desmanchar por entre
As nuvens, moro por entre os castelos
Suntuosos, preso por entre a prisão da noite,
A minha imaginação pensa
Vivenciar cada elemento...

Sou uma criança, a brincar de barquinho
De papel...

Sinto-me sensível,
Sinto-me fraco,
Quero voar!

Diz

Gosto de quem gosta de mim.
Gosta, e simplesmente gosta,
Gosta do meu ser em si,
Eu gosto, de quem gosta de mim.
Pessoas são pessoas,
Pessoas não vivem sem pessoas,
Uma pessoa precisa da outra.
Sou gente, e gente gosta de gente,
E se não gosta perde,
E se não gosta, não gosta,
Mas um dia aprende a gosta de gente,
porque gente é gente.
Gosto da gente, gosto de gente
Com muito amor, gosto de quem gosta do
Meu ser, e quem não gosta aprende a gostar.
Sou gente, você é gente, somos povos
Meu povo, pertenço,
Pertenço também ao seu povo.
Gosto de tudo, gosto de você,
Você pode gosta de mim..
Gosta, gosta, diz!

Exercício

Subi a ladeira
Desci a ladeira
Subi a ladeira
Desci a ladeira
Salvador, Bahia, Brasil
Faz bem ao coração.
E assim subo ladeiras,
Desço ladeiras,
Entro em becos
Saiu de becos,
Subo ladeira
Desço ladeira
E em cada esquina
Uma música
Um reggae
Um rap
Um funk
Um pagode
Um samba

E vou seguindo
Subindo ladeira
Descendo ladeira
Entrando em uma esquina
Saindo em outra.
Salvador, Bahia, Brasil
Pulsa em meu coração.
Pertenço
A Bahia.

Malandragem

Vem do nada...
- Diga aí, cara!
Como vai, “broder”...
E eu respondo
Vou indo, mano...
Como vai a mina?
A desconfiança responde
- A nega está estirando
Os cabelos chapa.
- E a sua mãe,
Broow, como vai?
- A coroa vai levando
Meu...
-(Chega à bisteca).
...Beijos...
-seus cabelos, hem!...
Gata estilo rock hooll
Mana...
E o amigo dá no pé
No dia seguinte
Surge do nada
-diga aí, cara!...

Valter Bitencourt Júnior
Toque de Acalanto: Poesias, 2017.

Livro / cérebro

Vou conectar o meu cérebro ao livro,
E fazer de cada livro uma leitura
Um interpretar, um convívio
Quero penetrar no livro, andar com
as palavras e aprender cada
significado, seu sentido
real e abstrato.
Quero que o livro faça parte da minha vida
E a minha vida quem sabe venha
A fazer parte do livro.
Quero ser mais que cabeça,
Quero saber a hora de me colocar
Em todas as situações
E a hora de sair de fininho
Ou de não me colocar
Em situação alguma.
Quero conhecer um pouco de tudo,
E fazer o máximo para conhecer
mais ainda o mundo, a vida, os seres, as coisas…
Quero ter ideias, quero praticar
as ideias, quero vivenciar cada
situação num livro e fora do livro.

Quero conectar o meu cérebro no livro,
fora do livro,
dentro do livro,
na capa do livro,
nas folhas do livro.
No mundo do livro.