Textos de Esperança
"O que será de você, depois d'eu?
Quem há de curar-lhe as feridas, quando for-me eu?
Tu me abandonastes, e das feridas que me causara; a saudade, foi a que mais doeu.
Eu sou de ninguém, as vezes sou do mundo, mais eu queria mesmo, era ser seu.
Eu peço, rogo, imploro, por uma eternidade contigo, para Deus.
Essa nossa distância, me faz ateu.
Depois do fim, o que será de ti, o que será d'eu?
O nosso início nunca existiu, e já encontrou um fim, infelizmente morreu.
Enterrado no cemitério da esperança, onde aquele nosso sonho, aquela nossa felicidade, jazeu.
Quisera eu, que em meu leito de morte, houvesse a luz de uma outra vida contigo, mas é só breu.
Eu já não me pergunto o que existe após o jazer, a minha única indagação é: O que será de você, depois d'eu?"
Na dança suave da vida, um fotógrafo a caminhar,
Entre luzes e sombras, o coração a palpitar.
Um capítulo encerra, um amor que se desfez,
Mas na resiliência encontro força outra vez.
Nas lentes da vida, capturo a superação,
Cada clique, um passo em direção à redenção.
A separação, qual negativo a revelar,
Mas na revelação, a força a desabrochar.
O obturador da dor, em meu peito pulsante,
Cada lágrima caída, uma cena marcante.
A separação, um foco desajustado,
Mas na resiliência, um novo olhar é forjado.
As fotos do passado, um álbum a fechar,
Memórias que persistem, mas o futuro a esculpir.
No estúdio da alma, moldo a minha trajetória,
A resiliência é a luz, a guiar-me com glória.
Entre poses de tristeza, sorrisos ressurgem,
A cada revelação, mais forte me ergo.
O coração, como câmera, guarda o aprendizado,
Na força da resiliência, o amor é renovado.
No tripé da esperança, firmo meus passos,
Como um fotógrafo que encontra em seus traços,
A beleza da vida, mesmo após despedidas,
Na resiliência, a alma se refaz e se desdobra.
Assim, eu sigo, um fotógrafo resiliente,
Clicando a alegria que emerge, mesmo após o lamento.
A separação, uma paisagem no meu caminhar,
Mas na resiliência, um novo horizonte a se revelar.
A fonte
Eles jogam muitas moedas para que as ordens sejam atendidas.
Muitas vezes eles não recebem respostas.
Esses sonhos, aqueles tentados.
Mesmo assim, os dias acontecem.
Os dias permanecem nas mesmas cores e continuam nas mesmas noites.
A luta está em muitos corações, quando os desejos estão acesos
A fonte foi esculpida com muito sonho, e com muito esforço,
talvez o contrário pudesse ter acontecido.
Eles não conhecem as reais intenções das coisas.
Mesmo assim, os dias acontecem.
Os dias permanecem nas mesmas cores e continuam nas mesmas noites.
Transformações acontecem em muitos corações,
e o mundo acontece de várias formas,
nem sempre com as mesmas moedas.
Há muitos que jogam cara e muitos que jogam coroa.
Todo o tempo e todo momento.
Mesmo assim, os dias acontecem.
Há muitos desejos, jogados e pedidos em todos os momentos.
Alguns são atendidos, outros se afogam.
Na fonte construída de algum sonho, por conquistada.
As flores estão por todos os lados
Enfeitando sonhos e jardins
As aves voam atentas trazendo os dias, esperanças
Sonhos são aves com asas abertas
Só fecham no calar do dia
Quando os sonhos se poem no final do dia
Quero sol, quero mar, um beijo
A luz dará
Tempestade de sonhos voam como mar
Quero voar como uma ave
Basta acreditar nos seus sonhos
E se doar
Nunca é tarde
Enquanto há vida, há luz, há dias, e esperança.
Poesias jogadas ao vento, rostos revirados pelo ego.
Países em desafensa, mundo em caos, leis e princípios desorientados.
Mas por quê?
Por que o certo, dando certo, torna-se errado como uma criança
que corre desafreadamente pelos pais ao se distanciarem,
pelo medo do desconhecido.
Triste considerar, mas o “não” precisa surgir.
Triste reconsiderar, mas o “sim” precisa surgir.
Lamentável dizer que ouvidos tampados não fazem sumir os gritos —
as dores do esquecimento de um povo, de uma luta em comum.
O progresso...
Extermínio de valores que se perderam com aqueles que os fizeram surgir.
Não precisa de palavras — precisa de ações.
Precisa destampar ouvidos,
para que as mãos possam ajudar quem precisa levantar.
A criança que corre desfreadamente
não consegue acompanhar aqueles que, em direção contrária, se vão.
Mas nutre, a cada passo,
a coragem que não sonhava ter.
Assim é possível que países em desafensa façam o impossível acontecer —
como a poesia que dá luz ao impensável.
Basta soltar os óculos escuros
e ajudar tudo que venha ao seu caminho.
Pai, onde vives?
Entre as estrelas, as flores e o mar?
Posso encontrar-te depois da morte?
Ou enquanto eu viver, Vós ireis existir?
Estou a tentar encontrar-te.
Olhei através do terreno, inspirando ventos e brisas
Pai, onde vives?
Estou à tua procura.
Eu tenho tentado o céu mais alto
Tenho tentado nos meus sonhos
Qual é a distância que nos separa?
Pai, onde vives?
Conheces a minha voz?
Consegues ouvir o barulho que eu tenho dentro de mim?
Tu és toda a beleza!
Mas será que Tu podes ser mais do que aquilo que eu vejo e sinto?
Pai, onde é que Tu vives?
Serás Tu mais do que a doce história
que eu próprio me disse?
Para além da terra mágica
Dá-me um longo abraço
Sabe a minha verdade?
Consegues e compreendes o meu amor?
Por favor, onde é que Tu vives?
Encontrar-te-ei depois da Morte?
Ou apenas enquanto eu viver...
Por que sou poeta?
Estou sempre a sofrer e chorar
Escondida, constrangida, por tanto me emocionar.
Porque sou poeta
As flores me dão esperança
de que Deus seja bom e bonito
Criativo, como uma criança.
Por que sou poeta? Isso eu nunca eu pedi.
Mas a cada noite sozinha
Em claro,
Em prantos,
Muito escrevi.
Versos rimados
Desritmados
Sem métrica e pretensão
Palavras doces e amargas
mas sempre, de coração.
Porque sou poeta
Resta-me pouco.
Muito pouco, além de sonhar.
A beleza da vida é triste,
Mas me inspira a cantar.
Porque sou poeta
Minha vaidade é criar,
Sinto o mundo a flor da pele
para de um verso me orgulhar.
Doce presente e castigo;
Olhar para o mundo assim.
Vivo em solidão comigo
E acompanhada pelo céu.
Que serão de minhas palavras?
Alguém um dia irá as ler?
Em minha frente, estaria nua
Despedia em meu Ser.
Por que sou poeta, meu Deus?
Me queres tanto a te querer?
Tudo que escrevo é prece
Sonhando com você.
Tanto agradeço e peço;
Tanto queimo incenso e rezo;
Isso ninguém me ensinou.
Ser feliz e triste ao mesmo tempo
Por transbordar Amor.
Perdoe minha carência,
Minha manha e se me castigo.
Sei que me queres feliz,
mas sou severa comigo.
Por que sou poeta?
Canso, mas agradeço por ser assim.
Que seja essa minha sina, meu Deus;
Sofrer somente por Esperar por Ti.
Que eu te honre em minha beleza;
Palavras e ações.
Que sejam belas minha obras;
Edificadas em canções.
Que te alegre meu carinho
E também deseje a mim,
para depois de minha jornada
Nos abraçarmos, enfim.
Deus obrigada por confiar em mim.
Eu vou cuidar de tudo o que você me deu.
Eu não vou te decepcionar com a minha existência, com as minhas escolhas.
Eu escolho o amor, eu escolho acreditar no meu coração, na minha criatividade, na minha bondade, na minha fé apesar das incertezas.
Eu escolho acreditar no brilho e resignação que vem do céu.
Eu escolho sorrir na presença de meus semelhantes e chorar somente para ti, para purificar o meu espírito.
Lhe peço perdão por ser humana, imperfeita, cheia de vícios, paixões, conflitos.
Eu escolho viver, mesmo que doa a beleza do amor e a miséria do desamor e abandono.
Eu assumo as responsabilidades pelas minhas escolhas na minha vida e o isento, sabiamente, de todos os males dessa terra: acidentes, doenças, disformidades, solidão e cinza .
Obrigada pela oportunidade de existir, sonhar, e contar com a nobre sorte.
Me permita ser a sorte dos que cruzarem o meu caminho, ainda que não me reconheçam, imaginarei que tu me amas e me enxerga, carinhosamente.
Esteja comigo me criador, meu nobre pai, meu amigo, meu sonho, minha fortaleza, meu refúgio, meu manto de misericórdia, compreensão e piedade.
Que eu lhe honre nos meus pensamentos, atitudes e forma. Que eu lhe aconcheguei com as minhas preces e o reconheça com os olhos da minha alma e coração.
Obrigada, infinitamente por suas criações, por sua fartura, por sua beleza, por sua força, que reverbera em mim. Nos perdoe pela insatisfação, infelicidade, ingratidão, destruição, violência, lixo, arrogância, ambição e acima de tudo, pela nossa mesquinharia e medo.
Que eu saiba amar, meu Deus, da maneira que você confia que eu sou capaz. Que eu possa me alegrar, da maneira que lhe satisfaz.
Um dia, meu pai, hei de lhe encontrar além de mim. Hei de saber que esteve ao meu lado todo tempo, lhe abraçarei e lhe agradecerei pessoalmente, com muitas histórias de amor entregues e muitas memórias em minha alma, que terão valido minha vida em mil anos...
Para sempre, sua esperançosa filha...
Se os teus gestos são singelos
E os seus modos agradáveis.
Não te culpo por me prender por me instigar
Isso é apenas você despejando daquilo que é.
A meu ver;
Amor, muito amor, e dele sobra, para quem te conquistar.
E assim eu te celebro,
Rosângela.
Mais por esta doçura.
Sonho que sonhei em uma realidade improvável, insólita e escura.
Veemente vento que abre as sombras das dúvidas, para o clarear dos olhos refletir por esta imagem; uma nova esperança.
Nada começa se não existir uma chama
Nada se da continuidade se o desejo se fazer ausente
Ter a vida é um eterno presente
Basta saber valorizar em termos frequentes.
Quando a noite vem a tona,lembramos da ilusão
uma coisa que era tão verídica..se tornou solidão
Mesmo a mente superada,nãoconsegue ignorar
o fato de agora voltar ao antes,para mudar nosso lugar.
Deveriam refazer sua infelicidade
Reconquistar as chamas,que a muito foram perdidas
salvar sua dignidade
Reconstruir o caminho das vidas esquecidas.
A bruma na mente,sempre terá um lugar
A qual vai refletir nossas ações sem cessar
La no fundo,lembramos de sentimentos contidos
Ela se empodera deles,enquanto recuperamos o tempo perdido.
Queria eu refazer o presente,
Tanto quanto quero voltar ao desejo da vida
Se sentir viva hoje em dia é riqueza
Mas não tanto quanto lidar com uma alma ferida.
"Voz?
Lhe foi negado.
Aceita o legado.
Escravo.
.
Pensamento?
Lhe foi negado.
O padrão instaurado.
Escravo.
.
Na prisão invisível
Grades de crenças
Tudo o que não se pode
ser ou ter.
.
Enquanto reféns
No escuro, o medo
Mentes manipuladas
Na caverna, o mito.
.
Meia luz,
Jogos de sombras.
Na parede do sistema,
Meias verdades.
.
Ouve-se rumores
Da esperança platônica.
A luz do conhecimento.
Liberdade."
Mais além
É ir em frente sem olhar a quem
Mais além
É resistir a todos e tudo que vem
Mais além
É persistir sem medo de ninguém.
Mais além
É resistir aos vendavais e ao fomento
É persistir a todo sofrimento,
Porque depois deste mal que já não aguento
Vem o meu dia de alento...
Todo um sistema de problemas.
A Irrelevância do correto é o forte drama.
As portas fechadas causam medo.
Mas tudo fica guardado na esperança.
E eu sempre espero
ser alguém a ter certeza e a confiança,
de dias melhores, seu e meu, amar com inocência de criança.
O amor esfria na ausência da perseverança.
É imprescindível insistir pela paz e pela tolerância.
Desejo tudo bom, um universo sem ignorância.
Sou convicto que ainda há a nós a Bonança.
O sofrimento por não ficar com quem se quer e te quer não é nada comparado ao de ficar com quem você não quer.
O choro da perda de alguém que se ama é menor que a dor do remorso de não ter cuidado e amado em vida.
É melhor sofrer para fazer o certo que arcar com as consequências de seus delitos impensados.
É melhor ter fé e Deus não existir que não ter fé e Deus aparecer no céu, mesmo sem você acreditar. Então, a reciprocidade, o amor, a justiça e a fé se fazem fortes e necessários em nossas vida.
Jesus
Sob uma noite feliz;
anjos entoam cantos de paz.
A estrela-guia rasga a escuridão,
trazendo luz aos corações cansados.
É o infinito que se doa ao pequeno.
Em uma manjedoura,
um simples Deus menino.
A santa mãe descansa,
após dar à luz a esperança dos homens.
O pai embala o Natal vivo.
O menino dorme,
carregando o peso da eternidade.
Seu choro é prenúncio de redenção,
um amor tão imenso
que escolheu caber num berço de palha.
Santo Deus menino!
Céu cadente ao alcance das mãos.
Quando o Verbo se fez poeta,
a poesia tornou-se sinônimo de Deus.
Ano novo.
O tempo
empilha dias como quem constrói algo.
No calendário, há um rumor divino,
intervalo entre o que fomos
e o que fingimos ser. Fim.
O ano velho, cansado e curvado,
esconde no bolso sua última promessa,
deixa sobre a mesa o peso dos sonhos,
riscados por mãos que tremem.
Meia noite.
No salto do instante que vira página,
nos descobrimos novos,
ainda que usados. Recomeços.
No limite do voo,
não há destino:
apenas um céu que ainda não sabemos ler.
Como árvore permaneço no mesmo lugar
resistindo as intempéries das estações.
Resoluto e ao mesmo tempo submisso às
novidades de cada novo amanhecer.
As pragas até queimaram minhas folhas,
mas não deixei atingirem meus frutos.
Minhas raízes estão ainda mais fincadas
minha copa a cada dia menos utópica.
Após me restabelecer decidi que vou morrer
de finitude, não de fatalidade.
Minha esperança é que o vento leve
partes saudáveis de mim e polinize um
futuro que não verei.
À margem, aguardo o repouso do rio.
Ao ouvir o murmúrio de suas águas, aquieto-me.
Sinto um amalgama de esperanças futuras
e temores imediatos.
Transbordo.
Rompo diques, mas nunca é o suficiente.
Estou exausto!
Reprimo-me.
Sustento um pequeno universo.
Será que algum dia alcançarei minha margem?
E, ao lá chegar, poderei finalmente descansar?
E, nesse merecido repouso, encontrarei
ouvidos ávidos por meus murmúrios, com o intuito de descobrir neles a sua própria serenidade?
À margem, aguardo o repouso do rio...
Apetite de Amanhãs
Deus, em sua eternidade, não precisa de lembranças;
Nós é que forçamos o recordar.
O tempo, esse sábio que a tudo cura,
Desenha as marcas de quem somos.
Não há ferida que ele não toque,
E não há memória que ele não visite.
A conferência da saudade não nos deu a dádiva do esquecer.
No ensaio da solidão, guardo algumas dores enquanto ofereço sorrisos.
A saudade vem nostalgiar,
Recorda até as desnecessidades.
Bendito seja o inventor da memória,
Que nos dá o poder de reviver os dias,
De devotar a delicadeza
E discernir que a esperança é diferente da espera.
Olho para o passado, sim,
Mas tenho apetite de amanhãs.
Apesar de tentar nega-la
a poesia continua...
Sim, mesmo com a falta de amor
e reciprocidade.
Ainda há exemplos poéticos
no cotidiano dos dias.
O poeta é o poema.
É a empatia que verbaliza.
Poesia que nasceu para ser dita,
não escrita.
Imagina se alguém imita?
E reproduz essa beleza contida?
De povo prosaico seriamos
poesia.
Por isso
mesmo ante a tanta
violência ao menor sinal de empatia.
Poesia.
E poetas.
E poemas,
quem diria!
Há sim
miopias,
mas enquanto houver
homens de palavra
e dispostos a encarnar
o verbo dos dias,
haverá ainda toda esperança
contida no olhar de criança
e de uma poesia.
Haverá voz.
Haverá revolta,
haverá justiça,
Haverá mais um dia.
