Textos sobre o destino
meu caminho é florido
meu destino é lá no alto
no cume da escadaria
incansável e infinita
com a paisagem mais linda
ao lado do meu anjo querido
e quanto mais subo
mais tenho a certeza
que terei que voltar tudo de novo
para eu me encontrar do lado de lá
tenho que me aprofundar
me enterrar
o mais baixo
na maior simplicidade
e sem reclamar
depois subo voando
nas asas do amor
na condição que a vida me propor
só a morte, que um dia
irá me impor!!!
meu caminho
hoje está assim
quase não o enxergo
só vejo o que vai no coracao
o meu destino quero alcançar
me guio pela luz do sol
sigo as brancas nuvens do céu
vou pelo tato
e seguro as flores
que me fazem companhia
e as mãos do meu anjo que me guia
nunca estou só, graças a Deus
vou pelo olfato
sentindo o perfume das flores
o cheiro do mato
e da terra
quero ter o gosto de seguir somente feliz
sentir o sabor dos frutos e da vitória
sobre mim mesma
e não o desgosto da maldade alheia
porque isso já me basta
tenho uma ponta de maldade de sobra
e ainda sigo em frente
sentido o gostinho doce da vida
vou pela audição
seguindo as dicas que sussurra o coracao
a intuição me diz bem baixinho
ao pé do ouvido
que o melhor caminho a seguir
é o do amor
seja aonde for
rios ou mares
montanhas ou praias
florestas ou matas
cidades ou fazendas
não importa
ou com quem for
familiares e parentes
amigos e inimigos
conhecidos e desconhecidos
afetos e desafetos
pouco me importa
se tenho Jesus no coracao
vou cada vez mais longe
cada vez mais feliz
cada vez mais rápido
cada vez com mais sabedoria
cada vez mais alegre
cada vez mais perto do céu
cada vez mais cada vez!!!
relógios que contam
que a vida
não tem que ter ponteiros
não tem que ter destino
não tem que ter norte
não tem que ter medo
não tem que ter rumo
não tem que ter prumo
não tem que ter tino
não tem que ter juízo
não tem que ter prática
não tem que ter vez
não tem que ter prudência
não tem que ter ciência
não tem que ter paciência
não tem que ter coerência
não tem que ter obrigação
não tem que ter solução
não tem que ter posição
não tem que ter paparicação
não tem que ter motivação
não tem que ter alegação
não tem que ter coesão
não tem que ter fundamento
não tem que ter poder
não tem que ter nada
só tem que ter vergonha na cara
e um belo de um respeito
o resto a gente arruma
compra
negocia
troca
permuta
acha
encontra
pra tudo dá-se um jeito
pior que tá não fica
e se ficar
joga tudo pro alto
e sai correndo
ninguém fica parado no tempo
o tempo serve pra isso
pra colocar movimento
na vida
e no pensamento
pensa rápido
age
ou arranque os ponteiros
do teu relógio
e brinque de parar no tempo
só não tem cabimento
deixar de amar
porque o tempo parou!!!
Não adianta correr, mais cedo ou mais tarde o seu destino se apresentará a você...
E de repente, você estará fazendo parte de algo que nunca imaginou, mas sentiu no fundo do seu Ser por muito tempo.
Tentou esconder, porque o mundo que vc vive é uma MENTIRA. E você paralisa, não acredita, pq é tudo muito claro e escuro, luz&sombra, inferno¶íso, tudo ali diante dos seus olhos. Cabe você escolher, foi te dado o livre arbítrio.
Se entregue...
Você foge, mas será que consegue?
Porque depois que provou o infinito tudo se torna vazio, sem cor, e aí você começa a ver a mentira que viveu.
abraço quem eu sou
a vida que levo pro meu
destino incerto
minhas imperfeições
e feições arredias
e me abraço por inteira
com todas as cicatrizes
e as tatuagens bem feitas
pela ação do tempo
na minh'alma passageira
aqui neste plano
com a melhor das intenções
são as marcas das feridas
abertas no corpo e na aura
me mostrando que venho
de outra dimensão
enfeito-as com flores
que me arranco do coracao
me abraço e refaço
com toda delicadeza
me amo mais que tudo
mesmo sem a pureza
do olhar
do pensamento
da palavra
que me sai, exala e vai
de encontro ao universo
onde tudo é mais intenso
e com toda firmeza
dentre os meus defeitos
desfeitos e refeitos
volto pra casa de meu Pai
assim tão inacabada e descoberta
nas impurezas e desafetos!!!
Solitude
Me sinto um andarilho
Vagueando nos meus pensamentos
Sem destino
Preocupa-me pouco aonde ir
O que pensar, o que fazer, e como devo agir?
Sorrir?
Já não sei mais se é a solução
Um falso sorriso
Qual a definição?
Esse é um sentimento antigo, descobri que eu, sou o meu melhor amigo
E pra esse sentimento, agora eu do adeus, descobri no silêncio, a voz de Deus.
"Entregues a mesma sorte, buscamos algo que nos conforte, o enlutado coração.
No destino não se encontra mais, algo que seja capaz de calar a voz da multidão.
De buscar respostas sobre tanta crueldade, de uma pandemia que matou com vontade,sem vacina, com descaso e corrupção.
Pelo fruto da gripezinha que ainda subsiste, que muitos descreram ser COVID, hoje,608 mil vagam na nossa lembrança, sepultando esperança, nas covas da amargura e solidão".
(Rodrigo Juquinha).
Poeta sem alma sem destino...
Na descoberta de que o mundo nunca existiu...
Sonsas palavras no deslumbrante sentido.
Sendo assim a cascata de águas desconhecidas, turvas corredeiras muitas vezes sombrias almas declaram o amor e traem sem distinções...
As palavras perdem o sentido.
A vida continua inspirar o amor.
E o amor é banalizado.
Alma morreu num lugar esquecido mas vivo nas sombras da angústia...
Para aonde ir pois o mundo nunca foi verdadeiro.
Tudo sempre foi a ilusão para continuar a viver nas sombras da solidão...
Corpos internamente para o templo da magia da vida...
O fato se transpõe no ador parece o fim...
Apenas é uma passagem entre os mortos de outro tempo.
Ansiar,
Conter,
Sofrer.
No limiar do querer,
ainda que sofrer seja ao acaso,
sem destino definido, indeterminado,
em minha mente ocupa-se um pensamento.
Destinados ao prazer,
ao não receber, em mil maneiras de desenvolver,
não conseguir romper a linha do exercer,
de fato não solucionar nada.
Sofrer,
Conter,
Ansiar.
Metade da lua
Acreditar em sonhos confiar no destino
Sentir-se menino impotente diante do que ama
Não ter baú para guardar o que sente
Acreditar num milagre para o destino ser a gente.
Olhar a lua no céu uma metade está com seus olhos menina...
A outra está na minha retina olhar constante de ver escuro céu.
Desejo que o futuro seja um doce mel ao seu lado
Para unimos as duas metade da lua que se esconde...
Como se não soubéssemos pra onde vai,
Esse rio quente dentro das veias, das mãos
Fazendo do coração areia movediça
Sugando a esperança único tesouro que se possui
O que eu tenho é o brilho de um sonho
Lugar divino que a imaginação sustenta com leveza.
Talvez eu seja teu casulo conservo a tua beleza
Para quando a esperteza me permitir chorar.
Quando te vejo acho tudo tão belo
Arde saber que o amor precise de castelo
Esse elo tão estranho que a morte pode levar
Uma águia no ar expressa melhor o desejo de amar.
Eu daria tudo para te-lá agora...
Não possuo nada dentro dessa hora
Só uma dor lenta de amor que não vai embora.
Tomara que um milagre me abrace bem antes da aurora.
Por um sonho dito insano, e por circunstancias do Destino,
embarquei em um avião da Lufthansa, e fui parar em Kinshasa-Congo,
após uma conexão em Dakar, para ir passear na África...
E foi bom demais...
Ósculos e amplexos,
Marcial
PASSEANDO PELA ÁFRICA
Marcial Salaverry
Lembro que em principios de 1969, decidi ir para o Congo, para tentar a chamada "melhoria de vida", além de realizar velhos sonhos. Consegui meu objetivo, pois saí da crise financeira que estava, além de realizar o velho sonho de explorar as selvas africanas, como Tarzan e Nyoka, e como lucro, vivi aventuras muito interessantes, viajando pelo interior do Congo, seja em um heroico jipe LandRover, seja em aviões mal equipados, pilotados por sabe Deus quem, sempre contando com o Dedo de Deus direcionando o caminho, pois sem a ajuda Dele, não estaria aqui contando nada...
Iniciando, vamos salientar que sem nenhuma sombra de dúvida a idéia de viver na África chega a ser assustadora, pois sempre fica a impressão dos filmes de Tarzan, do Fantasma, feras sedentas de sangue, antropófagos, e outras coisas mais, e com esses pensamentos soturnos, ao desembarcar no aeroporto de Dakar, fiquei com a nítida impressão de que meus piores temores se confirmavam. Cheguei à meia noite. Uma escuridão de meter medo e pelo caminho do aeroporto até a cidade passei por vielas escuras, cheia de tipos mal-encarados. Ao descer da perua, no hotel, assustei-me mais ainda, com o tamanho do senegalês que estava dormindo na portaria, cerca de 2 metros de altura e carrancudo, e isto me preocupou. Ao entrar no quarto para passar à noite, pois prosseguiria viagem no dia seguinte para Kinshasa-Congo, tomei um cuidado que se revelou ridículo pela manhã: - barricadei a porta do quarto com os móveis disponíveis, acreditando assim estar protegido talvez, de um possível ataque e só então após este exercício muscular e emocional me senti tranquilo o suficiente, para me deitar e passar a noite.
Tinha um dia livre em Dakar. A conexão para Kinshasa seria só no final da noite. Passeando pela cidade, vi que meus temores haviam sido ridículos, pois estava em uma cidade como qualquer outra do mundo, com os mesmos problemas que encontramos em qualquer grande cidade brasileira, cheia de gente circulando pelas ruas, carros em profusão, proporcionando um trânsito super caótico. A finalidade principal, dessa minha parada em Dakar, era conseguir o visto para desembarcar em Kinshasa, pois o Brasil não tinha relações diplomáticas com o Congo, e não havia nenhuma Embaixada, nem cá, nem lá... Sendo essa finalidade, dirigi-me à Embaixada do Congo. O funcionário, responsável pelos vistos, admirou-se profundamente de que um brasileiro desejasse ir ao Congo. Para acalmar sua desconfiança, determinou que um assessor me acompanhasse à Embaixada do Brasil, para que meu passaporte fosse autenticado como brasileiro de fato. Esta precaução se justificava porque, naquela época, havia muito trânsito de mercenários procurando os países africanos recém libertados, e que ainda apresentavam problemas, e o Congo era um destes, e era para lá que eu seguia. Muito romântico, sem sombra de dúvida. Dirimidas as dúvidas, só tive que tentar explicar ao Cônsul do Brasil, que espécie de doido era eu. Obtido o tal visto, preparei-me para a fase final da viagem: Destino Kinshasa. No desembarque, pude constatar que havia muita similaridade com as coisas do Brasil, pois, para liberação rápida de minha bagagem, bastou uma gorgetinha para o funcionário alfandegário e eis a bagagem prontamente liberada, sem sequer ser examinada. Muito familiar, sem duvida.
Dessa vez, pude ter uma boa visão do que me aguardava, pois cheguei durante o dia, e assim, apreciei convenientemente a paisagem da capital congolesa. A entrada da cidade era assustadora, passava bem no meio da “Cité”, como era chamado o bairro predominantemente congolês. Em tudo e por tudo semelhante a uma imensa favela, o que me levou a perguntar ao meu amigo Paiva, se toda a cidade era assim, sendo que ele em resposta limitou-se a sorrir.
Quando começamos a entrar na cidade propriamente dita, entendi a razão de seu sorriso. Kinshasa era uma cidade como outra qualquer, podendo-se compará-la a, digamos, Cubatão, largas avenidas, arranha-céus e trânsito, muito trânsito, com péssimos motoristas, que não tinham a mínima consideração pelas leis de trânsito, o que me fez sentir quase em casa. Depois, as coisas normais. A adaptação ao modus-vivendi foi rápida. Os problemas com o idioma oficial falado no Congo, o francês, foram rapidamente superados, com o chamado Curso de Aprendizado de Idiomas, que qualquer pessoa que tenha a intenção de viver fora de seu país de origem deve fazer, ou seja, aprender as primeiras noções antes de viajar, e o resto, aprender no dia a dia à custa de muitas mancadas.
Logo na primeira semana, já comecei a circular pela cidade, dirigindo um veículo pertencente a meu empregador, Leon Hasson e Freres, dando início às minhas funções de vendedor numa cidade que não conhecia, mal falando a língua, enfim, fui eu quem procurou aquilo e tinha que me virar para não dar com os burros n’água. Os problemas raciais eram em parte resolvidos quando eu me identificava como brasileiro e prontamente associado com Pelé.. Sim nosso grande Pelé me quebrou grandes galhos. Sua figura era tão adorada, não só no Congo, como em toda a África, que sempre funcionou como abre-barreiras. Para que se possa ter uma idéia, posso contar um dos episódios em que usei a identificação “pelesistica”. Foi quando, inadvertidamente, passei entre dois soldados que patrulhavam as ruas. Fiquei sabendo que “cortar” uma patrulha era quase crime hediondo, e então, os soldados queriam me deter, porém quando, em meu francês macarrônico, consegui me identificar como brasileiro, e lhes mostrei meu passaporte para provar minha identidade, foi que eles arreganharam os dentes num esgar de sorriso, dizendo “Ah!!! Brasileiro!... Conterrâneo de Pelé!... No Brasil não existe racismo, acreditamos que não foi por mal... mas nunca mais faça isso”. Logicamente, além de me apadrinhar com o Pelé, também precisei pagar uma cervejinha para os zelosos soldados para que assim o “terrível” crime fosse esquecido.
Após alguns meses, consegui o visto de entrada para minha família, e prontamente remeti a papelada para o Brasil, para que minha esposa e meus 2 filhos pudessem entrar no Congo, acompanhando-me no que todo o restante da família chamava de “a grande loucura”... e quem duvidava disso? Bem, para que meus familiares tivessem uma bela recepção, aconteceu o inesperado. Justamente naquele dia 12/06/69, os estudantes congoleses resolveram fazer uma revolução. Maravilha! A chegada do avião estava marcada para as 16 hs. e, até a hora do almoço, ninguém podia sair às ruas, o aeroporto estava fechado. - E agora, José? Estava com os nervos em frangalhos, sem saber o que poderia acontecer, se o avião iria aterrizar ou não, enfim, uma crucial expectativa. Exatamente às 14 hs. fiquei sabendo que a direção da firma conseguira obter a informação de que o avião aterrizaria, e conseguira também uma escolta para que eu pudesse receber minha família. Consegui respirar novamente. Durante o trajeto até o aeroporto, foi fácil constatar o porque da escolta, pois ainda se escutavam tiros aqui e acolá, barricadas por toda a parte, e soldados, centenas deles, milhares até, procurando encontrar os “malditos rebeldes”. Ao desembarque, tudo normal. As gorjetas de hábito, e pronto. Pude, enfim, abraçar e beijar esposa e filhos.
Agora, durante nossa viagem de volta, nunca mais vou esquecer a expressão dos olhos dos heróis recém chegados, apreciando a movimentação toda. Só não houve mais tiros, pois a revolta já fora sufocada. A chegada ao lar marcaria um novo episódio em nossa vida. Muitas surpresas nos esperavam, e aventuras quase ficcionais.
Enfim, foi assim o começo da vida de um brasileiro no Congo durante 3 anos, e agora lembrando e relembrando, agradeço ao Amigão, ter este LINDO DIA, tantos foram os perigos vividos, que Ele me ajudou a superar, e ainda estou podendo contar a história, que mais parece estória...Tem mais coisas por vir no porvir...
Estrada do Destino
Em noites escuras eu caminho sozinho
Pelas luzes da cidade eu vou me guiando
Uma estrada sem pessoas
Apenas caminhando
Luzes de brilhos azuis
A energia paira pela estrada
Esse caminho distante
Pensando em você
Chegando a um lugar
Eu me deparo com uma encruzilhada
Nela eu descido o meu destino
Meu destino é de encontro a você
Espere-me, eu estou chegando.
Mesmo na escuridão eu vejo sua face
Não preciso ver aonde eu ando
Apenas preciso enxergar com o coração
Eu preciso de você
Do teu amor, do teu abraço.
Não me deixe aqui
Eu caminho pela estrada do destino
Gritando o seu nome eu estou
Ouça minha voz ao vento
Minha energia chegando a você
Espera-me meu amor, estou chegando.
Alma nebuloza , semdestino, ou endereço.
Sem salvação!
As trevas há consumiram.
Sem absolvição!
Um pecado sujo, a ser julgado.
As pedras preparadas.
Piedade...
Piedade...
Piedade...
Misericórdia pro amor.
Escondido, velado, disfarçado...
Um pecador, apedrejado.
Uma alma a se encontra.
Um amor renegado, por si e por todos...
-J.S
Não me enrraizo
Não sei quem eu sou
Não sei o destino
Não tenho medo, somente vou.
Me arrisco em plantar
Me forço em crescer
Me dedico a amar
Me desafio a florescer.
Sim, fui plantada em terra hostil
Sim, aprendi a me regar
Sim, sou uma rosa com espinhos
Sim, pude aprender a me defender
Mas mesmo que um dia me replantem
Mais forte serei neste outro jardim
Mais raízes profundas posso criar
Mais perfumes há no meu jardim.
“O Destino Final” part 2
Vida para além da morte
Desta vez sem ressurreição
E pouco a pouco o mundo foi se tornando um ancião
Tudo ficou para trás
Até o que nunca esteve em frente
Oportunidades que nunca foram aproveitadas
E chances que nunca nos foram dadas
“No meio do inverno sombrio”
Últimopensador
Muito mais vale o destino do que a caminhada
Observo a mim mesma e vejo que nem sempre estou alinhada
Direcionamento é necessário
Mas às vezes a gente faz o contrário
Seria cômico, se não fosse trágico
Porquê toda desviada parece ser involuntário
Mas nos dias de hoje, qual é o cenário?
Coloca as mãos na rédea, antes que saia do seu território
E mudar o seu destino em momentos compulsórios
Como não acreditar em destino, após te conhecer? Você chegou no momento perfeito e transformou meus dias e a minha vida. Sem você eu estava perdida(o), mas agora posso enxergar perfeitamente o que eu quero, e o que eu quero…é você, para sempre. Te amo!
Por toda leveza, felicidade e alegria que você me proporciona todos os dias, posso dizer sem medo que é com você que eu quero passar todos os dias da minha vida. Obrigada por nunca desistir de nós, mesmo nos momentos mais difíceis.
Todos os momentos ao seu lado são incríveis. Você consegue fazer o simples fato de lavar uma louça algo especial, e esse é um dom que é só seu! Você arranca os meus melhores sorrisos e tem o melhor de mim. Te amo infinitamente!
CARTA ENDEREÇADA À(VC)
Começo falando de turbulência, de um voo conflituoso. O destino incerto cada vez mostra a certeza de um caminho tortuoso ao longo dessa jornada. Não foi possível se dá conta do que estava acontecendo à volta, esquece-se de tudo: do avião, do voo, do destino. À deriva, poder-se-ia dizer. Aos poucos, acelera-se, esvai-se, esquece-se, de tudo e de todos. A dor surge lentamente e negligenciada é. A vida mostrou que uma pausa era preciso; essa pausa era direcionada à(vc). O corpo não soube falar de outra forma a não ser fazer uma pausa abrupta. Então, falou comigo, falou à(vc). A linguagem isquêmica eu não entendia naquele momento, não sei o que me falara. Talvez queria me mostrar os esquemas a qual não me dei conta. Não foi possível extravasar, apenas ficou recluso, se obstruiu e tentou se guardar por um momento. Enquanto se guardara, preparava-me para uma pausa necessária. Enquanto isso, tentava entender tudo a minha volta... não chegou a extravasar, a pulsar, a jorrar; não foi uma carta à(vc) em tom hemorrágico, para que morra, e sim bem álgico... uma pausa para a cura. O extravasamento se deu de outra forma, em um voo livre cheio de tripulantes a postos para mostrar que estavam ali comigo, na minha pausa, enquanto fazia uma conexão jamais vista por mim. Paralisaram-se os membros dominantes, a fala, os pensamentos, os esquemas. Morria-se aos poucos, a isquemia fez com que tudo ficasse no esquecimento, a pausa foi necessária nesse momento de obstrução. Até então não se entendia o que estava nas estrelinhas do que realmente essa carta direcionada à(vc) queria dizer. Não se sabe, ao certo, se foi um AVC, tampouco isquêmico ou hemorrágico; mas se sabe que o corpo falou à(vc) de uma forma contundente para lhe mostrar que os seus sentimentos e emoções importam. Ao chegar no destino, percebo que fiz a melhor conexão que poderia fazer até o momento, cheguei até a mim. E, agora em solo firme, ao chegar até a mim, percebo mais ainda que a carta direcionada à(vc), morreu. Posso seguir o meu voo; agora, curado e sem destino à(vc).
O destino me presenteou com um pedaço de ti
este pedaço eu plantei em meu coração
Fiz ornamentos e o balaústre para um jardim
o qual veio a ser uma parte de mim
...
Graçolei o tempo que me trouxe as alvíssaras
Meu sorriso irradiava aquela casa
Jocoso, cômico era o tempo do orgulho daquela ímpeto
E não se via igual a nenhum outro
...
Veio a chuva e eu o protegi
Veio a tempestade e eu o cuidei
Fiz a minha mocidade em teu leito
com suor, amor e dedicação
E não se via igual a nenhum outro
...
Era belo como Afrodite cultuando o amor
Era apenas eu e o meu jardim
Era apenas eu e o meu amor
Havia um motivo para se viver
...
Mas de tão belo assim culminou em seu sepulcro
Cujo único pecado que justificasse tua dor
era não ser igual a nenhum outro
...
Sua beleza, cor e majestade atraiu os forasteiros
Cobiçaram minhas alvíssaras ao teu lado
Cujo significado era tu para a minha alma
...
Pisotearam minhas rosas Juliet as quais cultivei com tanto amor
Podaram meus lírios laranja que cuidei com tanto carinho
Minhas camélias foram esmigalhadas com denodo e devoção
...
Olhei sem a crença de que era apenas um pesadelo e não pude acreditar
Dei minha vida para o que me destes do fruto
que alimentava minha felicidade
E assim se foi em segundos
tudo aquilo que me deste um motivo para viver
...
Voltei em pó sobre os ombros da tristeza
o rancor e o ódio me deram as mãos
os mais próximos diziam que eram apenas flores
um parte de mim morreu naquela ocasião
e nunca mais voltei a ser quem eu era
...
Os anos escorriam em minhas mãos
Em um nascer do Sol me motivou a tentar novamente
Arei a terra, adubei e a cerquei
Recordei meu velho jardim
Escohi as melhores sementes, semeei e reguei
Em algum nascer do Sol, me deslumbrei com um broto que me sorria
...
No escurecer não adormecia
Me tornei a vigilia daquele jardim
A cada ruído dos animais na terra
Eu não mais conseguia ter a paz e a felicidade que pude ter um dia
...
Velei noites e dias
As flores cresciam sem pressa e com esplendor
Me trouxe alguns sorrisos e reascendeu a chama do amor
Com medo tapei o meu jardim
cerquei de todos os lados e fiz dele meu segredo
...
Os anos novamente escorriam em minhas mãos
A flores ja não cresciam com tanta beleza
e morriam apesar do meu amor
Não pude perceber, cego pela preocupação,
que dentre meus cuidados a luz era seu alimento
e assim renasci a minha dor
...
Os mais achegados diziam que eram apenas flores
um parte de mim morreu, pela segunda vez, naquela ocasião
e me afundei na solidão
...
Os anos novamente escorriam em minhas mãos
olhando para a terra que um dia cuidei
voltei a plantar sementes de algodão
Arei a terra, adubei e a cerquei e doei meu coração
embora em pedaços
era o melhor de mim
...
Ao ver que tudo era bom,
destrui o meu jardim
e matei o meu amor
Os mais achegados diziam que eram apenas algodão
e a culpa era minha pela solidão
...
O que não contam
é sobre a morte do meu coração
Da mesma forma que colho
aquilo que não semeei.
CHOFER E PASSAGEIRO
"Na estrada da vida somos chofer e passageiro do nosso próprio destino.
As vezes, somos nós quem às escolhemos o ponto de partida, "mas durante a trajetória da viagem até chegarmos ao ponto de parada, só Deus pra decidir". Somos nós, os escritores e leitores das nossas próprias histórias, que seja ela boa ou ruim."
