Textos sobre o destino
RELATO SIMPLES
Porque...
Esse dilema
Chamada ideia
De destino
Me persegue?
Porque...
Esse pensamento
Ainda está vivo
Dentro de mim?
Vejo o meu destino
Sem tino
E enquanto ele existe
Eu não viverei.
Simplesmente
Não há espaço para os dois na vida
Enquanto eu esperar um futuro
Jamais terei um presente.
O futuro só me traz medo.
O destino me faz viver com covardia.
A própria ideia de destino é fruto da covardia.
Destinado à quê?
Não há o que fazer.
Não há esperança.
Não há salvação.
A única coisa que existe é a vida.
Como uma sina causada pelo meu cruel destino fico a temer a escuridão das noite que vem pausando meus pensamentos. E sobre a terra o que só vejo é o escucer. Torturas é o que das noite espero. Não a o que fazer. Nem como das lembranças mágoas e tristezas me esconder. E assim as noites que inunda de amargura todo meu ser. Não tem sequer o clarão da luar pra me alegrar. Assim as noites se tornaram monstruosas sobre este que não suporta mais padecer. E como se fosse a noite divinamente pura nostalgia me embriago. Não tem porquê se lamentar mais. Porquê ninguém vai ouvir meus lamentos. Então as noites sombrias em plena escuridão me jogo e a torno minha única a companheira. Noite que me trás dor que se transforma em escrupulas tortura. Não aguento. Mais e a noite que já se faz imtensa esperando o meu triste soluçar. Soluços que engulo nas terrível noite escura. Apenas só me resta uma pergunta. Por que se fez assim tão escura diante de mim. Buscando apenas tristezas sem fim. Esqueço as lembranças saudades. Por que eu sei donde vem. Vem de ti. Vou me entregar a mais esta noite. Talvez eu possa me esquecer de mim. E nunca mais saber quem sou e nem de onde eu vim. Restando apenas noites escura sobre mim.
Jose A Nascimento
Nas Curvas do Destino -
Quando penso em ti sinto saudade
vontade de me atirar da ponte ao rio,
o que sinto, meu amor, na verdade
quando falo em ti, é dor e frio ...
Quando fixo os rostos que encontro pela vida,
que cruzam seus olhares com os meus,
só lembro a promessa em vão perdida
dos meus olhos só olharem para os teus.
Não esqueço, meu amor, aquelas tardes delirantes
em que vinhas de mansinho com ternura
e trazias a esperança de, um dia, sermos mais que amantes!
Descalço vou, sozinho, agora, traçando outro caminho,
talvez te encontre, um dia, pela vida, que loucura,
nas estradas ou nas Curvas do Destino ...
Louco sem chão -
Meu corpo de esperar-te envelhecido
sente a mágoa de um destino solitário
do meu peito, o teu olhar, em vão perdido,
como um crente rezando diante d'um sacrário.
Não vejo nada, só a tua ausência,
e vou no mundo, passo a passo, no vazio,
no mistério, na esperança e na clemência
da morte me afogar na dor de um rio.
E tudo passa, tudo acaba, que loucura,
que destino, amar e ser esquecido,
por alguém que parte sem ternura.
Por ti, de ti, em ti - saudade!
Em mim, de mim, por mim - perdido!
Um louco, sem chão, pelas ruas da cidade ...
Ai Senhor -
Ai Senhor que destino
que turbilhão de incertezas
desses tempos de menino
de loucuras e tristezas.
Ai Senhor que tormento
me enlaça o coração
me afoga o pensamento
e me tolda a razão.
Ai Senhor que lamento
me escorre o corpo todo
que a morte e o sentimento
me afogam no lôdo.
Ó Senhor que te não vejo
neste caminho perdido
fui traido com um beijo
porque me tens tão esquecido.
Coragem -
Quem de entre vós me explica o porquê do meu destino? !
Esta insofrida nostalgia que me veste de lamento!
Este estar no mundo, à deriva, sem caminho,
que me seca, dia a dia, na raiz do pensamento ...
Quem de entre vós terá coragem
de me dizer: "tu és no mundo um despojado,
feito apenas de aparência, boa imagem,
mas no fundo, um pobre e triste desgraçado! "
Coragem! Vocês inda precisam de coragem!
Viver a vida que me deram,
isso sim é ter coragem, o resto, é paisagem ...
Posso ser no mundo um pobre e triste desgraçado,
mas sei o que é na vida ter coragem,
porque ela, frente ao mundo, foi meu escudo no passado!
Sozinho -
Ando na vida sozinho,
à deriva, como um louco,
meu olhar, coitadinho,
do destino sabe pouco.
Ando na vida sem assento,
por capricho ou solidão,
estou vencido, não há tempo,
meu cansado coração.
Ando na vida sem rumo,
à procura de um caminho,
estou perdido mas assumo,
anďo na vida sozinho!
Demissão -
Ao passar vi o destino
ao longe num soluço
parado no caminho
com trajes cor de luto.
Suas mãos sobre o corpo
cheias de noite e solidão
como o destino de um morto
que se lhe gela o coração.
Olhos tristes e velados
num horizonte sem razão
dois cálices cansados
suspensos numa mão.
Então o mundo também parou
o destino estava zangado
por alguém que não chegou
e o deixou amargurado.
Aproximei-me lentamente
olhei adentro ao seu olhar
e perguntei-lhe francamente:
-Por quem é o teu penar?!
" - Cada um tem um caminho
de alegria, pranto e dor ...
Já não quero ser destino
porque perdi o meu amor!"
Que amargura nesse rosto
suspiros longos pelo ar
tal qual o meu desgosto
quando partes sem voltar!
Ao destino que julgava ser destino sem destino ....
E então Dona Moça, o que o destino te prepara? Vês que o que prometera não foi cumprido e que tu foste traída por ti mesma. Você quer que tudo acabe bem e que tudo saia intacto, mas lamento informa-lhe que suas perspectivas falharam e que agora todo o cuidado se transformou em uma ameaça para teus sentimentos. Vejo que propôs em certo adormecer tudo que tinha construído não mão Dele e pediu intercessão. Foi uma forma descomunal de aceitar o ocorrido, no dia sucessor tevês esmagado o resto de esperança que tivera guardado e conservado em três poucos meses. Tu pensavas que tudo estaria abstraído em menos de semanas, só que mais uma triste vez foi traída pelo seu pensamento.
Meses se passaram e a lagrima ainda escorre por dentro de ti.
Ah destino, agora que tava tudo tão bem, tinha feito uma faxina, vc me surpreendeu com a sua forte brisa, que tirou muitas coisas que estavam no lugar, mudou de posição, só uma pergunta por que ?
Tenho esse dom, de quando estou bem, tudo se remexer, não sei se é pra me provar que sou forte o bastante e irei passar por mais uma de suas provas, ou é pra mostrar o meu verdadeiro eu! Tô confusa, mais novamente irei me erguer quantas vezes preciso for, e colocar tudo no lugar, talvez agora preciso fazer algumas mudanças e jogar algo que já deveria ter ido pro lixo há muito tempo. Mais tudo na sua hora, né ?
Diz pra mim que você também acredita em destino e que o seu cruzou com o meu. Anda fala logo que eu sou tudo o que você queria, não fica com vergonha porque eu te amo e tu também é tudo o que eu desejo. Cara me olha no fundo dos olhos e sorri que isso vai me derreter. Atende as minhas ligações e diz que tava com saudade da minha voz. Fala comigo sempre quando a gente não estiver se beijando ta? E mais uma coisa, me defende do bicho do escuro? Se sabe que eu tenho medo e que o seu corpo é o meu abrigo, a minha proteção..
— De Nicolas para Penélope
O que foi que aconteceu? Será que teu destino atalhou pra bem longe do meu?
E o que era nosso? Será que o ‘nós’ não existiu?
Ela sorriu, ela sempre sorriu.
Enquanto ele, ia embora.
Mas, a pior parte de ir embora, é não voltar.
Ela sorria, ela sempre sorria.
Em seu quarto, sozinha, ela chovia. Ela trovejava por dentro e enraivecia.
Aprendeu com o passar dos dias, que as vezes quem muito fala, é quem menos sente.
E se viu livre, contente, por ainda ter a si mesmo.
Enquanto ele, ela já nem sabia.
Era primavera.
E ela? Ela sorria.
com perfume da morte
sois deleite que morreu,
o destino se perdeu,
morte foi desatada,
no meu triste sentir,
profundo se perdeu,
no fundo da minha alma.
tudo esta morto,
nada tem vida,
pois tocou meu coração,
conto os dias,
conto as horas,
nada faz diferença,
nesse mundo de dor,
o prazer é uma dor infinita,
que destino é esse?
entre esses porque se perdeu?
por fim tíbio meus pensamentos.
meus fantasmas são parte da minha alma.
por celso roberto nadilo
Minha sina... meu destino
Sôfrega de esperança.
Impaciente, inquieta...
enfrento o mundo.
Anoitece. Enoita...
Ajoelho-me
Faço minha prece.
Às vezes tenho a impressão de que, de quando em quando, Deus de mim se esquece.
Olvida-se de que cá estou...
Sem chão... sem Norte... sem direção.
E que de se esquecer se acostumou.
O frio gela meus ossos.
O sangue flui vagarosamente... tentando romper barreiras...
Furando obstáculos... por entre minhas veias se esgueira.
O desespero e a desesperança parecem tomar conta de tudo em mim.
Sono picado...
Acordo tão cansada.
Desesperação: tenho de continuar.
Abro vagarosamente a cortina.
Vejo o sol pela janela sorrateiramente se esgueirar.
Ávida de esperança, me armo.
Sôfrega de expectativa
Continuar a continuar... eis minha sina.
Caminhar e caminhar... sei que a vida ensina.
Do destino que eu queria
Recordo-me de quando meus olhos te viram pela primeira vez.
Lembro-me do frio na espinha que senti...
Lembro muito bem que tremi...
Era frio?
Um temor enorme se apossou de mim.
Um alarme soou dentro de mim.
Era o começo do que eu já antevia o fim.
Era o primeiro passo de um caminho que eu já antecipava o fim.
Hoje, ao lembrar, eu rio...
Pobre de mim... tststs
O que está escrito... está escrito!
O que cada um tem de passar... tem de passar.
Ninguém vai ocupar o lugar de ninguém.
Cada qual seu próprio andar vai passo a passo ter de dar.
Eu sabia disso... sabia.
Sabia que o que viria pela frente iria me machucar.
Chamem de premonição... de sexto sentido... de impressão...
Não importa como se denomina... o que senti tem todo sentido.
Mas...
Porém...
Entretanto...
Todavia...
Não se preocupe, sempre soube que o que é meu vai achar um jeito de até mim chegar...
O que não é pra ser... não virá...
Pode até aos meus olhos se apresentar...
Rondar o caminho que estou a rodar.
Meu coração roubar...
Trazer dor e aflição ao meu coração...
Mas logo outro caminho vai pegar.
Mas...
Porém...
Entretanto...
Todavia...
Eu juro:
Só queria que alguém me ensinasse a convencer o destino de acertar.
Só queria que o destino se compadecesse de mim...
Só queria um pouco de complacência...
Queria o destino se coadunasse com meu querer redondinho como se tudo fosse só e somente só ciência.
Mas...
No que concerne a mim... vive o destino a se enganar... a mil voltas dar... tudo meio sem noção... divertindo-se com meu coração.
Reconhecer quem se é não é chegar a um destino: é percorrer um labirinto de nuances. Somos feitos de claros e escuros, mas, sobretudo, de tons de cinza: essa cor que carrega a sabedoria dos opostos. O cinza não é ausência de cor: é o encontro delas. Ele é o lugar onde o preto e o branco deixam de brigar e começam a coexistir.
Assim é o processo de se reconhecer: um equilíbrio frágil entre extremos. Há dias em que somos luz intensa, outros em que nos sentimos pura sombra. Mas é no meio-termo, no espaço do cinza, que o eu verdadeiro repousa: não o eu que o mundo espera, nem o que criamos para agradar, mas aquele que respira quando cessamos a necessidade de ser algo definitivo.
E então percebemos que cada gesto, por menor que pareça, ecoa além de nós. Como no efeito borboleta: um simples bater de asas, uma escolha íntima, um pensamento cultivado, uma palavra dita ou calada, pode alterar a corrente do tempo. Nada é tão pequeno a ponto de não transformar.
Reconhecer-se é aceitar esse poder sutil: entender que cada fragmento de nós, cada tom que carregamos, influencia o mundo ao redor. Somos cinza, mas somos também vento que move. Um suspiro interno pode gerar uma tempestade de mudança lá fora.
Por isso, quando finalmente nos olhamos com honestidade, vemos que não somos apenas indivíduos isolados, mas parte de um grande tecido que vibra com cada batida do nosso ser. E ao aceitar o cinza em nós, ao acolher a complexidade de quem somos, libertamos o bater de asas que pode mudar tudo.
Porque autoconhecimento não é apenas sobre encontrar respostas: é sobre perceber que somos, nós mesmos, uma pergunta.
"O Destino de um Casmurro"
Capitu, o que fizeste,
nesse ato de traição.
Resolveste minha mente
em infindável aflição.
Culpa desse destino,
Escobar você escolheu.
Que tristeza, jaz morto!
Já não me importo se ele morreu.
O que faz de mim miserável
é o fruto dessa relação.
Ezequiel, tão amável,
é filho da enganação.
Resta a mim só uma escolha,
que farei com grande temor.
Ou tiro-me a vida,
ou mato meu antigo amor.
Mas não é esse meu caminho,
Ezequiel me mostrou.
Hei de viver sozinho,
sem Capitu, que não me amou.
Liberdade em mim
Caminhei contigo pensando que era destino,
descobri no silêncio o engano do teu caminho.
O beijo que antes adoçava minha pele
foi manchado pela pressa do teu vazio.
Não te acuso — a vida se encarrega disso,
a consciência te visita no escuro da noite.
Enquanto tu te afundas na culpa que plantaste,
eu floresço inteira no peito de quem me merece.
Não carrego peso, não guardo ferida,
transformo em riso o que tentou ser dor.
Seus passos ficaram presos no passado,
os meus dançam soltos no presente.
O amor não morreu — apenas trocou de endereço:
ele mora em mim,
ele espera por quem chega de verdade,
sem pressa de partir,
sem medo de ficar.
autora: Janine Rodrigues Bernhard, 1/2010.
Destino e Amor
O destino traça linhas no ar,
como o vento a brincar no mar.
Cada curva, um mistério a se abrir,
cada encruzilhada, um novo sentir.
E o amor, teimoso e sereno,
segue os traços, dança ao tempo.
Às vezes brisa, às vezes furacão,
mas sempre ecoa no coração.
Se o destino nos guia sem ver,
o amor nos ensina a escolher.
Entre as rotas que a vida desenha,
só o amor faz a jornada ser plena.
Copyright By Izaias Silva
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Meu Destino Final
Rumo ao céu, meu destino final,
ergue-se em mim um sonho celestial.
Deixo pra trás o peso do chão,
voo guiado por fé e visão.
As dores antigas se tornam canção,
eco suave no meu coração.
A noite já cede ao primeiro sinal
de um novo amanhã, puro e vital.
Vejo no alto promessas em flor,
luz que acalma, calor sem temor.
E cada estrela parece lembrar:
o fim é só forma de recomeçar.
Não é adeus, é novo portal,
rumo ao céu, meu destino final.
Ali serei paz, serei despertar,
um raio de sol voltando a brilhar.
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