Textos de Chuva
Gotas de ternura
Chegaram como a chuva fina de fim de tarde de verão, tão calma era a chuva que veio devagar, não parecia chuva e sim um sussurrar. Vieram como gotas de ternura e um leve perfume no ar. Hoje quando meu caminhar é mais lento, são eles que delicadamente seguram em minhas mãos. Quando alguns vestígios de memórias se perdem pelo caminho, são eles que vem em minha direção. Quando meus olhos refletem as ausências, são eles que brincam nas minhas lembranças com suas presenças. Longe e tão perto, são o tempo e a pausa...imersos no silêncio da noite e envoltos nos meus versos indefinidos e na minha serena solidão!
Sem a chuva nada cresce. Aprenda a aceitar as tempestades da vida. As adversidades são para nos fortalecer, só sai do casulo a lagarta que está desconfortável. O conforto é o grande inimigo da capacidade criadora e renovadora de qualquer ser humano, se só houvesse conforto e não houvesse adversidades a vida nada criava e nunca se renovaria. Se algum dia se sentir desconfortável com algo, quebre as paredes do casulo e se deixe experimentar o novo. A vida se renova depois dos tropeços, no outro dia ou na outra semana, a diferença está no não se conformar.
Excelente Dia a Todos ❤️🌍🌵
A chuva para mim é meio aterrorizante
Às vezes, dependendo do nível da chuva, ela seja devastadora
Cause danos demais
Seja um caos
E para mim, meus sentimentos por você são como a chuva
Eles me assustam
Me amedrontam
Pois eu não sei o que restará de mim depois que isso acabar
Eu não sei quão forte vai ser o caos que você vai deixar
E eu não sei o quanto ela vai durar
Estou no meio da multidão, sorrindo em meio a chuva. Não era a do céu, era a da angústia.
Estou eu com o escudo acima da cabeça dos fracos para que o alvo seja um coração despedaçado que já está morto.
Estou aqui, em meio a plateia, dando o meu discurso de motivação mas que no lar privado as lágrimas correm desesperadas.
Bela dor, diga aos outros que está tudo bem.
►Beijo
Eu estava voltando da capital, chuva forte
Não estava com guarda-chuva, má sorte
Quando cheguei na praça que há perto de minha casa,
Uma face me era familiarizada
Meu amigo estava lá, com duas garotas que o acompanhava
Eu não as conhecia, e também como poderia?
Lembro que uma foi bem infantil
Já a outra me ignorou, fingiu como quem não viu
Aquela era mais séria,
Enquanto a outra era histérica
Comigo ela agia totalmente na ofensiva
Enquanto a agitada podia ser facilmente persuadida.
Me chamou atenção como ela estava vestida
Uma camisa sombria, uma touca descontraída,
E uma blusa de frio xadrez, chamativa
Nada contra, mas eu não estava acostumado com este modelo
As garotas da praça não estavam vestidas daquela maneira
Talvez fui seduzido pelos cabelos dela, esvoaçando em belos momentos
Por algum motivo ela ocupou minha vista inteira
Ela me prendeu feito a Adega,
Me tornei sua presa.
Foi diferente dos filmes, ela foi rude
A amiga dela até brincava comigo, me dava chutes
Mas ela, ela estava provavelmente incomodada
Eu sentia que ela queria que eu levantasse da calçada
Chegou um ponto em que eu concedi o desejo dela
A chuva estava enfraquecendo, as palmeiras possuíam uma cor aquarela
Me despedi do meu amigo e fui embora, sozinho,
Sem parar de pensar naquela garota que brigou comigo.
Fiquei indignado, revoltado
Acredito que fora por ter sido ignorado
E por não haver motivos para eu ser o culpado
Pensei que eu tinha feito algo de errado,
Mas não encontrei nenhuma pista
Então por que sofri tantas críticas?
Minhas dúvidas levaram um tempo para serem respondidas
Imaginei que aquela menina tinha raiva reprimida
Esses pensamentos ficaram na minha mente por dias
Imaginei até mentiras.
Foi no aniversário de um amigo que eu entendi
Tudo fez sentindo logo depois que a vi
No final da comemoração, descemos, e chegamos a praça
A mesma que a vi pela primeira vez, que graça
Não discuti o motivo dela não gostar de mim
Quis conhece-la melhor, entender o tom da sua voz.
Dessa vez ela ficou na defensiva, não me respondia
Em um certo momento ela se levantou, e se distanciou
Percebi que ela iria virar a esquina
Não sei por que, mas corri e a abracei
Perguntei do que ela tinha tanto medo
Creio que eu a emocionei
E no fim daquele dia, em meu rosto, ela me deu um beijo
Os dias seguintes ela me visitou
No final de janeiro tudo acabou
Mas eu não a amei, e ela não me amou
Mesmo sabendo disso tudo, ainda me lembro
Me preocupo, e as vezes perco parte do tempo
Recordo dela sobre mim
Lembranças que voam junto ao vento.
Não sei o que sinto por ela
Mas não quero que se machuque com seus espinhos
Rosa linda, rosa bela.
Dei um mergulho no sol, viajei entre as nuvens
me molhei na chuva , fui
marinheiro sem saber navegar.
Fui rainha sem corôa
Fui guerreira ... sem espada
Vivi em castelos de areia
em meu reino encantado
com sapato de cristal
Dancei uma valsa na lua de mão
dadas com as estrelas
Com a tal felicidade
Hoje danço descalço....... Nessa tal realidade.
TE AGRADEÇO
A chuva cai lá fora
Janela suada com o frio
Não sei oque faço agora
Pra preencher o meu vazio
De repente , batem na porta
Não esperava por ninguém
Tive uma grande surpresa
Que me fez muito bem
Eu não esperava nada
Não esperava por ninguém
Não sabia que era amada
E que pessoas me queriam bem
Eu sorri e ela me abraçou
Não esperava que tirasse minha dor
Pois sem nada em troca me ajudou
Nunca irei esquecer desse amor
Que bom que você chegou
Eu estava prestes a cair
Mas você me segurou
Por isso ainda estou aqui
Existem outros motivos
Mas você é um dos maiores
De hoje eu estar sorrindo
E não repleta de Dores
Eu te amo imensamente
E agradeço por tudo
Por estar sempre presente
E ser a melhor pessoa do mundo.
REFLEXÃO
Era oito da noite, tempo de calor, deitado na
cama ouvindo o som maravilhoso da chuva, na
luz de vela eu vou escrevendo, sim, vou
escrevendo poesias refletindo no nosso grande
Mestre, o Messias.
Nesta mesma noite foi chamado para ajudar
levantar um senhor e dar ralhetes a um menor. Á
quêm pensa que sou o dono dessa terra, digo
sempre para eles que sou apenas o Ernesto
Ferra.
Já lá se vão trinta minutos a chuva cessou, o
barulho terminou mas a reflexão continou. Na
casa ao lado do meu quarto ouvia gritos da
vizinha por causa do parto, foi então que a
minha namorada veio, com a ideia de dar um
passeio, mas disse pra ela que sentia no corpo
muitas dores, mas não queria deixar-lhe triste,
então, dei-lhe flores.
Ela chama-se Gracinda e sem querer me gabar
ela é uma mulher linda, parece uma menina
divina.
Fiquei todo babado quando disse baixinho no
meus ouvidos: só sua, vamos pela rua ver a lua.
Chuva veio e se foi;
Hoje eu o amo,mais do que ontem;
Risos quando escuto sua voz;
Insegurança é a palavra;
Sensatez,acho que me falta;
Tormentas é o que sentimos;
O verdadeiro se esconde;
Por detrás das inseguranças;
Hoje,eu não planejava chorar;
Eu o amo,mas será que é...
Reciproco?
►Passeio de Carro
Quinta-feira, cinco da tarde
A chuva forte deixara muitas goteiras
O cheiro de terra molhada se espalhou pela cidade
E o sono invadiu as casas inteiras
As nuvens estavam escuras, não havia luminosidade
O sol aparecia pela metade.
Com as chaves de casa e do carro na mão,
Ao abrir a porta, escutei o rugido do trovão
Me assustei deveras, mas segui firme a direção
Estava indo de encontro com um certo alguém
Mas a chuva não havia lhe feito bem.
Ao chegar no meio-fio da casa velha,
Após a baliza, toquei a campainha
Depois de alguns minutos escutei o caminhar dela
Minha querida amiga, a alegria, surgiu para a sua vinda
E ela já estava à minha espera
Dias anteriores nós havíamos combinado uma saída
Cheguei na hora certa, então partimos para a festa.
De uma estação de rádio para outro, conversamos
Com as mãos no volante eu compartilhei meu sonho
Desenhei com palavras a imagem de um lindo campo,
Com o céu embelezado pelos fogos de fim de ano,
E a luz da Lua, que reflete o azul do oceano
Da harmonia frenética dos quatro cantos.
Quase não escutei a sua voz
Ela estava muito triste
Não escondi o quanto eu estava com dó
Insisti para que se comunicasse,
Pois estávamos a sós.
Depois de tanto me evitar, ela resolveu desabafar
Em sua casa ela já não mais queria ficar
Disse para mim que já estava difícil de respirar
Não estava mais aguentando
E de lágrimas invisíveis ela estava soluçando
Com uma expressão deprimida acabei me deparando
Uma festa não seria de grande ajudar,
Por conta disso, perguntei se podíamos ir caminhar na chuva
Não sei por que disse, já que ela estava muito triste
Não iria de forma algum sair do carro
Eu confesso que me arrependi por ter perguntado,
Mas a resposta foi humilde, como um simples vaso de barro.
Foi sobre as lágrimas vindas do céu que a entendi
Iluminados pela cidade, eu a vi, sorri
Aquele rostinho tristonho se transformou em um sonho
Abracei dizendo que ficaria tudo bem
Disse ao seu ouvido que ela não ficaria sem ninguém,
Que eu sempre estaria com ela,
Que não deveria continuar cega.
Ao voltarmos para a rua da velha casa discreta,
Me foi requisitado uma promessa,
Jamais me esquecerei dela
Permanecerá até o fim a conversa que tive com ela
De um irmão para uma irmã
Eis que em meu peito rezo que ela viva bem o amanhã
Ao girar a chave, e desligar o motor,
Eis que termina um dia de dor
Que se dê início a um dia de amor.
Chuva
Se eu soubesse o que aquela noite de chuva me traria
Teria me molhado outras vezes anos atras
Se eu soubesse que a chuva faz mais que esconder as lagrimas
Teria me molhado outras vezes anos atras
Se eu soubesse que aquela chuva lavaria meu peito e minha alma
Teria me molhado outras vezes anos atras
Se eu soubesse que depois de uma noite de chuva encontraria você
Teria pedido outras vezes para que chovesse mais
Se eu soubesse que você me faria tão feliz como faz
Pegaria sua mão nos recreios da escola e não te deixaria nunca mais
Bom tudo tem seu tempo
Nem tudo vem sempre
E nem tudo que vem se vai
Sou grato por te encontrar depois de tanto tempo
Te amar como nunca e não te deixar nunca mais
TOQUE DE BELÉM
Aquela palhoça,
toda oca, tem poça...
Poça de chuva
parreiral de uva
ouriçado ao vento,
tem viola, na sacola...
E o nego toca.
Aquela palhoça, choça...
Tem minhoca e tapioca
_ Tem xerem? Tem...
_ Tem o toque de Belém...
Blem, blem!
E também galinha choca.
Antonio Montes
A chuva cai
Pra uns ela é bênção
Pra outros sofrimento
Tudo depende
Cada um tem uma vida
As coisas boas da vida só são bem usufruídas por aqueles que tem por alguma razão seja ela sorte, os cosmos, Deus, as energias positivas, enfim, tudo depende.
Mas daí vc pode dizer lute e corre atrás que consegue, como eu disse tudo depende, pois muitos lutam, correm atrás e mesmo assim não conseguem o êxito tão desejado.
Pra uns bênçãos
Pra outros...
Sorte?
Deus?
Uns com tanto e outros sem nada
Será o acaso?
Se for Deus ele é injusto
Porque pra uns e pra outros nao?
Seria acepção de pessoas?
Como no início deste texto a chuva que deveria ser bênção pois ela representa a vida, ela é maldição pra muitos que tem suas casas alagadas, seus móveis destruídos, enquanto outros gozam do conforto de seu lar
Tem pessoas sofrendo
Porque?
Até quando essa desigualdade social?
Não sei
Tudo depende.
O quanto me doí as vezes não ser a sua chuva .... Não ser o seu sol....
Nem mesmo a lua que vc admira a noite...
As vezes eu tenho que engolir o choro como um adulto, sabe?
Minha cara fica meia pálida...
Minhas mãos soam sem parar...
Minhas pernas travam...
Meu sorriso some...
Quando ouso ouvi você dizer que vai se casar, e ainda tive que dizer "boa sorte" eu menti... Para mim e para você...
Não me culpe por isso eu pensava que tudo isso havia passado...
Odeio ver os braços dele passando por seus ombros... Odeio quando o seu corpo se encaixa com o dele...
Mas, quando vc me olha eu tenho certeza que não é isso que você quer? Ei, você quer surpreender a quem?
Eu quero saber se vc tem coragem de dizer a si mesma que o ama?
Por favor, pare com isso tudo agora... Me escute,por favor, isso esta nos matando...
Eu não posso dizer nada por que nada digo realmente, escreve enquanto vc esta dormindo...
Eu até aprendi gostar do sono, por que é lá, nos palcos do meu mundo vc brilha...
Sabe amor, eu tenho, que aceitar as vezes não ser o seu sol, nem a lua, nem a chuva, e talvez nunca ser o seu amor...
Eu sei que dói, mas te quero ver feliz... Ainda que isso me custe a minha felicidade...
Mas, vou continuar escrevendo, pois eu sei que serei lembrado, pelo que te faço sentir enquanto lê minhas cartas anônimas...
AMOR DE FERA
Te amo do fundo
do raso... Te rasgo.
Te amo da seca
da chuva, do lago.
Te amo como a língua
no lambuzar do doce mel...
Como o sono ao acordar,
no sonho ao sol...
E, ao azul do céu.
Te amo, segundo...
Mês, ano heras!
Te amo...
Como o sangue ama,
o sabor das feras.
Antonio Montes
Vai idade
Estava eu sentada de baixo de uma varandinha de amianto observando a chuva que começava a cair, faziam-me companhia alguns pneus, uma bicicleta, cadeiras, uma gaiola, todos abrigados da chuva naquela varandinha. Revivi ali um momento da minha infância.
Lembrei-me de uma casinha de madeira que meu pai havia feito do lado de casa para guardar suas ferramentas, lembrei-me de cada uma delas: uma enxada, uma pá, uma cavadeira articulada, uma peneira, um carrinho de mão e uma caixa de ferramentas verde.
Para mim, aquela era a melhor casa de madeira que alguém poderia ter. Na minha fantasia infantil, a cama eram três ripas de madeira alinhadas do lado direito do chão, o fogão era um tijolo cerâmico de seis furos virado pra cima, as panelas eram canecas de alumínio velhas que minha mãe não usava mais.
Cuidadosamente, naquela tarde que também chovia, eu preparava um bolo de chocolate, os ingredientes eram: areia, terra fina peneirada, água e algumas flores. Assim era preparado o bolo mais lindo e mais saboroso que não se comia. Naquele pequeno mundo, onde só existia eu e minha boneca, era tudo perfeitamente completo.
Acordando do meu devaneio, logo pensei em uma passagem bíblica onde Cristo disse aos discípulos que impediam as crianças de se aproximarem dele: “deixai as crianças virem a mim. Não as impeçais, pois é delas o reino de Deus." Quanta sabedoria! Cristo sabia que ali estavam seres puros, sem nenhuma vaidade, talvez os que mais se identificavam com ele. Penso que mais tarde, Rousseau tenha tentado dizer o mesmo, quando disse “O homem é bom por natureza. É a sociedade que o corrompe”.
FIO DA FACA
De moto na estrada
na chuva sem capa
molha o coro, a camisa
... Molha a calça...
Molha a vida atrevida
com a vida que empaca
o doce da doce vida
no fio da velha faca.
Molha o calor smilinguido
e o pasto d'aquela vaca
o esquema de bandido
e os grãos seco da safra.
Os, aperreios do calor
molha com suavidade
o adeus do grande amor
e os ventos da saudade.
Antonio Montes
Alguém Tem Que Ceder
Amar você, eu pensei que não poderia ficar mais animada
Sua chuva de novembro poderia tornar a noite em chamas
Noite em chamas
Mas só podemos queimar por tanto tempo
As emoções falsas apenas correm mais profundamente
Sabendo que você está mentindo quando você está deitado ao meu lado
Ao meu lado
Como chegamos tão longe?
Eu já deveria saber, você já deveria saber
Nós já deveríamos saber
Alguém tem que ceder, alguém tem que ir
Mas tudo que eu faço é dar, e tudo que você faz é tomar
Algo tem que mudar, mas eu sei que não vai
Nenhum motivo para ficar é um bom motivo para ir
É um bom motivo para ir
Eu nunca ouvi um silêncio tão alto
Eu ando pelo quarto e você não faz nenhum barulho
Faça um barulho
Você é bom em fazer eu me sentir pequena
Se não me machuca, por que eu ainda choro?
Se isso não me mata, então eu estou metade viva
Metade viva
Como chegamos tão longe?
Eu já deveria saber, você já deveria saber
Nós já deveríamos saber
Alguém tem que ceder, alguém tem que ir
Mas tudo que eu faço é dar, e tudo que você faz é tomar
Algo tem que mudar, mas eu sei que não vai
Nenhum motivo para ficar é um bom motivo para ir
É um bom motivo para ir
Eu já deveria saber, você já deveria saber
Eu acho que estou quebrando agora
Eu já deveria saber, você já deveria saber
Eu acho que estou quebrando agora
Alguém tem que ceder, alguém tem que ir
Mas tudo que eu faço é dar, e tudo que você faz é tomar
Algo tem que mudar, mas eu sei que não vai
Nenhum motivo para ficar é um bom motivo para ir
É um bom motivo para ir
Alguém tem que ceder
"Gosto dos dias cinzentos, espero a chuva levar meus lamentos, o vento frio arrepiando a alma, e a lua brilhando como um astro no céu.
Em dias assim meu canto atravessa colinas e montanhas, chegando até você e revirando suas entranhas como um predador espiritual.
Sou apenas um anjo de olhos vermelhos, feito de sonhos e pesadelos, me escondendo com meu capuz, evitando o desespero.
Agonia e solidão, se esvaíra do meu ser, pra dar lugar a minha razão, um motivo para viver.
E com o coração dilacerado...eu então segui.
~N.G.K.
Se esta chuva fosse voz ela comigo gritaria... Reivindicando o meu choro para se unir a si. E eu não demoro a me tornar parte dela, sentindo em meu corpo derramar aquilo que muitos negam.
Se esta chuva me chamasse, clamaria pelo meu suor, que se envolve em gotas pelos lençóis, deixando a marca dizendo aqui estou.
Se esta chuva no meu ouvido soprasse, sussurraria um segredo... Que ali já esteve antes, se misturando ao meu cheiro.
