Textos de Caminho

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Não se ama em demasia alguém...
Apenas se ama.


Mais leve é o caminho daquele que é amado primeiro,pois não precisa correr atrás de quem já escolheu caminhar ao seu lado.


É mais fácil viver ao lado de quem decidiu ficar
do que lutar pelo coração de quem deseja partir.


Se um homem nascer em um jardim,
pouco valor dará às flores que o cercam.
Mas aquele que está fora dos portões
há de vê-las como um tesouro.


Assim também é o amor.


Quando está perto, muitas vezes é esquecido.
Quando está distante, torna-se cativante.


Por isso, olhaste para o teu jardim antes que tuas flores morram.


Ama a ti mesmo.
E aprendes amar aqueles que o amam.

O HOMEM, O TEMPO E O CAMINHO


Deus concedeu ao homem um dia, e dentro desse dia uma medida que não pode ser aumentada por sua riqueza, nem diminuída por sua pobreza: 86.400 segundos.


Cada homem recebe esse tesouro, mas nem todos compreendem o seu valor. Uns o empregam naquilo que edifica; outros o desperdiçam seguindo os passos da multidão, fazendo o que todos fazem e acreditando naquilo que todos acreditam.


Assim, muitos imaginam possuir liberdade, quando, na verdade, apenas obedecem aos costumes dos homens.


Pois não é livre aquele que escolhe somente aquilo que a multidão lhe ensinou a desejar.


O homem deve examinar o caminho que toma e perguntar a si mesmo: quem governa minhas escolhas?


Se é a multidão, será levado pela multidão.


Se são seus próprios desejos, tornar-se-á servo daquilo que deseja.


Mas, se reconhecer que Deus é o verdadeiro guia de sua vida, encontrará um caminho superior, porque aquele que se deixa conduzir pela vontade de Deus não é escravo dos homens nem dos próprios apetites.


Por isso, não basta possuir o tempo; é necessário saber para quem e para quê o empregamos.


Porque o dia passa, os anos desaparecem e a vida do homem é breve.


E chegará o momento em que cada um terá de responder não apenas pelo tempo que recebeu, mas pelas escolhas que fez enquanto o possuía.


Portanto, escolhe com entendimento.


Não sigas a multidão simplesmente porque ela caminha em determinada direção.


Não confundas desejo com verdade.


E não chames liberdade àquilo que apenas te torna servo de tua própria concupiscência.


O homem escolhe o caminho; mas Deus conhece onde esse caminho termina.

JESUS O VERDADEIRO CAMINHO

A noite surpreende o dia
A água desperta a terra
O céu beija o horizonte
A luz assusta as trevas...
Ambição não combina
Com a pura humildade .
Traição tem gosto sangrento
Capaz de tantas desgraças.
A mesma faca que corta alimentos
Também é capaz de matar.
Assim o homem sem equilíbrio
Extravasa seus vícios terríveis
Levam tantos ao seu redor
Ao sofrimento e tantas dores.
A morte é única certeza
Da vida que deve ser vivida
Com a intensidade do amor
Cada momento como último
Para sobreviver além da sorte.
Entender que Jesus Cristo
Na Cruz derramou todo sangue
Para nos livrar do laço da morte
E tudo isto é caminho, é verdade
Que nos conduz para a eternidade!

JOAO BATISTA BARBOSA
POESIA

O sabor das lágrimas vem de alegrias e tristezas . As tristezas nos ensinam o caminho da alegria e do prazer de viver sentimentos opostos ,mas com a intenção de encontrarmos os nossos puros desejos ... lagrimas sejam por quaisquer motivos, depois de choradas, fazem entender que sentimentos pulsam em nossas vidas para dar sentido e valor ao que sente os nossos corações!
João Batista Barbosa

O Farol Divino.


InNos dias em que o caminho parecer escuro e incerto, não se desespere. O mesmo Criador que acende as estrelas no céu cuida dos detalhes da sua vida. O amor divino é como um farol que nunca apaga: ele brilha mais forte justamente quando a tempestade tenta nos assustar. Toda a sua estrutura, sua força para continuar e sua capacidade de superar os desafios vêm de Deus. Entregue suas preocupações a Ele, pois quem te sustentou até aqui não vai soltar a sua mão agora. Confie no amparo daquele que te ama com amor eterno.

⁠Querido irmãozinho,

Desde o momento em que soube que você estava a caminho, minha vida mudou de uma maneira que eu nunca poderia ter imaginado. Lembro-me da ansiedade e da expectativa, das conversas sobre como seria ter um irmão mais novo, e de como tudo isso encheu minha vida de uma alegria antecipada. Quando finalmente você chegou, foi como se um raio de sol tivesse iluminado todos os cantos da minha existência.

Embora eu não esteja presente fisicamente para acompanhar seu crescimento de perto, saiba que meu amor por você é incondicional e eterno. Cada riso seu, cada nova descoberta, mesmo à distância, enche meu coração de uma felicidade indescritível. Você é um presente inestimável, um presente que trouxe consigo uma alegria pura e genuína, mesmo quando estou longe.

Tudo o que faço é por você. Cada esforço, cada desafio que enfrento, cada decisão que tomo, tem você em mente. Quero que você tenha a melhor vida possível, que cresça feliz, saudável e cheio de sonhos. Meu maior desejo é que você saiba que, mesmo não estando presente fisicamente, estou sempre ao seu lado em pensamento e coração.

Você é minha inspiração, meu motivo para seguir em frente e lutar por um futuro melhor. Sua presença, mesmo que distante, me dá forças para superar qualquer obstáculo. O amor que sinto por você me faz querer ser a melhor pessoa que posso ser, para que você tenha alguém em quem confiar, alguém para quem olhar com orgulho.

Sinto falta de ver você crescer, de compartilhar momentos simples e especiais, mas saiba que estou torcendo por você a cada passo do caminho. Quero que você explore o mundo com sua curiosidade infinita e seu espírito aventureiro, e que encontre felicidade em cada pequena coisa. Sua alegria é minha alegria, e sua felicidade é meu maior desejo.

Obrigado por ser você, por iluminar minha vida com seu amor e sua alegria, mesmo à distância. Eu te amo mais do que qualquer coisa, e estarei sempre aqui para você, de longe, mas sempre perto em coração e alma.

Valores Humanos

Neste longo caminho...
Buscamos a compaixão
Em um mundo que só há discriminação...

Humildade, honestidade, liberdade
Conceitos que estão cada vez mais distantes
Onde a esperança se perde nos horizontes...

Procuramos um sentido na vida
Buscando igualdade, cooperação e justiça
Valores desrespeitados, abandonados...
Por líderes alienados

Caráter, amizade, Amor
Principais valores humanos
Que se perderam durante esses anos
Onde a ausência destes sentimentos
Reflete em conflitos violentos...

O conhecimento e a indignação...
Nos fazem pensar sobre o perdão...
Perdão que muitos dizem trazer a paz
Paz que buscamos desde outrora...
Mas afinal, o que é a paz?
Será que é o contrário a guerra?
Ausência de conflito?
Aceitação do horrível?
Mas isso é possível?
Deixo a você essa indagação
Pois não tenho resposta para essa questão

Se o caminho ficou difícil demais,
E os seus sonhos parecem ficar para trás,
Não entregue a sua fé para a solidão,
Ainda existe força dentro do seu coração.
Toda queda traz uma lição para aprender,
Toda noite escura prepara o amanhecer.
Quem persiste encontra um novo horizonte,
E transforma as pedras em ponte.
Tente outra vez, não pare de lutar,
O que hoje é tempestade vai passar.
Levante a cabeça, volte a sonhar,
Há um novo tempo esperando chegar.
Helaine machado

Acaso


Talvez tenha sido acaso...


Você cruzar meu caminho,
justamente quando eu não procurava ninguém.


Talvez tenha sido apenas coincidência
o instante, o lugar, o momento...


Mas algumas coincidências
são difíceis demais de chamar de acaso.


Porque, depois de você,
alguma coisa mudou em mim.


Como se a vida, por um breve instante,
tivesse colocado tudo no lugar
só para que nossos caminhos se encontrassem.


E desde então,
quando penso em destino,
não imagino caminhos, estrelas
ou lugares distantes.


Imagino você.


Talvez tenha sido acaso...


Mas, se foi,
foi o acaso mais bonito
que a vida poderia ter me dado.

O Caminho, o Encontro e Outras Urgências
Era 15 de agosto de 2026, e o peregrino Nino Carneiro fazia sua peregrinação até Nossa Senhora de Aparecida da Babilônia.
Naquele dia, ele estava especialmente feliz. Tanto na ida quanto na volta, muitos pagadores de promessas o reconheceram. Alguns lhe desejavam uma boa caminhada; outros pediam uma fotografia; e havia ainda aqueles que, percebendo o dia abafado, embora não muito quente, ofereciam-lhe água.
Entre tantos peregrinos, porém, um chamou particularmente sua atenção: um pai que caminhava carregando nos ombros uma pequena “casinha”, dentro da qual estava sua filhinha, uma menina que aparentava ter apenas dois ou três anos.
E não é que aquele pai era justamente um grande amigo do peregrino Nino Carneiro, com quem costumava tomar café da manhã duas ou três vezes por semana?
O encontro foi uma daquelas surpresas que tornam uma caminhada ainda mais especial. Os dois ficaram muito felizes ao se encontrar. Conversaram por alguns minutos, trocaram algumas palavras sobre a caminhada e, depois, o amigo seguiu seu caminho, carregando a filha nos ombros e, provavelmente, algumas boas histórias para contar.
Ao chegar à capelinha de Nossa Senhora, o peregrino encontrou o recinto abarrotado de pessoas. Havia tanta gente que ficou praticamente impossível localizar novamente o amigo e sua pequena companheira de caminhada.
Depois de fazer sua oração de agradecimento a Nossa Senhora, o peregrino comeu algumas frutas, bebeu água, passou rapidamente pelo banheiro e retomou sua caminhada com destino a São Carlos, como de costume.
No dia seguinte, durante o tradicional café da manhã na Padaria Pão do Bairro, eis que apareceu novamente o amigo da caminhada do dia anterior — desta vez, sem a filha nos ombros.
Depois dos cumprimentos, os dois começaram a conversar sobre a peregrinação. Perguntaram um ao outro como havia sido a caminhada e se tinham visto alguma coisa que lhes chamara a atenção.
Foi então que o peregrino Nino Carneiro, naturalmente curioso, fez a pergunta que faltava:
— E a menina? Como ela se comportou durante a caminhada?
O amigo, com a maior tranquilidade do mundo, começou a contar.
Por volta da metade do percurso, a menina pediu para fazer xixi. Como ela havia deixado de usar fraldas poucas semanas antes, o pai pensou:
“Oba! Parece que a menina está se acostumando com a nova fase.”
Ao mesmo tempo, ele sabia que a esposa havia sido mais prudente e colocado uma fralda na menina antes da caminhada. Afinal, mãe experiente sabe que, em certas situações, prudência nunca é demais.
Até aí, tudo corria perfeitamente bem.

Quando chegaram ao Santuário de Nossa Senhora, porém, o pai resolveu levar a filha ao fraldário para verificar se estava tudo em ordem.
Foi nesse momento que a fralda resolveu participar ativamente da peregrinação.
Não houve anúncio sonoro nem aviso por escrito. Apenas aquele discreto, porém inconfundível, sinal de que a situação exigia providências imediatas.
A fralda estava cheia.
E, naquele instante, o pai descobriu uma das mais antigas leis da paternidade: uma criança pequena pode carregar muito pouco peso nos ombros, mas é capaz de colocar um peso enorme na responsabilidade dos pais.
O problema maior era que, dentro da mochila, não havia nenhuma fralda reserva.
O pai conseguiu higienizar a menina, mas percebeu que, para continuar a peregrinação, precisaria de uma ajuda que, naquele momento, valia mais do que qualquer água oferecida no caminho.
Pegou o celular e pediu socorro à esposa.
E assim terminou ali mesmo, nas proximidades da capela de Nossa Senhora Aparecida da Babilônia, a peregrinação daquele dia.
O peregrino Nino Carneiro ouviu toda a história com atenção e, como não poderia deixar passar uma oportunidade dessas, encerrou o encontro com uma reflexão digna de quem já aprendeu que a vida também gosta de pregar peças:
“A vida tem dessas coisas. Às vezes, um pequeno alívio pode representar uma grande felicidade. E, em certas peregrinações, o maior desafio não é chegar ao destino — é chegar até lá com fraldas suficientes.”
Naquele momento, o peregrino pensou que talvez essa fosse mais uma das lições das caminhadas: ninguém sabe exatamente o que encontrará pela frente. Pode haver sol, chuva, cansaço, fé, encontros inesperados, água oferecida por desconhecidos e até uma fralda capaz de mudar completamente o rumo de uma peregrinação.
E talvez seja justamente isso que torna o caminho tão interessante.
Porque, para quem caminha com o coração aberto, cada passo pode trazer uma história — e algumas delas, inevitavelmente, acabam precisando de uma fralda.
Peregrino Nino Carneiro

Entre Renúncias e Liberdade: O Caminho das Palavras


Escrever é mais do que buscar reconhecimento: é um ato de amor às palavras e ao que elas despertam. Cada renúncia — ao imediatismo, ao desejo de aplausos — abre espaço para a verdadeira liberdade: escrever sem correntes, como quem respira.


O escritor invisível constrói, tijolo por tijolo, uma ponte entre sua alma e a do leitor. Dedicação e disciplina são asas que sustentam esse voo, e o tempo ensina que palavras sinceras não precisam de holofotes para permanecer.


O maior triunfo não é o aplauso da multidão, mas o sorriso discreto de quem se reconhece em uma frase. Porque histórias contadas com verdade tornam-se eternas.


Roberto Ikeda

⁠"No meio do caminho tinha várias pedras
Entre elas tive que passar
Entre elas tive que passar
Tive que sobreviver
Tive que lutar
Tive que pular
Tive que passar
Tive que ser forte
Tive que engolir o chorar
Tive quer ser corajoso
Tive que sobreviver
Tive que viver
Tive que passar
Tive tantas outras coisas
tive..."

Estava aqui pensando no caminho que percorremos até chegar a este exato momento. Lembra-se de quando éramos apenas dois jovens, selvagens e livres, achando que o mundo era pequeno demais para os nossos planos? Olhando para trás, vejo que a maior aventura não foi o que fizemos lá fora, mas o que construímos aqui dentro.
​Já passamos por tantas coisas — altos e baixos, estradas difíceis que testaram a nossa paciência e o nosso coração. Isso tudo ficou para trás. Hoje, quando olho para você, entendo que a espera valeu a pena. Cada segundo de incerteza foi apenas o primeiro passo para a paz que sinto agora.
​Você é tudo o que eu quero. Às vezes, quando você está aqui, deitada nos meus braços, preciso de um segundo para processar a sorte que tenho. É difícil acreditar que o "paraíso" não é um lugar distante ou uma promessa futura, mas sim a tradução exata do que vivemos hoje. Encontrei tudo o que eu precisava no seu coração — aquele lugar que me levanta quando o mundo tenta me colocar para baixo.
​Obrigado por ser a pessoa que mudou o meu mundo, por me segurar firme quando as luzes se apagam e por ser a prova viva de que sonhos, por mais demorados que sejam, se tornam realidade. Prometo estar ao seu lado nos dias de sol e nas tempestades, porque o nosso amor é o que ilumina o meu caminho.

Há ideias e sentidos notáveis em um caminho que flui mais forte que a própria vida.
​Depois que a órbita elíptica sugeriu o fluxo abrangente dos desenhos nas cavernas, as horas passaram a ser parte da história. Os segundos são meros atributos da defasagem do tempo — uma pausa necessária para que tudo faça sentido. É o tempo gerado pelo sistema operacional do planeta, ainda que ele fosse apenas uma engrenagem desse mecanismo, e a verdade, algo bem mais complexo de apreender.
​As memórias são frágeis e superficiais: fragmentos de sensações das fases pelas quais passamos. Ainda assim, essas experiências ajudam a preencher a defasagem do tempo. A cada pôr do sol, somos exatamente iguais — até que a escuridão se dissipe em um novo dia. Estranhamente, o dia começa na madrugada, quando tudo ainda é escuridão.
​Compreender os mistérios do tempo, as estações e as temperaturas é um desafio constante. Mesmo em um pesadelo, sentimos frio ou calor; no frio extremo, passamos a encarar o extraordinário como algo comum. Nas ondas dos mares, em verdes sintonias, encontramos o horizonte como se olhássemos para um holograma, celebrando o fluxo temporal que envolve o nosso planeta. Os ventos gelados do Ártico revelam a aurora boreal e as pareidolias mentais do gelo — as mesmas que surgem no calor seco do Saara. A luz e a escuridão se encontram em um ponto qualquer: ao redor da fogueira, observamos as luzes dos céus em uma dança cósmica infinita.
​Olhos atentos esperam que o fluxo do tempo seja apenas um ponto no firmamento, enquanto lágrimas dão origem a vozes que ecoam no espaço contínuo, expressando um sentimento pragmático. Na velocidade do ônibus ou do metrô, o tempo parece ansioso, somado a cada parada até o destino final. No vidro, o reflexo do passageiro é consumido e reconstruído — uma natureza devastada por várias versões do mesmo ser, copiado pela imagem refletida.
​O vento da tempestade e as chuvas parecem flutuar de repente sobre a realidade. Às vezes a terra treme, mas é apenas o movimento da crosta. A percepção cotidiana do amanhecer contrasta com o peso do meio-dia no ambiente de trabalho; a paz serena se envolve em calor, frio ou na sensação de um tempo fechado. Essa ilusão se revela quando olhamos para as nuvens ou sentimos as distorções temporais.
​As corredeiras da cachoeira trazem uma sensação de calma em sua corrente bruta e absurda. Nelas, o fluxo temporal passa depressa, pois a mente relaxa e se contenta ao fazer parte da natureza. A vida aquática e a noção do ser transcende a própria sensatez: o que existe sempre existiu, mas continua a nos encantar. É o encantamento das sombras projetadas pelo cérebro, que busca incansavelmente sentido em pareidolias, paradigmas e paradoxos.
​O calor sufocante transforma a mente, deixando o homem mais desperto e ligado, como em um horário de verão. O deslizamento das regras que usamos para entender a compaixão inata torna-se o pano de fundo que evoca processos psicológicos internos. No fim das contas, o reflexo psicológico nos últimos parâmetros do dia nada mais é do que a mudança climática da nossa própria percepção intelectual.

Para iniciar um novo caminho, é preciso desprender os olhos da realidade que nos aprisiona e enxergar além das fronteiras do que conhecemos. A vida não concede novos horizontes àqueles que permanecem imóveis nas trincheiras do medo; é preciso abandonar o lugar onde fomos feridos para descobrir aquilo que ainda podemos ser.


Josiel V. Henrique

Meu lugar especial


Quem quer passar
no lugar do outro,
se o caminho alheio
pedras há que não se veem?
Melhor de longe observar
os passos que passam,
um após outro,
deixando no chão
a memória de quem neles acabou de passar.
Há pés que não acompanham
o ritmo do mundo;
ficam atrás,
desalinhados, num passo sempre atrasado
aprendendo a dançar
com os desníveis da vida...
Equilibrando-se sempre pra encontrar em tudo a melhor saída
Passam os passos, (des)compassados,
cambaleiam as certezas,
e cada tropeço revela
uma força escondida.
Ninguém chega
ao lugar do outro.
Cada coração guarda
uma paisagem única, um cenário só seu,
um silêncio que ninguém traduz,
uma ferida que ninguém sente
da mesma maneira de quem a viveu.
Por isso, não invejo caminhos.
O meu pode ser estreito,
com curvas a me tontear, lento, tão lento que estou sempre a me atrasar...
mas é nele que estou sempre a aprender
minha própria voz reconhecer.
Meu lugar não é perfeito.
É feito de ausências, carências (in)consistências... encontros, embates, combates...
lágrimas, sorrisos e recomeços.
E é especial:
porque é meu... somente meu.
Dele cada cantinho só quem conhece sou eu.
E, quando o mundo passar por mim,
seguirei caminhando,
com passos talvez incertos,
mas inteiros, certeiros –
em direção à pessoa
que estou me tornando...
Serei eu do jeito que só eu sei ser, enfim!

O caminho do conhecimento e da sabedoria é uma estrada íngreme, tortuosa, cheia de pedras e espinhos!!!
Ao seguir este caminho você vai encontrar os medíocres, os ignorantes, que tentarão a todo custo te derrubar!!!
Pessoas do teu círculo de amizades, parentes, vão se afastar de você, mas não desista, esse caminho é que vai te libertar, pois só o conhecimento e o autoconhecimento LIBERTA!!!

Talvez, o amar...


Nas inquietas noites, onde o silêncio pesa,
caminho por dentro de mim, sem direção,
como quem busca, entre ruínas e promessas,
um vestígio da tua antiga voz no coração.


Cada lembrança tua é uma chama acesa,
ardendo mansa nessa escuridão chamada saudade cheia de nostalgia;
ilumina o que perdi, revela a fraqueza,
mas também aquece a minha solidão tardia.


Há ainda o teu nome nas paredes do pensamento,
sussurrado pelo vento, pela chuva, pelo chão;
e mesmo quando tento calá-lo no tempo,
ele floresce, teimoso, dentro do meu coração.


Talvez amar seja carregar ausências,
guardar no peito aquilo que partiu,
reconhecer, entre tantas presenças,
o vazio que o adeus nunca cobriu.


Mas hoje, devagar, recolho os pedaços,
deixo a noite passar sobre a minha pele;
e descubro, entre lágrimas e abraços,
que também renasce quem um dia se perdeu.


Pois toda chama, mesmo quando fere,
pode ensinar o caminho de volta;
e o coração, cansado, ainda prefere
abrir-se ao amanhã, mesmo diante de uma fechada porta.

Antes de Escolher o Caminho
Estamos em pleno século XXI e, mais uma vez, às vésperas de uma eleição para deputados, senadores e presidente do Brasil.
Basta andar pelas ruas e pelas praças para perceber que a política já tomou conta de muitos espaços. São banners, placas, faixas, santinhos e tantos outros materiais espalhados por todos os lados, mostrando rostos e nomes de candidatos que querem conquistar o nosso voto.
Confesso que essa imagem muitas vezes me deixa pensativo. Enquanto vemos tanto dinheiro sendo gasto em campanhas políticas, ainda encontramos escolas e universidades públicas enfrentando dificuldades, hospitais e postos de saúde com problemas, pessoas esperando por atendimento e tantas outras necessidades básicas que continuam sem uma solução definitiva. Quando saímos dos grandes centros e chegamos às pequenas cidades do interior do Brasil, a situação muitas vezes fica ainda mais evidente. Estradas ruins, falta de saneamento básico, problemas de infraestrutura e comunidades que ainda esperam por aquilo que deveria ser um direito de todos.
E então chegam as eleições.
Chegam também as promessas. Promessas para melhorar a saúde, a educação, a segurança, o transporte, as estradas, o saneamento e praticamente tudo aquilo que o povo precisa. Algumas propostas podem ser sérias e possíveis de realizar, mas outras parecem nascer apenas porque alguém precisa conquistar votos. E, depois que a eleição termina, muitas dessas promessas acabam ficando pelo caminho.
Talvez o problema não esteja somente em quem promete. Talvez também esteja em nós, que muitas vezes acreditamos sem perguntar. Vemos uma fotografia bonita, ouvimos um discurso bem-preparado, recebemos uma promessa que toca exatamente na nossa necessidade e, antes de conhecer melhor aquele candidato, já estamos prontos para entregar o nosso voto.
Resolvi fazer uma experiência. Criei uma publicação como se eu fosse mais um candidato a deputado federal. Não tinha estrutura de campanha, não tinha grandes discursos e não tinha milhões de reais para gastar. Era apenas uma experiência para observar a reação das pessoas. O resultado me surpreendeu. Alguns amigos disseram que eu poderia contar com seus votos.
Aquilo me fez pensar bastante.
Se uma simples publicação pode despertar confiança suficiente para alguém dizer que votaria em mim, talvez nós, eleitores, precisemos refletir um pouco mais antes de escolher nossos candidatos. Afinal, estamos entregando a essas pessoas algo muito importante: a responsabilidade de representar a população e tomar decisões que podem afetar a vida de milhões de brasileiros.
Também percebo que muitas vezes deixamos de discutir ideias para defender pessoas. Existem aqueles que se identificam mais com a esquerda, outros com a direita e outros que não se sentem representados por nenhum desses lados. Isso faz parte da democracia. O problema começa quando deixamos de ouvir o outro simplesmente porque ele pensa diferente de nós.
Não precisamos transformar política em uma guerra.
Podemos discordar sem nos tornarmos inimigos. Podemos admirar um candidato e, mesmo assim, questionar suas propostas. Podemos votar em alguém e continuar cobrando aquilo que foi prometido. E podemos mudar de opinião quando descobrimos que estávamos errados. Afinal, mudar de ideia depois de conhecer novos fatos não é sinal de fraqueza. É sinal de que continuamos aprendendo.
Aprendi uma coisa caminhando: antes de escolher um caminho, precisamos saber para onde ele nos levará. Não adianta seguir uma placa simplesmente porque ela tem uma aparência bonita. É preciso conhecer a direção, observar o terreno, saber se existem obstáculos e, principalmente, perguntar se aquele realmente é o caminho que queremos percorrer.
Talvez devêssemos fazer o mesmo com nossos candidatos.
Antes de escolher um nome, deveríamos conhecer sua história, suas propostas, suas atitudes e aquilo que realmente pretende fazer. Não devemos entregar nosso voto apenas porque alguém é nosso amigo, porque pertence ao nosso partido, porque fala aquilo que queremos ouvir ou porque alguém nos pediu.
O voto é pequeno quando colocamos o papel ou apertamos os botões da urna, mas pode ser enorme nas consequências que produz.
Não acredito que conseguiremos mudar a política brasileira de um dia para o outro. Talvez sejam necessários muitos anos para que tenhamos uma população mais consciente, mais informada e menos dependente de promessas. Mas toda caminhada longa começa com um primeiro passo.
E talvez o primeiro passo seja justamente este: antes de escolher quem vai caminhar por nós, precisamos conhecer muito bem o caminho que essa pessoa pretende seguir.
Como peregrino, aprendi que não existe caminho sem responsabilidade. Cada passo é uma escolha. E, na vida pública, talvez seja exatamente assim.
Pense. Pesquise. Questione. Depois escolha.
Peregrino Nino Carneiro

E se houver outras vidas,
que o destino continue escrevendo o teu nome no caminho do meu coração.
Que eu te encontre nos mesmos olhares calmos, nos abraços que aquecem a alma e nos silêncios que só o amor entende.
E se o tempo mudar nossos rostos, nossas histórias e até nossos mundos,
que ainda assim exista algo em mim capaz de reconhecer você.
Porque há amores que não começam aqui… apenas continuam.
E se houver outras vidas;
que eu te encontre e te ame em cada uma delas.