Textos de Caminho
Antes de Julgar, Conheça o Caminho
Sabe aquele motorista que está sempre atento, de maneira discreta, ouvindo as conversas entre seus passageiros?
Pois é... cada vez mais ele acredita que a maioria das pessoas faz julgamentos sem conhecer o contexto completo de cada história.
Alguns se apoiam na amizade para ouvir apenas a versão de um amigo. Outros não estão nem aí: falam o que ouviram, acrescentam um detalhe aqui, modificam outro ali... e, quando percebemos, uma história já ganhou uma nova versão.
E é justamente aí que, muitas vezes, por falta de contexto, surgem as desavenças.
Quem fala o que quer, escuta o que não quer.
Existe uma máxima que diz:
“Você não morre sem antes passar por aquilo que um dia julgou.”
Talvez seja por isso que essa frase carregue um peso tão grande. Ela nos convida a pensar sobre a responsabilidade de julgar alguém sem conhecer todas as circunstâncias, seja na vida pessoal, na família ou no ambiente de trabalho.
Hoje, a situação se torna ainda mais delicada nos canais de notícias e nas redes sociais. Na televisão e na imprensa, muitas vezes, as notícias são apresentadas sob a perspectiva de quem as produz e, em alguns casos, de quem as financia. Nas redes sociais, a facilidade de emitir opiniões rápidas — muitas vezes de forma anônima — tem alimentado uma cultura de agressividade, intolerância e pouca empatia.
Mas há algo que frequentemente esquecemos: todos estão travando batalhas invisíveis.
Por isso, antes de julgar, talvez devêssemos fazer uma pergunta simples:
“Será que eu conheço toda a história?”
Julgar pode parecer fácil. Compreender exige tempo, escuta e humildade.
Se adotarmos uma postura mais empática, certamente poderemos melhorar nossas relações e contribuir para ambientes mais humanos, respeitosos e harmoniosos.
Que tal, então, nos unirmos para construir uma cultura de respeito e compreensão?
A mudança começa dentro de cada um de nós.
Porque, cedo ou tarde, a vida pode nos colocar exatamente diante da situação que um dia julgamos em outra pessoa.
Antes de apontar o caminho do outro, caminhe um pouco com os seus sapatos. Talvez você descubra que não conhecia a estrada.
Peregrino Nino Carneiro
Onde Nos Perdemos?
Onde foi que nos perdemos pelo caminho?
Pergunto-me, refazendo o mesmo percurso.
Não olhe para o chão, meu irmão, com desalinho,
Erga os olhos, mude o rumo deste discurso.
Há quinze anos, a vida era só alegria,
Você sorria, transbordando afeto puro,
Comprando aquele macacão que tanto queria
Para o seu primeiro sobrinho-neto, com orgulho.
Éramos tão juntos, unidos pelo coração,
E hoje o silêncio é o que nos consome.
Não sei se foi uma ruptura ou separação,
Só sinto o vazio que o tempo não some.
Juntos já não estamos, a distância é real,
Mas o laço de sangue e memória é eterno.
Que o passado seja a ponte, o sinal,
Para trazer de volta o nosso abraço fraterno.
O Caminho, o Cansaço e a Obra de Deus.
João 4.4-7: "E era-lhe necessário passar por Samaria. Foi, pois, a uma cidade de Samaria, chamada Sicar, junto da herdade que Jacó tinha dado a seu filho José. E estava ali a fonte de Jacó. Jesus, pois, cansado do caminho, assentou-se assim junto da fonte. Era isto quase à hora sexta. Veio uma mulher de Samaria tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber."
Observem que Jesus estava cansado do CAMINHO, mas não da OBRA do Pai.
É normal se cansar DO caminho, da religião, do institucionalismo, do clericalismo, dos religiosos, dos donos de igreja, das perseguições, das reuniões enfadonhas que não resolvem nada, dos cultos áridos, das politicagens, da superficialidade de muitos crentes e mais um monte coisa!
Às vezes algumas pessoas me perguntam: “porque você perde tempo com tudo isso?” “Ninguém se importa!”
Minha resposta é que mesmo cansado de tudo isso, continuo trabalhando pelo Reino de Deus, pois meu coração continua apaixonado pela obra, apesar do cansaço do CAMINHO.
Assim, de Jesus (O Caminho), nunca me cansarei, mas DO caminho, ah... esse a gente se cansa sempre!
Pense nisso e ótima semana!
No caminho Daquele que É O Caminho, Marcelo Rissma.
Saudades
Saudade é uma distância
que o coração se recusa a medir.
É olhar para o caminho percorrido
e descobrir que alguma parte de nós
ainda mora onde tudo começou.
Saudade é a voz de quem amamos
atravessando os anos em silêncio,
é um olhar guardado na memória,
um portão, uma despedida,
um “Deus te abençoe”
que o tempo nunca conseguiu apagar.
Partimos porque tínhamos sonhos,
mas ninguém nos contou
que alguns sonhos carregam ausências.
E seguimos…
entre conquistas e lembranças,
aprendendo que vencer também dói
quando não podemos abraçar
quem nos ensinou a sonhar.
Hoje compreendo:
quem parte não deixa tudo para trás.
Leva consigo os afetos, as raízes,
os gestos e as vozes.
Porque saudade talvez seja isso:
o amor quando já não cabe no presente
e decide morar para sempre
dentro de nós.
Roleta russa
Forte você é...
Percebo você tremendo,
vacilando,
titubeando...
no caminho da vida se equilibrando.
Corda bamba...
Campo de guerra, barreiras fortemente armadas por sacos de areias sociais,
o frio da lápide... dias desnorteados, completamente imorais.
Não amedronta, e precoces lançam-se ao fim, à morte... pronta está desde agora sua lápide.
Roleta russa, desatino, jogam dardos envenenados em suas mãos frágeis
O ferro, o berro, o sangue...
o homem ainda menino
Vejo você sofrendo...
lutando...
se adaptando.
Roleta russa...
Cada dia uma agonia.
vida perdida, triste e vazia.
Forte você é...
a luz a cortar o escuro da janela...
na vida você está pro que der e vier...
pra tudo o que se esperar dela.
Uma boa nova
Caminho pela noite fresca sob os reflexos de luz na calçada, nas paredes, nas árvores: figuras modeladas pela minha crença. O que serão essas ilusões? Que verdade guardam? Por que me projeto sobre a realidade e a modelo com as minhas mãos? Por que a necessidade de crer quando a liberdade está roçando as solas dos meus pés?
Os seres nulos
Caminho pela rua velha e escura, como de costume, mas, esta noite é diferente. Posso perceber a vida, os seres em toda a parte. Sob os meus pés, as lajes de pedra, acima de mim, os prédios se elevando no céu cinzento. As árvores se estendendo para me proteger, os postes, segurando a calçada, os homens a gritar no breu, sem nada, sem rumo. Quem me dera eu fosse antes alguém que pudesse ordenar a vida que se esvai, se eu vivesse a redimir o quanto se chorou por não haver consciência daqueles que ninguém nunca deu valor.
Fria noite
Caminho pela rua à noite. A luz mortiça se refletindo nas lajes. Ó meu querido papel que aceita tão docemente a minha mágoa, o que não encontramos na noite, lar do sonho e da imaginação? Enquanto abro caminho na névoa, os espectros tomam forma, passam por mim protegidos pela escuridão. O escuro contém algo que eu perdi, que não me deixa encontrar. Foi a luz do dia, a clareza e a certeza da compreensão. A certeza da morte ao final. O breu do meu sonho cria vagos lampejos de nebulosidades. Durmo e vivo num mundo em que não há memória, que não tem passado nem futuro, ele existe sem termos consciência. Não quero, não posso voltar, a noite me seduziu e me tomou como posse. Só quero imaginar e isso acontecerá.
Prisão
No caminho para casa, as lajes do chão sobem para sustentar os meus pés, conforme a minha crença e o meu desejo. Eu quero chegar logo e não presto a atenção em nada que possa aumentar o tempo que me leva ao destino. Uma moto passa raspando por mim, é algo que inventei para apimentar a noite. Não há medo, os meus passos são suaves, eu nem os noto. Aqui em casa se juntou o desejo do conforto com a certeza tola de ter atingido o objetivo. A magia do mundo termina quando eu tenho medo. O medo me faz pobre, velho e mesquinho.
Pedras
As pedras nunca perguntam nosso nome.
Elas apenas estão espalhadas no caminho, acumuladas nos bolsos invisíveis da vida, empilhadas no peito quando o dia pesa demais.
Há pedras que tropeçam a gente. Pequenas, traiçoeiras, quase invisíveis. São as palavras mal ditas, os olhares que ferem sem tocar, as ausências que chegam antes da despedida. Outras são enormes, do tamanho de um não definitivo, de um sonho interrompido, de uma porta fechada por dentro.
Aprendi cedo que pedra não escolhe quem encontra. Rico ou pobre, descalço ou de sapato caro, todo mundo tropeça. A diferença está no que se faz depois da queda.
Tem gente que senta na pedra e faz dela morada. Constrói casa de lamento, coloca cortina de desculpa, serve café de amargura. Vive ali, endurecendo junto, confundindo peso com destino.
Mas há quem recolha a pedra com cuidado. Observe seus cantos, sinta sua aspereza, reconheça o machucado que causou e sigui. Algumas viram degraus. Outras, fundação. Algumas, quando lançadas longe, ainda fazem barulho ao cair, como se protestassem contra a própria inutilidade.
As pedras também guardam memória. Sabem onde a gente caiu, onde sangrou, onde quase desistiu. Por isso doem tanto quando reaparecem no mesmo trecho do caminho. Elas lembram: você já esteve aqui.
E mesmo assim, seguimos. Com os pés calejados, com a alma aprendendo a pisar melhor. Porque, no fim, o caminho não é feito só de chão liso. É feito de pedras que nos ensinaram equilíbrio, força e escolha.
Talvez a vida seja isso:
não a ausência de pedras,
mas a arte de decidir
quais carregamos,
quais usamos para subir
e quais deixamos onde estão
para que não sejamos nós
a endurecer primeiro.
*O PAPEL DE CADA UM*
Provérbios 22:6: "Ensina a criança no caminho em que deve andar..."
Ensina quem? Os pais.
Mas hoje o que eu vejo é pai terceirizando a criação.
Manda pra escola e fala "se vira".
Aí o filho chega sem limite, sem "bom dia", sem noção.
Dá trabalho, desrespeita, desafia.
E o professor que aguente.
Professor não é pai.
Não pariu, não criou.
Professor é mestre.
Tá ali pra repartir saber, não pra corrigir falta de base.
Se a criança não respeita os pais dentro de casa, não vai respeitar o professor na sala.
A conta é simples.
Cada um no seu quadrado: pai educa, escola ensina.
_Van Escher
Coma a vontade seja fiel ao seu caminho.
Sua fé é seu credo moral...
Alienação da existência sempre endeusar seres animados.
E esses seres animados dera vida ao ser iluminação e fanático.
Sera voz da razão ate suas convicções sejam quebradas numa permuta de escolhas e sempre razão sera obstáculo para verdade que resiste em viver.
sonhos dos nossos futuro.
num caminho de luz ate escuridão.
Andamos ate que pousamos o primeiro passo no desconhecido..
E aonde caminhamos pelo astros da imensidão, somos luzes no breo da ignorância.
buscamos perguntas e respostas diante do desconhecido.
A guerra nos atraza em aapiral de um abismo de destruição.
E abnegação destes fatos so demonstra a fragilidade para o qual devemos ter responsabilidade e dignidade de compreender a derradeira verdade.
A vida floresce e morre. ..
Nos instante da existência somos sonhos do criador...
A engrenagem mental e seus nutrientes...
Seus dentes de aço são o caminho de ilusão e a ironia trás respostas e perguntas.
Outras engrenagens surgem para ter uma ligação carmica para o qual caminhos são criados.
Para o sincronismo cultural no qual a virtude das massas se desenvolve.
E eixo primeiro tem conhecimento que é um pássaro nas ruínas da sociedade.
E a compreensão inata é apenas um Retentor intelectual que vaza suas experiências e conceitos para uma esfera politizada.
Virtude de um caminho para as estrelas,
num ser fulgurante de atos sonsos e divergentes.
Nos espelhos quânticos, os ecos atrozes de linhas temporais distintas
ressoam no espaço e no tempo da continuidade...
Fecham-se os olhos na solitude dos astros.
Nas páginas de um diário reflexivo,
seres pujantes se exploram no limiar das almas aniquiladas."
— Celso Roberto Nadilo
Somos as entranhas da terra os ventos do apogeu...
No apocalíptico o caminho é caótico do pó para o pó...
Nossas consciências estrangeira o que falamos nos dias de hoje é o globalização e polarização de um sistema orgânico e digital...
Nas diretrizes da alma somos fruto do desconhecido...
Para o mundo somos alienígenas.
Caminho como um observador político pelas fronteiras e frequências da adversidade. O clero político, valendo-se de eufemismos, transgrede a Constituição e abre barreiras para o avanço de deepfakes e fake news. Criam-se redes de falsos aliados para monetizar perfis e viralizá-los com vieses que entorpecem a mente, gerando um efeito devastador. É o arco vicioso dos comerciais e de suas mensagens fixas, onde aplicativos — que deveriam ser ferramentas para facilitar o acesso à informação — tornam-se vetores para correntes de sombras. A inovação cobra o seu custo na alienação, alimentada por sites de falsas interpretações, falsas análises e construções fraudulentas. Um exemplo disso são os relatórios de falsos avistamentos alienígenas, fabricados apenas para o ganho de visibilidade.
Tudo faz parte de um plano maior. Enquanto a febre do futebol mundial consome os olhares, a sociedade foca sua atenção no movimento da pedra caindo no rio: todos olham e aplaudem a distração. Sob esse ritmo, a corrupção descarada opera aos olhos de todos, e o culpado continua candidato a presidente. Toda a narrativa real foi deslocada.
Agora, o debate gira em torno de vacinas que falharam e de vidas que se foram. A dengue persiste; o DNA do mosquito transmissor foi modificado pela ciência para impedir a procriação, mas a natureza seguiu rumos diferentes. O fato de pessoas morrerem e de a ciência enfrentar percalços é imediatamente sequestrado, transformando-se em mais um viés para alimentar o negacionismo. Enquanto o positivismo e a geopolítica introspectiva da ciência caminham a passos lentos, a fábrica de informações e alienação trabalha a pleno vapor.
O polimorfismo da política torna-se abrangente na repressão ao mais pobre, resultando na degradação da sociedade e em passos retroativos na história. Reformas trabalhistas fraudulentas e o engajamento político corrompido tornaram-se fragmentos de uma máquina de extorsão pública, transformando o cenário político em um caos.
O perigo se estende às novas crônicas temporais: o ambiente declina sob o peso de um novo El Niño, trazendo enchentes, frio extremo e calor recorde. A falta de água pela escassez de chuvas dita a resenha dos apagões de energia. E quais são as preocupações do povo? Qual será o próximo jogo do Brasil? Quais jogadores vão a campo? Preocupam-se em enfeitar a rua e comprar bebidas.
Em meio a tantos momentos insanos, a filosofia tem o foco de criticar, olhar para o todo e compreender o que acontece ao redor. Uma vez que se compreende a filosofia e a sociologia, aprende-se que o mundo não gira: ele capota. Ninguém espera que as coisas aconteçam por nada; há sempre uma causalidade operando nas frequências do tempo.
O Manifesto do Cubismo Multiversal
O caminho da simplicidade foi abandonado pelo destino porque devorou minhas escolhas em ironias. Dos complexos, surge a complexidade inigualável e inata: a fogueira alucinada das teorias permanece oculta até que a soma e a equivalência de duas proporções infinitas revelem o paradoxo inicial da realidade. O sentido de observar amplamente a linha espacial determina a própria evolução existencial.
O espaço segue em linha dentro de um mega-cubo com a variante \pi^2, sobreposto ao vermelho — a base tomada pela imensidão da luz sobre o espaço criado. Imagens se configuram porque o cubo figurativo se dilui dentro de um buraco branco. Nessa visão limitada do Hermetismo, encontramos o cubismo multiversal.
Nas sensações massivas, os padrões conceituais se repetem, realinhando o espectro visual fractal. A ausência de sentimentos invade os sistemas, exigindo que novos protocolos sejam reescritos — pois as linguagens verbais ainda percorrem um caminho bidimensional. Mesmo que persistamos nas virtudes tridimensionais, a abordagem falhará. A lei de Newton não deve ser vista como mera análise ou soma de fatos, mas sim como um quadro multidimensional sob camadas de códigos e imagens configuradas para dar compreensão ao ser humano. Afinal, até o mais simples carrega um caminho complexo, repleto de paradigmas e paradoxos que só agora começamos a entender.
Nas metáforas da massa crítica, ouvimos e vemos as distorções da singularidade. Olhamos para as formas em uma percepção sensorial profunda que nos engana — pareidolias mentais fantásticas operando em uma vasta função de dados, onde as cores ainda habitam um estado primitivo.
Por Celso Roberto Nadilo
Solidão e Resistência
Desde que nasci, caminho com a solidão ao meu lado.
Vaguei por estradas em busca daquilo que nunca tive,
sofri em silêncio,
guardando dores que ninguém viu.
Aprendi da forma mais dura
a nunca pedir ajuda.
Para mim, ajuda era sinônimo de fraqueza.
Tentei melhorar,
lutei,
permiti a mim mesmo mudar.
Mas não floresci na primeira tentativa.
Quando falei, me decepcionei.
Ainda assim,
de cada queda eu me levantei.
E entre todas as lições que a vida me deu,
aprendi que o amor que realmente permanece,
o amor que vale a pena cultivar,
é o amor-próprio.
Caminho por um lugar escuro.
Nada existe à minha esquerda, nem à minha direita e voltar atrás seria me perder.
Eu amo, eu choro, sei sorrir, sei sofrer, sei cair...
Mas cada sentimento eu vivo apenas uma vez.
Não retorno aos mesmos lugares sombrios por onde já passei, pois sei que me perderia.
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