Textos de Caminho
É fase
Que seja o vento,
se for pra tocar,
mas que toque como
quem aprende o caminho da pele,
manso e inevitável,
feito segredo que só o coração entende.
Se for pra esperar,
que seja como a lua,
inteira mesmo quando
parece metade,
brilhando paciente sobre
telhados de silêncio,
sabendo que toda ausência
também é fase.
Se for pra amar,
que seja como rio em deságue,
sem medo das curvas,
sem medo do mar,
levando nas águas
o excesso
dos sonhos
e devolvendo ao mundo
a coragem de ficar.
E se for pra viver,
que seja como chama,
dessas que dançam
mesmo sob tempestade,
iluminando o escuro com riso aceso —eterna centelha de felicidade.
Entre meus erros e meus acertos,
caminho como quem aprende a andar na própria sombra.
Cada passo guarda uma história silenciosa, onde o passado sussurra lições que o coração ainda tenta entender.
Minhas atitudes carregam consequências, como pedras lançadas no lago do tempo.
As ondas se espalham além do que vejo, lembrando que toda escolha ecoa mais longe do que imagino.
Entre confiança e desconfiança,
o coração constrói e derruba pontes.
Às vezes a decepção me deixa em silêncio, caminhando sozinho pelas ruas da própria alma.
E nos pensamentos
sem posicionamento,
aprendo que o silêncio
também decide caminhos.
Porque até na solidão nasce um espelho, onde descubro quem fui…
e quem ainda posso ser. 🌙
Desisti.
Não porque o caminho acabou,
mas porque entendi que às vezes insistir também pode ser uma forma de se perder.
Há batalhas que não se vencem lutando, e sonhos que só florescem quando a gente solta.
Nem todo adeus é fraqueza
— às vezes é apenas sabedoria disfarçada de silêncio.
Desistir também pode ser recomeço.
É quando a alma respira fundo
e escolhe, pela primeira vez,
não carregar o que já não cabe no coração. 🌙✨
Um dia fomos loucura
Diante de todos
No caminho da devoção
A sanidade era só um lampejo
Suficiente para desviar nossa vontade
Um dia já fui desejo
Te ouriçava o corpo
Eriçava teus pelos
Borbulhava tuas fontes
Extraía teu perfume
Hoje sou distância
A negação de um momento
O sonho esquecido
Uma página dobrada,
Que um dia não sabes se vais ler
Hoje te vejo à distância
Ainda estou ao teu alcance?
Tu permaneces vontade
Eu permaneço desejo
Para onde vai? É a direção certa? Faz sentido seguir? Quais os motivos?
O caminho é seguro, porém difícil.
Siga o oriente: lá você chegará a algum lugar.
Tenha fé. Mesmo que suas forças falhem, nós estaremos lá.
Siga a Estrela, a Família!
Não esqueça do conhecimento — ele é sua vida.
Lembre-se do Criador.
Oriente-se!
Rosinei Nascimento Alves
Ótimo dia!
Deus abençoe sempre 🙏🏾
Tenhamos fé!
Espiritualidade, assim como a falta dela, é um caminho extremamente individual. Cada pessoa tem o seu, e não adianta tentar se encaixar onde não é compatível com a sua energia. Porém, se o livro no qual a maioria das pessoas se baseiasse fosse a bíblia satânica, só pelas onze leis, estaríamos em um mundo muito melhor, mais justo e menos adoecido do que o que estamos hoje.
Dizem que satanistas são malignos, mas ao comparar o livro do LaVey, que apesar de não ser nem mesmo teísta, mas sim filosófico, com qualquer um dos livros "sagrados" das religiões abraâmicas, fica muito nítido onde se encontra, de fato, a maldade, assim como onde há liberdade, justiça e valores que poderiam nos salvar de nós mesmos enquanto seres humanos, inclusive melhorando absurdamente a saúde mental coletiva, ao nos aceitar em nossa própria natureza.
Por mais Satan, e menos Iavé. Por mais rebeldia, e menos obediência cega. Por mais questionamento, e menos verdades absolutas. Por mais consciência, e menos julgamento. Por mais conhecimento, e menos ignorância. Por mais autoconhecimento, e menos negação de si mesmo. Por mais prazer, vida, felicidade, e menos sofrimento. Por mais aprendizado, e menos culpa. Por mais liberdade, e menos auto aprisionamento. Por mais justiça, e menos atrocidades "divinas" de um "deus" louco.
- Marcela Lobato
Caminho entre as flores buscando uma direção. Buscando achar onde se cruzam os caminhos para o nosso encontro. Será que sonhos podem se realizar? Para onde vão aqueles que se perdem na vastidão do universo, sem nunca deixar de ferir? Como me redimir dos meus erros e viver o que mais quero? Como explicar a importância do que não se descreve?
- Marcela Lobato
A vida apresenta encruzilhadas. Em dias de chuva, não se sabe qual caminho seguir. Talvez o mais seguro fosse o melhor. Acabar com toda a angústia, a dor, a inevitabilidade da vida.
Quem sabe, o amanhã incerto seja como o vento dos dias mais frios, nos levando e arrastando contra a maré. Talvez me afogue nesse mar, buscando me salvar. Talvez deva apenas me afogar.
- Marcela Lobato
Mergulho
Algumas palavras intentam e no caminho esmaecem, mas saltam dos dedos sem preencher, a alma e os seus desencontros, desencantos, que ousa voar e salteando o impensado, traça alguns pousos, e hesita.
Um calar sentido, também cura, o silêncio, esse aliado fiel, que sem profundidade enche-se de fantasias que não preenche um vazio. É necessário seguir sem nada indagar ao indiferente tempo, e com ele à revelia… Seguir.
Assim acalentando sonhos que não desapontam… dar ênfase às decepções, ou compreender? Não importa a trajetória, mas mergulhar sem interpretações… Fugir, e fugir do seu poço profundo, busca a simplicidade que acalma, emergir.
Tem caminho de terra batida e tem caminho de mar aberto.
Tem gente que é céu, e tem gente que é tempestade.
Tem amor que planta e tem medo que arranca.
Vi quem estende a mão na dor do outro.
Vi quem desvia o olhar pra não carregar peso que não é seu.
Vi boca que abençoa o dia alheio logo cedo.
Vi boca que tranca bom dia como se custasse ouro.
Vi bondade sem plateia. Vi maldade de terno e gravata.
A vida é isso: gente se cruzando na pressa, escolhendo o que deixa.
Eu escolhi te olhar nos olhos enquanto deu.
Escolhi te desejar estrada leve, mesmo que a minha dobre pra outro lado.
Não vou acenar. Não vou explicar.
Tem despedida que não pede licença, só acontece.
É quando o passo muda de rumo e ninguém nota,
porque o coração já avisou antes da boca.
Se um dia você sentir um vento diferente,
um silêncio bom no meio do barulho,
sabe que sou eu, seguindo.
E te querendo bem, mesmo de longe.
O mundo gira. A gente vai junto, cada um no seu giro.
O talento, sozinho, não sustenta o caminho. Ele pode até abrir a porta, chamar atenção no início, criar a ilusão de facilidade. Mas não é ele que constrói a profundidade.
O que realmente transforma é o retorno constante ao processo, a disposição de repetir, ajustar e refazer quantas vezes forem necessárias.
Existe um tipo de evolução que não faz barulho. Ela acontece na prática diária, no cuidado com os detalhes, na insistência quando ainda não há resultado visível.
Com o tempo, o esforço deixa de parecer esforço. A habilidade amadurece, o gesto ganha precisão, e aquilo que era apenas potencial se torna domínio.
Não é sobre começar bem. É sobre continuar.
Neste plano terreno, ninguém cruza nosso caminho por mero acaso.
Somos, ao mesmo tempo, aprendizes e mestres em uma escola sem paredes.
O outro é sempre um espelho ou uma lição, com uns, aprendemos a ser , com outros, aprendemos o que jamais nos tornaríamos.
Nossas digitais se misturam nas vidas que tocamos, e levamos um pouco do que os outros nos entregam
seja o perfume das boas ações ou a cicatriz dos aprendizados amargos.
Ei Nada é estático, nada é em vão. Evoluir é entender que cada conexão, por mais breve ou intensa que seja, é um fio essencial na tapeçaria do nosso destino. 😪
Necessário...
Evans Araújo
Há um caminho no meio do buraco,
há um buraco no meio do caminho.
Será que o caminho virou o buraco,
ou o buraco já se tornou o caminho?
Essa cratera nada mais é que o descaminho, o retrato da nossa omissão cotidiana, que vai se normalizando. Se perpetuando.
Enquanto alguns seguem contornando, fingindo não ver.
Cuidado para
não cair no buraco.
Cuidado para não se perder.
Não é à toa que, quando o erro vira rotina, a queda deixa de assustar.
Condeúba precisa despertar,
para o começo de uma nova consciência,
ou esse abismo vai soterrar até a nossa dignidade.
Esse buraco vai acabar é engolindo a cidade.
E quando não houver mais escombro,
nem saída pra manter a evasão,
vamos entender, finalmente, que esse buraco nunca foi só no chão.
POESIA:
AMOR QUE UNE O INFINITO E O PEQUENO
Deus nunca abandona você, e o caminho mais seguro é se aproximar dEle a cada dia, ficar bem juntinho para estar protegido e compreender a perfeita, e agradável vontade de Deus.
O fabricante do relógio não vive no objeto que criou, quem faz o calçado não pode habitar o sapato que produziu.
Todos os que fazem coisas pequenas têm suas obras limitadas, cabe na palma da mão, sem espaço para a presença do autor.
Mas o Deus vivo e verdadeiro é diferente:
Ele segura a Terra e todos os astros na palma da Sua mão e, ao mesmo tempo, consegue fazer morada no seu coração, quando você abre a porta para recebê-Lo.
Seu amor por você não tem medida, não tem restrições nem fim.
Ele te escolhe, te cuida e te chama de filho — e essa verdade é suficiente para transformar qualquer momento,
mesmo os dias mais difíceis e sombrios.
Esse amor é inteiro, pleno e abundante, como um céu que se abre para iluminar a sua vida, um sentimento que não se conta nem se calcula, apenas se sente e se vive com toda a alma.
O mesmo Deus que equilibra os planetas no universo. Também cuida do seu coração com ternura e sabedoria.
Você é joia rara, amado por inteiro, exatamente como é, sem precisar mudar nada para ser digno desse amor.
Harley Kernner
Arquitetura de Poesias e Crônicas
Escritor Particular
A CASA DO CAMINHO E O NASCIMENTO DA PRIMEIRA IGREJA EM JERUSALÉM.
Entre os anos 34 e 35 da era cristã, logo após a ascensão de Jesus Cristo aos planos superiores, delineia-se um dos momentos mais decisivos da história espiritual da humanidade. Não se trata apenas de um episódio histórico, mas de uma transição ontológica profunda, na qual o ensino direto do Mestre cede lugar à responsabilidade viva dos discípulos. Nesse intervalo singular, emerge a chamada Casa do Caminho, núcleo inaugural da primeira igreja em Jerusalém, constituindo-se como expressão concreta e operante da Boa Nova.
Os quarenta dias posteriores à crucificação possuem densidade espiritual ímpar. Nesse período, o Cristo ressurgido não apenas consola os corações aflitos, mas realiza uma obra de reorganização psíquica e moral em seus seguidores. Suas manifestações assumem caráter pedagógico, fortalecendo a fé, dissipando o temor e preparando os discípulos para a autonomia espiritual. Sem essa intervenção metódica, o movimento nascente sucumbiria à dispersão, diante das pressões religiosas e políticas do contexto. Há, portanto, um cuidado estratégico e providencial na forma como o Cristo conduz a transição de sua presença física para a atuação invisível.
Após a despedida no Monte das Oliveiras, conforme descrito em Atos 1:11, os discípulos retornam a Jerusalém e se reúnem no cenáculo, tradicionalmente associado à última ceia. Ali se encontram Simão Pedro, João, Tiago, além de Maria e outros membros do círculo íntimo do Mestre. Esse agrupamento constitui o embrião de uma comunidade espiritual organizada, sustentada por vínculos de fé e compromisso moral.
É nesse ambiente que se configura a primeira manifestação da Casa do Caminho. Sob a coordenação inicial de Pedro, o grupo estabelece encontros regulares marcados por oração, cânticos, leitura das Escrituras e rememoração sistemática dos ensinamentos do Cristo. Surge, então, a fraternidade conhecida como “os do caminho”, expressão anterior à designação “cristãos”, adotada posteriormente em Antioquia.
A Casa do Caminho não se restringia a um espaço físico. Era uma instituição dinâmica, integral e profundamente funcional. Operava como escola espiritual, posto de socorro, abrigo, oficina e núcleo de culto. Ali se exercia a caridade concreta, com partilha de alimentos, vestimentas e cuidados aos enfermos, além da manifestação de dons espirituais. Essas ações, porém, não eram fins isolados, mas instrumentos pedagógicos para a transformação moral. O auxílio material tornava-se via de acesso ao despertar da consciência.
Tal metodologia revela compreensão avançada da psicologia humana. O socorro imediato criava abertura para a assimilação dos valores espirituais. A caridade não era apenas virtude, mas método de elevação gradual do ser.
À medida que a reputação da Casa do Caminho se expandia, crescia o número de adeptos. O ambiente moralmente elevado atraía tanto necessitados quanto buscadores de sentido existencial. Consolida-se, assim, a primeira igreja de Jerusalém, não como instituição dogmática, mas como organismo vivo de fraternidade.
Essa realidade é descrita na obra Paulo e Estêvão, onde se observa o intenso movimento de assistência e a organização progressiva da comunidade cristã primitiva.
No que se refere à liderança, embora Pedro exercesse a coordenação prática, registros indicam Tiago, o Justo como dirigente formal da igreja em Jerusalém, conforme relatos preservados na História Eclesiástica. A liderança apresentava caráter colegiado, sendo Pedro, Tiago e João reconhecidos como “colunas” da comunidade, segundo Gálatas 2:9.
Outro marco decisivo é o Pentecostes, descrito em Atos 2, interpretado sob a ótica espiritual como manifestação mediúnica coletiva, evidenciando a continuidade da orientação do Cristo por vias invisíveis.
A Casa do Caminho, portanto, não foi apenas o primeiro templo cristão, mas o paradigma da vivência evangélica autêntica. Sua essência residia na integração entre fé, trabalho e caridade, sem formalismos excessivos, mas com profunda substância moral.
Ao revisitarmos esse período, compreendemos que o Cristianismo nasceu como experiência vivida de fraternidade. Antes de qualquer formulação teológica, havia a prática concreta do amor.
E é nesse retorno às origens que surge uma exigência silenciosa e inevitável. Não basta a identificação nominal com o Cristo. Torna-se necessário reconstruir, no íntimo e nas ações, a mesma Casa do Caminho, pois somente aquele que transforma a caridade em prática constante e o Evangelho em conduta efetiva torna-se legítimo continuador da obra iniciada em Jerusalém.
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A gente pisa nesse chão como se fosse só mais um caminho, sem pensar no que ele realmente guarda. Cada passo é leve agora, quase sem importância, como se o tempo nunca fosse cobrar nada. Mas no fim, é esse mesmo chão que vai estar acima de nós, cobrindo tudo que fomos, tudo que sentimos. E o que antes era movimento, voz e presença…vai virar silêncio e peso.
DeBrunoParaCarla
Parei um pouco para olhar o caminho que percorri e percebi que a maior riqueza não está no destino final, mas em quem segura a nossa mão durante o trajeto. No fim das contas, a gente só quer alguém que entenda nossa bagunça e que escolha ficar, mesmo sabendo que não somos perfeitos.
E saber que você está ali, mesmo que não esteja perto.
DeBrunoParaCarla
Sentindo o sabor de um sonho desperto, vou caminhando por um caminho de belas flores, uma passagem de folhas bem verdes e numerosas, movimentadas gentilmente pelos ventos, algumas partes com sombra e outras iluminadas pelos raios de sol na profundidade de um simples momento, tão marcante e de muito valor
Que mexeu um pouco com o interior do meu imaginário e, agora, estás linda nos meus pensamentos, sorridente e fazendo eu ri de volta, enquanto faço estes versos e a minha inspiração vai ganhando vida com cores e formas, expressadas através das palavras e dos meus sentimentos, uma poesia provida de alma e de deslumbramento
E acompanhando o direcionamento indicado pela minha imaginação, chego a imaginar que aquele lugar florido fazia referência ao fulgor emocionante do teu coração, um lindo jardim que me serve de motivação a fazer por merecer para que o teu amor possa florescer por mim, mesmo diante da incerteza se isso vai ou não acontecer, esta poesia pôde florir.
A sua sedução talvez seja um caminho sem volta, uma composição emocionante de formas delicadas, uma personalidade excêntrica, uma bela liberdade farta, insaciável, sendo ousada, doce e intensa, existe um fogo inegável na sua alma e um chama forte no seu corpo, proveniente da sua essência, onde a paixão se espalha.
Sua clara ousadia provocam sentimentos calorosos e os seus instintos e os daqueles que a observam atentamente são intensificados, o início de um grande êxtase através dos olhos, incentivando o imaginário, momentos de entusiasmo, bastante diferente de outros, uma sensação para cada avanço, todos prazerosos
Ela não permite uma aproximação tão facilmente, mas não tem controle sobre os pensamentos audaciosos, o desejo de estar na sua companhia pessoalmente e desfrutar da euforia entre a troca de olhares, o diálogo de palavras e o contato de pele, sem pular nenhuma etapa, juntos numa noite veemente e nas horas que não passam.
Toda pessoa que cruza nosso caminho carrega um propósito
Ninguém entra na nossa vida por acaso. Algumas chegam para nos amar, nos acolher, mostrar o que é cuidado de verdade. Outras vêm para nos ensinar a nos amar, mesmo que a lição doa.
A diferença está nos olhos de quem vê. Se mudamos a lente, percebemos: não existem pessoas ruins ou decepções. Existem professores disfarçados. Cada encontro, cada despedida, é degrau.
No fim, tudo é crescimento. E crescer dói, mas é o que nos faz maiores.
