Textos de Amor Próprio
Um pai imprestável é igual ou até pior que um c0rn0: o último a saber dos feitos dos próprios filhos.
Há ausências que gritam mais alto do que qualquer traição.
O pai imprestável não é apenas o que erra — é o que se ausenta do palco onde a vida do filho acontece.
Enquanto aprende tarde demais, não porque foi enganado, mas, porque nunca quis olhar.
Ser o último a saber não é azar, é consequência.
Não da falta de informação, mas da falta de presença.
Porque quem caminha junto percebe os passos antes do tombo, os sonhos antes da fuga, os feitos antes do aplauso alheio.
A ignorância, nesse caso, não é inocência: é abandono disfarçado.
E o preço disso não se paga em humilhação pública, mas em vínculos que não se formaram — e em histórias que o tempo já contou sem ele.
“Quando perdemos o controle sobre o próprio ritmo, deixamos de ser os organizadores da nossa experiência e passamos a operar dentro de um fluxo que não definimos. Continuamos ativos, mas essa atividade já não é necessariamente orientada por uma intenção própria. Respondemos, consumimos, alternamos estímulos, mas raramente paramos o suficiente para perguntar o que, de fato, estamos fazendo.”
-Trecho do livro Ser Humano: uma escolha na era da tecnologia
Difícil entender, mas as vezes, me sinto "encolher" dentro do próprio corpo, como nos dias em que sentindo solidão, procurava abraçar-me por inteiro, debruçada sobre os joelhos, em um canto qualquer...
E é assim que sinto agora; Num canto, encolhida, e debruçada sobre os joelhos.
Não há nada de NOVO nisso, já me vi assim tantas vezes... Dizem que com o tempo, a gente se acostuma com tudo.
A loucura anda entre nós.
Espalha o que lhe é próprio. Trai, mente, fere, calunia.
A loucura não conhece a correção.
Antes ignora, indolor, as consequências de seus atos.
Vive de traição. Aparenta indignação.
Amamenta-se na impunidade que a carrega no colo.
Os que assistem silentes aos seus atos assombram-se, contudo não o suficiente para compreender a necessária justiça, a necessária reparação.
Antes justificam seus motivos... Tão dela, tão seus.
E a alimentam. E a fortalecem.
Num outro olhar, o fiz também!
Pobre loucura! Mas pelo menos ela os faz rir...
Sim... Ela os faz rir!!
Hora de partir... partir.
Simplesmente se desfazer do máximo de coisas e ir.
O próprio caminho seguir,
o caminho certo... incerto por um momento, mas é o certo.
O caminho certo, o certo a fazer e o que é certo ver acontecer.
Mochila levinha,
coração limpinho,
pensamentos levinhos...
mais fácil seguir esse novo caminho.
Desfaça-se de tudo o que incomoda,
deixe pra trás,
olhe pra frente...siga em frente.
Lá na frente você vai olhar pra trás (aí pode),
vai perceber que o que era incerto era o certo:
seu ex-amor não queria mais você por perto.
Às vezes é preciso ficar no mais absoluto silêncio.
Diminuir a barulheira.
Ouvir o próprio coração...
tum-tum, tum-tum, tum-tum...
Silêncio absoluto...
tum-tum, tum-tum, tum-tum...
Ouviu seu coração?
Ele sempre tem razão?
É bom ficar em silêncio...
silenciar...
pelo sim, pelo não...
Não faça justiça com o próprio mouse! Afinal, "os fins não justificam os e-mails, ou os posts".
Diga o que pensa, mas 1º pense em respeitar!
Cuidado com o "abuso de direito", ou seja, ir além do limite ético previsto na lei em vigor no Brasil, conforme o artigo 187 Código Civil.
A liberdade de expressão deve ser exercida com responsabilidade. Podemos dizer o que pensamos, mas respondemos pelo que dissemos.
Retorno
Sinto-me isolado dentro do meu próprio mundo
Acho que criei uma falsa ilusão de que não precisava de mais ninguém
Eu que lutei muito contra a soberba, hoje estou aqui, lutando contra a minha própria
Esta na hora de repensar, de reformular idéias, de rever conceitos e de descer do falso pedestal no qual estou
Antes de meu castelo ruir...
Como voltar atrás?
Tenho que ser forte e esquecer o orgulho que adquiri com o tempo, com as posições
Tenho que correr para o lado contrário e entender que a vida é simplesmente vida
Não temos que ter tudo, temos que ser tudo.
Realidade.
O que é realidade? Posso conceituar como a vida de cada um em relação a si próprio ou relacionada com o meio em que se vive vista sem máscaras.
Mas porque sem máscaras? Pode-se dizer que a vida com máscaras não passa de uma peça de teatro. Se tirarmos as máscaras, e, quando digo isso digo para tirarmos as máscaras com que olhamos pra nós mesmos, digo de olharmos para nós mesmos não superficialmente, mas sim encararmos nossos abismos interiores, assumir o que realmente somos, e, se formos algo que não nos satisfaz, enfrentar cada aspecto que incomoda e mudar, evoluir.
Tiradas nossas máscaras internas, reconhecidos nossos pontos fracos, talvez possamos ver a realidade externa como realidade. O "talvez" existe pois muitas situações ou pessoas também são mascaradas, por elas mesmas, por nós ou mesmo pela sociedade, que, cria um modo ideal de ver as coisas. Somos criados e educados para ver as coisas como evem ser e não como elas são.
A nós cabe então tirarmos as nossas máscaras, tanto a que nos mascara para nós mesmos, quanto a que mascaramos o mundo a nossa volta, e, tentar, através do SENTIR, enxergar a REALIDADE que há por trás das máscaras alheias.
Este processo não é fácil mas certamente é parte integrante da evolução humana.
O servo de Deus é muito mais que um homem, é a presença do próprio Deus entre nós!
"Não, não devemos ver a imagem humana do Padre, não é essa a função de nossa visão!
É para sentir, desobstruir os olhos, para que por eles passe a luz de Cristo e inunde a nossa alma com a presença de Deus vista na pessoa do Padre."
ESSE É O MOMENTO
Deixar tudo pra depois,
é ser suplente de si próprio,
fazendo agora, já estará atrasado,
pois planejou ontem.
Nunca conseguiremos chegar antes que nosso reflexo,
nunca refletimos de corpo ausente,
manipular sua mente,
é se ver acomodado,
é fazer o que não teve vontade.
Dividir sua vida em partes,
é detalhar-se, fatiar suas obrigações,
excluir o óbvio e depois tentar restaurar.
Sempre vivemos no passado,
pois o tempo não tem freio,
o presente acabou de passar,
e o futuro nunca chegará.
Nossa inteligência tem que ser usada,
pois é uma ferramenta de trabalho mental.
Faça, já pensando em manutenção,
o desgaste é real para o materialismo,
a matéria é suficiente para todos.
Vivendo o viver, é ser feliz agora,
um sorriso satisfatório,
é agradável principalmente pra quem gosta de você.
Nunca quebre o elo da felicidade,
é como o tempo,
o seu estar pode já ter passado,
ou nunca chegará.
“Não duvido de nada, mas questiono tudo. Tenho o meu próprio padrão de conduta até
encontrar um conjunto de idéias que possa responder a todas as minhas perguntas. Até
agora, eu não encontrei. Apenas respostas que parecem gerar mais perguntas. Eu sou
muito racional. Não consigo apenas acreditar. Preciso de provas, de respostas.”
" Dialogo comigo sobre o significado e o valor de amar a
si próprio, é um enfrentamneto interior que demanda confor
midade, clareza de pensamento, vontade da minha parte de -
querer fazer, de estabelecer e respeitar o sentimento que-
me anima e incita minha capacidade de escolha, de decisão, firmeza e principalmente a sinceridade e veracidade deste-
ato."
O Fim do Mundo
Eis que o homem vira o copo da ganância em si,
come do pão frio que o diabo próprio amassou,
surge sua vontade da morte sem mesmo conhecer a vida,
mata a quem ama e a quem te deu a vida,
a vida que não quis viver, e preferiu morrer,
de tantos pratos servidos do mal,
eis que escolhe o copo da ganância em si,
come do pão frio que o diabo próprio amassou...
Respostas sem perguntas
Mergulho no meu próprio universo
em busca de respostas
São tantas as perguntas que me faço
e no entanto as respostas se embaralham
Me deparo com respostas do que não perguntei
E crio perguntas que não serão respondidas
São objetivos que persigo
sem saber o que significam,
se são imprescindíveis.
É tanta a imaginação que me percorre
que acabo por ficar sem entender
o porque de tanto imaginar.
Uma cultura inculta que me leva ao extremo
de emergir da minha própria inércia
submersa no infinito do meu interior.
Se eu mesma não vir à tona do meu eu,
mais ninguém o fará por mim.
É preciso que eu volte do meu "dentro"
e encontre as respostas que me faço,
antes que me perca em mim mesma.
A liberdade e as possibilidades de quem está sozinho são tentadoras, decidir por si próprio o que fazer é muito bom, noites em baladas regadas a bebida, gente bonita e pegação pode ser legal durante um certo tempo... você sai, se diverte, bebe, dança, joga conversa fora... as vezes precisamos disso mesmo, quando na presença de amigos melhor ainda.
Mas na minha opinião nenhum amor, nenhuma família, nenhum futuro, planos ou sonhos em comum merecem ser trocados por prazeres passageiros e superficiais. Pois chega um momento em que essa vida agitada perde um pouco o deslumbre e você passa a sair e voltar pra casa com o mesmo vazio de antes.
Só que dessa vez sem ninguém pra te entender e te fazer companhia nos momentos difíceis. Pois enquanto somos novos, bonitos e sarados todos querem. Até chegar uma fase em que resta apenas o que você é por dentro e as pessoas que você cultivou durante a vida. Aquelas que não vão deixar de te amar quando você não for mais uma bela moldura.
Feliz quem reconhece que precisa de uma base e sentimentos reais e duradouros, com pessoas pra uma vida ao invés de pessoas pra um momento!
DIGA NÃO AS DROGAS::
Estamos agora nesta existência para sermos os realizadores do nosso próprio destino. A força que podemos contar para realizar nossa missão brota da nossa intuição, do nosso calor interno quando sentimos que merecemos algo. A razão é o grande sabotador do nosso Ser, ela nos embute medos que nos divide, e nos leva a errar por não confiar em nós mesmos, confiar que somos capazes de criar e gerar coisas pela nossa própria natureza divina. A razão nos torna dependentes do Ter, assim como drogas. TER a si mesmo o torna o SER ideal e perfeito.
Próprio Veneno
Tá bom! Tá Bom!
Eu confesso!
Eu injeto veneno nas veias, faço isso em doses homeopáticas.
Parece loucura, non sense, mas o que não estava no gibi é saber que muita gente assim como eu também injeta
Injeto veneno quando sinto raiva, quando guardo mágoa, quando me deixo ofender, quando preciso de aprovação dos outros, quando me incomodo com críticas e acusações gratuitas, injustas de quem muitas vezes nem tem apreço por mim.
Quando acho que tudo é velho, triste, chato e sem cor. Quando decido e faço a escolha de um dia péssimo. Quando as noites são tristes. Quando esqueço de ser grata e quando quero ser apenas mais uma na multidão.
Magister in libris
O escritor é, por definição de sua própria ocupação, do seu próprio fazer, um praticante do magistério. Desempenha essas duas ocupações de maneira tão complementar que é comum observar, em obras literárias, a presença de mestres-personagens. De certa maneira, uma espécie de projeção, em muitos casos. Arnaldo Niskier, por exemplo, é um professor na vocação e um escritor na convicção. Um papel que Gabriela Mistral assumiu, na vida e na arte, com maestria - para usar uma licença poética.
Alguns professores são quase icônicos, na literatura. A professora no magistral conto de Lygia Fagundes Telles, em "Papoulas em feltro negro", por exemplo. Todo o seu caráter e a sua dedicação profissional nos são apresentados pela narradora, perdida nas suas memórias e questionamentos de mocinha insegura. Mas há outra professora, na literatura brasileira, que chama a atenção, principalmente pelo que foi impedida de realizar.
No denso romance "São Bernardo", Graciliano Ramos põe o personagem Paulo Honório a narrar a sua vida em perspectiva. Começou a vida como guia de cego e, à custa de desonestidade e de uma solidão absoluta, torna-se o dono da Fazenda São Bernardo. A obra trata, por vias tortas, de felicidade. Justamente pelo oposto. Paulo Honório é um homem infeliz. A certa altura da vida ele só queria um herdeiro, e acaba escolhendo, para exercer o papel de mãe, a loura professora Madalena. O fazendeiro sombrio imagina poder subjugar Madalena, mas a moça tem os apanágios da profissão: é solidária, humanitária, e caridosa. Ela não concorda com a exploração a que o marido submete os empregados, humilhando-os pela força e pela opressão financeira. Madalena nunca se rendeu à dominação de Paulo Honório, a tal ponto que prefere a morte a colaborar com a posição desumana do marido. Este, no fim da vida, ao lembrar a perda da mulher que amava, mas que não respeitava, diria: "A culpa foi minha, ou antes, a culpa foi desta vida agreste, que me deu uma alma agreste." E isto era o que Madalena, a professora tinha de sobra: alma.
Madalena viveu como professora. E, a despeito de ter sido uma personagem criada em 1934, traz os fundamentos da pedagogia contemporânea. Ensinou pelo exemplo, estudou, buscou, contestou. Superou as vicissitudes pela transcendência simbólica da morte. E deixou legado, mesmo a pessoas que não foram formalmente aprendizes seus. Tanto que, depois de sua morte, os empregados assumem a sua posição revolucionária e vão abandonar Paulo Honório, que enfim enfrenta a decadência, ele que não aprendeu a viver. Não conheceu o prazer de aprender.
Cecília Meirelles, ela também uma professora nos escritos, sintetizou numa frase o pensamento da moderna pedagogia: "Ensinar é acordar a criatura humana dessa espécie de sonambulismo em que tantos se deixam arrastar. Mostrar-lhes a vida em profundidade. Sem pretensão filosófica ou de salvação - mas por uma contemplação poética afetuosa e participante."
E voltamos ao princípio basilar do magistério na literatura. O escritor e o professor trabalham com três premissas: afeto, solidariedade e compreensão. Há muitas formas de desenvolver conhecimento, mas o ato de educar só se dá com afeto, só se completa com amor. A educação se realiza na sala de aula, em casa, na rua, em qualquer lugar onde haja convívio, principalmente quando se consegue fazer a intertextualidade das cenas da vida com as cenas trabalhadas na literatura. Os professores do cotidiano têm desafios enormes. Têm de conhecer a matéria que terão de trabalhar com maestria e inovação. Isto porque o aluno mudou e já não aceita ser a parte passiva da relação ensino-aprendizagem. Os alunos estão mais inquietos e menos concentrados. O desafio, assim, é ser um problematizador, não um facilitador do processo de aprendizagem. Mas, além da nova didática, o professor precisa de outro conhecimento - o conjunto dos sonhos, aspirações, traumas e bloqueios do seu aluno.
O professor disputa com a família desagregada, que não educa e que muitas vezes nem tem essa preocupação. Eis que educar não é fácil; mas é um trabalho que, bem feito, dignifica.
Há premissas indispensáveis que devem ser observadas pelo professor: o aluno não é mau, embora possa ser ou estar disperso ou indisciplinado; o aluno não é uma tabula rasa; o conhecimento é prazeroso. Ele, o professor, é o líder desse processo. Seja nas páginas da literatura, nas ruas ou nas salas de aula deste gigantesco Brasil. Nossa homenagem aos mestres de ontem, de hoje e de sempre. Oxalá o Brasil volte a valorizar seus professores. A geração que virá depois agradece.
(Artigo publicado no Jornal de Letras, edição de novembro de 2007)
Às vezes a vida
prega peças na gente,
não é mesmo?
A minha, tem feito-me sentir
o próprio teatro Municipal.
Com peças sem ensaios
e de longa duração.
Vai da comédia à tragédia
e só não falta, fortes emoções.
Há aplausos e vaias.
E como viver é uma arte,
subo no palco e dele faço parte.
Não quero ficar de fora,
porque viver, é o AGORA!
