Textos de Amor Não Melosos
L’amour
Oh! Minha amada porque está tão distante?
Eu estou nesta profunda agonia...
Não penso na hipótese de nunca mais vê-la!
O seu nome está tatuado no meu corpo.
E espero que os dias passe e essa semana acabe...
De novo, eu quero encontrá-la...
Os meus lábios chamam pelo os seus...
E agora? Como devo fazer?
Eu a imagino aqui. Essa chuva que não passa...
Talvez, eu vá me molhar. Tudo para encontrá-la...
Com a força do vento, a minh ‘alma tornada.
A força da tempestade irá buscá-la... E eu a encontro chorando.
Uma jovem perdida no tempo.
Com o vestido de vertigem. Ela havia perdido o amor.
Perdida estava com o tempo, A chuva era a canção.
Oh! Minha amada que que está tão perto. Por que se mudou?
Quando você se foi, a cidade perdeu o brilho...
Hoje, eu estou aqui... Chorando, como uma criança, pedindo por você.
Está solidão me causará medo... E eu não sei, se vou suportá-la.
Oh! Meu anjo, tão perto entre as flores do jardim.
Porque foi-se embora? E não a entendo mais...
Você ficará ou vem comigo? E eu não sei, qual é uma decisão...
Nessas horas o amor é uma aposta. Em que todos perdem.
E mesmo que fique, é um jogo sem ganhadores.
Eu não vou deixar você tão sozinha...
E eu vou voltar para te buscar...
... E como a chuva que lhe trouxe,
Não vou dividir o nosso amor,
Uma parte ficará comigo,
... E a outra, levará com você.
Titânico Mello
Ai de Mim, Idealizadora!
(Raissa Santos)
Creio em conexão
Vivo de amores e paixões
Não sei suportar o tédio de NÃO amar.
De não buscar.
Mal de nós: idealizadores!
Pecado meu:
Querer com tanta verdade.
Encontrar...
O que?
Talvez nem eu sabia!
Ai de mim!
Descobrir que existem outras formas de respirar.
Imagina só,
Falar e não sair poesia:
Das mais cruas,
Mais duras e cruéis,
Dessas que rasgam o peito
E nenhum curativo é suficiente.
Ai de mim, se ei não tivesse cicatrizes de amores passados.
Dores vivas que não me largam.
Como vivem os não poetas?
Os avisados?
Os ateus?
Como pulsam?
Ai de mim saber!
O que me restaria viver?
Nada!
Só a vida.
E a vida anda meio desvivida pra mim.
Para que eu não morra em vão!
Faço preces ao universo
para que ouça meu coração,
trazendo a mim o que mereço
e mantendo o que me faz bem.
Guiando minha mente aos seus planos,
livrando-me do sofrimento das ausências.
Que meus desejos não tenham mortes súbitas,
como as que anseio aos meus medos.
Rogo!
Ouça as ritmadas sinfonias que ardem em mim,
para que assim eu não me perca em devaneios.
Se seu poder maior me proteger,
não temerei viver.
Não me impedirei de sofrer,
pois irei crer
que você não permitirá
que eu morra em vão.
A Dança da Reciprocidade
E nessa dança, a reciprocidade é a melodia que embala a relação. Não é só dar, nem só receber, mas um fluxo constante de troca.
É a atenção, o carinho, o respeito e a dedicação que se manifestam de ambos os lados, criando um equilíbrio perfeito.
Quando a reciprocidade floresce, cada gesto ganha um significado especial, e o amor se fortalece na certeza de que ambos estão igualmente investidos nessa jornada.
Fagulha.
Uma fagulha,
Cai do teto,
O fogo do silêncio que consome no ócio,
Não apagou,
Na força do pensamento que não compensa a lembrança,
E o sufoco?
É uma pedra na janela,
Quebrou, sem eu lançar,
Mas, quem foi?
Também não pude alcançar,
Logo agora que só sei voar,
Olhar,
Atento,
A dentro,
No lindo concerto intrínseco que ninguém ouviu.
Quando te chamei, ansiava por algo
que me era precioso: o nada.
Não pensava na sua voz, no seu corpo,
o brilho do seu olhar, queria o nada.
Não queria seu amor, sua alegria ou
sua tristeza, seu riso ou seu choro.
Somente o nada.
Não pensava na sua alma ou na minha.
Queria sua presença somente para nada.
Precisava de você apenas por você.
Poderia ser no nada, eu não me importaria.
Naquele momento só tinha um pensamento:
Você. Por quê? Não sei, era para nada.
Não queria minhas desculpas nem ouvir suas desculpas.
Era o seu nome na minha cabeça e mais nada.
Como posso dizer por que te procurava?
Se eu queria você sem motivo
Se não consigo dizer o que era sentido
e qual era o sentido, não consigo dizer
Então cheguei à conclusão que esse nada
em você é mais que tudo e mais que todos.
Me perdoa por não estar bem.
Achei que era forte… mas me perdi nos meus próprios dias difíceis.
Só queria ter feito tudo melhor.
Me afoguei nas preocupações,
e deixei de ser aquele homem que brilha nos teus olhos.
Voltei pra casa de mãos vazias e coração frio,
tentando me aquecer no calor do teu sorriso,
mesmo que fosse só pela tela do celular.
Mas o sol nasce…
e com ele, nasce também a esperança
de um novo dia.
Um dia em que eu consiga esquecer a dor,
e ser só aquele homem
que você um dia sonhou ter ao lado.
Desculpa se sangrei…
Tentei esconder a dor,
mas ela transbordou pelos olhos
e manchou os dias com silêncios.
Sigo devagar…
Às vezes paro,
respiro,
e busco paz em pequenas doses.
Só quero viver o agora…
e se for contigo,
melhor ainda.
Pedaços, Pedaços, Pedaços e mais Pedaços
Eu não quero pedaços grandes para eu me sujar, quero pequenos e doces capazes de eu aguentar.
Prefiro os pedaços pequenos e doces da vida, porque promessas grandes demais quase sempre machucam.
Aprendi a querer pouco e doce, porque o muito sempre vem com dor.
Prometeram o mundo, mas deixaram cicatrizes. hoje, só aceito migalhas que não machucam.
Pedaços grandes demais costumam sufocar; por isso escolhi o que é pequeno, sincero e leve.
Já me perdi em promessas enormes. agora só quero o que cabe no coração sem ferir.
Cansei do exagero que fere. Me contento com o pouco que não me faz sangrar
Cronica “Seu pai não sei ler”
Era fim de tarde quando, na pressa dos dias que a gente já não vive, apenas atravessa, mandei uma mensagem de texto para meu pai pelo WhatsApp. Algo simples, corriqueiro, como quem diz “tô indo”, “compra pão”, “te amo”.
Passaram-se uns minutos. Chegou um áudio. Apertei o play, distraído — e fui parando, devagar, como quem freia diante de algo que nunca deveria ter passado batido. Do outro lado, a voz dele. Firme, mas doce. E, entre pausas que diziam muito, ele soltou a frase que carrego até hoje como cicatriz:
“Filho, fala por áudio, por favor... seu pai não sei ler.”
A frase veio seca, sem rodeios, sem drama. Mas bastou para me desmontar por dentro. Naquele momento, percebi que a ausência das letras tinha um nome, um rosto, e mãos calejadas: meu pai.
Ele, que desde novo trocou cadernos por tijolos. Que largou a infância para vestir o avental do trabalho e o peso de uma casa inteira nas costas. Nunca teve tempo de ser aluno. A escola da vida o esperava com lições duras e sem recreio.
Mesmo sem saber ler, meu pai sempre foi sábio. Sabia interpretar silêncios, somar esperanças, dividir pão e multiplicar amor. Ele escrevia com gestos. E ainda que seus dedos nunca tenham deslizado sobre uma página, eles desenhavam o mundo com dignidade — cada parede erguida, cada telha assentada, era uma frase inteira dizendo: “eu estou aqui”.
Nunca vi meu pai se envergonhar por não saber ler. Mas percebi, nas entrelinhas dos dias, a solidão de quem vive num país onde tudo grita por letras. Placas, receitas, contratos, celulares... O mundo exige leitura. E quem não a tem, acaba empurrado para a margem — como se fosse menos, quando, na verdade, é mais: mais forte, mais lutador, mais humano.
Meu pai é daqueles heróis que não cabem nos livros, porque ele é o livro. Sua vida, cada capítulo, é aula de resistência. Nunca frequentou uma sala de aula, mas me ensinou tudo que importa: respeito, esforço, afeto e verdade.
Hoje, quando falo sobre alfabetização de jovens, adultos e idosos, penso nele. E em tantos outros “seu João”, “dona Maria”, “seu Antônio”, que a sociedade esqueceu. Alfabetizar não é apenas ensinar letras; é devolver a voz a quem só foi ouvido por áudio.
Se um dia eu tiver filhos, e eles me perguntarem quem me ensinou a ler a vida, responderei com orgulho: foi meu pai — mesmo sem saber ler.
Ando infeliz.
Não que seja culpa de alguém.
São os pesos das escolhas.
Os pesos das ações.
Não de alguém — mas minhas.
Cada dia que passa, o peso chega e dói ainda mais nos meus ombros, já machucados nesses anos.
É como ser um fardo pra mim mesma.
É como ser um fardo que ninguém quer carregar.
Só existo eu por mim.
Me sinto presa a uma vida da qual nem lembro quando assinei esse contrato.
Deveria ter pensado mais...
Teria poupado tanta dor e sofrimento.
Não teria lágrimas nos olhos,
Nem sorrisos forçados,
Tentando mentir pra mim mesma que consigo dar mais um passo,
Se eu parar para respirar a cada movimento que dou.
Me vejo no espelho da vida
E, sinceramente, tenho vergonha de mim.
Minha família não me ama como eu precisava.
Meu marido é ignorante.
Só pensa em si e me deixa aos trapos.
O único amor que conheci de verdade é o da minha filha.
Sinto que nasci pra servir meus inimigos — e conviver com eles.
Jesus… até quando?
Até quando tenho que chorar calada?
Até quando vão me invalidar?
Estou a um ponto de acabar com minha vida com minhas próprias mãos…
Nem que seja em palavras, como estou fazendo agora:
Sozinha, na minha própria casa.
Só eu, uma xícara de café amargo
E gritos contidos, enquanto engulo amarguradamente cada gole.
Jesus Cristo já dizia:
"Não pode a árvore boa dar maus frutos."
Quando alguém te ignora, fere, trai ou se afasta sem compaixão diante da primeira adversidade, revela que seu coração continua preso a si, distante do verdadeiro amor que compreende e acolhe.
Mesmo que a dor seja real, escolha sempre o perdão.
Mais uma vez, coloco em palavras sentimentos que não chegarão até você.
O tempo que compartilhamos foi tão breve...em comparação à dor que sinto.
Às vezes, me pego refletindo que preferiria não ter te conhecido.
Na minha angústia, convenço a mim mesma de que só conheci uma ilusão.
Assim, percebo que a verdadeira realidade é que
Minhas fantasias sustentam essa máquina
Da saudade do que não existe
Da saudade do que nunca aconteceu.
Essas emoções se acumulam e pesam sobre meu peito
Tão pesadas como o silêncio entre nós.
03/07/2025
CONTRADIÇÃO (soneto)
Se eu peço a este soneto que compaixão
Não seja opoente ao coração enamorado
Tão pouco o fado rebelde e despreciado
Se versar com afeto traz branda sensação
De onde vem tão truculenta inspiração
Duns versos que se mostram obrigado
A causar no contrário, tão desesperado
Na ilusão, e feito a modo de divagação
Minha poesia inquieta e falante chora
Num prosar que está a cantar e, assim,
Tão encharcado de suspiro, vêm fora
Aparenta então que na rima sofrente
Minha poesia vive a chorar por mim
Só para ver a insatisfação contente.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
03 julho 2025, 18’58” – Araguari, MG
"Você Ainda Está Aí?"
Eu te vejo…
mas não te enxergo.
Seu rosto é o mesmo,
mas o olhar —
não sei,
parece feito de ausências.
Você fala,
mas a voz vem de longe,
como eco em corredor vazio.
Tantas palavras,
e ainda assim,
um silêncio entre nós.
Caminha ao meu lado
como sombra apagada,
presença que não preenche,
presente que não fica.
Mudou.
Eu sei.
Mas ninguém me avisou
que mudar também podia ser
ir embora
sem sair do lugar.
Procuro por você
nas lembranças que não doem,
nas piadas que ainda conto,
mas seu riso já não volta
como antes voltava.
E às vezes, te encontro.
Ou penso que encontro.
Mas é só a casca,
o vulto,
o nome sem alma.
Dói saber
que alguém que foi abrigo
virou labirinto.
Você está aqui…
mas onde?
Carta para o …
…,
Faz anos que a gente não se fala, mas mesmo assim, tem algo dentro de mim que nunca conseguiu se calar. Eu achei que com o tempo ia passar. Que com o tempo, o sentimento por você ia desbotar… mas não.
Por mais que tenham passado anos, sinto que ainda amo tanto você que chega a me machucar.
É estranho carregar isso no peito depois de tanto tempo. Mas a verdade é que você foi alguém que marcou uma parte da minha alma, e nem eu sei exatamente como explicar o porquê. Só sei que, mesmo tentando seguir, você sempre volta nos meus pensamentos. Sempre esteve ali, no fundo de tudo.
Talvez uma parte minha sempre tenha esperado que você voltasse. Mesmo depois de eu ter errado. Mesmo depois de você ter me ignorado. Eu tentei correr atrás. Eu queria dizer que ainda era você. Que eu me arrependi de ter seguido por outro caminho mesmo te amando. Mas fui silenciada. E esse silêncio virou um buraco dentro de mim.
Desde então, eu me machuco tentando gostar de outras pessoas. Me envolvo, tento começar de novo..mas ninguém é você. E isso é injusto com quem chega, e doloroso pra mim também. Porque eu queria muito conseguir abrir meu coração pra alguém. Mas parece que ele ficou preso no tempo onde você ficou.
Você não sabe, mas eu esperei por você em muitos dias. Em muitos pensamentos. Em muitas noites. Eu imaginei mil versões da nossa história, todas elas com a gente dando certo. E talvez nenhuma delas aconteça.
Eu não te escrevo isso pra te cobrar nada. Nem pra te fazer sentir culpa. Eu escrevo porque eu preciso colocar esse amor em palavras antes que ele me sufoque. E talvez, só talvez, pra você saber que alguém nesse mundo ainda te ama mesmo sem saber mais quem você é hoje.
Talvez um dia a vida se encarregue de cruzar ou não nossos caminhos de novo. Talvez nunca. E tudo bem. Mas se isso aqui chegar até você de alguma forma, eu só queria que soubesse: eu te amei. E mesmo sem respostas, mesmo sem fim, esse amor foi de verdade.
-Com tudo que ainda mora em mim,
Ig.
Eu te amei tanto que morreria por você...e sinto que você não tenha conseguido me amar assim.
Mas assim mesmo, meu amor é tão grande que seria suficiente pra nós dois.
Meu peito ainda explode de emoção quando lembro de você, de nós e tudo aquilo que poderíamos viver.
Amor pra vida toda.
Ele me olhava como se me desejasse com a alma
Não era só desejo.
Era admiração.
Ele me olhava com fome e ternura ao mesmo tempo.
Como se eu fosse poesia viva.
E quando me tocava…
era como se dissesse:
“Eu te vejo. Te quero. Te reverencio.”
Era o tipo de toque que faz a mulher lembrar quem ela é.
Que faz ela se sentir poderosa, linda, inteira.
Ele me chamava de rainha…
e eu acreditava.
Ele me amava, mesmo cansado
“Desculpa por não estar tão alegre…
Mas eu juro que tento te fazer feliz.
Te amo, tá?”
Palavras dele.
Cheias de cansaço, mas também de cuidado.
Ele ainda me chamava de meu amor.
Mesmo quando tudo já parecia difícil demais.
Não foi falta de sentimento.
Foi peso demais pra carregar sozinho.
E talvez…
só talvez…
esse amor ainda exista.
Só que agora, mora em silêncio.
“Ele me amava. Só não sabia mais como mostrar"
“Não sei se ainda te amo, ou se só sinto falta de quem eu era com você”
Às vezes, eu não sei se é você que eu ainda amo…
ou se é a mulher que eu era do seu lado.
Eu me sentia linda com o teu olhar.
Firme com a tua mão na minha.
Viva com o teu desejo em mim.
Talvez eu tenha amado o reflexo que vi nos teus olhos.
E agora que você se foi,
eu tento descobrir quem eu sou sem você.
“Será que era amor...
ou só o reflexo de mim no seu olhar?”
Do nada me vens ao pensamento
E de lá insistem em não sair
Sonho com o dia
Que me convide ao teu leito
Ou quem sabe na relva poder te amar
Luto contra meus pensamentos
Bocado de ti que permanece comigo
Porém, sonhando ou acordado
Vivo a triste finalização
De ouvir dizer que não me amas
De saber nem no sonho tu me quer.
