A MAÇÃ E O CELULAR Na árvore da... Jose Vidal de Negreiros Neto...
A MAÇÃ E O CELULAR
Na árvore da existência
Dois mundos vou comparar
Um nasceu lá no Éden
Outro veio se instalar.
Mudam os frutos da vida
Mas o homem vai continuar.
No princípio era a maçã
Fruto da tentação
Adão e Eva provaram
Movidos pela decisão.
E o preço daquela escolha
Entrou na recordação.
Se não provar do fruto
Não existirão os Mandamentos!
Pois toda escolha que fazemos Produz seus desdobramentos.
O homem escreve sua história
Com seus atos e pensamentos.
Hoje a maçã é diferente
Tem tela e conexão
O celular virou fruto
Da moderna evolução.
Também desperta desejos, Curiosidade e ambição.
Na árvore da cidade
Novos frutos vão brotar
São celulares nos galhos, Convidando a se provar.
E o homem, diante deles
Tem escolhas a enfrentar.
O homem veste seu terno
A mulher seu belo vestido
Ambos olham para os frutos
Pelo progresso atraídos.
Mas será que estão atentos
Aos caminhos escolhidos?
A tecnologia avança
O mundo muda de cor
Mas permanecem os desejos
A vaidade e o amor.
O homem troca os seus frutos
Mas conserva o seu interior.
Não é o fruto que condena
Nem a árvore que faz mal
É o uso que damos a ele
Nossa escolha pessoal.
Pois toda liberdade traz
Uma consequência moral.
A maçã ficou na história
O celular é atual
Mas o dilema é o mesmo
Na consciência mortal.
O homem diante dos frutos
É responsável pelo final.
Não culpemos a macieira
Nem o celular moderno
Pois o bem e o mal habitam
As escolhas do ser humano.
Cada fruto que provamos
Pode revelar nosso engano.
Se não provar do fruto
Não existirão os Mandamentos!
Sem escolhas não há caminhos
Nem culpas, nem julgamentos.
São nossas próprias decisões
Que dão sentido aos Mandamentos.
O tempo muda as árvores
Muda os frutos e a estação
Mas não muda a natureza
De quem precisa escolher.
Pois o maior dos desafios
É saber como viver.
