Textos Amorosos

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O AMOR DE DEUS EM MIM

Se estou de consciência tranquila, nada me tirará a paz!
O perdão não me deixa carregar o peso do passado, vivo com leveza!
Aprendi com as experiências que só não vivi e fiz as coisas melhor porque não sabia!
Hoje, mais sábia, me perdoo pelos erros passados. O que me importa mesmo é errar cada vez menos. Hoje, procuro ser mais coerente e assertiva.
Na medida que me conheço, melhor me relaciono comigo e mais cuidado tenho com os outros!
Foi preciso a vida me proporcionar momentos de solidão, confesso que, de início, o confronto comigo foi difícil, sofredor, o que me fez fugir de mim durante algum tempo e aceitar a companhia de pessoas que não conseguiram trazer para a minha vida a felicidade que eu buscava!
No fundo da minha alma, buscava a mim própria, e hoje posso dizer que sou a minha melhor companhia, o meu melhor caso de amor!
Quando entrei no meu interior e fui me descobrindo, a alegria foi grande ao encontrar Deus me esperando, dizendo... amo-te, minha filha!
As lágrimas secaram e deram lugar ao sorriso!
Nenhum amor pode se comparar ao amor divino, eu acredito que muitas pessoas saberão do que falo e sinto...
Por exemplo, enquanto caminho por estas pedras, Ele me mostra felicidade nas coisas mais simples, é o muito fácil amá-Lo...

Os Dois

Eu sou dois seres.
O primeiro fruto do amor de João e Alice.
O segundo é letral:
É fruto de uma natureza que pensa por imagens,
Como diria Paul Valèry.
O primeiro está aqui de unha, roupa, chapéu e vaidade.
O segundo está aqui em letras, sílabas, vaidades e frases.
E aceitamos que você empregue o seu amor em nós.

Manoel de Barros
BARROS, M. Poesia Completa. São Paulo: Leya, 2011.

Eu plantei um pé de amor, pra colher sorrisos. De nada adiantou. O vento, de tempo em tempo, desfacelou as flores, os frutos e os galhos. Só que tem uma coisa: O meu amor continua de pé, com uma bandeira hasteada no meio. É proibido não ter esperanças porque é Junho e o tempo pode tudo praquele que crê.


E eu creio em dias azuis, cheios de paz dentro. Com crianças correndo no parque, casais de mãos dadas à luz do sol, de uma manhã clarinha. Acredito na força dos sentimentos bons, na energia positiva e na colheita dos sonhos, que chega sempre nas mãos de quem semeia o bem, de quem espalha pólem de luz e alegrias miúdas.


Acredito que a bondade tem voz e acredito, também, num HOJE maior que o ontem e que o amanhã. Acredito na beleza e força de um sorriso, no encanto e energia das palavras. Acredito num Deus que tudo vê e que tudo ampara, da maneira correta e no tempo exato.


Acredito na bondade sem disfarce, nos rostos sem máscaras e doses de paciência que removem montanhas, no carinho e na amizade. Creio na palavra que cura, nas canções que embalam sonhos, nos risos gratuitos, na bússula do lado esquerdo que sempre indica o caminho.


Eu nasci pra acreditar. E esperança, minha gente, é o que anda comigo.

Por causa de um anjo...


estou com raiva,quero amor
quero quem me deseje amar
triste só com lágrimas estou
alguém sentindo a carência do amor


anjo mostra no meu sonho teu rosto
te procuro com forças do coração
te mar,me entregar,ser feliz
lindo nascer,quando me faz viver


anda não espera mais o tempo
corre e voa nos meus sonhos
luz,raios que emitem o sol
explode impulso,marcante momento


não adia essa vontade que me contagia
toca minha mão,não solidão!
Abraço forte declara devoção
quebra essa verdade,foge a realidade..

Certezas e Incertezas

Às vezes fico pensando...
De que adianta o amor?
Se não existe verdade.
De que adianta amar?
E não saber ao certo se é amada.
De que adianta ter alguém?
Se esse alguém não tem você.
De que adianta o carinho?
Se a solidão vem logo atrás.
De que adianta a família?
Se todos um dia vão embora.
De que adianta os amigos?
Sem a confiança.
De que adianta a vida?
Sem nada a viver.
De que adianta nascer?
Para um dia vir a morrer!
Mas também sei...
Que o amor só se constrói com a verdade.
E que se ainda não sabe amar,
É porque a pessoa certa não chegou.
E que muito adianta ter alguém,
Mesmo sem a certeza se esse alguém tem você.
E que com o carinho,
Podemos mandar embora a solidão.
Sei que sem a nossa família,
Nós não temos chão.
E que são os nossos amigos,
Que sempre nos dão a mão.
E que sem a vida,
Nada poderíamos aprender,
E que se nascemos...
É porque temos muito a viver!

Que não me falte coragem para estar ao teu lado.
Que não me falte amor, pra compartilhar nas noites em claro..
Que não me falte jeito, pra poder te tratar..
Que não me falte doçura, pra te conquistar..
Que não me falte diálogo, pra poder conversar.
Que não me falte respeito, pra te considerar.
Que não me falte amizade, pra se contar...
Que não me falte apego, pra te soltar...
Que não me falte a lua pra te admirar..
Que não me faltem as noites com chuva, pra poder te amar...
Que não me faltem os dias, pra gente se somar..
E que não me falte vida, pra gente se deixar.

Creio

Creio na vida e sei que nela está a morte
Creio no amor mesmo não tendo sorte
Pois o sonho sempre me deu o que a vida veio negar
O sonho me deu sorrisos
A vida... razões para chorar
Descobri que depois do fim vem sempre à razão começar
Descobre que a dor é preciso
Vi a certeza num olhar indeciso
E depois de ver tudo
Comecei a amar
E amei tudo na vida
Mas em fim
Não vi o porque
Então amei só a vida
Porque vi que a vida era “Você”!

Irmã caçula
Viver e partilhar toda beleza do amor é o que eu mais quero.
Contigo alegramos, fazes de nossa vida o que mais queremos é estar todos juntos.
Brincamos, festejamos e amamo-nos
Com grande cumplicidade e respeito.
Irmã caçula, linda, uma estrela que brilha em nossa família
Adoramos vê-la rir e queria estar sempre do teu lado.
Irmã caçula tão meiga, um amor de menina,
Alegra os outros com o seu amor.
E eu estou sempre me lembrando de ti, minha irmã do coração.
Irmã caçula, ainda bem que existes na nossa vida,
Adoro-te muito
Um beijo com muito carinho.

CONFUSÕES

Confundimos "amor" com "ciúme". Quem ama liberta, confia, apóia. Ciúme requer o que não é seu, prende, reprime.(Há quem diga que esse sentimento seja bom em dosagem certa, mas a dosagem certa está sempre relacionada com sua necessidade de atenção. Neste caso, carência justificaria ciúme?)

Confundimos "dar" com "trocar". O "dar" simplesmente expõe, propicia, entrega. Retorno é consequência, não preço, não condição.(Há quem chame de ingrato aquele que recebeu e não retornou, mas quem recebe cumpre seu papel ao receber e quem dá, da mesma forma, ao dar. A cobrança é bastante cultural, embora nunca seja demais dizer "obrigado".)

Confundimos "ser" com "estar". Nada nem ninguém “é”, e sim “está”, pois tudo e todos podem mudar. (Se você é "pé-atrás", chute-se e não "esteja" mais assim pois "pé-atrás" não vai pra frente. Se sua natureza é assim ou "assado", mude, pois a natureza é mutante 24hrs por dia.)

Confundimos "humildade" com "atenção". Dar atenção a alguém não é intrinsecamente um ato humilde e sim, educado.(As pessoas, amavelmente, chamam um artista de humilde quando recebem dele uma atenção, mas isso está relacionado com uma atitude educada por cumprimentar quem se deslocou pra o assistir e provar de sua arte. É humilde aquele que se aceita e se entende e que, por isso, não teme ser criticado, observado ou fotografado.)

Confundimos "timidez" com "indiferença". Às vezes, por timidez, frustramos aqueles que querem, mas não tem iniciativa de nos cumprimentar. (Lembro-me do tempo de colégio em que aqueles que não se abriam facilmente ou não cumprimentavam os que os olhavam, eram tidos como indiferentes, sendo que a atitude destes era fruto de pura timidez, não de arrogância. Mas ainda que não fosse timidez, que obrigação tem os outros de nos cumprimentar, se nós podemos tomar a iniciativa?)

Confundimos fé com religião, religião com espiritualidade, espiritualidade com espiritismo, espiritismo com umbanda, umbanda com candomblé, e coisa e outra com macumba. Confundimos nosso corpo com nosso espírito e só não confundimos nosso espírito com outra coisa porque não nos conhecemos como espíritos, mas isso aí já é outra confusão.
Por fim, a pior confusão que fazemos está entre a “vida” e a “morte”. Algo que está morto não toma iniciativa, não enfrenta, não sai do lugar, não faz acontecer, não sente e, principalmente, não arrisca. Será que estamos vivos?

Carta a um amor impossível

Recebi tua carta, - e ainda sob o peso
da emoção que me trouxe, eu te escrevo, surpreso,
reavivando na minha lembrança esquecida
certos traços sem cor de uma história perdida:
- falo dos poucos dias que passamos juntos.

Tão longe agora estas, quantos belos assuntos
a que eu não quis, nem soube mesmo dar valor,
relembras com um estranho e desvelado amor.
Tua carta é tão doce, e tão cheia de cores
que, dir-se-ia a escrever com o mel que há nas flores,
sobre o azul de um papel tão azul, que o papel
faz a gente pensar num pedaço de céu!
Impregnado nas folhas chegou até mim,
um perfume sutil e agreste de jasmim
e um pouco do ar sadio e puro de montanha!

Estranha a tua carta, inesperada e estranha!

Deixas nas minhas mãos a tua alma confiante,
ante a revelação desse amor deslumbrante
e abres teu coração, num gesto de ansiedade,
sob a opressão cruel de uma imensa saudade.
Dizes que só por mim tu vives, - que a tristeza
é a companheira fiel que tens por toda parte,
e me falas assim com tamanha franqueza
que eu nem sei que dizer receando magoar-te!
Não compreendo esse amor que revelas por mim
nem mereço a ternura e o enlevo sem fim
de um só trecho sequer de tudo o que escreveste,
- por exemplo, - de um trecho belo e bom, como este:


"Teu olhar é o meu sol! Vivo da sua luz!
- e mesmo que esse amor seja como uma cruz
eu o levarei comigo em meu itinerário!
E o bendirei na dor ascendendo ao Calvário!
Sem ele não existo; e sem ti, meu destino
será vazio, assim como o bronze de um sino
que ficou mutilado e emudeceu seus sons
na orquestra matinal dos outros carrilhões!
Quero ser tua sombra até, - e quando tudo
te abandonar na vida, e o frio, e quedo, e mudo,
encerrarem teu corpo em paz sob um lajedo,
eu ficarei contigo ao teu lado, sem medo,
e sozinha e sem medo eu descerei contigo
oh! Meu único amor! Oh! Meu querido amigo!
- para que os nossos corpos juntos, abraçados,
fiquem na mesma terra em terra transformados!"

Escreves tudo assim, - e eu nem sei que te diga
nesta amarga resposta, oh! Minha pobre amiga!

Tarde, tarde demais... Bem me arrependo agora
do amor que te inspirei, daquele amor de outrora
que eu julgava um brinquedo a mais em minha vida
e a quem davas tua alma inteira e irrefletida...
Releio a tua carta, e confesso que sinto
o ter-te que falar sobre esse amor extinto,
um prelúdio de amor que ficou sem enredo
e que só tu tocaste em surdina, em segredo...

Dizes que o que eu mandar, farás... e que és tão minha
que mesmo que não te ame e que fiques sozinha
bastará para ti a lembrança feliz
dos dias de ilusão em que nunca te quis!
E escreves, continuando essa carta que eu leio
com uma vontade louca de parar no meio:


"Minha vontade é a tua! E meu destino enredo
no teu!... És o meu Deus! Teu desejo é o meu credo!
Creio na tua força e no teu pensamento,
e nem um só segundo e nem um só momento
deixarei de seguir-te aonde quer que tu fores,
seja a estrada coberta de espinhos ou flores,
te aureole a fronte a glória e te sirva a riqueza
ou vivas no abandono e sofras na pobreza!
Serei outra Eleonora Duse, e te amarei
com um amor infinito, sem razão nem lei.
Tu serás o meu Poeta imortal, - meu Senhor,
a quem entregarei minha alma e o meu amor!

Creio na tua força e no teu pensamento!
- faço dela um arrimo, e tenho nele o alento
da única razão que dirige meus atos;
- é a lógica fatal das cousas e dos fatos!
Orgulho-me de ser a matéria plasmável
onde o teu gênio inquieto, e nervoso, e insaciável,
há de esculpir uma obra à tua semelhança!
Junto a ti sou feliz e me sinto criança
curiosa de te ouvir, fascinada e atraída
pela tua palavra alegre e colorida!
E se falas da vida ou se o mundo desvendas
os assuntos ressoam na alma como lendas
e tudo é novo e é belo, e tudo prende e atrai,
de um simples botão que se abre a um pingo d'água que caí.

Há em tudo uma alma nova! Há em tudo um novo encanto!
Tantas vezes te ouvi! E sempre o mesmo espanto
quando tu me dizias, que era tarde, era a hora
em que eu ia dormir em que te ias embora...
Muitas vezes, deitada, - eu rezava baixinho
uma prece que fiz só para o meu carinho:
com meus beijos de amor matarei tua sede,
com os meus cabelos tecerei a rede
onde adormecerás feliz, imaginado
que é a noite que te envolve e te embala cantando;
formarei com os meus braços o ninho amoroso
onde terás na volta o almejado repouso;

minhas mãos te darão o mais terno carinho
e julgarás que é o vento a soprar de mansinho
sussurrando canções e desfeito em desvelos
a desmanchar de leve os teus claros cabelos!
No meu seio, - que a uma onda talvez se pareça,
recostarei feliz, enfim, tua cabeça,
e nada, nenhum ruído há de te perturbar!
- meu próprio coração mais baixo há de pulsar...
Quando o sol castigar as frondes e as raízes
com o meu corpo farei a sombra que precises,
e se o inverno chegar, ou se sentir frio,
em mim hás de achar todo o calor do estio!

Não te rias, - bem sei que te digo tolices,
mas ah! Se compreendesses tudo, ou se sentisses
a alegria que sinto ao te falar assim,
talvez que não te risses, meu amor, de mim...
Isto tudo, - é obra apenas da fatalidade,
- quando o amor é uma doença e é uma febre a saudade."

Tua carta é uma frase inteira de ternura,
como uma renda fina, cuja tessitura
trai a mão delicada e a alma de quem a fez
Ela é bem a expressão da mulher, que uma vez...
(mas não, não recordemos estas cousas mais,
- para o teu bem, deixemos o passado em paz
se o não posso trazer num augúrio feliz
para a prolongação de um sonho que desfiz...)

Tua carta é o reflexo da tua beleza,
e há no seu ofertório a singela pureza
desse amor que te empolga e te invade e domina!
(Uma alma de mulher num corpo de menina!)
Reli-a muito, a sós... - Mais adiante tu dizes,
com esse místico dom das criaturas felizes:

"Amo, para a alegria suprema e indizível
de humilhar-me aos teus pés tanto quanto possível,
e viverei feliz, como a poeira da estrada
se erguer-me ao teu passar, numa nuvem dourada
cheia de sol e luz, - nessa glória fugaz
de acompanhar-te os passos aonde quer que vás!
Não importa que eu role depois no caminho,
não importa que eu fique abandonada e só,
- quem nasceu para espinho há de ser sempre espinho!...
- quem nasceu para pó, há de sempre ser pó!"

Faz-me mal tua carta, muito mal... Receio
pelo amor infeliz que abrigaste em teu seio,
e uma angústia mortal me oprime e me castiga,
deixa que te confesse, oh! Minha pobre amiga!


Não pensei... Não pensei que te afeiçoasses tanto,
nem desejava ver a tristeza do pranto
ensombrecer teus olhos... Quando tu partiste,
não compreendia bem por que ficaste triste
nem quis acreditar no que estavas sentindo...
Hoje, - hoje eu descubro que o teu sonho lindo
era mais do que um sonho, - era mesmo, em verdade
uma grande esperança de felicidade!

Me perdoarás, no entanto... ah! Não fosses tão boa!
E eu insisto de joelhos a teus pés: - perdoa!
Se eu soubesse, ou se ao menos eu adivinhasse
o que não pude ver além de tua face
e o que não soube ler velado em teu olhar,
não teria deixado esse amor te empolgar...

Perdoa o involuntário mal que te causei!
A carta que escreveste, e há bem pouco guardei,
um grande mal também causou-me sem querer:
- é bem rude e bem triste a gente perceber
que encontrou seu ideal, - o seu ideal mais belo,
- e o destruir, tal como eu, que agora o desmantelo!
É doloroso a gente em mil anos sonhá-lo
e inesperadamente ter que abandoná-lo!

Se algum amor eu quis, esse era igual ao teu
que tudo me ofertou e nada recebeu;
ingênuo e puro amor, simples, sem artifícios,
capaz como bem dizes "de mil sacrifícios,
e de mil concessões, chorando muito embora,
só para ver feliz o ente que quer e adora!"

E pensar que isso tudo que tu me ofereces:
— teu raro e imenso amor, teus beijos, tuas preces,
a tua alma de criança ainda em primeiro anseio;
e o teu corpo, onde a forma ondulante do seio
não atingiu sequer seu máximo esplendor;
tua boca, ainda pura aos contatos do amor;
- e dizer que isso tudo, isso tudo afinal
que era o meu velho sonho e o meu maior ideal,
abandono, desprezo, renuncio e largo
com um gesto vil como este, indiferente e amargo!

Enfim, já estás vingada... Porque ainda és criança
há de este falso amor te ficar na lembrança
como uma experiência... (a primeira vencida
das muitas que talvez ainda encontres na vida... )

E um dia então... - quem sabe se não será breve?
- descobrirás na vida aquele amor que deve
transformar teu destino e realizar teu sonho...
Antevendo esse dia de festa, risonho,
comporei, como um véu de noiva, para as bodas,
a mais bela poesia, a mais bela de todas...
(... Recebendo-a, dirás, esquecida e contente:
- "quem teria enviado este estranho presente?")

Sé feliz, minha amiga... eu me despeço aqui...
Lamento o meu destino, porque te perdi
e maldigo esta carta pelo que ela diz...
Não chores, - porque eu sei que ainda serás feliz...

E que as lágrimas de hoje, - enxuguem-se ao calor
de um verdadeiro, eterno e imorredouro amor!

P. S. - Sê feliz. Amanhã tudo isto será lenda...
E pede a Deus, por mim, - que eu nunca me arrependa...

(do livro" Eterno Motivo" - 1943)

Existem coisas que só o amor pode fazer.
Só o verdadeiro amor pode sarar
a mais profunda dor.
Só o amor cura as feridas.
Só o verdadeiro amor tem o segredo que faz dissipar o medo. Afinal, o amor dá sentido à vida. Nos faz viver mais leves. Trás alegria aos nossos dias e força para superar os momentos tristes.

Chamo homem vicioso a esse amante vulgar que ama o corpo antes que a alma. O amor está por toda parte na Natureza, que nos convida a exercitar nossa inteligência; é encontrado até nos movimentos dos astros. É o amor que orna a Natureza de seus ricos tapetes; ele se enfeita e fixa sua morada lá onde encontra flores e perfumes. É ainda o amor que dá paz aos homens, a calma ao mar, o silêncio aos ventos e o sono à dor.

(Resumo da Doutrina de Sócrates e de Platão. Introdução de O Evangelho Segundo o Espiritismo)

Oração da Manhã

Acordo pleno de alegria e gratidão a Força Infinita pela vida, pelo amor, pela prosperidade e pela paz que se manifestam cada vez mais em minha existência.

As antigas decisões e crenças limitantes se tornam conscientes e se desfazem, abrindo espaço à Força Criativa e realizadora que surge como o Sol, trazendo a riqueza, a prosperidade e a paz interior.

Tenho consciência clara de que posso alcançar tudo o que eu quero e a direciono para o bem de todos.
Assumo a responsabilidade, o poder e a liberdade pelos meus pensamentos, palavras e atos, porque sei que eles se manifestam em minha vida.

Posso e me permito ser saudável, próspero e feliz.
Sendo esta a vontade de Deus, está feito.

AMOR DE MÃE

Fecho os olhos e imagino-o
Em meus braços, pedaço de mim
Tão frágil, tão inseguro
Protejo-lhe, conforto-lhe
Ensino-lhe a lição da multiplicação pela divisão
Mesmo não sendo perfeita, desejo que ele seja
Ainda que com suas imperfeições
Está e é aceito, pelo simples fato de ser meu
Por ter sido gerado por mim, que sempre serei sua
Amor sem medida, sem medo, sem preço
Com nome de único, por ser incondicionalmente perfeito
A seu lado estarei, sem soltar-lhe as mãos
Até os meus, ou, se por destino for, os seus últimos dias.

⁠Feliz um mês de namoro, amor! Obrigado por se juntar a mim nessa jornada da vida e torná-la mais leve.

Sua parceria e seu companheirismo fazem uma grande diferença na minha vida. Obrigado por escolher me amar e por nunca desistir do seu objetivo de colocar um sorriso no meu rosto todos os dias.

Obrigado por me mostrar a cada dia o significado do verdadeiro amor e por apostar todas as fichas em nós dois. Como é bom dividir meus dias, minhas alegrias e preocupações com você.


Que venham muitos outros meses e anos de parceria,Obrigado por me fazer tão feliz, por rir das minhas bobeiras, pelo seu apoio incondicional, por me dar os melhores conselhos e por ser minha companheira para todas as horas. Te amo demais princesa 💞
Amor meu ❤️❤️❤️

AMOR DE VENTO
(Luiz Islo Nantes Teixeira/Carolina Teixeira)

Recebo tantos telefonemas
De loiras, ruivas e morenas
Querendo me dar amor, enfim
Mas sei que e um amor de vento
Que se apoia no excitamento
Que cada uma traz em si

Sei que sera uma chama repentina
Que logo, logo virara cinzas
Na realidade das primeiras brigas
Entao deixo o telefone tocando
E minha secretaria gravando
Tantas promessas e vozes bonitas

Parecem que elas esqueceram do amor
E como este e divino
Em todo o seu explendor
Parecem que nao podem ver
Que a paixao de momento
E um convite ao sofrimento
E um caminho de dor

Recebo tantas mensagens apaixonadas
Das mulheres mais ousadas
Que querem um pedaco de mim
Mas tenho a cabeca no lugar
E sei do que o amor e capaz
E este amor so voce pode me dar

O amor que cresce tranquilo
Na convivencia de dois seres unidos
Por um sentimento muito forte
O amor que conquista o mundo
Que atravessa o tempo
E e maior do que um jogo de sorte!

© 2007 Globrazil Inc/Islo Nantes Music(ASCAP)

Romeu e Julieta, um amor persistente e proibido,
ignoraram as possíveis consequências,
preferiram correr os riscos,
pois o sentimento que sentiam um pelo o outro,
ia ficando cada vez mais vivo com o passar do tempo,
não os importava a vontade de suas famílias que eram claramente contra
este relacionamento devido ao grande conflito que havia entre elas,
já que a conexão deles era muito forte
e perceberam isso desde o início
tanto que abraçaram a morte,
estava fora de cogitação um continuar existindo sem o outro.⁠
Sobre esta história, podemos imaginar que o amor que partilhavam
era tão intenso, recíproco e verdadeiro
que transcendeu os limites desta vida terrena
e neste momento, estão juntos na eternidade,
felizes com seus vívidos sentimentos,
sem empecilhos, nem lamentos.

Devolve

Mandaste as velhas cartas comovidas,
Que na febre do amor te enviei;
Mandaste o que ficou de duas vidas:
O romance, uma dor que provei...
Mandaste tudo, porém,
Falta o melhor que te dei:

Devolve toda a tranquilidade
Toda a felicidade
Que eu te dei e que perdi
Devolve todos os sonhos loucos
Que eu construí aos poucos
E te ofereci
Devolve, eu peço, por favor
Aquele imenso amor
Que nos teus braços esqueci
Devolve, que eu te devolvo ainda
Esta saudade infinda
Que eu tenho de ti

Tropeço

Há tanto tempo não usado, encontrei o amor, sem querer. Ontem. Jogado debaixo da cama. Empoeirado. Sem caixa, bula ou manual. Um amor, assim, abandonado. Sujo. Rasgado. Fóssil soterrado. Navio afundado há anos. Casarão com tábuas pregadas nas janelas. Lençóis brancos sobre os móveis. Um amor acostumado com o escuro. Com o frio do quarto fechado. Com a passagem rápida de um inseto no meio da madrugada. Um velho amor largado. Pronto pra ser reciclado. Um amor procurado por toda casa nos lugares errados. Nos armários limpos. Entre taças. Louças. Dentro de caixas fechadas com laços. Sob tapetes varridos. Cantos desinfetados. Um amor chamado no grito. No gemido da febre. No cochicho da oração. Um amor sumido. Necessitado. Um amor que apareceu quando quis. De repente. Em um lugar inesperado. Há tanto tempo não usado, eu, ontem, tropecei no amor. Empoeirado. Sujo. Rasgado. Abandonado debaixo da cama. Um amor que talvez nem funcione mais.

Abandono
O amor que entreguei em suas mãos foi além de ser abstrato. Entreguei meu coração, ainda pulsando para que não deixasse parar de bater. Mesmo que você deixe, ele não para. Não para porque move as lágrimas, porque alimenta os sorrisos e o sentimento de lembrança. Abandonar um coração que lhe é entregue é como entregar-se ao vazio. Mas o vazio chora, sorri e sente saudades. Do mesmo jeito que ninguém é completamente feliz, nada é completamente vazio.
Abadone o coração, abandone tudo que o completa. Quem abandona não esquece porque sente falta, sente só. Esquecer é o impossível da vida porque alimenta a tristeza que insiste em atormentar-nos. Infelizes fomos nós seres humanos dotados da memória; ou não, por podermos apesar de tudo sorrir com um passado cheio de amor.