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PENSE — ANTES QUE PENSEM POR VOCÊ

Talvez uma das maiores ilusões humanas seja acreditar que todo pensamento que habita nossa mente nasceu dentro dela.

Não nasceu.

Pensamos com palavras que não criamos. Repetimos valores que não escolhemos. Defendemos certezas que nunca investigamos. Herdamos medos, crenças, preconceitos, desejos, conceitos de sucesso, de fracasso, de felicidade e até de Deus.

E depois chamamos tudo isso de “meu pensamento”.

Mas será mesmo?

Não pense como eu penso. Pense no seu próprio pensamento.

Não quero ensinar você o que pensar. Quero provocar você a descobrir por que pensa como pensa.

Porque pensar não significa necessariamente ter pensamento próprio.

Uma mente pode estar cheia de pensamentos e, ainda assim, vazia de autoria.

Somos atravessados diariamente por opiniões, algoritmos, notícias, religiões, ideologias, influenciadores, professores, líderes, empresas, famílias, grupos e multidões. Todos disputam algo muito mais valioso do que nosso dinheiro:

A nossa atenção.

Porque quem conquista continuamente sua atenção começa, silenciosamente, a participar da construção daquilo que você chama de realidade.

É exatamente aí que entra o discernimento.

A mente mente. O discernimento desmente.

A mente interpreta.
A consciência observa.
O discernimento questiona.

Nem tudo aquilo que você pensa é verdade apenas porque foi você quem pensou.

Aliás, talvez nem tenha sido você.

Pergunte:

De onde veio esse pensamento?

Por que acredito nisso?

Que evidência sustenta essa certeza?

Estou diante de um fato ou diante da minha interpretação do fato?

Eu cheguei a essa conclusão ou apenas cheguei atrasado a uma conclusão que alguém já havia colocado dentro de mim?

Essas perguntas incomodam.

E precisam incomodar.

Há pensamentos que funcionam como móveis antigos: permaneceram tanto tempo dentro de nós que deixamos de perguntar quem os colocou ali.

É por isso que aprender exige conhecimento, mas desaprender exige consciência.

O problema não é desconhecer.

O problema é acreditar que conhece aquilo que nunca teve coragem de questionar.

O senso comum comumente mente.

E quanto mais uma ideia é repetida, mais familiar ela se torna. Mas familiaridade não transforma mentira em verdade. Repetição produz convencimento; não necessariamente produz conhecimento.

Talvez a verdadeira liberdade não comece quando podemos dizer tudo aquilo que pensamos.

Talvez comece quando somos capazes de perguntar:

“Por que estou pensando isso?”

Essa pergunta muda tudo.

Porque existe uma diferença gigantesca entre ter pensamentos e ser autor do próprio pensamento.

Quem apenas pensa pode repetir.

Quem observa o próprio pensamento pode discernir.

Quem discerne pode escolher.

Quem escolhe conscientemente começa a assumir autoria.

E quem assume autoria deixa, pouco a pouco, de ser apenas personagem da própria existência para tornar-se PROTAGONISTA.

Mas cuidado:

Não transforme minhas palavras em novas verdades prontas.

Questione-as.

Confronte-as.

Discuta consigo mentalmente.

Discorde, se o seu discernimento conduzir você à discordância.

Porque se depois de ler tudo isso você simplesmente começar a pensar como eu penso, este texto terá fracassado.

Meu objetivo não é colocar meu pensamento dentro da sua cabeça.

É colocar uma pergunta diante da sua consciência.

E talvez a pergunta seja esta:

Se você nunca questionou aquilo que pensa, como pode ter certeza de que esse pensamento realmente é seu?

Não procure imediatamente uma resposta.

Observe primeiro quem, dentro de você, está tentando respondê-la.

Porque a revolução mais difícil não acontece quando mudamos o mundo.

Acontece quando adquirimos coragem suficiente para investigar a mente com a qual enxergamos o mundo.

Não pense como eu penso.

Pense no seu próprio pensamento.

Afinal, quem pensa pelo pensamento alheio pode até pensar…

Mas ainda não se pertence.

Reflita!

Carlos Eduardo Balcarse
25 de agosto de 2026

A distância entre pensar e acreditar

Discernimento é a capacidade de criar uma distância entre aquilo que pensamos e aquilo que decidimos continuar pensando.

Porque pensar alguma coisa não significa que aquilo seja verdade.

Pensamentos surgem de experiências, medos, desejos, lembranças, crenças, condicionamentos e interpretações. Alguns nasceram em nós. Outros foram colocados em nós antes mesmo que tivéssemos consciência suficiente para questioná-los.

O problema começa quando transformamos todo pensamento em verdade simplesmente porque ele aconteceu dentro da nossa própria mente.

Pensamos e acreditamos.

Acreditamos e repetimos.

Repetimos e nos convencemos.

Depois de algum tempo, já não sabemos se aquela ideia é verdadeira ou se apenas se tornou familiar.

A repetição pode dar aparência de verdade até mesmo àquilo que nunca foi questionado.

É justamente nesse pequeno espaço entre pensar e acreditar que o discernimento precisa existir.

Discernir não significa impedir a mente de pensar.

Significa impedir que todo pensamento tenha autoridade para nos governar.

É conseguir olhar para aquilo que pensamos e perguntar:

Isso é um fato ou uma interpretação?

É uma convicção ou um condicionamento?

É prudência ou medo?

É aquilo que penso hoje ou apenas aquilo que aprendi a pensar ontem?

Talvez liberdade intelectual não seja poder pensar qualquer coisa.

Liberdade intelectual é poder questionar até aquilo que pensamos livremente.

Porque algumas das prisões mais difíceis de perceber não possuem grades. Possuem certezas.

E algumas das ideias que mais limitam nossa existência não foram impostas por alguém.

Foram repetidas tantas vezes dentro de nós que deixamos de perceber que poderiam ser revistas.

Por isso, desenvolver discernimento também significa desenvolver uma espécie de intervalo consciente.

Um espaço entre o pensamento e a crença.

Entre o impulso e a decisão.

Entre aquilo que aparece na consciência e aquilo que receberá nossa autorização para permanecer nela.

Talvez não possamos escolher todos os pensamentos que chegam.

Mas podemos aprender a escolher quais pensamentos continuarão encontrando morada em nós.

Pensar é um acontecimento da mente. Continuar pensando também pode ser uma decisão da consciência.

É nessa distância que começamos a deixar de ser apenas consequência daquilo que pensamos para nos tornarmos também autores daquilo que decidimos cultivar.

Porque amadurecer não é parar de mudar de pensamento.

É exatamente o contrário.

É adquirir consciência suficiente para perceber quando um pensamento já não merece continuar sendo nosso.

Discernimento é a capacidade de criar uma distância entre aquilo que pensamos e aquilo que decidimos continuar pensando.

E talvez seja justamente nessa distância que comece uma das formas mais profundas de liberdade:

a liberdade de não precisar continuar acreditando em nós mesmos apenas porque fomos nós que pensamos.

Carlos Eduardo Balcarse
02 de setembro de 2026

“Quando o interesse pensa por nós”

Gostamos de acreditar que primeiro pensamos e só depois escolhemos. Mas talvez, em muitos momentos, façamos o caminho inverso. Primeiro, algo em nós escolhe, e só depois o pensamento trabalha para justificar a escolha.

Interesse não é apenas dinheiro ou vantagem material. Pode ser o interesse em pertencer, em ser aceito, em manter uma identidade, em não decepcionar um grupo, em não admitir um erro.

Talvez os interesses mais poderosos sejam, justamente, aqueles que não reconhecemos como interesses.

Não se trata apenas de más intenções ou falta de caráter, mas de perceber o quanto o pensamento pode ser convocado para defender conclusões que nunca foram realmente examinadas.

Conhecimento, sozinho, não resolve isso. Uma pessoa pode ter muito repertório e ainda assim usá-lo para proteger conclusões que jamais permitiu serem questionadas.

Talvez por isso o diálogo esteja tão difícil. Não apenas porque faltam ouvidos, mas porque ouvir de verdade ameaça interesses que nem sempre estamos dispostos a perder.

Talvez a pergunta mais difícil não seja “o que eu penso?”, mas “o que, em mim, precisa que eu pense assim?”

Há interesses que não compram nossas opiniões. Eles apenas nos convencem de que elas são nossas.

Carlos Eduardo Balcarce
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador

POR QUE LEMBRAR DE ALGUMA COISA NÃO SIGNIFICA QUE DEVEMOS ACREDITAR NELA?

A memória possui uma característica extraordinária. Ela consegue fazer o passado parecer presente.

Uma lembrança surge acompanhada de imagens, sensações, palavras e emoções. Quanto mais nítida ela parece, maior pode ser nossa sensação de que estamos recuperando exatamente aquilo que aconteceu.

Mas lembrar não é reproduzir uma gravação.

A memória humana reconstrói.

Isso significa que aquilo que recuperamos pode carregar elementos do acontecimento, interpretações posteriores, conhecimentos adquiridos depois e estados emocionais presentes.

Nada disso torna a memória inútil. Torna necessário discerni-la.

Existe uma diferença importante entre “Eu me lembro disso” e “Isso aconteceu exatamente como estou lembrando.”

A primeira afirmação descreve uma experiência presente. A segunda faz uma afirmação sobre o passado.

Entre ambas existe uma distância epistemológica enorme.

O problema surge quando a vivacidade da lembrança passa a funcionar como prova de sua precisão.

Sentimos a memória com tanta intensidade que lhe concedemos autoridade proporcional à intensidade da experiência.

Mas intensidade e precisão não são sinônimos.

Por isso, recuperar um conteúdo não deveria significar automaticamente autorizá-lo.

Essa distinção participa daquilo que venho desenvolvendo como desautorização epistêmica reconstrutiva.

O conteúdo recuperado pode ser acolhido sem ser imediatamente convertido em conclusão.

Podemos lembrar e investigar. Sentir e verificar. Reconhecer e revisar.

A memória merece ser ouvida. Mas ouvir não significa obedecer.

Nem tudo aquilo que retorna à consciência deve retornar com a mesma autoridade.

Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador

O QUE DIFERENCIA TER UMA OPINIÃO DE TER RAZÕES PARA ACREDITAR?

Todos temos opiniões.

O problema começa quando confundimos o direito de ter uma opinião com a qualidade das razões que a sustentam.

Podemos acreditar em alguma coisa por experiência pessoal, tradição, intuição, autoridade, medo, esperança, evidência ou simplesmente repetição.

Essas origens não possuem o mesmo valor para todas as perguntas.

Uma experiência pessoal pode ser extremamente relevante para dizer como determinada situação nos afetou, mas insuficiente para concluir como a mesma situação afeta milhões de pessoas.

Uma autoridade pode ser excelente fonte dentro de sua especialidade e pouco confiável fora dela.

Ter uma opinião descreve um estado. Ter razões exige justificá-lo.

É justamente nesse intervalo que aparece a responsabilidade epistêmica.

Não precisamos possuir certeza absoluta para acreditar. Mas precisamos aprender a perguntar se a força da nossa crença é proporcional à força das razões disponíveis.

Essa proporcionalidade está próxima do que denomino calibração discernitiva.

Quanto mais frágeis as evidências, mais provisória deveria ser a conclusão. Quanto maior a incerteza, maior deveria ser nossa abertura à revisão.

O problema não é dizer “eu acho”.

O problema é transformar “eu acho” em “é assim” sem perceber a distância percorrida.

Toda pessoa tem direito à própria opinião. A realidade não tem obrigação de concordar com ela.

Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador

O problema não é acreditar em tudo. É não saber quanto acreditar em cada coisa

Nunca tivemos acesso a tanta informação / desinformação. E talvez nunca tenha sido tão difícil decidir o que fazer com ela.

Uma notícia chega pelo celular. Um vídeo apresenta uma explicação aparentemente convincente. Alguém compartilha uma denúncia. Um especialista afirma determinada coisa. Outro especialista afirma o contrário. Uma imagem parece comprovar um acontecimento. Uma inteligência artificial responde com segurança. Milhares de pessoas repetem a mesma versão.

Em poucos minutos, não estamos apenas diante de informações.

Estamos diante de disputas pela nossa confiança.

É comum imaginar que o grande problema da desinformação seja acreditar no que é falso. Evidentemente, isso faz parte do problema. Fake news, golpes digitais, conteúdos manipulados e informações deliberadamente enganosas dependem, em alguma medida, da capacidade de obter credibilidade.

Mas existe uma dificuldade anterior e mais profunda.

Mesmo quando uma informação é verdadeira, ainda precisamos decidir quanto peso ela merece.

Verdade e relevância não são a mesma coisa

Uma informação pode ser verdadeira e irrelevante para determinada decisão.

Outra pode ser verdadeira, relevante, mas insuficiente.

Uma terceira pode estar parcialmente correta e conduzir a uma conclusão equivocada porque omite elementos essenciais.

Isso significa que verificar se algo é verdadeiro constitui apenas uma parte do problema.

A pergunta seguinte é:

O que essa informação me autoriza a concluir?

Essa distinção parece simples, mas altera profundamente a maneira como pensamos a alfabetização midiática, o pensamento crítico e o combate à desinformação.

Não basta separar verdadeiro de falso.

Precisamos aprender a distinguir evidência de conclusão, informação de decisão e presença de um argumento do peso que concedemos a ele.

O perigo daquilo que confirma o que já pensamos

Há ainda outra dificuldade.

Não recebemos informações como recipientes vazios.

Interpretamos aquilo que encontramos a partir de expectativas, experiências anteriores, emoções, crenças, interesses e referências sociais. Uma informação que confirma aquilo em que já acreditamos tende a encontrar menos resistência do que outra que ameaça nossas convicções.

É por isso que combater fake news apenas oferecendo mais informação pode não ser suficiente.

Às vezes, o problema não está na ausência de dados.

Está na maneira como atribuímos autoridade aos dados que recebemos.

Duas pessoas podem acessar a mesma informação e conceder a ela pesos completamente diferentes. E uma mesma pessoa pode exigir provas rigorosas para aquilo de que discorda e aceitar evidências frágeis quando elas confirmam aquilo em que deseja acreditar.

Pensar criticamente, portanto, também exige aprender a desconfiar da facilidade com que concordamos conosco mesmos.

Nem acreditar, nem desacreditar automaticamente

Existe uma falsa alternativa que frequentemente empobrece esse debate.

De um lado estaria a credulidade: acreditar em tudo.

Do outro estaria a desconfiança: não acreditar em nada.

Nenhuma das duas produz necessariamente autonomia.

Quem acredita automaticamente terceiriza o julgamento para aquilo que recebe.

Quem desacredita automaticamente pode continuar igualmente determinado pelo conteúdo recebido, apenas invertendo o sinal da resposta.

A questão mais importante talvez esteja entre essas duas posições:

quanto de autoridade esta informação merece receber de mim, nesta situação, diante das evidências disponíveis?

Essa pergunta desloca o problema.

Em vez de apenas aceitar ou rejeitar, passamos a calibrar.

Da informação ao discernimento

É nesse ponto que a discussão encontra o eixo das pesquisas que venho desenvolvendo sobre discernimento.

Tenho trabalhado com a possibilidade de compreender o discernimento não apenas como virtude abstrata, prudência ou expressão do chamado bom senso, mas como uma capacidade que possa ser descrita operacionalmente, examinada e submetida à investigação empírica.

Entre os conceitos explorados nesses trabalhos está a calibração discernitiva.

Em termos simples, não se trata apenas de perguntar se determinada pista, informação ou argumento está presente. Trata-se de investigar se o peso concedido a esse elemento é compatível com sua utilidade para o julgamento que está sendo realizado.

Essa diferença é fundamental.

Uma informação não deveria governar uma decisão simplesmente porque apareceu.

Uma afirmação não se torna mais verdadeira porque foi repetida milhares de vezes.

Uma fonte não se torna infalível porque possui autoridade.

Uma emoção não transforma automaticamente uma interpretação em fato.

E aquilo que confirma nossas convicções não recebe, por isso, maior valor probatório.

O desafio está justamente em aprender a ponderar sem simplesmente obedecer.

Educação contra a desinformação

Talvez por isso a educação para o enfrentamento da desinformação precise ultrapassar a orientação tradicional de “verificar a fonte”.

Verificar fontes continua sendo indispensável.

Mas podemos avançar.

O estudante pode aprender a perguntar:

Qual é a evidência?

O que essa evidência efetivamente demonstra?

Que conclusão estou acrescentando por conta própria?

Estou atribuindo peso excessivo a uma informação apenas porque ela confirma aquilo que eu já pensava?

Que informação seria capaz de me fazer mudar de posição?

Estou avaliando a qualidade da evidência ou apenas a intensidade da minha reação diante dela?

Essas perguntas deslocam a educação do conteúdo para a operação cognitiva realizada sobre o conteúdo.

É nessa direção que a Pedagogia do Discernimento, a Alfabetização do Discernimento Consciente e outros constructos que venho investigando procuram abrir uma agenda de pesquisa: não oferecer às pessoas uma lista definitiva daquilo em que devem acreditar, mas investigar maneiras de desenvolver melhores condições para que consigam avaliar quanto peso cada influência merece.

A autonomia começa onde termina o automatismo

Fake news são perigosas.

Deepfakes são perigosos.

Golpes digitais são perigosos.

Algoritmos capazes de selecionar aquilo que vemos também merecem atenção.

Mas existe um elemento comum atravessando todos esses fenômenos: Em algum momento, algo externo encontra um sistema humano que precisa interpretar, avaliar, ponderar e decidir.

É nesse encontro que a autonomia pode ser preservada ou perdida.

Por isso, talvez o enfrentamento da desinformação não dependa somente de produzir informações melhores.

Dependa também de formar pessoas capazes de não transformar automaticamente informação em convicção, convicção em certeza e certeza em ação.

Porque discernir não é simplesmente acreditar menos.

Também não é duvidar de tudo.

Discernir é aprender a decidir quanto peso aquilo que nos influencia merece ter sobre aquilo que decidiremos.

Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Autor e Pesquisador

Acreditar no impossível nos limita; admitir que não sabemos como realizá-lo nos liberta. No momento em que abandonamos as certezas do que 'não pode ser feito', entramos no Ponto Zero.

Ali, aprendemos que o nada não é um vazio, mas o silêncio fértil onde a visão tece o invisível até que a realidade seja forçada a se reescrever.

É assustador perceber que algumas pessoas não precisam de provas para acreditar em uma mentira, mas exigem provas infinitas para aceitar a verdade.
Não é a falta de informação que alimenta a ignorância, mas a resistência em aceitar aquilo que contraria as próprias crenças.
Quando alguém escolhe aquilo em que quer acreditar, nenhum fato parece suficiente. A mentira é acolhida porque conforta; a verdade é rejeitada porque incomoda.
O maior triunfo da mentira não é enganar quem desconhece a verdade, mas convencer alguém a rejeitá-la mesmo depois de encontrá-la.

O sábio enxerga, compreende e silencia. Às vezes, finge acreditar e deixa os tolos convencidos de sua própria inteligência.
Ele sabe que nem toda verdade precisa ser dita, nem toda ignorância merece ser confrontada e nem toda discussão vale a energia desperdiçada.
Porque a verdadeira sabedoria não está em provar que se é inteligente, mas em reconhecer quando o silêncio vale mais do que mil argumentos.

"Se você acreditar eu vou lá e faço." (Deus)


Sinais...Eu já entendi.
A frase "aleatória" além de ser uma resposta Dele é para ser colocada em um lugar específico e assim eu o farei.


O pedido de todos os dias deve ser: Me dê Sabedoria e Entendimento, me dê o dom da interpretação.

A Fé Além da Porta


Ter fé é acreditar que, quando a hora divina chegar, Deus fechará a porta e removerá as paredes.
Porém, muitos que dizem ter fé permanecem condicionados, esperando que a porta se abra, sem olhar ao redor, sem confiar que Deus só trabalha com abundância — e que Seus milagres não são apenas mágicos, são extraordinários.

A juventude é a arrogância inconsciente de acreditar que o tempo nos pertence, como se a existência fosse uma promessa interminável e o amanhã, uma certeza silenciosamente garantida. A maturidade, porém, é o despertar para uma verdade inexorável: não somos nós que atravessamos o tempo; é o tempo que nos atravessa, dissolvendo lentamente até aquilo que julgávamos indestrutível. Cada amanhecer nos distancia de uma versão de nós mesmos que jamais voltará a existir; cada instante transforma o presente em vestígio, até que a própria identidade se torne uma sucessão de ausências. Envelhecer é descobrir que existir significa perder-se continuamente de si mesmo, enquanto a consciência, incapaz de deter o fluxo, assiste à irreversível dissolução de tudo aquilo que um dia chamou de vida.


- Tiago Scheimann

⁠A intuição grita mas você não silencia pra ouvir, vive a acreditar nas pessoas, no lado bom que supostamente elas deveriam ter, porém se as tem, vêm emaranhadas de bajulações e oportunismo mundanos.
Se decepciona com as expectativas do ego, da ganância e do orgulho que gritam e dominam todo seu ser.
Na solidão você se vê, nada o preenche, olha pros lados e é só tumulto, energias tão contraditórias que acaba se igualando. Ninguém o nutri, nem você mesmo.
Você se corrói de porquês, são tantos que você procura esquecer se afogando em papéis e pessoas supérfluas , conflituosas , na busca de não sentir tanto o que sente e anestesiar momentaneamente a dor de não entender.
Permanece dia a pois dia e nada o faz querer ver, mesmas dinâmicas reativas, negativas e você não entende o porquê.
Sente que precisa, mas luta com todas as forças para se firmar nas certezas que sabe bem que não as tem.
O tempo continua a passar e você permanece cego, continua preso, natural, pois ainda não sabe quem é, nem o que precisa fazer. Tudo porque não procura entender.
Entender que nunca será só por você, mas sim pelo muito que ainda precisa oferecer.
O paradoxo então é essa complexidade de pensar em não se permitir viver tudo isso, afinal, como saberia se assim não fosse.
A paciência atua com a certeza de que tudo está acordado. Uma longa e profunda respirada, ahhh
Você consegue sentir.
Você consegue vê.
Longos anos até aqui, a cada relação novos desafios. A cada desafio superação e coragem. Com a coragem, confiança e esperança. Na esperança o sentimento de pertencimento.
Aquele de enfim se preencher, de se respeitar, de confiar, de acreditar, de apenas ser gentil com VOCÊ.
Não é conto. É realidade.

Às vezes eu paro e fico apenas te observando, e é difícil acreditar na sorte que tive. Sabe, quando éramos mais novos, a gente achava que entendia o que era o amor, mas a verdade é que não tínhamos ideia da dimensão que isso tomaria. Hoje eu vejo que você era aquela pessoa que o destino estava guardando para mim o tempo todo.
Você se tornou essa mulher forte, incrível, que compartilha os sonhos comigo e que me faz querer construir um lar, uma vida e, quem sabe um dia, ver nossos próprios filhos correndo pela casa. Eu vejo o meu futuro inteiro quando olho nos seus olhos.
Eu sei que você tem suas inseguranças. Eu te ouvi sussurrar que "não está bem" ou que está "desarrumada", mas eu queria que você pudesse se enxergar através dos meus olhos, nem que fosse por um minuto. Você veria que, mesmo descalça na grama ou naquele vestido deslumbrante, você sempre está perfeita para mim.
Obrigado por segurar minha mão e por lutar ao meu lado contra qualquer obstáculo. Eu não vou desistir de nós, nunca. Você é o meu anjo em pessoa, e eu prometo passar o resto da vida tentando merecer o amor que você me dá.

Deveras bagunçado,
Eu gosto de acreditar no acaso, mais sabe aqueles acasos que é bem inusitado, desses eu sou Fã.., Pq eles quebram um gelo dentro da gente, e faz por acreditar. Mais confesso que bagunçou algo dentro de mim. E desde então penso.
Penso, bagunçou balançou e embalado estou,
Mais logo se foi , logo se foi e então formou-se em meu peito uma sensação de acaso.
Aqueles q os emocionados sentem
Só sente ama o acaso.
Fiquei por entender no caminho
E no caminho sem entender fiquei.
Mais eu sei q nesse jardim tem flor, que merece o melhor adubo. Jardineiro ama o acaso. E o sol é meu amigo, há de favorecer, me diga flor por onde pensas em nascer, Luar ou Pôr .

O Rastro do que Fomos


A maior ilusão humana é acreditar que somos o centro do universo. Quando a cortina da vida se fecha e nós partimos, a vaga que deixamos no estacionamento é ocupada, a cadeira no trabalho recebe outro nome e a rotina do mundo não para nem por um segundo. Nos primeiros meses, nossa ausência ainda ecoa em um suspiro ou em uma lágrima ao ver uma roupa no armário. Mas o tempo cura a saudade dos amigos e dos parentes distantes, transformando nossa história em uma lembrança vaga. Descobrir que somos perfeitamente substituíveis para o mundo dói, mas liberta. Mostra que o único rastro real que deixamos não são os bens, os títulos ou os elogios que colecionamos, mas sim o amor que plantamos nos corações daqueles poucos que caminharam colados com a nossa alma. Se a nossa passagem é um sopro, que a gente gaste o nosso fôlego vivendo com verdade, e não encenando para uma plateia que logo vai embora.

Precisamos parar de acreditar na ilusão de que vivemos em uma verdadeira democracia. Na realidade, nunca fomos verdadeiramente uma democracia. O que temos é uma ditadura que favorece banqueiros e grandes empresários, onde somos, na prática, escravizados pelo trabalho. Trabalhamos por necessidade, porque, sem um emprego, não temos como garantir nossa sobrevivência. Uma verdadeira democracia, que realmente merecesse esse nome, não permitiria que qualquer pessoa passasse fome, vivesse sem abrigo, ou ficasse sem acesso à educação e saúde. As necessidades básicas de todos deveriam ser atendidas pelo estado, mas, em vez disso, somos forçados a trabalhar incessantemente para sobreviver.


Existem alguns privilegiados que, por sorte, conseguem trabalhar em algo que realmente gostam, mas a maioria de nós trabalha apenas por necessidade, para garantir o mínimo para a nossa sobrevivência. Nos tornamos meras engrenagens de um sistema que nos usa como escravos para sustentar banqueiros, mega-empresários e investidores — pessoas que controlam os bancos e as grandes corporações. Eles dependem de nosso trabalho para se manterem ricos, ostentando uma vida de luxo às nossas custas, enquanto nós, que sustentamos o sistema, vivemos na pobreza.

Fé não é só religião. Fé é acreditar naquilo que você sente, no que está dentro de você.

Se o que você sente é algo bom, sua fé é boa.
Se o que você sente é algo ruim, sua fé é ruim.

Se você acredita que está mal por dentro, essa é a sua fé, e, inevitavelmente, você vai se sentir mal.
Se você acredita que está bem por dentro, essa também é a sua fé, e, por isso, você vai se sentir bem.

A fé não está no passado, nem no futuro. Ela está no agora, no que você sente neste momento. A fé está dentro de você, no presente. Então, agora, dentro de si, pergunte: Qual é a sua fé?

A minha é simples: Estou em paz.

Crença é acreditar profundamente em algo que está além do controle da sua mente racional, mas que está totalmente conectado com o seu corpo e com a sua vida.

Se você acredita, de forma profunda e verdadeira, que é infeliz, essa é a sua crença, e, portanto, você se sentirá infeliz.
Se você acredita que é normal, essa é sua crença, e, por consequência, você se verá como alguém normal.
Se você acredita que é feliz, essa é sua crença, e você se sentirá feliz.

Evoluir a consciência é um processo de libertação, de soltar, de deixar para trás as crenças negativas, pesadas e antigas que já não fazem sentido, e abrir espaço para novas crenças, mais positivas, leves e com mais propósito. É preciso deixar essas novas crenças fluírem naturalmente, sem resistir ou forçar, permitindo que elas se encaixem no momento presente, com lógica e sentido, de acordo com o que você realmente precisa viver.

NÃO É PRECISO ACREDITAR EM TODAS AS MENTIRAS PARA SER MANIPULADO. BASTA NÃO SABER RECONHECER UMA.

Uma informação pode ser verdadeira e conduzir a uma conclusão falsa. Um argumento pode parecer lógico e esconder uma premissa equivocada. Uma notícia pode apresentar fatos reais e, ainda assim, induzir ao erro.

O senso comum comumente mente.

O problema da desinformação não começa necessariamente na mentira de quem comunica, mas na ausência de critérios de quem interpreta.

Em minha pesquisa científica sobre Alfabetização do Discernimento Consciente, investigo a formação dessa capacidade: distinguir informação, evidência, interpretação e autorização para acreditar.

Quem não examina os critérios da própria crença pode chamar de pensamento aquilo que é apenas influência.

Carlos Eduardo Garcia Moreno Balcarse

Carlos Eduardo Balcarse

Psicanalista, Escritor e Pesquisador

19 de outubro de 2026