Texto Sobre Silêncio
Posso ser calma, silêncio que acolhe,
ou tempestade que tudo revolve.
Posso ser riso solto no ar,
ou nó no peito difícil de desatar.
Posso ser casa, porto e chão,
ou estrada sem direção.
Posso ser força quando dói ficar,
ou fraqueza que precisa chorar.
Posso ser faca, palavra afiada,
ou cura lenta, bem pensada.
Posso ser fogo que aprende a conter,
ou cinza fértil pronta a renascer.
Posso ser muitas, sem pedir perdão,
contradição viva em expansão.
Não me resumo, não caibo em um ser:
sou mil maneiras de simplesmente ser.
Família.
Não é quem divide sangue. É quem divide silêncio sem constrangimento.
Quem fica quando não sobra nada bonito pra oferecer.
Quem te chama à razão sem te diminuir.
Quem segura a barra quando você já largou tudo por dentro.
Família não é perfeita, é funcional.
Se dói o tempo todo, não é laço, é peso.
Se exige que você se apague, não é amor, é controle.
O resto é discurso pra enfeitar abandono.
Stephanie
Ela é de Capricórnio.
Não nasce.. se constrói.
Pedra sobre pedra, silêncio sobre silêncio.
Independente
porque aprendeu cedo
que promessas quebram
e quem segura o mundo
é quem não o larga das próprias mãos.
Fiel de poucos amigos —
não por frieza,
mas por profundidade.
Raiz não se espalha na superfície,
raiz escolhe onde fincar.
Ela parece inverno,
mas quem atravessa o frio
descobre abrigo.
Ama sem espetáculo.
Cuida sem anúncio.
Fica.. quando decide ficar.
E quando escolhe alguém,
não é impulso.
É destino assinado em rocha.
Criança não entende orgulho,
não entende briga de adulto,
não entende silêncio imposto.
Ela só sente falta.
Sente no vazio da pergunta que ninguém responde,
no “cadê?” que vira rotina,
no abraço que simplesmente parou de existir.
E quem afasta…
acha que tá vencendo.
Mas não percebe que tá ensinando abandono,
plantando insegurança onde só devia ter amor,
e deixando marcas que o tempo não apaga.
Porque criança cresce…
mas o que faltou nela
não cresce junto.
Fica.
E grita em silêncio pro resto da vida.
Em silêncio mas ouço uma canção...
Recolhendo frutos desta destruição.
Hoje eu sei que aquilo era uma última oportunidade...
Mesmo que todos tenham insistindo bastante.
Mas veja, os meus amigos estão seguindo por mim...
Eles conseguem bem manter aquela chama...
Que por um tempo nos fez pensar que éramos mais fortes.
E eu sei que, no agora talvez,
eles tenham uma vida tranquila
Ou apenas fingem ter momentâneas felicidades...
Cara, por um tempo eu achei aquilo tudo incrível...
mas algo verdadeiro também se foi...
E junto com isso algumas possibilidades...
Ok! Vou criar um silêncio dentro de mim...
Enquanto grito pra todos, o que eles tanto querem ouvir...
Yeah...yeah...🎸🎶
30 dias, 720 horas, 43200 minutos do maior silêncio que já encarei. O barulho de Rubens preenchia a casa, a rua, os dias e meu coração.
Hoje o silêncio da sua ausência me faz viver na pausa. A pressa por viver, amar, fazer e acontecer era a principal face de Rubens e por 4 anos tive pressa também.
Dono do "deixa que eu faço", o marrento não perdia um instante.
Me pego pensando como é difícil encarar a solidão da vida sem Rubens e dó demais.
Me entorpeço da minhas memórias e a dor passa.
Ainda é cedo pra falar de saudade boa, mas a gente ri lembrando dos "shows da Xuxa" deles.
No espetáculo da vida ele foi o protagonista do amor.
Mala, cara amarrada mas sem limites para amar.
Não teve adeus, nem choro porque não era o fim.
A vida continua e as cores aos poucos vão tornando o recomeço mais fácil.
As noites fico na sala por horas imaginando como estará seu Rubens no céu? Imagino ele chegando ansioso e querendo fazer obras, mudando nuvem de lugar, juntando estrelas pra esquerda, querendo mudar o sol de lugar, e até botando os anjos para trabalhar e organizar tudo kkk
Hoje dia 30 do meu segundo recomeço, me ouso apertar o play as vezes e ouvir novas canções.
É seu Rubens, você partiu e partiu meu coração.
Seguirei sentinela desse amor que mora dentro de mim. Te amo meu pai! 15/04/2026
No fundo da cova que eu mesma cavei,
onde a fé já não tinha voz
e o silêncio gritava mais alto que tudo,
eu me perdi de mim.
Por muito tempo carreguei culpas como correntes,
dias sem cor,
noites sem sono.
E um vazio que eu não sabia explicar.
Eu me olhava
e não me reconhecia.
Era como existir sem estar viva,
respirar sem sentir.
E foi la, no pior de mim
que o nome de Jesus ainda vivia.
Fraco… quase apagado,
mas o suficiente pra me alcançar.
Eu não sabia pedir ajuda direito,
não soube orar bonito,
minhas palavras saíam quebradas,
assim como eu.
E mesmo assim
Ele veio.
Não esperou eu me reconstruir,
não exigiu que eu fosse forte.
Me tirou do lugar
Onde eu já tinha aceitado morrer por dentro.
Me levou do escuro
que eu já chamava de casa.
Mas não houve julgamento.
Não houve rejeição.
Somente braços abertos
pra alguém que já não se achava digna.
Me acolheu.
Não como quem sente pena,
mas como quem ama de verdade,
como quem vê além das minhas falhas.
E quando eu desabei de vez,
quando não sobrou nada em mim,
foi nos braços dEle
que eu caí.
Pela primeira vez,
não doeu.
No meio daquilo que parecia fim,
eu encontrei descanso.
Jesus não me encontrou forte.
Me encontrou quebrada…
e mesmo assim,
me quis.
@Por_tras_de_uma_mente
Apenas vou…
O adeus é o silêncio
Discreto, cifrado em sinais.
O adeus sorri irônico..
apresenta-se na Ausência, dormência e demência.
O adeus soa em notas separadas,
Escreve-se tímido. Letra por letra..
O adeus é percebido…
O adeus está na falta…
Do não estar daquilo que era..
apenas uma sombra..
apenas uma sobra…
e depois, nem isso..
(Júlio Raizer)
És verso
Há o barulho do silêncio, na tépida madrugada.
A chuva que rola solta pela areia seca de uma duna em movimento.
O brilho do sol por trás da noite enluarada,
A cantiga nova repelida do firmamento,
As vozes de uma multidão numa cabeça já cansada.
A fantasia na realidade digerida
Transforma em cantos o redondo dessa vida.
Sem fome num banquete já servido,
Gritaria aos milhares se pelo menos um tivesse ouvido.
Indaga-se a renúncia da pena quando faltam letras,
Procura-se a poesia no campo já florido.
Num alarido majestoso colheu a flor solitária de um buquê róseo,
Há um pouco de tudo em tudo que vemos.
Há o barulho do silêncio, na tépida madrugada.
A chuva que rola solta pela areia seca de uma duna em movimento.
O brilho do sol por trás da noite enluarada,
A cantiga nova repelida do firmamento,
As vozes de uma multidão numa cabeça já cansada.
A fantasia na realidade digerida
Transforma em cantos o redondo dessa vida.
Sem fome num banquete já servido,
Gritaria aos milhares se pelo menos um tivesse ouvido.
Indaga-se a renúncia da pena quando faltam letras,
Procura-se a poesia no campo já florido.
Em sílabas mortas o guardião fez moradia.
Trancou a porta e se afogou na água fria.
Sentiu-se imponente sob o sol da manhã
Gotejou lampejos de suplício na tarde vã.
Lutando contra o mundo, soldado único se fazia.
Num alarido majestoso colheu a flor solitária de um buquê róseo,
e presenteou suas lembranças no esquecimento da sua história... (Júlio Raizer)
Fiz uma aliança
com a paciência e o silêncio,
eles são imbatíveis
no decorrer do tempo.
Fiz uma aliança solene
com a paciência e o silêncio.
Eles não se apressam,
não se ferem
e não se desgastam
apenas atravessam o tempo
com a força indestrutível das coisas
que sabem esperar.
Eu, que já fui tempestade,
aprendi com eles
que nada vence aquilo
que permanece firme
no seu próprio ritmo de eternidade.
Fiz uma aliança mansa
com a paciência e o silêncio.
São meus companheiros antigos,
guardiões do instante.
No decorrer do tempo,
descubro que eles vencem tudo...
o ruído das urgências,
o peso das inquietações
e das horas que tentam me arrancar
de mim mesma.
Com eles, aprendi a respirar o mundo
no sopro suave do que não pressiona,
mas floresce...
✍©️@MiriamDaCosta
Se eu tivesse sido concebida
pela brisa do silêncio,
eu não teria brotado
um furacão de palavras ...
e não teria espargido pétalas de poesia
nas estrofes do vento da minha existência,
que sussurra versos gritantes de vida
entre as linhas do tsunami da minh'alma ...
Um'alma poética
ama o silêncio
mas não pode
ser silenciosa ...
ela não é silente
e nem faz ruído
ela escreve...
✍©️@MiriamDaCosta
Os sonhos não dormem e nem morrem,
apenas aguardam, em silêncio,
o instante em que a tua alma desperte
e teus passos os chamem para dançar...
Eles se escondem nas frestas do tempo,
respiram dentro do teu peito,
sussurram na tua sombra,
esperando que a tua coragem
lhes devolva o corpo da vida...
Porque sonhos são sementes eternas,
que mesmo soterrados e esquecidos,
guardam em si a fúria da primavera....
✍©️@MiriamDaCosta
É Agosto
o mês do Senhor da Terra
SILÊNCIO!
Ele vem coberto de palha
pisando firme o chão
do mistério.
É Omulú
aquele que cura
com as mãos
que também sepultam.
Orixá da beira da vida
do fim
e do renascer.
Dono dos segredos
do corpo
e do destino
dos homens.
A ele, Respeito!
A ele, Silêncio!
Pois onde ele passa,
a doença se curva
e a morte se cala.
Atotô! Omulú!
Pai dos humildes
Senhor dos esquecidos
habita as encruzilhadas da dor
e os recônditos da esperança.
Teu corpo é palha
mas tua essência é chama
que queima as pestes
e aquece os frios da alma.
Teus passos
não fazem alarde
mas transformam
caminhos.
Com teu ibiri
varres o mal
e planta
o renascimento.
És velho
mas és
o começo.
És temido
mas
és abrigo.
Teu silêncio fala
onde nenhum homem
ousa gritar.
No mês de Agosto
a Terra sussurra
o teu nome
Omulú!
És o Rei da Terra!
SILÊNCIO!
E a cura desce
com o mesmo
peso da eternidade.
Atotô! Omulú!
Silêncio sagrado
se faz presente.
A Terra respira
em teu compasso
e sob teus pés
florescem os destinos
entre a morte
e o milagre da vida.
Que a tua palha
nos cubra
que teu axé
nos cure
que teu silêncio
nos ensine.
Salve o Senhor da Terra!
Salve Omulú!
Atotô!!!
Sou filha Dele
o Senhor da Terra
e do Silêncio
Atotô meu Pai!
Trago no peito
a palha
e na alma
o segredo
dos que curam
com o olhar
e sepultam
com o tempo.
Sou feita
de chão sagrado
de cicatriz e poeira
de passos
lentos e firmes
sobre a linha
da vida inteira.
Ele me ensinou
o mistério
de calar para ouvir
e de morrer
um pouco
para poder
ressurgir.
Atotô! Meu Pai Omulú!
Meu Pai
de palmas fechadas
recolho tua força
no escuro
e danço na tua luz velada.
Me ponho em silêncio
e gratidão
diante da tua proteção.
Atotô!!! Meu Pai!
✍©️@MiriamDaCosta
Minhas palavras nascem do nada
e ao nada retornam.
No intervalo entre um silêncio e outro,
você lê os meus versos,
esse espaço nu,
onde, sem defesas,
tudo o que sou se revela.
Minhas palavras rasgam o nada
e sangram até o nada.
No meio do corte,
você lê meus versos,
sangue, suor,
lágrimas, vísceras,
âmago e silêncios
que eu não soube calar.
Ali estou,
eu inteira,
sem pele,
sem metáfora de defesa,
descrita não pelo que digo,
mas pelo que já não consigo esconder.
Minhas palavras não começam,
explodem do nada.
Não terminam,
implodem no nada.
Entre uma explosão e outra,
você lê meus versos
como quem abre um corpo vivo
sem anestesia.
Ali estão meus nervos expostos,
minha carne em estado de verdade,
meus silêncios suplicando forma.
Nada foi poupado,
nada foi simbólico.
Tudo sou eu,
visceral,
em hemorragia
de linguagem.
✍©️@MiriamDaCosta
Os versos dos poetas
são unguentos sagrados
derramados em silêncio
sobre corações cansados
de atravessar o tempo.
Tocam onde as palavras comuns
não alcançam,
curam fendas invisíveis,
acendem pequenas luzes
nos templos da memória.
Ah! As palavras poéticas
das almas aladas
( sacerdotes do indizível )
são sopros de eternidade
emprestados às almas humanas
que ainda creem
no milagre do sentir.
✍©️@MiriamDaCosta
O mundo carece da fluência do silêncio,
essa língua antiga que não grita,
mas ensina.
Falta-lhe a pausa da fala
onde o sentido aprende a existir.
O mundo é deficiente da fluência do silêncio
porque fala demais para sentir.
Grita certezas ocas, tropeça em ruídos,
e esquece que é no silêncio
que a verdade afia as cordas vocais
e harmoniza os fonemas.
O mundo é carente da fluência do silêncio,
esse oásis onde as palavras descansam
e a alma, enfim, consegue se ouvir.
Dizer:
“Falta-lhe a fluência do silêncio.”
é uma excelente alternativa,
educada e sutil,
para o brutal:
“Cale a boca!”
✍©️@MiriamDaCosta
1
Ontem,
o céu desabou em fúria ⛈🌧🌩
raios, trovões, trovoadas
e o silêncio forçado
de dez horas sem luz.
Acendi velas
para enfrentar a noite,
sentei na varanda
e deixei o frescor
e o cheiro da chuva de verão
me atravessarem.
Foi então que a infância voltou.
Ó, infância!
Tão rica em gestos pequenos
e mundos imensos.
Quando a luz faltava,
inventávamos imagens nas paredes:
dedos, mãos, sombras vivas
dançando à chama da vela.
Éramos felizes
com tão pouco.
E nem sabíamos.
2
A tempestade levou a energia
e trouxe lembranças.
À luz frágil das velas,
a noite deixou de ser escura
e virou memória.
Na varanda, a chuva de verão
cheirava a ontem.
Lembrei da infância,
quando a falta de luz
era brincadeira,
e as mãos criavam mundos
nas paredes nuas.
Éramos felizes
sem nomear a felicidade.
Ela apenas existia.
Faltou a luz.
Sobrou a infância.
Uma vela,
uma parede,
duas mãos
e o riso fácil
de quem ainda não sabia
o peso do tempo.
3
A chuva caiu como quem bate à porta do passado.
E, sem pedir licença, entrou.
Na penumbra da casa sem luz,
as velas acesas abriram frestas no tempo.
Sentei-me em silêncio,
ouvindo o sussurro do vento
e respirando o cheiro morno da chuva de verão.
Foi ali que a infância me encontrou.
Inteira.
Descalça.
Com as mãos pequenas desenhando mundos
nas paredes insones da noite.
Não havia pressa.
Nem medo.
A escuridão era brincadeira
e a simplicidade, um milagre cotidiano.
Éramos felizes,
não porque sabíamos,
mas porque vivíamos.
Hoje, a memória acende
o que o tempo apagou.
E, por instantes,
à luz frágil da lembrança,
volto a ser casa.
✍©️@MiriamDaCosta
O silêncio
é um verdadeiro patuá.
Guarda mistérios,
protege verdades
que a palavra
às vezes profana.
O silêncio
é um verdadeiro patuá,
pendurado no peito da alma
para proteger
aquilo que o mundo
ainda não merece ouvir.
O silêncio
é um verdadeiro patuá.
Nele são costuradas
as palavras que poderiam ferir
e as verdades
que o mundo não sabe ouvir,
interpretar e aceitar....
✍©️@MiriamDaCosta
Oh! Natureza!
No espelho do teu silêncio,
eu me inclino,
e ali,
sem ruído algum,
tua palavra me atravessa
como raio de luz.
E me descubro,
não como quem observa,
mas como quem pertence
à mesma língua muda
que o vento sussurra
e as folhas compreendem.
Oh! Natureza!
No espelho do teu silêncio,
reflito-me na tua palavra.
E, nesse instante suspenso,
sou menos voz
e mais escuta,
menos forma
e mais essência.
Como se, em ti,
eu me lembrasse
daquilo que sempre fui
antes de me dizer.
✍©️@MiriamDaCosta
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