Texto Sobre Silêncio
Sob a Lua Canceriana
Silêncio, eu estou
com ombros de maré alta —
o mundo, um sal,
eu, concha virada.
Não peço leveza,
aprendi a carregar
até que o pranto
vire mapa
e o peso,
asa.
Um Poema-casa, porque Cancerianas carregam até o que não é seu... mas também sabem transformar lágrima em raiz. 🌊✨
Cale-se, faça silêncio, não se humilhe querendo atenção de quem nunca vai gostar de você. Silencie sua boca e seu coração, não são todos que merecem sua atenção.
Busque conversar com quem te valoriza.
Não se sinta culpada em não falar com as pessoas, até mesmo aquelas que você ama, se não merece seu amor, despreze.
Todos os dias é dia de recomeçar.
Então recomece e seja feliz, não olhe pra trás, busque um presente melhor hoje, pra que no futuro a felicidade seja permanente na sua vida.
Cuide-se.
Valorize-se.
Silêncio.
Desculpe-me ficar calado
foi minha decisão.
Por isso padeço
Minha escuridão.
Desculpe-me
Poderia te falar.
Mas foi minha
Decisão se calar.
Isso dói de montão.
Por isso padeço na
Minha grande escuridão.
Até isso finalizar.
Minha alma sem
Paz vai ficar.
Até no caixão eu
Me enterrar.
Ninguém terá a
Paz para me apresentar.
Quando vejo você.
Não sei oque dizer.
Quando eu escuto
O seu falar.
Não Sei oque
Pensar.
Só me resta
Te admirar.
Quando Eu brigo com
Os Meus pensamentos.
O teu sorriso
É o meu alento.
A você eu queria
Me declarar.
Mas resolvi
Me calar.
Meu tormento é grande.
Acho que vou
Me banhar no sangue.
De uma faca cortante.
Para ver se acaba
Esse desespero.
Que se transformou
Em pesadelo.
Nego que te amo
Até o fim.
Não queria que tudo
Fosse assim.
Mas essa foi
Minha escolha.
Vou apagar da
Minha memória.
Com o suicídio
Da minha história.
Esse belo sentimento.
Agora é meu tormento.
Essa bela fantasia.
Agora é uma
Triste melodia.
Essa foi minha decisão.
Por isso padeço na minha
Infinita escuridão.
O silêncio ressoa num eco…
Capaz de despertar tudo aquilo Que deixamos acomodado
Dentro do nosso eu…
Esse acúmulo de vivências
Acaba sufocando
Nossas lembranças
Que se eternizaram
Dentro de nós
É hora de limpar
E retirar as impurezas
Do nosso interior
E deixar fluir
O que de bom prevalece
Através da SOLIDÃO
Foi necessário o meu CORAÇÃO
Fazer amizade
Com a tal SAUDADE
E também pedir ajuda
Ao SILÊNCIO...
Cursei a faculdade
Da Reflexão e encontrei pOeSiA,
E junto com ela o ALFABETO
Inteiro pra interagir
E passei a RIR e interagir
E daí fiquei curada...
SOLIDÃO hoje é ótima companhia.
***
Entrando em meus silêncios,
A alma a me abandonar,
Afogando-se no véu
Do tempo a me assombrar.
Vejo a cor, que se desfaz,
Rastro tênue de um luar.
A paisagem em minha voz,
Chama que vem me queimar.
Não és um sonho fugaz,
És meu pranto e meu pesar.
O medo de te perder
É a dor que nunca há de calar.
Olho a cor da despedida,
Chama que insiste em arder,
A paisagem que me fere,
No receio de te perder.
Não és miragem ou sonho,
És o brilho no meu olhar,
Mas o medo, persistente,
Torna o amor a me sangrar.
És a luz que me consola,
Na escuridão do existir,
Mas se fores, minha alma
Terá no vazio seu porvir.
A vil cor que me abandona,
Chama fria a me envolver,
Na paisagem de incerteza,
Sinto o medo de te perder.
Não és miragem nem ilusão,
Mas a luz do meu caminhar,
E o temor que me consome,
Faz o peito quase calar.
És o lume da minha noite,
O eco que me faz seguir,
Mas se fores, meu destino
Será vazio a me consumir.
Esmeralda em Silêncio
Entre mil cores que o mundo me deu,
brilharam teus olhos tão verdes, tão meus.
Não falo de pedras, de joias, de luz,
mas de um verde que acalma, aquece e conduz.
Tua presença é poesia que não precisa rima,
é gesto que dança quando o tempo se aproxima.
Inteligente, romântica, rara de ser,
tens o dom de sentir e também de entender.
E eu, que nada pedi ao destino ou ao céu,
ganhei teu olhar como quem lê um papel
escrito por mãos que conhecem ternura…
Teu jeito é abrigo, teu olhar a cura.
GRITOS EM SILÊNCIO
Sinto-te carente de gente
Com alma viva
Que te dê mais vida
Na vontade
De viver o presente
Como um presente
De conectar com gentes
Que te encostem bem
Na tua costa
Com abraços verdadeiros
Sincronizados
Looongos, quentes
E intensos
Sinto-te, com vontade
De no rio e mar, mergulhar
Despida, de corpo e alma
Na tua intimidade
Deixando que as águas correntes
Te atravessem, abrassando
O teu corpo e arrefecendo
A tua braza 🔥
Na totalidade
Sinto-te, num vazio
Contudo, carregada de amor
Fulgor
Para dar e receber
Abertamente e
Com mente aberta
Sinto-te envolvente
Rodeada de gente
Porém, numa ilha deserta
Com desejo de uma alma
Encontrar, para com ela
Partilhar
Os teus medos
Receios
Vontades
Gritos d'alma
E os barulhos
Grudados no corpo
Poder entrementes
Ultrapassar os teus limites
Politicamente correctos
Expressando a alma
Na sua essência
Sinto-te excitada
De tudo e do nada
Almejando
Ser escutada em silêncio
Sinto-te sedenta
De conexões enérgicas
Que garantem prazeres longos
Sem evadir o que existe
E em silêncio
Te reencontrares
Sendo
Verdadeiramente Tu
Sem tabus
Nem fingindo qualidades
Extraindo dessa dor
O ardor sem pudor
Toda Tu
Dona do teu mundo
Inteiramente
Em gritos de silêncio
Porque tudo que te faz bem
Fazes em silêncio.
Opoetadafogueira 🔥
Hoje Eu Gritei
(Verso 1)
Hoje eu gritei comigo,
a raiva em cada palavra,
ódio como um castigo,
amor que só desaba.
(Verso 2)
Hoje eu gritei com ele,
em desespero e frustração,
por um pouco de atenção,
mas só ouvi silêncio e desilusão.
(Refrão)
Hoje eu gritei com a gente,
promessas que se quebraram,
sonhos que se perderam,
de um "nós" que nunca chegaram.
(Ponte)
Hoje não achei meus sapatos,
não reguei minhas flores,
no espelho não há mais fatos,
a dor me engole em dores.
(Refrão)
Porque me deixaram gritar?
Minhas vozes na tempestade,
cada grito a me cortar,
consumido pela saudade.
(Verso 3)
Hoje eu gritei comigo,
no fim, o grito calou,
morreu uma parte de mim,
que nunca mais encontrou.
(Refrão Final)
Hoje eu gritei com a gente,
promessas que se quebraram,
sonhos que se perderam,
de um "nós" que nunca chegaram.
Por que eu griteei?
Por que eu gritei!
Por que eu griteeeei?
Por que eu gritei!
Por que griiteei?
Por que eu gritei!!!!
Hoje eu gritei,
no fim, o grito me silenciou,
morreu uma parte de mim,
que nunca mais entendeu,
a dor que restou.
O amor está nos detalhes
Não é sobre palavras grandiosas, juras eternas ou gestos cinematográficos. O amor está no jeito que você segura minha mão sem perceber, no seu sorriso sincero quando conto algo bobo, no silêncio confortável que só existe entre nós. O amor nunca precisou de palco, apenas de verdade.
Grito silencioso
Ela pediu um drinque no velho bar
Como se fosse remédio para a dor
Fugindo de si mesma, angustiada
Tentando sentir um pouco de calor
Laís não é mais uma garota de 15
E foi iludida de novo por um rapaz
Rodeada de várias amigas falsas
De sobreviver ela quer ser capaz
Os comprimidos estarão à espera
Todos conhecidos de longa data
Em sua infernal e infeliz trajetória
Com a cabeça sem reflexão exata
Por favor, guarde já esse estilete
Você ainda irá descobrir a alegria
Nada de se precipitar em desvario
Sei que lhe fará bem mais um dia.
Amy,
as estrelas aqui brilham com a indiferença dos longos invernos da Rússia, mas há uma luz que falta, que não encontro neste céu imenso. sinto que troquei o calor do teu abraço pela frieza da noite, mas o vazio do meu coração ainda ecoa o teu nome.
quando olho para a vastidão branca que me cerca, sinto-me tão pequeno quanto uma folha seca, caída, levada pelos ventos que gritam entre as árvores nuas. há uma estranha beleza nesta terra fria, mas ela não pode aquecer minha alma, como tuas mãos faziam.
escrevo-te no silêncio gélido, tentando lembrar o calor do sol em teu rosto e do sorriso que me devolvia o fôlego. mas, tudo o que resta aqui é o gelo, e no fundo de cada silêncio, ouço o teu nome ressoando, como se o vento o sussurrasse ao meu ouvido.
cuida-te, Amy, e pense em mim às vezes, como penso em ti por cada estrela distante e solitária.
R.D.
Seja a diferença na vida dos que o cercam.
Distribua o melhor de você, seja gentil,
sorria, ouça com atenção, fale com sabedoria,
leve paz e tranquilidade por onde passares.
Perdoe, todos estão no caminho da evolução.
Não se irrite, respire fundo e siga em frente
Lembre-se que o silêncio é sempre a melhor resposta.
Cada gesto, cada ação positiva
retorna para você em forma de bençãos
E se você colocar em prática tudo isso
Saiba que descobriu o segredo da vida.
Nem sempre a força que mostramos é a verdade inteira. Por trás do sorriso, existem lutas silenciosas, orações escondidas e uma fé que resiste mesmo quando tudo balança.
É nesse lugar secreto da alma que Deus nos encontra... onde ninguém mais vê, Ele vê. E o que Ele vê… Ele acolhe, Ele cura!
Melodia Inexprimível
Quando o amor se revela,
Silente, busca um olhar,
Parece dançar com ela,
Mas, nas palavras, hesitar.
Quem ousa exprimir o que sente,
Encontra o peito a pulsar,
Fala, e, por vezes, mente,
Em silêncio, pode sufocar.
Ah, se ela visse em mim,
Seu olhar me alcançar,
Soubesse que a amo assim,
Sem um som, me revelar!
Mas quem sente, cala,
Procura em vão a voz,
Fica só, com a alma opaca,
À mercê do tempo atroz.
Se pudesse enfim contar-lhe,
O que por temor não ousou falar,
Já não precisaria buscar-lhe,
Pois, em poesia, estou a lhe falar.
Somos muitos em um só dia.
Às vezes acordamos esperançosos, outras vezes calados por dentro. Podemos ser gentis pela manhã e, horas depois, impacientes. Somos luz em alguns encontros, sombra em outros. Não somos incoerentes — somos humanos, múltiplos, atravessados por memórias, sentimentos e vibrações que dançam conosco a cada instante.
Essas variações internas não são falhas; são convites. Convites para olhar com mais atenção o que sentimos, para perceber o que nos habita sem julgamento. Quando nos tornamos conscientes dessas mudanças, abrimos espaço para a alquimia interior. Podemos, então, transmutar medo em coragem, raiva em lucidez, tristeza em silêncio fértil.
Estar presente é o primeiro passo.
Reconhecer-se em cada versão é o caminho.
A consciência não nos impede de sentir — ela apenas nos liberta da prisão de reagir inconscientemente.
E é nessa presença que encontramos poder: o de sermos inteiros, mesmo sendo muitos.
O muro
Ergueu-se imponente outra vez
Pois dantes por mim derrubado
Agora me fita em silêncio cruel
Com tijolos frios e passado selado
O que um dia tornou-se ruínas
Assombrou-me com sua ausência
Vulnerável ao vento frio da noite
E a solidão soprou sua sentença
Eis que ergue-se por instinto
Pois caído ao chão não protegeu
Recolhe triste os cacos do tempo
E guarda a dor de quem cedeu
Tenho andado em silêncio. Falar não tem sido o bastante, apesar de já ter falado muito.
O observar tem me parecido mais atrativo.
Deixar as coisas tomarem seu rumo sozinhas, como quando observamos aquela gota de chuva escorrendo pela janela... Ou quando vemos alguma presa prestes a ser devorada por seu predador que está ali parado, aguardando o momento certo, pronto pra dar o bote...
Certamente sabemos como será o desfecho da história, mas observamos com um certo fascínio...
Me debatendo, desesperadamente, busco chegar a superfície. Evitei mergulhar a fundo em mim mesmo por muito tempo, mas fui sugado, lentamente, até me ver completamente submerso.
Como num lago escuro e vazio, tomado por um silêncio ensurdecedor que me grita de volta de forma incansável, me puxando cada vez mais para baixo. Tirando-me a força e o vigor de tentar novamente.
Então afundo em silêncio enquanto vejo os últimos raios de luz desaparecerem na superfície. A única coisa que penso é que minha cabeça deveria estar acima de toda essa água.
Queres saber de onde venho?
-
Pergunte ao vento, às árvores
O deserto as constelações,
o silêncio das madrugadas,
as palavras pequenas
o campo e os montes,
pergunte as estradas,
as estrelas, o céu
os instrumentos de corda,
o verso e a prosa,
venho de longe,
venho do chão,
peregrino.
.
