Texto Sobre Silêncio
Quarto de espelhos
As vezes o silêncio toma conta
Até posso ouvir meu respirar
Ouço um som, o som do vento
Parece ser um outro lugar
Fecho os meus olhos
Na escuridão enxergo a luz
Os pensamentos surgem
Já não estou mais sozinho
Sou rodeado por lembranças
Momentos, e mais momentos
É estranho esse lugar
É calmo, vazio, mas é cheio
Sou leve como uma poeira
Tudo parece flutuar, lentamente
Calmaria constante
Mas meu coração bate forte
Sou visitante nesse lugar
Tenho motivos pra gostar, ficar
Mas não posso permanecer
Não precisa compreender
É um lugar, um reflexo
Mesmos móveis, cheiros
Onde me deito, e levanto
Meu quarto de espelhos
Eis que reflete, agora o presente
Mas diferente és o momento
Agora, e nesse instante
Sou habitante em um espelho
A (in)felicidade de ser MULHER!
-
No mundo real (próximo ou distante da realidade de muit(os) ou apenas de seus olhos) existem mulheres ditas “fortes”; “frias”; “brutas”; “duras”, etc.
Mulheres que, como regra, desde pequenas foram OBRIGADAS a pular etapas, engolir o choro e ser adultas. A amar como der ou o que der.
Mulheres que tendem a abraçar o mundo. Que assumem diversas responsabilidades. Que nas mesmas 24h de todos precisam encontrar tempo para cuidar da vida profissional, pessoal, dos filhos, do próprio psicológico, do corpo e ainda manter alguma vida social.
Mulheres que tem 1 emprego formal e outros tantos informais.
Meninas, que apesar de ouvirem diariamente “você precisa desacelerar”, “você precisa pensar mais em si”, e outros tantos “você precisa”; entenderam que a vida de quem precisa encarar a VIDA REAL, sem o respaldo de uma herança confortável ou simplesmente não se encontram sob as asas de alguém.
Mulheres que mesmo se bastando e se bancando, se julgam se em um momento de exaustão são freadas por um adoecimento. Ou simplesmente se culpam por um simples cochilar no meio da tarde. Afinal, aprenderam que se deve “produzir enquanto eles dormem”.
Eles? Eles quem?
Aqueles que as tornam seres irreais? Aqueles que não as enxergam de verdade?
Aqueles que as tornam invisíveis dentro de seus próprios lares, lembrando-lhes apenas quando são necessárias ( família; filhos; marido; amigos)?.
Essas mulheres, meu caro, apesar de exaustas,compreenderam o melhor da vida: que a FELICIDADE de ser quem são está exatamente nas pequenas e verdadeiras coisas que poucos enxergam.
A felicidade delas está em ver a conquista de um grande amigo; no abraço sincero do filho; no elogio em um dia qualquer; no abraço apertado de uma amiga que precede a frase “eu estou aqui e COM VOCÊ”. Está em um bate papo com os amigos. No apreciar a lua, a chuva. Em receber um bilhetinho carinhoso. Na reciprocidade das relações sem interesse. No respeito e atenção que não precisam ser exigidos ou ensinados.
A felicidade dessas mulheres está , principalmente, em saber que apesar de tudo e de muitas vezes serem apenas elas, elas SÃO CAPAZES DO INIMAGINÁVEL!
E elas SÃO! Apenas SÃO
No silêncio do fim do dia
Silenciosamente o sol desaparece numa fenda no horizonte
Tento...não consigo... não consigo meu amor confessar
parece que só o silêncio torna possível,
possível exprimir....
só o silêncio consegue esse amor traduzir.
É tão difícil...
Vencer o silêncio?
Não... não é um silêncio pra ser vencido...
O silêncio entre nós é audível,
é todo o nosso dizível....
é visível e todo colorido.
É tão silencioso....
Entre nós tudo,
tudo é tão intensamente silencioso.
Sabe o que é tão difícil?
... a tristeza que o fim do silêncio pode causar,
estou achando mais fácil
suportar um silêncio que não para de falar...
um silêncio que não cala
porque tem medo de ouvir e não suportar.
só pra me alegrar....
Quem sabe?! No silêncio do fim do dia ouço você me dizer que pra sempre irá me amar?
... e todo meu medo dessa escuridão apagar?
Meu silêncio é um grito de socorro
Minhas lágrimas são solidão
Meus sonhos são feitos de espinhos
Minha realidade é só escuridão.
Me tornei folha ao vento,
sem rumo e sem destino.
Que desatino - de homem a menino
No endereço de todos os perdidos:
Avenida dos Desesperados,
número zero à esquerda.
Te habito em silêncio
Não fiz promessas,
nem toquei mais do que o acaso permite.
Foi só um sorrisoleve, como quem sabe o poder do quase.
Um abraço,simples,mas ficou em ti como perfume em pele quente,como vinho na lembrança de um beijo não dado.
Desde então, me habitas em pensamentos que nem ousas contar,
fantasias moldadas no escuro dos teus desejos, onde meu nome se desenha sem voz.
Eu sigo, distraída,mas sei… quando a noite cai e o mundo se cala, sou o motivo do teu silêncio inquieto, a imagem que volta, teima, insiste.
Não fiz nada ,e mesmo assim, te desordeno, me tornei a sua imaginação mais fértil e desejada em qualquer momento.
Entre o Riso e o Silêncio
Dizem que sou feito de risos soltos,de palavras que dançam sem medo,de uma leveza que não se aprende, de uma luz ímpar.
"Você tem um brilho no olhar", repetem, sem notar, o quanto arde, às vezes, esse brilho.
Eu me identifico com o Chapeleiro maluco, louco aos olhos do mundo, mas lúcido demais por dentro.
Veem loucura no meu sorriso,mas não enxergam a tristeza nos meus olhos.
E talvez nem queiram ver.
Carrego o riso como escudo,a piada como armadura, o exagero como alívio.
Porque mostrar a dor assusta, e calar é mais fácil do que explicar esse nó que a alma não desata.
Dentro de mim mora um vendaval, mas por fora... só o vento suave.
Sou tempestade em corpo de primavera torta.
E mesmo assim sigo,entre gargalhadas e silêncios, dançando com minhas sombras, abraçando minhas fendas, sendo loucura e lucidez, tudo ao mesmo tempo.
Eu sou analítica, mas não fria. Sinto o que a maioria não percebe que nao sei como mas leio silêncios, interpreto entrelinhas e enxergo nuances que muitos ignoram. Vejo além dos gestos e questiono o que se cala. Carrego no peito um laboratório de dores que ninguém catalogou, feito de mapas mentais e cicatrizes emocionais, de hipóteses sobre o mundo e feridas que ainda não viraram tese.
Ser analítica não é uma escolha: é uma forma de existir, é medir a profundidade de um abismo com os olhos abertos e, mesmo assim, tentar atravessá-lo. Não se trata de falta de fé, mas de excesso de percepção, é saber que um sorriso pode mentir e que um toque pode calar, é doer no ponto exato onde os outros passam batido.
Ser analítica me custa noites mal dormidas, me leva a refletir sobre o que ninguém disse, me faz questionar até os próprios sentimentos, mas também me salva dos enganos que machucam sem nome, é viver entre o sentir e o pensar, entre o racional e o sensível, como quem caminha sobre uma linha fina entre dois mundos.
No fim, ser analítica é existir com lupa em um mundo que prefere o raso, é doer com consciência, é amar com profundidade. É viver mesmo que doa com verdade.
Minha alma não ri
Tenho o dom de acender salas
enquanto apago a mim mesma em silêncio Meu riso vem fácil, mas ninguém escuta o grito que mora atrás dos olhos.
Sou sol em dias nublados alheios, e noite cerrada quando volto pra mim.
Por dentro, uma alma que chora sem barulho, mas que nunca deixou de lutar pra existir.
É que ser luz pros outros às vezes custa a própria paz, mesmo assim,eu fico, eusinto, eu sigo.
Os silêncios da minha alma
São feitos de ecos que se arrastam,
Com o peso do medo e da dor,
Que se enterram fundo no peito
E a voz se apaga antes de sair.
São silêncios de batalhas invisíveis,
Onde o corpo sorri, mas a alma sangra,
Onde os gritos não são ouvidos
E as palavras se perdem nas sombras do medo.
Na multidão, a solidão grita, em meio ao riso, o vazio se esconde,
A mente, uma tormenta constante,
Que nunca se aquieta, que nunca se rende.
São silêncios que falam muito mais
Do que qualquer palavra poderia dizer,
Dúvidas e certezas que dançam
Em um ciclo que não termina, mas insiste.
São silêncios de uma luta silenciosa,
Onde o corpo resiste, mas a mente se curva. E, no fim, talvez o silêncio seja apenas ogrito que nunca se permite ser ouvido.
A vida não é só sorrir
A vida é também chorar
A vida não é só cair
na risada
A vida é também gritar
de dor
Desentalar o que está entalado
Desapertar o que está apertado
Sempre é preciso ter voz
Para não morrer sufocado.
Tributo
O pensamento dissipa-se ilimitado
Como se te prestasse um tributo da paixão
No vento teu nome é pronunciado
Entrelaçando um séquito de fantasia
Brota no poente o sol amarelado
Da janela o contemplo astro rei
Sábia é a língua capaz de louvar
Tanta beleza no longínquo abismo
Onde o silêncio retalha os ruídos.
Uma fração de mim habita dentro de ti
Vertente que escorre intensamente
Meu querer carregado do orvalho
Ofertando seu bálsamo cobiçável.
O sol nasce de trás do horizonte e entre nuvens
Densas banha as águas revoltas da imensidão do mar.
O pescador adentra no mar e lança longe a linha de pesca
E pacientemente fica a espera de mais uma fisgada.
Entre o silêncio e a espera sempre haverá uma nova
Possibilidade e sonhos que poderão ser realizados.
O homem e o mar se conectam de alguma forma
E entre eles serão revelados segredos inimagináveis.
O rumor é forte e a maresia deixa o ar impregnado.
O voo rasante e o grito das gaivotas quebra o silêncio.
O céu encoberto deixa a manhã de janeiro pálida e a
Brisa canta suavemente deixando o momento impar.
Ombros da Saudade
Naquele instante que os olhos percebem
A envergadura do mistério da noite,
O silêncio vela por aqueles que descansam.
Nos ombros da saudade o frescor dos dias
De chuva de verão cavalga em direção do nada
A vida passa rapidamente acenando e sorrindo.
Assim, fica apenas a sensação de que alguma coisa
Ficou para trás e nós apenas observamos.
Existem princesas que nunca foram coroadas, por não saberem escolher o seu príncipe.
E existem príncipes cegos o suficiente para não reconhecerem sua rainha.
Entre desencontros e silêncios, se perdem coroas, castelos e histórias que poderiam ser eternas.
Porque amor não é só escolha — é também reconhecimento.
Da mentira
E na vida a gente vai cruzando com pessoas de todo tipo. Pra mim, os piores encontros são os que se dão com pessoas mentirosas.
Já li que existem situações em que os mentirosos podem ser considerados como doentes. Eu não entendo... mentira sem ser doença.... mentira como doença... não alcanço isso.
Tudo bem que cada um vê as coisas com seus próprios olhos, sente com o seu próprio sentimento... tá bom - enquanto escrevo aqui - fico pensando: tá certo, mentira como doença claro que pode... é um defeito no olho, nos sentimentos, no coração, na mente. E defeito é doença.
Doença... a gente pode ter nascido com uma... ou pode adquirir na vida... mas seja lá como for sempre há um remédio. Pode até não curar totalmente, mas ajuda.
O que quero dizer - e não foi com esta intenção que comecei a digitar este texto... mas agora ta aí - é que de nascença ou não, o mentiroso doente (percebi a ambiguidade, sim) pode se tratar, se quiser, of course...
Sabe action-reaction... sempre funciona, ou vem de volta pra você, ou pra alguém que você ama. E você não quer ser alvo de um mentiroso, quer? Tampouco vai querer que o objeto do seu amor seja, não é?
Pois é.... e, ainda, tem aquela frase, mais ou menos, assim: uma mentira dita mil vezes se torna uma verdade.... será que um silêncio mentiroso silenciado mil vezes... também se torna realidade?
Se sim.... o produto desse silêncio também será silêncio?
Não, não .... não tente interpretar minhas palavras, nem meu silêncio... você jamais saberá o que eu quero dizer, nem o que eu não quero...
e... I know you still love me anyway ;)E na vida a gente vai cruzando com pessoas de todo tipo. Pra mim, os piores encontros são os que se dão com pessoas mentirosas.
Já li que existem situações em que os mentirosos podem ser considerados como doentes. Eu não entendo... mentira sem ser doença.... mentira como doença... não alcanço isso.
Tudo bem que cada um vê as coisas com seus próprios olhos, sente com o seu próprio sentimento... tá bom - enquanto escrevo aqui - fico pensando: tá certo, mentira como doença claro que pode... é um defeito no olho, nos sentimentos, no coração, na mente. E defeito é doença.
Doença... a gente pode ter nascido com uma... ou pode adquirir na vida... mas seja lá como for sempre há um remédio. Pode até não curar totalmente, mas ajuda.
O que quero dizer - e não foi com esta intenção que comecei a digitar este texto... mas agora ta aí - é que de nascença ou não, o mentiroso doente (percebi a ambiguidade, sim) pode se tratar, se quiser, of course...
Sabe action-reaction... sempre funciona, ou vem de volta pra você, ou pra alguém que você ama. E você não quer ser alvo de um mentiroso, quer? Tampouco vai querer que o objeto do seu amor seja, não é?
Pois é.... e, ainda, tem aquela frase, mais ou menos, assim: uma mentira dita mil vezes se torna uma verdade.... será que um silêncio mentiroso silenciado mil vezes... também se torna realidade?
Se sim.... o produto desse silêncio também será silêncio?
Não, não .... não tente interpretar minhas palavras, nem meu silêncio... você jamais saberá o que eu quero dizer, nem o que eu não quero...
e... I know you still love me anyway ;)
Menina mulher
Cheia de sonhos.
Combatia a realidade
Menina mulher
Metade no balanço da pracinha.
Outra metade se vira sozinha.
Tem um tanto de delicadeza.
Outro tanto de incivilidade.
Às vezes é guerra... às vezes é paz.
Metade é o que todo mundo vê...
Outra metade só ela mesma sabe o que faz.
Há nela cicatrizes.
Também sorrisos nela há.
Metade dela é vozerio.
Outra metade silêncio.
Uma parte é desiquilíbrio.
Outra... está em cima de um fio.
Deserto
Atravesso desertos fora de mim.
Não encontro oásis no recôndito de minha alma.
Deserto incerto...
Nada é proporcional.
Miragens de mim.
Desejo intencional.
Deste-me um beijo.
Disseste-me adeus.
Gosto amargo e seco.
Tempestade de areia.
Uma serpente serpenteia.
Grito em silêncio.
Ecos num vazio amargurado...
Tudo desajustado.
Oásis embaciado.
Saudades
A tarde passa lentamente.
O dia aninha-se nos braços da noite.
Pássaros cantam sem tanto alarde.
E eu... eu apenas contemplo.
Não há mais lamento
Tu te foste...
Outros braços te abraçam
E eu sorrio... sonho:
são os meus lábios que sentes
é o meu calor que te aquece...
Tu, de mim, jamais te esqueces.
Sonho... aos poucos umas lágrimas rolam dos meus olhos...
Silenciosamente... Sinto saudades.
Silêncios inexprimíveis
Eu escrevi silêncios inexprimíveis...
eu gritei, te sacudi, tua cabeça bati...
tudo isso só por amor a ti.
Tu te fizeste silêncio
e não me ouviste,
minha dor não sentiste
e partiste...
e me partiste.
Onde andas tu
hoje em dia?
O silêncio ainda é tua companhia?
Os gritos ecoam
desde aquele dia...
Se tu nunca tivesses sido
eu ainda saberia o que um dia foi alegria?
Corre... corre.. corre... vamos lá, depressa, não pode parar.
Vamos nos conectar, twitar, facetar... sem parar. A vida pede pressa, então depressa... está tudo diferente, e mais será daqui pra frente.
Prepare-se, não deixe nenhum vácuo na sua agenda.... a sua vida inteirinha cheinha de compromissos tem de estar... rápido, seja rapidíssimo, se não for... quando chegar vai percebeu o azar que deu se atrasar.
Silêncio...
Pare um pouco pra respirar... sinta o ócio, o tédio de sem nada pra fazer, com tudo pra aproveitar. Desligue-se, desconecte-se... conecte-se com você... só com você, sinta sua respiração, as batidas do seu coração... só do seu coração... esteja só com você o quanto você se aguentar.
Agora bem devagar, silenciar e o céu contemplar.
Vá lá fora e olhe o céu.... agora... bem devagar... slow, slow, baby...
