Texto Sobre Silêncio
Rodeio Sublime
Você me ama em silêncio,
moro com arte em Rodeio
e escrevo poemas diários
soltos pelo Médio Vale do Itajaí
para fisgar o seu coração
com este rodeense poemário.
Sou eu o teu Ano Novo
mesmo que você não me veja,
eis-me como o sussurro
do Rio Itajaí-Açu
e a tranquilidade da arrozeira.
Você me cativa com devoção
moro com poesia em Rodeio,
você por enquanto ainda não
veio e me endereça o coração.
(Sou eu quem escreveu este
Poemário para a nossa Rodeio
sublime e amor mais que perfeito).
se está proibido duvidar,
prefiro mesmo é calar
por saber que o silêncio
tem o poder de abalar
o indelével princípio
da ciência é a dúvida
é imperativo no caminho
deixar a infâmia para
quem quer que a gente
não saiba se posicionar
silenciar e se afastar
não é desistir de nada,
é dar rasteira na trapaça
se está proibido,
falar prefiro a poesia
para não desaprender
a me expressar
até o inevitável chegar,
a tempestade passar
e a ignorância se dissipar
deixo a exaustão
para os que acham
que têm poder
de domar o indomável,
enquanto me ocupo do que é incrível.
Os breques que florescem
deste coração boêmio
que samba pelo teu em silêncio,
A espera de um novo tempo
que haveremos de encontrar,
Vou pedindo a bênção
de Heitor dos Prazeres
para ter bom humor,
a inspiração continuar,
e a cada dia aumentar
quando perto de mim o amor chegar.
Embalo as auroras
do amor no peito,
soberana do meu
próprio silêncio.
Enheduanna está
em mim mais
viva do que nunca
sob a divina Lua.
Vestida de poesia,
por ela sou regida,
pela Via Láctea
e seus sons de lira.
O Sol que rege
o seu destino
na minha direção
de mim se aproxima.
As caravanas passam,
as horas seguem,
os rebanhos rumam
e o amor se ergue.
O Universo traça
o trajeto no oculto,
não há nada mais
que adie o quê é absoluto.
Toca o Sino da Igreja Matriz
São Francisco de Assis
rompendo com o silêncio
desta manhãzinha fria
daqui da cidade de Rodeio,
o amor para toda a vida
por aqui ainda não veio.
O galo canta a terça-feira
e como poetisa deste
Vale Europeu Catarinense
poesia tenho sempre feito.
Morar em Rodeio é motivo
de orgulho que neste
poemário tenho o feito.
Poema para Rodeio
Aproveito o silêncio
da madrugada onde
posso ouvir o peito
na Véspera de Ano Novo
como licença poética
para escrever mais
de um poema para Rodeio.
Noite adentro sendo
amada pela brisa que vem
na rota do Rio Itajaí-Açu
e por ela sigo agradecendo
o tempo inteiro porque
graças à estamos vivendo.
Rebeldia
Se a minha voz incomoda,
o meu silêncio é ainda pior,
nem mil tropas me calarão
porque a poesia é muito maior.
Entenda que ditadores não
preferem alguém acima
dos objetivos porque da liberdade
eles são os maiores inimigos.
Em silêncio ou não vou sempre
incomodar porque sei a hora
de começar e a hora de parar.
A rebeldia que me guia é balão
que me leva por todo o lugar
e até o abismo não temo desafiar.
Sinto na pele o frio extremo
aqui no Médio Vale do Itajaí,
O silêncio da Cidade de Rodeio
encantadoramente é quebrado
pelo canto do Canário-da-telha,
Resolvi me arrumar por dentro
para escrever um lindo poema
enquanto bebo na cuia de Porongo
o meu tradicional Chimarrão Estrela.
Minha alma é oceânica
no silêncio e no bradar,
em mim há Mata Atlântica
e a terna Piúva magnífica.
Tenho muito o quê contar,
porém prefiro ser a poesia
e buscar as estrelas por
por companhia pela vida.
Porque tudo gira ao redor
quando você chegar
com o seu amor para ficar.
Tenho certeza que vamos
no repletar e nos transbordar,
e juntos todos os dias celebrar.
Existem vestígios
meus em ti,
Mesmo no abismo
que é o exílio
do teu silêncio.
Em ti sou poema
de amor vivo,
Ao seu redor és
o meu Condor
me protegendo.
Não sei qual
será o desígnio,
Só sei que algo
diz para nós baixinho
que está escrito
um no coração do outro:
O meu destino é você.
Cada silêncio seu
é o sinal que dentro
de você eu estou
a cada dia crescendo
e que o seu peito
canta mais forte
do que a Ára pong
que canta no momento.
Com cada uma
das tuas resistências
eu sei como lidar,
não tenho o quê
me preocupar porque
sei porque outro
alguém igual ou melhor
do que eu você
nunca vai encontrar.
Quando você menos
pensar estaremos
desarmados e rendidos
vivendo o amor
que sempre sonhamos
nos entregar,
e para chegar este dia
falta pouco para o amor falar.
Em silêncio você
tem tomado conta
de mim por inteira,
Algo ironicamente
comparável a uma
história de cinema
que diariamente tem
agido no meu coração
e falado como
o meu jeito louco
mexe e mexeu contigo.
Divina atração fatal,
vem colocar o seu coração
sob o meu perigo,
Este impulso há de ser
mais forte que o seu domínio.
Sonho que o seu
silêncio vire canção
no meu ouvido,
Distante com amor
sempre tenho escrito
para te deixar seduzido,
Porque quando chegar
a hora certa
não ficaremos tíbios.
Sem saber o porquê
de tanto silêncio,
Sem saber ao certo
na vida quem é você
tem me colocado
prisioneira sem fim,
e temo perder
o melhor de mim,
Falando com as paredes
invisíveis e com
o meu tumulto interior,
Apenas concluo
que falo e só eu escuto
sangrando neste jogo
possível de sedução
e estranho oculto.
No silêncio noturno
ilhéu da Ilha do Quiriri
Um olhar profundo
como um banho de estelar
Dos pés a cabeça
a amorosa emergência
A fortuna poética
que não dá para disfarçar
Navegando neste estuário
tenho consagrado
a rota do atemporal rimário
Daquilo que ninguém conta
sobre a Baía do Babitonga
reafirmo o pacto com o tempo.
🌒 "Te penso, te espero"
Eu era vento livre, riso sem medida,
hoje sou silêncio preso, alma consumida.
Te penso no escuro, te espero no dia,
e mesmo sem toque, tu és minha guia.
Não fui feita de espera, mas aqui estou,
a cada mensagem que não vem, me refaço e vou.
Teu nome ecoa onde o mundo cala,
e a falta que tu faz... meu peito embala.
Tua ausência dança no meu travesseiro,
e eu me perco em sonhos, de janeiro a janeiro.
Se a dor é poesia, eu rimo o que sangra,
e com cada palavra, meu coração desanda.
Passei o dia inteiro
com meus princípios,
dores no meu peito
e em profundo silêncio
chorei e fui dormir;
parece que comigo
você só quis se distrair.
Fui despertar do nada
durante a tempestade
em plena madrugada,
me peguei vidrada
em totalmente em você,
o tempo se encarregará
deste feitiço desfazer.
Como você não pode
me amar como mereço,
tirar a minha foto debaixo
dos teus olhos foi
a melhor opção a fazer,
mas você não precisava
ter mostrado para me ferir.
Contei a minha vida
e você sem perguntar
me arremessou
aos anéis de Saturno,
e nem era noite de luar:
os espinhos do roseiral
estão no corpo sideral.
Amo as rosas a ponto
de ignorar os espinhos,
lambi as minhas feridas,
porque prefiro o meu
coração limpo para
um amor sem jogos
de sedução perversos.
No silêncio desta
tarde de chuva mansa,
me veio a lembrança
de como disseram
que mataram o Capitão da Armada,
ela fez um barulho danado
só de recordar a voz impostada
de como papagaio da TV
teve a coragem de se referir
a este crime como um bárbaro:
Há erros que podem
ser perdoados,
mas nunca apagados quando repetidos,
Há velhos hábitos e vícios
de comportamento que precisam
ser corrigidos;
Por loucura política ele ter mentido
dizendo que o General
estava envolvido
em atividades conspiratórias
é algo de muito mau gosto,
Não se sabe nem quando
o General será libertado,
pois desde o dia treze de março
do ano de dois mil e dezoito
ele está injustamente aprisionado,
sem acesso ao devido processo legal
e continua em ISOLAMENTO TOTAL.
Carrego em mim
o silêncio e a jura,
mesmo sem ter
jamais te ouvido
antes na vida,
e me fixo tua.
Cabe a nós
o recato para
a preservação
daquilo que
nos espera
e faz o coração
permanecer
em sinfonia.
Quando o amor
é inevitável,
os astros dançam
no absoluto
e indomável,
em nós o paraíso
já é impenetrável.
Certa daquilo que
nos une e move
as montanhas,
venho preparando
o quê há de ser
além dos dias
e distâncias;
e assim será.
Você não
imagina,
que eu
te quero
em silêncio,
poesia
açucarada
e com o 'quê'
da mística
incidental
das flores
das dunas
que nasceram
aqui no vale,
e mesmo que eu
recatada me cale,
saiba que daqui
para frente
cada letra só
será para você.
Eu não pertenço
a esse mundo,
e sim a cena
do suave beijo
a enternecer,
e a sua mão
irreversível
que virá
por debaixo
do vestido
me fazendo
enlouquecer.
Porque eu
te quero,
e é mais forte
do que eu,
o meu desejo
cadencial
é bem assim:
repleto,
intenso,
urgencial
e cheio
de mel.
Não vai passar,
porque sem
se conhecer,
algo em ti
me reconheceu
de forma
inefável,
e te fez oceano
pacificado
para me receber,
porque de maneira
doce e inefável:
já me tens
inexplicável.
Em silêncio revisitei os poemas
como forma de resposta poética
ao amor que encerrou as portas.
Ser amada é claro que importa.
Se crê naquilo que não vê,
não sou eu que vou mais
lembrar do que ficou atrás.
Deus sabe o quê faz.
Eu bem queria desacreditar,
já não te conheço mais;
muita falta você faz.
Inclusive, em datas solenes.
Um amor perene não se compra,
não se vende e não se prova;
amor que é amor é para sempre.
Amor que é amor encontra jeito.
Não sou mulher que se esqueça,
sou flecha que se honra no seio,
cumplicidade e amor bem feito.
O meu coração ainda chora.
Em oração escrevi as prosas
ao amor que importa muito
como se planta mil rosas.
O amor não escolhe outras vias.
Em recolhimento supero
a sua falta de diálogo,
eu assim decreto.
És o meu porquê, e eu a tua razão.
Uma tristeza de amor não cura
pelas mãos de outro amor
apenas se condena a secura.
O meu coração vibra, é feito de fibra.
Ontem, escrevi até um poema
no afã de te fazer país reconquistado,
foi letra semente para o amado.
