Texto Sobre Silêncio
Vejo no amor um véu de silêncio e incerteza... figura que se insinua entre o sensível e o inteligível, como a sombra nas paredes da caverna: ora abrigo que consola, ora ilusão que se desfaz ao se voltar para a luz.
E, paradoxalmente, reconhecer esse véu é, por si, uma forma de clareza... como se a própria dúvida fosse um indício de profundidade, e o enigma, uma morada possível para aquilo que não se deixa capturar por inteiro.
A VIDA
A vida...
Num momento...
O silêncio...
O vento...
A terra...
O mar.♥️☀️
Vai longe...
O pensamento...
Vagando...
Iluminando...
O céu...
Morada do seu olhar.♥️☀️
Somente o tempo...
Tem o poder...
De desvendar...
Os segredos...
Daquele olhar.♥️☀️
Naquele momento...
Perdido no tempo...
Um sentimento...
Guardado no peito...
Em seu coração...
Feito uma linda...
Oração.♥️☀️
Ante a terra...
O céu...
E o mar...
O sopro da vida...
Flor na terra...
Estrela no céu...
Pérola no mar.♥️☀️
A mulher...
Que o mar contempla...
Feita farol da vida...
É a mesma...que...
Com seu olhar...
Brilha no amanhecer...
Como eterna estrela...
Do anoitecer.♥️☀️♥️☀️
Neste silêncio absurdo que gritava de ti.
Sem precisar por um fim
decidi partir, mas não encontrei
abrigo nas tuas respostas falharam
tentei fugir
me perdi
me calei
e no escuro vazio da imensidão do teu silêncio
que implora por atenção
que grita no subconsciente
aquela voz que ecoa na mente
o silêncio também é voz
que não diz nada pra não te machucar
que não se pronuncia por não saber o que dizer
ou por simplesmente nada significar
O silêncio.
A.C
Silêncio e Destino
Basta-me um olhar furtivo,
um suspiro, um eco distante,
para que sigas meus passos
e eu te guarde além do instante…
— Mas esse olhar, eu não darei.
Uma sílaba perdida
nos abismos da memória
poderia erguer impérios,
desfazer o tempo e a história…
— Mas essa voz, eu calarei.
Para que me desvendes,
sou neblina sobre o abismo,
sou um traço na alvorada,
sou mistério e exorcismo…
— Máscaras que eu mesmo fiz.
E enquanto não me percebes,
as marés dançam sozinhas,
os relógios perdem as horas,
os ventos rasgam as linhas…
— Até que eu desapareça.
O Silêncio da Noite e o Grito do Universo
A escuridão que cobre o céu noturno nunca me pareceu banal. Sempre vi nela um sinal, um código cósmico a ser decifrado. O paradoxo de Olbers, formulado há séculos, perguntava: se existem infinitas estrelas, por que a noite não é uma explosão de luz? A resposta, que parecia escapar aos antigos, hoje grita diante de nós: a noite é escura porque o universo é jovem, finito e está em expansão.
A luz de muitas estrelas ainda não chegou até nós. Estamos cercados por bilhões de sóis, mas a distância e o tempo nos separam de suas histórias. A radiação cósmica de fundo — o eco do nascimento do cosmos — ainda reverbera, lembrando-nos que houve um início, e que estamos em movimento.
O universo se expande como nossos sonhos: sempre além, sempre além...
À Sombra das Estrelas, Chorei em Silêncio
Sentei-me à beira do silêncio do mundo, onde as palavras não ousam sussurrar o nome da saudade. O vento passava, cúmplice, levando consigo as lembranças que ardiam no peito — e ainda assim, eu o deixei passar, como quem deixa ir aquilo que mais ama.
Diziam que as lágrimas evaporam, mas as minhas desciam pesadas como promessas quebradas. Cada gota carregava o peso de um olhar que não voltou, de um gesto que não se repetiu. E ali, sob um céu bordado de estrelas ausentes, compreendi: o amor, quando parte, leva pedaços que jamais se regeneram, apenas se transformam.
Ah, se o tempo soubesse consolar como sabe destruir, talvez eu não me sentasse ali. Mas foi naquele instante, entre a brisa e o chão frio, que compreendi o sagrado da dor — pois só quem sente profundamente, é capaz de renascer do que foi desfeito.
E assim, primo, deixei que as lágrimas corressem não para esquecer, mas para me lembrar que viver, às vezes, é apenas isso: sentir tanto, que se torna divino existir.
Vaidades em Silêncio
No espelho do tempo vi rostos que brilham,
e logo escurecem sob o véu do esquecimento.
Ali jazem sábios e tolos, nivelados pela poeira,
porque a morte não distingue quem muito sabe
de quem apenas sonhava.
Trabalhei com as mãos, com o peito e com o fôlego,
e o que ergui com sacrifício, deixei para outro.
Ele não sabia o preço do cansaço,
mas herdou o fruto da minha fadiga.
Isso também é vaidade.
Vi os homens traçarem metas, mapas e mandatos,
mas Deus, com um sopro, os redistribui.
Ajuntam os perversos e escondem o ganho,
mas ao final, tudo é entregue ao justo
sem que ele tenha pedido.
O sucesso é uma guerra silenciosa.
Não por nobreza, mas por competição.
Cada aplauso ecoa a inveja do vizinho.
E a multidão que aclama hoje,
amanhã aplaude outro.
O homem que só tem ouro é pobre.
Trabalha sem parar, conta moedas,
mas não tem com quem partilhar
nem um sorriso verdadeiro.
Isso também é vaidade.
A fama? Ela dança no alto das torres,
mas despenca no silêncio dos anos.
Quem era rei agora caminha anônimo,
e ninguém se lembra de sua coroa.
Quem ama o dinheiro nunca dorme.
Sempre acordado, sempre alerta,
mas nunca satisfeito.
O coração que se apega ao ouro
não conhece descanso.
Olhei para os olhos dos que cobiçam,
e vi um abismo sem fim.
A alma que deseja tudo
nunca reconhece o que tem.
E perde o que realmente importa.
O riso dos tolos é barulho vazio,
como lenha seca estalando em vão.
Riem alto, mas não sabem do que.
Depois, o silêncio volta — pesado e oco.
E vi o funeral dos injustos.
Enterrados em pompa, elogiados em verso.
Mas eram lobos vestidos de cordeiro.
E a cidade que os temia, agora os aplaude.
Isso também é vaidade.
Quem entender essas coisas,
não as temerá — mas as superará.
Porque o sábio não coleciona elogios,
nem corre atrás do vento.
Ele busca o Eterno, e caminha leve,
sabendo que o verdadeiro tesouro
não se vê com os olhos.
🌙 Entre o Silêncio e a Seiva 🌿
No véu da noite, escuto o vento,
como um sussurro vindo da raiz.
A terra pulsa em tom lento,
onde a alma das folhas repousa e diz:
Sou o canto do que cresce em segredo,
sou perfume do que morre em flor.
Sou lágrima de um tempo sem medo,
sou memória do primeiro amor.
No orvalho, vejo espelhos da infância,
nas pétalas, promessas não ditas.
O mundo gira com leve constância,
mas as plantas, ah… são infinitas.
Entre o átomo e o aroma, medito,
cada broto é um verso escondido.
Há um poema em cada grão bendito,
e um Deus em cada caule erguido.
Oh botânica, ciência do sentir,
ensina-me a brotar sem ferir.
Que eu seja flor antes de partir,
e raiz quando não mais existir.
"Chama e alma gêmea"
Por mais que o fogo a destrua,
A vela, em silêncio, se doa,
Há um pacto entre os dois —
Um laço que o tempo entoa.
A chama dança voraz,
E a vela entrega sua essência,
Num acordo silencioso,
Feito de luz e paciência.
O fogo consome, ardente,
A vela sustenta, calma,
Mas um sem o outro é nada —
Nem calor, nem alma.
Pois mesmo na dor da perda,
No fim que sempre insiste,
O fogo e a vela sabem:
Só juntos podem existir.
“ Message in Bottle “
Encontro-me sentado na minha cama, envolvido num profundo silêncio. Ouço somente os desejos do meu coração, esses mesmos desejos, que respondem quando me perguntas quem sou eu!
Quando pela calada da noite, invades os meus sonhos.
Naquele mesmo momento em que, eu poderia responder que posso ser tudo ou não ser nada, dependendo sempre como o teu coração se sente com a proximidade do meu ser.
Ao perguntares o que sente o meu coração, ele diz que eu sou aquele que possui todas as intenções e todas as pretensões de te amar eternamente.
Agora, imagina que eu sou aquele que olha para ti e posso ver além dos teus olhos e pode ver além do teu coração, sentindo esse teu doce olhar, esse teu leve sorriso que me encanta. Direi ainda, que sou o homem que nada sabe sobre ti, mas sinto uma vontade enorme de te amar e que fico rendido aos teus encantos, aos teus fascínios e às tuas vontades. Sabendo que partilhamos em parte dos mesmos gostos. Eu sou quem gostava de sentir o sabor dos teus beijos ao ansiar os meus lábios nos teus, com o teu corpo junto do meu.
Num uníssono querer, querer ser bom, querer ser especial, querer ser único, querer ser amor, o teu único amor, impresso no ritmo frenético entre dois corações, que nunca se encontraram nesta vida, mas que sinto e sei que há algo mais forte que nos une, um impresso numa simetria dos nossos corpos unidos e impresso nessa melodia que desejo ouvir nos sussurros dos teus lábios, quando dizes que eu sou aquele que tu desejas para te sentires amada, e envolvida num sentimento arrebatador e único, que te faz a cada dia que passa, fazer-te ser querida e desejada. Ficas assim rendida diante de todos os meus desejos, diante de todas as minhas vontades, diante dos meus olhos e diante do meu coração. Eu sou também aquele que deseja sentir o teu cheiro impresso no meu corpo e marcar o teu perfume de menina, com sabor de mulher para saciares a minha sede. Eu sou aquele que deseja sentir o teu calor e banhar-me na tua essência, impregnando na minha pele a tua presença.
Diante de ti eu quero estar para todo o sempre, para que sintas que pertenço a ti. Ser com coração, ser de coração ao sentir esse desejo por ti, quando nós os dois um dia, ainda nesta vida quem sabe! Ou na próxima talvez, estarmos em comunhão, entregues um ao outro num momento de prazer de uma intensa entrega. Verdadeira entrega formada pelo amor sentido por saber sobre o teu desejo, dessa tua vontade de pertencer a mim e eu pertencer a ti.
Amanhã talvez, os teus olhos venham a fazer-me perguntas e mais perguntas, ao veres toda a minha simplicidade em cada gesto, em cada mensagem, em cada partilha, em cada palavra. E se ainda assim depois de tudo isto, continuares sem saber se és a que invade os meus sonhos, segue o teu coração e reconhece a essência do verdadeiro amor. Hoje não, amanhã talvez, quem sabe, eu explico-te ou confundo-te ainda mais, porque embora eu saiba que não tenho resposta para tudo, jamais deixarei de te amar.
✍ Miguel De Campos
Metade que Respira em Silêncio"
Eu sinto um nome que nunca ouvi,
um toque que nunca me alcançou,
mas que arrepia a alma...
como vento que dança antes da chuva.
Não é ausência, é espera...
Não é saudade, é presságio...
Há um coração batendo ao avesso do meu,
na mesma frequência de um sonho que insiste.
Sei que existes, embora a pele ainda negue.
Teus passos erram rotas que o destino disfarça...
mas tua procura é uma prece que escuto
nas entrelinhas do silêncio do mundo.
És verso que me falta no poema...
sombra que se encaixa na luz do meu riso...
eco do que sou quando fecho os olhos
e confio que o amor tem memória.
Um dia, teu olhar vai tropeçar no meu,
não como acaso, mas como retorno.
E saberemos, sem perguntar,
que enfim, encontramos o caminho de casa.
"O Preço do Amor"
Recebeste em silêncio o calor do meu colo...
Nas noites sem sono, eu vesti tua dor...
Meus braços foram teu primeiro consolo...
E minha vida, teu mapa de amor.
Dei-te o tempo que o mundo não dava...
Fiz do meu peito abrigo e guarida...
Com lágrimas minhas tua febre baixava...
Cada cuidado, uma parte da vida.
Mas eis que o tempo virou o espelho...
E os dias dourados se foram no chão...
Agora cansada, suplico um conselho:
Preciso pagar-te por um coração?
Se não há salário, não há gentileza...
Se não tem valor, não sobra afeto...
Sou só tua mãe — sem mais nobreza,
Na velhice, teu olhar ficou discreto.
Ah, filha querida, onde está tua alma?
Trocastes o amor por um contrato frio?
Esqueceste da fonte, da estrada, da calma,
Do leite ofertado nos dias vazios.
Talvez um dia o mundo te ensine,
Que afeto comprado tem prazo a vencer.
E quem vende o tempo por um “me convine...”
Não sabe o que é realmente viver.
O amor que eu sinto
venceu o tempo,
perdoou a sua ausência
e resistiu ao seu silêncio.
O amor que eu sinto, sobreviveu;
às suas escolhas erradas,
às suas atitudes equivocadas,
à sua visão limitada.
Mas que tudo isso
não lhe de confiança
para acreditar
que faço parte
da sua estrada.
Um grande amor pode se transformar
em nada.
Pois, há uma força maior
pouco a pouco
me tirando daqui.
O tempo está se esgotando,
meu sentimento secando,
e o destino cobrando
que eu lhe deixe partir.
A minha madrugada às vezes tem o seu silêncio quebrado por uma voz ou por outra forma de musicalidade tão agradável que alcança a alma durante um momento simplesmente memorável
entre algumas notas em harmonia com as palavras como os sentimentos e versos de um linda poesia, a vida expressada pela arte, então, junto a música que ouço a um poema que faço, inspirado em demasia
Com isso, o tempo vai passando e o meu sono vai ficando um pouco de lado, todavia, assim, satisfaço o meu vício poético e vou dormir mais relaxado, dando uma direção sadia aos meus pensamentos para eu não ficar acordado.
Silenciosa em certas ocasiões, emoções de um olhar pensativo, um silêncio atraente, uma referência sutil da sua venustidade.
Existe um belo pôr do sol colorido, veemente no seu coração intenso, cujo esplendor, poucos conseguem contemplar.
Pois o seu amor é seletivo, floresce no momento certo, onde o seu eu se sente acolhido, quando a reciprocidade se faz presente.
Desta maneira, o recíproco será intensamente compensado por sua presença encantadora, incomparável, essência íntegra e belas formas.
Coruja imponente, cuja natureza é sábia, bela e astuta, ave que voa em silêncio, geralmente, uma declarada amante da noite, que cativa muita admiração e respeito,
E guiada por um forte instinto de sobrevivência, não costuma colocar a sua segurança em risco, escolhendo muitas vezes a sua própria companhia, um grande zelo consigo
Como se tivesse a alguma consciência, escolhendo o momento certo para agir, afastando a negligência, aquilo que pode prejudicar o seu dia, uma demonstração inconsciente e inspiradora de muita prudência
Reflexão poética, quiçá, filosófica a respeito de um lindo ser bem representado numa arte complexa, rica em simplicidade, feita com paciência e um amor inegável, mais do que beleza na sua essência, a profundidade de um simples quadro.
' SILENCIOSAMENTE '
Amo no silêncio do meu coração,
Como abelha colhe néctar da flor,
Sob a luz da Lua te amo no clarão,
Não sei o que é, se isso não for amor.
Com belo sorriso, amarei-te sempre,
Do anoitecer, até ao romper da Aurora,
No silêncio desse amor, sou eu resiliente No exato presente ontem e agora .
Até o infinito amarei-te silenciosamente ,
Contemplando as estrelas, a lua e o mar,
Enquanto meu coração te anseia presente,
Ainda no silêncio, para sempre irei te amar .
Amarei-te em silêncio , secretamente,
Um amor sem fim imensuravelmente.
Amando -te não terei sua rejeição
Como a a lua e o sol
Que jamais se encontrarão .
Maria Francisca Leite
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Meus dias são como uma chuva triste, que cai em silêncio.
Não tem grito e nem soluços, apenas o sentimento.
Ando em busca de contentamento, mas o que tenho são as
nuvens no pensamento.
nasci no carnaval e por isso minha vida se tornou banal,
minha mente está sempre dando sinal, criatura estanha essa
cida, que ora chora, ora sorri, mas sempre consegue viver simplesmente
em busca da sua origem e semente.
Abraço Desarrumado
Aperto a luz da manhã
e encurto as mangas ao silêncio.
Onde estão os meus cadernos
de puída pedra calcária?
Perdi-os num coração estrangulado.
Caminho em compassos arados
aonde vai desmesuradamente
o abraço desarrumado que ficou
nas articulações de um novo dia.
Não quero amar-te como a Lua ama Vénus e vice-versa. Permanecem num cósmico silêncio, intocavelmente estatuados no Universo.
Quero amar-te como as flores amam a Primavera.
Quero amar-te como os poentes amam o horizonte. Quero amar-te como as canções dos rios a desaguarem nas vozes dos mares.
Quero amar-te como um poema de Amor que ama toda a poesia que existe em ti e em mim.
