Texto Sobre Silêncio
O Silêncio Molhado Que Permanece.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Cap. Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão.
Por que dói o que sentimos
quando o amor ultrapassa o corpo
e procura um abrigo que já não existe?
A noite se estende sobre nós
como um véu que conhece o peso da memória
e recolhe, na escuridão, tudo o que ainda brilha.
Caminhamos entre lembranças antigas
como quem atravessa ruínas vivas,
segurando uma pequena chama,
um pedacinho de coragem,
trêmulo como o próprio peito.
Há nomes que não estão na pedra,
mas gravados no tempo interior,
onde nenhum esquecimento alcança.
Perguntamos ao que perdemos
por que continua a nos habitar,
e o eco responde com suavidade cruel:
o amor, quando excede o mundo,
aprende a sobreviver no silêncio,
e o silêncio é o que nunca parte.
Choramos por quem se foi,
mas uma voz sem forma nos revela
que o luto é por nós mesmos,
que ainda não sabemos deixar cair
as partes antigas que nos impedem de seguir.
O instante suspende o ar.
A noite respira.
A ausência se ilumina por dentro.
E o que surge
não tem contorno, nem rosto,
mas reconhece o que somos.
És tu?
Não.
Sei que restamos do nosso absoluto silêncio e lágrimas.
quando todas as respostas se calam.
E entendemos, enfim,
que amar é sempre caminhar
entre o que fica e o que falta,
entre o que se perde
e o que se recusa a desaparecer.
Por isso dói.
Porque o amor verdadeiro
não sabe ser pequeno
nem sabe morrer.
TÉNUE LUZ NO ABISMO INTERIOR.
" Permaneço em silêncio no âmago da tristeza, não por consentimento, mas por prudência do espírito. Mesmo quando nenhuma cor alcança meus olhos, os sentidos murmuram em tom tão baixo que não perturbam os transeuntes da existência. O silêncio, longe de ser rendição, é resguardo. É o ato de não me deixar contaminar pelas dissonâncias que rondam a carne e o pensamento. Assim, meu porão interior começa a aclarar-se, ainda que sob a luz turva de uma filosofia soturna, erudita e posta à beira do precipício, onde cada reflexão parece ressoar como eco de uma lucidez quase fúnebre. "
A VIGÍLIA DO SILÊNCIO VIVO.
Do Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão. Ano: 2025.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Há imagens que não se oferecem ao olhar, mas o convocam. Esta é uma delas. Não se trata de um retrato, mas de uma presença suspensa entre o visível e o indizível, como se a própria matéria hesitasse em existir sob a luz que a toca. A figura feminina emerge não como corpo, mas como um enigma antigo, daqueles que a memória reconhece sem jamais ter conhecido.
O olhar que se ergue em sua direção não implora, não acusa, não seduz. Ele aguarda. Há nele a serenidade dos que já atravessaram a perda e, mesmo assim, permanecem fiéis à delicadeza. Os olhos não refletem o mundo, mas o absorvem, como se todo o peso do tempo houvesse encontrado ali um abrigo silencioso. A expressão não pertence à juventude nem à velhice. Pertence àquilo que sobrevive às eras e insiste em permanecer sensível.
Nos braços, a criatura que repousa não é apenas um ser vivo. É símbolo. É o frágil confiado ao eterno. O animal repousa com a solenidade de quem reconhece o sagrado sem compreendê-lo. Há entre ambos uma comunhão anterior à palavra, um pacto silencioso firmado antes da linguagem. O gesto que o sustém não é de posse, mas de guarda. Não há domínio, há responsabilidade.
A luz que envolve a cena não ilumina, consagra. Ela não vem de fora, mas parece exalar da própria quietude que os envolve. É uma luz antiga, quase mineral, que lembra a poeira dos séculos e o ouro gasto dos ícones esquecidos. Tudo ali sugere recolhimento, como se o mundo tivesse sido temporariamente suspenso para permitir aquele instante absoluto.
Nesta imagem, o tempo não corre. Ele contempla. E ao contemplar, revela que a verdadeira beleza não clama por atenção, apenas permanece. Há uma melancolia serena que não dói, apenas ensina. Uma melancolia que compreende que existir é sustentar a fragilidade do outro sem pedir nada em troca.
Quem observa sente o peso suave de uma pergunta sem palavras. Que espécie de silêncio é esse que nos reconhece? Talvez seja o mesmo silêncio que antecede toda verdade profunda. Aquele que não se explica, apenas se sente.
E é nesse ponto exato que a imagem deixa de ser vista e passa a habitar quem a contempla. Porque certas visões não foram feitas para os olhos, mas para aquilo que em nós ainda sabe sentir sem defesa.
Quando a Voz do Espiritismo se Perde Onde Nunca Deveria ter Saído. Parte I.
Há algo de silenciosamente grave acontecendo no Movimento Espírita contemporâneo. Uma displicência suave, quase imperceptível, mas devastadora: falar em nome do Espiritismo sem conhecer a base das bases da Obra Codificada; viver sob o rótulo espírita sustentando princípios que não pertencem ao seu corpo doutrinário; importar concepções veneráveis de outras tradições que respeitamos profundamente mas que não compõem o edifício proposto por Allan Kardec.
É nesse ponto que a frase atribuída a Léon Denis “O Espiritismo não é a religião do futuro, mas será o futuro das religiões” revela sua real grandeza e, paradoxalmente, a advertência que muitos não percebem.
A advertência velada na frase de Léon Denis.
Denis não afirmou que o Espiritismo será o triunfo de uma nova crença sobre as outras, nem que substituirá formas milenares de experiência religiosa. Ele fala de futuro, não de supremacia; de integração, não de dominação.
Seu entendimento era que, com o avanço da razão e da sensibilidade, as religiões naturalmente absorveriam princípios como a imortalidade em progresso, a reencarnação, a comunicabilidade dos Espíritos e a causalidade moral.
Mas Denis parte de um pressuposto inegociável:
_ Que o Espiritismo permaneça fiel a si mesmo.
_ Que mantenha sua pureza metodológica, sua ética investigativa, sua racionalidade moral e filosófica.
Sem isso, o que poderia ser o futuro das religiões tornar-se-á, ironicamente, um campo confuso onde o Espiritismo se dilui em sincretismos, rituais, misticismos e práticas que nada têm a ver com sua proposta original.
A displicência que abre feridas silenciosas.
Há uma tendência preocupante e crescente de falar em nome da Doutrina Espírita usando conceitos que não são espíritas:
_ Práticas ritualísticas,
_ Elementos mágicos,
_ Crenças fatalistas,
_ Espiritualidades intuitivas não verificadas,
_ Sincretismos que obscurecem,
_ e discursos emocionais que não se sustentam na Codificação.
Essa mistura, ainda que bem-intencionada, produz um falso verniz de Espiritismo que seduz, mas não educa; conforta, mas não ilumina; empolga, mas não esclarece.
É exatamente o oposto do que Kardec legou.
E aqui reside o núcleo do problema:
_ Sem o estudo sério, a obra espírita perde identidade.
_ Sem rigor, perde autoridade moral.
_ Sem fidelidade ao método, perde a capacidade de contribuir para o futuro das religiões justamente o alerta de Denis.
O Movimento Espírita entre o avanço e o retrocesso.
Se não atentarmos para a fidelidade doutrinária, o que Denis viu como um movimento de síntese universal poderá tornar-se uma fragmentação interior.
Se o Espiritismo pretende auxiliar outras religiões a se libertarem de dogmas e equívocos, como poderá fazê-lo se ele próprio começar a carregar dogmas novos, rituais novos, crenças antigas recicladas e práticas que a Codificação nunca legitimou?
O risco é evidente:
_ O futuro das religiões não absorverá o Espiritismo.
_ Será o Espiritismo que absorverá acréscimos indevidos, esvaziando-se até tornar-se irreconhecível perante sua própria gênese.
E aqui, cabe a frase que precisa ser dita com toda a gravidade necessária:
– Os fins não justificam os meios.
A Doutrina não precisa se enfeitar com o que não lhe pertence para tocar corações. Seu brilho é próprio.
Chamado à acuidade e ao compromisso moral.
A seriedade da Doutrina não está na rigidez, mas na honestidade intelectual.
Está na coragem de dizer:
_ “Não sei.”
_ “Não pertence ao Espiritismo.”
_ “Respeito, mas não adoto.”
O verdadeiro seguidor da Codificação não teme parecer menos espiritual aos olhos dos outros.
Ele teme, isto sim, comprometer uma Obra que não lhe pertence.
É esse senso de responsabilidade que falta e que precisamos reacender.
Porque falar em nome do Espiritismo é ato ético.
E viver como espírita é ato de lucidez profunda.
Que cada palavra nossa em nome da Doutrina seja uma ponte, não um desvio; uma luz, não um adorno; uma precisão, nunca um improviso.
O Espiritismo não se impõe - esclarece.
Não subjulga — liberta.
Não mistura — integra.
E para integrar, precisa antes permanecer fiel à sua identidade.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
O Eterno Quadro da Ausência.
I — O Ateliê do Silêncio.
Há um instante em que a alma, fatigada, já não distingue se o que sente é dor ou lembrança.
O ar pesa como tinta não misturada, e o coração lateja como um relógio que perdeu a noção do tempo.
Tudo o que resta é o quadro diante de mim — o mesmo, sempre inacabado — e o vulto que ele insiste em reter, ainda que o corpo que o inspirou já não exista senão nas dobras do pensamento.
O amor, esse artista cruel, ensinou-me a pintar com lágrimas. Cada traço é uma despedida, cada cor, uma esperança morta.
Há dias em que creio tê-la libertado da tela, e outros em que percebo: foi ela quem me aprisionou nela.
II — O Olhar Que Permanece.
Há algo de doentio em amar o que já não nos responde.
E, no entanto, é nesse delírio que a vida encontra sua última beleza.
O olhar que me fita do retrato não é mais o dela — é o meu, devolvido em eco, fragmentado pela saudade.
Sou eu, dividido entre o que amo e o que perdi, entre o real que nega e o sonho que insiste.
Dizem que a morte é o fim, mas a ausência é mais cruel: ela continua viva, mas intocável.
A cada noite, o pincel busca uma cor que não existe — o tom exato daquilo que foi amado.
E, quando o encontro, já é tarde: a luz da manhã dissolve o milagre, e eu retorno à doença da razão.
III — Filosofia da Perda.
A realidade é um quadro imperfeito.
Negá-la é o instinto dos que amaram demais.
Aqueles que já tocaram o abismo da ternura sabem: o amor é uma forma de sofrimento escolhido — a mais nobre das enfermidades.
E há uma pureza nisso, uma santidade quase patológica: viver é prolongar o instante que nos mata.
O pensamento, esse médico impotente, observa o coração como quem assiste a um incêndio que não se apaga.
O amor é o fogo, e a ausência, o vento.
Nada é mais real do que a dor que se sente quando tudo o mais já cessou de existir.
IV — O Funeral do Sentimento.
A doença não é do corpo — é da lembrança.
Diviso, às vezes, o meu próprio funeral: não há lágrimas, só o eco das minhas palavras presas nas paredes do quarto.
Sobre o caixão, o quadro: inacabado, obstinado, com aquele mesmo olhar que me persegue.
É o retrato daquilo que amei e daquilo que fui.
Talvez o amor seja isto — a tentativa insana de imortalizar o que o tempo já levou.
Talvez a morte seja apenas a moldura que encerra o último sonho.
DA GÊNESE INVISÍVEL DO VERSO.
Antes do primeiro poeta, já havia silêncio.
E o silêncio não era vazio. Era potência.
A palavra não começou na boca humana. Ela começou na necessidade metafísica de significar o mundo. Quando o primeiro ser consciente contemplou o céu e sentiu a vertigem do infinito, ali germinou o germe do poema. O verso nasce no assombro. Nasce da insuficiência da prosa diante do mistério.
A linguagem ordinária organiza. A linguagem poética revela. Por isso o poema não é invenção arbitrária, mas emergência. Ele irrompe quando a realidade excede os limites do discurso comum. Surge quando o espírito percebe que há algo que não pode ser dito diretamente, mas apenas insinuado.
A tradição sempre intuiu que o poeta não cria do nada. Ele participa de uma corrente anterior. Na Antiguidade, falava-se em inspiração. Não como superstição, mas como reconhecimento de que a consciência individual é atravessada por conteúdos que a ultrapassam. O poeta é médium da memória cultural. É intérprete de uma herança invisível.
O útero simbólico de onde procedem os poemas é a própria história do espírito humano. Cada geração deposita ali seus temores, seus êxtases, suas quedas e suas redenções. O escritor que nasce em determinado século não começa em branco. Ele herda mitos, ritmos, arquétipos, formas. Ao escrever, ele reorganiza esse patrimônio.
Sob a perspectiva psicológica, o verso é condensação de experiências arcaicas. Sob a perspectiva metafísica, é atualização de princípios permanentes. A imagem do útero mantém-se rigorosa. Há concepção, há gestação, há parto. O poema exige maturação interior. O precipitado é apenas discurso ornamentado. O verdadeiro verso é aquele que atravessou a noite da consciência.
A continuidade entre escritores não é mera influência externa. É consonância estrutural. Quando dois poetas separados por séculos expressam angústias semelhantes, não é coincidência. É a condição humana reiterando-se sob novas circunstâncias históricas. O estro é continuidade do humano diante do enigma.
Não há criação autêntica sem humildade diante da tradição. A ruptura que ignora o passado empobrece-se. A inovação legítima é transformação, não negação. O novo que possui densidade é aquele que conhece suas raízes. A árvore que despreza o solo seca-se.
Assim, o metapoema reconhece sua própria origem e ultrapassa-se pelas entranhas permissivas de quem é leitor e criador . Ele sabe que fala de si mesmo enquanto se produz. Ele assume que sua voz carrega ecos. Não reivindica isolamento. Reconhece-se como elo de uma cadeia que começou antes e continuará depois.
O ponto final não encerra o processo. Ele apenas delimita uma forma provisória. O silêncio que o sucede já contém o germe do próximo verso.
E é nesse ciclo ininterrupto que a poesia se mantém como testemunho da grandeza e da fragilidade humanas, perpetuando-se como chama que não consome apenas papel, mas ilumina consciências através dos séculos.
Se um amigo não é capaz de compreender o seu silêncio, o seu momento de recolhimento, suas escolhas dos dias difíceis...
Se você tem sempre que estar se explicando, se doando, tomando cuidado para tal pessoa não se magoar...
Se a outra parte te destaca apenas quando você 'perde', e quase nunca quando você ganha...
Esse laço se torna exaustivo a tal ponto que; desmotivados, naturalmente começamos a deixar essa amizade se dissolver. Se evaporar.
Igualmente vale no Amor.
E talvez, inclusive, seja a mão do Destino.
No silêncio da natureza, onde o tempo parece desacelerar, encontramos refúgio para nossas almas inquietas. Dias incríveis se desdobram diante de nós, como páginas de um livro aberto pela brisa suave.
E o cheiro de mato, é como uma poesia que desperta nossos sentidos. Cada inspiração é um convite para nos perdermos na vastidão verde que nos cerca, lembrando-nos da beleza intrínseca que muitas vezes passa despercebida na agitação do dia a dia.
Assim, em meio a esses dias incríveis na natureza, descobrimos um equilíbrio renovado e um apreço mais profundo pela simplicidade que o mundo natural oferece…
Encontramos um poema escrito pela própria essência da vida.
No silêncio do crepúsculo, onde as palavras se encontram e se entrelaçam como fios de luz, ecoam memórias de um amor que transcende o tempo. Ela disse palavras que fluíram como rios límpidos da alma, carregando consigo a promessa de um encontro futuro, onde as feridas do passado encontrariam a cura.
"É muito bonito e profundo, Ítalo... Não quero brigar, nem revisitar o que foi ou o que poderia ter sido. Um dia, nossa conversa final encontrará sua resolução, digna de ser eternizada em seu devido lugar."
Seu tom era um sussurro de esperança, uma melodia de confiança depositada nos fios invisíveis que ainda os uniam. Reconhecia nele um guardião de seu mais puro ser, aquele pedaço de sua essência que resistiu ao tempo e às tormentas da vida. Era a parte de sua inocência e genuidade que permanecia, resguardada nos braços dele.
Ele, por sua vez, respondeu com a serenidade de quem sabe que o tempo é um tecelão paciente de destinos entrelaçados:
"Quando estivermos novamente em comunhão, seremos resgatados ao paraíso."
Suas palavras eram um juramento de retorno à pureza dos sentimentos, à tranquilidade de um paraíso perdido e encontrado novamente nos laços eternos do amor verdadeiro. Assim, entre promessas sussurradas ao vento e esperanças entrelaçadas no firmamento, seus corações aguardavam o reencontro, onde a luz do amor os guiaria de volta ao lar que sempre pertenceram.
III - Caso pergunte
Perguntei, contudo, resposta alguma obtive, exceto do silêncio, antes, o barulho. Esquadrinhei a fundo, porém o chão ainda estava aos pés.
Já não é do tempo o remorso, nem da fagulha, o fogo.
Não é lenha que esbraseia, nem pó que cinzenta a lassidão.
Não é ferro que ferruja ao ato, nem cinzel que fumega coisa fugidia.
Antes que percebas, devota-te em ser; pois o homem,
o homem faz perguntas que não quer saber.
O silêncio da noite é rompido pelo sopro do vento sobre a casa. Em meu quarto, a luz da luminária é refletida dentro da xícara de chá frio e intocado.
Tento ler ou assistir algo que me pareça interessante, mas nada me prende...
O sono se apresenta, mas as memórias de momentos felizes insistem em permanecer em minha mente.
A caixa de lenços descartáveis quase vazia.
Lágrimas escorrem em minha face.
Beijo a única lembrança física de ti.
Deito no lado esquerdo da cama, olhando, o espaço que você deixou.
Concluo que não é a solidão que me aperta o peito. É a falta de ti aqui dentro dele.
Quem sabe ouvir, arranca lições até do silêncio,
em longos períodos em que minhas cordas vocais não respondiam, descobri que o silêncio diz mais do que a fala vazia, o som ausente convida à empatia e ao olhar atento, mas poucos aceitam esse convite. Esse aprendizado me faz valorizar quem permanece em silêncio para compreender, em vez de falar sem escutar.
A maior força mora no silêncio das batalhas invisíveis, guerras travadas na sombra do coração, onde o grito se converte em segredo guardado, e o triunfo, quão um pássaro alado, que insiste e entoa suave e eterno,
planando oculto entre as folhas do tempo, feito um conto antigo sussurrado pelo vento.
No reino onde o som se cala, o silêncio é um espírito inquieto, grita em frequência surda, ecoando na mente, ferindo o vazio. Nem todos o escutam,
mas quem sente sabe: não é ausência, é presença, um convite ao encontro interior. No grito do silêncio habita a verdade que não precisa ser dita.
As lágrimas de sangue
ﮩ٨ـﮩﮩ٨ـ♡ﮩ٨ـﮩﮩﮩ٨ـ
meu coração chora no silêncio
da escuridão, o amor virou sofrimento,
e pedido nas lágrimas,
a saudade virou solidão.
°❀⋆.ೃ࿔:・°❀⋆.ೃ࿔:・
As lágrimas escorrem igual o sangue,
promessas que o vento levou,
e um coração cheio de tristeza,
que nunca esqueceu quem amou
e nunca esqueceu quem nunca amou.
ﮩ٨ـﮩﮩ٨ـ♡ﮩ٨ـﮩﮩﮩ٨ـﮩ٨ـﮩﮩ٨ـ♡ﮩ٨ـﮩﮩﮩ٨ـ
No silêncio da minha alma,
ainda escuto a despedida,
as lagrimas de sangue escorrem,
o amor deixa cicatrizes
que permanecem por toda a vida.
Senhor, deixaste apenas os bons para os bons? Os tristes para a escuridão e o silencio? A verdade para o que restar do amor?
A verdade é dura, triste, solitária e tem nome. Vive sóbria através de todos os entorpecentes, cada qual com seu nome, apelido e endereço.
Todas ou quase todas as pessoas conseguem me ver bem, mas nenhuma delas da forma como você me olha, me nota, observa e conclui.
Não julgo teus olhos, não os posso. Teus olhos vêm tudo, ao mesmo que nada. Sentem e perseguem o que te fere. Seus olhos são como afiadas facas, moldadas através de tempos, muitos e poucos, talvez simultâneos.
É a tua verdade que vejo. Tua verdade que eu quero e espero.
Me sinto estranhamente dentro dela, nela. Com ela.
É a tua verdade que também nos separa e nos reaproxima de forma constante.
Que a tua verdade nunca seja absoluta, se é cortante, amargurada e dura.
Que a minha mentira ao menos engane tua razão e te entorpeça o tempo suficiente e necessário para amar.
Porque, onde seu corpo deitar, querido, repousa lá meu coração também.
Quem Te Fez Sofrer Está Colhendo em Silêncio
Tem gente que te machuca e depois segue a vida como se nada tivesse acontecido. Algumas dessas pessoas até postam fotos sorrindo, mostrando conquistas, vivendo novas fases, como se o mal que fizeram não deixasse marcas em ninguém. Mas o que elas não mostram — e talvez nunca mostrem — é que estão colhendo, no silêncio, tudo o que plantaram. Porque a vida cobra. E cobra de um jeito que não precisa de plateia.
Quem te fez sofrer está pagando. Só não está postando.
A justiça da vida não faz alarde. Ela age no invisível. Age no travesseiro de noite, quando ninguém vê. Age nas perdas que parecem coincidência, mas são consequência. Não precisa ser vingança. Não precisa ter revanche. A vida é sábia, tem ritmo próprio, e sabe devolver exatamente o que cada um oferece ao mundo.
Não é fácil lidar com a dor de ter sido enganado, traído, diminuído. A gente sente raiva, sente vontade de mostrar ao outro o quanto ele destruiu. Mas no fundo, a resposta não está no retorno do sofrimento alheio. A resposta está na paz de não carregar mais o peso do que nos fizeram. A resposta está em não precisar provar nada. Porque enquanto o outro gasta energia fugindo da própria consciência, você pode gastar a sua reconstruindo a própria vida.
A verdade é que a vida devolve. Pode não ser no nosso tempo, pode não ser da forma que esperamos, mas ninguém sai ileso do que faz aos outros. Quem fere carrega marcas também. Quem machuca alguém por egoísmo ou crueldade, cedo ou tarde vai sentir o gosto do próprio veneno. Porque o universo tem um jeito silencioso — e certeiro — de equilibrar tudo.
E não, isso não é desejar o mal. É confiar que não somos nós que temos que fazer justiça. O que te cabe agora é se curar. É tirar o foco de quem te feriu e colocar toda a atenção em quem você está se tornando. Porque é aí que mora o verdadeiro poder: em não permitir que o mal que te fizeram defina o seu caminho.
O perdão não precisa ser aceitação. Não precisa significar que tudo bem o que aconteceu. Perdoar é romper o elo com aquilo que te prende. É soltar o que te suga. É deixar ir o que te adoece. Quem te machucou vai lidar com isso da forma que a vida decidir. Mas você não precisa se manter preso a isso. Você merece seguir em frente leve, sem carregar histórias que já não fazem mais sentido.
E enquanto você estiver cuidando de si, saiba que a vida estará cuidando do resto. Aqueles que te feriram estão enfrentando suas batalhas, mesmo que não falem sobre elas. A aparência de felicidade nas redes sociais não conta a história toda. Tem dor que ninguém publica. Tem arrependimento que ninguém confessa. Tem vazio que nem filtro disfarça.
Por isso, não deseje ver a queda de ninguém. Deseje ver a sua própria subida. Deseje paz pra você, clareza, força. Deseje um futuro limpo, com gente que não te machuque só porque pode. Deseje relações que saibam cuidar, que saibam ficar, que saibam retribuir. E a felicidade, essa sim, será sua melhor resposta.
Quem te fez mal vai colher. Mas você? Você vai florescer.
Por Andre Luiz Santiago Eleuterio
“Em muitos momentos da vida o silêncio é a resposta mais sábia que podemos dar a alguém. Por isso, prepare bem a palavra que será dita.
Palavras apressadas não combinam com sabedoria. Os sábios preferem o silêncio. E nos seus poucos dizeres está condensada uma fonte inesgotável de sabedoria.
Não caia na tentação do discurso banal, da explicação simplória.
Queira a profundidade da fala que nos pede calma. Calma para dizer, calma para ouvir. Hoje, neste tempo de palavras muitas, queiramos a beleza dos silêncios poucos.
Não diga as coisas com pressa. Mais vale um silêncio certo, que uma palavra errada. Demore naquilo que você precisa dizer.
Livre-se da pressa de querer dar ordens ao mundo. É mais fácil a gente se arrepender de uma palavra, do que de um silêncio.
Palavra errada, na hora errada, pode se transformar em ferida naquele que disse, e também naquele que ouviu.
Em muitos momentos da vida, o silêncio é a resposta mais sábia que podemos dar a alguém.
O silêncio é a única resposta que devemos dar aos tolos. Porque onde a ignorância fala, a inteligência não dá palpites.”
O silêncio é o segredo da felicidade e do sucesso!
Já perceberam que os melhores lugares para estar são extremamente silenciosos?
Já notaram que quando estamos enfermos, tristes ou com raiva, o silêncio é um dos melhores aliados e remédios para nossa recuperação?
Pois bem, pessoal. Em nossas vidas, de um modo geral, o silêncio é, sem sombra de dúvidas, uma arma poderosíssima!
Desde a antiguidade, inúmeros pensadores já descreviam essa teoria. Mas vale frisar que também não devemos guardar tudo para nós. Ter um ombro amigo para chorar e desabafar faz parte da vida de qualquer indivíduo.
Mas saiba identificar quem está apto para lhe ouvir. Na maioria das vezes, o melhor a nos ouvir é Deus e sempre será. Se você é incrédulo, converse mais consigo mesmo.
E quanto mais o tempo passa, mais percebo a importância de se guardar as palavras. Percebe-se que as maiores conquistas que alcançamos na vida, foram por ter guardado dos outros.
Sabe aquela sonhada carteira de motorista? Talvez você ainda não tenha conseguido por ter contado para a pessoa errada. Sabe aquele emprego ou cargo almejado há tempos? Talvez ainda não veio, devido aos ouvidos alheios. E aquela casa ou carro do ano? E por aí vai.
Palavras e pensamentos têm poder. E como tem! Mas, a isso, eu darei ênfase em outra oportunidade.
O simples fato da pessoa não querer o seu sucesso, já será o suficiente para atrair energias negativas para você, impedindo assim o seu sucesso ou a sua conquista, podendo até fechar portas que estavam prestes a se abrir.
Sempre que pretender dar um passo à frente em sua vida, seja em qualquer área, silêncio! Há coisas que somente você e Deus precisam saber.
E se precisar de opiniões, conselhos ou aquela ajudinha de alguém de carne e osso, procure seus pais ou alguma pessoa de sua confiança. Mas tem que ser de muuuuuuuita confiança mesmo, viu? O que ninguém sabe, ninguém estraga.
E venhamos e convenhamos que, quando anunciamos uma vitória ou conquista em nossas vidas, o sabor é infinitamente melhor. Pois aí, já é seu e ninguém poderá mudar isso. Um forte abraço!
O silêncio é a nossa primeira forma de comunicação no mundo. No entanto, conforme crescemos e evoluímos, começamos a acreditar que ele é desnecessário, que nos deixa isolados e longe daquilo que desejamos alcançar. São necessários muitos tombos e experiências para que possamos reaprender o valor do silêncio e de uma boca fechada.
À primeira vista, pode parecer que quando falamos, mostramos mais dispostos a resolver uma situação ou até mesmo atrair para nossas vidas algo que buscamos, mas em muitos casos, quanto mais falamos, mais nos mantemos distantes dos nossos objetivos.
Gente feliz não perde tempo cuidando da vida dos outros
Quanto menos atenção você der às pessoas negativas, mais paz terá em sua vida e em seu coração
Por exemplo, em uma discussão, apesar de parecer que o poder e a razão estão com aquele que fala e eleva o seu tom a todo momento, a verdadeira vitória é de quem sabe silenciar no momento certo e evitar desperdiçar energias em situações que não valem a pena.
Quando trabalhamos em direção a um grande objetivo, falar sobre isso com outras pessoas parece nos dar ainda mais energia e motivação, mas corremos o risco de dar munição aos invejosos que, sabendo exatamente quais são os nossos planos, terão mais ferramentas para nos sabotar.
“O silêncio é ouro”, dizem-nos as pessoas mais velhas, mas é apenas quando nos tornamos uma delas que somos capazes de realmente entender o significado dessa frase.
Quando cultivamos o silêncio, somos mais felizes e bem-sucedidos. Quando sabemos manter a boca fechada no momento certo, nós nos poupamos de estresse decepção.
Precisamos aprender a recuperar a fluência no silêncio. Não é à toa que ele é tão valorizado pelas pessoas mais sábias e bem-sucedidas do mundo.
Ser silencioso nas horas certas não é um sinal de apatia ou de imparcialidade, mas de sabedoria.
Seja com nós mesmos ou com outras pessoas, a capacidade de permanecer em silêncio é uma das maiores vitórias da vida, porque junto a ela conquistamos paz de espírito e a tranquilidade na alma.
Fazer silêncio é saber que nem tudo merece ou precisa de uma resposta. É aprender a ignorar pessoas e situações que chegam em sua vida apenas para tirar o seu sossego, é entender que a sua felicidade depende muito de quanta importância você dá a tudo o que acontece ao seu redor.
Fazer silêncio é se recusar a entrar na onda das pessoas tóxicas e preservar a si mesmo, acima de qualquer pessoa ou coisa.
É escolher viver em paz, ao invés de estar certo e cuidar de si mesmo, em primeiro lugar.
O primeiro idioma que você aprende na vida é o silêncio, seja fluente nele e a sua vida se transformará.
