Texto Sobre Silêncio
Uma coisa não está na posse da minha convicção.
Se no silêncio das minhas palavras tenho conseguido dizer-te ou provar que te amo.
Se no silêncio das palavras, não consiguir então sou um fracasso.
Ou talvez, na verdade não te amo.
Se isso procede, então sou a pessoa que não deverias conhecer.
O silêncio dos cantos
Despertava ao som dos passarinhos
O som que dei à tua voz
Cantavam e me alegravam
Contavam em cantos
Me embalavam
Quanta beleza havia em melodias
Expressões cantadas, não calculadas, sem resultado exato
Mas não é sempre exato?
Não cara flor, era abstrato
Sem seus contos 'en cantos'
Não cantam mais passarinhos
Sequer diálogo
Não mais passarinhos
Apenas pássaros, que voam alto.
O fim de um conto
No escuro te vejo
Em silêncio te ouço
Na ausência te sinto
Um vazio cheio de amor
Amor preenchido de vazio
Um frio, o calafrio
A falta do arrepio
Perdido ou nunca tido
Foi sentido sem sentido
Aquele vinho tinto a recordar o que já nem sei explicar
A mudez dos pássaros faz-me lembrar
Que te dei asas para voar
E sem razões para voltar
Aqui no meu divã
Apenas uma certeza
Perdi meu Peter Pan
OUVIDOS SURDOS
Há muito que grito meu silêncio,
grito com os olhos, com a tez,
grito com poros, com desfaçatez,
meu grito é o silêncio
e você não me escuta,
não me percebe, nem vê minha voz,
não ouve meus olhos,
espero em total desespero,
meu passo se faz inerte,
a lágrima solitária verte
e você olha e se diverte,
não me entende, nem pretende,
não me entende, nem pretende,
um dia levarei meu silêncio
e todo seu significado,
ainda assim, ainda assim,
deixarei o meu silêncio a gritar,
sei que vai chorar e perguntar
Por que? O que aconteceu?
De nada vai adiantar,
não me entende, nem pretende,
meu grito é o silêncio
e você não entende,
dei tantas dicas,
declamei minha prédica
na quietude que nunca ouviu,
bebi o meu choro e fiz coro,
mesmo com tantos sinais,
não me entende, nem pretende,
não me entende, nem pretende
e nesse momento que anuncio
em brados omissos
a sua falta de compromisso,
ainda que eu rufe o coração
latejante e latente,
que vocifere com minha mente,
não me entende, nem pretende,
não me entende, nem pretende,
levarei então as palavras gritadas,
tão caladas nas noites caladas,
ainda cálidas na boca pálida
e no silêncio estrondoso
de sua ignorância gritada,
finalmente escutará bem baixinho,
vindo de não se sabe onde
não me entende, nem pretende,
não me entende, nem pretende.
Deus pode estar em silêncio e isso gera muitas dores.
Mas ele ainda está lá e tem tudo sobre controle;
Não são os momentos “arco-íris” que provam meu valor,
Na hora mais difícil de confiar é que provo minha fé no Senhor;
No dia a dia seu amor é como um oasis.
Esqueço meus problemas, só quero ter mais intimidade;
Um relacionamento que os normais acham que é loucura,
Porém, os doidos como eu sabem que é a forma de amor mais pura;
O MAIOR!! O MELHOR!!! Qualquer superlativo não Lhe faz jus,
Tudo é pouco se comparado a um só nome: JESUS.
Deus pode estar em silêncio e isso gera muitas dores,
Mas ele ainda está lá e tem tudo sobre controle;
Não são os momentos “arco-íris” que provam meu valor,
Na hora mais difícil de confiar é que provo minha confiança no Senhor ;
No dia a dia seu amor é como um Oasis,
Esqueço meus problemas, só quero ter mais intimidade;
Um relacionamento que os normais acham que é loucura,
Porém, os doidos como eu sabem que é a forma de amor mais pura;
O MAIOR!! O MELHOR!!! Qualquer superlativo não lhe faz jus,
Tudo é pouco se comparado a um só nome: JESUS.
Madrugadas recheadas de silêncio, com um amargo gosto na boca, uma ânsia que transita entre a gargante e o estômago ressaltando o vazio interior.
A tristeza interminável na falta de algo que jamais poderá ser preenchido. É como um parto psicológico onde a criança teima em não sair, o médico não virá, e à mãe, sozinha em meio a um mar de sangue só cabe esperar o fim da dor que parece infinita.
O ponteiro do relógio em uma dança sádica parece caminhar no sentido inverso fazendo o tempo esticar-se num fragmento infinito e torturante de hora.
Como um mendigo, nú, segurando apenas um pedaço de cobertor caminho ao banheiro em busca de um medicamento capaz de sanar a dor que não é física, tomo um dois tantos quantos necessário for na espareça de uma reação curativa, proporcionar o sono profundo capaz de permitir chegar ao fim desta madrugada eterna que se tornou minha vida.
Deito me novamente na cama, agora gelada, olhando para televisão como única companheira que dá aos meus ouvidos vozes na esperança de sentir a presença de alguém, para quando os remédios fazerem seus efeitos eu poder repousar com a sensação de que qualquer pessoa velará pelo meu sono quando ele chegar.
Meu corpo mesquinho me faz levantar de forma súbita, e de joelhos no chão abraçado a privada vomito cada analgésico em meio a restos de um lanche que comi horas atrás. A dor permanecer, o tempo parece voltar, agora em meio a uma ressaca moral e um gosto amago. Escovo os dentes mas nada parece capaz de eliminar este gosto, este maldito gosto...
Abro o chuveiro, tomo um banho, mais um, o terceiro nas ultimas duas horas. De olhos fechado permito que a fria acaricie meu corpo, sim, a água mesmo fria é capaz de me abraçar e me fazer sentir acompanhado só mais uma vez.
Nada funciona, o tempo continua a sufoca-me, se pelo menos esse sufocar fosse capaz de me fazer repousar, mas não ele não é físico. Até me passa pela cabeça em utilizar de uma corda qualquer para tornar real e externo o nó presente na garganta, e assim novamente me entregar a um sono eterno que insiste em não chegar nunca.
Olho no celular em busca de mais uma vez ter uma única mensagem de alguém a perguntar se estou bem. Alguém seja quem for, apenas um alguém dentre aqueles todos que um dia confiaram a mim suas dores, porém caíram no esquecimento quando elas passaram. Nada, nem ninguém aparece.
E de todas as eternidades que busquei, a amor, a felicidade, a paz interior, um Deus e ate mesmo a morte, de todas estas a única que insiste em permanecer é a eterna dor de estar vivo em uma madruga solitária e funesta que nunca mais acabou!
AMO VOCÊ
Teu silêncio me deixou sem graça
Já esperava vir a negativa
Mas você sorriu...
Me preparava todos os dias
Até o momento de lhe encontrar
Agora você está aqui...
O que sinto por você
É muito mais que simples paixão
Permita-me lhe dizer...
Amo o seu jeito,
Gosto do seu perfume,
Adoro sua fala...
Você é muito linda
É tudo na minha vida
E hoje só quero lhe dizer...
Amo você...
Amo você...
Amo você...
Este silêncio
Ah, este silêncio!
Aflora minha solidão.
Mas, confesso
Que há um gosto de sol da tarde:
Perto do amanhecer noturno
Que me agrada a alma
Que me ilumina à luz ao ser renascente
Do que leve se torna opaca
Ao que foi instaneamente
Meu.
E de instante e distante,
Neste exato momento, nada me importa;
Talvez a saudade me consola num violão
Em tons de lágrimas de notas ausentes.
27092013
Eduardo Pinter
JANELA ACESA
A moça se inclina sobre o parapeito,
silêncio, flor branca guardada.
Perdida de mim, a moça ausente me olha.
É a minha alma que ela espreme entre os dedos ferozes.
A moça habita o azul,
entre nuvens, anjos e pássaros, seu rosto sem sol.
Suspensa nos olha, atrás da vidraça, seu nicho de santa,
sua vida que eu não conheço.
De longe eu a vejo, princesa do céu,
enquanto estou preso em mim.
AO CAIR DA TARDE
Agora nada mais. Tudo silêncio. Tudo.
Esses claros jardins com flores de giesta,
Esse parque real, esse palácio em festa,
Dormindo à sombra de um silêncio surdo e mudo…
Nem rosas, nem luar, nem damas… Não me iludo,
A mocidade aí vem, que ruge e que protesta,
Invasora brutal. E a nós que mais nos resta,
Senão ceder-lhe a espada e o manto de veludo?
Sim, que nos resta mais? Já não fulge e não arde
O sol! E no covil negro desse abandono,
Eu sinto o coração tremer como um covarde!
Para que mais viver, folhas tristes de outono?
Cerra-me os olhos, pois, Senhor. É muito tarde.
São horas de dormir o derradeiro sono.
(~Silencio~)
Me recordo daquele dia em que estávamos brigados.
No dia em que fui atras de você.
No dia em que tudo se transformou.
No dia em que a chuva me pegou de surpresa.
No dia em que você estava com aquele seu sorriso sem graça.
No dia em que cheguei em você, nós dois sós, naquele guarda-chuva, não resisti a chuva, aos seu cabelos, aos seus olhos em câmera lenta, a seu sorriso, a sua boca, não resisti a você. Foi um momento magico uma cena de filme que ficara guardado e que vagara em minha memoria ao longo de minha vida.
Tinha um silêncio que gritava sonetos mudos e ecoava pelos varais da noite.
Banalizou a voz, mas falava desesperadamente com os olhos que, lacrimejavam sonhos e aquele sorriso que a boca entorpeceu fazendo carinho na alma até que, não tinha mais o que dizer...
Só sentir o que vinha de encontro com a nudez de suas amarras!
A UM POETA
E vozes interagem o que escrevo!
Na minh’alma o silêncio corta,
Dizendo o que sou e o que devo,
Dos meus olhos já de água morta!
Sussurros estranhos igual ao meu?
Deuses choram versos mortos...
Não sou de brado igual ao teu!
Só canto as mágoas que conforto!
Nuvens, Poeta, cobrem o meu dia!
O sol de esperança, me é fantasia
Como as preces que clareia e sente...
Os meus segredos, eu te desvendo:
Penso o que pensas d’alma lendo
O que sou à boca já de toda a gente!
A MINHA CASA
Amo-te, escuro-silêncio, dos amados,
Quais na tua solidão se alimentam!
Aos seus amores não inventam
Olhos caídos de sentidos conjurados.
Amo-te, escuro-silêncio, dos pecados,
Quais nos teus ardores amam!
Nas tuas entranhas cantam
Aos espíritos que te vagam desolados...
Das almas que a tua casa é conforto,
Sou de igual mendigo-absorto
No desejo ao teu perfume, em flor...
Amo-te, escuro-silêncio, das sepulturas,
Dos quais te morrem às amarguras
Por renascer dentre as verdades o amor.
O sono fez calar toda esta gente
E eu aqui neste silêncio mordaz
Sonhando mil sonhos acordada
Esperando a lua dar lugar ao sol
Mas antes que isto aconteça
Talvez nossas almas se encontrem
num longo abraço se despeçam
E nesse sossego da noite avançada
Retornem em nossos corpos saudosos
Antes da claridade do dia chegar....
mel
Ira de um pobre é como o silencio de um rico nunca para até consumir todo seu coração a ira de um rico é como a fome de um pobre nunca para até a comida devorar seu estomago.
Pessoa pernesiosa perde todo seus bens para consumir sua irá em revolta e se apropia do que não tem apenas para tomar dos outros.
Pessoa egoista prefere perder tudo do que dividir o pouco.
Astuto rouba para mostrar melhor e é generoso para mostrar se superior.
Avarento sempre esta te dando um beneficio,um agrado e elogiando para colher algo bom ele gasta uma fortuna e gasta muito mais para transformar as coisas boas em interesses vãos que aproprie o ego em materializão de desejos, ele quer tornar seu desejo frio e não quer impedir voce quer tornar seus propositos frios, ele até ajuda mas tornando voce frio, por isso avarentos costumam odiar pobre porque para dominar pobre ele tem que gastar muito mas admira os ricos porque apenas tem que implantar a ira em corações egoista e os de classes medias ele acha sem sal e açucar tipo não vale nem meu odio mas quando não consegue nada apenas rejeita tudo com frieza por sentir-se superior a suas necessidades e os desejos dos outros inferior aos seus propositos acredita fielmente nisso.
Fofoqueiros falam até da mãe para buscar mais fofoca e perdem uma boa oportunidade para poder falar dos outros
Orgulhosos perdem tudo mas não largam o orgulho
Religioso se sacrifica mais do que valoriza o que tem e é dado
Humilde conquista tudo e diz louvado seja Deus que me deu até aqui
Nenhum trabalho sacia o objeto apenas componhe nossa missao empregada porque o objetivo de comer é saciar-se mas sua missao passa disso como tambem ora te ao achar se ora tal objeto
Desisti de você
Em meio a tanta correria encontrei a certeza de que amar em silêncio não é fácil de que nada é exato, ao te amar...
Entre tantas pessoas medrosas e covardes eu também fui covarde em não me entregar. Em volta de muitos amores medianos
eu ousei te desejar acima de todos, então ninguém pode me pedir para desistir, se eu sei que o que esta em você é o que não me faz partir.
Se por acaso não há mais pessoas me diga o por que de eu querer permanecer aqui, você sabe o quanto evitei, me distanciei,
roguei aos céus em silêncio um pedaço que fosse do seu coração, mas foi em vão, eu sei é muito pouco pelo que você merece, sofri, estou sofrendo mas para que afinal, se você nem sabe desse sentimento. Mas depois de tudo que aconteceu nunca ninguém trouxe um abraço, um pouquinho que fosse do seu cheiro, nada que fosse seu. Só quem sente isso sabe, só quem passou por isso sabe, sente. Não me importa se o que eu sentia era amor, amizade ou se ainda estávamos no vazio complexo o que me importava é que existia um sentimento ao qual acabou,tudo por culpa de uma bobagem, se ao menos os que estivessem em volta pudessem sentir, haveria mais vida na vida. Apesar de te amar eu gostaria que não existisse amor, mas pelo menos que não fosse o amor que sinto por você. No nosso dia a dia havia brincadeiras, altas conversas, o gostar da companhia de um estranho modo a gente se pertencia sem se comprometer nos unia o compreender. Era uma super amizade, mas teve que o amor se meter e estragar tudo,bagunçando todos os desejos trazendo necessidades do corresponder. Se esse amor não existisse e se eu não te amasse ainda seria tudo igual, sabia? Eu não queria amar você para que tudo pudesse ser como antes , e o amor mais uma vez atrapalhando, o amor estaria sempre onde deveria estar; longe de nós, para que nunca se concretizasse, seria apenas um detalhe que se esconderia entre nós. Não te esqueci apenas desisti de ti e desistir é uma maneira simples de dizer que estou seguindo em frente.
A Tristeza que mudou a minha vida.
Com a cabeça cheia, saí em busca de total silêncio onde meu coração pudesse gritar, levando comigo um livro; fui de bicicleta para um parque aqui perto e eu estava, tão sei lá, meia triste. Ao chegar lá comecei a ler um livro, e ele falava sobre um romance, não aguentei e chorei ali, sozinha, pois muitos meninos zombavam de mim falando que eu era feia, que eu iria ficar sozinha, e todas aquelas palavras de certa forma me doíam profundamente, e lendo aquele livro, lembrei desse assunto, e não conseguia parar de chorar, algumas páginas do livro já estavam molhadas pelas minhas lágrimas; um menino me viu chorando e foi até mim, no começo fiquei assustada pois nem tinha o visto chegar, eu tava tanto precisando desabafar, que quando ele me perguntou o que era eu falei tudo como se eu já o conhecesse a muito tempo, ele me falou que o que aqueles meninos fizeram-me acreditar, era a maior mentira e pegou um espelho, o que tinha em minha bicicleta e me mostrou, perguntou o que eu via, eu respondi ”o patinho feio” e sorrimos, foi aí o momento mais lindo e memorável da minha vida; ele falou que o meu sorriso, além do meu coração era a parte mais linda de mim, e foi assim que eu e seu pai nos conhecemos e anos depois nos casamos, filha !
Desapego
O telefone não toca, o silêncio me inquieta,
Sinto sua falta;
Será que é mais do que eu posso suportar?
Será que você não percebe?
O relógio marca meia noite e quinze,
A ausência da sua presença me mata aos poucos;
Quero sair do quarto, quebrar os pratos e te ligar;
Eu preciso de você,
Será que você não percebe?
Estou enlouquecendo...
A razão me diz que está na hora de praticar o desapego
Sinto sua falta!
