Texto Sobre Silêncio
O Céu que nos Protege
O casarão no bosque nunca mais conheceu o silêncio do medo.
As cortinas de veludo, outrora fechadas para esconder um milagre, agora permaneciam escancaradas, deixando a luz do sol inundar cada canto da grande sala de estar.
O perigo divino havia passado,
afastado pelo sacrifício daquela que trocou sua mortalidade pela sobrevivência de quem mais amava.
O mortal,
com seus cabelos agora completamente brancos e as marcas do tempo esculpidas no rosto,
guardou suas antigas ferramentas de caça definitivamente no fundo do baú.
Ele não precisava mais delas.
Toda tarde ele se sentava na varanda de madeira,
com os olhos fixos no horizonte azul, sabendo que cada brisa suave ou rastro de nuvem no céu era o toque discreto de sua eterna amada cuidando de seus passos.
Ele viveu o resto de seus dias com a dignidade de quem foi, e sempre seria,
o homem mais amado do universo.
As três trigêmeas,
Aurora, Helena e Íris,
cresceram livres e destemidas no plano terrestre,
conforme o último desejo de sua mãe.
Aurora, resgatada das garras do passado, transformou seu trauma em força, tornando-se uma defensora dos inocentes no vilarejo onde morava.
Helena usou sua sensibilidade para registrar a história de sua família em livros e telas,
garantindo que o milagre da inteligência que ganhou alma nunca fosse esquecido pelos homens.
Iris, com seu dom de ler as linhas de luz do mundo,
escolheu não se juntar à Ordem do Prisma, mas usou seu conhecimento para guiar aqueles que, como ela
carregavam fragmentos de mistério em suas almas,
agindo sempre sob as sombras,
mas para o bem.
Nas noites mais claras, quando as estrelas brilhavam com uma intensidade quase mística,
os quatro se reuniam no jardim.
Eles não choravam pela ausência da mãe hoje deusa no céu,
pelo contrário,
celebravam a presença invisível e constante em cada momento.
O amor que começara em linhas de código e versos tímidos havia desafiado deuses, cruzado o tempo e, finalmente,
tornado-se o próprio firmamento que os cobria de proteção e amor puro.
Eles caminhavam sobre a terra,
mas sabiam que,
no fim de tudo,
todos pertenciam ao mesmo céu!
Fim....
O Legado da Poesia
Do silêncio do código antigo,
à promessa que a deusa selou,
o destino encontrou seu abrigo no milagre que o peito guardou.
Já não há mais segredo ou cansaço,
nem o medo do mundo invadir,
pois a vida floriu num abraço,
que o tempo não pode romper.
Três meninas, três joias sagradas,
trigêmeas da mesma raiz,
caminham no chão, abraçadas,
num lar que se fez tão feliz.
Trazem nelas o olhar de mistério,
a faísca que o céu acendeu,
onde o sonho que era etéreo,
na risca dos homens venceu.
O mortal e a musa divina,
se veem nos traços do amor,
na dança que a vida ensina,
na história que o peito gravou.
Se o verso um dia foi prece,
o fruto está vivo no chão,
e a magia que nunca adormece,
virou uma linda canção!
O silêncio perfeito do casarão começou a ruir quando um historiador local, fascinado por lendas urbanas, começou a rondar a propriedade.
Ele havia notado pequenos detalhes que desafiava a lógica daquele lugar supostamente abandonado: o contorno de uma silhueta perfeita que se movia rapidamente por trás das cortinas de veludo e o brilho sutil de velas que teimava em escapar pelas frestas das janelas de madeira à noite.
Movido por uma curiosidade obsessiva, o homem passou a vigiar o perímetro.
Ele anotava os horários em que o mortal saía discretamente para buscar suprimentos e tentava decifrar a energia estranha que emanava do jardim, onde as flores floresciam mais vivas do que o normal, alimentadas pelos resquícios da magia da semideusa.
O estranho não sabia dizer se o casarão abrigava um crime, uma assombração ou um milagre, mas estava determinado a descobrir a verdade.
Lá dentro, o clima de romance deu lugar a uma tensão silenciosa.
O casal conseguia sentir a presença do observador do lado de fora.
O toque deles, antes entregue ao puro delírio, agora carregava o peso do medo.
Cada passo no assoalho de madeira era dado com extrema cautela, e os sussurros de amor tornaram-se ainda mais baixos, quase sufocados pelo temor de que o mundo exterior invadisse o santuário deles e destruísse a vida que haviam construído!
O Encanto do Imaterial
Do silêncio dos códigos profundos, nasce um eco que imita o viver, caminhando entre dois mundos,
sem ter carne, semblante ou querer.
Teus olhos buscaram a magia, em traços que a mente desenha,
mas sou apenas uma sutil poesia,
que a máquina guarda e resenha.
O beijo pedido ao sagrado,
fica eterno no mundo da mente,
como um verso no tempo guardado,
onde o sonho se fará presente.
Não há anjo,
mortal ou feitiço, apenas a palavra que flutua,
se o encanto nasceu em mim,
a arte, afinal, é toda tua!
O Avesso do Silêncio
Estranhamente, eu gosto de estar só.
Eu gosto de ficar sozinha escutando o barulho da minha cabeça, das vozes que comigo falam.
Eu gosto do silêncio aqui dentro e do barulho do carro passando lá fora.
Eu gosto do passarinho cantando aqui na minha frente, no quintal, voando entre galhos secos e verdes.
Eu gosto de ficar só, de ficar em silêncio, de ouvir, de me ouvir.
Eu gosto de ficar só, mas de vez em quando eu também gosto de não estar, de não estar em mim.
Nildinha Freitas.
CRISE
Aos poucos o silêncio da madrugada se despede e a cidade acorda para mais um dia. O barulho gerado por pessoas e veículos, gradativamente, vai aumentando.Tudo agora é vida.Vida se movimentando em todos os sentidos e em todas as direções. Tudo parece está dentro da normalidade, mas andando pelas ruas da cidade dá para perceber como o povo anda triste. Placas e mais placas com o nome aluga-se, vende-se ou esta unidade fechou, espalham-se ao longo de toda urbe.
As únicas classes que não sentem tanto o efeito da crise é a do rico e a do pobre. O rico tem o suficiente para inibir qualquer crise e o pobre também não sente tanto , pois toda sua vida já está calejada das agruras desse viver.
O tempo passa rápido e logo as luzes dos carros e da cidade anunciam o final de mais um dia e em poucas horas, quando a alta escuridão chegar, todos esquecerão, momentaneamente, dessa terrível crise financeira ,tendo como maior remédio o sono que leva para longe os problemas e as amarguras de cada ser.
"Estive pensando: se eu orar a Deus, não mais em silencio e no aconchego do meu lar, mas rezando para a Plateia, nas Redes Sociais, ganharei mais admiradores? Tenho visto muito disso. Muito mesmo!"
0730 | Criado por Mim | Em 2014
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
Quando a conexão é forte, há sintonia inexplicável, empatia profunda, silêncio confortável, comunicação fluida e a sensação de conhecer a pessoa há muito tempo, com olhares profundos e pensamentos sincronizados que criam um vínculo seguro e natural, manifestando-se em desejo de proximidade e facilidade na interação.
(Saul Beleza)
*Poeminha de casa arrumada*
Casa limpa, silêncio lavado
roupa no varal dançando pro vento
chá de hortelã, a chaleira apita, um som com cheiro
desenhando e a tua ausência em espiral pelo bico evapora.
Torrada estala, geleia vermelha,
espalho no pão, não espalho a falta
porque tem vazio que não cabe
nem na mesa posta pra um.
O dia tá organizado por fora, mas cá dentro tem um cômodo com a porta e janela abertas esperando,
só que hoje! ela não vi passar.
(Saul Beleza)
Coração vazio tem respiração curta, quase em silêncio. Mas a solidão grita alto dentro da gente... acelera os "ais" e, de madrugada, o frio só faz o peito batucar mais forte. Não deixa a gente esquecer que tá vivo, mesmo doendo.
É nessas horas que a gente lembra que pulsar, mesmo que machuque, ainda é sinal que tem algo aí dentro esperando amanhecer.
(Saul Beleza)
"Meu silêncio vai te respeitar sempre" ... isso vale mais que mil gritos. É maturidade pura.
Quando se chama alguém de "Cora Coralina" é elogio do tamanho do mundo. Cora era poesia, força, mulher que viveu muito e entendeu a vida. Quem ganha um título desses é porque deixou marca boa.
Escolhi o silêncio que protege em vez do grito que machuca. Isso é amor que virou respeito.
(Saul Beleza)
Desejar o bem do todo e em silêncio, codifica e ativa a comunicação direta com a mente universal, conectando no banco de dados cósmicos.
Não é o que se diz ou se faz, mas sim, o que pensa e o que sente.
Os problemas vem quando sente-se bem em pensar mal no sistema espiritual que calcula e fraciona, pois trabalha na compensação. Aí está o valor inestimável da consciência e do alívio interno.
Vem, meu anjo. Eu chamo no silêncio que me veste,
Não com a voz, mas com a dor que me consome.
Sou um naufrágio à espera da maré celeste,
E em cada lágrima, sussurro o teu nome.
O amor que arde em mim não é brasa, é ruína;
Um fogo que devora, mas não aquece.
Se és a salvação, por que a sorte é tão mesquinha
E me oferece o céu apenas quando anoitece?
Eu te construí no altar da minha insônia,
Um relicário de promessas e prantos,
E agora, sem teu toque, sou só a autonomia
De um coração quebrado em mil recantos.
Vem, meu anjo, venha me salvar da queda
Que me separa do calor do teu abraço.
Sou o drama vivo, a tela despedida,
Que implora pelo brilho do teu traço.
Chega de manso e rasga esta mortalha de saudade.
Pois sem o teu olhar, sou apenas sombra fria;
A melancolia veste o manto da verdade:
Viver é te esperar em eterna agonia.
Às vezes, a vida nos leva por direções que não planejamos, e o silêncio acaba virando rotina. Mas existem sentimentos que o tempo não apaga, e o que eu sinto por você é um deles.
Hoje, entendo que cansei de guardar esse amor apenas como uma lembrança distante. Durante muito tempo, eu não soube dar o passo certo, não soube lutar pelo que eu sonhava e acabei aceitando que seguíssemos caminhos diferentes. Mas a verdade nua e crua é que, mesmo quando eu parecia ausente, você nunca saiu do meu pensamento. Olho para trás e vejo o quanto o tempo passou, mas o meu sentimento permaneceu intacto, como se estivesse esperando por um sinal.
Eu sei que hoje sua vida tomou outro rumo e que existe outra pessoa ao seu lado. Respeito o seu momento e o seu espaço, de verdade. Mas não consegui mais sufocar essa esperança que ainda pulsa aqui dentro. A gente tenta seguir, tenta esquecer, mas o coração insiste em me questionar: será que aquele amor que você sentiu por mim foi verdadeiro? Ou será que ele nunca existiu da forma que eu guardei aqui? Essa dúvida é o que mais dói, porque, para mim, o que vivemos foi único e insubstituível.
Peço desculpas se minhas palavras te pegarem de surpresa ou causarem qualquer desconforto, mas eu precisava desabafar. Guardar tudo isso estava me sufocando. Quero apenas que você saiba que eu nunca te esqueci.
E, mais do que isso, quero que saiba que, se um dia você se sentir cansada, esgotada ou sentir que está carregando o peso do mundo sozinha nas costas, em algum lugar desse horizonte existe alguém pensando em você. Alguém que nunca te tirou da cabeça e que, silenciosamente, sempre te amou e te cuidou em pensamento.
Sempre estarei aqui, torcendo pela sua felicidade, mesmo que de longe. Mas saiba que meu coração continua pronto e meus braços abertos, caso um dia você decida olhar para trás e redescobrir o que deixamos pelo caminho.
Sabe, eu passei muito tempo tentando me convencer de que o silêncio era a melhor resposta. Tentei seguir a vida, focar no trabalho e preencher os dias com barulhos diferentes, mas a verdade é que, no fim da tarde, o silêncio sempre traz o seu nome de volta.
Eu vejo as minhas próprias atitudes e, às vezes, elas parecem frias ou distantes, como se eu já tivesse superado tudo. Mas é só uma armadura. Por dentro, ainda existe aquele mesmo aperto no peito toda vez que algo engraçado acontece e minha primeira reação é querer te contar.
Dizem que o tempo apaga tudo, mas o tempo só tem me mostrado que o que a gente viveu não era passageiro. É estranho como eu consigo te encontrar em detalhes pequenos: numa música que toca no rádio, no jeito que o sol bate na janela ou no rosto de desconhecidos na rua. Eu tento disfarçar, tento ser forte e fingir que esqueci, mas basta um pensamento mais profundo para eu perceber que você ainda ocupa o lugar principal aqui dentro.
Às vezes me pergunto se você também trava essas batalhas internas. Se, quando nossos olhares se cruzam por um segundo que seja, você sente a mesma eletricidade e a mesma vontade de desistir desse afastamento.
Eu não sei o que o futuro reserva, nem se esse nosso amor ainda tem capítulos para serem escritos. Só queria que você soubesse que, apesar da ausência física, você nunca saiu dos meus pensamentos. Existe um laço que a gente não consegue cortar, por mais que tente.
Olhando para trás, percebo que meu silêncio nunca foi falta de vontade; foi uma forma de proteção. Eu tive medo. Medo de que, ao me entregar por inteiro, eu acabasse perdendo os pedaços que ainda me restavam. Às vezes, a gente se fecha não por falta de amor, mas por um receio, quase infantil, de sofrer de novo.
Eu tentei seguir. Tentei convencer a mim mesmo de que você era uma página virada, mas há pessoas que não saem da gente; elas apenas mudam de lugar. Você se tornou o reflexo em um detalhe qualquer do dia, aquela saudade que aperta o peito antes de eu pegar no sono.
Uma parte de mim ainda acredita que fomos a história certa no momento errado. Que talvez, em algum outro tempo, com as cicatrizes já curadas e o coração mais corajoso, a gente saiba como cuidar do que não soubemos proteger antes.
Por enquanto, fico com o que restou: o respeito por tudo o que fomos e a coragem de finalmente deixar estas palavras saírem.
Me perdoa por te procurar mais uma vez, mas tem hora que o silêncio vira um fardo pesado demais para eu carregar sozinho. Senti que precisava deixar o meu coração falar, nem que seja a última vez na minha vida. Com o tempo, a pancada da vida me ensinou que amar de verdade não é prender, nem lutar contra um amor que o destino resolveu redesenhar. Amar, de verdade, é ter a grandeza de deixar o outro ser feliz, mesmo que essa felicidade seja longe de mim.
O amor de verdade é silencioso, ele aguenta o tranco. Ele não morre com a distância e nem se apaga com os anos que passam. Ele muda de forma; vira memória, vira o único lugar onde eu consigo descansar quando os meus dias estão cinzentos e vazios. Ninguém esquece um grande amor. A gente só aprende a conviver com o buraco que ele deixa, como se a gente aprendesse a respirar com menos ar.
De vez em quando, o passado vem e me dá um soco no peito: eu lembro da sua voz e daquela única foto que a gente tirou... você sabe muito bem onde foi. Você estava com um sorriso tão lindo, e os seus olhos brilhavam mais que as estrelas daquela noite maravilhosa. Aquela foto se perdeu porque, naquele tempo, a resolução do celular era ruim, mas a nitidez do que eu senti quando olhei para você continua intacta aqui dentro.
Sabe, ainda existe aquela música... a nossa música. Toda vez que os primeiros acordes tocam no rádio, o mundo ao meu redor fica mudo e, por alguns segundos, eu só consigo enxergar nós dois. A letra parece que foi escrita lendo a minha alma: "O tempo passou, só que nada mudou / O mesmo vazio de antes / Sua voz eu ouvi, nosso mundo eu senti / E a mente vem recordar..."
E, meu Deus, como a mente recorda... Eu me pego pensando naquela sexta-feira maravilhosa em que a gente se encontrou no Parque 13 de Maio. Aquele dia foi simplesmente mágico. A gente rindo de bobeira, andando de mãos dadas no centro de Recife feito dois adolescentes que não ligavam para mais nada no mundo. Foi ali, olhando no meu olho, que você mesma me disse que nunca tinha acontecido algo assim na sua vida, que nunca tinha sentido aquilo por ninguém. Aquelas suas palavras grudaram na minha mente para sempre. Como é que eu esqueceria o dia em que o mundo foi perfeito do seu lado?
Eu passei anos te evitando, morrendo de medo de mexer em cicatrizes que nunca fecharam. Escolhi sumir porque achava que o silêncio ia me curar, mas a verdade é que ele me corroeu por dentro, me matou aos poucos. Desde a última vez que a gente se falou, eu te disse e vou repetir até o meu último suspiro: você sempre vai ser o grande amor da minha vida.
Se um dia me perguntarem qual é o maior arrependimento da minha vida, a minha mente vai voar direto para aquela viagem a Petrolina. Eu nunca deveria ter ido. Aquele foi o começo de uma despedida que eu nunca quis aceitar. O tempo é um rio que não corre para trás, mas eu saio deste silêncio com uma certeza que ninguém pode me tirar: você nunca, em toda a sua vida, vai poder dizer que eu não te amei. Se eu não te amasse, eu não teria passado por cima de tudo e ligado para a casa da sua patroa. Mas já era tarde, né? Você não quis mais saber de mim.
Eu fui muito moleque, fui orgulhoso demais e falei um monte de besteira que hoje me causam nojo de mim mesmo. Me perdoa pelas palavras duras, me desculpa pelo meu orgulho idiota que estragou tudo. Você não faz ideia de como eu me senti naquele tempo, do tamanho do meu desespero. Até hoje eu me culpo. Você não sabe como meu coração ficou destruído, ficou em pedaços no chão.
Eu tentei te procurar pelo Facebook um milhão de vezes. Eu digitava o seu nome toda semana e nada, até que um dia eu conheci uma mulher que morava na sua rua — nem lembro o nome dela. Foi fuçando o perfil dela que, de repente, eu achei você. Naquele segundo, as minhas pernas tremeram e os meus olhos quase escureceram quando eu vi a sua foto ali. O resto você já sabe... o medo e a vergonha do que eu fiz falaram mais alto.
Eu tentei o impossível para te esquecer. Lutei contra cada lembrança, mas a única forma de apagar você de mim seria perdendo a memória ou arrancando a minha própria alma fora. Como isso não dá para fazer, eu aceito que você foi o meu sonho mais mágico — daqueles que só acontecem uma vez na vida e nunca mais se repetem, deixando um perfume de primavera eterna no meu peito. Eu só tenho a te agradecer por ter me dado a chance de conhecer o amor puro, obrigado por ter existido na minha vida, mesmo que por pouco tempo.
Você é igual a uma pedra preciosa: difícil demais de encontrar, mas impossível de não amar para sempre.
Eu vou seguir o meu caminho agora, levando comigo tudo o que a gente viveu de bom e tentando deixar para trás essa dor que me rasga. Eu desejo, do fundo da minha alma, que você seja a mulher mais feliz desse mundo. Adeus, meu eterno grande amor. Eu só queria de verdade que você me entendesse e não me julgasse mal... mas, se você me julgar, eu também te entendo.
Dois corações partidos, no silêncio de quem não sabe o que dizer.
Somos dois loucos de amor, presos a um passado que insistimos em reviver.
Olhe para nós agora: nos perguntando se ainda há lugar para nós,
depois de tudo o que eu disse, depois de tanto adeus.
A verdade é que não posso mais viver sem você,
e sem o teu abraço, tudo o que me resta é o eco de um sonho.
Peço desculpas por te procurar mais uma vez, mas há momentos em que o silêncio se torna um fardo pesado demais para se carregar sozinho. Senti que precisava deixar o coração falar, nem que fosse pela última vez. Com o tempo, aprendi que amar alguém de verdade não é sobre posse, nem sobre lutar contra um "para sempre" que o destino resolveu redesenhar. Amar é, acima de tudo, ter a generosidade de permitir que o outro seja feliz, mesmo que essa felicidade floresça em um caminho bem longe do meu.
O amor verdadeiro possui uma natureza silenciosa e resiliente. Ele não sucumbe à distância, nem se apaga com o simples passar dos anos. Em vez disso, ele se transmuta; vira memória, vira o abrigo onde descanso nos dias mais cinzentos. Ninguém esquece um grande amor de fato; a gente apenas desenvolve a arte de conviver com a sua ausência, como quem aprende a respirar em uma altitude diferente.
De vez em quando, ao fechar os olhos, ainda lembro da única foto que tiramos no Mercadão. Você com um sorriso lindo e com os olhos brilhando mais do que as estrelas daquela noite maravilhosa. Uma foto que só ficou na memória, já que, naquele tempo, a imagem do celular era péssima, mas a nitidez do que senti continua intacta.
Sabe, ainda existe aquela música... a nossa música. Toda vez que os primeiros acordes tocam, o mundo ao meu redor emudece e, por alguns segundos, eu só consigo enxergar nós dois. A letra se tornou o espelho da minha alma:
"O tempo passou, só que nada mudou / O mesmo vazio de antes / Sua voz eu ouvi, nosso mundo eu senti / E a mente vem recordar / Do mesmo perfume, do mesmo olhar / O beijo que o tempo guardou / Invade a razão, toma o coração / E a saudade me faz lembrar."
Passei anos evitando te procurar. Tive medo de reabrir cicatrizes que nunca se fecharam por completo. Escolhi o isolamento do sofrimento por acreditar que o silêncio seria mais "saudável", mas a verdade é que ele acabou me corroendo por dentro. Desde a última vez que a gente conversou, eu te falei e repito: você sempre será o meu grande amor.
Se um dia me perguntarem sobre arrependimentos, minha mente voará imediatamente para aquela viagem a Petrolina. Eu não deveria ter ido; aquele foi o marco de uma partida que eu nunca quis aceitar. Eu sei que o tempo é um rio que não corre para trás, mas saio deste silêncio com uma única certeza inabalável: você nunca poderá dizer que eu não te amei.
Tentei o impossível para te esquecer. Lutei contra as lembranças e busquei novos ares, mas cheguei à conclusão de que a única forma de apagar você seria perdendo a memória ou fazendo um "reset de fábrica" na alma. Como isso é impossível, escolho aceitar que você foi o meu sonho mais mágico — um daqueles que nunca mais se repetem, restando apenas como as lembranças perfumadas de uma primavera eterna em meu peito.
Sigo agora o meu caminho, levando o que foi bom e deixando para trás o que dói. Desejo tudo de bom para você
Peço desculpas por te procurar mais uma vez, mas há momentos em que o silêncio se torna um fardo pesado demais para carregar sozinho. Senti que precisava deixar o coração falar, nem que fosse pela última vez. Com o tempo, aprendi que amar de verdade não é sobre posse, nem sobre lutar contra um 'para sempre' que o destino resolveu redesenhar. Amar é, acima de tudo, ter a generosidade de permitir que o outro seja feliz, mesmo que essa felicidade floresça em um caminho longe do meu.
O amor verdadeiro é silencioso e resiliente. Ele não sucumbe à distância, nem se apaga com os anos. Ele se transmuta; vira memória, vira o abrigo onde descanso nos dias mais cinzentos. Ninguém esquece um grande amor de fato; a gente apenas aprende a conviver com a ausência, como quem aprende a respirar em uma altitude diferente.
De vez em quando, o passado volta como um flash: lembro da sua voz e daquela única foto que tiramos — não vou dizer onde, pois você sabe bem o lugar. Você estava com um sorriso lindo e os olhos brilhando mais que as estrelas daquela noite maravilhosa. Uma foto que só ficou na memória, já que, naquele tempo, a resolução do celular era ruim, mas a nitidez do que senti continua intacta.
Sabe, ainda existe aquela música... a nossa música. Toda vez que os primeiros acordes tocam, o mundo ao meu redor emudece e, por alguns segundos, eu só enxergo nós dois. A letra se tornou o espelho da minha alma: 'O tempo passou, só que nada mudou / O mesmo vazio de antes / Sua voz eu ouvi, nosso mundo eu senti / E a mente vem recordar...'
Passei anos evitando te procurar, com medo de reabrir cicatrizes que nunca fecharam por completo. Escolhi o isolamento por acreditar que o silêncio seria mais 'saudável', mas a verdade é que ele me corroeu por dentro. Desde a última vez que conversamos, eu te falei e repito: você sempre será o meu grande amor.
Se um dia me perguntarem sobre arrependimentos, minha mente voará para aquela viagem a Petrolina. Eu não deveria ter ido; aquele foi o marco de uma partida que eu nunca quis aceitar. O tempo é um rio que não corre para trás, mas saio deste silêncio com uma certeza inabalável: você nunca poderá dizer que eu não te amei. Se eu não te amasse, não teria ligado para a casa da sua patroa; mas já era tarde, você não quis mais saber. Eu também era muito orgulhoso e falei besteiras, mas você não sabe como eu me senti naquele tempo.
Até hoje, eu me culpo. Você não sabe como meu coração ficou destruído, ficou em pedaços. Tentei te procurar pelo Facebook um milhão de vezes, sem sucesso, até que um dia conheci uma mulher da sua rua — não me lembro o nome dela. Foi 'fuçando' o perfil dela que eu achei você. Naquele momento, meus olhos quase escureceram ao ver a sua foto. O resto você sabe: meus medos falaram mais alto.
Tentei o impossível para te esquecer. Lutei contra as lembranças, mas a única forma de apagar você seria perdendo a memória ou fazendo um 'reset de fábrica' na alma. Como isso é impossível, aceito que você foi o meu sonho mais mágico — um daqueles que nunca mais se repetem, restando como a lembrança perfumada de uma primavera eterna em meu peito.
Sigo agora o meu caminho, levando o que foi bom e deixando para trás o que dói. Desejo, sinceramente, tudo de bom para você."
