Texto sobre Medo de Mario Quintana

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⁠⁠Não é sobre
se libertar da dor,
mas do que
causa
a dor.




Há um equívoco muito comum em nossa maneira de lidar com o sofrimento: tratamos a dor como inimiga, quando muitas vezes ela é apenas a mensageira.




Passamos grande parte da vida tentando silenciá-la, anestesiá-la ou escondê-la, como se o problema estivesse no alarme e não no incêndio que ele anuncia.




Libertar-se da dor pode até oferecer algum alívio momentâneo, mas quase nunca transforma a realidade que a produz.




É como trocar o curativo sem limpar a ferida — por um tempo parece resolvido, até que a infecção volta a lembrar que o problema nunca foi realmente enfrentado.




O que realmente exige coragem não é fugir da dor, mas olhar com honestidade para as causas que a alimentam.




Às vezes são relações que se sustentam no desgaste, expectativas que nunca foram nossas, silêncios que acumulamos para manter aparências ou estruturas que aprendemos a aceitar como inevitáveis.




A dor, nesse sentido, pode ser um tipo muito raro de lucidez.




Ela revela aquilo que a acomodação tenta esconder.




E, por mais desconfortável que seja, ela também aponta para onde a mudança — de fato — precisa acontecer.




Libertar-se do que causa a dor exige mais do que resistência emocional — exige revisão de escolhas, rompimento com padrões e, muitas vezes, a coragem de contrariar as narrativas que nos ensinaram a suportar o insuportável.




Porque, no fim, não se trata de aprender a viver anestesiado.




Trata-se de aprender a viver sem precisar se ferir para continuar existindo.

A pressa em escolher um lado é tão grande que a maioria já consegue arrotar opinião sobre conteúdo que nem sequer consumiu.


Vivemos um tempo em que reagir vale mais do que compreender.


A velocidade com que julgamentos são formados supera, com folga, o tempo necessário para escutar, refletir ou até mesmo duvidar.


Opinar virou quase um reflexo involuntário — não porque temos algo sólido a dizer, mas porque o silêncio passou a ser confundido com ausência de posicionamento, e isso, para muitos, parece inaceitável.


O problema não está em ter opiniões, mas na superficialidade com que elas nascem.


Quando não há contato real com o conteúdo, o que se expressa não é pensamento, é apenas eco.


Eco de manchetes, de recortes, de narrativas prontas que dispensam esforço e recompensam a pressa.


E assim, pouco a pouco, vamos terceirizando a própria capacidade de pensar.


Há uma falsa sensação de pertencimento em escolher rapidamente um lado.


Como se isso garantisse identidade, como se fosse suficiente para nos situar no mundo.


Mas o preço disso é alto demais: abrimos mão da complexidade, ignoramos nuances e transformamos qualquer assunto em uma disputa rasa, onde o objetivo não é entender, mas vencer.


Talvez o verdadeiro ato de coragem, hoje, seja justamente o contrário.


Seja admitir que ainda não sabemos o suficiente.


Seja escutar antes de falar, consumir antes de julgar, refletir antes de reagir.


Porque pensar dá trabalho — e, em tempos de imediatismo, tudo que exige tempo parece quase um ato de resistência.


No fim, não é sobre escolher um lado rápido demais.


É sobre não se perder de si mesmo no processo.⁠

É muito mais do que projeto de poder, dinheiro e dominação, é sobre alugar as cabeças dos asseclas e ainda ser idolatrado por eles.

Porque o domínio mais eficiente não é o que se impõe pela força, mas o que se instala silenciosamente na mente.

É quando a narrativa substitui a realidade, quando a lealdade deixa de ser escolha e passa a ser reflexo condicionado.

Nesse estágio, não é preciso vigiar todos os passos — basta moldar a forma como as pessoas enxergam o mundo.

Quem controla o significado das coisas, controla também as reações a elas.

Há algo de profundamente inquietante nisso: a transformação de indivíduos em extensões de uma vontade alheia, repetindo discursos como se fossem pensamentos próprios.

A crítica vira traição, a dúvida vira fraqueza, e a obediência é celebrada como virtude.

Não se trata apenas de convencer — trata-se de ocupar o espaço interno onde antes — talvez — existisse questionamento.

E talvez o ponto mais perturbador seja justamente a idolatria.

Não basta seguir, é preciso admirar.

Não basta obedecer, é preciso defender com fervor.

A figura central deixa de ser apenas líder e passa a ser símbolo, quase intocável, blindado por uma devoção cega que dispensa evidências e ignora contradições.

Nesse cenário, o poder já não precisa se justificar — ele se sustenta pela fé.

No fim, a questão não é apenas quem exerce o controle, mas por que tantos se oferecem a ele.

O que leva alguém a abrir mão da própria autonomia em troca de pertencimento, de identidade, de uma sensação de certeza?

Talvez seja mais confortável habitar um mundo simples, com respostas prontas, do que enfrentar a complexidade incômoda da realidade.

E é aí que reside o verdadeiro risco: quando pensar se torna opcional, e sentir-se parte de algo maior substitui a necessidade de compreender.

Porque, nesse ponto, o poder já não precisa conquistar espaço — ele já está instalado, silencioso, dentro de cada cabeça alugada.

⁠Sobre o outro, só um julgamento é permitido, urgente e necessário — vale ou não a pena discutir.


Em tempos de tantos julgamentos, talvez este seja o mais sábio e também o mais ignorado.


Não porque o outro não mereça resposta, mas porque nem toda palavra merece palco.


Há debates que não são pontes, são armadilhas…


Conversas que não buscam entendimento, apenas vitória.


E quando o objetivo deixa de ser o entendimento e a verdade para se tornar o aplauso, qualquer argumento vira figurante de um espetáculo já ensaiado.


Discutir, no sentido mais nobre da comunicação, é um exercício de construção.


É lapidar ideias no atrito respeitoso, é admitir a possibilidade de estar errado, é sair diferente de como entrou.


Mas isso exige uma disposição muito rara: escutar de verdade.


E, sejamos honestos, grande parte das discussões hoje não nasce dessa intenção — nasce da pressa de responder, da necessidade de afirmar, do medo de parecer fraco…


Há um custo invisível em entrar em toda e qualquer briga: o desgaste da mente e da alma.


Cada discussão inútil consome tempo, energia e serenidade.


E, aos poucos, vamos nos tornando aquilo que criticamos — reativos, barulhentos e previsíveis.


Não por maldade, mas por contaminação.


Saber quando não discutir não é aceitação nem omissão; é discernimento.


É reconhecer que nem todo campo merece ser cultivado, que algumas terras não produzem nada além de ruído.


É entender que o silêncio, às vezes, é a forma mais eloquente de inteligência.


No fim, talvez a maturidade não esteja em vencer argumentos, mas em escolher quais sequer valem a tentativa.


Porque há debates que ampliam horizontes — e há aqueles que apenas estreitam o espírito dos que insistem.


E desses, o melhor argumento continua sendo a recusa.

Uma pequena reflexão sobre POLÍTICA

Apôs ler e ver vários artigos sobre essas eleições e principalmente sobre como esta sendo todo esse processo desta eleição. A cada dia dá mais repulsa, e por que não dizer, nojo mesmo.
Vivemos mais uma eleição cheia de coisas ruins e por que não dizer sem qualquer duvida que isso na verdade não é fazer politica.
Hoje vejo que na maioria das vezes os pretensos candidatos (muitos sem qualquer condição de representar os eleitores) são muito ruins, sem qualquer qualidade ou por que não dizer, sem conhecimento do que realmente é o trabalho que esta pleiteando.
Vejo uma disputa de poder, uma verdadeira corrida por ser o melhor, o mais querido, o mais honesto, mas no fundo, para muitos não passa de uma ótima oportunidade de se dar bem.
Vejo muito despreparo, muita arrogância, muita falta de verdade naquilo que dizem e principalmente, prometem coisas que nem sequer tem condições de realizar em seu mandato.
Por que na verdade, para essas pessoas, o que importa é ser eleito, é o status do cargo.
Os que estão dentro não querem sair, os que estão de fora, querem entrar de qualquer maneira.
Alguns desses candidatos querem passar uma imagem de um politico preocupado com os problemas que afligem as pessoas. Mas, em alguns casos, fingem que o cargo a que aspiram é para beneficio da comunidade, da coletividade, mas deixam transparecer que é para seu benefício próprio.
Nesta época de eleição vale-se de tudo para conseguir seu intento, são tantas falcatruas, mesquinharias, mentira, promessas, falta de caráter e de respeito às pessoas. Há diversas maneiras absurdas de se conseguir ser eleito. E não poupam ninguém.
Quanta mentira e hipocrisia, quanta falta de caráter e honestidade, e depois de terem conseguido seu intento, simplesmente esquecem tudo que foi feito para chegar lá.
Acabam as promessas, acabam as ajudas, acaba a preocupação com o próximo. (isso só será importante na próxima eleição).
Quando vamos tomar vergonha na cara e acabar com essa maneira de fazer politica, com essa sujeira, com tanta demagogia, e falsos valores?
Quem não sabe escolher o bom candidato, quem não se importa com quem vai estar nesses cargos, quem só procura levar vantagem com esses candidatos, quem se deixa corromper com essa maneira de fazer politica. Quem vende seu voto por qualquer coisa, não merece cobrar nada. Não deve ter o direito de querer alguma coisa, quando aceitou uma situação dessas, se igualou a quem o corrompeu.
Por isso, penso eu que é por esses motivos que todos nós já estamos cheios dessa situação, com essa falta de honestidade, falta de respeito, falta de caráter, falta da verdade. Situação esta, que faz a gente ficar cada vez mais descrente e insatisfeito com tudo o que vemos a respeito de politica.
Para mim, isso não é politica, Isto é, politicagem.
Politica é necessária em todas as situações de nossa vida. É uma coisa boa, desde que seja feita com respeito ao próximo e com verdadeiros objetivos.
Vamos pedir ao maior politico que existiu neste mundo “JESUS CRISTO”, por que, JESUS usou de politica para atingir as pessoas, mas foi a politica da verdade, das palavras claras e objetivas, das palavras de amor e interesse do bem comum de todos, nada quis para Ele, que abra a cabeça de todos os eleitores, para que tenham a capacidade e vontade de colocar um basta nesta situação.
Mas também lembrando que mesmo pedindo a Deus, temos de fazer nossa parte para que esta situação seja consertada.
E também lembrando a esses candidatos, que mais cedo ou mais tarde a prestação de conta será com alguém que não vai conseguir corromper, e nem subornar.

Inserida por marcelo-martins

Apenas outras ideias

Um breve ensaio sobre a força. Você já imaginou um mundo em que todas as pessoas são fortes? Quando me refiro à força, quero dizer uma série de ações que impedem que o altruísmo seja aplicado, por que para muitos, aceitar uma boa ação demonstra sinal de fraqueza.
Imagine uma sociedade da qual a ideia sobre a evolução foi distorcida, nos livros que continham “os mais adaptados sobrevivem às mudanças”, foram interpretados como “ os mais fortes sobrevivem...” . Além disso, a interpretação foi disseminada por filmes, programas de televisão, livros e principalmente pelo mercado de trabalho. Se você não percebeu a permuta de palavras, e onde quero chegar, permita-me indagar, se os mais fortes são os que realmente sobrevivem por que muitos animais de grande porte estão extintos?
Nessa sociedade o altruísmo não teria vez, haveria a ideia de que os seres humanos não precisam uns dos outros, e o respeito à vida alheia se perderia. Apresentarei os resultados disso:
Os considerados gênios dessa sociedade criaram uma realidade alternativa onde todos podem se expressar sem mostrar seus rostos, onde tudo é muito dinâmico, apenas para confortarem a ideia de que estão interagindo uns com os outros.
O mercado de trabalho se tornaria um verdadeiro campo de batalha, onde não há regras e nem respeito, mas muitos diriam ter ética.
Pessoas ficariam cada vez mais estressadas, pois ao invés de se reunirem para efetuar um trabalho difícil, preferem efetuá-lo sozinhas.
Haveria má distribuição de terras, afinal para muitos a grande quantidade de terras é sinônimo de poder, logo de força.
Extermínios em massa seriam comuns, e lançar uma bomba atômica sobre um país seria apenas um modo de defesa, com o preceito que o outro país estava ameaçando a soberania do primeiro.
O mundo se tornaria um poço de hipocrisia, apenas por que todos querem ganhar, já que quem perde é fraco.
Como citei no início deste texto, isso é um breve ensaio, mas se ao longo dele você encontrou alguma semelhança com nossa realidade, acredite é mera coincidência (ou não).
Se alguém disse que você era fraco, por favor, não mude, você é tão necessário/a quantos os fortes.

Inserida por vitorap

Eu tento incessantemente controlar o desejo insano que sinto em escrever sobre ti, ou rabiscar teu nome na folha do meu caderno, mas quanto mais eu guardo mais forte ele se torna. Meu coração possui um ímã que é constantemente atraído por ti, mesmo a quilômetros de distancia eu consigo te sentir e a forma como isso quebra meu coração em pequenos pedaços nunca será compreendida. Você torce o meu coração como se ele fosse um pano de chão sujo e nojento. Você poderia simplesmente torce-lo e deixar o amor escorrer, mas em vez disso você prefere contamina-lo cada vez mais com suas mãos sujas e falsas. Mergulha meu coração em um balde com uma estranha mistura de amor e ódio, e por isso me sinto como se te odiasse e amasse ao mesmo tempo; como se te perdoasse, mas no fundo te abominasse.
Não existem parágrafos ou pontos finais, só reticencias. Malditas reticencias, deixaram de ser pontos e viraram pontes que me ligam a ti contra a minha vontade.
Estou me ligando a pó, soterrado sob mais pó e esperando que tu renasças das cinzas, mesmo sabendo que é impossível. E todas as vezes que eu sinto sua falta eu tenho que aceitar que você morreu, e aceitar é a pior parte de todas. Pior mesmo que superar, que seguir em frente... eu superei, e aprendi a conviver com isso, mas ainda sei que não me permiti aceitar que algo que possuía uma parte tão boa, também possua uma parte tão ruim.

Inserida por twoanyr

É tarde, tudo está cinza,
e eu aqui sentado nesta rocha,
escrevendo sobre a mais linda mulher,
àquela dos lábios mais doces e quentes,
da pele cor de neve,
e do riso mais simples e gostoso.

Ela me emociona quando fala pausadamente,
quando me faz perguntas se estarei aqui ainda que todos os dias acabarem,
ainda que o sol parar de raiar,
ainda que todos os relógios parem de rodar,
e quando todos ficarem sem ar,
e minha resposta é a mais evidente de todas:
PRA SEMPRE EU VOU TE AMAR.

E em todas as noites que ela ficar com medo,
eu estarei ali, deitado junto com ela,
pois eu a amo, e todo tempo em seu lado é proveitoso,
mesmo que não há sentido,
e mesmo que ela não sinta o mesmo,
eu sinto e adoro este sentimento,
por isso não tenho medo,
pois quem teme não se entrega totalmente,
e eu me entrego.

Inserida por danilofina

Uma análise do que estamos vivendo nesta semana

Conversando com alguns amigos, para variar sobre as eleições, saiu no meio da conversa o que na realidade é uma eleição.
Escutei varias opiniões, das mais diversas e sobre todos os assuntos que envolvem esta situação.
Uma da coisa que nós chamamos a atenção, e não foi só de mim, mas muitos amigos que perceberam isto também, é que, em todas as coisas que ouvimos sempre no meio esta a questão de qual interesse realmente esta em participar de uma eleição.
Notamos que sempre em todas as eleições há as chamadas coligações (nome bonito), mas afinal, para o que serve realmente uma coligação?
Pegamos várias opiniões sobre este assunto, e numa análise levando em conta a racionalidade, sem exageros, devemos nos fixar em alguns pontos que nos parecem importantes.
Quais são na verdade os interesses dos idealizadores destas coligações?
Em todas as opiniões dadas, notamos que existe sempre a mesma ideia em tudo que é falado.
Ou seja, nos parece que a principal e fundamental verdade sobre a tal coligação montada, nada mais é para a consolidação de um círculo de poder politico, de uma situação de mando sobre determinada cidade.
Muitas vezes já duvidei desta ideia, não posso afirmar que todas sejam com este proposito, mas para ser sincero acredito que realmente seja sim. Há um bom tempo, isso em eleições passadas, sempre existiu e sempre vai existir as tais coligações, parcerias.
E diante disso, em minha opinião particular, vejo que na verdade o principal de uma eleição, que é o direito do eleitor de reivindicar melhorias para onde vive, é relegado a segundo plano, o importante não é o que o eleitor quer e pensa, o que realmente importa é aplacar a necessidade de se manter no poder, de se perpetuar, de haver um continuísmo.
Sendo que os objetivos são satisfazer os interesses dos afiliados a estes partidos políticos que montam muitas vezes estas coligações e na realidade as sustentam.
Notamos também que ao analisar mais com calma, podemos reparar que para que se consiga satisfazer os interesses dos afiliados, são apresentados diversos programas e inúmeros projetos de relevância, só que, um detalhe que percebemos.
Estes pretensos projetos na maioria das vezes não representam na verdade a realidade sobre a ideologia das legendas que fazem parte deste acordo.
Notamos que ao vermos várias coligações por todo País, algumas se distanciam de sua própria ideologia.
O Por disto? (em minha opinião)
A proposta, o projeto, é necessário que exista e que seja divulgada, por que é muito simples a explicação disto.
É preciso ter alguma coisa para oferecer e prometer ao eleitor, sem isso tudo seria descoberto.
Por que bem sabemos, o poder na realidade é do povo, pertence a ele, embora muitas vezes ele nem se desse conta disto. E na verdade é o povo que tem a capacidade de entrega-lo a quem ele julga merecedor de cuidar das coisas públicas.
Mas ai entrou em outra situação.
Será que este eleitor esta preparado para escolher o que mais lhe convém?
Sinceramente, acho que não. E por que não?
Vivemos em um País que sempre dedicou o melhor da educação e informações somente as elites e alguns privilegiados.
O POVO? Coitado dele!
A ele é destinado poucas informações e praticamente nenhuma chance de melhorar.
O eleitor desinformado e sem conhecimento é sempre o melhor. Um eleitor com informações e bem informado não é necessário, este não se deixa manobrar ou ser conduzido.
Isto em minha opinião e de várias pessoas que conheço é o que realmente acontecem em muitos lugares de nosso País nesta época de eleição.
Quem sabe um dia nosso País será uma nação de cidadãos que sabem seus direitos e sabem o verdadeiro valor de uma simples verdade
Que ele é CIDADÃO BRASILEIRO, COM DIREITOS E DEVERES.
E além de tudo um:
ELEITOR CONSCIENTE

Inserida por marcelo-martins

Sobre amores e tragédias

Sentimos uma enorme necessidade de amar a todo instante, por mais que isto nos traga muitas vezes decepções. E às vezes cansa ter que colocar todos os sentimentos no lugar outra vez, mas isto não nos impede de passar por tudo de novo. Jamais pensamos que vai ser trágico. Por isso sofremos. Sofremos quando percebemos que não somos capazes de lidar com o amor. E se não somos capazes de lidar com ele imagine então o estrago que isto pode fazer no nosso coração? Você já se perguntou o que te impulsiona a buscar por esse estrago? Amores são incertos e pessoas mais ainda. E isto também cansa.

Inserida por Julliesalves

Sobre o amor

A gente só passa a conhecer a intensidade do amor quando ele nos faz algumas feridas, difíceis de cicatrizar. E elas sempre estarão ali, pra nos lembrar que um certo alguém existiu nas nossas vidas e que de certa forma nos trouxe alguma felicidade. Estamos sempre em busca de novas feridas até que chega a um ponto em que no nosso coração não há mais espaço para cicatrizes. E você, quantas cicatrizes há no seu coração?

Inserida por Julliesalves

Sobre as canções

Meu coração quebrou o silêncio, depois de muito tempo. Eu nunca consegui te dizer todas as coisas que sentia, mas isto não significa que eu não as sentia. A verdade é que eu cansei de mentir para mim mesma, fingindo que está tudo bem enquanto meu coração grita de dor. Eu precisava te dizer que eu não posso nem consigo demonstrar felicidade todo o tempo. É inevitável, às vezes, demonstrar um pouco de tristeza. Aprendi, em alguns momentos, a mostrar uma felicidade que não existe e que eu mesma criei, mas a máscara não dura muito tempo. Não sou boa em manter máscaras, esta é a verdade. Sou movida a sentimentos, embora sempre os tornem maiores do que realmente são. Sempre foi assim, desde o início e acho difícil ou quase impossível mudar, mesmo que eu queira. Eu sou como uma canção que você ouviu, gostou, mas que esqueceu largada em um CD qualquer e apesar de você não lembrar que eu exista eu ainda estou aqui, como sempre estive.

Inserida por Julliesalves

Sobre o que não se pode esquecer

Me diga você, o que aconteceu pra que os nossos olhos não se cruzassem mais e pra que as palavras que você um dia me disse se tornassem apenas um eco em minha memória. Como eu queria não conseguir ouví-las, repetidamente e ser forte o bastante pra superar, sem grandes conseqüências. Porque tudo mudou de repente? E porque você mudou? Eu não sou tão forte assim. Tenho vivido tantas coisas, das quais você não faz mais parte. Cada gota de chuva que toca meu rosto me faz lembrar você. Cada uma delas. Quando você me diz que não tem certeza, isso muda tudo, não muda? Talvez eu nunca tenha conhecido você por completo, apenas uma pequena parte. A parte que eu me permiti enxergar. Tudo que é muito intenso quando acaba leva uma parte de nós. Resta aquele vazio, que ninguém pode preencher. Só o tempo. E sabe, eu nunca consegui ser tão otimista assim.

Inserida por Julliesalves

Sobre sentimentos acumulados

Quando me deparo com as incertezas é quando percebo que não é tão difícil assim deixar de amar, aparentemente. Às vezes a gente acorda pensando em agir diferente, pensar diferente, mas tudo que conseguimos é mais uma noite sem dormir, pensando em como seria. Isto só não basta. Sempre existem muitos sentimentos que devem ser organizados dentro do nosso coração e nem sempre é fácil colocá-los em ordem. Tenho sentido tanta coisa e ao mesmo tempo nada. Existem sentimentos que nos prendem ao abstrato, ao que não sabemos se realmente existem, mas que sentimos com tanta intensidade que é difícil arrancar do coração. Sentimentos acumulados tendem a crescer dentro de nós por mais que tentamos ignorar a sua existência. Nada cansa mais do que guardar sentimentos que dentro de nós imploram para serem libertados. Hoje eu pretendo acordar com a esperança de me sentir mais livre. Por mais que, a cada dia, eu só tenha encontrado lágrimas.

Inserida por Julliesalves

Sobre a nostalgia

Olhando aquelas fotos antigas eu me senti feliz outra vez, como nunca mais havia me sentido. Sentimento estranho esse que me faz sentir assim. Acha exagero? Besteira. Eu fui feliz. Você foi a minha felicidade durante muito tempo, mas no fundo eu sempre precisei de alguém. Alguém que nunca esteve do meu lado da forma que eu necessitava. Percebe como as coisas são complicadas? Quando a gente sente que não existe mais nada a ser perdido percebemos que a vida pode ser bastante injusta, na maioria das vezes. Como um sentimento pode ser capaz de me tirar com tanta facilidade o chão? Sinto que alguma coisa está fora do lugar. Não me enxergo mais sozinha. Tudo o que eu tenho são alguns sentimentos que estão guardados pra que um dia eu possa entregá-los a você. Nada mais.

Inserida por Julliesalves

Sobre as lembranças

Eu ja tinha percebido que as coisas estavam mudando. Pressenti. Hoje eu acordei com essas lembranças na cabeça e nem sabia que elas ainda existiam dentro de mim. Talvez eu só esteja cansada de tentar criar uma história diferente das que eu já conheci. Talvez esta seja eu tentando me encontrar no meio desses sentimentos.

Inserida por Julliesalves

Sobre coisas que evaporam

O céu escureceu, mais uma vez. Eu tentei não sentir, mas foi inevitável. Quando me dei conta uma parte de mim havia se evaporado. Eu perdi o chão. Percebi que às vezes fazemos as escolhas erradas, outras vezes apenas enxergamos as coisas do jeito errado. Uma coisa é diferente da outra. Nunca gostei de mudanças. Elas parecem acontecer cada vez mais. Foi a tua felicidade que te impediu de enxergar a minha tristeza. Ela te cegou e nada consegue tirar isto da minha cabeça. Não seria eu quem ia te fazer enxergar o óbvio.

Inserida por Julliesalves

Sobre o inesperado

Às vezes a gente só tem vontade de fugir de tudo. Correr pra um lugar distante onde ninguém possa nos ferir. Eu já me quebrei em tantos pedaços que nunca mais consegui juntá-los. Hoje em dia me pego gostando ainda menos de certos sentimentos. Sempre acabamos perdendo tudo mesmo. O passado de vez em quando retorna às nossas mentes pra nos lembrar que nem tudo é como a gente espera que seja. Existem momentos em que deixamos de sentir. Outras vezes tudo o que a gente queria era sentir algo, mesmo que aquele sentimento não existisse de verdade. Nunca sabemos realmente o que esperar de alguém, e isto não impede que esta pessoa transforme nossa vida de forma significante. Eu não sabia o que deveria esperar, mas continuava esperando. O amor é isto.

Inserida por Julliesalves

Sobre a intensidade

Não sabemos de onde ou quando esses sentimentos surgem. Quando percebemos a sua existência já é tarde demais, eles estão dentro de nós, se espalhando pelo nosso corpo cada vez que o nosso coração bate involuntariamente. Não sabemos lidar com essa sensação. Passei a pensar em todas estas perguntas sem respostas e o porquê de esquecermos esta necessidade de fechar os olhos, todas as noites, enquanto nosso coração bate involuntariamente por alguém. Eram só pensamentos e dúvidas, que hoje se tornaram sentimentos. Eu já senti coisas intensas, mas hoje o que eu ando sentindo não tem nome. Impossível classificar. Às vezes tenho a impressão de que tais sentimentos não se encaixam em qualquer categoria de sentimentos já conhecida. O novo é realmente algo difícil de lidar. Na verdade quando as coisas são fáceis demais passam a ser insignificantes no final. E no final é sempre o mesmo sentimento que nos faz repetir tudo de novo. São apenas sentimentos e eles nunca param.

Inserida por Julliesalves

Sobre o que não pensar

Qualquer outro sentimento que entre no meu coração agora não vai me servir pra nada. E mesmo que eu quisesse, não conseguiria sentir menos. Não sei mais no que pensar quando eu tento não pensar em você. Essa onda de sentimentos não tem tamanho. Sinto que ela vai me derrubar a qualquer momento. Aquela coisa de ter o seu coração preso a alguém de tal forma que acaba perdendo o controle sobre o que sentir. Até que você decide não mais fugir. Deixei de me importar com esses detalhes no momento em que percebi que não tinha mais controle sobre nada. Qualquer outro sentimento que eu pudesse sentir não seria suficiente. Hoje eu me desafio a pensar em qualquer outra coisa que não esteja relacionada a você. Sempre fui dramática demais, ainda não consegui abrir os olhos pra coisas as quais não quero enxergar. Me faltam palavras, me faltam idéias, mas me sobra essa vontade de sentir o coração explodindo, sem perceber. Droga coração, você venceu de novo.

Inserida por Julliesalves