Texto sobre Medo de Mario Quintana

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​A AREIA E O DRAGÃO
(Sobre a futilidade de revirar passados profundos)

​Tentar achar a solução para uma circunstância da vida
que, há muito tempo, foi sugada para o fundo do mar...
É o mesmo que cavar um buraco na areia com as mãos.

​Cuidado: o dragão-azul pode vir naquela onda gigantesca
e queimar teu coração.

​Levante e siga e não olhe mais para trás.

​ Lu Lena / 2026

​O PARADOXO DO CAMINHO
(​Reflexões sobre o Tempo e a Virtude)

​No labirinto do tempo, encontrei duas setas no caminho: uma apontava para a Vida, a outra para a Frente. Então, descobri que a bifurcação era uma ilusão da minha mente; seguir em frente é o comprometimento com o destino, e viver o aqui e o agora é a virtude e a evolução da alma.

​Lu Lena / 2026

Nota sobre ela

Nas noites de insônia ela tem o hábito de perambular por suas vielas, becos, por seus cantos, recantos e esconderijos secretos acompanhada apenas por seus pensamentos minguantes. Atravessa pontes que levam a lugar nenhum; sobe e desce os degraus sombrios do seu interior; visita os porões do medo, enfrenta seus fantasmas obscuros, briga com o sono que não vem mas, de manhã ressurge nova, certa de que mesmo à margem de seus abismos jamais deixará de ser inteira, íntegra e verdadeira.

FOLHAS DO TEMPO.


Como um vento a soprar sobre uma pradaria, assim perecem os sonhos do homem, que ele tanto queria.


A vida é como um vento que vai, que passa tão rápido e não volta mais.


Assim, nas folhas do livro do tempo, vamos escrevendo a história.
Não nas folhas que já se passaram completamente, mas na de agora — esta folha chamada presente.


Cícero Marcos

Ampulheta Entupida
Sobre o Abraço que não dei
Sobre a oportunidade que deixei passar
Sobre a conjugação do verbo ter
A vontade de abraçar
Tive todo o tempo do mundo
De abraçar quem quero bem
Hoje me sobra o tempo
Mas não posso abraçar ninguém
Tenho uma ampulheta entupida, na qual o tempo ali não passa
Assim agora é a vida, de alguém que não abraça
Preto e branco, gelada
Vida vazia e sem graça
Não é sobre nao saber abraçar
É sobre não ter dado valor ao tempo
Que se deixou escapar
Hoje tenho todo tempo do mundo
Mas dele nao posso desfrutar
O desfrute de um abraço, em que eu abraço, tu abraças
É. Hoje só posso conjugar
Se hoje eu pudesse dar um abraço, o
descreveria sem hesitar
Sobre o sentido de um abraço
Capaz de fazer o tempo parar
Um tempo que não se quer que acabe
Quando dentro de um abraço está...
Como é bom quando a gente sente
Um abraço de um abraço quente
O cansaço se torna ausente
A tristeza menos presente
O querer bem não se torna indiferente
Aquele abraço que abraça
Que pede um pouco mais de demora
Se torna tão importante
Que a gente quer que aquele instante Permaneça, fique e não vá embora
Quem o sente guarda na memória
Num cantinho ali da mente
Aquele abraço que abraça
Tornando feliz a vida da gente

Sobre a Vaidade da Sabedoria

A sabedoria não leva a nada.
Como morre o tolo, morre o sábio.
Tudo o que o sábio sabe é, em última instância,
para alimentar a própria vaidade —
para poder se orgulhar do que supõe ter entendido.

É verdade que, às vezes, a sabedoria o livra
de certos abismos onde o tolo cai sem perceber.
Evita-lhe perigos, enganos, precipícios.
E o tolo, ignorante de tais ciladas,
paga caro — muitas vezes com a própria vida,
morrendo antes da hora,
ceifado pela própria inconsequência.

Contudo, nem isso é razão suficiente
para que o sábio receba honras imerecidas
por seu árduo trabalho em busca do saber.
Pois todo conhecimento, por mais vasto,
se perde no tempo e no espaço,
como areia que escapa por entre os dedos
do homem que acreditava segurá-la.

RIO DE JANEIRO

Evan do Carmo

Que poeta passaria sobre ti, adormecido
em tuas ruas estreitas, a um mar imenso?

Os meninos da Candelária
não se esqueceriam de ti
ao descreverem um paraíso.

Teus poetas atingem
ainda em vida
a perfeição.

Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Sol e Poesia,
hermética canção, bruxo de Cosme e Mil de Castro, Chico, Buarque.
Embarque, EMBARQUE à perdição.

Que estrangeiro não morreria
para que tu estejas sempre linda?

Todo carioca um dia vai ao morro,
caminho reto,
da queda à ascensão.

Qual dos deuses não desceria
do Olimpo
para viver
um dia apenas
em tua copa ou em tuas cabanas?

Os meninos da Candelária
não se esqueceriam de ti
ao descreverem um paraíso.

Teus poetas atingem
ainda em vida
a perfeição.

Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Sol e Poesia,
hermética canção, bruxo de Cosme e Mil de Castro, Chico, Buarque.
Embarque, EMBARQUE à perdição.

Que estrangeiro não morreria
para que tu estejas sempre linda?

Todo carioca um dia vai ao morro,
caminho reto,
da queda à ascensão.

Qual dos deuses não desceria
do Olimpo
para viver
um dia apenas
em tua copa ou em tuas cabanas?

Tese sobre o Caos e a Consciência

Antes da inteligência humana, havia o caos — não mero desarranjo, mas um abismo fecundo, um entrelaçar de forças indomáveis e silenciosas que pulsavam sem testemunha. A expansão do universo — efeito da grande explosão — moveu massas, gerou órbitas, incendiou estrelas; e ao longo de milênios incontáveis, dessas forças surgiu uma ordem apenas aparente: uma harmonia caótica, tão tênue quanto ilusória.

Os humanos, criaturas de um lampejo tardio de consciência, acreditam enxergar perfeição onde há apenas fluxo, perceber mistério onde existe apenas processo, e, com vaidade, tentam nomear o que escapa a toda nomeação. A inteligência, ainda jovem, nasce dos erros involuntários do próprio caos, e é com ela que se edifica a pergunta — não a resposta.

A consciência — esse clarão que se anuncia no “penso, logo existo” — produziu infindáveis interrogações. Mas que respostas poderia oferecer a criatura que emergiu de uma ignorância tão profunda? É impossível que uma mente tão jovem compreenda o abismo anterior a si mesma, o princípio inominável de onde tudo se ergueu, o silêncio primordial que, ao se desfazer, fez nascer não apenas o universo, mas também a angústia de quem o contempla.

— Evan do Carmo, 14-10-205

Sobre hoje, no café, e no mundo, escrevo para aliviar a tensão.
O café esfriava lentamente, como se também estivesse cansado de notícias. Ao redor, pessoas falavam baixo, riam por educação, mexiam no celular como quem procura abrigo. O mundo ardia do lado de fora, mas ali dentro o tempo ainda fingia normalidade. Há algo de profundamente humano nesse gesto pequeno de segurar uma xícara enquanto impérios se movem, fronteiras tremem e homens decidem destinos como quem move peças distraídas num tabuleiro gasto.
Vivemos dias em que o poder voltou a falar alto, sem pudor, sem metáfora. A força reaprendeu a se chamar virtude, e a violência se veste novamente de salvação. Enquanto isso, o cidadão comum segue escolhendo o pão, pagando o café, tentando manter a sanidade intacta. O contraste é obsceno: o mundo range, e nós respiramos como podemos.
Escrever, hoje, não é vaidade nem ofício. É necessidade fisiológica. É a forma mais discreta de resistência. Uma maneira de dizer a si mesmo que ainda há pensamento, ainda há silêncio possível, ainda há um intervalo entre o caos e a consciência.
Termino o café. O mundo continua.
Mas, por alguns minutos, a escrita cumpriu sua função essencial:
não salvou nada — apenas **impediu que tudo desabasse por dentro**.

"Lar não é sobre um lugar, mais sim sobre alguém que te faz sentir-se em casa. Esteja onde estiver estamos com o Abba Pai fazendo morada; nEle quando estamos em espírito com o Reino dEle e Ele em nós quando estamos na terra. Não somos Enoque mais andamos com Deus todo tempo e em todo lugar."

—By Coelhinha

"A vida não é sobre ter todas as respostas, é sobre seguir mesmo quando nem tudo faz sentido.
Os dias difíceis não anulam o que você construiu, as quedas não apagam sua força e o silêncio, muitas vezes, é só um intervalo antes do próximo passo.
O caminho pode ser desafiador, mas cada etapa molda algo maior dentro de você. Dias difíceis não anulam conquistas passadas, quedas geram fortalecimento e o silêncio faz parte do processo. Porisso acredito que, com propósito, a esperança se mantém e a paz se estabelece.
Não desista, Deus está agindo por você."
Felicidades para mim.🎂🍰🧁
Mis felizes 5.5


—By Coelhinha

Sobre o Vazio (Diálogo)


"Eu não sei se aquilo que acho que preciso é realmente o que preciso… mas sei que devo procurar.”


— “E como pretendes procurar por algo que nem sequer sabes definir?”


“Não sei. Talvez certas buscas existam antes mesmo da compreensão delas.”


— “Ou talvez estejas apenas tentando dar sentido a um vazio comum.”


“Talvez. Mas ignorá-lo parece pior do que me perder tentando compreendê-lo.”


— “E se não houver nada para encontrar?”


“Então ao menos terei descoberto isso por mim mesmo.”


— “E se essa busca apenas te frustrar?”


“A frustração talvez seja inevitável para quem pensa demais sobre a própria existência.”


— “Então procuras respostas?”


“Não exatamente. Respostas costumam encerrar as coisas… e há algo em mim que não deseja um fim, apenas compreensão.”


— “Compreensão do quê?”


“Do vazio.
Dessa sensação constante de que existe algo faltando, mesmo quando aparentemente nada falta.”


— “E acreditas mesmo que encontrarás isso?”


“Não sei.
Talvez eu não encontre nada.
Talvez encontre exatamente aquilo que precisava.
Talvez o vazio se preencha.
Talvez ele se torne ainda maior.”


— “Ou talvez percebas que tudo isso nunca passou de ilusão.”


“Sim… ou talvez eu perceba algo ainda mais inquietante.”


— “O quê?”


“Que aquilo que passei a vida inteira procurando sempre esteve comigo… e eu simplesmente era incapaz de reconhecê-lo.”

Sobre o vazio (monólogo)


Eu não sei se aquilo que acho que preciso é realmente o que preciso… mas existe algo em mim que insiste que eu devo procurar.


Engraçado… como alguém procura por algo que nem sabe o que é?


Talvez eu esteja apenas correndo atrás de um vazio sem nome. Talvez eu esteja destinado à frustração. Ainda assim… ficar parado parece pior.


Então eu procuro.


Não porque eu saiba onde encontrar respostas, mas porque alguma coisa dentro de mim se recusa a aceitar que isso seja tudo.


Talvez eu não encontre nada.
Talvez eu encontre exatamente aquilo que precisava.
Talvez o vazio finalmente se preencha.
Talvez ele se torne ainda maior.


Ou talvez, no fim de tudo, eu perceba que nunca precisei procurar coisa alguma… porque aquilo que eu buscava já estava comigo desde o início.


E talvez seja isso que mais me assusta.


Não o vazio…
mas passar a vida inteira procurando algo sem perceber que já o carregava dentro de mim.

Eu poderia discorrer sobre amar,
Mas eu não falo de amor.


Deveria falar sobre aqueles que me viram nascer;
Conseguiria lembrar dos dias da década passada.
Porém, por quê? Por que, se o verbo é sofrer?
De amor, eu não falo mais nada.


Novas rodas, novas cantigas,
Novos ares, velhos sistemas com roupas passadas...
Se o meu sofrer nada o mitiga,
De amor, não devo falar mais nada.


Lembraria da tua voz,
Desbravaria seus segredos ou recordaria das suas afeições;
Se você se foi e eu não me despedi,
Não falo de amor, tampouco de paixões.


Rejuvenesceria se eu perdoasse aqueles;
De tantos ouvi para fazer de alguém minha amada.
Mas, se em meu nariz mando eu e não eles,
De amor, eu não falo mais nada.


Incendiaria meu coração dizendo "Eu te Devoro";
São muitos amores e amigos, e todos os nomes eu decoro.
TV em cores, jornal impresso, disco, vitrola e prosas...
Eu posso dizer que vivo assim.
Se do amor eu não falo mais nada,
Talvez o amor fale por mim.

⁠Vivemos numa constante incerteza sobre o que o amanhã nos reserva. Não podemos prever se ele chegará para nós ou para as pessoas que mais amamos. E é por isso que devemos aproveitar o presente, mostrar que nos importamos, declarar nossos sentimentos e afirmar que nossa vida é mais bonita graças à presença de alguém especial ao nosso lado...

- Edna Andrade

Estar perto de ti é muito bom, mas não ajuda a afastar meus pensamentos sobre ti. E como faço?
Acho que agora preciso de um novo ambiente. E pior, nem sei o que tu pensas sobre mim. Como poderia falar contigo sobre a possibilidade do "nós"?
Sei o que deve ser feito, só não sei se é o que quero.
A vida é louca demais e tem horas que dá vontade de seguir os meus desejos, mas pode ter consequências que não têm volta.
Escolhas são necessárias em qualquer decisão e cada uma tem sua consequência.
Meu Deus, dai-me sabedoria e orientação!

”Anos depois de 2000, depois da gritaria e das "previsões" sobre "bug" e das demais asneiras sobre o milênio, nada aconteceu. Por que alguns humanos insistem em asneiras? Sabem? (Sem eu querer ofender o asno, animal, claro)!”
Frase Minha 0527, Criada no Ano 2011

USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

"Depois dos boatos sobre Disney, Elvis Presley e John Lennon surge agora mais um: o de que também Michael Jackson não está morto. Que saco! Vou logo avisando que não quero mais morrer... E isso é definitivo!"
Frase Minha 0546, Criada no Ano 2011


USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

"Antes de virem (para Mim) com Suas Conversas sobre Deus, Jesus, Biblia, Profetas e Divindades, perguntem se estou interessado nessas Suas Conversas. Honrem, de fato, o nome de Deus e Respeitem Minha Vontade!"
Frase Minha 0570, Criada no Ano 2012

USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

"Também para o próximo ano adianto: não estou interessado em fofoca sobre Artistas, em teses de Gurus da Internet, em Profecias de quem quer que seja nem quero saber de Livros de Autoajuda. Então, não insistam... Ohquei?"
Frase Minha 0571, Criada no Ano 2012


USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com