Texto sobre Medo de Mario Quintana
É curioso, a alegria não é um sentimento nem uma atmosfera de vida nada criadora. Eu só sei criar na dor e na tristeza, mesmo que as coisas que resultem sejam alegres. Não me considero uma pessoa negativa, quer dizer, eu não deprimo o ser humano. É por isso que acho que estou vivendo num movimento de equilibrio infecundo do qual estou tentando me libertar. O paradigma máximo para mim seria: a calma no seio da paixão. Mas realmente não sei se é um ideal humanamente atingível.
E é então que esqueço de tudo e vou olhar nos olhos de minha bem-amada como se nunca tivesse visto antes. É ela, Deus do céu, é ela! Como a encontrei, não sei. Como chegou até aqui, não vi. Mas é ela, eu sei que é ela porque há um rastro de luz quando ela passa; e quando ela me abre os braços eu me crucifico neles banhado em lágrimas de ternura; e sei que mataria friamente quem quer que lhe causasse dano; e gostaria que morrêssemos juntos e fôssemos enterrados de mãos dadas, e nossos olhos indecomponíveis ficassem para sempre abertos mirando muito além das estrelas.
Data daí a opinião particular que tenho do canapé. Ele faz aliar a intimidade e o decoro, e mostra a casa toda sem sair da sala. Dois homens sentados nele podem debater o destino de um império, e duas mulheres a graça de um vestido; mas, um homem e uma mulher só por aberração das leis naturais dirão outra coisa que não seja de si mesmos.
Mas para isso precisaria de um gênio criador, porque teria de carregar o homem de qualquer coisa, da mesma maneira que eu o carrego de uma inclinação para o mar que fará dele construtor de navios. Só assim cresceria essa árvore que depois se iria diversificando. E ele havia de pedir de novo a canção triste.
Aprendi muito cedo que o sonho é mais que a realidade. No sonho, o cruel se desfaz com a mudança de foco. É simples. É só deixar de pensar. Se a paixão não convém é só trocar a cara. Fácil de resolver. A imaginação permite retoques, mudanças constantes. De Belo Horizonte a Paris eu levo um segundo. Não pago passagem, nem tenho problema com excesso de bagagem. Eu vou leve. Esqueço as roupas, Volto pra buscar. Troco a cena. Mudo o clima. Faço vir a chuva pra dormir logo. Invoco o sol para o meu mergulho e imagino a neve para amenizar o calor. Acendo lareiras nas noites frias; encontro a promissória perdida; ganho na loteria, e divido o prêmio com os pobres. Na angústia, adio a decisão. Na agonia, antecipo o fim. Na alegria, prolongo o início.
A vida pode ser encarada com grandes desafios durante a caminhada. No entanto nunca devemos temer o que está escondido nas sombras que ficam ao redor da Estrada.
É preciso estar bem preparados e equipados para enfrentar os inimigos ocultos.
Na mente há necessidade de um grande escudo para proteger os nossos pensamentos e tudo aquilo que defendemos ou acreditamos.
Desse modo chegaremos a Vitória ou ao final da estrada com mais tranquilidade e tendo a certeza que realmente tudo valeu a pena.
Medo de Amar
Petrópolis
O céu está parado, não conta nenhum segredo
A estrada está parada, não leva a nenhum lugar
A areia do tempo escorre de entre meus dedos
Ai que medo de amar!
O sol põe em relevo todas as coisas que não pensam
Entre elas e eu, que imenso abismo secular...
As pessoas passam, não ouvem os gritos do meu silêncio
Ai que medo de amar!
Uma mulher me olha, em seu olhar há tanto enlevo
Tanta promessa de amor, tanto carinho para dar
Eu me ponho a soluçar por dentro, meu rosto está seco
Ai que medo de amar!
Dão-me uma rosa, aspiro fundo em seu recesso
E parto a cantar canções, sou um patético jogral
Mas viver me dói tanto! e eu hesito, estremeço...
Ai que medo de amar!
E assim me encontro: entro em crepúsculo, entardeço
Sou como a última sombra se estendendo sobre o mar
Ah, amor, meu tormento!... como por ti padeço...
Ai que medo de amar!
O grande medo que eu tenho
Não e da morte, nem mesmo de animais selvagens...
O meu grande medo e de perde você.
Meu grande medo e viver longe de você...
A sua voz e como um manto, quente é amoroso.
O seu abraço e como raios de sol.
Que o meu amor que sinto por você, nunca morra.
Que o amor que eu sinto por você, se transforme na calma
Que você vive.
Que suas lembranças sejam todas do amor que eu senti por você.
IMPOTÊNCIA
Eu odeio quando sinto essa sensação
de estar vivendo num pesadelo sem estar dormindo
que a vida parece mais real do que já é
que o gosto dessa realidade não é nada refrescante e agradável
Eu odeio quando sinto isso
esse tormento,esse pecado que quer me derrubar e me fazer sentir mais impuro do que já me sinto
mais impotente..
isso em atormenta
Eu que amo heróis,sou incapaz de muitas coisas,
inclusive de encarar o meu própio destino
Heróis não existem?
vivo na escuridão desse sonho
estou com medo dessas sensações
tudo de novo !
Eu que acredito guiar as pessoas para o caminho do bem,
sou impotente nessa batalha
não posso fazer nada,
apenas assistir as pessoas se matarem,
enquanto eu agonizo de impotência
Término:perto das duas da manhã
"Se partiu
Eu fugi , perdoe-me a covardia
Eu tive que ir
Pulei a muralha que cercava meu coração
Não me despedi
No toque silencioso
Em câmera lenta eu te despi
Tantas vezes eu te vi partir
Tantas vezes quis pedir
Hoje eu dormi pensando e te
Hoje eu quis sumir
Meu coração bateu tão forte
Pobre de mim
O nome disso é saudade
Nessas impetuosas noites
Faz morada em mim
.
"Sempre tive fobia em ter medo,
nunca o deixei se instalar no meu ser,
nem me dominar.
Cultivo a coragem com muita dedicação,
porque sei que ela é a resistência contra o temor.
Troco o medo pela esperança,
sei que ela, a esperança, alimenta minha alma,
e transforma seu âmago em antidoto,
que corre diluído em meu sangue
para conter o medo."
.
Houaiss
O que significa:
O espinho que doeu para sair?
O mecânico após prisão no elevador?
Um abraço de conforto?
A farpa arrancada com agulha incandescente?
Galanteios pela rua após inverno noturno?
O caco de vidro que exigiu corte no pé?
O pára-quedas que abriu?
A dor curada por injeção?
Um bom filme após desistir de conversar?
O dente de leite sangrento no telhado?
Mais abraços, secando as lágrimas?
O bote no naufrágio?
O corpo após a dieta?
A integridade após a solidão a dois?
O arco-íris?
(Verônica Marzullo de Brito)
Subitamente, você pára na beira de um abismo
É uma visão bem mais ampla que o mar
São novos ares
Novos ventos
Um estar próximo às nuvens que nos faz até acreditar no céu
Respiração
Inspiração
Uma adornação tão singela e natural
Não há vazio
Não há medo
Não há sensação alguma de um esbarro nas costas
É só o ficar
Quem pensa em suicídio numa beira de abismo?
É quem não sabe a doce sensação de poder ali navegar.
Era quase penumbra total,
Numa noite de clamor,
Quando um brilho no céu fez crescer,
A esperança em meu coração,
Num incêndio interior.
Um meteorito que passara,
Lá em cima, na atmosfera terrestre,
Como estrela cadente o conhecera,
E mesmo que eu fale a verdade,
Não confiaria se eu dissesse.
Lá de cima me sorriu,
Como alguém a anunciar,
Uma grande notícia proferiu,
Com leveza e sutiliza,
Venho a me comunicar.
Meu amigo, caro amigo,
Um pedido lhe concedo,
Faça certo, meu querido,
Porque quando eu me for,
Com certeza teu amor,
Pra você terás surgido.
Oh estrela bela, bela e passageira,
Tu conheces minha tristeza?
Aí de cima, oh linda, sábia,
Pra minha vida, alguém trará,
Uma alma nobre, com certeza!
Eu ando só, tu sabes disso,
Na companhia de vielas
tenho andado cabisbaixo,
Sem saber pra onde ir,
Sem conhecer o meu caminho,
Não posso dar nem mais um passo.
Se ao menos alguém me acompanhasse,
Minha mão a segurar,
Maior leveza teria ao andar,
E quando perto estivesse a chegar,
Meu coração se faria acelerar.
Tic-tac vai passando,
O tal do tempo avançando.
Confiei naquela estrela,
Que tão bela e passageira,
Fez a esperança me acender.
Num sopro do vento olhei pro oeste,
De forma despretensiosa e até muito respeitosa,
Vi uma moça vestindo preto.
Ela andava ou flutuava?
Em um instante eu já surtava,
Na bagunça de seus medos
O medo da vida lhe acompanha,
Vou crescer ou vou cair?
O amanhã só cabe aos astros,
Que guiando nossos passos,
A esperança faz surgir.
Tenha calma, nobre alma,
O sol brilha pra todos,
Não permita que a chuva longa,
Da sua vida tome conta,
E entristeça seu belo rosto.
Confia em mim, olha pra cá,
Mostre-me a janela de sua alma,
Por favor, mantenha a calma,
Deixe-me contato fazer,
Deixe-me seus olhos desvendar.
Segurei a sua mão, a medida que me encarava,
Senti na pele um calafrio,
Uma sensação em mim surgiu,
Ao tatear suas mãos frias,
Como uma triste enseada.
Reconheci o seu olhar, que brilhava como poucos,
Oh estrela bela, bela e duradoura,
Meu coração é sua morada, fique quanto precisar,
Enfim quando se cansar, tu poderá ao céu voltar,
Pra lá de cima enxergar, minha derradeira morredoura.
Medo? Eu luto para vencelo todos os dias
Não posso continuar deixando que esse sentimento me domine, um sentimento que me constrange.
Ele equivale a sensação de cair em um profundo abismo.
Quero enfrentá-lo a cada instante, me livrar dele, até que eu não o veja mais, que eu não o sinta mais...
a cada amanhecer...
e a cada entardecer...
me sentindo livre, liberta e corajosa.
Transpor passos firmes, acreditando em minha força constantemente.
(Zona do medo)
"Onde eu vivo não tenho direitos,
apenas o medo. Não tem lei e
sim, a lei do cão. Aqui a minha
vontade não é nada, vivendo
na mais absoluta tirania. Sem
palavras aqui me calo, calado
pela violência. Escravo da
ignorância, acorrentado pelo
medo. Viver aqui não é meu
desejo. A tirania que faz de
mim o que bem quer. A
ignorância que tenta me fazer
de burro. Minhas mão podem
estar atadas, minha boca está
tapada, só não irá tirar o meu
coração. Meu coração por
liberdade gritará. Isso ninguém
me tira. Só se for pra me matar,
meu coração por liberdade gritará.
Quero voltar a viver, ser livre pra
pensar. Muito longe estarei, feliz
em outro lugar. Onde liberdade
eu terei, nenhum canto pra chorar".
(Graone De Matoz, Zona do medo)
Hoje eu, Só queria deitar, e conseguir dormir.
Esquecer o que passou, sem olhar pra trás, e recomeçar.
Eu quero acordar, bem cedo.
Ter forças pra encarar, o medo.
De recomeçar.
Não entendo o que acontece, dentro de mim,
E queria te contar.
Eu tenho um sonho guardado.
No coração.
Esquecer que eu tenho medo de ter medo.
De me afastar de você.
Já perdi o controle.
Eu não consigo sem você.
Hoje eu sonhei com você, segurava e entrelaçava meu dedo na sua mão como se fosse meu ponto seguro no mundo, e nesse sonho você sorria pra mim, como se soubesse todos os meus pensamentos sobre você. Como se soubesse que eu tinha demorado horas pra me arrumar e que eu estava ansiosa pra você chegar, como se soubesse que aquele convite era uma desculpa boba, só pra te ver, mas o que eu mais estava mesmo, era feliz, e é isso que eu percebo agora. Como eu sou feliz com você, e isso me dá um medo enorme. Porque na verdade nunca foi nós, entretanto, agora eu preciso de você como nunca foi antes.
Tenho medo de você ir embora, e nunca existir algo além do que há em meus pensamentos. Tenho medo de você nunca enxerga, que eu amo só você. Tenho muito medo de tudo que está ao nosso redor possa nos impedir de ser mais do que apenas meu sonho.
Comodismo = Abismo
Há que se elevar a alma
E revisitar os seus recônditos
Pra se descobrir um novo Ser
Lançar um novo olhar sobre o mundo
As pessoas e os rumos mudar
Se tiver que.
Abrir-se às mudanças
E se readaptar às idéias novas
Do mundo hodierno.
Não se pode ficar na inércia
Porque o gigantismo da dinâmica
Do Universo
Não nos espera.
Se parar, perde-se o bonde da vida
E se autoexclui da ciranda
Do viver.
Não se deve acomodar
Não se pode enclausurar
Na redoma do indiferentismo.
Abismo
Certeiro do medo
QUANDO VOCÊ FECHA OS OLHO
Quando molhamos o rosto
Quando o secamos
Quando passamos shampoo
Quando dormimos
Fechar os olhos não é seguro
Com os olhos fechados
Não da pra saber
Se Ele estão perto
Ele não pode chegar perto
Fechar os olhos não é seguro
Ele vive na escuridão
De nossas mentes
Não depende de mais ninguém
Mante-lo longe de você mesmo
Fechar os olhos não é seguro
A cada piscada
Ele chega mais e mais perto
Até o momento
Em que Ele te alcançará
E o que Ele fará?
Isso depende do quão escura
Seus olhos conseguem deixar a sua imaginação
Tudo que você precisa fazer
É manter seus olhos bem abertos
Porque...
Fechar os olhos não é seguro
