Texto sobre Medo de Mario Quintana
Um talvez poeta
Taxado de louco
Sobre o asfalto negro
Sussurra vermelhas palavras
Feliz, sim
Expressa sentimentos
Enquanto anda
Em busca do silencio
Uma cinzenta e densa massa metálica
Ameaçada pelo que não vê
Por detrás dos muros mandam sinais
E escondem-se debaixo do cobertor
A covardia medrosa uniformizada surge
Violentamente calam o suposto insano
Plantando uma rosa vermelha no asfalto preto
Como as palavras que subiam ao céu noturno
Invisível
"Sobre Castração"
É incrivelmente paradoxal a capacidade que o ser humano tem em alienar-se de sua liberdade por medos e crendices. Crescem ouvindo imposições que são castradoras, que causam prejuízos emocionais por uma vida inteira. A ancestralidade com vários de seus conceitos e valores distorcidos e ultrapassados, castra, castra por terem sido castrados, castra por não serem honestos com seus sentimentos, castra pois também vivem do medo que lhes foi induzido. Uma das coisas mais gratificantes do auto conhecimento é aprender a distinguir persistência e insanidade, a razão é persistente o ego é insano.
Meu Medo
Um dia refletindo sobre os sentimentos humanos, me perguntei do que eu tinha medo em relação aos valores da vida e ao refletir intensamente e de coração chequei a conclusão que...
Tenho medo de que tudo de bom que eu fiz e escrevi se perca no tempo. Que se tornem apenas palavras ou simplesmente ações comuns e passageiras de um ser humano qualquer. Palavras e gestos sinceros e reais sobre fatos reais da vida e que muitas pessoas insistem em ignorar.
Tenho medo que meu objetivo de tentar fazer as pessoas se sentir melhores, dar a volta por cima, mudarem suas vidas, acreditarem mais em si, não dê tão certo quando eu espero.
Tantas lições compartilhadas, tantos momentos vividos, tantas ideias e sonhos de um mundo melhor onde as pessoas pudessem se amar e se respeitar mais...
Medo de que eu não consiga mostrar o lado bom da vida para as pessoas ao meu redor, pois muitas vezes eu também erro e me desequilibro em situações cotidianas. Medo de decepcioná-las, pois tantas vezes me sacrifiquei para que pudesse ver todos que eu amo felizes e completos no que dizia respeito a mim.
Em fim... Tenho medo que esse mundo em que vivemos agora não melhore tanto quanto eu gostaria. Medo de que o nosso povo continuem se matando, enganando, usando as pessoas, fazendo mal sem pensar que somos todos iguais e estamos aqui com o mesmo objetivo que é evoluir como ser humano.
Entre quedas e tropeços vou seguindo meus dias sempre tentando ser melhor do que ontem. Diante de distrações terrenas, às vezes eu me esqueço de alguns valores reais, mas continuo devagar e sempre... Sempre tentando levar e doar aquilo de tenho de melhor dentro do coração para que eu possa um dia ter a certeza de que todos os meus medos foram vencidos por um sentimento único e verdadeiro chamado amor.
O Sofrimento está no Medo
"Refletindo sobre o sofrimento percebi que são nas dores e contratempos que um ser humano reconhece o outro. Encontra no seu semelhante a compreensão, a amizade, o amor, o respeito e etc... Você sempre ouve histórias de pessoas que se encontraram quando algo adverso lhes aconteciam, o tal, "lugar certo na hora certa" ou "quando eu mais precisava", e até "quando nada esperava". E juntos tecem os momentos de felicidade. Com isso me questiono; - Nas horas escuras é que se veem, com o coração frágil se compreendem e com a dor se reconhecem... O que mais falta para o homem ver que toda essa batalha só é mais fácil quando nossos companheiros de luta estão do nosso lado? Os seres humanos se completam na dor, e ao invés de se respeitarem mais por isso e se colocarem no lugar do outro, usam desta mesma dor para causar mais dor, descontar seus infortúnios e desgraças no seu próximo e no mundo. São frios, egoístas solitários e rebeldes sem causa. Preferem se revoltar contra todos do que fazer parte da maioria. Pra quê?
Durante muitos anos pude notar nas motivações humanas que a raiva e a mágoa é o grande aliado presente em seus planos de vida, que o ser humano só quer algo por medo, vingança, demonstração de superação e reconhecimento. E que essas motivações os cegam de tal forma que distorcem sua capacidade de sonhar, de amar, de se relacionar.
Particularmente nunca compreendi o homem que diz: “a vida me fez assim”, “tantos tombos me tornaram um ser egoísta”, “tantas desilusões me tornaram frio”, “minha criação me levou a cometer tais erros”, “a pobreza me fez roubar, matar, enganar”, “nunca tive o incentivo e apoio de ninguém ”,“as traições me fez trair” e por ai vai as inúmeras formas do ser humano fugir das próprias responsabilidades e não culpar a si mesmo por seus erros e desgraças.
Amigos, se lhes contassem em cada lugar que estive, as companhias que andei, os tombos que levei, as pessoas ruins e frias que cruzaram meu caminho e me tiraram algo, o não reconhecimento de minhas boas ações, não ter incentivo das pessoas que amo, de tantos que me disseram que de nada valiam meus sonhos, que meus objetivos eram fora da minha realidade econômica entre outras e tantas mais decepções que tive.
E nem por isso nada disso me fez desviar meu caminho nem passar por cima de outros por algo, não feri meu corpo “meu templo”, “não afligi meu anseios e sonhos com auto piedade”, “continuei lendo meus livros”, “escrevendo meus versos”, estudando e aprendendo com aquilo que eu podia. Então essa desculpa fajuta de que o ambiente e as circunstancias faz a pessoa não funciona. No entanto compreendo que o medo torna o ser humano vulnerável.
O medo é uma armadilha ilusória que corrói a sua alma lentamente e ao longo dos anos se perde no sofrimento a tal modo que você já nem sabe mais porque toma certas atitudes e sente certos sentimentos. E quando volto a questão do início, chego a pensar que o medo deveria ser uma alavanca que impulsiona o ser humano a querer o melhor, a buscar por ele e em comunhão irmos a rumo da felicidade.
Penso que o perdão é uma das chaves para isso. Primeiro se perdoar, aceite sua fragilidade e seus medos se perdoando por deixar que eles lhe tomem, não se cobrem demais, tenham orgulho de si mesmos por serem fortes e conseguir passar por tantas atribulações, com isso perdoe seu próximo, mais ainda, perdoe a vida, ela é tão linda e não tem culpa que outros te fizeram sofrer, sem contar que você pode estar tomando o mesmo papel do seu opressor, já pensou nisso? Vai repetir o mesmo que fizeram a você dando lugares a outros e assim seguir adiante? Por fim olhe ao seu lado, vê aquela pessoa ali? Ela é como você, com medos diferentes, mas como você, no entanto se sempre vê-lo como rival e inimigo, nunca vai descobrir o seu melhor. E temos tanto para acrescentar na vida um do outro.
Tenho saudade de quando vencer
era apenas rotina
o sucesso não vinha
com o trabalho
apenas sobrevinha.
O fracasso era desconhecido
E nem sonhava pesar minha
consciência.
A impotência acumulada nos fatos
A incerteza de minha capacidade
Me faz refletir "será eu capaz?"
O narcisista
caiu do cavalo
E pelos cantos,
Entre trancos e barrancos
tenta se reerguer
Não sabe mais se é capaz
A queda não foi simplesmente
A exemplificação de alguma lei de Newton
Algo mais agiu sobre ela
Uma força desconhecida
Auxilia na não levantada.
No fundo algo o diz que é capaz
Só que o momento é de insegurança
Uma hora vai passar.
Tem que passar . . .
Queria tanto saber mais sobre a noite, saber por quais motivos ela nos torna diferentes, por quais motivos te faz navegar em turbilhões de pensamentos...
Noite me lembra escuridão, ausência de luz, ausência...
Noite me trás à tona resquícios do passado não tão distante, de pensamentos poluídos pela razão e emoção...
Queria saber o motivo da noite ser cruel, me explica?
Sinto falta de uma conversa sadia, realmente útil, sobre como somos, sobre como vemos e interpretamos todas as coisas; sinto a falta de uma conversa que nos ligue a pontos de verdade, de uma conversa que nos tire do ridículo de apenas falar de coisas e o que é pior, falar dos outros.
Sinto falta de uma conversa aberta, não de monólogos, quando por exemplo: do outro lado alguém diz....é, e mais nada vem a seguir após você ter dito algo fora da mesmice.
Já não suporto mais convites para ver coisas, quando da aquisição de casas, apartamentos, carros e até tapetes e utilidades domésticas.
Parece que a vida dessa gente transformou-se em uma vitrine onde ficam expostos somente produtos quebradiços.
Em suas reuniões e encontros importam-se mais com a qualidade da comida e da bebida do que com o evento e o assunto dirigido aos seus convidados.
A troca de inutilidade dos assuntos compara-se somente a hipocrisia dos abraços e beijinhos, desnecessários se houvesse amor maior no coração.
A verdade sobre as coisas raramente é expressa nesses encontros, parecem inverter o papel do filtro cerebral deixando passar apenas efemeridade e superficialidade. Em uma reunião comemorativa ou corriqueira que seja, extrai-se muito pouco, apenas para um bom observador é interessante, porque este busca resultados para seu próprio entendimento.
Mais de noventa por cento dos acontecimentos e circunstancias envolvendo a raça humana são bons, no entanto, as noticias e as mensagens que tentam nos imprimir são de acontecimentos ruins e catastróficos, onde por exemplo, pessoas são homenageadas quando destroem vidas através de suas ilicitudes e continuam sendo prestigiadas por muitos. E parte da história é simplesmente armazenada no depósito do esquecimento.
Não importa a raiz, não importa a ação que provavelmente gerou reações, nada justifica matança e roubalheira em nome de coisa alguma.
Como é que atingiremos estados mais elevados de consciência se a única coisa que fazemos é matar ou compactuar de alguma maneira.
Cometemos estes atos repugnantes contra tudo o que é vivo dentro da natureza.
Guerreamos em nome da paz, matamos para saciar a fome, destruímos e degradamos para podermos ter melhor qualidade de vida.
Atentamos contra a própria vida todos os dias, comendo em excesso, bebendo verdadeiros venenos, ingerindo e inalando substancias tóxicas e cancerígenas.
Ficamos irados, fabricamos nossos próprios venenos em nosso organismo ao ficarmos com raiva e ódio.
Muitos ainda precisam de atividades que ajudam a produzir altas doses de adrenalina, fazendo com que seja mantida a sensação de medo; energia densa.
Se pensamento gera realidade, se atraímos para nós aquilo que pensamos, se o mundo é o reflexo de nossos pensamentos, se realmente desejamos paz e felicidade, porque é que o mundo está tão corrompido, caótico e barulhento.
Porque tanto investimento na preocupação, prevenindo tudo o que pode vir a ser ruim, e tanta preocupação com segurança, com saúde, com educação, com a velhice, e finalmente porque de tanto medo, já que tudo é merecimento.
“Quando prevenimos algo permitimos suporte a esse algo, que poderá ou não se manifestar”.
Inverter a visão será o único caminho para a transformação e para a implantação de uma nova ordem que permita viver em um mundo realmente melhor.
Analisar o processo do conflito e compreendê-lo para poder trabalhar sobre ele é o trabalho de quem vive a CNV. Verifica-se que o medo do conflito leva as pessoas à mentira, à hipocrisia, à depressão, à manipulação. A CNV ajuda-nos a entender que por essa via não criamos empatia e um mundo interior e exterior mais sãos, mais sábios, e mais pacíficos.
CNV — Comunicação Não Violenta
Um dos maiores males das pessoas é a insegurança.
Eu já falei sobre isso aqui e, reafirmo: você tem todo o direito de ser inseguro ou carente, mas não é legal demonstrar.
As pessoas te enxergam como “fraco” se você demonstra que é inseguro. É alvo fácil para os haters!
Pois bem, falando de insegurança, gostaria de mencionar uma palavrinha que incomoda a muitos: CONCORRÊNCIA.
Amados, não tenham medo do seu concorrente! Seja ele na área profissional ou social.
Há concorrentes reais e há concorrentes que nossa própria mente cria. – DESENCANA!
Saiba reconhecer quando seu concorrente é melhor que você e, mais do que isso, aprenda com ele.
POR EXEMPLO: Não fique acanhado ou inseguro em dar espaço ou destaque para um colega de trabalho. Se ele for bom no que faz, ele merece o reconhecimento devido. Se ele precisar de ajuda, seja honesto e ajude. (Nada de puxar tapete, hein!)
Não seja um molenga que pensa que ~AS PESSOAS VÃO ROUBAR O SEU LUGAR~. – Não!
Cada um tem o lugar que conquista e mantém!
Você quer ser reconhecido: FAÇA POR MERECER!
E digo mais: Pessoas boas são rodeadas de pessoas boas. Não pense que é ruim ser rodeado por pessoas melhores que você. Isso prova que você está à altura delas ou tendo a oportunidade de ser como elas!
Ô minha gente, vamos levantar essa moral!
A estrada para o sucesso é longa. Ultrapasse o seu maior concorrente: o seu medo!
Eu costumava escrever sobre o que sentia, costumava escrever sobre tudo que me fizesse sentir apaixanada, feliz, triste, arrasada, tudo que me fazia leve e ainda mais sobre tudo que me pesava. Eu ficava remoendo um acontecimento, um sentimento e quando eu não aguentava mais, eu escrevia, mas isso foi tirado de mim.
Hoje eu não escrevo e tenho medo de ser porque talvez eu não sinta nada, não fico remoendo porque o meu "lance" agora é tanto faz. Tenho medo da frieza que meu coração está, tenho medo de daqui uns anos ser apenas eu, sozinha. Tenho medo de nunca mais escrever.
Tenho medo e é apenas por temer tanto ser vazia no futuro que hoje estou escrevendo.
O medo do futuro é um espectro que paira sobre mim, uma sombra que se alonga com cada passo que dou em direção ao desconhecido. É uma angústia silenciosa que se infiltra nos momentos de quietude, quando minha mente está livre para vagar por caminhos escuros e incertos. O futuro é uma vastidão de possibilidades, e nem todas são benévolas. Entre elas, o abandono se destaca como um fantasma insidioso, uma possibilidade que corrói a minha paz interior.
O medo do abandono é um peso que carrego no peito, uma constante sensação de que as pessoas que amo e que me dão sentido podem, a qualquer momento, desaparecer. Esse temor me deixa à mercê de uma solidão esmagadora, uma solidão que não é apenas a ausência de companhia, mas a ausência de conexão, de entendimento, de amor. É um vazio que se instala e se expande, engolindo todas as luzes que poderiam iluminar minhas noites mais escuras.
A solidão, quando combinada com o medo do desamor, transforma-se em um abismo profundo. O desamor não é apenas a ausência de afeto, mas a presença do desinteresse, da indiferença. É olhar nos olhos de alguém que já foi tudo para mim e não encontrar reflexo, não encontrar calor, apenas um vazio frio e distante. É o toque que não aquece, a palavra que não conforta, o olhar que não encontra reciprocidade.
O medo do futuro, do abandono, da solidão e do desamor são correntes invisíveis que me prendem, me sufocam lentamente. Eles me fazem questionar a razão de continuar lutando, continuar esperando, continuar amando. Eles me roubam a coragem de sonhar, de acreditar em um amanhã melhor. Cada dia se torna uma luta contra uma escuridão interna, uma batalha silenciosa e solitária.
Nos momentos mais baixos, é difícil lembrar que já fui feliz, que já acreditei no amor e na conexão humana. O medo distorce minhas memórias, transforma o passado em um espelho distorcido e o futuro em um cenário desolador. A esperança se torna um luxo distante, uma chama quase extinta em meio ao vendaval de incertezas e angústias.
É um sofrimento constante, uma dor que lateja na alma, uma presença sombria que nunca se vai. E assim, sigo adiante, cada passo pesado, cada respiração um esforço, cada pensamento uma luta contra o desespero. Porque, no fundo, o medo do futuro, não é apenas o medo do que está por vir, mas o medo de que o presente, com todas as suas dores, nunca vá embora.
"Não temos controle sobre as intempéries externas ao nosso querer, exceto da forma como reagimos a elas.
Toda pressão pode implicar na angústia do medo, ou aprimorar a força da coragem, os sonhos frustrados podem se materializar em desilusão, ou embalar novos sonhos com que possamos nos apaixonar, o não pode no hoje causar a dor da rejeição, ou revelar no amanhã a esperançosa expectativa do sim."
Uma reflexão sobre o amor.
Amar ou não amar?
“Amar; talvez risco correr e na ilusão viver”
“Não Amar; Talvez na solidão morrer.”
Para uns a solidão é uma escolha, para outros é a única opção, você pode escolher em caminhar sozinho ou não, e pode decidir quem caminhará contigo. A grande dádiva não é ter muitos a sua volta, mas ter os poucos e bons.
Mas se olhar a sua volta e não ver alguém para escolher, é porque a solidão é a sua única escolha. Porém ainda é tempo, você não precisa estar só, a caminhada é longa, plante bons relacionamentos, mantenha o convívio com os outros seres, harmonioso e pacífico, você pode pensar que nunca precisará de alguém, mas um dia aqueles a quem não deu a devida atenção pode ser aquele vai estender a mão e lhe tirar do abismo que construiu a sua volta.
Há pessoas que constroem uma muralha em torno de si mesmas, impossibilitando que as outras pessoas cheguem perto, essas pessoas se denominam fortes, mas não são, ao contrário, são fracas, e temem que sentimentos de amizade e generosidade invadam sua alma, por medo de se entregarem e depois terem seus corações partidos, por ações não virtuosas praticadas por indivíduos que não tem a mínima noção do amor, e brincam com nossos sentimentos, estas que por sua vez não são más, só ainda não foram suficientemente amadas por nós.
A grande questão é que você pode escolher se vai amar ou não. Se escolher o caminho do amor, tenha a certeza de quem nem sempre será correspondido e na maioria das vezes seu coração será partido. Por que amar, requer riscos, e também sacrifícios. O amor que digo, é um amor, universal, aquele que se tem a todas as criaturas deste mundo, e não aquele amor, que escolhe a quem vai dar o seu amor, este não te serve de nada, apenas para encher seu ego e te afastar do verdadeiro sentimento, no qual exige tolerância e respeito para com todos.
Se escolher não amar, tudo bem, é uma opção sua, porém tenha certeza de que a solidão vai invadir seus dias, e tornar suas noites mais longas e entediosas. Você pode optar em não amar, para evitar justamente correr riscos que julga desnecessários e não viver na ilusão. Então você se pergunta; Qual das opções me favorecem ou desfavorecem?
Você pode responder a si mesmo com uma outra pergunta:
Evitando correr riscos, não vou estar perdendo a chance de dar certo?
É como uma frase que diz um texto de Carlos Drumond de Andrade:
“A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos,na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade”.
“E então concluo, a dor é inevitável. O sofrimento é natural da vida, já manter-se no sofrimento é opcional”
E o relógio preguiçoso estava com as pernas cruzadas uma sobre a outra fazendo tic-tac sem parar , naquela solidão eu me esbaldava na ultima dose de cachaça pensando em mais nada fazer , meia noite o sino da igreja lá no alto da montanha me chamou a atenção e vi que já era hora de banhar e dormir.
Despeço-me com medo do escuro.
Desejo em Negação
Escrevo sobre os sentimentos que desvendam o que arde em ti,
mas tu, com os olhos em silêncio, me negas.
O desejo é ser devorada, mas temes a entrega.
Dizes ser incapaz de despir-te, de te deixar conduzir.
Mas, no jogo dos sentimentos, tua pele grita.
A carne exige o que a mente recusa.
O tempo é o tempo, mas o desejo é sempre o agora.
Tu me lês, me sentes, mas não confessas os teus desejos.
Há medo nos teus gestos,
mas o abismo do teu querer me chama.
E eu, sem pudor, me perco nele,
em busca do que te faz tremer em orgasmos.
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Augusto Silva
Tenho tanto medo das coisas.
Tenho insegurança sobre tudo.
Tenho monstros dentro de mim que fariam demônios tremem
Tenho marcas no meu coração que mais parecem abismos.
Tenho uma criança dentro de mim que parece nunca querer crescer.
Tenho manias que mais parecem avalanches.
Tenho um lado tão obscuro que até mesmo o Sol lá dentro parece um palito de fósforo.
Por isso que quando eu cair não pense que foi franqueza, talvez seja exaustão, pois maior que meus medos, meus monstros e minha insegurança é minha força.
Mais intensa q a escuridão que habita em mim é a luz que sai dos meus olhos.
Talvez eu seja a lua de um Sol.
A lua não é coadjuvante do Sol, na verdade é ela que leva a luz onde o Sol teme entrar.
Talvez eu seja a existência de um "Eu" que nem sabe que existe.
Talvez eu apenas seja eu….
SOBRE A FINITUDE
É tabu tal assunto!
Adiamos pra falar...
Postergamos pra pensar...
E incomoda só de imaginar...
Como será não estar mais “junto”?
“Junto”!
Junto de quem
Alguém...
Que antes de sua partida...
Fez algum sentido em sua vida!
E o que sabemos da Finitude:
É que com a sua chegada...
Ficamos de mãos atadas...
Só nos sobra a inquietude!
Só nos resta repensar sobre o nosso “junto” estar:
Se a decisão for de se juntar...
Que permaneça ali por inteiro!
Que em nada além queira pensar...
Que no abraço possa demorar...
E ali queira ficar!
Pra que dessa cena possa se lembrar...
Quando isso um dia lhe faltar...
Já que tudo isso pode ser passageiro!
O QUANDO
Quando centenas de mísseis eram lançados ao chão,
Todos caiam sobre uma casa;
Expressão censurada,
Tudo se apaga,
Dor de saber,
Que por um,
Todos pagam.
Quando o arrependimento não se vêm,
Mas o remorso não me deixa em paz;
É quando sofrem pelas minhas contas,
Que percebo já não ser tão eficaz.
O que é felicidade ?
Hoje me encontro um tanto pensativo sobre o que é ser feliz.
A definição da palavra diz ser um estado de espirito onde a pessoa se encontra em paz , contentamento .Ora , só me encontro em paz quando estou sozinho , isolado .Mas certamente nao me considero num estado de contentamento. Talvez eu esteja pensando demais .Mas será que sou feliz? Sera que ja fui feliz ?
"O peso de ser forte o tempo todo"
Há uma expectativa silenciosa que recai sobre aqueles que parecem sempre resilientes, aqueles que enfrentam as adversidades com um sorriso nos lábios e determinação nos olhos. É como se a sociedade exigisse uma armadura de força constante, como se a vulnerabilidade fosse um sinal de fraqueza.
Mas o que muitos não percebem é o fardo que essa expectativa impõe. Ser forte o tempo todo é uma tarefa árdua, que consome energia e esvazia a alma. É como carregar o peso do mundo sobre os ombros, enquanto o coração grita por um momento de descanso.
A pressão para manter as aparências, para ser um pilar de força para os outros, muitas vezes leva ao esgotamento emocional. Aqueles que lutam para manter essa fachada podem sentir-se isolados em sua dor, temendo serem julgados ou incompreendidos se mostrarem sua verdadeira fragilidade.
A verdadeira força reside na capacidade de reconhecer nossos limites, de permitir-nos ser humanos em toda a sua complexidade.
É preciso coragem para abaixar a guarda, para permitir que as lágrimas caiam e as feridas sejam expostas. É preciso coragem para ser autêntico, para buscar apoio e consolo quando necessário.
Portanto, que possamos criar espaços seguros onde a vulnerabilidade seja acolhida, onde possamos compartilhar nossas dores e nossas lutas sem medo de julgamento. Que possamos oferecer nosso amor e nosso apoio incondicional àqueles que precisam, lembrando-lhes que não estão sozinhos em sua jornada.
E que possamos aprender a ser gentis conosco mesmos, a reconhecer que ser forte nem sempre significa carregar o mundo inteiro sobre nossos ombros, mas sim permitir-nos ser humanos, com todas as nossas falhas e fragilidades, enquanto buscamos a cura e a esperança juntos.
Permita-se sentir, permita-se descansar e, acima de tudo, permita-se ser humana.
