Texto sobre Distância
O amor verdadeiro
não se mede pelo tempo,
nem se enfraquece com a distância.
Ele atravessa dias silenciosos,
vence saudades demoradas
e permanece inteiro
mesmo quando os caminhos se alongam.
Porque quando é de verdade,
o amor não se perde no espaço…
ele mora no coração
e aprende a esperar.
Simone Cruvinel
Dizem que gaúcho aguenta tudo.
Frio,
distância,
solidão.
Mas ninguém fala do homem
que perde um amor ainda vivo
e precisa fingir firmeza
enquanto desmorona por dentro.
Porque existem pessoas, prenda,
que vão embora sem morrer.
E deixam um vazio tão grande
que nem campo aberto dá conta de carregar.
Meu amor
Queria que você soubesse que, mesmo com a distância física que nos separa por agora, eu sinto a sua presença em cada detalhe da minha vida. Você é a minha âncora e o meu farol.
A sua chegada e o nosso amor não foram apenas um 'acontecimento' na minha história; eles foram o ponto de virada. Eu olho para quem eu era e para o homem que sou hoje, e a diferença é imensa. Você me transformou em uma versão de mim que eu nem sabia que era possível ser.
Você me ensinou a ter mais paciência onde eu era impulsivo.
Você me mostrou a paz que eu procurava na agitação.
E, mais importante, você despertou em mim uma força e uma segurança que me fazem encarar o mundo de cabeça erguida.
Obrigado, meu amor, por cada sorriso, cada palavra de apoio e até por cada saudade, pois ela só prova a profundidade da nossa conexão. O que temos é muito mais do que um relacionamento; é um presente diário de crescimento.
Você é o meu lar, não importa onde você esteja.
Te amo mais do que as palavras podem dizer, hoje e para todo o sempre.
Com todo o meu coração,
A distância, meu amor, é só um nome frio,
Um mapa inútil, um cruel vazio.
Entre o meu corpo e o teu, um mar imenso existe,
E a saudade, em meu peito, teimosamente insiste.
Cada noite que cai, é um punhal de pranto,
Sinto a falta do teu cheiro, do teu doce encanto.
Mas juro, com a dor que me rasga a alma inteira,
Que este amor é chama, e a distância é só a fogueira.
Não há léguas que quebrem este nosso laço,
Pois te carrego na pele, no sonho, no abraço
Que só a lembrança permite. Não te aflijas, meu bem,
A distância só prova o tamanho que o amor tem.
A distância me aborrece, o amor me fortalece;
Saiba filha mesmo com todos os percalços que tenho enfrentado em 18 anos de peleja, mesmo assim sempre lembro dos ótimos acontecimentos que passamos no passado. E sei que podemos virar a página e tentar ao menos começar uma nova história. Sei que se passaram quase um ano do nosso último encontro, mais eu ao menos estou aqui pronto a me redimir. Sei que não vai ser como foi anos atrás, também sei que como pai o amo muito, e podemos tentar um novo recomeço....
"Reflexão de vida: A distância cobra o preço.
"Escuta isso aqui:
Não negocie com a distância.
Sabe por quê?
Só perceberemos o quão longe fomos, quando o caminho de volta se tornar difícil, e é aí que entenderemos, que a distância nunca negocia quando decidimos voltar.
A distância sempre cobra o retorno.
E quem ignora a distância, paga o preço.
@Suednaa_Santos
Saudade e Distância
A distância estica o tempo,
faz do relógio um inimigo mudo,
cada segundo carrega teu nome
e pesa mais quando estou sozinho.
A saudade não pede licença,
ela chega, senta ao meu lado
e me conta histórias tuas
que o silêncio insiste em repetir.
Teu rosto mora na memória,
tua voz atravessa o vento,
e mesmo longe, tão longe,
teu existir ainda me alcança.
A distância separa os corpos,
mas falha ao dividir o sentir,
porque a saudade constrói pontes
onde os pés já não conseguem ir.
E assim sigo, entre a espera e o sonho,
aprendendo que amar à distância
é descobrir, todos os dias,
que o coração não conhece fronteiras.
Tem narcisismo que a alma reconhece antes da razão: pede freio, distância e coerência.
Tem adeus que não é perda, é livramento.
Até ontem parecia amor, hoje já não existe — porque, na verdade, o narcisista não ama, ele joga.
E quando o jogo perde a graça, ele apenas troca a fita, como quem nunca sentiu nada.
Atravessando a distância que nos separa existe um caminho que nos leva a felicidade.
Meu coração viaja em sentimentos para o mais longínquo horizonte de brisas e firmamentos em um pensamento em tua imagem que nasce entre o espaço e a distância que nos separa.
Vivo a sonhar com você, não sai mais da minha cabeça quero o teu amor e não importa quando nem onde vou ter seu coração.
Amor Deusa do meu coração que transporta todo o meu carinho junto a ti deslocando a nossa distância;
Quando vejo o seu querer aprovando os meus desejos é sinal de que podemos e devemos transformar o simples em um ápice jubilar;
Um outro coração não entrelaçaria com tantos detalhes no qual te fizesse suspirar com sorrisos de felicidades, portanto te faço sentir o gosto bom que um à outro tem;
HÁ QUEM PERMANECE E HÁ QUEM APENAS SE APROVEITA DA CAMINHADA: a distância entre servir a uma causa e servir-se dela
“Uns permanecem porque acreditam no destino da caminhada; outros caminham apenas enquanto a estrada tiver por destino os próprios interesses.”
Um aliado, ou mesmo um apoiador de ocasião, não se confunde com um amigo leal, tampouco com aquele que verdadeiramente se compromete com uma causa e faz de determinada bandeira uma convicção de luta. A aproximação circunstancial pode nascer da conveniência, da convergência momentânea de interesses ou da expectativa de algum benefício. O compromisso verdadeiro, ao reverso, pressupõe identidade de valores, constância e disposição para permanecer mesmo quando a fidelidade à causa impõe custos pessoais.
É precisamente aí que se estabelece a diferença essencial entre quem serve a uma causa e quem se serve dela.
Há aliados e apoiadores cuja adesão, embora revestida do discurso do interesse coletivo, encontra-se, em sua essência, muito mais vinculada à própria vaidade, à necessidade de reconhecimento ou à realização de ambições pessoais. Nesses casos, a causa institucional deixa de constituir um fim em si mesma e passa a funcionar como cenário, instrumento ou mesmo trampolim para um projeto individual. A bandeira continua sendo exibida, mas já não é propriamente defendida: é utilizada.
Tal comportamento nem sempre se deixa perceber de imediato. Enquanto os interesses individuais e os objetivos coletivos caminham na mesma direção, conveniência e convicção podem apresentar aparência semelhante. Ambas produzem discursos de entusiasmo, manifestações de apoio e gestos de aparente comprometimento. A diferença somente se torna perceptível quando os caminhos começam a divergir e quando permanecer fiel à causa deixa de proporcionar vantagens passa a exigir renúncias.
É nesse ponto que o tempo e as circunstâncias assumem uma espécie de função reveladora.
O fenômeno é particularmente perigoso porque, muitas vezes, a retórica do compromisso encobre interesses que somente vêm à superfície quando o protagonismo é ameaçado, quando o reconhecimento não chega, quando a liderança passa a ser exercida por outros ou quando a defesa da causa exige sacrifício sem qualquer recompensa imediata. É então que se descobre se havia verdadeira convicção ou apenas conveniência e se o indivíduo havia colocado sua trajetória a serviço de um ideal ou se, ao contrário, havia transformado o ideal em instrumento de sua própria trajetória.
A lealdade autêntica, portanto, não se mede pela intensidade das manifestações de apoio quando há aplausos, visibilidade ou vantagens a conquistar. Mede-se, sobretudo, pela capacidade de permanecer quando desaparecem os holofotes, quando o silêncio substitui o reconhecimento e quando a fidelidade aos princípios exige a renúncia ao próprio protagonismo.
Porque permanecer quando tudo favorece a permanência pouco revela sobre alguém. A medida da lealdade começa a aparecer quando permanecer custa alguma coisa.
É nesse sentido que ganha especial significado a conhecida metáfora das trincheiras: mais importante do que saber apenas qual guerra se trava talvez seja descobrir quem permanece ao nosso lado quando chega o momento de enfrentá-la. As trincheiras têm uma virtude que os tempos de bonança desconhecem porquanto revelam quem caminhava conosco por convicção e quem apenas seguia na mesma direção porque, até então, nossos caminhos coincidiam com os seus interesses.
Na caminhada, muitos podem acompanhar-nos enquanto a estrada é confortável, enquanto há reconhecimento, perspectivas ou vantagens compartilhadas. A trincheira, porém, introduz outra medida. Nela, a presença deixa de ser cômoda e passa a representar risco, sacrifício e renúncia. É justamente quando permanecer passa a ter um preço que descobrimos não apenas quem está ao nosso lado, mas, sobretudo, por que está.
Talvez por isso se tenha difundido, com autoria atribuída à Ernest Hemingway, a frase: “Quem estará nas trincheiras ao teu lado? — E isso importa? — Mais do que a própria guerra.” Sua força não reside propriamente na guerra, mas naquilo que a adversidade revela sobre os vínculos humanos, na medida que determinadas circunstâncias extremas retiram das relações a aparência da conveniência e deixam à mostra a substância da lealdade.
Quem está verdadeiramente comprometido com uma causa não precisa ser o seu personagem principal. Compreende que determinadas lutas são maiores do que as pessoas que momentaneamente as representam e que a defesa de um ideal coletivo exige, muitas vezes, a grandeza de ceder espaço, reconhecer méritos alheios e continuar contribuindo mesmo sem ocupar o centro da cena.
Há, nisso, uma forma silenciosa de desprendimento. Quem compreende a dimensão de uma causa sabe que ela não lhe pertence. Pode ter contribuído para construí-la, defendê-la durante anos e até suportando sacrifícios em seu nome, mas não adquire, por isso, o direito de confundi-la consigo próprio. As pessoas passam; as instituições, os valores e as causas que verdadeiramente importam devem ser capazes de sobreviver àqueles que, em determinado momento, as representam.
É justamente essa compreensão que distingue a liderança comprometida do personalismo. O verdadeiro compromisso deseja que a causa continue forte mesmo quando outros passam a conduzi-la. O personalismo, ao contrário, tende a experimentar o êxito alheio como diminuição própria e a interpretar a perda de protagonismo como se fosse o enfraquecimento da própria causa.
Já aquele que está comprometido sobretudo consigo mesmo tende a confundir a própria trajetória com aquilo que afirma defender. Enquanto seus interesses caminham ao lado da causa, mostra-se entusiasmado, combativo e presente; quando deixa de ocupar posição de destaque, ou quando a causa já não lhe proporciona visibilidade, sua disposição frequentemente diminui. Não necessariamente porque o ideal tenha perdido importância, mas porque deixou de servir ao projeto pessoal que, desde o início, talvez constituísse sua verdadeira prioridade.
Por isso, a adversidade possui uma virtude singular: ela não transforma convicção em conveniência, nem lealdade em oportunismo; apenas torna visível aquilo que, em tempos favoráveis, podia permanecer oculto. Quando chegam as dificuldades, caem os adornos do discurso, desaparecem as aparências e cada pessoa acaba revelando a verdadeira natureza de seu compromisso.
A caminhada e a trincheira, embora sejam metáforas distintas, encontram-se precisamente nesse ponto. A caminhada revela quem nos acompanha; a trincheira revela quem permanece. Uma permite perceber a companhia; a outra põe à prova a lealdade. E talvez somente depois de atravessarmos ambas possamos distinguir aqueles que compartilhavam verdadeiramente a causa daqueles que apenas compartilhavam, circunstancialmente, o caminho.
Talvez seja essa a medida mais segura da autenticidade, que é permanecer fiel à causa mesmo quando já não é possível convertê-la em prestígio, poder, reconhecimento ou vantagem pessoal.
Quem possui compromisso genuíno compreende que causas verdadeiramente importantes não existem para engrandecer aqueles que as defendem. Ao reverso são aqueles que as defendem que precisam, quando necessário, diminuir a própria vaidade para engrandecê-las.
E talvez o tempo seja, afinal, o juiz mais rigoroso dessas diferenças. Ele termina por distinguir os que estiveram ao lado de uma causa porque acreditavam nela daqueles que apenas permaneceram enquanto dela puderam extrair alguma utilidade. Os primeiros deixam contribuição; os segundos, quando cessam as vantagens, geralmente deixam apenas a memória de sua passagem.
No fim, há quem permaneça porque acredita na caminhada e há quem caminhe apenas enquanto a estrada conduz aos próprios interesses. Mas são as trincheiras que dissipam as últimas dúvidas: quando desaparecem o palco, o aplauso e a recompensa, descobrimos quem verdadeiramente estava ao nosso lado e, mais importante ainda, quem estava ao lado da causa. Porque o compromisso autêntico começa justamente onde termina a necessidade de protagonismo.
Hay noches en las que la distancia parece más grande de lo que realmente es.
El reloj avanza lentamente, los pensamientos crean historias y el corazón intenta llenar los espacios vacíos.
Pero amar no es sostener a alguien de la mano todo el tiempo.
Es saber que algunas alas necesitan libertad para elegir el camino de regreso.
Porque aquello que es verdadero no necesita prisión, necesita presencia.
EU TE PROCURO EM TUDO QUE EU FAÇO
PERCEBO A AUSÊNCIA DO SEU OLHAR
SINTO A DISTÂNCIA DO SEU CORAÇÃO
QUANDO ELA EXISTE.
EU TE PROCURO EM TUDO QUE EU FAÇO
FICO FELIZ QUANDO ENCONTRO SEUS OLHOS
E ELES, DE VOLTA, SORRIEM PRA MIM.
SINTO MEU CORAÇÃO ACELERAR
DE UM JEITO QUE PARECE QUERER FUGIR DAQUI
SÓ PRA ENCONTRAR O SEU.
NÃO PENSE, NEM POR UM DIA, QUE EU NÃO TE AMO.
QUANDO OLHAR PRA MIM E ACHAR QUE NÃO BATE NADA AQUI DENTRO,
É PORQUE, NA VERDADE,
SINTO QUE PARO DE VIVER POR SEGUNDOS
QUANDO ESTOU AO SEU LADO.
NÃO SONHE QUE EU NÃO TE AMO.
EU TE PROCURO EM TUDO QUE EU FAÇO
E SEMPRE FICO NO AGUARDO
DE ESTAR BEM CONTIGO,
DE VOLTAR PRAQUELE LUGAR
ONDE A GENTE ESQUECE UM POUCO O RESTO DO MUNDO.
EU TE PROCURO EM TUDO QUE EU FAÇO.
GOSTO DE TE SENTIR NA MINHA ROTINA
E DE PENSAR QUE, MESMO COM TUDO,
VOCÊ AINDA AMA O MEU JEITO.
AGORA EU SÓ ESPERO QUE A GENTE FIQUE BEM,
QUE A GENTE SE AME BEM,
E QUE TUDO AQUILO QUE NÓS DUAS PROCURAMOS
SEJA ENCONTRADO
UMA NA OUTRA.
Aprendi que definitivamente não é a distância que separa as pessoas. O que realmente as afasta é a frieza, a falta de diálogo e atenção, a indiferença, a falta de persistência na busca por compreensão e o irreverente “tanto faz”.
É isso que constrói muros, engendra silêncios ensurdecedores, assola sentimentos e transforma pequenos desencontros ou choque culturais em grandes abismos entre dois corações que se pertencem.
Vença tudo isso, e impacte a sua vida usando força e sabedoria para construir uma ponte sobre o abismo. Deus não brinca quando une pessoas, e Ele sempre será o alicerce dessa ponte.
(Aline M. Abdalah)
O Mapa da Distância
Entre a tua pele e o meu abraço,
cresceu um deserto de ferro e neblina.
Fausia, traçaste um novo compasso,
onde o teu passo a minha alma empurra e declina.
Desenhaste, com gipsita e silêncio,
fronteiras de gelo no meio do nada.
E eu, marinheiro de um porto suspenso,
vejo a âncora presa na tua calada.
A distância não é só o tempo ou a estrada,
é a tinta invisível que mancha o teu ver;
é a rota que pões na tua jornada,
fazendo do perto um jeito de esquecer.
Construíste muralhas de vento e de tédio,
um fuso horário onde eu nunca existo.
E a cada partida, o único remédio
é olhar para o mapa e ver tudo instinto.
Se o norte do amor era a nossa chama,
agora o teu mapa só aponta o revés.
E a distância que crias, cruel e infama,
deixa o meu mundo sem chão sob os pés.
Sem demagogia
Sem demagogia, mas já considerei a nossa distância como o fim do mundo por várias vezes,
Vamos cuidar para que nossos sentimentos não precisem mais de traduções,
Embriagado por tuas palavras eu percebi que a nossa reciprocidade combina assim como a lua combina com as estrelas,
De mim, você merece um amor seguro que traga a sensação de incontáveis vidas a frente juntos,
Ainda a tanto para abraçarmos, ainda a tanto para nós dividirmos, você tem a vocação de ser, de merecer e de me comprometer,
Seja no campo físico, no campo místico, espiritual ou que seja ainda no campo dos sonhos, eu prometo estar em todos eles pronto para receber você.
Acreditem!
Tão próximos e tão distantes assim como a lua e a terra tem sua distancia, porém estão tão próximas e conectadas através das suas interações reais e surreais aos olhos nus,
O amor é uma responsabilidade afetiva que está em nossa consciência, ela pode se esconder, fingir que não existe, mas possui um vínculo eterno.
O Beijo
Te calculei em silêncio
Tentando manter distância
Mas você acontece
Fora de qualquer previsão
Quando chega
Meu corpo responde
Antes da lógica
Terminar o raciocínio
Teu beijo altera o curso
Do que eu achava estável
E tudo que era linha
Vira movimento
No fim, entendo:
Não é sobre resolver
Você é sobre aceitar
O beijo
Nós nos atraímos como ferro e ímã,
mesmo quando fingimos distância,
há uma força invisível que nos denuncia.
É o silêncio encurtando caminhos,
é o acaso nos empurrando um para o outro como se o destino tivesse mãos.
Teu olhar me encontra como bússola enlouquecida, apontando sempre para o teu norte.
Resisto, mas meu corpo trai a lógica,
pois alguns encontros não pedem permissão:
eles acontecem,
como a maré obedecendo à lua.
E quando finalmente nos tocamos,
não é escolha
— é natureza.
Somos matéria rendida à própria essência, dois pedaços do mundo que se reconhecem
e se colam porque nasceram para isso.
Saudades
Saudade é uma distância
que o coração se recusa a medir.
É olhar para o caminho percorrido
e descobrir que alguma parte de nós
ainda mora onde tudo começou.
Saudade é a voz de quem amamos
atravessando os anos em silêncio,
é um olhar guardado na memória,
um portão, uma despedida,
um “Deus te abençoe”
que o tempo nunca conseguiu apagar.
Partimos porque tínhamos sonhos,
mas ninguém nos contou
que alguns sonhos carregam ausências.
E seguimos…
entre conquistas e lembranças,
aprendendo que vencer também dói
quando não podemos abraçar
quem nos ensinou a sonhar.
Hoje compreendo:
quem parte não deixa tudo para trás.
Leva consigo os afetos, as raízes,
os gestos e as vozes.
Porque saudade talvez seja isso:
o amor quando já não cabe no presente
e decide morar para sempre
dentro de nós.
