Texto sobre Distância
Variáveis infinitas viajam pelo espaço em ondas massivas, proporcionais à distância que define o próprio lapso temporal. Dessas paredes finas de uma realidade ambígua, compreendemos que a distância é apenas a expressão da expansão do universo — e atravessamos essa horda massiva sob o obstáculo da observação.
Telescópios espaciais, com suas visões em raios-X e infravermelho, entregam parâmetros com os quais Galileu Galilei apenas pôde sonhar ao olhar pelo telescópio que hoje resplandece no passado. Na adversidade do espaço sideral profundo, encontramos um sentido contemporâneo para histórias que atravessam a eternidade da distância e para a interpretação do microcosmo.
Antes, olhávamos perplexos para a grandeza do cosmos e para a própria ignorância humana. Hoje, a poeira de estrelas dilaceradas ganha contornos de realidade e traduz a nossa busca por vida. A cada fogueira alucinada no tempo, contamos histórias para que, um dia, sejamos parte de um momento histórico em que a vida seja tão comum que nada do que fizemos pareça extraordinário na história de uma galáxia colonizada. Afinal, somos a poeira que se atreveu a falar, que tentou, na adversidade, compreender o inexplicável e provar que só compreendemos com o passar das eras.
O Grande Filtro, a vida em potencial em Marte, em meteoros ou nos oceanos sob o gelo de Europa — até mesmo nas nuvens densas dos gigantes gasosos —, reveals que há coisas cuja existência ainda não compreendemos, mas observamos e contemplamos.
Nossa pequenez diante do macromundo espiritual mostra que mal saímos das paredes da caverna de pedra e já entramos na caverna digital. Mal compreendemos a nós mesmos, pois ainda não vemos o universo como um organismo vivo; vemos apenas a poeira se mover, colidir e formar novas estrelas em uma dança cósmica infinita, em magnífica e contínua construção.
Ainda assim, vislumbramos que o emaranhamento quântico nos conecta às veias do universo — exatamente como o homem um dia sonhou em voar, impulsionado por suas maravilhosas loucuras. A aventura de olhar para a Lua de dentro da caverna nos deu o senso crítico necessário para prosseguir na jornada da descoberta e da profunda autodescoberta de nós mesmos.
— Celso Roberto Nadilo
nossa liturgia.
Entre nós há uma distância
que nenhum mapa saberia medir,
porque não se mede em léguas
o que duas almas precisam conter
quando nasceram querendo se encontrar.
Há cidades entre nossos passos,
noites inteiras entre nossas mãos,
e uma espécie de silêncio
que aprendemos a chamar de prudência
para não chamar de paixão.
Tu sabe.
Eu sei.
E talvez seja justamente isso
o que torna tudo tão difícil
não há dúvida que nos salve,
nem inocência que nos proteja.
Há apenas essa certeza mútua,
quieta e quase cruel,
de que se fosse fácil,
nós já teríamos vivido tudo.
Porque há um amor reprimido
morando no intervalo das palavras,
um incêndio educado pela distância,
uma vontade que baixa os olhos
toda vez que o desejo ameaça dizer seu nome.
E quando penso em ti,
não penso somente no encontro.
Penso naquilo que viria depois dele
a demora dos dedos,
o repouso da cabeça junto ao peito,
o abraço que não teria pressa de acabar,
como se nossos corpos finalmente descobrissem
uma língua que a boca jamais aprendeu.
Talvez nossas mãos já se procurem
sem que saibam.
Talvez, em alguma noite distante,
quando o sono demora e o quarto se cala,
tu também imagine minha presença
chegando devagar,
como quem atravessa a escuridão
sem querer acordar a saudade.
E eu te imagino fazendo o mesmo.
Dois desejos separados por quilômetros,
dois corações fingindo serenidade,
duas vontades absurdamente próximas
vivendo em geografias diferentes.
É estranho amar assim.
Ter alguém tão perto do pensamento
e tão longe da pele.
Saber o caminho até os olhos,
mas não poder percorrê-lo.
Conhecer a curva do sorriso,
mas não poder guardar o rosto entre as mãos.
Querer dizer fica
quando tudo ao redor insiste em dizer longe.
E talvez seja por isso
que nosso amor pareça tão pequeno por fora
e tão imenso por dentro.
Porque aquilo que poderia ser vivido
precisa ser imaginado.
O beijo se torna hipótese.
O abraço, memória de um futuro.
O toque, uma espécie de oração
que ambos fazemos em silêncio.
Mas há uma coisa que a distância não conseguiu levar
a vontade.
Ela permanece.
Permanece quando conversamos,
quando nos despedimos,
quando fingimos que certas palavras
não carregam segundas intenções.
Permanece naquela fração de segundo
em que nossos olhos se encontram
e ninguém sabe muito bem
quem desviou primeiro.
E se um dia a distância ceder,
se o acaso for gentil conosco,
se as estradas finalmente resolverem
terminar no mesmo lugar,
não haverá muito o que explicar.
Talvez apenas silêncio.
Porque depois de tanto tempo
reprimindo o que sentimos,
o primeiro toque dirá tudo.
E haverá nos nossos corpos
a estranha familiaridade
de quem esperou demais
por algo que sempre soube reconhecer.
Então talvez descubriremos
que não era exagero,
nem carência,
nem fantasia.
Era somente amor
sem espaço suficiente para acontecer.
E quando houver espaço,
quando não houver mais quilômetros
entre a tua mão e a minha,
não haverá pressa.
Haverá fome de presença.
Haverá o abraço demorado
de quem finalmente pode tocar
aquilo que passou tanto tempo
amando de longe.
E talvez seja essa a nossa tragédia
não nos falta amor.
ENQUANTO ELA DORME
é noite, e perto de mim dorme a minha amada
eu, à distância de mil pensamentos,
tento ouvir seu ressonar de paz.
será que ela sonha?
será que quando acordar
se lembrará que vivo estou?
a minha amada tem os olhos azuis
da cor da esperança
suas mãos são finas,
macias como lã de algodão.
ela tem um corpo esculpido
de quase perfeição.
minha amada,
quando sorri ilumina a noite
a noite de treva e solidão.
mas, a minha amada dorme,
minha amada não sabe
que morro aqui, ao seu lado,
acordado, tentando dormir também
para lhe encontrar.
oh, se ela pudesse me ouvir,
oh, se ela pudesse vir aqui
por um instante.
minha amada não respira
o mesmo ar que eu.
de onde estou não posso chegar até ela,
a não ser em pensamento.
nossa cama parece um imenso oceano,
e eu só tenho as mãos para lhe abraçar.
tudo que eu queria nessa vida
era que ela pudesse ouvir meus pensamentos
para que ela soubesse o quanto a desejo,
oh, quem dera,
que ela um dia desses
me acordasse com um beijo.
mas a minha amada dorme,
enquanto eu escrevo poesias,
em delírios que me consomem,
mesmo distante
em noites de insônia
como uma sombra
eu ainda a vejo..
Armadilha
Um choro silencioso na cozinha
Você a dois passos de mim
Mas a distância emocional que nos separa é tal qual o espaço entre os dois trópicos da Terra.
Você, trópico de Câncer, clima seco, terra firme, grandes desertos. Olhar de quem sabe que domina sem precisar se esforçar muito pra isso.
Eu, Capricórnio, chuvas, sol e calor, florestas e savanas. Entrega de alguém que não tem luz própria. Fotossíntese sempre foi o meu forte. Você é meu sol, estrela inconstante, distração brilhante que me faz voltar pra casa.
Eu voltei, mas era uma armadilha.
Nessa casa, nessa cozinha
Estou com você e estou sozinha
Te vejo apagar o cigarro, pressionando-o contra o cinzeiro. O mesmo fez comigo. Só restam as cinzas.
O pior é que sempre conheci suas artimanhas. Sabia que era um golpe e me permiti cair. E mais ainda: não me arrependo, porque parece que me vale o sofrimento quando te ouço mentir que me ama.
Você continua me olhando em silêncio, gelando-me a face com os olhos, enquanto eu, covarde, prefiro não encontrar os teus. Medo doentio que me impede de reagir a você.
Seus lábios, como que lendo meus pensamentos e ainda soltando a fumaça do cigarro que acabara de morrer, balbuciam que seu amor é verdadeiro como quem diz o preço de um produto do supermercado. Mentira. Você mente, eu acredito.
Então, diminuindo a distância entre os trópicos, eu cruzo a linha do Equador e te abraço, envolvendo meus braços quentes em seus ombros congelantes. Eclipse total. Você me escurece, mesmo assim, eu permaneço. E ainda não terminei de cair em sua armadilha.
Te amo
A distância é ruim,
A distância muitos dias é pior,
Ficar sem ver ou falar, dói,
Mas, eu não sofro com isso, pois tenho a fuga dos pensamentos e dos sentimentos para onde quero levá-los,
Então, o pensar e o existir são íntimos na convivência,
Logo, pensar em você me faz saber do teu existir, e o teu existir me faz imaginar e voar em direção a tudo que é bom,
Portanto, te vejo, te sinto, te idealizo, assim como eu te amo.
Sabe, passei muito tempo tentando me convencer de que a distância era necessária ou que o tempo resolveria esse aperto no peito. Eu estava errado.
Estou aqui agora, encarando o telefone e lutando contra a vontade de ligar só para ouvir a sua voz. É engraçado como a gente só percebe o quanto depende de alguém quando o "amanhã" deixa de ter cor. Sem o seu sorriso guardado aqui dentro, meus dias parecem uma sequência de horas vazias e noites longas demais.
Eu sei que você também está machucada. Sinto isso no ar, no jeito que o nosso adeus ficou suspenso. Mas o que estamos fazendo com a nossa vida? Estamos nos torturando à distância enquanto o amor continua aqui, nos cercando, ficando cada vez maior, mesmo que a gente tente ignorar.
"O que sou eu sem você?"
Essa pergunta me persegue. A verdade é que me sinto perdido. Não há um caminho fácil de volta, mas eu precisava dizer: eu sinto muito. Fui teimoso, fui cego, e agora estou aqui, "completamente sem amor", porque todo o amor que eu tinha, eu entreguei a você.
Se eu aparecesse na sua porta agora, confessando que não consigo mais seguir sozinho... o que você diria? Eu só queria que você me levasse para casa. Não para um lugar físico, mas para aquele sentimento de paz que só existia entre nós dois.
Ainda espero que você esteja sentindo o mesmo.
Com todo o meu arrependimento e o que restou de mim,
Aquele que ainda te espera.
Sempre ouvi dizer que a distância é o teste mais difícil para o coração, mas só agora entendo que ela não é apenas um espaço entre nós — é um lembrete constante do quanto você me faz falta. Escrevo estas palavras porque, às vezes, o silêncio da casa ou o vazio do meu lado na cama gritam o seu nome mais alto do que eu consigo suportar.
Queria que você soubesse que, mesmo daqui, meus olhos buscam você em cada detalhe. Cada plano que faço para o futuro tem o seu sorriso como ponto de chegada. Sinto falta do calor do seu abraço, do jeito que o mundo parece fazer sentido quando você está por perto e até daquelas pequenas bobagens do dia a dia que só nós entendemos.
Não vou mentir: há dias em que o aperto no peito é forte e o medo de estar longe me faz querer largar tudo só para te ver por cinco minutos. Mas é justamente esse sentimento que me dá a certeza de que você é a mulher da minha vida. Você é insubstituível, e nenhum quilômetro no mapa é capaz de diminuir o que construímos.
Estou aqui, contando os dias, as horas e os minutos. Mas, enquanto o momento do nosso reencontro não chega, saiba que meu coração está aí com você, cuidando de você e te amando em cada pensamento.
Eu te amo, hoje e em todos os tempos que virão.
Te ver ali, a poucos metros de distância, e não poder chegar perto, dar um toque ou um abraço... sério, é uma das coisas mais difíceis que já tive que aguentar.
Eu olho pro teu olho e as palavras simplesmente somem. Trava tudo. Tem um universo de "eu te amo" que morre na minha garganta toda vez que você sorri. Dói demais ver esse sorriso brilhando na minha frente e saber que ele não é mais o meu lugar, que eu não posso mais me apoiar ali. Sinto o teu perfume de longe e, na hora, me vem à cabeça um monte de planos que a gente fez... planos que agora parecem de outra vida.
O pior de tudo é essa cena que eu sou obrigado a fazer todo dia. Por fora, eu tento parecer calmo, o tipo de pessoa que aceita que o tempo passou e as coisas mudaram. Mas, por dentro, cada pedaço de mim grita o teu nome. É exaustivo demais fingir um sorriso pro mundo enquanto eu tô desmoronando por dentro. É bizarro pensar que você é a pessoa mais perto de mim fisicamente, e a mais impossível de alcançar emocionalmente.
Todo mundo diz que a distância machuca, mas tá todo mundo errado. O que destrói de verdade é a proximidade sem o pertencimento. É olhar pra você e saber que esse amor que eu sinto não é loucura da minha cabeça — ele é real, é pesado, tá vivo aqui dentro — mas, mesmo assim, ele simplesmente não tem espaço pra existir no nosso presente.
Aí eu fico guardando cada vontade, cada sonho, cada detalhe que eu só conseguia imaginar se fosse com você. É um amor que continua vivo no escuro, esperando por um tempo que talvez nunca venha, mas que se recusa a sumir.
Te ver ali, a poucos metros de distância, e não poder encurtar esse espaço com um toque ou um abraço, é uma das tarefas mais difíceis que já tive que enfrentar.
Olho nos teus olhos e as palavras travam. Existe um universo de "eu te amo" que morre na minha garganta toda vez que você sorri, porque me dói imaginar que esse sorriso, embora brilhe na minha frente, já não é mais o porto onde eu posso ancorar. Eu sinto o teu perfume de longe e ele me traz memórias de planos que agora parecem morar em outra vida.
O que mais me consome é essa encenação diária. Por fora, eu sou o retrato da calma, alguém que aceita o fluxo do tempo; por dentro, cada fibra do meu ser grita o teu nome. É exaustivo sorrir para o mundo enquanto desmorono por dentro, sabendo que você é a pessoa mais próxima de mim fisicamente, e a mais impossível emocionalmente.
Dizem que a distância machuca, mas eles estão errados. O que realmente fere é a proximidade sem o pertencimento. É saber que esse amor que eu sinto não é uma invenção da minha cabeça — ele é real, é denso, é vívido — e, ainda assim, ele não tem lugar para existir no nosso presente.
Fico guardando cada vontade, cada sonho e cada detalhe que eu só consigo enxergar se for através de nós dois. É um amor intenso que sobrevive no escuro, esperando por um tempo que talvez nunca chegue, mas que se recusa a apagar.
Nem toda distância gera saudade. Algumas geram paz.
Às vezes, só percebemos o peso de uma relação quando nos afastamos dela.
Enquanto estamos envolvidos, confundimos costume com necessidade, apego com amor e sofrimento com o preço de manter alguém por perto.
Nem toda ausência dói. Algumas curam, silenciam conflitos e devolvem a leveza que havíamos perdido.
E então percebemos que aquilo que parecia saudade era, muitas vezes, apego ao que desejávamos que aquela relação fosse.
Quando a distância traz mais tranquilidade do que vazio, ela também traz uma resposta: talvez você não sinta falta da pessoa, mas alívio por não precisar mais sobreviver ao que julgava indispensável.
Há despedidas que partem o coração. E há distâncias que, aos poucos, o colocam de volta no lugar.
Um Universo inteiro
Há palavras frágeis demais
para atravessar a distância do silêncio que ficou
quando você de mim se afastou.
Então, tenho ficado num silêncio abissal...
Tenho vivido de frases inacabadas,
palavras balbuciadas dentro do meu coração.
guardo, sem testemunhas, esse amor que deveria ter morrido quando você se foi.
Um Universo inteiro deveria acontecer entre nós...
Mas está suspenso...
parado no tempo...
esperando pra acontecer em algum momento... sempre jogado pra depois.
Entre Tantos Caminhos
Quando o mundo disser para esquecer,
quando a distância nos quiser separar,
quando o medo me disser para partir,
quem há de permanecer
se não tivermos coragem de ficar?
Não basta amar quando tudo é perfeito;
é na adversidade que o coração revela
aquilo que verdadeiramente deseja.
E entre tantos caminhos,
entre tantos destinos,
meu coração ainda escolhe o teu.
Pois amar é permanecer
quando tudo conspira para nos separar,
é segurar tua mão
quando a vida ordena soltá-la.
E se não for por aquilo que amo,
por aquilo que meu coração escolheu,
então, quem serei eu?
O Centro do Todo
Há, em algum lugar, uma distância que nos comove. Nem sempre essa distância revela segredos. Às vezes, ela nos mostra verdades nuas e cruas. E, quando isso acontece, somos agraciados com todas as histórias que estavam escondidas e vieram à tona. São segredos que só se revelam a quem tem a curiosidade de compreender o seu significado.
Sempre haverá intenção de nos imaginarmos dentro do centro onde o todo se instala. É lá que estão as respostas para as nossas perguntas e interrogações. É no centro do todo que mora a nossa parte faltante. É lá que encontraremos tudo aquilo de que precisávamos.
Precisamos enfrentar o medo e seguir adiante. Adentrar esse portal e nos fortalecer para compreender o tudo e o nada.
Me perguntaram sobre nós, eu respondi: não sei,
acho que foi a distância,
acho que nao
Foi falta do contato físico
Eu acho que não. ou foi rejeição Foi escolha, alguém, parou, para pensar.
Nos distanciamos, e nos perdermos, e agora não nos encontramos, não nos falamos, não sei quem se perdeu primeiro.
Copyright, direitos autorais
Todos os direitos reservados a
Sonia Solange da Silveira
Ssolsevilha
Poetisa do cerrado
Eu o honro porque ele me honrou primeiro...
Todas as vezes em que me olhastes na distância e na distância sentia seu olhar terno sobre mim...
Senti sua ternura sobre mim...Sem nunca havermos nos falado ou tocado...Eu sentia a sua admiração por mim 💕
Tive a benção de ter o seu olhar sobre mim...
Hoje tenho o previlegio de pertencer ao Senhor de ser sua
Me sinto honrada por teres visto virtude em mim...
Me tiraste de um mar de tristeza oceano de desilusões...Me fizestes sorrir novamente 💕
Não tenho palavras para expressar tantos sentimentos...Aceite esse singelo verso que foi feito com muito amor 💕
Gratidão meu soberano e amado Senhor💕
Sob o alto e o baixo distância ausenta presença no espaço eterno, onde a luz dos cosmos ilumina o caminho, mas expõe a nudez das sombras nos rastros. Pois quem caminha pela luz não tropeça nas pedras e descobre que a verdadeira escuridão sempre estará nos olhos de quem não quer enxergar a luz da razão.
João Eudes de Ana ____
Eu sei que te magoei. Sei que estamos ambos atormentados por essa distância que nós mesmos criamos. Mas, sinceramente, o que mais podemos fazer além de admitir que somos melhores juntos?
Eu queria poder carregar o seu sorriso guardado dentro do meu coração como um amuleto. Nos dias ruins, é ele que me faria acreditar no amanhã; porque hoje, sem você, o presente é incerto e o futuro parece vazio.
Eu admito: você estava certa o tempo todo. Você acreditou em nós por tanto tempo, e eu demorei para entender o que estava em jogo. Eu estava errado, muito errado. E dói admitir que precisei ficar "completamente sem amor" para entender que você é o meu lar.
O que sou eu sem você? Apenas alguém perdido em noites longas e solitárias, procurando por você em cada pensamento. Se eu te ligasse agora, o que você diria? Eu não quero mais esperar. Não existe um jeito fácil de dizer isso, e cada dia que passa fica mais difícil, mas eu preciso que você saiba: eu quero que você volte e me leve para casa.
Por favor, não deixe que seja tarde demais. Eu não sou nada sem o seu amor.
Longe
Qual a distância para o sofrimento?
O peito bate de fora para dentro.
De longe sinto a dor da partida,
De perto meu peito escurece
E minha visão se embaça por uma neblina.
Qual a distância para o sofrimento?
Te chamo esperança dos meus sentimentos.
A luz brilhou alto, alcançou as estrelas,
E agora tenho minha resposta:
A luz que brilhou em mim
Acabou com meu sofrimento.
"A miscigenação que largamente se praticou aqui corrigiu a distância social que, de outro modo, se teria conservado enorme entre a Casa-Grande e a mata tropical; entre a casa-grande e a senzala. O que a monocultura latifundiária e escravocrata realizou no sentido de aristocratização, extremando a sociedade brasileira em senhores e escravos, com uma rala e insignificante lambujem de gente livre sanduichada entre os extremos antagônicos, foi, em grande parte, contrariado pelos efeitos sociais da miscigenação".
(Gilberto Freyre: Casa-Grande & Senzala)
Do Outro Lado da Tela
A distância é só um detalhe no mapa,
porque no meu peito você já fez morada.
Falo com você pelo celular, conto as horas,
e a sua voz é a melodia que me acalma agora.
Imagino o toque do teu cabelo,
e o brilho do teu sorriso que eu tanto zelo.
Ainda não te vi de perto, não te abracei,
mas nas linhas do tempo, foi você que eu escolhi e guardei.
Os quilômetros que nos separam do primeiro encontro
são pequenos perto do amor que já está pronto.
